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O Natal está chegando. Preparemo-nos!


"O amigo se alegra em ouvir a voz do Esposo", falou S. João Batista, este que, anos antes, tinha vibrado no ventre de Isabel ao pressentir a presença do Cristo através da saudação de Maria. Este "salto" faz lembrar de perto a esposa dos cantares: "meu Amado passou a mão na fechadura da porta, e minha alma estremeceu." O Natal está chegando. O Esposo está vindo. Que Ele nos conceda estremecer na Sua vinda. Que Ele nos dê um coração de Simeão, que vive apenas para vê-Lo. Este santo tremor faz ainda lembrar do Pentecostes, quando o Espírito Santo, vindo do alto céu como vento impetuoso, prepara os Apóstolos para a consumação da união divina. Neste natal, estejamos com o coração preparado, esvaziado de si e pleno da Graça. Confessemo-nos, portanto, para que a nossa alma esteja em condições de percebê-Lo quando se avizinha, e possa estremecer de amor. É pela Graça que poderemos nos alegrar ao ouvir a voz do Esposo que, como infante, rompe em choro na escuridão do mundo. É por estar plena de Graça que Maria pode dizer: "minha alma se alegra em Deus." Que Deus seja a nossa alegria e, para isso, purifiquemos o coração pela Confissão.

"Não sei, Senhor, a hora em que vireis. (...) Mas o coração puro de longe, Senhor, Vos perceberá." Santa Faustina

Advento, espera do Natal


Iniciamos o Advento, uma época muito bonita na Igreja. Esta beleza tem sua razão de ser na festa que se segue imediatamente ao Advento: o Natal. A espera só tem sentido por causa daquilo que se espera. Espera e chegada formam, assim, uma certa unidade. Advento e Natal possuem uma continuidade. Se já agora nós conseguimos notar um algo de doçura e ternura, que são muito próprios desta época, esta doçura e esta ternura são como reflexos daquela luz que está mais à frente, no tempo. 

No Natal, o Cristo virá até nós. Toda a criação O espera. Os antigos profetas suplicavam que as nuvens O chovessem e há séculos o anúncio da Sua vinda, por Isaías, enchia de esperança e felicidade antecipada todos os homens. O ancião Simeão já não tinha outro motivo para continuar vivendo senão conhecer, com os próprios olhos, aquele que seria o Salvador. Tão logo O teve em seus braços, a sua alma rejubilou-se tão imensamente que se desfez em cantos de alegria e louvor a Deus: "Eis o esperado! Agora, Senhor, teu servo pode descansar em paz." Eis o Cristo que dá sentido até mesmo àquilo que parecia tirar o sentido da vida: a morte. O Cristo é o Lógos que participará da morte humana e, ao fazê-lo, será capaz de inserir sentido até mesmo nela, tornando-a não mais meramente uma punição, mas uma via para a vida mais alta. Participando da nossa morte, Ele nos fará participar da Sua vida.

A simples espera do Cristo já enche de Sua luz todo o caminho da espera. Esta luz aumenta progressivamente à medida que nos aproximamos da Sua vinda. Os antigos israelitas começavam a se alegrar tão logo recebessem o chamado de ir a Jerusalém: "Que alegria quando ouvi que me disseram: 'vamos à casa do Senhor'". Agora, porém, recebemos o chamado não apenas para ir à casa d'Ele, mas para ir até Ele próprio. Quanto maior não deve ser a nossa alegria! O advento, assim, se converte num símbolo de toda a espera dos antigos pela vinda do Messias, como também em símbolo desta nossa vida, uma vez que, quanto mais avançamos no tempo, mais desfazemos a distância entre nós e Ele. A vida cristã, por este motivo, deveria ser uma vida marcada por uma alegria profunda que apenas se adensaria progressivamente até aquele dia em que O veremos face a face.

