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Sobre o Papa e um certo magistério alternativo virtual


Eu tenho acompanhado, por alto, toda esta manifestação de certos blogueiros e demais protagonistas da internet, sobretudo do meio tradicional, por ocasião da viagem do Papa à Alemanha e do conteúdo do seu discurso a respeito de Lutero. Não quero aqui entrar nos pormenores dos termos utilizados, mas espanta-me a extrema má disposição dos católicos em reconhecer, por mínima que seja, alguma qualidade em Bento XVI. E isto, meus caros, não me parece uma coisa católica. Sinto muito...

Eu, particularmente, também estranhei esta ida do Papa à sua terra natal para "celebrar" aniversário das teses de Lutero. Realmente, me pareceu uma atitude disparatada, tendo em vista o grande mal que o herege, pai da reforma, causou, não só na Igreja, mas em todo o mundo, sendo a sua herança um oceano de equívocos e problemas. De fato, não há o que celebrar...

Porém, não se deveria esperar, tampouco, que o Chefe da Igreja Católica, indo ter com os luteranos de seu país, demonstrasse uma extrema antipatia e usasse de seu discurso para, sem mais, descer ofensas a Lutero, chamando-o de libertino, de beberrão, de escravo dos vícios, etc. Será que, pelo fato de o Papa não ter decidido agir de tal modo, ele peca contra a tradição? Mas que lógica é essa?! Seriam os católicos um bando de bárbaros? Pelo que me consta, Nosso Senhor nunca nos brindou com semelhantes pérolas de polidez. E não me venham falar do episódio do chicote no templo que parece ter se tornado o pretexto pra toda e qualquer cavalice. Não tem nada a ver. 

É óbvio que o Papa deveria ser, no mínimo, cordial. Ao tratar com os Luteranos, que são também almas imortais e chamadas por Deus à conversão, é óbvio que Bento XVI não poderia falar sem mais dos excessos de Lutero. Qual a única possibilidade de um diálogo? Encontrar qualquer coisa na vida do heresiarca que pudesse ser objeto de discussão. E tal fez Bento XVI. Daí a "canonizar" Lutero vai uma distância infinita. Estas apreciações precipitadas de tantos blogueiros, "guardas da tradição", "paladinos da ortodoxia" soam muito mais como afetações caprichosas, escondidas sob a capa de santidade, diante de alguém que parece ter mil vezes maior bom senso e que, talvez também por isto, foi escolhido por Deus para ser sucessor de S. Pedro.

Não defendo nenhum tipo de relativismo ou modernização da verdade. Apelar pra esse tipo de argumento é ir contra a sinceridade. Porém, o que quero destacar é essa extrema falta de abertura de certos católicos a Sua Santidade Bento XVI, este costume estranho de ver com maus olhos tudo quanto ele faz, de resgatar textos e pronunciamentos de não sei quem, de não sei quando, e que fazem duvidar da sua retidão doutrinal ou - Deus nos livre - da sua pureza de intenção. Não é que aquilo que Bento XVI diz ou faz não possa ser criticado. Claro que pode... Mas, mesmo assim, não esqueçam que estamos diante do Papa, legítimo e gloriosamente reinante, e que devemos, no mínimo, respeito. Estamos diante da doce sombra de Cristo na terra. Tem gente por aí que exorbita, talvez supondo-se um espírito privilegiado na história da salvação, responsável por advertir o Papa e toda a Igreja segundo a sua parcial visão dos fatos e segundo os poucos instrumentos de que dispõe, dentre os quais uns apressados conceitos de filosofia, umas dezenas de frases de papas antigos, uns poucos amigos que concordam com o seu pensamento, e o privilégio sem dúvida único e raro de possuir um computador em casa.

Quanto à visita, lembremos que os próprios protestantes ficaram decepcionados com Bento XVI. Ele não está contra nós. Há pontos criticáveis no seu papado? Na minha baixeza, penso que há. Mas, fosse quem fosse, agisse como agisse, sempre haveriam de criticá-lo em qualquer coisa. É que alguns católicos de hoje esqueceram que dois grandes pontos, importantíssimos, e que permeiam toda a tradição, são a humildade e a obediência. Antes de agirmos como algozes do Papa, deveríamos rezar por ele, e pedir incessantemente a Deus que o conduza nas suas decisões e nos seus pronunciamentos. Jesus não abandonou a Sua Igreja; portanto, a escolha de Bento XVI para o Papado não é fruto do acaso. Tenhamos cuidado com isso; não sejamos temerários. Poderemos criticá-lo quando for justo fazê-lo, mas não cultivemos uma inclinação a priori para isso. Nós somos muito pequenos...

Rezemos para que Nosso Senhor dê grande sabedoria e coragem ao seu vigário na terra.

Fábio

Ainda sobre os videntes - Vaticano impõe voto de silêncio


"Católicos que afirmarem ter testemunhado “aparições” da Virgem Maria terão que se submeter a um voto de silêncio sobre o fenômeno até que ele seja devidamente investigado pelo Vaticano, segundo um conjunto de novas diretrizes a serem encaminhadas a bispos e dioceses do mundo inteiro.

As supostas aparições passarão a ser examinadas por comitês de dioceses, formados por exorcistas, teólogos e psiquiatras.

A decisão foi divulgada pelo jornal católico online Petrus, dedicado ao pontificado do papa Bento 16. O diário antecipou alguns detalhes da ordenança papal que atualiza regras determinadas em 1978. Serão investigadas alegações de aparições da Virgem Maria, de santos, de Jesus Cristo e “fenômenos” como estátuas que derramam lágrimas de sangue e o surgimento de chagas no corpo. A Santa Sé está preocupada com a divulgação de mensagens inconsistentes que poderiam causar desorientação nos fiéis."

Leia o artigo inteiro aqui: Da Mihi Animas Coetera Tolle

***

Friso a expressão: Voto de Silêncio. Naturalmente, o sr. Cláudo Heckert não quererá se submeter... Penso que ele dirá algo do tipo: "A Virgem Maria não me permite. Amém?!" E, desse modo, ficará ainda mais evidente - porque já é evidente - o caráter subversivo e enganador desse negócio. Cumpre dizer que, a partir desta determinação do Vaticano, convém decidir a quem aderir. Se o Sr. Cláudio se negar à obediência, apenas mostrará às claras a origem dessas aparições. Também o "vidente" Marcos Tadeu, que tem feito fama do mesmo jeito, se verá "prejudicado" na sua brincadeira de mediador. Vejamos se ele aceita ficar calado. 

Porém, o Sr. Cláudio Heckert é ainda um caso particular, porque, além de afirmar manter essas comunicações sobrenaturais com a Virgem, o Arcanjo Miguel e Jesus, ele ainda divulga a data precisa do fim do mundo, descreve minuciosamente os acontecimentos que se darão até lá e faz circular - cara de pau não tem limites - os mapas do planeta posteriores às tragédias causadas por grandes asteróides que, após chocarem-se à terra, mudarão drasticamente - segundo ele - a sua geografia. 

Além desta proibição atual do vaticano que imporá ao senhor Cláudio Heckert o voto de silêncio - aliás, muito bem vindo -, já pesavam sobre toda essa brincadeira dele, três graves declarações da Igreja. A primeira delas, é dada pelo próprio Jesus Cristo: "Não vos compete saber o dia nem a hora que o Pai fixou em Seu poder" e, ainda "o Filho do Homem virá como um ladrão, no momento em que menos esperardes". Misteriosamente, o "Gesus" que o Sr. Cláudio diz aparecer pra ele, parece sustentar outra idéia.

Além disto, a Igreja declarou num Concílio regional de Milão em 1365:

"Não apregoem como coisas certas a época da vinda do Anticristo e a data do juízo final, já que pelos lábios do Senhor foi dito: "Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos". Nem ousem, a partir das Escrituras Sagradas, procurar adivinhar o futuro e indicar determinado dia para determinado acontecimento. Também não afirmem temerariamente ter-lhes sido isso revelado por Deus."

E ainda no 5º Concílio Universal de Latrão, em 1516, diz a Igreja:

"Mandamos a todos os que estão, ou futuramente estarão, incubidos da pregação, que de modo nenhum presumam afirmar ou apregoar determinado juízo. Com efeito, a Verdade diz: "Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos que o Pai fixou por Sua própria autoridade". Consta que os que até hoje ousaram afirmar tais coisas mentiram e, por causa deles, não pouco sofreu a autoridade daqueles que pregam com retidão. Ninguém ouse predizer o futuro apelando para a Sagrada Escritura, nem afirmar o que quer que seja, como se o tivesse recebido do Espírito Santo ou de revelação particular, nem ouse apoiar-se sobre conjeturas vãs ou despropositadas. Cada qual deve, segundo o preceito divino, pregar o Evangelho a toda criatura, aprender a detestar o vício, recomendar e ensinar a prática das virtudes, a paz e a caridade mútua, tão recomendada por nosso Redentor."

Sr. Cláudio Heckert, é um conselho: fica quieto...

Só pra terminar; enquanto o Cláudio diz saber como e quando será o fim, o Marcos Tadeu diz que Maria nunca lhe revelou isso; ao contrário, parece que ela diz não saber. Vi isso em algum lugar, na época em que eu tava estudando sobre esse povo.

E aos que ainda se deixam engabelar por isso, repito o que disse Nosso Senhor aos discípulos de Emaús: "Sejam mais inteligentes" (Lc 24,25)

Salve Maria Santíssima.

