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Ainda sobre o Planejamento Familiar


"O filho único é uma vítima dos pais" Nelson Rodrigues

Ao ver que alguém veio neste blog procurando algo a respeito deste tema tão polêmico e tão pouco conhecido na sua inteireza, mesmo entre os católicos, lembrei-me de uma carta que a este respeito eu li há alguns dias, disponibilizada no excelente site Montfort e que transcrevo pra cá. Boa leitura.

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Ana, Católica, 29 anos, pós-graduação concluída

PERGUNTA


Boa noite, gostaria de saber se existe algum método natural seguro   de planejamento familiar. Sei que a Igreja aprova os métodos Muco Cervical e   Temperatura Basal, porém, tais possibilidades não me foram recomendadas por   minha médica. Por isso, gostaria de saber se existe algum outro mecanismo   para que eu e meu noivo possamos planejar nossa família com   responsabilidade.
Obrigada,
--

RESPOSTA


Prezada Ana, Salve Maria!

Quis reservar para mim o prazer de responder a sua carta pois, a situação que você tem agora diante de si, foi a minha há 16 anos atrás: como formar uma família católica. Deus julgará os resultados, mas do ponto de vista da satisfação pessoal, posso dizer que sou extremamente feliz. Tenho seis filhos e ainda não perdi a esperança de ter um sétimo.

O planejamento familiar que a doutrina católica lhe recomenda é: tenha filhos.

E por que não? Você concorda comigo que o argumento "econômico" é hoje em dia universal? "Não temos condições de ter mais do que x filhos." Não pode o rico, não pode o remediado, não pode o pobre. E ai de quem acha que pode! Desperta a fúria de pessoas a quem jamais pediu qualquer ajuda... decerto serão estes os gerentes financeiros da humanidade!

Já se sabe porém que é falso o temor de que a humanidade vai morrer de fome em breve, por culpa dos procriadores inconscientes. Como evidências disto estão aí os resultados espetaculares da agricultura nas últimas décadas e o crescimento geral da riqueza em todos os países.

Mas e a superpopulação? Como imaginar o mundo apinhado com mais bilhões - talvez trilhões - de novos seres humanos? Mais do que imaginar, veja-se, ao invés disso, o drama muito real dos países europeus em queda populacional, às voltas com crises na previdência - já não há trabalhadores jovens para sustentá-la - e uma forte imigração mal digerida - e inevitável pois não há europeus para ocupar os postos de trabalho. É a taxas de fertilidade abaixo ou próximas de um filho por mulher, e ainda caindo, que a Europa Ocidental pode agradecer tais crises.

Dizem os demógrafos que a população mundial se estabilizará por volta de 2050. Porém, o processo de limitação intencional da natalidade, começado na França no fim do século XVIII, praticamente não parou de crescer em parte alguma. Um dado curioso deste problema são as estatísticas que contrapõe o número de filhos desejados por mulher com o de filhos realmente nascidos: este número permanece estável desde a década de 50, entre dois e três filhos, enquanto o número real de nascimentos despenca constantemente. Parece haver na ideologia da limitação de filhos uma força de coerção que sobrepassa inteiramente os desejos individuais.

Mas e a saúde? Pense-se na pobre mãe exaurida por um número elevado de gravidezes... Mentira que conta com a falta de memória das atuais gerações! Pense-se antes no grande aumento dos cânceres femininos que é o resultado da falta de filhos: os especialistas concordam em que a gestação é um processo extremamente benéfico para a saúde da mulher.

Em todo caso, haja paciência para ter um monte de filhos! Deve ser um caos, uma família enorme! Não. É movimentada, divertida, variada, harmoniosa - mesmo com adolescentes turbulentos que podem ser por vezes um tanto ingratos, por falta de compreensão. E a conversa à mesa substitui com vantagem a vida dos outros que as famílias modernas freqüentemente vão buscar nas novelas, por falta de conteúdo de sua própria vida familiar. Não há o tirano que os psicólogos infantis vêem no filho único, nem a preocupação excessiva com o futuro do casalzinho - "se você tiver sorte terá um casalzinho"! Há irmãos e irmãs de todas as idades, para todas as ajudas, com quem se tem que dividir o quarto, o pote de sorvete e a janelinha - sem brigar, hem?

Falei demais e não respondi à sua pergunta: não há métodos totalmente seguros para se evitar filhos?

Há só um que a Igreja sempre exaltou e que o mundo odeia: o celibato.

O mundo obtém resultados mais eficazes porque não tem tantos escrúpulos morais: esterilização cirúrgica, aborto precoce ou tardio, ingestão de hormônios e "otras cositas más" que permitem 100% de prazer e 0% de responsabilidade, além de uma desagregação social, e um apodrecimento moral nunca vistos.

Refiz a pesquisa no site de busca que você indicou e também não encontrei nada de realmente interessante sobre este assunto. Há alguns documentos pontifícios sobre a questão e alguns livros meio antigos que eu poderia procurar para lhe recomendar. Se lhe interessar, volte a nos escrever.

Antes de encerrar, permita-lhe elogiar a preocupação de ser fiel à orientação da Igreja.

Reze para ver a solução de seu problema porque Deus jamais recusa o auxílio a quem pede convenientemente. Reze também por nós, que aguardamos um novo contato como de uma nova amiga.

In corde Iesu,   
Lucia Zucchi 

Fonte: Montfort

O Viúvo viu a Ave - Gustavo Corção



Fiquei então convencido, nesse tempo, de que o mundo estava torto, intencionalmente torto, por malícia humana, para benefício exclusivo da detestada classe burguesa. Não havia tragédia nem mistério da iniqüidade, o que havia era trapaça. Um jeito que se lhe desse e o mundo endireitaria. O erro, sem dúvida alguma, continuaria a existir, mas com aquele caráter que tem na técnica: erro de detalhe, pequeno, estimulante, de cujo desgaste a evolução se encarregaria.

Encontrei amigos velhos e conheci novos. Em todos havia a mesma sanha antiburguesa e a mesma expectativa diante da onda de acontecimentos que engrossava a gravidade do mundo. Estávamos na época da revolução espanhola e assistíamos horrorizados às conseqüências do pacto renovado entre a política clerical, destiladora do ópio do povo, e os burgueses fardados de heróis de opereta, ávidos de poder.

Formamos logo um grupo conspirador onde havia um pouco de tudo o que fosse revolucionário: leninistas, trotzkistas e fascistas. Os últimos eram minoria; não olhavam com bons olhos o falangismo por causa do clero e guardavam reservas sobre o racismo alemão. Contentavam-se esses direitistas em arvorar a bandeira da grande raça branca e em citar versos implacáveis de Nietzsche.

Passávamos as noites trocando idéias para a retificação do eixo da Terra, com alarido, gastando generosidade, vivendo uma espécie de adolescência mental, citando autores mal lidos, condenando outros absolutamente ignorados, inventando  filosofias, acusando a Igreja de idealismo em nome de Marx e de Hegel. Os problemas mais diversos do mundo, desde o trigo até o sexo, teriam soluções fáceis desde que pudéssemos fazer um reajustamento de caráter plutônico na geologia social. Ninguém consentia em esperar sedimentações, porque era com essa tática que a Igreja e a Burguesia contavam.

De excitação em excitação, e certos de que todo o mal estava na direção burguesa baseada, ou na mais-valia ou na mentira vital, a maior parte do grupo não fazia questão da doutrina. A mim, devo confessar que o materialismo histórico nunca me pareceu suficientemente claro. Dessa discipliscência surgiam discussões, porque os outros não podiam suportar essa espécie de agnosticismo revolucionário, e três ou quatro rostos ansiosos de catequese viravam-se para mim. E lá vinha o Manifesto, a sociedade sem classes e tudo mais.

Mas pouco se me dava o materialismo histórico; o que eu queria era o fígado do burguês. Nesse ponto havia uma instantânea concordância. E assim ficávamos, até altas horas, espancando esse Judas ausente, com entremeio de anedotas inéditas.

