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Ontem foi dia do amigo


Escrevi este texto ontem à noite, mas, quando terminei, a net havia caído. Disponibilizo-o hoje, então.
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Agora, no momento em que escrevo, é quase a transição para o dia 19 de abril. Provavelmente, quando eu venha a terminar este texto, já seja terça feira. Bom. Acontece que hoje, segundo eu soube, é dia do amigo e eu gostaria de escrever algo sobre o tema.

Quem tenha já um contato, pelo menos superficial, com as postagens que eu faço, haverá de notar que um tema recorrente, porque considero de capital importância, é o egoísmo, esta nossa tendência de satisfação pessoal em detrimento, por vezes, de um bem maior. A virtude, qualquer que ela seja, se encontra no campo oposto; é sempre uma vitória contra o egoísmo.

Hoje celebramos o dia do amigo. E convém perguntar: o que é um amigo? Antes de tentar responder esta difícil pergunta, notemos que a Sagrada Escritura nos dá, entre outras, duas advertências:

1- "Quem encontra um amigo, encontra um tesouro". Isto nos dá a idéia de que não é tão comum encontrar amigos, assim como não encontramos tesouros diariamente. Uma vez eu encontrei R$ 50,00 na rua, mas este é o tipo de coisa que só acontece uma vez na vida, rs. E 50 reais está longe de ser um tesouro. Outra coisa que esta afirmação nos diz é que uma amizade é algo muito valioso e que, portanto, não convém desprezar. Diz o ditado popular que quem rasga dinheiro tem problema. Quem despreza um amigo é o que, então? E não nos enganemos: nós desprezamos nossos amigos quando os trocamos por uma coisa de menos valor, ou quando os abandonamos por causa de uma tola discussão. Às vezes, e tenho visto isto, os amigos se separam por causa de um olhar estranho ou de uma fala má interpretada e, então, lá se foi a amizade. Conviria perguntar: então ela valia só isso? Por fim, os tesouros não se encontram em qualquer lugar. Do mesmo modo, não é em qualquer lugar que poderemos construir uma amizade. Claro que isto não é uma regra sem exceções. Assim como há, segundo dizem, tesouros enterrados em lugares inesperados, Deus pode fazer construir uma amizade a partir de encontros em lugares estranhos. Mas, para que a amizade seja verdadeira, é preciso que ambos estejam animados de bons sentimentos e afeto puro e isto, repito, não se dá em qualquer lugar. Por fim, mesmo depois que se sabe onde está o tesouro, convém investir nele, cavar, trabalhar e aprofundar a fim de que ele se faça notar e a amizade se construa. E então, diz o Evangelho, tendo aquela pérola, o sujeito será feliz.

2- "Escolhe os teus amigos no tempo da dificuldade", ou algo assim. Isto demonstra que a amizade não existe só nos risos, mas também nas provações e lutas da vida. E aqui, o preceito faz referência justamente ao egoísmo de que eu fazia menção acima. Estar com o outro quando há alegria e podemos participar desta alegria, é demasiado fácil e confortável. Um amigo, porém, deve estar acima disto: deve ser fiel, mesmo em face da dor, mesmo em face da tentação. Por vezes, pode haver algum tipo de oferta a uma pessoa, onde ela receberia qualquer benefício proveniente de uma traição ao amigo. Qual seria o mais fácil? Fazendo abstração da amizade, ceder. Mas o amigo se sacrifica, isto é, vence o seu egoísmo porque a sua amizade é maior. Aqueles, então, que permanecem mesmo quando o sol se esconde são os que demonstram uma amizade sólida, para além das circunstâncias.