O caminho, contudo, possui suas distrações. Estas distrações nos fazem perder tempo e ameaçam nos desviar do fim da espera. São, portanto, "anti-lógos" ou "anti-Cristos" na medida em que retiram da nossa espera o sentido mesmo desta espera, nos fazendo pôr os olhos naquilo que não é o essencial. Neste sentido, S. João da Cruz, querendo nos fazer perceber o tipo de resolução interior que temos de ter nesta viagem, escrevia: "não colherei as flores nem temerei as feras, e passarei os fortes e fronteiras", isto é, não perderei tempo com os gozos do caminho, nem me assustarei com os seus perigos e vencerei as dificuldades que me afastam d'Ele. Este tipo de ação é muito própria dos que estão apaixonados, o que demonstra que, neste processo, é o amor que deve ser o nosso guia. Com efeito, diz ainda o mesmo santo: "Eu caminhava sem outra luz nem guia exceto a que no coração me ardia. E esta luz me guiava com mais clareza que a do meio dia". É o amor a Deus que, identificando-O para além do alcance dos sentidos, nos conduz como uma espécie de magnetismo por sobre tudo quanto nos possa distrair d'Ele, do mesmo modo que o amor por uma pessoa em particular nos fará passar desapegadamente por todas as outras que nos possam aparecer no caminho até ela, por mais belas que nos pareçam.

O Advento, portanto, nos relembra da fidelidade a Deus, fruto do amor. A fidelidade não é uma apatia por todas as atrações do caminho; antes, ela consiste num tipo de fortaleza interior que nega energicamente a traição que se daria pela satisfação das inclinações mais imediatas. A fidelidade é uma violência que a pessoa faz a si mesma, esquecendo-se de si mesma por só ter olhos para Aquele a Quem ama. Advento, fidelidade e esperança só fazem sentido, portanto, se munimos nossa alma de amor e desapego, ou, se o quisermos, de amor e pobreza.

Para um cristão católico, o advento deve ser o tempo em que nos preparamos para receber o Cristo. Isto deve fazer com que desprezemos as distrações no caminho e nos esforcemos para manter o nosso coração preparado. Para isto, perfumemo-nos das virtudes e da Graça e banhemo-nos nas águas da Confissão. E então, naquele dia, poderemos estar com Ele e Lhe seremos agradáveis. O advento é o tempo da espera. E, para aqueles que sabem esperar, a esperança não engana.

Advento


Adentramos num novo ano litúrgico, o Advento, tempo em que nos preparamos para a vinda de Jesus. Esta vinda é esperada de dois modos: no Natal, pelo Seu nascimento; e no fim do mundo, na Parusia, consumação da história.

Seja como for, devemos nos esforçar para vivenciar um santo advento. A primeira coisa importante para que isto aconteça é compreendermos o nosso nada e total dependência de Deus. 

Reconheçamos que nós somos pequenos. Isto nos livrará de inúmeras pretensões inúteis e nos limpará os olhos da alma. É nesse espírito de humildade que deveremos nos achegar a Ele e, a partir de uma autêntica vida sacramental, permitir que a Sua Graça reine em nós.

Peçamos à Virgem Maria este espírito de pobreza que se requer tanto para entendermos o Cristo quanto para d'Ele sermos íntimos! Nos preparemos para a Sua vinda e mantenhamos os nossos corações livres, sem o peso dos apegos, totalmente rendidos n'Ele. Imitemos a Virgem Santíssima que foi toda abandono e docilidade. Imitemos o Cristo que Se despojou e Se fez pequeno. Enfim, abrasados pela caridade, ansiemos pela Sua vinda...

Santo Advento!

Prévia do Retiro - Busquemos a Santidade, de fato!

"Aparta os Vossos olhos, Amado, que eu alço vôo" S. João da Cruz
 Amanhã iniciaremos o nosso retiro, se Deus quiser. E esperamos que isto contribua para a pureza do nosso coração. Somente poderemos contemplar a face do menino Deus na noite de Natal se tivermos uma alma limpa, mãos santas, olhos claros e afeto puro. Se ao contrário, nos enchermos de preocupações outras e de tantas agitações fúteis, aquele evento tão grandioso e tão discreto acontecerá sem que dele demos conta. Seremos como os ocupados que, naquela noite, disseram à Sagrada Família: "não há lugar aqui para vós".