Para mim e para o amigo Fred, quando marxistas não estavam presentes, o problema era mais psicológico do que econômico. Havia melhor entendimento entre nós; e, em lugar da divisão da sociedade em classes, que nos parecia simples de mais e um pouco ingênua, víamos a separação dos homens pela linha meridiana da mentira. Fred queria salvar o mundo da mentira ainda que devesse ser implacável e cruel. Queria entrar nas igrejas e atravessar a nave levantando um por um, para que todos reconquistassem a glória da verticalidade comprometida pelas genuflexões.

Faltava-nos, porém, uma técnica revolucionária. Como extrair força e consentimento das multidões com a leitura dum poema de Nietzsche? Nesse sentido os outros tinham razão: era mais fácil triunfar pelo proletariado do que pela grande sinceridade que se propunha armar um ninho entre os astros. Começaríamos um maquiavelismo necessário para a salvação da grande raça caucásica e do homem de amanhã.

A nossa grande satisfação consistia em imaginar, com detalhes e colorido, essa época radiosa em que pudéssemos, finalmente, sair pelo mundo marcando um sinal nas faces dos burgueses.

Eu já inventara um processo para a identificação dos réprobos com o emprego de certos reagentes, como na química. O principal seria a criança. Iria pelos caminhos com uma criancinha loura pela mão como aquele homem que descobre nascentes d’água com um bastão. Onde houvesse ajuntamento eu empurraria a criança, fá-la-ia atravessar o grupo, e onde o burguês estivesse, um abundante precipitado de mentira vital se alastraria pelo chão. Essa propriedade tinha para mim a força de uma definição: o burguês é o tipo que, diante de uma criança, segrega necessariamente a mentira.

Logo que ela acaba de nascer, a mentira, como ama-seca invisível, anda entre as rendas e as fitas do berço. A criança ainda não pode ouvir conselhos edificantes, não tem jeito de fazer pelos-sinais; só tem a boca como ponto vulnerável; então, metem-lhe na boca uma chupeta com açúcar...

Às vezes os amigos vinham à minha casa, a mesma onde moro ainda hoje, e como a amizade crescia, segundo as leis especiais desse epifenômeno, não era raro que viessem para jantar. Havia então uma trégua em nosso solarismo revolucionário, porque era difícil manter essa atitude diante duma mesa posta e de uma senhora que se desculpa por causa do pudim que se partira na fôrma. Ficávamos canhestros; o meu maior receio era que os amigos percebessem o burguesismo de meu interior. Nessas noites não havia beijo em filho, e quando a mulher subia para o sobrado levava como despedida um aceno de camaradagem soviética. Um dia, já por essas razões e também pelo heroísmo de nossas conversas, minha mulher declarou-me que eu e meus amigos éramos ridículos.

Ainda era pior o constrangimento quando calhava entrar outra pessoa da família, mãe ou irmã. Enfiávamos; nossas asas de condores ficavam murchas; e como afinal éramos filhos de boas famílias, não havia remédio senão falar os pequeninos nadas de educação burguesa.

Lá pelas onze, depois que todos saíam, então sim, nós nos encontrávamos, e, como desforra, entrávamos pela noite a dentro, entre muitos cigarros, fazendo a vigília tumultuosa daquele natal do mundo. Nunca em toda minha vida fui tão sublime e tão estúpido...

Quantas vezes já tenho pensado em vocês, meus bons companheiros de noitadas! Apesar de tudo nós nos queríamos bem. Hoje vocês estão longe, espalhados pelos quatro ventos, alguns exilados por terem passado da conversa fiada e inofensiva para os atos perigosos e irrefletidos. Meus bons companheiros, minha mulher tinha razão: nós éramos ridículos.

Aliás ela repetiu-me isso um pouco mais tarde com uma linguagem particularmente clara e convincente.

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Naquelas noites, quando meus amigos saíam, eu fechava a casa ritualmente. Verificava os ferrolhos, despejava os cinzeiros atulhados e examinava o bico do gás, ouvindo ainda na memória o eco de nossa gritaria. A propósito de bico de gás devo dizer que minha mulher tinha cisma de incêndio. Desde os primeiros dias de nosso casamento, todas as noites, ela tinha que sentir um vago cheiro de queimado, e eu, com a solicitude de noivo, lá ia examinar os recantos da casa. Depois, na crise da acomodação, recusei-me a procurar, declarando secamente que era cisma. Mais tarde vieram os sarcasmos de marido, de especialista, e quando ela falava em cheiro de queimado eu logo acrescentava que tinha visto um clarão sinistro nos lados da cozinha.

Mas naquele tempo eu inspecionava os bicos, sondava os recantos e até gosto achava nisso. Quinze anos de casamento dão sentido aos gestos mais inúteis, que se tornam coisas de nossa vida, coisas que unem, gestos-filhos.

Enquanto eu fechava a casa, em cima, no sobrado, a mulher e as crianças dormiam. Minha casa nesse tempo, mais do que hoje, tinha dois pavimentos. Em baixo, o materialismo histórico ou a grande raça branca; em cima, dormindo desde as dez horas, a mulher que tinha passado o dia discutindo com o açougueiro, cosendo roupa, lavando os filhos e cuidando de meu jantar. Eu tinha duas casas. Há indivíduos que realizam esse feito em quarteirões diferentes e sem comunicação. Eu não; tinha duas casas na mesma; e duas vidas; e duas palavras. Para conquistar ordem e unidade no mundo, eu começava assim, tendo duas casas, e duas vidas, e duas palavras.

A escada era a comunicação. Depois de tudo bem fechado, eu subia a escada. E então, para não acordar mulher e filhos, e sobretudo para não ouvir alguma reflexão infalivelmente razoável, eu parava na porta do quarto, e ali no corredor, encostado na parede com precaução, tirava os sapatos para não fazer barulho.

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Mas no dia seguinte recomeçava a história. Voltávamos a vociferar e discutir com o manifesto na mão. Insensivelmente íamos aumentando a solidez do grupo pela afeição, pelo brio, pelas palavras dadas, mas julgávamos que era a solidez da doutrina que nos unia melhor. Insensivelmente seríamos levados a praticar imprudências decisivas, gestos sem recuo possível, mesmo porque os agentes ativos da revolução já rondavam nossa porta para colher nossos entusiasmos. As conversas já saíam das divagações e resvalavam para conseqüências práticas. Poucos dias mais e eu me alistaria, com materialismo histórico ou sem ele, pela irresistível força do grupo, numa célula comunista.

Ora, foi nessa ocasião que minha mulher morreu.

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Morreu moça. Levou dois meses a morrer. E passei esse tempo curvado sobre o meu caso particular. Alguém me dissera que aquela toxemia gravídica, com os progressos da medicina, conta somente um e meio por cento de casos fatais. Passei dois meses quase sem dormir por causa desse um e meio por cento, dando-lhe água e comida como às criancinhas, cuidando das menores coisas, passando um dia feliz por causa dum defecar e logo outro acabrunhado porque o pulso subia. Vi o médico deixar cair o estetoscópio em cima da cama e ficar olhando pela janela, pensativo. Quando me aproximei ele disse:
- Bonito flamboyant!

Olhei também; era no vizinho em frente. Era bonito mesmo. Num dos galhos mais altos estava um passarinho. Lembrei-me de minha cartilha que na segunda ou terceira página dizia assim: “O viúvo viu a ave.” Durante algum tempo fiquei remoendo estupidamente esse fenômeno lingüístico pelo qual eu seria um viúvo. Achei esquisito e repulsivo o vocábulo. O médico então explicou-me, com termos caridosos, que o meu caso particular estava entrando devagarzinho naquele um e meio por cento, e ponto a mão no meu braço, de leve, com cerimônia, falou-me em Deus.

Viveu ainda uns vinte dias. Uma tarde fui para o quintal e sentei-me num banco, embrutecido. Olhei o sol que se deitava por trás da casa do coronel. Lá ia o sol. O sol era um milhão e quatrocentas mil vezes maior do que a Terra; a Terra, com seus quintilhões de toneladas, era um grão de poeira perdido dentro duma enorme galáxia. Acordei de meus cálculos astronômicos pensando na minha doente desenganada. Era um caso particular, um ínfimo caso particular metido no universo e no tempo. Pensei no materialismo histórico; e senti de repente um calor de vexame no rosto.