E isto nos faz notar ainda um ponto: a amizade meio que dispensa o falatório; ela é algo sobretudo prático. O Oscar Wilde tem um conto em que ele descreve um sujeito que sabia tudo sobre amizade e encantava a todos com o que falava a respeito. Mas fica patente pela estória que este rapaz não entendia, sequer de longe, o que significasse ser amigo. Ele costumava usar seu suposto saber para fazer chantagens e conseguir de outros a satisfação de seus desejos. Termina a história, e ele mantém-se na mesma: crente de ser especialista em amizade, admirado pelos presentes, mas, no fundo, um imbecil. Pode haver estes tipos, e não são raros, que quase embargam a voz quando tratam do assunto, mas que, no fundo, passam ao largo de qualquer amizade prática. O importante aqui é compreender bem isto: o amor são obras, como dizia Jesus a um santo. Sendo que a amizade é amor, então ela é algo prático, mesmo quando esta prática signifique ficar quieto..

Nós podemos ter uma idéia do valor da amizade quando vemos que Jesus chamava os Apóstolos, aos quais muita amava, de amigos. Jesus era amigo dos Apóstolos, e estes estavam aprendendo a arte da amizade com Jesus. Haveria de chegar o dia em que eles manteriam sua fidelidade ao grande Amigo mesmo em face da morte.

A amizade é amor e, como tal, é vitória sobre o egoísmo. Todo tipo de amor provoca um certo êxtase (ek-histanai - pôr para fora), faz o sujeito sair de si em direção de um outro. Sto Agostinho dizia que o perfeito amor a Deus leva ao desprezo de si. Assim o amigo para com o amigo: ele nega satisfazer-se se, com isto, trai o amigo.

Se a amizade é amor, ela tem sua origem e fonte em Deus. É n'Ele que toda amizade é perfeita e, quanto mais uma amizade d'Ele se afasta, menos ela é amizade autêntica, chegando, por vezes, a ser como uma cumplicidade de pequenos crimes, isenta de qualquer virtude. Quando ela, no entanto, se fundamenta em Deus, é real e verdadeira e terá o suficiente para vencer o egoísmo de ambos. É então que, em Deus, ambos se fazem o bem mutuamente; não um bem subjetivo, mas um bem real, objetivo, segundo a vontade de Deus.

Este é um assunto muito profundo e não pretendo, nem de longe, encerrar a questão. Quis apenas fazer estas reflexões para, por fim, dirigir-me aos meus amigos e dizer-lhes que os amo. Peço perdão pelos meus erros e defeitos; peço perdão pelas vezes em que não fui o que um amigo deve ser; pelas vezes que me deixei levar por respeitos humanos, contra os quais luto bastante. E peço, por fim, a Deus que nos conceda sempre a graça da verdadeira amizade.

Fábio

Perseverança!


S. Josemaria Escrivá

Que a tua perseverança não seja consequência cega do primeiro impulso, fruto da inércia; que seja uma perseverança refletida.

Diz-Lhe: "Ecce ego quia vocasti me!" - Aqui me tens, porque me chamaste!

Sei que te afastaste do caminho, e não voltavas por vergonha. - Era mais lógico que tivesses vergonha de não retificar.

"A verdade é que não é preciso ser nenhum herói - confessas-me - para, sem excentricidades nem afetações de carola, saber isolar-se quando for necessário segundo os casos... e perseverar". E acrescentas: "Desde que cumpra as normas que me deu, não me preocupam as intrigas e complicações do ambiente; o que me assustaria era ter medo dessas insignificâncias". - Magnífico!

O desalento é inimigo da tua perseverança. - Senão lutas contra o desalento, chegarás ao pessimismo, primeiro, e à tibieza, depois. - Sê otimista.

Ora vamos! Depois de tanto dizer: "Cruz, Senhor, Cruz!", está-se vendo que querias uma cruz ao teu gosto.

Constância, que nada desoriente. - Faz-te falta. Pede-a ao Senhor e faz o que puderes para obtê-la; porque é um grande meio para que não te separes do fecundo caminho que empreendeste.