Fábio.

Atrevei-vos a ser santos!


Quando me ponho a ver algo desses videos e o que o papa tem dito a nós, jovens, a minha alma reverbera e gostaria de encará-lo nos olhos e jurar-lhe, como Doce Sombra de Cristo que é, fidelidade por toda a vida. Amo o Papa. Que Deus lhe conceda muitos anos de vida ainda! 

Amo a Santa Igreja. Sem Ela, eu não sou nada. Viva à Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Nela quero viver e morrer. Glória a Cristo Rei!

"Queridos jovens, escutai verdadeiramente as palavras do Senhor, para que sejam em vós «espírito e vida» (Jo 6, 63), raízes que alimentam o vosso ser, linhas de conduta que nos assemelham à pessoa de Cristo, sendo pobres de espírito, famintos de justiça, misericordiosos, puros de coração, amantes da paz. Escutai-as frequentemente cada dia, como se faz com o único Amigo que não engana e com o qual queremos partilhar o caminho da vida." (Discurso do Santo Padre na Praça de Cibeles, 11 de Agosto de 2011)

60 anos de Ordenação Sacerdotal de Bento XVI - Deo Gratias!


HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Basílica Vaticana 29 de Junho de 2011


Amados irmãos e irmãs!


«Non iam servos, sed amicos» - «Já não vos chamo servos, mas amigos» (cf. Jo 15, 15). Passados sessenta anos da minha Ordenação Sacerdotal, sinto ainda ressoar no meu íntimo estas palavras de Jesus, que o nosso grande Arcebispo, o Cardeal Faulhaber, com voz um pouco débil já mas firme, nos dirigiu, a nós novos sacerdotes, no final da cerimónia da Ordenação. Segundo o ordenamento litúrgico daquele tempo, esta proclamação significava então a explícita concessão aos novos sacerdotes do mandato de perdoar os pecados. «Já não sois servos, mas amigos»: eu sabia e sentia que esta não era, naquele momento, apenas uma frase «de cerimónia»; e que era mais do que uma mera citação da Sagrada Escritura. Estava certo disto: neste momento, Ele mesmo, o Senhor, di-la a mim de modo muito pessoal. No Baptismo e na Confirmação, Ele já nos atraíra a Si, acolhera-nos na família de Deus. Mas o que estava a acontecer naquele momento, ainda era algo mais. Ele chama-me amigo. Acolhe-me no círculo daqueles que receberam a sua palavra no Cenáculo; no círculo daqueles que Ele conhece de um modo muito particular e que chegam assim a conhecê-Lo de modo particular. Concede-me a faculdade, que quase amedronta, de fazer aquilo que só Ele, o Filho de Deus, pode legitimamente dizer e fazer: Eu te perdoo os teus pecados. Ele quer que eu – por seu mandato – possa pronunciar com o seu «Eu» uma palavra que não é meramente palavra mas acção que produz uma mudança no mais íntimo do ser. Sei que, por detrás de tais palavras, está a sua Paixão por nossa causa e em nosso favor. Sei que o perdão tem o seu preço: na sua Paixão, Ele desceu até ao fundo tenebroso e sórdido do nosso pecado. Desceu até à noite da nossa culpa, e só assim esta pode ser transformada. E, através do mandato de perdoar, Ele permite-me lançar um olhar ao abismo do homem e à grandeza do seu padecer por nós, homens, que me deixa intuir a grandeza do seu amor. Diz-me Ele em confidência: «Já não és servo, mas amigo». Ele confia-me as palavras da Consagração na Eucaristia. Ele considera-me capaz de anunciar a sua Palavra, de explicá-la rectamente e de a levar aos homens de hoje. Ele entrega-Se a mim. «Já não sois servos, mas amigos»: trata-se de uma afirmação que gera uma grande alegria interior mas ao mesmo tempo, na sua grandeza, pode fazer-nos sentir ao longo dos decénios calafrios com todas as experiências da própria fraqueza e da sua bondade inexaurível.

«Já não sois servos, mas amigos»: nesta frase está encerrado o programa inteiro duma vida sacerdotal. O que é verdadeiramente a amizade? Idem velle, idem nolle – querer as mesmas coisas e não querer as mesmas coisas: diziam os antigos. A amizade é uma comunhão do pensar e do querer. O Senhor não se cansa de nos dizer a mesma coisa: «Conheço os meus e os meus conhecem-Me» (cf.Jo 10, 14). O Pastor chama os seus pelo nome (cf. Jo 10, 3). Ele conhece-me por nome. Não sou um ser anónimo qualquer, na infinidade do universo. Conhece-me de modo muito pessoal. E eu? Conheço-O a Ele? A amizade que Ele me dedica pode apenas traduzir-se em que também eu O procure conhecer cada vez melhor; que eu, na Escritura, nos Sacramentos, no encontro da oração, na comunhão dos Santos, nas pessoas que se aproximam de mim mandadas por Ele, procure conhecer sempre mais a Ele próprio. A amizade não é apenas conhecimento; é sobretudo comunhão do querer. Significa que a minha vontade cresce rumo ao «sim» da adesão à d’Ele. De facto, a sua vontade não é uma vontade externa e alheia a mim mesmo, à qual mais ou menos voluntariamente me submeto ou então nem sequer me submeto. Não! Na amizade, a minha vontade, crescendo, une-se à d’Ele: a sua vontade torna-se a minha, e é precisamente assim que me torno de verdade eu mesmo. Além da comunhão de pensamento e de vontade, o Senhor menciona um terceiro e novo elemento: Ele dá a sua vida por nós (cf. Jo 15, 13; 10, 15). Senhor, ajudai-me a conhecer-Vos cada vez melhor! Ajudai-me a identificar-me cada vez mais com a vossa vontade! Ajudai-me a viver a minha existência, não para mim mesmo, mas a vivê-la juntamente convoco para os outros! Ajudai-me a tornar-me sempre mais vosso amigo!

Esta palavra de Jesus sobre a amizade situa-se no contexto do discurso sobre a videira. O Senhor relaciona a imagem da videira com uma tarefa dada aos discípulos: «Eu vos destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça» (Jo 15, 16). A primeira tarefa dada aos discípulos, aos amigos, é pôr-se a caminho – destinei, para que vades –, sair de si mesmos e ir ao encontro dos outros. A par desta, podemos ouvir também a frase que o Ressuscitado dirige aos seus e que aparece na conclusão do Evangelho de Mateus: «Ide fazer discípulos de todas as nações…» (cf. Mt 28, 19). O Senhor exorta-nos a superar as fronteiras do ambiente onde vivemos e levar ao mundo dos outros o Evangelho, para que permeie tudo e, assim, o mundo se abra ao Reino de Deus. Isto pode trazer-nos à memória que o próprio Deus saiu de Si, abandonou a sua glória, para vir à nossa procura e trazer-nos a sua luz e o seu amor. Queremos seguir Deus que Se põe a caminho, vencendo a preguiça de permanecer cómodos em nós mesmos, para que Ele mesmo possa entrar no mundo.

Depois da palavra sobre o pôr-se a caminho, Jesus continua: dai fruto, um fruto que permaneça! Que fruto espera Ele de nós? Qual é o fruto que permanece? Sabemos que o fruto da videira são as uvas, com as quais depois se prepara o vinho. Por agora detenhamo-nos sobre esta imagem. Para que as uvas possam amadurecer e tornar-se boas, é preciso o sol mas também a chuva, o dia e a noite. Para que dêem um vinho de qualidade, precisam de ser pisadas, há que aguardar com paciência a fermentação, tem-se de seguir com cuidadosa atenção os processos de maturação. Características do vinho de qualidade são não só a suavidade, mas também a riqueza das tonalidades, o variegado aroma que se desenvolveu nos processos da maturação e da fermentação. E por acaso não constitui já tudo isto uma imagem da vida humana e, de modo muito particular, da nossa vida de sacerdotes? Precisamos do sol e da chuva, da serenidade e da dificuldade, das fases de purificação e de prova mas também dos tempos de caminho radioso com o Evangelho. Num olhar de retrospectiva, podemos agradecer a Deus por ambas as coisas: pelas dificuldades e pelas alegrias, pela horas escuras e pelas horas felizes. Em ambas reconhecemos a presença contínua do seu amor, que incessantemente nos conduz e sustenta.

Agora, porém, devemos interrogar-nos: de que género é o fruto que o Senhor espera de nós? O vinho é imagem do amor: este é o verdadeiro fruto que permanece, aquele que Deus quer de nós. Mas não esqueçamos que, no Antigo Testamento, o vinho que se espera das uvas boas é sobretudo imagem da justiça, que se desenvolve numa vida segundo a lei de Deus. E não digamos que esta é uma visão veterotestamentária, já superada. Não! Isto permanece sempre verdadeiro. O autêntico conteúdo da Lei, a sua summa, é o amor a Deus e ao próximo. Este duplo amor, porém, não é qualquer coisa simplesmente doce; traz consigo o peso da paciência, da humildade, da maturação na educação e assimilação da nossa vontade à vontade de Deus, à vontade de Jesus Cristo, o Amigo. Só deste modo, tornando verdadeiro e recto todo o nosso ser, é que o amor se torna também verdadeiro, só assim é um fruto maduro. A sua exigência intrínseca, ou seja, a fidelidade a Cristo e à sua Igreja, requer sempre que se realize também no sofrimento. É precisamente assim que cresce a verdadeira alegria. No fundo, a essência do amor, do verdadeiro fruto, corresponde à palavra relativa ao pôr-se a caminho, ao ir: amor significa abandonar-se, dar-se; leva consigo o sinal da cruz. Neste contexto, disse uma vez Gregório Magno: Se tendeis para Deus, tende cuidado que não O alcanceis sozinhos (cf. H Ev 1, 6, 6: PL 76, 1097s). Trata-se de uma advertência que nós, sacerdotes, devemos ter intimamente presente cada dia.

