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Instinto sexual e castidade III - Impulsos coercitivos e distinção entre intemperança e incontinência


Não se trata de chamar bom o que é objetivamente mau. Trata-se de desligar um sentimento culposo neurótico de atos que, na situação individual, estão fora do alcance da livre vontade. Só assim pode restituir-se o equilíbrio emocional e estender novamente o domínio da vontade a todos os territórios da alma que antes estavam bloqueados. "Frequentemente, a reação patológica desaparecerá na medida em que o aspecto moral da conduta não obsedar mais o paciente, constituindo a preocupação moral precisamente um aspecto do sintoma psicopatológico." (1)

Brenninkmeier defende a opinião de que é dever do confessor esclarecer os penitentes neuróticos sobre a falta de liberdade, respectivamente redução considerável dela, que modificam a responsabilidade em determinados atos. A maioria se debate em pensamentos autopunitivos dolorosos: eu "sabia" o que estava fazendo; se fiz, sou culpado... Não avaliam o poder de impulsos coercitivos que bloqueiam a vontade, deixando à razão sua plena lucidez. Quando o confessor "consegue convencer o neurótico de que seu estado não implica culpa, antes enfermidade; quando alcança dele que aceite os fatos amiúde humilhantes com espírito sereno, apoiando-se na bondade, misericórdia e compreensão de Deus, o enfermo encontrará em tais conhecimentos profunda paz; a graça sacramental fortalecerá sua alma; voltará a sentir gosto pela vida interior e perderá o sentimento aterrador causado pelo temor de ser inútil todo o trabalho pela santificação, já que nem conseguia manter-se na amizade de Deus, por grandes que fossem os esforços. Esclarecido o seu entendimento, logo o doente se livra de parte considerável de sua angústia e consegue enveredar por um caminho que contribuirá poderosamente para a cura." (2)

Não só em casos patológicos, mas também de um ponto de vista geral, sabe Sto. Tomás levar em consideração o impulso elementar dos desejos carnais. São para ele atenuantes e não agravantes do pecado. Quem peca pressionado por estímulo mais forte de concupiscência, cai por causa de uma tentação mais grave. daí é que lhe é imputada menos culpa." (3) Mais graves que os pecados carnais, são para ele os pecados espirituais, justamente porque neles falta a pressão e a solicitação dos impulsos psíquicos e biológicos. Tal classificação é apenas o reverso da ordem hierárquica como ele vê as virtudes. A castidade não é, para ele, de forma alguma, a maior virtude. Ela faz parte da temperança; e esta é a última das virtudes cardeais. Acima dela estão a fortaleza, a justiça e a prudência. E acima de todas, se encontram as virtudes teológicas: esperança, fé e, rainha de todas, a caridade.

Não é só a clássica ordem hierárquica que torna admirável a doutrina de Sto Tomás; sua moral, longe de ser casuística, é essencialmente dinâmica. Não julga sobre valor ou desvalor do homem por um processo de adição: somando atos isolados, sejam pecados, sejam atos meritórios. A direção geral impressa à vida é decisiva.

Isso aparece sobretudo na distinção entre "intemperança" e "incontinência." Incontinência é imperfeição de governo. Na essência há o predomínio da boa vontade que apenas não consegue impor-se plena e constantemente. Há quedas por fraqueza, paixão, curiosidade, etc. Sem inocentar tais quedas, cumpre reconhecer que são muito menos graves que os pecados cometidos por libertinagem e cinismo.