Olhei em volta com receio que me tivessem visto o pensamento. Senti, como ainda hoje quando me lembro, um vexame intenso. Haverá decerto coisas mais graves, ações muito mais sérias, de piores conseqüências, mas não há nada mais persistente do que a lembrança duma gafe. Tudo aquilo, as discussões, os sistemas, tinha sido uma gafe. Eu bem sabia, ali sentado no banco, que voltaria depois ao meu trabalho e à vida de cada dia; que sentiria menos à medida que o tempo passasse; que tornaria a fazer meus aparelhos e ler meu galvanômetro. Mas de uma coisa eu estava certo: o materialismo histórico e a grande raça branca nunca mais teriam sentido para mim. A unidade de minha casa se restabelecia a preço alto, e o sobrado levava a melhor. Olhei para o sobrado, para as janelas do sobrado, e logo o sol, com todos os seus milhões de vezes, pareceu-me pequeno, e com todo o seu luxo de eléctrons e de fótons, pareceu-me ridículo diante daquela persiana fechada.

Veio o padre. O franciscano que tantas vezes nos visitara por causa do órgão. O órgão estava embaixo, na sala da frente; e por causa de seus fios, dos osciladores, de cada peça que durante anos estudara, o padre franciscano estava em cima, no sobrado, tirando dos panos de seu hábito um pedacinho de pão. E foi assim que o Corpo de Deus entrou pela primeira vez sob o meu teto, e que eu assisti, louvado seja Nosso Senhor, ao milagre de uma boa morte. Porque ela riu no seu último dia!

Gustavo Corção, A Descoberta do Outro.

Historiador judeu revela: de maneira pessoal e encoberta Pio XII salvou milhares de judeus


ROMA, 09 Nov. 11 / 02:44 pm (ACI)

O Venerável Papa Pio XII não só ajudou a salvar a quase 900 mil judeus durante a Segunda guerra mundial, mas também ajudou de modo pessoal a vários deles na cidade de Roma, conforme afirma um perito historiador judeu.

Recentemente Gary Krupp conheceu o relato de um judeu cuja família foi resgatada graças à intervenção direta do Vaticano. "Há uma carta incomum, escrita por uma mulher que ainda vive no norte da Itália, quem disse que participou com sua mãe, sua tia e outros parentes em uma audiência com Pio XII em 1947".

Junto de Pio XII estava seu Secretário de estado, o então Dom Giovanni Montini, que seria logo o Papa Pablo VI.

"Sua tia olhou para o Papa e disse: ‘você estava vestido como franciscano’, e olhou para Montini quem estava ao seu lado e lhe disse ‘e você como um sacerdote comum. Vocês foram os que me tiraram do gueto e me levaram ao Vaticano’. Montini disse imediatamente: ‘silêncio, não repitam esta história".

Krupp acredita que estas afirmações são certas porque estão na linha de caráter de Pio XII quem "precisava ver com seus próprios olhos como eram as coisas".

"Costumava a sair em seu carro a ver zonas bombardeadas de Roma, e certamente não tinha medo. Da mesma forma posso imaginá-lo entrando em um gueto para ver o que estava acontecendo", afirma o perito historiador.

Krupp e sua esposa Meredith são os fundadores da Pave the Way Foundation iniciada em 2002 para "identificar e eliminar os obstáculos não teológicos entre as religiões". Em 2006 líderes católicos e judeus lhe solicitaram investigar o "escolho" da reputação do Papa Pio XII durante a guerra. Com este descobrimento, Wall, um nova-iorquino de 64 anos acredita que finalmente obteve um grande avanço.

"Somos judeus. Crescemos odiando o nome de Pio XII. Acreditávamos que era anti-semita, acreditávamos que era um colaborador dos nazistas, todas as coisas que se dizem dele, nós acreditávamos nelas".

Krupp está de acordo com as conclusões de outro historiador judeu e diplomata israelense, Pinchas Lapide, quem afirma que as ações do Papa Pio XII e do Vaticano permitiram salvar aproximadamente 897 mil judeus durante a guerra.

Pave the Way tem 46 mil páginas de documentação histórica que sustenta esta afirmação, que agora oferecem em seu site junto a numerosas entrevistas com testemunhas presenciais e historiadores.

"Acredito que é uma responsabilidade moral, isto não tem nada a ver com a Igreja Católica. Apenas com a responsabilidade judia de reconhecer um homem que na realidade salvou a um enorme número de judeus em todo o mundo enquanto estava rodeado de forças hostis, infiltrado por espiões e sob ameaça de morte".

Krupp explicou que uma das formas desta ajuda foi dada através da rede de nunciaturas apostólicas em todo o mundo com as quais ajudavam judeus perseguidos na Europa. Por exemplo, entre 1939 e 1945 o Vaticano solicitou 800 vistos para entrar na República Dominicana. Esta ação e outras similares permitiram salvar mais de 11 mil judeus só dessa forma.

Pave the Way também tem evidência que demonstra que a reputação que dirigem os inimigos da Igreja sobre o Papa Pio XII nasce como uma conspiração da KGB russa. Um ex-oficial desta instituição, Ion Mihai Pacepa, precisa que tudo foi complô soviético.

Krupp precisa que os comunistas queriam "desacreditar o Papa após sua morte, para destruir a reputação da Igreja Católica e, mais importante para nós, para isolar os judeus dos católicos. Eles tiveram êxito nessas três áreas".

Em sua opinião tudo isto está mudando agora. Quando o escutam falar, diz Krupp, "muitos judeus estiveram extremamente agradecidos. ‘Sinto-me feliz de escutar isso. Nunca quis acreditar isto dele (Pio XII), especialmente nós que o conhecemos".

Fonte: Acidigital

Ministério Público está atrás de canais religiosos

Duas emissoras de televisão estão na mira do Ministério Público Federal, que pede a revogação das outorgas que garantem aos canais o direito de transmitir sua programação pelo Brasil: a TV Canção Nova e Aparecida devem ter a concessão anulada porque os direitos foram concedidos sem a realização da licitação necessária neste tipo de procedimento, garante André Guilherme.

As emissoras, sediadas em Cachoeira Paulista e Aparecida retransmitem a programação da Igreja Católica, tanto na rede aberta como para quem possui antena parabólica, e o Ministério Público Federal em Guaratinguetá, cidade que fica no lado paulista do Vale do Paraíba, já deu entrada em duas ações civis públicas, que podem anular os processo administrativos que garantiram a entrada em operação dos dois canais.

Fonte: Jovem Pan

Pe. Paulo Ricardo, a Canção Nova e algumas considerações


Vi, hoje, o seguinte comunicado do Pe. Paulo Ricardo a respeito do triste caso recentemente tão comentado da Canção Nova:
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"Inúmeras pessoas têm me cobrado uma posição a respeito da recente decisão da Rede Canção Nova de Comunicação de incluir em sua grade televisiva um programa sobre a Doutrina Social da Igreja, apresentado por um líder do Partido dos Trabalhadores.

1. Com relação às opções ideológicas do referido partido, penso que as minhas manifestações públicas em defesa do ensinamento do Magistério da Igreja, em geral, e do Santo Padre o Papa, em especial, são tão claras e tão amplamente divulgadas que não creio que sejam o objeto do pedido em questão. Luto e lutarei sempre contra a ideologia marxista e suas agressões culturais aos valores cristãos (nos movimentos gayzista, abortista, etc.) e sua maléfica infiltração na Igreja.

2. Com relação à Canção Nova, é meu dever esclarecer o seguinte:

a. Recordo que, embora não seja membro da Comunidade Canção Nova, sou, mesmo assim, convidado regular para as várias atividades evangelizadoras que a Canção Nova mantém, nos diversos meios de comunicação. Apostolado este que desempenho voluntariamente e consciente de estar em plena comunhão com a Igreja.

b. Considero, portanto, que seja meu dever, em primeiro lugar, manifestar minha opinião sobre a atuação de alguns líderes da Canção Nova através do caminho institucional e privado, e só em segunda instância passar às possíveis manifestações públicas. Queimar esta etapa seria, a meu ver, uma falta de lealdade e de ética.

c. Com isto não quero absolutamente censurar as manifestações do público em geral e dos sócios contribuintes da Canção Nova. Manifestar a opinião de forma caridosa e legítima é direito do cidadão e dever do cristão.