Nós nos admiramos pela insensibilidade daquela gente, mas, muito frequentemente, costumamos fazer o mesmo. Constantemente Ele está a nos pedir para avançar a águas mais profundas, a dilatar o nosso coração no exercício da caridade, a guardar os nossos olhos das coisas impuras, a purificar os nossos afetos e contrariar as nossas vaidades; em suma, Ele está a nos pedir para que nos convertamos de verdade, sem falsidade, sem hipocrisia, e parece que dEle queremos apenas uma proximidade acidental. Com Ele ficamos enquanto podemos disto tirar proveito, seja pelas luzes que dEle recebemos, seja pelo status que isto dá. Mas, quando se propõe que entremos em intimidade com Ele, amá-lo por Ele mesmo, ocultar-nos nEle, quantos de nós também não dizemos: "epa, a partir daqui, não há lugar para Vós"?

Ontem, celebramos o dia da Imaculada Conceição da Sempre Virgem Maria. Para muitos de nós, é só um dia... Alguns até vão à Santa Missa de preceito; outros até tiram o dia para não trabalhar... Mas, e então? Não notamos que a Doce Maria clama pela nossa pureza? Não notamos que, por ela, nos vem um apelo celeste a que busquemos a perfeição? O que acontece é que, para muitos de nós, tudo isto é apenas uma historiazinha bonita que toma algo do nosso tempo, mas que não tem qualquer repercussão profunda.

E vamos caminhando rumo ao termo da nossa vida, sem amar, sem descobrir o tesouro escondido, sem irradiar a luz da nossa caridade. E, vez em quando, quase extasiamos contemplando a nossa bondade e a nossa dedicação a Deus, enquanto nos comparamos com os mais devassos que conhecemos.

E que mediocridade! Quanto rebaixamos o ideal da santidade! E vamos indo na mornidão, encenando um sorriso amarelo e um tapinha nas costas na noite de Natal, sem  nem desconfiar da alegria tremenda que aquela noite encerra... "Que a minha alegria esteja em vós e que ela seja completa".

Graças a Deus que tudo isto não se aplica, em absoluto, a muitos dos que me lêem; pelo menos é o que suponho. Mas todos nós temos algo a aperfeiçoar. É preciso amar a Deus com mais profundidade, mais verdade, mais visceralmente. É verdade que, se Ele não nos eleva, nada podemos por nós mesmos. Mas é preciso que nos disponhamos, sejamos generosos e colaboremos com Ele. Nele reside a nossa alegria...

Conceda-nos Nosso Senhor a felicidade de conhecê-lo e amá-lo. Preparemo-nos para a Sua vinda e alegremo-nos com o canto dos anjos, deixando também, aos seus pés, um presente que agrade a Sua Majestade: o nosso coração, todo inteiro, sem reservas. E que ele seja como um nardo puro que, uma vez derramado aos Seus pés, encha toda a casa e aproveite a toda a Igreja.

Advento - Tempo de Espera - Ano Novo Litúrgico


Pessoal, primeiramente quero desejar-vos um feliz ano novo litúrgico. Espero que neste novo tempo que se inicia, a Sagrada Liturgia seja menos violentada. Nosso Senhor o pede. Façamos, nós, o possível para isto.

Como já se sabe, o Advento é um tempo de espera. Ficamos na expectativa por Aquele que há de vir e na certeza de que Ele virá... Esta espera não pode ser indiferente, como se fosse qualquer um que estivesse para chegar. Na verdade, é a vinda de Quem mais importa; O que virá é Aquele a Quem nos foi ordenado amar com toda a nossa força, nosso entendimento e nossa alma. Naturalmente, a nossa vida, neste tempo, deve gravitar em torno desta espera.

Lembro-me de um trecho do Pequeno Príncipe em que a raposa diz ao menino: "se vieres às quatro horas, desde às três começarei a ser feliz." Bem.. é alguma coisa assim que ela diz. Isto nos fala de como a certeza de que Jesus virá deve, desde já, nos alegrar... Mas é interessante que o Advento nos ponha a esperar por Nosso Senhor principalmente em dois sentidos: no Natal e na Parusia. No Natal nós temos uma data definida, pelo que a alegria da raposa pode se aplicar ao nosso caso. Conforme nos aproximamos desta festa, a nossa alegria vai aumentando, da mesma forma que nos acaloramos conforme nos aproximamos do fogo. E, naquele bendito dia, eis-nos a cantar o Aleluia como expressão da nossa máxima felicidade! Nasceu-nos um menino! Brilhou uma Luz para nós!