À libertinagem cínica, essa desistência de um ideal pessoal superior, dá-se o nome de intemperança. A direção total da vida é pervertida, encaminhando-se toda a energia do psiquismo em direção da satisfação carnal. Não é a intensidade do prazer, mas a direção geral impressão à vida, o que mais modifica a culpabilidade de um ato que, no mais, se apresenta rodeado das mesmas circunstâncias. Pela intemperança peca-se muito mais que pela incontinência; pois, de um lado, peca-se muito por hábito, de outro por paixão (4). Paixão, já o vimos, é fator atenuante. "Quem falta por ausência momentânea de domínio de si, arrepende-se depressa", diz Sto Tomás. Todavia a vontade de quem peca pela tendência habitual enraizada e não revogada da impureza visa diretamente ao pecado e dificilmente se arrepende; antes "alegra-se por ter pecado, pois o pecar tornou-se-lhe natural" (5). Sucumbir aos assaltos da paixão é fraqueza; pecar pela tendência pervertida da vontade é malícia.

Na intemperança completa, na direção total da vida para o prazer carnal, na luxúria é que vê Sto. Tomás o grande mal. A luxúria açambarca, monopoliza toda a energia da alma, tornando impossível a evolução superior da personalidade. É a principal acusação que Sto Tomás formula contra este pecado capital, pois esta principalmente, perverte e destrói a prudência. Torna a alma impermeável para as realidades restantes da vida. Cega a alma; já não a deixa ver os bens do espírito; e os bens terrenos, pessoas e objetos, apresenta-os sob o ângulo reduzido e exclusivo do prazer. (5)

Um inquérito entre universitários demonstrou que a promiscuidade sexual precoce paralisa, de certa maneira, a evolução ulterior, particularmente o amadurecimento afetivo. Tais criaturas serão, muitas vezes, incapazes de apreciar e compreender o valor de um verdadeiro e profundo amor único. O homem não pode desenvolver-se para todos os lados. O seu dinamismo não dá para tudo. Tem que escolher a direção e, com isso, fatalmente renunciar a outros rumos. Quem faz seu "ideal" consistir no desdobramento biológico, sobretudo sexual, priva-se do acesso à realização superior de si mesmo. Sto Tomás compara o libertino com o leão que ao ver o veado logo pensa em pasto de sua insaciável voracidade. Assim o escravo da impureza não vê mais as criaturas com simplicidade, no seu valor e beleza intrínsecos, mas apenas como objetos potenciais de sua satisfação.

Justamente aí aparece a desordem essencial da impureza, o seu caráter de pecado, pois pecado é desordem moral. Luxúria é, na sua essência, egoísmo brutal. A tendência sexual devia ser, conforma a idéia do Criador, porta aberta pra o ambiente. A desordem das relações sexuais fora do casamento consiste em que aqueles que a praticam estão tentando isolar uma só união (a sexual) de outras que devem acompanhá-la para, segundo os planos do Criador, formarem a união completa, rompimento do isolamento individual: "Serão dois numa só carne." (Gn 2,24)

Aí está a desordem: não em um "demais", mas em um "de menos". Não realizam a finalidade da tendência sexual: a união; fogem dela, de suas responsabilidades e encargos. Mais claramente: a desordem está no egoísmo que não quer dar-se, não quer unir-se, mas apenas procura unilateralmente a sensação subjetiva do prazer. Em vez de se abrir realmente para um Tu, fecha-se dentro de si mesmo; pois, quem reduz o parceiro a um objeto ou meio de prazeres, não entra em contato real com ele. A moral cristã não condena o prazer sexual; condena a tentativa de separá-lo de seu bem próprio ou de seu escopo natural: o bem comum da continuação do gênero humano e, secundariamente, o auxílio mútuo dos cônjuges. Procurando tais bens, tais fins, rompe o indivíduo o casulo do seu egoísmo e realiza-se pelo contato com o mundo ambiente. Mas procurando o prazer subjetivo, separado dessas finalidades objetivas, tranca-se outra vez, desastradamente, dentro de si mesmo. Aí está a grave desordem da luxúria.

(1) Nuttin, J. Psicanálise e personalidade, 1995, p.170.
(2) Brenninkmeyer, A. Tratamiento pastoral de los neuróticos, 1950, p.40-44.
(3) S. th. I. II. 73, 4.
(4) S. th. II. II. 156, 3.
(5) Ibidem.