Atuo na Canção Nova porque tenho a firme convicção de que, sem ela, a Igreja estaria, em muitos lugares, numa situação desastrosa. Com isto não atribuo à Canção Nova, nem enquanto comunidade, nem enquanto liderança, o caráter de inerrância ou de indefectibilidade, que, aliás, nenhum de nós possui.

Estou convencido de que, na atual conjuntura do Brasil, a Canção Nova ainda seja um instrumento da Providência Divina. Por isto, não posso concordar com aqueles que torcem para que ela pereça ou diminua sua influência. O que eu faço, e tenho feito sempre, é prestar minha ajuda, seja na ação, seja na oração, para que em meio à guerra espiritual e cultural que nós enfrentamos, a Comunidade Canção Nova seja fiel à sua vocação divina.

Várzea Grande, 15 de novembro de 2011.

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

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Pois bem. Andei lendo alguns blogs católicos que disponibilizaram este mesmo comunicado e vi, em comentários, as mais divergentes opiniões a respeito do que o Pe. Paulo escreveu aí. Permitam-me também dar a minha.

A primeira coisa que se deve considerar é que o Pe. Paulo realmente vê como um problema o ocorrido e pretende, sim, tomar alguma providência. Isto está nas entrelinhas do seu comunicado. Ele fala, por exemplo, que continuará lutando contra a infiltração esquerdista na Igreja. Ora, o episódio que ocorreu na Canção Nova encarna de modo inequívoco este tipo de infiltração. Seria difícil, inclusive, imaginar um modo mais explícito de isto se dar.

Depois, o padre ressalta que somente faz apostolado na Canção Nova porque tem consciência de estar em plena comunhão. Se, por acaso, o atual estado de coisas se mantiver indefinidamente, é óbvio que a manutenção do seu trabalho na emissora implicará em rompimento da plena comunhão o que, sem dúvida, não passará despercebido pela sua consciência.

Se o padre diz ser seu dever comunicar-se privadamente com os líderes da Canção Nova, é óbvio, mais uma vez, que o fará demonstrando sua desaprovação. Se o padre concordasse com este non-sense, não haveria qualquer necessidade de contatar os tais líderes e ele poderia muito bem recolher-se numa absoluta abstenção de juízo; pelo menos de juízo público. E se, além disto, ele fala de uma possível segunda etapa - que só virá caso a primeira não seja suficiente; portanto, haverá uma primeira - que consistiria numa denúncia mais aberta, não tenhamos dúvidas de que, sendo preciso, ouviremos o Pe. Paulo bradar a verdade com a coragem que lhe é característica e que todos já conhecemos.

Por fim, ao dizer que não atribui à Canção Nova o caráter de inerrância ou de indefectibilidade, o padre está a declarar, de modo muito claro, que reconhece ter a emissora cometido um erro. 

Pois bem. O Pe. Paulo - é o que se depreende deste seu comunicado - tem consciência do erro da CN e não se absterá de agir. No entanto, não o fará, antes de tudo, de modo escancarado. Se reservará, pelo menos a princípio, a um tratar com os responsáveis. Muitos reclamam desta atitude do padre, mas, a meu ver, este tipo de intervenção pode ser muito mais eficaz.

Eu penso que o Pe. Paulo esteja a considerar que isto não passou de um crasso erro da presidência da CN. Embora haja inúmeras convergências políticas que fazem crer num plano articulado, eu também não considero que este caso de ignorância seja impossível - talvez eu esteja sendo bastante ingênuo -. O Eto me parece muito bobo. Além disto, custa-me conceber que ele tenha, de propósito, convidado o tal Edinho para apresentar um programa na sua TV justamente depois da recomendação do Santo Padre de que ele providenciasse um programa sobre a Doutrina Social da Igreja. Parece-me que o Eto sequer imagina o que seja a Doutrina Social. 

Temos, então, duas possibilidades. Ou o Eto é mesmo um mal caráter, e há indícios que podem levar a crer nisto. Ou o Eto é um bobo útil aos interesses de outros que o estariam utilizando, estes sim, diabolicamente. Não poderíamos, porém, dar o mesmo favor da dúvida ao Gabriel Chalita, este sujeito realmente estranho, desde a estética até o discurso.

De fato, estamos todos a lamentar que um inimigo da Igreja tenha sido convidado oficialmente para protagonizar um programa televisivo, numa emissora dita católica, e que tratará de nada mais nada menos que da Doutrina Social da Igreja, que é, por natureza, totalmente avessa aos devaneios marxistas. No entanto, por um lado, isto foi bom. Veremos, agora, de modo mais definido, a natureza desse povo.

O que a CN deveria fazer? O mais digno seria admitir que errou, retirar o tal programa do ar, mandar o tal Edinho embora e, por fim, emitir um solene pedido de desculpas. Se agissem desse modo, eu teria de reconhecer a grandeza da ação e o testemunho de humildade. Porém, como isto me parece meio difícil de ocorrer - e tomara que eu esteja errado -, no caso de a CN obstinar-se no seu anti-testemunho, estará claro, para qualquer um, a verdadeira natureza de um demônio que se travestiu de luz mas que terminou por mostrar o seu rabo e os seus chifres.

Que a Virgem Maria esmague a cabeça da serpente.

Fábio.

O Perigo do "Planejamento Familiar"


Compreendendo de modo muito claro que, até mesmo dentre os católicos, este tema geralmente é compreendido de modo bastante equivocado, disponibilizo este texto do corajoso Pe. Lodi da Cruz que tem feito um trabalho fenomenal em defesa da vida.

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Antes de construir uma casa é preciso planejá-la. Será grande ou pequena? Terá um ou dois pisos? Quantos quartos e quantos banheiros? A resposta a essas perguntas depende da vontade do construtor e da utilidade que ele pretende dar à edificação.

Uma família, porém, é diferente de uma casa feita de tijolos. O tamanho dela não depende simplesmente da vontade do casal. Ele não pode “planejar” a família como faria com um edifício. O termo “planejamento familiar” dá a entender que compete ao casal – e somente a ele – determinar o número e o espaçamento de seus filhos. Ora, essa autonomia absoluta não existe. Só Deus é o Senhor da Vida. O que o casal pode e deve fazer é ficar atento aos sinais de Deus para descobrir qual é a sua vontade, e pô-la em prática. Ouçamos o Catecismo:

“A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais”[1] .

Ora, se a família numerosa é uma bênção, ninguém pode casar-se pensando em rejeitar essa bênção. A esse respeito comenta a ex-feminista Mary Pride em seu admirável livro “De volta ao lar”:

“Se os filhos são uma bênção, então por que não queremos todos os que Deus quer nos dar? Será que você consegue pensar em qualquer outra bênção que faz os cristãos lamentarem, se queixarem e fazerem o possível para não aceitar? Não pareceria ridículo ouvir cristãos dizendo: ‘Estou farto de todo este dinheiro que Tu me deste, Senhor. Por favor, não me dês mais nada!’ ou ‘Já tenho suficientes unções do poder do Espírito Santo sobre mim para durar pelo resto da vida. Para mim, chega, obrigado!’”[2] .

O Papa João Paulo II, quando ainda era cardeal de Cracóvia, escreveu: “A família é na realidade uma instituição educadora, portanto é necessário que ela conte, se for possível, vários filhos, porque para que o novo homem forme sua personalidade é muito importante que não seja único, mas que esteja inserido numa sociedade natural. Às vezes fala-se que é ‘mais fácil educar muitos filhos do que um filho único’. Também diz-se que ‘dois não são ainda uma sociedade; eles são dois filhos únicos’”[3] .

Há alguns anos uma jovem enviou-me uma mensagem por correio eletrônico contando seu “problema”: estava noiva e, segundo sua previsão, estaria fértil no dia de seu casamento. Que fazer? Respondi-lhe que fazia votos de que ela engravidasse. Expliquei-lhe que não faz sentido alguém se casar já pensando em não ter filhos. Se ela me dissesse que desejava ter filhos sim, mas só depois de três anos, eu lhe responderia: “então você se case daqui a três anos”.