Não podes "subir", não é mesmo? - Não é de estranhar: aquela queda!...
Persevera e "subirás". - Recorda o que diz um autor espiritual: a tua pobre alma é um pássaro que ainda tem as asas empastadas de barro.
É preciso muito calor do Céu e esforços pessoais, pequenos e constantes, para arrancar essas inclinações, essas imaginações, esse abatimento: esse barro pegajoso de tuas asas.
E te verás livre. - Se perseveras, "subirás".

Dá graças a Deus, que te ajudou, e rejubila com a tua vitória. - Que alegria tão profunda, essa que sente a tua alma depois de ter correspondido!

Discorres... bem, friamente: quantos motivos para abandonar a tarefa! - E um ou outro; ao que parece, capital.
Vejo, sem dúvida, que tens razões. - Mas não tens razão.

"Passou-me o entusiasmo", escreveste-me.
- Tu não deves trabalhar por entusiasmo, mas por Amor; com consciência do dever, que é abnegação.

Inabalável. Assim tens de ser. - Se fazem vacilar a tua perseverança as misérias alheias ou as próprias, formo um triste conceito do teu ideal. Decide-te de uma vez para sempre.

Tens uma pobre idéia do teu caminho quando, ao te sentires frio, julgas tê-lo perdido; é a hora da provação. Por isso te tiraram as consolações sensíveis.

Ausência, isolamento - provas para a perseverança. - Santa Missa, oração, sacramentos, sacrifícios, comunhão dos santos! - armas para vencer na prova.

Bendita perseverança a do burrico de nora!* - Sempre ao mesmo passo. Sempre as mesmas voltas. - Um dia e outro; todos iguais.
Sem isso, não haveria maturidade nos frutos, nem louçania no horto, nem teria aromas o jardim.
Leva este pensamento à tua vida interior.

Qual é o segredo da perseverança? O Amor. - Enamora-te, e não O deixarás.

* A nora é um aparelho usado em algumas regiões da Europa para extrair água de poços e cisternas; costuma ser acionado por animais que giram à volta do poço.

S. Josemaría Escrivá de Balaguer, Caminho

Disconnect To Connect - Video muito interessante

À minha cara amiga, Laninha


"No entanto, uma só coisa é necessária; 
Maria escolheu a melhor parte, 
e esta não lhe será tirada" (Lc 10,42)

Hoje, dia 01 de fevereiro de 2011, dia da apresentação do Senhor, uma cara amiga, a Eliane - a quem chamo de Laninha e que, vez ou outra, comenta neste blog - está indo fazer experiência numa congregação de religiosas contemplativas, irá fazer a sua apresentação ao Senhor. E quero aproveitar o ensejo, para escrever-lhe um pequeno artigo e dizer-lhe que eu partilho da sua alegria.

Laninha sempre foi uma pessoa de quem eu sabia da existência e só. Eu sempre a via, mas não a distinguia de outras mil. É como diz a raposinha ao Pequeno Príncipe: se não me cativares, serás como outros tantos. Certa vez, porém, a vi segurando uma revista que trazia estampada na capa a foto de Dom Helder Câmara, expoente da Teologia da Libertação, pelo que a Laninha, se não me fez perder o interesse de vez, surgiu à minha vista como uma oportunidade de labor missionário, rsrs...

Nessa época, ela esteve nos ajudando intensamente na organização do Musical da Paixão que fizemos no ano de 2010. Este tempo precioso foi suficiente para que nos conhecêssemos um pouco melhor e fui notando que ela era um tipo de pessoa que eu apreciava. Depois do musical, organizei o grupo de estudos sobre religião, filosofia... e fiz questão de lhe convidar. Nessas formações, ela era o que eu chamava de "fidelíssima" e assistia as exposições com muito interesse. Foi aí que tivemos ocasião de conversar mais tranquilamente, sem os aperreios dos ensaios teatrais. Fui descobrindo em Laninha uma pessoa bem mais madura do que eu supunha; bem mais séria, bem mais dócil ao mistério. Nos tornamos amigos...