Frei Valfredo Tepe OFM. O sentido da vida. Ascese cristã e psicologia dinâmica. 3ª ed. Bahia: Mensageiro da Fé, 1960. p. 115-119.

Instinto Sexual e Castidade II: Moralidade das poluções noturnas e prazeres sexuais involuntários


Tanto o castelo de fada, como a casa da bruxa exercem misteriosa atração. Não só o desejo, também o medo aprisiona a vida emocional num círculo mágico. A sexualidade não é fada nem bruxa. O conhecimento sóbrio de sua realidade, como tendência psico-biológica de caráter universal e dinamismo considerável, "desencanta" sua atuação sobre fantasia e vida emocional.

Deixar uma criatura na ignorância (na "bela" inocência"), sob pretexto de preservá-la dos perigos da sexualidade, é lamentável desserviço. Justamente tal ignorância afetada de uma realidade dinâmica existente em todos os seres é que produz inquietações e angústias desnecessárias. A tensão nervosa favorece aquilo que se quer evitar. O medo de um perigo desconhecido pode tiranizar o psiquismo a ponto de lhe impor idéias fixas ou atos coercitivos que intimamente se detestam. Devemos aceitar com realismo e humildade a natureza humana como Deus a fez. Então teremos a disposição exata para resolver as dificuldades.

Temos corpo, temos sexo - e não temos mais o dom da integridade. Essas reflexões conservar-nos-ão serenos diante de movimentos e sensações carnais involuntários. O corpo pode ser excitado por fatores independentes da nossa vontade. Nesse ponto, a medicina esclarece a ascese: "Em qualquer idade, homens e mulheres podem experimentar, sob influências diversas, sensações mais ou menos claras, localizadas nos órgãos da geração. É preciso sabê-lo e não se amedrontar. Não se deve prestar a isso atenção maior do que se presta aos demais fenômenos fisiológicos. O sentimento de pureza não deve degenerar em obsessão; e não há motivo para perturbar-se, se uma sensação genital é percebida agradavelmente: nada pode impedir que uma sensação da retina seja luminosa; de igual modo, modificação circulatória da zona sexual é necessariamente acompanhada de prazer. Neste caso, a culpabilidade consistiria na entrega ao prazer, em fazer tudo para melhor experimentar e gozar, e mais ainda na provocação." (1)

Pode ser enfadonho e humilhante constatar e sofrer passivamente tais excitações involuntárias dos órgãos sexuais. É preciso olhar para o movimento da alma e não do corpo. Os fenômenos fisiológicos, considerados em si, são indiferentes. A malícia depende só e sempre da vontade, da parte que essa teve em provocar a sensação ou em comprazer-se nela. Não se confunda complacência da vontade com a sensação fisiológica de prazer. (Sentir na esfera psico-biológica não é o mesmo que consentir na esfera espiritual).

De maneira particular não sejam motivo de perturbações os sonhos e poluções noturnas. Os movimentos semiconscientes que precedem o sono e, mais ainda, os que antecedem e seguem imediatamente o despertar, nunca são plenamente responsáveis. Por isso não há aí pecado mortal. "É preciso não confundir estas manifestações involuntárias da atividade sexual com os atos imorais propriamente ditos, ainda que as poluções noturnas se efetuem tão próximas ao acordar que a sensação que as acompanha se torne plenamente consciente. Mesmo que, ao despertar, o indivíduo tenha consciência de certa participação de gestos, subsiste ainda a diferença entre estes fenômenos e ato voluntário, executado com a intenção de provocar a sensação, que constitui a masturbação." (2)