Queridos amigos, talvez me tenha demorado demasiado com a recordação interior dos sessenta anos do meu ministério sacerdotal. Agora é tempo de pensar àquilo que é próprio deste momento.

Na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, antes de mais nada dirijo a minha mais cordial saudação ao Patriarca Ecuménico Bartolomeu I e à Delegação por ele enviada, cuja aprazível visita na ocasião feliz da festa dos Santos Apóstolos Padroeiros de Roma, vivamente agradeço. Saúdo também os Senhores Cardeais, os Irmãos no Episcopado, os Senhores Embaixadores e as autoridades civis, como também os sacerdotes, os colegas da minha Missa Nova, os religiosos e os fiéis leigos. A todos agradeço a presença e a oração.

Aos Arcebispos Metropolitanos nomeados depois da última festa dos grandes Apóstolos, será agora imposto o pálio. Este, que significa? Pode recordar-nos em primeiro lugar o jugo suave de Cristo que nos é colocado aos ombros (cf. Mt 11, 29-30). O jugo de Cristo coincide com a sua amizade. É um jugo de amizade e, consequentemente, um «jugo suave», mas por isso mesmo também um jugo que exige e plasma. É o jugo da sua vontade, que é uma vontade de verdade e de amor. Assim, para nós, é sobretudo o jugo de introduzir outros na amizade com Cristo e de estar à disposição dos outros, de cuidarmos deles como Pastores. E assim chegamos a um novo significado do pálio: este é tecido com a lã de cordeiros, que são benzidos na festa de Santa Inês. Deste modo recorda-nos o Pastor que Se tornou, Ele mesmo, Cordeiro por nosso amor. Recorda-nos Cristo que Se pôs a caminho pelos montes e descampados, aonde o seu cordeiro – a humanidade – se extraviara. Recorda-nos como Ele pôs o cordeiro, ou seja, a humanidade – a mim – aos seus ombros, para me trazer de regresso a casa. E assim nos recorda que, como Pastores ao seu serviço, devemos também nós carregar os outros, pô-los por assim dizer aos nossos ombros e levá-los a Cristo. Recorda-nos que podemos ser Pastores do seu rebanho, que continua sempre a ser d’Ele e não se torna nosso. Por fim, o pálio significa também, de modo muito concreto, a comunhão dos Pastores da Igreja com Pedro e com os seus sucessores: significa que devemos ser Pastores para a unidade e na unidade, e que só na unidade, de que Pedro é símbolo, guiamos verdadeiramente para Cristo.

Sessenta anos de ministério sacerdotal! Queridos amigos, talvez me tenha demorado demais nos pormenores. Mas, nesta hora, senti-me impelido a olhar para aquilo que caracterizou estes decénios. Senti-me impelido a dizer-vos – a todos os presbíteros e Bispos, mas também aos fiéis da Igreja – uma palavra de esperança e encorajamento; uma palavra, amadurecida na experiência, sobre o facto que o Senhor é bom. Mas esta é sobretudo uma hora de gratidão: gratidão ao Senhor pela amizade que me concedeu e que deseja conceder a todos nós. Gratidão às pessoas que me formaram e acompanharam. E, subjacente a tudo isto, a oração para que um dia o Senhor na sua bondade nos acolha e faça contemplar a sua glória. Amen.

Congregação para o Clero - Sessenta Horas de Adoração Eucarística



Por ocasião do sexagésimo aniversário de Ordenação Sacerdotal do Santo Padre, a Congregação para o Clero fez um pedido, especialmente aos sacerdotes, para que em todas as circunscrições eclesiásticas se ofereça “sessenta horas de Adoração Eucarística” continuadas, ou durante o mês de junho próximo, pela santificação do clero e para obter de Deus o dom de novas e santas vocações sacerdotais.

Abaixo, a carta na íntegra:

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CONGREGATIO
PRO CLERIS

Vaticano, 13 de maio de 2011
Nossa Senhora de Fátima

Prot. N. 2011 1477

Eminência / Excelência Reverendíssima

No dia 29 de junho próximo, celebrar-se-á o sexagésimo aniversário da Ordenação Sacerdotal do nosso amado Papa Bento XVI, justamente no dia da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo de 1951.

A ocasião é particularmente propícia para unirmo-nos mais ao Sumo Pontífice, para darmos testemunho da nossa gratidão, afeto, e comunhão no serviço que oferece a Deus e à Igreja. Mas, sobretudo, em sinal de gratidão por aquele "resplendor da Verdade no mundo", que o seu Magistério continuamente realiza.

Em espírito de sobrenatural sobriedade, por ocasião do 60º Aniversário, - e cremos que muito agradará ao Santo Padre - convidamos todas as circunscrições eclesiásticas, esperando uma especial participação dos sacerdotes, a oferecer "Sessenta Horas de Adoração Eucarística", continuadas ou distribuídas no mês de junho próximo, pela santificação do clero e para obter de Deus o dom de novas e santas vocações sacerdotais.

O cume deste percurso de oração poderia coincidir com a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (Jornada de Santificação dos Sacerdotes), que será no dia 1º de Julho, sexta-feira. Desta forma, presentearíamos o Santo Padre com uma extraordinária coroa de oração e de união sobrenatural, capaz de mostrar o real centro da nossa vida, do qual promana todo esforço missionário e pastoral e a autêntica face da Igreja e dos seus sacerdotes.

Com a certeza que poderemos contar com uma cordial e solícita colaboração de cada um dos Ex.mos Ordinários, em espírito de profunda e permanente comunhão, também neste importante Aniversário, na expectativa de uma sincera adesão despeço-me, enquanto aproveito a ocasião para confirmar os melhores sentimentos de distinto obséquio.

De Vossa Excelência / Eminência Reverendíssima
vev.mo no Senhor

Mauro Card. Piacenza
Prefeito

Celso Morga Iruzubieta
Arcebismo tit. de Alba Marítima
Secretário

Intenções do Santo Padre para o mês de maio


As intenções de oração do Papa Bento XVI para o mês de maio centram-se nos meios de comunicação e na Igreja na China.

Como intenção geral, o Santo Padre pede "para que aqueles que atuam nos meios de comunicação respeitem sempre a verdade, a solidariedade e a dignidade de toda pessoa". Na intenção missionária, Bento XVI reza "para que o Senhor doe à Igreja na China o dom de perseverar na fidelidade ao Evangelho e de crescer na unidade".

Todos os meses, o Pontífice confia suas intenções ao Apostolado da Oração, uma iniciativa que é seguida por milhões de pessoas em todo mundo.

Fonte: Notícias CN

O padre não é assistente social; está muito acima disso...


Joseph Ratzinger

Aí está um paralítico, pedindo esmola diante da chamada Porta Formosa do Templo de Jerusalém. Pede dinheiro para poder garantir o seu sustento, uma vez que não é capaz de construir por si mesmo a sua vida. Pede dinheiro como um sucedâneo da liberdade que lhe falta, como um sucedâneo da vida que lhe é negada. E então aparecem João e Pedro. Como são pobres daquilo que o mendigo lhes pede: "não tenho ouro nem prata"! Em contrapartida, como são ricos daquilo em que o paralítico não pensa e não ousa pedir, mas que é o mais importante: "Mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!" (At 3,6)

Ao invés do sucedâneo, o paralítico recebe o impensado, o inesperado, aquilo que não ousava pedir. Recebe o que realmente importa: a própria vida. Recebe-se a si mesmo. A partir desse momento, pode erguer-se sobre os próprios pés, pode seguir o seu caminho, pode saltar - como diz o texto da Sagrada Escritura -, o que é um sinal de liberdade. E pode entrar no Templo, o que significa dizer "sim" ao Deus Criador, inserir-se no coro que entoa o "sim" da Criação inteira, tornar-se um "sim" a si mesmo e ao seu Criador.

"Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!" Nesta palavras, descreve-se de maneira válida para todos os tempos o conteúdo do ministério sacerdotal. Nem ouro nem prata: a nossa missão não é a transformação material do mundo. Numa época em que experimentamos tão a fundo a penúria material, a fome de tantos milhões de pessoas, numa época em que só parece contar o que é quantificável - ou seja, aquilo que se pode medir, calcular e tomar nas mãos como "fato" -, sentimo-nos imensamente pobres. E é compreensível que sintamos uma e outra vez a tentação de não ficar só em palavras - ao menos aparentemente -, palavras que parecem tão pequenas e tão impotentes diante das verdadeiras necessidades do mundo. Não, essa tentação de converter também o sacerdócio em assistência social e ação política, a fim de termos enfim algo de tangível e efetivo para oferecer, tem de ser vencida.