Sem se dar conta, aquela moça, que aliás estava com boa-fé, havia-se tornado vítima da mentalidade segundo a qual os filhos devem ser cuidadosamente “planejados”. Gerá-los logo no início do matrimônio seria um ato de “irresponsabilidade”.

A doutrina da Igreja, porém, é outra. Dentro do matrimônio, a regra é gerar filhos. Não gerá-los é a exceção. Vejamos o que nos ensina o Papa Paulo VI sobre paternidade responsável em sua história encíclica “Humanae Vitae”:

“Em relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por motivos graves e com respeito pela lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento”[4] .

Note-se como a Igreja elogia a família numerosa e como, ao mesmo tempo, só admite evitar um novo nascimento “por motivos graves” e com respeito pela lei moral. O Catecismo adverte que cabe aos esposos “verificar que se seu desejo [de espaçar os nascimentos] não provém do egoísmo, mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável”[5] . O único meio admitido pela Igreja para espaçar os nascimentos é a continência periódica, ou seja, a abstinência de relações sexuais nos dias férteis:

“A continência periódica, os métodos de regulação da procriação baseados na auto-observação e o recurso aos períodos infecundos são conformes aos critérios objetivos da moralidade”[6] . Porém, para evitar que o casal decida valer-se da continência periódica por motivos egoísticos, a Igreja dá aos confessores a seguinte orientação: “será conveniente [para o confessor] averiguar a solidez dos motivos que se têm para a limitação da paternidade ou maternidade e a liceidade dos métodos escolhidos para distanciar e evitar uma nova concepção”[7] .

Convém notar como os documentos oficiais do Santo Padre e da Cúria Romana sobre a regulação da procriação nunca empregam o termo “planejamento familiar”. Pode-se em vão procurar essa expressão na encíclica Humanae Vitae (Paulo VI, 1968), nos documentos do Concílio Vaticano II (1962-65), na exortação apostólica Familiaris Consortio (João Paulo II, 1981), na encíclica Evangelium Vitae (João Paulo II, 1995) ou no Catecismo da Igreja Católica (1992). A expressão tampouco aparece no Vade-mécum para os confessores sobre alguns temas de moral relacionados com a vida conjugal (Pontifício Conselho para a Família, 1997), que trata especificamente do tema da anticoncepção. Ao contrário, a Igreja usa “paternidade responsável” (que inclui também a abertura para uma família numerosa), “continência periódica” e “métodos de regulação da procriação”.

Lamentavelmente há católicos, incluindo sacerdotes, bispos e até Conferências Episcopais que dizem que a Igreja aceita o “planejamento familiar natural” ou os métodos naturais de “planejamento familiar”. Essa dissonância com o Magistério da Santa Sé deveria absolutamente ser evitada, porque não é uma mera questão de palavras. Por trás das palavras estão conceitos que podem distorcer a doutrina cristã sobre o matrimônio e a procriação.

Aliás, a maior rede privada de aborto, esterilização e contracepção chama-se Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF). Jorge Scala adverte que a expressão “planejamento familiar” (family planning) foi empregada pela IPPF após a Segunda Guerra Mundial, depois de vencido e desmoralizado o nazismo, para substituir “controle de natalidade” (birth control). O objetivo foi, única e exclusivamente, mascarar o caráter eugenésico e coativo de suas práticas antinatalistas[8] . Um termo cunhado pelos fautores da cultura da morte deveria ser evitado pelos defensores da vida. De fato, ele não é, de modo algum, inofensivo.

Quando estava reunida a Assembléia Nacional Constituinte, que iria elaborar a atual Constituição de 1988, o Grupo Parlamentar de Estudos em População de Desenvolvimento (GPEPD), braço legislativo da IPPF no Brasil, recebeu a generosa quantia de US$ 112.755 para inserir o “planejamento familiar” no texto de nossa Carta Magna. A entidade doadora foi “The Pathfinder Fund”. A informação é oficial, contida em um dos relatórios periódicos publicados pelo Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP):

“Planejamento familiar e Assembléia Nacional Constituinte. Monitorar e, onde necessário, dar assistência no desenvolvimento do tema planejamento familiar no texto da Constituição brasileira. Membros do Grupo Brasileiro de Parlamentares sobre População e Desenvolvimento receberão instruções técnicas sobre temas que contribuirão para debates sobre planejamento familiar – Valor do projeto US$ 112.755”[9] .

O resultado foi a inclusão do parágrafo 7º do art. 226 na Constituição Federal:

Art. 226, § 7º, CF - Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas.

O texto acima é sedutor. O “planejamento familiar” é livre e não imposto. Afasta-se assim a má aparência do termo “controle de natalidade”. Além disso, ele se funda na “dignidade da pessoa humana”, o que faz supor que jamais admitirá o aborto nem a mutilação dos órgãos reprodutores. Por fim, ele também se funda na “paternidade responsável”, termo este tão caro ao Magistério da Igreja.

Da forma como foi redigido, não se poderia esperar nada de mal. Puro engano. Mais de cem mil dólares não teriam sido investidos à toa. Bem depressa um deputado do Partido dos Trabalhadores (PT), Eduardo Jorge (PT/SP) apresentou um Projeto de Lei (PL 209/91) para “regulamentar” esse dispositivo constitucional. E, como não podia deixar de ser, tal regulamentação incluía a legalização da esterilização, como meio legítimo de “planejamento familiar”. Aprovado, o projeto transformou-se na lei 9263/96, que “regula o § 7º do art. 226 da Constituição Federal, que trata do planejamento familiar, estabelece penalidades e dá outras providências”. A partir da vigência desta lei, a esterilização, que constituía crime de lesão corporal gravíssima, com pena de reclusão de dois a oito anos (art. 129, § 2º, III, CP), passou a ser um direito. Hoje o governo brasileiro se compraz em esterilizar um número cada vez maior de homens e mulheres. Tudo isso graças ao “planejamento familiar” inserido em nossa Constituição...

Anápolis, 13 de novembro de 2011.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz.
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

[1] Catecismo da Igreja Católica, n. 2373.
[2] PRIDE, Mary. De volta ao lar: do feminismo à realidade. Ourinhos: Edições Cristãs, 2006, p. 70.
[3] WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982. p. 216.
[4] PAULO VI, Humanae Vitae, 1968, n. 10.
[5] Catecismo da Igreja Católica, n. 2368.
[6] Catecismo da Igreja Católica, n. 2370.
[7] PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA, Vade-mécum para os confessores sobre alguns temas de moral relacionados com a vida conjugal, 1997, n.º 12.
[8] SCALA, Jorge. IPPF: a multinacional de morte. Anápolis: Múltipla Gráfica, 2004, p. 20-21.
[9] Inventory of Population Projects in Developing Countries Around the World. FNUAP, 1989/1991, fl. 76

Novo Programa da Canção Nova traz Petista, Gayzista e Abortista como apresentador


"Se eu quisesse agradar a todos os públicos, não seria servo de Cristo" (Gal 1,10)

A Canção Nova, emissora de TV auto-entitulada católica, nunca cessa de surpreender. Desta vez, no entanto, temos de admitir que a novidade é particularmente estarrecedora! De fato, uma revolução, Jesus! 

O que ocorre é que, na sua nova grade, a busca frenética de "atender a todos os públicos" - frase romântica que, no entanto, esconde uma proposta mesquinha e anti-cristã - traz às telinhas pentecostais o programa "Justiça e Paz" que contará com a presença de um tal de Edinho Silva, sociólogo e deputado estadual de São Paulo pelo PT (!!). Como se não bastasse ser um membro integrante deste partido que entende o aborto como questão de saúde pública, o tal Edinho ficou conhecido, nas eleições do ano passado, enquanto presidente do PT de SP, por impedir a circulação dos folhetos pró-vida do Regional Sul-1 da CNBB, que alertava os católicos sobre o grave problema moral de votar em candidatos abortistas. 

Edinho surpreende ainda por ter como fonte de inspiração a famigerada Teologia da Libertação e por ter encabeçado, enquanto prefeito em Araraquara, a "revolução sexual com a semana do orgulho homossexual". Enfim, aos católicos estará claro a proposta absolutamente revolucionária - isto é, avessa à ordem do bem e da verdade - deste canal que, não obstante ostentar o título de católico, tem contribuído há muito para a confusão dos inocentes.