Quanto à Parusia, isto é, à segunda e definitiva vinda de Cristo, não nos é dado saber o dia nem a hora. Também não devemos ficar neuroticamente esperando esta data, como fazem alguns desinformados por aí. É preciso, de um lado, anelar por aquele dia, com o mesmo suspiro com que um exilado anela pela sua Pátria; e de outro, é preciso paciência e um total abandono à vontade dEste que virá. A nossa alegria é, então, fazer a Vontade dEle.

Falar-se-ia, ainda, de uma terceira forma desta vinda: a vinda cotidiana de Nosso Senhor nos eventos mais ordinários. Temos a Sua vinda na Santa Missa; nos pobres que a nós acorrem ou que, santamente, nos importunam ou que, silenciosamente, nos impõem respeito pela sua gravidade; podemos perceber, ainda, a Sua silenciosa presença quando, contemplando a futilidade das trocas de presentes ou de galanteios que pretendem substituir a alegria do Natal ou destes tempos tão doces, parecemos percebê-Lo aos cantos, desprezado, olvidado, a convidar-nos, discreta e timidamente, a fazer-Lhe companhia...

No meio de tantas guloseimas, de tanta seda, de tanta formalidade, de tantos embrulhos e ornamentos, parece ficar ofuscada aquela noite em que, ao relento e em companhia de animais, rompeu o silêncio da noite o grito de um Menino pobre, envolto em trapos. E isto foi o Natal. E este Menino era Deus. E o advento é a espera deste Menino, ainda que Ele seja, em tudo isso, o menos notado.

Muitos dos que dizem amá-Lo sequer irão à Santa Missa. Preferirão a presença confortável dos seus familiares, o gosto suave dos vinhos e a sensação estranha da gordura do peru entre os dedos. E enquanto isto, lá está Ele, o infante, juntamente com Sua Mãe, Seu pai adotivo, alguns pobres pastores e alguns reis que se perceberam pobres diante dEle.

Nada tenho contra as celebrações em família, ou contra as ceias de Natal, nem contra as trocas de presentes. Mas nada disto é o natal. É preciso adorar o Infante na Santa Missa! Sem isto, não há natal. Depois, é preciso atentar para os pequenos que passarão este dia como todos os outros; nas ruas, nas casas pobres; talvez até tão felizes por terem ganho um cavalinho ou um carrinho, ainda que quebrados. E lá no fundo, na densidade destes tempos, Aquela voz ainda estará a ressoar: "Foi a Mim que o fizeste..."

Que Deus nos ensine a viver um santo advento e a viver um santo natal.

Feliz Ano Novo para os cristãos! É advento!!!



É advento, o primeiro tempo do ano litúrgico da Igreja. Adentramos já na fase da espera, da expectativa sóbria e feliz da vinda dAquele que virá para nos alegrar e cuja presença é sumamente doce: "provai e vede como o Senhor é bom"!!!

Preparemos os nossos corações e introduzamos neles a Vírgem Mãe do Verbo Eterno para que, assim como Ele se dignou nascer numa manjedoura porque lá estava Sua Santa Mãe, assim também, na nossa alma, pela presença terna Virgem, Ele estabeleça morada.

Trabalhemos, irmãos, para que se faça, também por nós, aquilo que pedimos na oração do "Pai Nosso": "Adveniat Regnum Tuum" (Venha o Teu Reino)... Eis a nossa alegria! Eis a razão da nossa vida: servir ao bondoso Jesus, Rei eterno que vem a nós na forma de doce Infante. Preparar o Reino de Jesus é acolher este Rei e fazer a Sua vontade. Preparemo-nos para o Natal onde Deus vem chorar para que o homem venha a sorrir..

Feliz Ano Novo!!!

Fábio.
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