Aos poucos, temos começado a perceber que os homens não sentem fome apenas de pão e de dinheiro, mas que efetivamente sentem fome de palavras - dessas palavras em que lhes damos um pouco de nós mesmos, em que lhes damos amor. No fundo, é sobretudo de amor que vive todo o homem. Começamos a compreender que pecamos se não lhes damos esse dom, se o ocultamos envergonhados. E começamos igualmente a tomar consciência de que mesmo os milhões de pessoas que efetivamente passam fome neste mundo não se podem sentir satisfeitos, e na verdade nem ao menos são tratados de maneira justa, se apenas lhes damos um pouco de dinheiro para o pão. Também eles - e sobretudo eles - sentem fome de algo mais, fome de palavras, fome de receber as atenções do nosso amor.

Mais ainda: as nossas palavras, a nossa atenção, que pouco são! Não bastarão nunca! Temos que dar mais, e é nisso que consiste a grandeza do ministério sacerdotal. Temos que dar aquilo que o homem não procurava, que muitas vezes nem ao menos conhece, e no entanto constitui a sua autêntica necessidade. Por isso, não temos o direito de regular a nossa oferta pela procura: se o fizéssemos, privaríamos o ser humano do mais essencial, levá-lo=íamos a resignar-se com os sucedâneos e afastá-lo-íamos daquilo que importa e que é capaz de devolvê-lo a si mesmo. Temos que dar o nome de Jesus Cristo. É por esse Nome que a humanidade procura com tanta fome, mesmo que não o saiba, no meio das suas revoltas por causa das privações deste mundo. Ele é o dom que pode dar ao homem a sua liberdade, a liberdade de andar com os seus próprios pés, de caminhar, saltar e entrar no Templo do Senhor para tornar-se louvor, para dizer "sim" ao Criador, que em todas as angústias deste mundo continua a ser o nosso Salvador e nos quer incorporar ao seu "Sim".

Dar aos homens o nome de Jesus Cristo: este é o conteúdo permanente do ministério sacerdotal. Sempre me comovo quando, ao distribuir a comunhão, posso e devo dizer: O Corpo de Cristo - quando dou aos homens algo que é infinitamente mais do que tudo o que sou e tenho; quando lhes dou muito mais do que seria capaz de lhes dar apenas como ser humano; quando posso pôr o próprio Deus vivo nos seus corações.

Da mesma forma, é inaudito poder dizer-lhes no Sacramento da Penitência: Eu te absolvo. A ti, não ao elemento de uma coletividade anônima qualquer em que todos dizem: "Sim, é verdade, todos nós somos pecadores", e "Bem, no fim Deus terá piedade de nós", quando na verdade - como diz um poeta moderno - "não conseguimos deixar de ruminar o nosso passado mal digerido". Não, nada de coletividades em que, em última análise, eu, com o meu passado de culpas e misérias, não me sinto diretamente interpelado. Eu te absolvo.

Um amigo contou-me de um sacerdote, prisioneiro de guerra dos russos, a quem um clérigo não-católico procurou com o pedido de que o confessasse. O sacerdote perguntou-lhe: "Mas por que o senhor recorre a mim?" E a resposta foi: "Porque não quero conselhos, mas a absolvição". Isso é o que significa dar o nome de Jesus, dar o próprio Jesus, e dizer: "Estás livre. A tua culpa já não conta, foi-te tirado o peso do teu passado. Podes levantar-te, andar por ti mesmo, caminhar para Deus, saltar e louvar".

E inaudito é também podermos conferir na hora da morte a unção para a ressurreiçãoressurreição é o único remédio verdadeiro para a morte, de forma que até nessa hora em que ocorre a máxima paralisia neste mundo possamos dizer: "Levanta-te! Porque hás de erguer-te e retomar o teu caminho, e olhar o teu Deus nos olhos e louvá-lo. e já ninguém poderá roubar-te a tua liberdade".

Dar aos homens o nome de Jesus. Isto pressupõe, no entanto, que nós mesmos estejamos nesse Nome, que ele tenha sido invocado sobre nós. E aqui se revela o mistério mais profundo do sacerdócio: ninguém pode pronunciar por si mesmo o nome de Jesus; só Ele é que nos pode dar a autoridade necessária para fazê-lo.

Ao chamar o Profeta Jeremias, Deus disse-lhe: "Pus as minhas palavras na tua boca" (Jer 1,9). É justamente o que diz a cada um de vós [ordenandos] nesta hora: "Ponho as minhas palavras na tua boca". A partir de agora, podes e deves pronunciar as palavras dEle. Poderás dizer: Isto é o meu Corpo! Este é o meu sangue! E poderás dizer: Eu te absolvo. Com o teu eu? Não, porque nenhum homem pode dar-te poder para tanto. E também nenhuma comunidade, porque são palavras pessoais, exclusivas, de Cristo. É somente no Sacramento, no poder sacramental que o Senhor mesmo confere, que isso se pode dar, e é só assim que o seu Nome pode continuar a estar presente neste mundo.

"Ponho as minhas palavras na tua boca": em última análise, isso é também o que nos torna livres. Não precisamos reinventar nós a Igreja, a sua eficácia não depende da nossa eficácia, da nossa piedade, da nossa limitada capacidade de amar. "Ponho as minhas palavras na tua boca". Por isso, Deus aceitou que Jeremias tentasse contradizê-lo, afirmando: "Ah, Senhor, eu não sei falar, ainda sou criança (Jer 1,6). Quantas vezes não teimaremos dessa forma com o Senhor, embora a sua resposta permaneça sempre a mesma: "Mas se não és tu quem fala! Ponho as minhas palavras na tua boca". Assim serás livre e poderás falar, anunciar o Nome de Jesus, com toda a paz. É precisamente por falarmos no seu Nome que podemos ter essa grande serenidade interior, essa paz e essa liberdade sem as quais semelhante ministério seria insustentável. O que não significa, evidentemente, que possamos por assim dizer permanecer alheios ao que dizemos, como simples alto-falantes indiferentes. O sentido do nosso ministério só se realiza plenamente quando realmente começamos a pensar por nós mesmos os pensamentos de Cristo e assim a participar das suas palavras.

Com isto chegamos ao que nos diz o Evangelho de hoje. Há nele duas frases de Jesus relacionadas entre si: "Simão, filho de João, amas-me?" e "Apascenta os meus cordeiros" (Jo 21,15-17). Segundo estas palavras admiráveis do Senhor, amar e apascentar são a mesma coisa. Porque o "apascentar" - isto é, cuidar do bem das almas - só se realiza por meio do "amar", por um amar com o amor de Jesus Cristo. A eficácia dos Sacramentos não depende de nós e a Palavra não deixa de ser verdadeira mesmo quando nos acusa (e muitas vezes essas realidades hão de servir-nos de consolo). Mas só poderemos ser pastores de almas se apascentarmos, isto é, se nos tornarmos homens que amam, que amam com Cristo. Temos, pois, de voltar-nos para Ele: "Senhor, Tu que queres que eu fale por ti: dá-me esse Nome! Dá-me ao teu Nome, e dá-me o teu Nome!"

(...) Apascentar significa amar. Cuidar das almas significa amar com o amor de Jesus Cristo, o que por sua vez significa amá-lO e ser amado por Ele. Porque é assim que Ele nos apascenta.

Este amor a Jesus Cristo nada tem de adocicado, barato ou cômodo. Afinal, é este amor que nos conduz, como diz o Evangelho, ao cumprimento destas outras palavras: "outro te cingirá e te levará pra onde não queres ir" (Jo 21,18). Precisamos encontrar a amizade com Jesus, ouvir e reconhecer o pulsar do coração divino na Sagrada Escritura, para que, quando Ele nos cingir e nos levar para onde não queiramos ir, continuemos a reconhecer nEle o Amigo, o Coração de Deus, e saibamos que, por mais que nos custe, Ele está a conduzir-nos para o amor, a salvação e a liberdade.

Homilia do Cardeal Joseph Ratzinger por ocasião de uma ordenação sacerdotal na cadetral de Nossa Senhora de Freising, 27.06.1981.

Aniversário de Sua Santidade Bento XVI - 84 anos! Deo Gratias!





Hoje, dia 16 de abril de 2011, Sua Santidade Bento XVI completa seus 84 anos de vida. Toda a Santa Igreja celebra com o seu Sumo Pontífice o dom da sua vocação.

Feliz aniversário, Santidade! Que Deus conduza todas as tuas ações e a Virgem Santíssima configure o teu coração ao coração de Cristo, Bom Pastor.

Nós, do Anjos de Adoração, te amamos e reafirmamos a nossa obediência e submissão. Reconhecemos alegremente que tu és Pedro e que sobre ti está confiada a Igreja de Nosso Senhor.

Deo Gratias!

Grupo de Resgate Anjos de Adoração - GRAA

Vaticano convoca blogueiros do mundo

Sujeitos fundamentais da nova comunicação

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 8 de abril de 2011 (ZENIT.org) - Os Conselhos Pontifícios da Cultura e para as Comunicações Sociais convocaram um encontro de blogueiros em Roma, no dia 2 de maio.
“Este encontro tem como objetivo permitir um diálogo entre os blogueiros e representantes da Igreja, compartilhar experiências dos que trabalham diretamente neste campo e compreender melhor as necessidades desta comunidade”, explica um comunicado de imprensa emitido pelos organizadores.

“O encontro permitirá também apresentar algumas das iniciativas que a Igreja está empreendendo para entrar em contato com o mundo dos novos meios de comunicação, tanto em Roma como em outros lugares”, acrescenta a nota.