Sugiro a leitura, mais detalhada, do artigo do Fratres in Unum onde há, inclusive, os endereços para a denúncia às devidas autoridades eclesiásticas.

Mais uma vez, digo expressamente: Ser Canção Nova é Ruim Demais!

Neo-relativismo, neoceticismo e suas consequências


Olavo de Carvalho

À humanidade, como se sabe, nunca faltam amigos e benfeitores. Eles brotam como cogumelos, cada um trazendo um remédio, um alívio, um consolo. É tanta bondade que até faz mal. A sagra mais recente é a dos neo-relativistas e neocéticos, que professam libertar a espécie humana do seu mais temível inimigo: a verdade, ou mais propriamente a ambição de conhecê-la. A esta ambição eles denominam "dogmatismo". No dogmatismo, asseguram, está a raiz de toda violência, de toda tirania, de toda infelicidade. Erradique-se do ser humano essa pretensão insensata, e todos viverão em paz num mundo de dúvidas alegremente indecidíveis.

As fontes que os inspiram são variadas. Alguns beberam em E. M. Cioran. Todo o mal do mundo, diz o autor de Précis de décomposition (Paris, 1949), vem do desejo de provar que uma idéia é melhor que outra. Uma vez admitido que todas as idéias se equivalem, ninguém mais fará ao seu próximo a violência de tentar persuadi-lo. "Que é a Queda, - pergunta ele - senão a busca de uma verdade e a certeza de tê-la encontrado?" Nessa "mistura indecente de banalidade e apocalipse" que é a História, "abundam as certezas: suprimi-as, suprimi sobretudo suas consequências e tereis reconstituído o paraíso."

Outros inscrevem-se na linhagem de Charles S. Peirce, fundador do pragmatismo. É o caso de Richard Rorty, segundo o qual, inexistindo para além das várias correntes filosóficas um tribunal capaz de arbitrar racionalmente suas divergências, todas as questões são indecidíveis. Logo, deve-se transferir o debate do campo da teoria para o da ação política, onde cada partido, desistindo de provar que tem razão, tentará honestamente induzir o outro, por meios irracionais e pela manipulação subliminar, a colaborar na sua própria sem-razão.

A conclusão similar chegamos ao ler Veneno Pirrônico. Ensaios sobre o Ceticismo, de Renato Lessa (Rio, Livraria Francisco Alvez, 1997). Expondo de maneira criteriosa e fidedigna o conjunto de esquemas argumentativos que os céticos, de Pirro a Bayle, criaram para provar a impossibilidade de provar o que quer que seja, o autor conclui que o velho ceticismo ainda tem um papel a cumprir no esforço mental mais característico dos tempos que correm: a desconstrução filosófica. A desconstrução, ao contrário da dialética aristotélica ou da crítica kantiana, não é mera operação preliminar de limpeza para a busca de uma verdade mais sólida: é finalidade em si, não tem outro ideal senão solapar toda pretensão à verdade, até o dia em que, cansados de interrogar, os homens se contentem em repousar na indiferença.

Não é o caso de refutar aqui os argumentos céticos. São tão fracos que raiam a comicidade. O mais característico é aquele que nega o conhecimento pelos sentidos, alegando que um mesmo objeto aparece diferente a várias espécies animais (como se para afirmar isto não fosse preciso fundar-nos no conhecimento sensorial que temos dos animais). Há também aquele que nega a indução, alegando que na maioria das vezes ela falha (o que é precisamente uma indução).

O interessante é observar que relativistas e neocéticos crêem prestar um grande serviço à paz e à democracia mediante a supressão de toda arbitragem racional.

Pois a impossibilidade do julgamento racional não suprime a existência de opiniões, apenas faz com que cada partido se torne, a seus próprios olhos, o único juiz. Juiz de si mesmo e, a fortiori, juiz do adversário. para cada um, o outro não é objetivamente errado nem certo, falso nem veraz: é apenas o inimigo, que não trata de refutar em teoria, mas de vencer na prática.

É precisamente essa situação que define, segundo Carl Schmitt, teorizador do Estado nazista, a essência da política. Uma atividade é política, diz Schmitt, quando o que está em jogo nela não é o certo ou o errado, o verdadeiro ou o falso, o bom ou o mau, o belo ou o feio, o útil ou o nocivo: é simplesmente, "o nosso lado" e "o outro lado": amigo versus inimigo. Quando esta oposição não tem um conteúdo que permita resolvê-la segundo algum desses outros pares, isto é, quando ela está acima de qualquer possibilidade de arbitragem racional, é aí que ela é mais puramente política. O político não precisa de certezas teóricas: precisa apenas de aliados.

A politização de todos os conflitos foi prevista e desejada pela primeira vez, que eu saiba, por Napoleão Bonaparte. Ela vem junto com a intromissão do Estado em todos os assuntos. No século XIX, a politização foi obstada pelo sucesso do liberal-capitalismo - que fazia da economia um recinto à parte, submetido apenas ao cálculo racional do lucro e do prejuízo. No século XX, o advento dos Estados totalitários impôs novamente a hegemonia do critério amigo-inimigo, deixando por saldo mais de cem milhões de mortos e a politização geral da vida. Neste fim de século, a queda do comunismo recoloca o problema: tendo politizado a cultura e a religião, os costumes e a educação, deixaremos que pelo menos a economia permaneça à margem da política, como uma ilha de racionalidade no meio da violência geral de amigos contra inimigos?

Até os adeptos mais radicais do totalitarismo hesitam, hoje, em dar esse último passo. Os neocéticos e relativistas, solapando a fé na possibilidade de toda arbitragem racional, ajudam essas criaturas a livrar-se de seu último resíduo de escrúpulos. Professando servir à democracia, são apóstolos inconscientes do totalitarismo.

Olavo de Carvalho, Jornal da Tarde, São Paulo, 16 de outubro de 1997. Transcrito do livro "O Imbecil Coletivo", do mesmo autor do artigo, datado do ano de 1998.

IGREJA CATÓLICA - a maior obra caritativa do planeta!


Para todos aqueles que acham que a igreja católica não faz obras e pra confirmar a fé e crença daqueles que sabem que faz.

"A fé sem obras é morta" (Tg 2,17)

A proposta do cristianismo vivo sendo praticada exemplarmente pela Santa Igreja de Cristo, mostrando a fé que evangeliza nao só com palavras, mas também com ações concretas.

"Aquele que souber fazer o bem, e não o faz, peca." (Tg 4, 17)

A Igreja Católica mantém na:

Ásia

1.076 hospitais
3.400 dispensários 
330 leprosários
1.685 asilos
3.900 orfanatos
2.960 jardins de infância

África

964 hospitais 
5.000 dispensários
260 leprosários
650 asilos
800 orfanatos
2.000 jardins de infância

América

1.900 hospitais
5.400 dispensários
50 leprosários
3.700 asilos
2.500 orfanatos
4.200 jardins de infância

Oceania 

170 hospitais
180 dispensários
1 leprosario 
360 asilos
60 orfanatos
90 jardins de infância

Europa

1.230 hospitais
2.450 dispensários
4 Leprosários
7.970 asilos 
2.370 jardins de infância


O Conselho Pontifício –Cor Unum – ( organismo da Santa Sé encarregado de promover e organizar as instituições de caridade e assistência da Igreja) publicou num cd , um guia com 1.100 organismos da Igreja comprometidos com a ação social-caritativo, que ajudam, principalmente, em casos de catástrofes ou necessidades, sem distinção de religião, para isto, pedem ajuda nas paróquias católicas do mundo ou em outras instituições.

Dois modos equivocados de Franciscanismo



Ontem foi dia do seráfico pai do franciscanismo, um homem que, não obstante o seu profundo amor à Dama Pobreza - e justamente por causa disso - , enriqueceu o nosso mundo e a história do cristianismo. A seu respeito, muito acertadamente, disse o beato João Paulo II: "O mundo tem saudades de ti..."