Eu sabia, ou pelo menos supunha, que seria muito fácil que nos tornássemos daquelas pessoas que conversam bastante, que vivem a trocar idéias, a sorrir juntas e sabia também que ela intentava seguir a vida religiosa. Isto foi suficiente para que eu evitasse uma aproximação maior. A partida é bem mais fácil quando o apego não se construiu. E esta isenção do apego ajuda a manter a pureza do afeto. Que nos diga a grande Teresa D'Avila, por quem partilhamos um interesse comum.

Enfim, hoje chegou o grande dia e, embora um pouco remexido por dentro - se bem que eu não dê a perceber...rs, afinal eu sou um bom ator... rsrs - me alegro pela sua coragem, pela doação da sua vida, por saber que ela deixa um rasto de luz pelo seu exemplo, abandono e disposição em seguir a voz de Cristo Nosso Senhor.

Não sei se faço bem denunciar um pouco da minha alma nesta postagem. Mas meu intento aqui é tão somente dizer que aprendi a amar essa menina, embora eu fizesse questão de não demonstrar. Aprendi a respeitá-la muito e tive, discreta e sutilmente, profundas lições com o seu convívio.

Deus a abençoe, minha cara. Não perca o foco: estás rumando ao mosteiro para ser santa, não para outra coisa. O teu amor por Jesus deve agora se tornar um grande incêndio, em comparação ao qual o meu, que sou um simples leigo, apareça apenas como um pedacinho de gelo, como diz Deus Pai a Santa Catarina nos seus Diálogos. Ame a Nosso Senhor com violência, pois, conforme Ele disse, são os violentos que alcançam o Reino; são os violentos que quebram o frasco de perfume caríssimo sobre os pés do divino Mestre. O perfume caríssimo é a tua vida, toda ela. Se o fizerdes, o perfume encherá toda a casa e aproveitará a Deus, à Igreja e até a mim, este pobre pecador inveterado que sou. Violência, mas Paz que é o traço dos contemplativos.

E se ainda posso dar algum conselho, o faço: não descuide da doutrina, não descuide da Liturgia, não ceda às novidades, seja obediente aos superiores e arranque da tua alma todo e qualquer resquício de amor próprio.

Enfim, que a Virgem Santíssima te ensine a ser uma santa contemplativa. Lembre-se de mim vez em quando e reze pela minha pobre alma.

Deus a abençoe e guarde. Sei que é, a princípio, só uma experiência de três meses que antecede a entrada definitiva. Mas, ainda assim, seja desde já uma monja de Nosso Senhor. Quanto a mim, perdoe-me qualquer coisa.

Deixo um trecho de uma das minhas poesias favoritas, de Sta Teresinha, e que bem expressa a beleza da sua vocação:

"Ao ver-vos, meu Jesus, deixar da mãe os braços, e com seu terno auxílio
Tatear vacilando uns mal seguros passos em nosso pobre exílio,
Quisera desfolhar amor pelo caminho, a mais purpúrea rosa,
Pra que esse pé gentil pousasse de mansinho sobre uma flor mimosa.

Assim desfolhadinha a rosa é imagem bela, oh meu divino Infante,
Dum pobre coração que vitimar-se anela para Vós a cada instante.
A rosa, em se desfolhar, pra sempre renuncia à vida, a quanto amava.
Como ela, a Vós, meu Deus, em venturoso dia se entrega a humilde escrava.

A rosa em seu fulgor tem culto e luzimento, às festas dá seu brilho.
A rosa desfolhada, essa levou-a o vento; ninguém lhe rouba trilho...
Jesus, sacrifiquei por vosso amor, gozosa, o meu futuro, a vida.
Aos olhos dos mortais deve esconder-se a rosa pra sempre emurchecida.

Hei de morrer por Vós! De gozo em si não cabe minha alma ardente em chama.
Então, Jesus, verei se quanto pode e sabe, meu coração Vos ama.
E assim quero viver a vossos pés sem brilho, presa em divinos laços.
Pudesse eu abrandar no doloroso trilho vossos últimos passos"

Abraço e saudades.