Nos dois painéis previsto, diversos relatores apresentarão alguns aspectos decisivos para uma discussão geral aberta a todos os participantes.

No primeiro painel, cinco blogueiros, representantes de diversas áreas linguísticas, abordarão temas específicos.

O segundo painel oferecerá o testemunho de pessoas implicadas na estratégia comunicativa da Igreja. Elas apresentarão suas experiências de trabalho com os novos meios de comunicação, assim como as iniciativas para assegurar um compromisso efetivo da Igreja com o mundo dos blogs.

Entre os participantes estarão o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, o arcebispo Claudio Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, e o padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Ao apresentar nesta sexta-feira a iniciativa, o cardeal Ravasi reconheceu que “sabemos que no geral os blogueiros são um pouco provocadores”. Mas ele mesmo questionou: “Como seria possível ignorá-los? São sujeitos fundamentais da nova comunicação”.

Um aspecto importante do encontro será a possibilidade de estabelecer contatos e intercâmbios informais entre os participantes, para abrir no futuro novos cenários de interação.

O encontro acontecerá um dia depois da beatificação de João Paulo II, aproveitando a presença em Roma de numerosos blogueiros.

Os que desejarem participar devem enviar um e-mail para blogmeet@pccs.it, colocando o link do respectivo blog. A sede do encontro será o auditório São Pio X, na Via da Conciliação, n. 5.

Petição de um novo ano mariano em 2012-2013


Caríssimos, em 2012 fará 25 anos desde o último ano mariano, proclamado por João Paulo II. Além disto, o clássico Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, de S. Luís Maria Grignion de Montfort, completará seus 300 anos. 

Por estes e outros motivos, deu-se início a uma campanha de petição ao Santo Padre Bento XVI para que institua 2012-2013 como um novo Ano Mariano, tempo propício para dar ênfase ao papel singularíssimo de Nossa Senhora e também para a divulgação do referido Tratado e, consequentemente, da Consagração que ele recomenda.

Por isto, nós pedimos aos leitores e amigos: assinem a petição. Agradecemos.

Homilia do Cardeal Ratzinger sobre S. José



Pude ver há pouco, na casa de uns amigos, uma imagem de São José que me fez pensar. É um baixo-relevo que procede de um retábulo português da época barroca, e que retrata a noite anterior à fuga para o Egito.  Vê-se uma grande tenda, aberta; do alto, aproxima-se um anjo, e na abertura da tenda está deitado José - dormindo, mas vestido como um peregrino, um viajante, calçado de grandes botas de cano alto, como as que se usam em duras caminhadas. Aquilo que à primeira vista nos pode parecer um pouco ingênuo - que esse José adormecido seja ao mesmo tempo um viajante -, é na verdade o que confere profundidade à imagem e nos permite compreender alguma coisa da messagem que encerra.

Coração Aberto

José dorme, é verdade, mas ao mesmo tempo está pronto para escutar a voz do anjo. Irradia, por assim dizer, aquilo que diz o Cântico dos Cânticos: Eu dormia, mas o meu coração velava (Ct 5,2). Os sentidos repousam, mas o fundo da alma está aberto. A tenda aberta faz-se imagem do homem que é capaz de ouvir no profundo, para dentro e para o alto; que está suficientemente aberto para que a vida de Deus e dos seus anjos consiga penetrar até os ouvidos do seu coração. É nessa profundidade que a alma de todo o homem toca a Deus, e é a partir de dentro que Ele quer falar-nos a cada um de nós, é ali que está próximo de cada um.

No entanto, costumamos estar atulhados de negócios, de preocupações, de esperanças e desejos de todo o tipo. Estamos tão repletos das imagens e urgências que o dia de hoje nos traz, que, por mais despertos que estejamos exteriormente, adormecemos interiormente e já não somos capazes de ouvir a voz que fala no nosso íntimo. A alma encontra-se, por assim dizer, tão obstruída de lixo, são tantas as muralhas que ergueu contra a proximidade de Deus, que o Senhor e a sua voz não conseguem chegar até nós.

Ao longo da Idade Moderna, deu-se uma evolução que nos tornou cada vez mais capazes de dominar o mundo e de fazer das coisas o que queremos; mas esse progresso do nosso poder sobre as coisas, do nosso conhecimento quanto ao que podemos fazer com elas, levou ao mesmo tempo a uma redução da nossa sensibilidade, de forma que o nosso universo se tornou unidimensional. Estamos dominados pelas nossas coisas, por aquilo que podemos tomar nas mãos e usar para alguma finalidade útil. No fim das contas, acabamos por não olhar senão para nós mesmos e já não perscrutamos as profundezas da Criação, que continua - hoje como sempre - a falar-nos da beleza e da bondade de Deus.

José adormecido, mas ao mesmo tempo pronto para ouvir para dentro e para o alto é o homem do recolhimento interior e da prontidão. A tenda da sua vida está aberta, e é assim que ele nos fala e nos convida a afastar-nos um pouco do vozerio dos sentidos para recuperarmos o recolhimento, para aprendermos a olhar para dentro e para o alto, a fim de que Deus possa voltar a tocar a nossa alma e falar-lhe. Penso que a Quaresma é um período especialmente adequado para que pratiquemos esse afastamento das preocupações cotidianas que nos oprimem e nos voltemos para o nosso íntimo.

Perder-se para encontrar-se

Há um segundo ponto. José está, por assim dizer, pronto para erguer-se de um salto. Está pronto para despertar e fazer o que Deus lhe manda. E aqui toca o centro da vida de Nossa Senhora, presente na resposta que Ela deu no momento decisivo da sua existência: "Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1,38). Essas palavras podem igualmente aplicar-se a José, à sua prontidão em erguer-se: "Eis o teu escravo! Faz de mim o que quiseres". Como também se podem aplicar as da resposta de Isaías, no momento em que é chamado por Deus: "Senhor, aqui estou. Envia-me!" (Is 6,8). São palavras que impregnarão daí por diante toda a sua vida.

Mas há ainda outro texto da Sagrada Escritura de que nos lembramos neste momento - o anúncio que Jesus faz a Pedro: "Serás levado para onde não queres ir" (Jo 21,10). José, o homem da prontidão, fez dessas palavras, voluntariamente, a medida da sua vida. Estava à disposição para deixar-se levar também para onde não queria ir. A sua vida inteira é uma seqüência de docilidades, de se deixar conduzir.

Tudo começou com esse primeiro encontro em que o Anjo o introduziu no mistério da maternidade divina de Maria, no mistério do Messias. Interrompendo abruptamente a vida silenciosa, humilde e serena que ele pretendia levar, lançou-o na aventura da vida de Deus no meio dos homens. Bem se pode dizer que o arrebatou para junto da sarça ardente (cfr. Ex 3,1-22), para o encontro imediato com o mistério do qual devia ser testemunha e copartícipe. E logo se revelou o que isso significava: o nascimento do Messias não poderia ocorrer em Nazaré. José teve de partir para Belém, a cidade de Davi, mas também não seria ali que o Messias nasceria, porque os seus não o receberam (Jo 1,11). O mistério da Cruz ergueu-se sobre essa hora, e o Senhor teve de nascer num estábulo, fora da cidade.

A seguir, veio o novo encontro com o Anjo, que levou José ao exílio no Egito (Mt 2,13-15). Ali compartilharia o destino dos desabrigados, dos sem-lar, dos refugiados, dos estrangeiros que têm de procurar um lugar para si e para os seus. E sobre o retorno à terra de origem pendia novamente uma ameaça...

Mais tarde, veio o episódio doloroso dos três dias de ausência de Jesus (cfr. Lc 2,41-52), que faziam pressagiar o mistério dos três dias que decorreriam entre a Cru e a Ressurreição, dias de vazio, de ausência do Senhor. E assim como o ressuscitado não havia de simplesmente voltar à sua antiga vida, ao convívio com os seus, mas disse: "Não me retenhas [...]. Subo para o meu Pai. Só poderás estar comigo se quiseres subir tu também" (cfr. Jo 20,17), assim agora, quando Jesus foi encontrado no Templo, mostraram-se claramente a distância, a gravidade e a altura do Mistério, quando Jesus Menino pareceu pôr José no seu lugar, dirigindo-lhe ao mesmo tempo o olhar para o alto: "Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?" (Lc 2,19). É como se lhe dissesse: "Tu não te chamarás pai; és apenas o tutor, o homem a quem está confiada a tarefa de me guardar, mas nela foi confiado à tua guarda o mistério da Encarnação".

Por fim, José morreria sem poder ver manifestada a missão de Jesus. Tudo, todos os seus sofrimentos e esperanças, permaneceriam ocultos no silêncio. A sua vida não foi uma vida de auto-afirmação, em que o homem procura desenvolver ao máximo as suas potencialidades ou realizar tudo o que pretende. Não foi uma vida de auto-afirmação, mas de autonegação, de renúncia: "serás levado para onde não queres ir".

José não tomou posse da sua vida, deu-a. Não realizou um plano que tivesse elaborado com luzes próprias e posto em prática com a sua vontade, mas entregou-se às mãos dos desígnios divinos, entregou a sua vontade à vontade de outro, a uma vontade maior, à própria Vontade divina. Pois é exatamente quando isso acontece, quando o homem se perde a si mesmo, que ele se encontra a si mesmo.