Francisco era um mistério; era um sujeito que tornava o sobrenatural quase visível e, de fato, já o trazia impresso na própria carne nos seus últimos dias de vida. Muito embora seja um dos santos mais conhecidos da Igreja, Francisco é, na verdade, muito pouco conhecido. Ele mesmo afirmava que é infeliz o homem quando não tem segredos com o seu Senhor. Muito inclinado ao recolhimento e ao silêncio, alguns segredos de Francisco só foram descobertos devido à curiosidade de alguns irmãos que o iam espionar em suas orações. É por eles que, hoje, conhecemos alguns dos seus êxtases e dos seus colóquios com personagens do outro mundo.

Seja como for, Francisco foi um grande santo porque quis unicamente, em tudo, conformar-se, isto é, tomar a mesma forma de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para tal, entregou toda a sua vida e combateu como verdadeiro cavaleiro - Francisco amava esse estilo cavaleiresco - contra o seu amor próprio e todo tipo de vaidade. Absolutamente vitorioso sobre si mesmo, desprezando-se com rigor, adquiriu uma tal violência de amor por Deus que o simples fato de pôr os olhos num crucifixo lhe fazia derramar copiosas lágrimas. Tinha os olhos fundos e um corpo fragilizado pelas longas vigílias e pelas constantes penitências que ele mesmo se impunha.

Pois bem! O Francisco que hoje, no mais das vezes, é divulgado por aí, inclusive pelos frades da sua Ordem, é qualquer outra coisa: o santo da ecologia, o santo do ecumenismo (por causa da sua conversa com o sultão...), o santo da paz universal e sincrética, o santo do bom mocismo, etc. E isso quando Francisco não é utilizado como instrumento de ideologia de esquerda. E é sobre estes dois erros que quero tratar bem sucintamente. Há muita gente por aí que ama Francisco - que até assistiu o filme hippie que fizeram dele, o "Irmão Sol Irmã Lua" que, porém, é mesmo um clássico, rs - e que simplesmente não vai às fontes e fica a admirar um personagem inventado, um homem bobinho que era só sorrisos e gostava de deitar na relva e defender os animaizinhos. Ou isso, ou a redução de toda a espiritualidade franciscana - que é altíssima - ao trabalho social com os marginalizados.

Falemos de um e de outro.

Primeiramente, S. Francisco só muito secundariamente poderia ser tido como um representante do Green Peace. O seu amor pela natureza - que realmente existiu - não era algo que 'parava' nas plantinhas e nos animaizinhos. Na verdade, o que fazia com que Francisco ficasse comovido era saber que toda e qualquer criatura fala do seu Criador. Quando o Poverello contemplava as flores ou a perfeição das pedras, tudo isto lhe servia de meditação sobre Deus. Era do seu intenso amor a Deus que brotava o seu amor por todas as coisas. Vemos isto de modo muito claro no seu "Cântico das Criaturas" que, na verdade, não é um louvor das criaturas, mas de Deus pelas criaturas.

Portanto, fazer o amor de Francisco ter como fim último a plantinha lá ou o animalzinho cá é cair num reducionismo absurdo que torna a figura deste santo somente um caricato bobo daquilo que ele foi de verdade. O que abundava em Francisco era o dom da Sabedoria pelo qual o cristão nota a relação entre tudo o que existe e Deus. O que fazia Francisco admirar a criação era a sua abertura à transcendência, era o seu olhar voltado para o alto. Uma vez que conhecia e amava a Deus, Francisco passava a amar tudo aquilo que era obra de Suas mãos. O contrário, porém, não é o amor franciscano. Fechar-se numa perspectiva imanente significa, antes, fechar-se para o profundo conhecimento das criaturas e, logo, para o verdadeiro amor delas em Deus. A idéia de um amor alternativo a Deus é equivocada. E, no entanto, abundam as manifestações deste tipo de "franciscanismo".

O mesmo pode ser dito com relação à ênfase franciscana no aspecto social. Francisco sabia que todos os homens somos filhos de Deus porque criados por Ele e que, em especial, os mais sofridos - na sua época, os leprosos e os mendigos - representavam como uma segunda encarnação de Cristo. Jesus havia dito: "O que fizerdes a um destes pequeninos, é a mim que o fazeis". Francisco, então, sabendo do mistério que envolve o ser humano, e compreendendo que é Deus mesmo Quem se esconde nestes desfavorecidos, os servia com amor e resignação. Não é que Francisco desconsiderasse a individualidade de cada homem. Ao contrário: era por amar tanto a Deus e ser íntimo do mistério da Sua cruz, que Francisco, conhecendo agora mais perfeitamente a dignidade singular de cada sujeito e vislumbrando neles a figura sofrida de Jesus, os acolhia e os abraçava. Novamente, temos um trabalho social que aure sua força e sua razão de ser do alto e, portanto, só pode ser compreendido numa perspectiva transcendente.

Porém, tornou-se comum um tipo de "franciscanismo" que, de novo, foca o social pelo social, num claro testemunho de naturalismo que, em última instância, significará uma porta aberta ao ateísmo prático, a uma desvirtuação da caridade, fazendo desta mera filantropia. Quando, de volta ao fechamento imanentista, nós nos prendemos estritamente à imediaticidade do que vemos, resulta disto que não compreenderemos a profundidade dos indivíduos que temos diante de nós, reduzindo o nosso serviço apenas ao aspecto físico e/ou, se muito, ao subjetivo. Mas, de novo, fizemos um mutilação no sujeito que pretendíamos ajudar, ignorando um aspecto importantíssimo e crucial para que pudéssemos promovê-lo na totalidade. Sem aproximá-lo de Deus, o que fizermos estará circunscrito, forçosamente, ao âmbito do efêmero. Teremos rebaixado toda a nossa intervenção a uma busca de conforto do outro. Não estou a dizer que isto não seja importante, mas, de fato, não basta. Não era essa a intenção primeira de Francisco. Sabia ele que nós ajudamos alguém em profundidade quando pomos diante dos seus olhos, mesmo a partir de atos comuns, a perspectiva da eternidade. É só quando permitimos ao sujeito expor-se à luz divina que ele passa a compreender quem, de fato, é e tende, a partir disso, a ressignificar o seu presente à luz do transcendente. É quando somos motivados pela altíssima dignidade de uma alma imortal que podemos dispender os maiores esforços na luta pela sua defesa também no aspecto físico. O que importa é não se fechar.

Várias correntes franciscanas, porém, aderiram ao método marxista de trabalho social. Não se pode dizer que a sua intenção seja má, visto que as formações contemporâneas de frades e padres são, na imensa maioria das vezes, muito defasadas e claramente inclinadas a um viés ideológico. Mas, optar por este tipo de prática é renegar o seguimento do exemplo puro de Francisco. É meter a foice comunista no real e ficar só com o que é material e contingente. E, sinceramente, inspirar-se numa ideologia que é problemática, seja na leitura do processo histórico, seja na metodologia de ação, seja ainda na finalidade a que se ordena, é, obviamente, renunciar a qualquer possibilidade de uma ajuda mais profunda e mais real. O que vicia estas comunidades de esquerda, mesmo quando se declaram católicas, é que elas tendem a entender as questões metafísicas e espirituais como se fossem uma realidade de segunda ordem, algo menos real do que o real aparente, dando, daí, absoluta primazia a este último. Mas isto significa uma inversão radical da ordem das coisas e este tipo de avesso não pode produzir nenhum fruto duradouro e benéfico, pois tem fundamento num erro e, portanto, se opõe à verdade, sendo desta uma negação prática.

Enfim, quando falarmos de franciscanismo, tenhamos estas coisas em vista. Não sejamos precipitados na leitura da figura de Francisco. Ele é um sujeito que é difícil de esgotar e, mesmo, de entender. Mas, se quisermos nos aproximar ao menos um pouco desta santa figura, não o deveremos fazer senão entendendo o seu profundíssimo amor a Cristo Crucificado, fonte de toda a sua espiritualidade, e o seu esponsal com a Dama Pobreza, o tesouro escondido de Francisco, como ele mesmo disse:

"Vou me casar com uma noiva nobre e bonita como vocês nunca viram, que ganha das outras em beleza e supera a todas em sabedoria"

Franciscanismo com abstração de Cristo, ainda que sutil, seja de cunho ecológico ou de viés social, é somente ludibriação.

Que Francisco nos ensine, a nós que somos seus devotos, a compreender minimamente o mistério da sua vida e interceda para que Nosso Senhor nos dê forças de imitá-lo naquilo que a nós compete.