É preciso não esquecer que a atividade sexual é uma das mais fortes da natureza humana. Ela pode ser refreada, canalizada, mas nunca extirpada. Muitas de suas manifestações fogem ao governo e freio da vontade, sobretudo no sono, cessando a vida espiritual consciente. Os 'sonhos maus' são mesmo a válvula natural para atividade sexual refreada. "É próprio da natureza humana que as poluções noturnas (nós damos à palavra o sentido estrito de ejaculação espermática durante o sono) sejam frequentemente acompanhadas de sonhos voluptuosos, ou que tais sonhos se dêem na mulher enquanto dorme e que tomem como elementos pessoas que se conhecem, se amam, aos quais se está unido espiritualmente. Não há nisso matéria de remorso, mas só de humildade em verificar que se está sujeito à condição humana. Nem há motivo para cessar de ver com toda a simplicidade aqueles ou aquelas que o subconsciente uniu nas suas divagações." (3)

Para quem a autoridade do médico católico, acima citado, que desde longos anos tem sido assistente de seminários e conventos, não é suficiente neste terreno, referimos a palavra de Sto Tomás que dedica um artigo inteiro ao assunto e chega à conclusão: "A polução noturna não é pecado; pode, às vezes, ser consequência de um pecado anterior." (4) Que atitude serena em face de um fato fisiológico que em si nada tem a ver com a moral! Pois sem o uso da razão - suspenso no sono - não se pode falar em atos morais. Pode de alguma maneira ser efeito de uma atitude precedente leviana, como leituras ou conversas excitantes. Mas a culpabilidade desses atos conscientes deve ser julgada por si mesma, não pelo efeito eventual de uma polução noturna, já que é impossível estabelecer o nexo causal exato, podendo influir outras causas inculpáveis.

Fora do sono, admite Sto Tomás ainda duas outras situações em que alguém, sem querer, portanto sem culpa moral, pode experimentar satisfação carnal completa: enfermidade orgânica e "violência em que a alma não consente, embora a carne experimente o prazer".(5)

Provavelmente pensa Sto Tomás em violência física externa, mas nada impede de aplicar a tese também à violência interna de impulsos psíquicos irresistíveis. Indivíduos que procuram libertar-se de vícios contraídos, ou pessoas neuróticas que sofrem de impulsos sexuais coercitivos (não raro contraídos pelo recalque desastroso de toda a esfera sexual), beiram frequentemente o abismo do desespero. Julgam-se, em todos os atos, plenamente culpados. É preciso esclarecê-los que hábitos contraídos e impulsos coercitivos diminuem a liberdade e com isso a culpa; podem mesmo chegar a constituir autêntica violência, e essa, segundo Sto Tomás, exime de culpabilidade.

(1) Blot-Galimard. Guide médical des vocations sacerdotales et religieuses, 19523 p. 269.
(2) Blot - Galimard, op. c. p. 271.
(3) Blot - Galimard, op. c. p. 270.
(4) S. th. II. II. 154, 5.
(5) S. th. II. II. 152, 1 ad 4.

Frei Valfredo Tepe OFM. O sentido da vida. Ascese cristã e psicologia dinâmica. 3ª ed. Bahia: Mensageiro da Fé, 1960. p. 110-112.

Instinto Sexual e Castidade I


As duas necessidades do ser vivo: manter-se e abrir-se, vemo-las expressa marcadamente nas duas paixões mais fortes que incessantemente ocupam o esforço ascético: a tendência sexual que corresponde à necessidade de comunicação, e a tendência agressiva que corresponde à necessidade de auto-conservação. A tendência sexual é dirigida pela castidade; a tendência agressiva, a ira, pela mansidão.

A castidade não tem por objeto a eliminação ou metamorfose dos instintos. Bem diz Pio XII na encíclica sobre a virgindade: 'A virtude da castidade não exige de nós que nos tornemos insensíveis ao estímulo da concupiscência, mas que o subordinemos à razão e à lei da graça.'(1) Aviso importante para almas angustiadas que se atormentam a si mesmas com impressões e sensações de caráter sexual, embora tais sensações não estejam debaixo de seu poder. O que no máximo podia ser classificado como tentação, logo consideram como pecado. Nasce o sentimento de culpabilidade que fixa a atenção sobre o assunto. A fixação da atenção sobre o assunto sexual exacerba a tentação: a alma debate-se num círculo vicioso e chega, pressionada por idéias fixas ou impulsos coercitivos, a fazer o que mais receia e detesta.