Sim, é só perdendo-nos a nós mesmos, dando-nos nós mesmos, que nos recebemos. Quando isso acontece, não é a nossa vontade que prevalece, mas a de Deus: "Não se faça a minha vontade, e sim a tua" (Lc 22,42). Quando se cumpre aquilo que pedimos - "seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu" -, faz-se na terra uma pequena parte do céu, pois então a terra é como o céu. Assim José, o homem que se perde a si mesmo, o homem que renuncia, que por assim dizer segue por antecipação o Crucificado, mostra-nos o caminho da fidelidade, o caminho da ressurreição e da vida.

Sob o sinal de Abraão

Há ainda um terceiro ponto. Esse José está vestido como um peregrino. Desde o momento em que soube do Mistério, a sua existência foi um estar a caminho, uma peregrinação. Está sob o sinal de Abraão: porque a história de Deus, a história de Deus entre os homens, que é a história dos seus escolhidos, começa com a vocação do pai comum: "Deixa a tua terra e sê um estrangeiro" (cfr. Gn 12,1). José prefigura a existência cristã porque revive a existência de Abraão. A primeira Epístola de São Pedro e a Epístola aos Hebreus insistem fortemente nesta verdade: como cristãos, dizem-nos os Apóstolos, devemos considerar-nos estrangeiros e peregrinos, simples hóspedes (cfr 1Pe 17;2,11) neste mundo. Porque a nossa morada ou, como diz São Paulo na Carta aos Filipenses, a nossa cidade está nos céus (Fil 3,20)

Hoje já não nos agrada que nos falem do céu, porque achamos que isso poderia afastar-nos dos nossos deveres terrenos, alienar-nos do mundo. Pensamos que devemos não só transformar a terra num paraíso, manter os nossos olhos cravados nela, mas até dedicar-lhe por inteiro o nosso coração e as nossas mãos. Mas é precisamente ao fazê-lo que destruímos a Criação. Pois os anseios do homem, por assim dizer a seta dos seus anelos, apontam para o infinito. E continua a ser verdade, hoje mais do que nunca, que nada senão Deus é capaz de saciar o homem. Fomos criados de tal maneira que todas as coisas finitas são insuficientes, que precisamos sempre de mais: de um Amor infinito, de uma Beleza e Verdade ilimitadas.

Este desejo não pode ser sufocado em nós, mas podemos perder de vista a meta. E então procuramos extrair o infinito, a plenitude infinita, do finito. Queremos um céu na terra, esperamos e exigimos tudo dela, desta vida e desta sociedade. E na medida em que queremos extrair o infinito do finito, destroçamos a terra e tornamos impossível a convivência numa sociedade ordenada, porque os outros nos parecem obstáculos ou ameaças, já que tiram da vida e do mundo um pedaço que no fundo queremos para nós mesmos.

Só quando aprendermos a olhar novamente também para o céu que e a terra voltará a iluminar-se. Só quando revivermos em nós a grandeza da esperança numa vida eterna com Deus, quando voltarmos a ser peregrinos rumo à eternidade e não nos agarrarmos a esta terra, só então a nossa esperança voltará a brilhar também neste mundo e lhe comunicará a esperança e a paz.

Diante disto, agradeçamos a Deus neste dia por esse santo do recolhimento, da prontidão, da obediência, da entrega a Ele, da peregrinação confiada nas promessas divinas, e do serviço devotado também a este mundo. Agradeçamos por esta solenidade em que vemos como também hoje os homens se abrem uma e outra vez à vontade de Deus, ouvem a sua chamada e partem para onde Ele quiser conduzi-los. E peçamos a graça de que nos seja concedida essa atitude de vigilância e prontidão, a graça de que a plenitude dessa esperança penetre a nossa vida e nos conduza para Deus, que é o nosso autêntico destino na comunhão da vida eterna.

Joseph Ratzinger, Homilias Sobre os Santos.

Sobre o Desastre no Japão: para alegria de alguns...


Estes dias, vimos com pesar a tragédia que aconteceu com o Japão, a Terra do Sol Nascente. O Papa Bento XVI afirmou-se estarrecido e profundamente triste com o acontecido, e assegurou ao povo japonês as suas orações e a sua proximidade.

No entanto, parece haver alguns indivíduos, que se auto-entitulam cristãos, e que não conseguem esconder um certo tipo de satisfação pelo ocorrido. Para justificar esta bizarrice, ficam a apontar o dedo dizendo que esse povo não é católico e que, no fundo, isso foi bom! Pra que eles aprendam e se convertam!

Sinto muito, mas isto é de uma mesquinhez absurda. Claro que a conversão do Japão seria um grande bem. Claro que o fato de apenas 1% desse povo ser católico é um mal. Isto porque sabemos que, objetivamente, o Catolicismo é a Igreja de Nosso Senhor, que é Deus verdadeiro. Mas daí legitimar essa tragédia e agradar-se com o sucedido é outra coisa. E as pessoas que estão em ignorância invencível? E de que modo estes sismos poderão ser uma ponte entre o povo japonês e Deus? Creio que se fôssemos levar as coisas desse modo, o terremoto teria acontecido, por exemplo, no Brasil, onde, mesmo tendo um acesso maior à Verdade de Nosso Senhor, a nossa mediocridade é tamanha! A gravidade do pecado para quem conhece a Deus é maior.

Estes sujeitos devotamente sádicos me lembraram uma passagem do Sementes de Contemplação do Thomas Merton, e que transcrevo abaixo:

"As pessoas que escutam esse gênero de coisas, que as absorvem, que as aceitam de bom grado, cultivam uma noção da vida espiritual que é uma espécie de hipnose do mal. Os conceitos de pecado, sofrimento, danação, castigo, justiça de Deus, recompensa, fim do mundo, e tudo o mais, são coisas que as fazem lamber os beiços com indizível prazer. Talvez seja assim porque lhes causa uma profunda e inconsciente satisfação a idéia de que muitas pessoas cairão no inferno de que eles escaparão. E como sabem que escaparão? Não podem dar qualquer razão definida, exceto o fato de gozarem certa sensação de alívio com a idéia de que todo esse sofrimento está praticamente preparado para toda a gente, mas não para eles. Esse sentimento de gozo é o que classificam como "fé" e constitui, para eles, como que a convicção de estarem "salvos".

Pregando contra o pecado, o demônio arranja muitos discípulos. Convence-os do grande mal que é o pecado, provoca neles uma crise emocional que lhes traz a convicção de serem ignorados por Deus os seus pecados, e, depois, deixa-os passar todo o resto da vida meditando na imensa perversidade e evidente reprovação dos outros homens".

Thomas Merton, Sementes de Contemplação, A Teologia Moral do Demônio, pp.87-88.
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E para os que realmente estão convencidos de que Nosso Senhor é desse modo, vai abaixo um texto do próprio Evangelho:

"Aproximando-se o tempo em que Jesus devia ser arrebatado deste mundo, ele resolveu dirigir-se a Jerusalém. Enviou diante de si mensageiros que, tendo partido, entraram em uma povoação dos samaritanos para lhe arranjar pousada. Mas não o receberam, por ele dar mostras de que ia para Jerusalém. Vendo isto, Tiago e João disseram: Senhor, queres que mandemos que desça fogo dos céus e os consuma? Jesus voltou-se e repreendeu-os severamente: Não sabeis de que espírito sois animados" (Lc 9, 51-55)

Pois é.. E os que se rejubilam com o sofrimento dos japoneses, usando ainda o Thomas Merton, podem estar animados de qualquer espírito, menos do Espírito Santo. Não se trata de relativizar a fé ou de cair num naturalismo; é apenas questão de bom senso. Ficar satisfeito pelas pessoas que morreram e pelas dificuldades procedentes do desastre é, reconheçamo-lo, muita maldade. Podem aplicar o livre exame à vontade ao trecho acima; ele é bastante claro. Nosso Senhor não foi um tipo de 'cão raivoso' não. E blasfemam os que O concebem assim! A sua infinita indignação, que é real, não Lhe torna cruel, de modo nenhum! Se Nosso Senhor quisesse 'forçar' a conversão do povo japonês, o faria, de certo, de outro modo.

Espanta-me este tipo de "fé".
Por fim, só me cabe repetir as mesmas palavras do Senhor na Cruz:

"Perdoai-os, eles não sabem o que fazem".

Rezemos pelo Japão.

Fábio.

A concepção de Liturgia da CNBB

Um homem, que poderia ser um apóstolo, 
torna-se uma úlcera na Igreja por falta de justa indignação,
Pe. Frederick William FABER


Estive dando uma zapeada pela net e, mais uma vez, entrei no site da CNBB quando, de repente, o nome de um artigo me chamou a atenção. Nele se lia "A Primazia da Assembléia" e, já imaginando do que se tratava, lá fui eu ler o artigo, apenas para confirmação das minhas suposições. De fato, um texto muito problemático do qual ponho abaixo alguns excertos. Os grifos e comentários entre parênteses são meus.

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"Reunidos em nome de Jesus, os fiéis (...) recebem o mandato de repetir seus gestos e palavras  em sua memória (1 Co 11,23-25)." (Esta passagem inicial é muito coerente com o nome do artigo, afinal, se a primazia na Liturgia é da assembléia, então é ela quem "rememora" os gestos e palavras de Jesus... O realismo do Sacrifício e a diferenciação do sacerdote ordenado, como se poderá ver, estão nublados em todo o artigo.)