Fábio

Gramsci se converteu antes de morrer


Antônio Gramsci, fundador do Partido Comunista Italiano, converteu-se ao catolicismo pouco antes de seu falecimento.

Gramsci propugnou a infiltração comunista na Igreja para destruí-la por dentro.

No quarto do hospital religioso, onde agonizou, ele fazia questão de ter uma imagem de Santa Teresinha. Certo dia as freiras levaram uma imagem do Menino Jesus para ser venerado, mas não para ele, pois era ateu militante. Ele soube e queixou-se. Então, as religiosas levaram a imagenzinha a seu quarto, ele a beijou emocionado e a seguir pediu e recebeu os sacramentos.

Giuseppe Vacca, diretor do Instituto Internacional Gramsci, observou que a conversão do ideólogo comunista "não mudará em nada" a estratégia gramsciana...

Fonte: Tradição em Foco com Roma

URGENTE: Pró-vidas do México pedem socorro

Li no blog Brasil sem Aborto / Dias Sim Dias Também


por Lenise Garcia
Diante da urgência da notícia, e de nossa atuação, não vou me estender no post. Mais adiante traremos detalhes.
Brevíssimo histórico: o México é um país em que os Estados possuem razoável autonomia frente à Federação. Há alguns anos, o Distrito Federal do México (Cidade do México) aprovou uma lei que autorizava o aborto. Em reação, diversos Estados começaram a aprovar lei pró-vida, que garantiam os direitos da criança ainda não nascida.
Isso gerou um questionamento diante da Suprema Corte daquele país, que está sendo julgado neste momento. Pois bem: diversos juízes estão apresentando, ou para apresentar votos totalmente contra toda a lógica e contra a constituição mexicana, que podem liberar totalmente o aborto naquele país, e gerar jurisprudência que pode influir no restante da América Latina.
Abaixo, coloco um modelo de carta recebido dos pró-vidas mexicanos. Evidentemente, não se adequa totalmente a nós, estrangeiros. Mas eles acham muito importante que outros países se manifestem.
A Suprema Corte do México está transmitindo este julgamento em tempo real para todo o mundo. Ele pode ser acompanhado através do link, e deve durar desde o dia 26 de setembro até o dia 30 de setembro de 2011:
Pela urgência do assunto, pede-se que todos os que possam manifestem-se por TELEFONE OU FAX. Pode ser uma mensagem breve, com suas próprias palavras, e não importa que seja em Português, já que as línguas são próximas.
VAMOS FAZER UMA GRANDE MOBILIZAÇÃO PRÓ-VIDA!
Abaixo, os dados dos juízes.
6. TELEFONES, MAILS E FAXES DOS MINISTROS
==========================================
mbluna@mail.scjn.gob.mxoscgv@mail.scjn.gob.mx;AZalvidarL@mail.scjn.gob.mxJMPardoR@mail.scjn.gob.mx;JBassH@mail.scjn.gob.mxJRamonCD@mail.scjn.gob.mx;lmaguilarm@mail.scjn.gob.mxsavallsh@mail.scjn.gob.mx;saguirrea@mail.scjn.gob.mx;

==========================================
MINISTRA MARGARITA BEATRIZ LUNA RAMOS00 21 52 55 4113 1004 / 00 21 52 55 41132386 Correo Electrónico: mbluna@mail.scjn.gob.mx Fax: 00
==========================================
MINISTRA OLGA MARIA DEL CARMEN SANCHEZCORDERO DAVILA 00 21 52 55 4113 1002 /00 21 52 55 4113 2402 Correo Electrónico:
oscgv@mail.scjn.gob.mx Fax: 00 21 52 55 4195 5121
==========================================
MINISTRO ARTURO ZALDIVAR LELO DELARREA 00 21 52 55 4113 2407 Correo
==========================================
MINISTRO GUILLERMO I. ORTIZ MAYAGOITIA00 21 52 55 4113 2403 / 00 21 52 55 4113
1103
==========================================
MINISTRO JORGE MARIO PARDO REBOLLEDO
00 21 52 55 4195 5174
Correo Electrónico: JMPardoR@mail.scjn.gob.mx
Fax: 00 21 52 55 4195 5133
==========================================
LIC. JOSE FERNANDO FRANCO GONZALEZSALAS 00 21 52 55 4113 1091 Correo Electrónico:JBassH@mail.scjn.gob.mx Fax: 00 21 52 55 4195
5187
==========================================
MINISTRO JOSE RAMON COSSIO DIAZ
00 21 52 55 4113 1006 / 00 21 52 55 4113
1638
Correo Electrónico: JRamonCD@mail.scjn.gob.mx
Fax: 00 21 52 55 4113 1642
==========================================
MINISTRO LUIS MARIA AGUILAR MORALES
00 21 52 55 4113 2332 / 00 21 52 55 4113
2409 Correo Electrónico: lmaguilarm@mail.scjn.gob.mx
Fax: 00 21 52 55 4113 4195 5131
==========================================
MINISTRO SERGIO ARMANDO VALLS
HERNANDEZ
00 21 52 55 4113 1099 / 00 21 52 55 4113
6099
Correo Electrónico: savallsh@mail.scjn.gob.mx
Fax: 00 21 52 55 4113 1219
==========================================
MINISTRO SERGIO SALVADOR AGUIRRE
ANGUIANO
00 21 52 55 4113 1005 / 00 21 52 55 4113
2405
Correo Electrónico: saguirrea@mail.scjn.gob.mx
==========================================
MINISTRO JUAN N. SILVA MEZA
MINISTRO PRESIDENTE
00 21 52 55 4113 1303/ 00 21 52 55 4113
1304
Correo Electrónico: SCJN_presidencia@mail.scjn.gob.mx
Fax: 00 21 52 55 4195 0913
——————————————————————————————————————–
Aqui, a carta que está circulando, enviada pelos mexicanos.
Suprema Corte de Justicia de la Nación
MEXICO
Estimados Señores Magistrados:
Como mexicanos, debemos estar conscientes de las decisiones importantes y  trascendentes que se toman en nuestro país, por tal motivo les solicitamos de manera respetuosa no aprobar la propuesta del ministro Fernando Franco de invalidar las reformas legales que reconocen el derecho a la vida en Baja California y San Luis Potosí, con el falso argumento de que la protección a la vida del no nacido “vulnera” los derechos de la mujer. Debemos recordar que en México el aborto no es considerado expresamente como un derechopor nuestra Constitución, sino un delito, por lo que no hay derecho que vulnerar al proteger la vida del no nacido.
No puede tomarse una decisión tan trascendente para todo México,  basándose, entre otras cosas, en la interpretación personal que hace el Ministro Franco sobre algunos temas, en cuanto al  Art. 4° el considera que éste implica el “derecho a no tenerlos”, claro, pero una cosa es el derecho a buscar o evitar un embarazo, y otra muy distinta es eliminar la vida de un nuevo ser humano que se está gestando. Tenemos muy claro que el Art. 4° Constitucional de ninguna manera pretende otorgar el “derecho al aborto”, como lo ha interpretado el Ministro, pues es lógico que un delito tipificado no puede considerarse al mismo tiempo un derecho.
Señores Ministros, en 18 Estados del país se ha garantizado el derecho a la vida del no nacido con el beneplácito de la gran mayoría de la sociedad civil y de los habitantes de dichos estados y deseamos que estas Constituciones sigan reconociendo este derecho a la vida.
Pensamos que la solución para enfrentar la problemática de los embarazos no deseados es el apoyo a la mujer que vive esa situación y no el intentar legalizar el aborto “por sentencia” en todo el país, en cualquier etapa del embarazo, cosa que podría suceder de aprobarse esta propuesta, por esta razón, le solicitamos de la manera mas atenta que esta iniciativa sea rechazada.
Una gran mayoría de los ciudadanos de este país hemos salido a las calles y hemos dicho ¡NO! a laviolencia. En ese sentido debemos recordar que por su naturaleza, el aborto es el acto más cruel y másviolento, en contra del ser  humano más indefenso. Eso NO es lo que queremos la gran mayoría de los mexicanos. La violencia jamás será una vía de solución ante los problemas.
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