Quanta angústia e quanto desgaste nervoso não resulta do desconhecimento da natureza humana! A vida sensitiva funciona, em grande parte, automaticamente. Chegando alguma impressão a um sentido, logo este toma posição e , se lhe convém, acha nele prazer e procura a continuidade da impressão; não lhe convindo, porém, acha-lhe desprazer e procura afastar-se. A procura do bem correspondente é necessidade intrínseca da natureza, tanto na esfera biológica, como psíquica e espiritual. Nenhum homem pode impedir que um prato saboroso lhe agrade e o atraia. Nenhum homem pode evitar que aquilo que convém à sexualidade lhe provoque as sensações e tendências correspondentes. Sob tal aspecto ninguém pode mudar ou eliminar a vida sensitiva. O que é da natureza não se pode expulsar.

Mas essas reações automáticas precisam de regulativo. Nos animais, é o instinto que mantém as tendências sensitivas dentro de um justo limite que não prejudique a vida total. No homem, esse regulador instintivo se encontra mal desenvolvido, especialmente em referência à vida sexual. Para ele, o regulativo é o próprio espírito que, conhecendo as necessidades diversas e os perigos possíveis, deve dirigir e condicionar os movimentos automáticos dos sentidos. Essa direção e vigilância custam esforços contínuos, porque a vida sensitiva está constantemente em atividade; custam, não raro, esforços heróicos, pois, às vezes, as paixões resistem com força, querendo seguir independentes o próprio caminho. Dessa atividade reguladora do espírito depende em grande parte a perfeição do homem, a elaboração espiritual de sua vida, a realização de si mesmo.

A lei estratégica básica dessa atividade é chamada fuga. Por causa da função automática da vida sensitiva, acontecerá muitas vezes que surjam impressões, sensações e tendências que o homem, em vista da finalidade espiritual superior, não pode admitir - em outras palavras, tornam-se para ele tentação, solicitação para canalizar a energia em direção não-construtiva. Que pode e deve o homem fazer em tal caso? A resposta resulta logicamente da natureza automática de tais movimentos. É impossível mudar agrado em desagrado, o prazer em desprazer. O prazer será o estado natural, enquanto durar a impressão exterior. Portanto só resta ao homem uma saída: colocar-se fora do alcance de tal impressão ou do objeto que a provoca. Então se amortece, gradativamente, a sensação e o perigo será debelado.

É antiquíssima a lei ascética de evitar e fugir nas lutas pela castidade. Sendo a única atitude lógica e natural, não demonstra fraqueza ou covardia, mas prudência, isto é, conhecimento exato da realidade e conformação com ela. Enfrentar o perigo, fazer-se de forte, aparentar insensibilidade estóica, é ignorância da natureza humana e desconhecimento das estratégias diferentes na luta pela perfeição: "Os assaltos do pecado devem ser vencidos às vezes pela fuga, e outras pela resistência. Pela fuga, quando uma ocupação demorada dos pensamentos forneceria novo incentivo ao pecado, como acontece na impureza. Por isso, foi dito: 'Fugi da fornicação.' (1Cor 6,18) (2)

(1) Pio XII, Encíclica sobre a Sagrada Virgindade. In: Revista Eclesiástica Brasileira, vol. 14 fasc. 2, julho 1954, p. 451.
(2) S. th. II. II. 35, 1 ad 4.

Frei Valfredo Tepe OFM. O sentido da vida. Ascese cristã e psicologia dinâmica. 3ª ed. Bahia: Mensageiro da Fé, 1960. p. 110-112.
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