Esta assembléia sacerdotal (...) deve ser a referência mais importante dos autores, compositores e demais agentes litúrgico-musicais. (A referência mais importante, então, deixa de ser a Tradição Católica, aquela que tantos músicos de elite invejaram pela sua excelência, e passa a ser a "assembléia sacerdotal". Notem que aí se usa um termo ambíguo e não há qualquer interesse em esclarecer possíveis equívocos.)

Foram estas convicções elementares que levaram a renovação da música litúrgica católica a compreender e a insistir no primado da assembléia! (A consequência é lógica: de premissas erradas, segue-se uma dedução errada. Na Liturgia não é a assembléia quem tem o primado, pois a Sagrada Liturgia é, antes, dada, e não construída).

Servir à assembléia é a base de toda liturgia verdadeiramente pastoral. Servir não quer dizer que se satisfaçam não importa quaisquer desejos manifestados na comunidade. Trata-se de introduzi-la sempre mais, pela fé, no mistério de Jesus Cristo. Mas como fazê-lo sem conhecer a comunidade, sem levá-la em conta, para que ela, toda ela, se ponha em marcha?” 

 “Levar em consideração a assembléia celebrante, com suas possibilidades, sua riqueza e seus limites, é a primeira preocupação de uma liturgia verdadeiramente pastoral. É o caminho mais seguro para se chegar a uma celebração cheia de vida, significativa e personalizada, sobretudo quando se trata de música e canto” ( GELINEAU, Canto e Música no culto cristão. Cfr. também SC 27).

(Como sabemos, a Liturgia tem duas grandes finalidades: a primeira não é o serviço da assembléia, mas a glória de Deus. Isto nos coloca, forçosamente, diante da objetividade do Culto, no cumprimento daquilo que nos foi dado por Nosso Senhor, e não na promoção de criatividades sem conta. Em segundo lugar, a Liturgia se orienta para a santificação dos fiéis, mas esta santificação não se realiza pela relativização do sagrado; ao contrário, se dá pela conversão dos fiéis à objetividade do Bem, da Verdade e da Beleza, que deveriam ser expressos, em sua forma real, pela Liturgia. Dizer, então, que uma liturgia "personalizada" é o "caminho mais seguro para se chegar a uma celebração cheia de vida" é um disparate só possível por quem não faça idéia de onde esteja pisando. Aliás, esta idéia do pisar me lembra a exclamação de Jacó que, acordando de seu sono, exclamou: "Que lugar terrível este! É nada menos que a casa de Deus!". Com muito mais propriedade o podemos dizer nós, católicos, e a expressão nos dá uma idéia longínqua da seriedade do assunto de que estamos a tratar. Esta nova liturgia, promovida desgraçadamente pelos que juraram obediência à Igreja, tira Deus do centro e, aí, põe o homem. Deus deve, aqui, servir ao homem, adaptando-se a ele. Estamos numa inversão total da idéia de conversão. Não há, aqui, a "negação de si mesmo" de que nos fala Jesus. Há, antes, a afirmação, mesmo que em detrimento do sagrado.")

"Não tem sentido, por exemplo, escolher os cantos de uma celebração em função de alguns, que se apegam a um repertório tradicional, ou ainda de outros que cantam somente as músicas próprias de seu grupo ou movimento, nem de outros que querem cantar exclusivamente cantos ligados à realidade sócio-política, se isto vai provocar rejeição de parte da assembléia. Pois todos têm o direito de compreender e participar, com gosto,  sobretudo os mais desprovidos. É preciso que se pense em todos, e em cada um na comunhão com os demais." (Notem como tudo se torna subjetivo, e o metafísico simplesmente some. O optar pela tradição é tratado, neste texto, como se fosse um simples apego, uma moda. Quando, porém, se objeta que não se deve cantar coisas exclusivamente ligados ao social, toma-se cuidado para incluir aí um condicional: "se isto vai provocar rejeição de parte da assembléia". Quer dizer, não é que haja problemas em si..rsrs Aqui está denunciado o espírito da coisa. Depois, é dito que todos têm o "direito de compreender" e  isto pode ser compreendido como uma crítica à Santa Missa em latim. É que aí parte-se do pressuposto de que a Missa só é real quando é compreendida pela assembléia a quem pertence, como sugerido, a primazia. Mas isto é falso. Na Santa Missa, que é a perpetuação do Sacrifício da Cruz de modo incruento, é oferecida a Deus a divina Vítima, por um sacerdote ordenado que age em Persona Christi. A assembléia aí não tem primazia e não determina nada.)

Não é coisa fácil conhecer as necessidades verdadeiras, as capacidades reais e os gostos especiais de uma assembléia. O pior que pode acontecer é achar que tudo se resolve entre quem preside e o  regente ou animador do canto. E  o melhor será uma prática comunitária e democrática, onde as pessoas recebem as informações e a formação necessárias em matéria de liturgia e música, trocam seus pontos de vista, e com critérios e bom senso fazem seu discernimento, avaliam permanentemente sua prática  e vão encontrando a feição musical e litúrgica da assembléia. (E, neste contexto, nada da tradição musical da Igreja. É feita total abstração do canto gregoriano como modelo supremo da música litúrgica. O que importa aí é que se reconheçam os "gostos especiais" e que a escolha seja "democrática", feita pela troca dos "pontos de vista". Depois da promoção de toda esta ditadura do subjetivismo, o autor deste texto diz algo interessante: é preciso fazer isto com "critério e bom senso". rsrs.. Critério! Que Critério?! O único critério que se dá, aí, é o dos gostos pessoais da assembléia. E que bom senso? Bom senso seria reconhecer a realidade terrível da Liturgia e obedecê-la tal como a Igreja o ordena. Mas faltou bom senso a quem escreveu este artigo. Por fim, fala-se da "feição musical e litúrgica da assembléia". Para que, então, chamar-se Igreja Romana? Se cada um deve ter a sua própria feição, então ignore-se e despreze-se o imenso tesouro católico em prol das vontadezinhas de um grupinho que pensa que a liturgia é um brinquedo. É isso o que a CNBB pensa da Liturgia? Complicado.)

"Celebrar com uma assembléia homogênea não é algo que aconteçe(sic) sempre, nem parece ser o mais significativo. É bem mais fácil escolher cantos, música ou coreografia com ou para  uma comunidade monástica, um grupo de jovens, um encontro da Pastoral Operária ou um retiro de catequistas... Mas não é esse tipo de celebração o que melhor revela a feição católica, isto é, universal, da Igreja, onde ninguém é mais do que ninguém, onde todos cabem e são acolhidos com suas diferenças, seus valores e seus dons, para formarem o único Corpo de Cristo." (Aqui quero destacar duas coisas. A "coreografia" simplesmente não existe na Liturgia. Simplesmente não cabe. Insistir nisso é obstinação de desobedientes. Depois, a expressão destacada "onde ninguém é mais do que ninguém" é, de novo, ambígua. De fato, há um modo de se falar em igualdade sem ter que cair na ludribriação comunista. Mas, se o termo quer ser um ataque sutil à idéia de hierarquia, aí é problemático. De fato, o sacerdócio é mais alto que o estado laical e negá-lo é deixar de ser católico. Por fim, há uma ideologia que ataca qualquer uniformidade e exalta toda alteridade. Isto é um sofisma. Há, de fato, uma diversidade legítima e que enriquece a Igreja e lhe permite ser reconhecida como "Corpo Místico de Cristo", uma vez que um corpo dispõe, naturalmente, de uma diversidade de membros. Mas, ao fundo desta diversidade, há sim uma unidade essencial que é o que mantém a vida em comum dos membros. Esta unidade essencial põe limite à diversidade, de modo que esta não pode estar aberta ao infinito. Eu já dei este exemplo diversas vezes, mas vai de novo: num corpo humano há diversos membros. Mas disto não decorre que possamos ter esperanças de que, num ou noutro, nasça uma asa. E por quê? Porque a diversidade de membros é limitada pela essência, neste caso, a humana. Daí que esta conversa de dizer que todo diferente enriquece é balela. Se não se coadunar com o espírito do único Corpo de Cristo, não serve e não enriquece. Lembremos, por fim, da oração de Jesus: "Que todos sejam um". Esta unidade não se dá pela junção irrefletida de todos os diferentes, mas pela conversão e purificação destes àquela unidade. Se não é possível unir-se, deve ser rejeitado. E, dentre as culturas, há muito que simplesmente não cabe. A CNBB, porém, parece estar se lixando pra a harmonia do Corpo de Cristo. Ela parece preferir a bagunça...)

(...) seria melhor empenhar-se em ir ao encontro de cada situação, tornando-se “servo de todos , a fim de ganhar o maior número possível” (1 Co 9,19). (rs.. Não é assim que se ganha "o maior número possível". Isto me lembrou a fala de um sacerdote conhecido meu quando, num dia 20 de novembro, os adeptos do candomblé entraram na igreja com os seus trajes, batuques e danças. Interrogado sobre o porquê daquilo, ele simplesmente respondeu: "a Igreja é mãe. Vai que, desse modo, um deles se converte..." Pura evasiva...)