Fábio.

Pequena Justificativa e Pedido

Pessoal, mais uma vez quero justificar o motivo de as postagens estarem a vir com um espaçamento maior. As coisas por aqui passam por uma transição e estão se acertando. Logo logo voltarei a postar com uma frequência maior.

Quero também aproveitar o ensejo e pedir as vossas bondosas orações pela minha amiga, a Najara, que amanhã, dia 25 de janeiro de 2010, passará por uma cirurgia. Nada complicado, mas ainda assim, peço que vocês rezem por ela, pra que dê tudo certo.

Grande abraço. Que Deus nos abençoe profusamente. Pax et Bonum.

Breve reflexão sobre o ano novo e felicitações!


Bem, hoje é o último dia do ano. E, aqui chegados, a grande maioria das pessoas já se esquece de que ainda é Natal. Pensam que o simples transitar cósmico do ano, ou o movimento de translação da terra que se completa, é suficiente para trazer qualquer tipo de mudança por si só. Há no fundo desta crença qualquer coisa de supersticioso, de astrológico e, portanto, anti-cristão. O grande anseio que se vê é por mudança, mas esqueceram lá atrás Aquele que renova todas as coisas. E, convenhamos, sem Ele, tudo é velho. Nada há de novo debaixo do sol, escrevia o autor do Eclesiastes. Portanto, a única renovação possível só pode vir dAquele que está acima do sol. Não percamos isto de vista.

Advertida esta questão, podemos, então, nos voltar para o fato concreto do término de mais um ano e inicio de outro. Ainda ontem uma pessoa me olhava com os olhos marejados e me dizia que, motivada por estes dias a um olhar retrospectivo, reparava que não tinha feito muita coisa boa no ano que está a findar. Esta reconsideração, como um tardio exame de consciência, é um dos pontos muito positivos deste espírito de reveillon; constitui mesmo uma graça atual dada por Deus. Porém, isto deve implicar numa ação. Não podemos cair nesta crença ridícula de que as coisas se mudarão por si mesmas pelos simples movimentos dos astros. Isso sim surpreende por ser objeto de crença em pleno século XXI!

Não. Não são estas supostas forças impessoais que vão fazer algo. É ao contrário, a nossa vontade, iluminada e guiada pela nossa razão, quem atuará diretamente no curso dos eventos e provocará as mudanças necessárias. Para isto, não se pode pôr Nosso Senhor de lado. Sem Ele, nada podemos. Por maiores e melhores mudanças que pretendamos, seremos cegos sem Ele. É preciso compreender que a nossa dependência de Deus é radical. Esta verdade não oprime; antes, é o que nos possibilita viver plenamente, com a alegria que Ele prometeu nos dar. A proximidade com Cristo não é motivo de tristeza, mas de êxtase feliz!

Enquanto alguém pretender ser bom sem Deus, haverá de continuamente experienciar a gravidade da própria baixeza. Que neste ano novo, 2011, a nossa alma realmente se volte para o Céu; programemos uma real e séria conversão de vida. Deixemos as nossas suposições medíocres sobre Deus e iniciemos caminho sério: de Deus não se zomba! A Deus se segue com amor e tremor.

E mais uma vez, dizemos: santidade não se inventa! Se aprende! Curvemos a nossa cerviz e permitamo-nos aprender da Igreja. Como dizia S. Josemaria: "menino, se tens ânsias de ser grande, faz-te pequeno!" O valor do cristão está na sua humildade. 

Que a Virgem Maria, aquela que de início disse ser a serva e que, logo após, exultou de alegria em Deus, nos ensine a sua docilidade, a sua plena disponibilidade à vontade de Deus. E, aí sim, o nosso ano será novo, a nossa vida será nova porque estaremos sob o influxo da Graça dAquele que renova todas as coisas.