"Imaginemos uma assembléia de  adultos, na qual há uma presença importante de adolescentes, a quem os cantos litúrgicos do gosto de seus pais, parecem “cafonas” e enfadonhos... Sem privar os mais velhos de seus cantos tradicionais, por que não introduzir, em momentos estratégicos da celebração, cantos litúrgicos de um outro estilo, com os quais os mais jovens se identifiquem e através dos quais se expressem mais a gosto? Em momentos assim, eles vão entrar de cheio e toda a celebração, de repente, vai tomar um outro aspecto para eles e, quem sabe, vai mudar o clima geral da mesma para todos.
(Como sempre, por trás desses disparates, reside a idéia de que a liturgia é, sobretudo, construída. Nada há aí de dado.. Tudo não passa de uma tentativa meramente humana de atingir o sagrado, ou, como escrevia o Cardeal Joseph Ratzinger, tudo isto parece consistir num mero grito no escuro. No entanto, esta concepção está anos luz distante da verdadeira Liturgia, uma Liturgia que nos foi entregue por Deus e que nos mostra como Deus quer ser cultuado. Na Liturgia, é a vontade de Deus que se cumpre, não os gostos dos jovens. O objetivo é a glorificação de Deus e não a mudança do clima geral. Enquanto estes sujeitos brincam com a liturgia e até arrancam um riso ou outro, e até, quem sabe, conseguem uma "participação" mais ruidosa dos presentes, eles estão, objetivamente, privando estas almas incautas de Deus, negando aquilo que é direito delas: o acesso real a Deus e que não se faz de qualquer modo. Por entre risos e reboladas, eles escondem o céu dos cristãos.)

"Imaginemos ainda uma comunidade eclesial de base na periferia da cidade, ou mesmo alguma igreja de centro, onde sempre costuma haver uma presença significativa de negros ou mestiços: seria bom inserir em toda celebração alguns cantos, alguma música, alguma coreografia do recente, mas já rico e significativo repertório afro-brasileiro." (É sempre a mesma idéia. Como já falamos, a coreografia não existe na Liturgia. Com relação ao repertório "afro-brasileiro", sugiro a leitura dos seguintes artigos: Cultura, Inculturação, Encontro de Culturas, Missa-Afro, inculturação?, África sem missa-afro, Discurso do Santo Padre aos bispos do Regional Norte II, Dica para celebrações com inculturação.)

"Tocar, cantar e dançar muita ou pouca música... escolher entre este ou aquele repertório... não vale igualmente para todo tipo de assembléia. O critério decisivo não será jamais a própria música, mas a assembléia que se reúne para cantar, tocar e dançar, ao celebrar sua fé." (Eles não estão "nem-thuiú" pra Deus nem pra Igreja. O que importa é a assembléia. Antropocentrismo puro!"

Nada mais sem graça e enfadonho do que uma celebração-robô, um “enlatado” litúrgico, sem o rosto da comunidade que celebra, sem raiz nos acontecimentos que marcam a sua vida, sem atualidade, fora do tempo e do espaço. (De fato, uma liturgia assim "com o rosto da comunidade" será, com certeza, uma celebração no tempo e no espaço; mas isto difere infinitamente da Liturgia Católica, que tem o rosto de Deus, e que está para além do tempo e do espaço, sendo tempo da graça e nos transportando para o Calvário. A catequese mais básica faltou a esse povo.. Ah, e se me permitem dizer: nada mais sem graça do que as invenções sem noção desse povo rodando no meio da igreja ou tocando tambor, ou vomitando teses marxistas nas músicas e nas homilias. Isso sim é, não somente sem graça, mas sem a Graça).

"Pelo contrário, onde se tem experiência de uma celebração significativa e interessante, há sempre por trás uma  equipe de celebração,  capaz de encontrar, com a assembléia por ela animada, o seu próprio estilo." (Eu gostaria de saber qual o critério que eles usam pra afirmar que uma celebração é "significativa e interessante". Pelo que se lê, é quando ela encontra seu próprio estilo. O que vale é, então, a originalidade! Deveríamos ter, então, igrejas auto-céfalas. É essa a proposta da CNBB? Não, meus caros. A Igreja, onde quer que esteja, deve expressar a sua romanidade.)

"Justamente por isso que as assembléias que se exprimem com cantos criados dentro delas e para elas - para um tal público, tais intérpretes, tais instrumentos, tal espaço, tal arrumação - parecem muito mais autênticascheias de vida. A tradição do “Cantor”, que compõe para as celebrações de sua comunidade, é, sem dúvida, a hipótese mais interessante." (Como sempre e "sem-fim-amém" está aí escancarada a promoção do subjetivo: é preciso que as liturgias "pareçam" autênticas e cheias de vida. Como vimos, o critério para tal é que todos cantem e que a música seja expressão fiel dos gostos e ideologias locais. É sempre a compreensão do sagrado como construção humana, como expressão cultural. O metafísico, o transcendente sai de cena. A "hipótese mais interessante", segundo se diz, é que o sujeito componha - a Igreja sempre teve o maior cuidado com isso e afirma que os compositores devem estar profundamente embebidos do Sensus Ecclesiae, coisa que a CNBB parece nem saber o que é - e execute sua produções, muitas vezes autênticas cacofonias, para a satisfação dos expectadores do show. Triste...)

"Nada a temer, nada a perder, se cada assembléia tem sua personalidade musical, como cada pessoa tem seu rosto, seu semblante, desde que se possa reconhecer sob  traços  tão diferentes, o único semblante da Esposa de Cristo, a sua Igreja." (O texto segue na mesma linha, exaltando a "personalidade musical" de cada pessoa e, por fim, tem a coragem de, depois da confusão toda, colocar algo como: "desde que se possa reconhecer o único semblante da Esposa de Cristo".. rsrs.. Acontece que eles não têm idéia do que seja este semblante - já tanto O desfiguraram - e isto parece apenas constar a fim de tentar situar o artigo dentro de uma visão, pelo menos por longe, em comunhão com a Igreja. Muito vago...)

Por fim, terminado o texto, dentre as perguntas que eles põem para suscitar uma reflexão sobre o que foi lido, estava:

"Você é dos que se alegram com a variedade da vida, ou parte para uma uniformidade, que empobrece e sufoca?" (Como diz a cara Giovana, Puxa que Puxa!)

Fonte:
http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/doc_download/341-a-primazia-da-assembleia

**
Sei que já vai um tanto extenso este artigo. Mas quero que o leitor contraste os disparates acima com o que vai abaixo, e veja se há alguma forma de conciliação. Note que, em todo o texto que se pretende uma formaçao sobre Liturgia, o caráter sacrificial da Santa Missa não foi sequer sugerido. Mas veja o que diz a Igreja:

"Às vezes transparece uma compreensão muito redutiva do mistério eucarístico. Despojado do seu valor sacrificial, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa. Além disso, a necessidade do sacerdócio ministerial, que assenta na sucessão apostólica, fica às vezes obscurecida, e a sacramentalidade da Eucaristia é reduzida à simples eficácia do anúncio. Aparecem depois, aqui e além, iniciativas ecumênicas que, embora bem intencionadas, levam a práticas na Eucaristia contrárias à disciplina que serve à Igreja para exprimir a sua fé. Como não manifestar profunda mágoa por tudo isto? A Eucaristia é um dom demasiado grande para suportar ambiguidades e reduções."

(João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia)

E, por fim, este texto do Cardeal Joseph Ratzinger:

"Juntamente a essas soluções radicais e ao grande pragmatismo da Teologia da Libertação, existe também o pragmatismo cinza do cotidiano eclesial, em que tudo parece ser correto, mas a fé vai-se consumindo e acaba se afundando na mesquinhez. Penso em dois fenômenos que observo com preocupação. Em primeiro lugar, vai-se impondo, em graus de intensidade variáveis, a tentativa de estender o princípio da maioria à fé e à moral, ou seja, o projeto de “democratizar” decididamente a Igreja.


Essa tentativa se expressa da seguinte maneira: o que não parece evidente à maioria, não se pode impor como obrigatório. Mas, de que maioria se trata? Não haverá amanhã outra, diferente da de hoje? Uma fé que nós mesmos podemos estabelecer não é fé. E não existe nenhuma razão para deixar que uma minoria permita que a sua fé lhe seja prescrita por uma maioria. A fé, e a sua práxis, ou nos vem do Senhor por meio da Igreja e seus ministérios sacramentais ou não existe.


O outro ponto para o qual quero chamar a atenção diz respeito à liturgia. As diversas fases da reforma litúrgica levaram à opinião de que a liturgia poderia ser mudada à vontade. Se houvesse algo imutável, quando muito seriam as palavras da consagração, tudo o mais podendo ser feito de outro modo. O pensamento que então se segue é lógico: se uma autoridade central pode fazê-lo, por que não a local? E se a instância local pode, porque não a paróquia? Afinal, é ela que deveria se expressar e reencontrar na liturgia. Depois das tendências racionalistas e puritanas dos anos 1970, e também dos 1980, estamos cansados de uma liturgia de palavras e desejamos uma liturgia mais vivencial, que rapidamente se aproxima das tendências da Nova Era: procura-se a embriaguez e o êxtase, não a racionabilis oblatio (o culto divino conforme a razão e o logos), de que fala Paulo e a liturgia romana (Rom 12, 1).

(...) Pede-se vigilância para que não se substitua, furtivamente, o Evangelho por outra coisa diferente daquilo que nos foi entregue pelo Senhor. Pedras em lugar de pão.


(Joseph Ratzinger, Fé, Verdade e Tolerância)

Fábio.
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