A todos os amigos, leitores, inimigos e caluniadores
Feliz Ano Novo! Que Deus os abençoe profusamente! Que a Virgem Maria converta os nossos corações.
Que Deus não deixe inacabada esta obra de Suas mãos.

Fábio Luciano GRAA Pauper =D

Grupo de Resgate Anjos de Adoração - GRAA / Novo Membro

 É com grande felicidade que comunico a entrada de mais um membro no Grupo de Resgate Anjos de Adoração - GRAA. Trata-se da senhorita Priscila Morais a quem, com grande alegria, recebemos neste bom combate da Fé, nesta busca pela aventura da Santidade e defesa da Santa Igreja.

Priscila, seja muito bem vinda...
Que Jesus Eucarístico, a partir de então, seja a tua alegria.

Grupo de Resgate Anjos de Adoração - GRAA

Amigos me são muito importantes...


Hoje, dia 16 de junho, além de meu aniversário, é ainda a data em que um amigo irmão meu, o Everton (centro da foto),  vai viajar sem previsão de volta. Primeiramente, irá a Minas Gerais; depois de um mês lá, mais ou menos, rumará para São Paulo. Seja como for, haverá uma despedida e sentirei saudades...

Na verdade, tenho outros amigos que moram longe. Há o Claudemir, pra ficar num exemplo (e é um exemplo especialíssimo) que vive em São Paulo. Não obstante a distância, conversamos sempre e somos bons amigos; amigos-irmãos, eu diria... Eu sempre tive o desapego como uma grande virtude; ele é efeito da virtude da pobreza, que é das que mais estimo, embora também haja um desapego que é fruto da indiferença.

Bem, esta virtude sempre me ensinou a lidar com estas despedidas. Hoje, porém, em que o Everton vai embora, meu coração está mais enternecido... Na primeira vez que ele foi a São Paulo, já éramos amigos, mas não tanto. Depois que ele voltou (e já fazem quatro anos), mantivemos contato durante todo este tempo e conversávamos demoradamente..rs... É um rapaz muito nobre, que ama Nosso Senhor e quer servi-Lo da forma correta. Aprendeu a ser um bom católico e não tem respeito humano quando se trata de debater com hereges e fazer convites a conhecidos para que vão à Igreja.

Ficou encantado ao ler o livro "Confissões" de Sto Agostinho e confidenciou a um amigo: "eu queria, um dia, dar aulas disso..."

Ah Everton.... que saudades, meu caro, deixarás neste meu coração... Isso não se faz: que raios de presente de aniversário é esse que me dás? Sentirei falta das tuas visitas, das tuas conversas, dos teus sorrisos, das tuas expressões que tão bem já conheço...rs, das tuas danças a imitar o Renato Russo, rs..., dos relatos dos teus debates e conversas com professores que falam abobrinhas nas aulas de história..., dos teus abraços amigos.

Só peço a Deus, caro irmão, que não te deixe escapar das Suas mãos. Peço que a Virgem Santíssima te segure firme e que, onde quer que fores, sejas sempre este Éverton que ama cada mais a Jesus Cristo, que O leva aos outros, que O vive.

Em cada Santa Missa, estaremos juntos, aos pés da Cruz do Senhor.

E que Deus o guarde. Até...

Abaixo, uma música japonesa, uma das tantas que gosto, e que tenho escutado muito de ontem pra hoje... Ontem tivemos uma como que despedida. Estávamos lá o Éverton, o Breno (direita da foto) e eu. Foram eles os primeiros a me dar os parabéns quando o relógio marcou as doze horas da noite.  Esta música, então, fica como um tema...



"E nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz; teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver. Temos muito ainda por fazer. Não olhe pra trás... apenas começamos...
O mundo começa agora.. apenas começamos." (Renato Russo)

"Força Sempre!"

Amigos, quando em Deus, são pra eternidade...

Fábio.
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