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Exemplo da importância dos exorcismos no sacramento do batismo que foram excluídos do novo rito


Numa escola da Fraternidade São Pio X, as professoras constataram, ao longo do ano letivo, uma clara melhora no comportamento de três de seus alunos. O mais velho, da sétima série*, era muito desagradável, insolente, grosseiro. Éramos obrigados frequentemente a repreendê-lo em aula, mas sobretudo, no recreio e no refeitório. Ajudava na Missa da escola, mas sem mostrar muita piedade. Seu olhar às vezes fixo e malvado, impressionava-nos e alguns ousavam se perguntar se essa criança não estaria possuída.

O segundo, da décima série, embora menos insolente e grosseiro, fazia-se notar por um comportamento às vezes estranho.

A mais jovem, de seis anos, mesmo parecendo estimar sua professora, fazia tudo para chateá-la: silêncio desobediente, sujeira nos seus cadernos ou nela; ira surpreendente diante das punições (como torcer seus óculos)... Com frequência, a professora, vendo tais cadernos, perguntava-lhe: "Você é aplicada?", e sempre a mesma resposta da criança, olhando insolentemente nos olhos da professora: "Não!" Não sabíamos como lidar com ela.

Durante o terceiro trimestre, constatamos uma rápida mudança nessas crianças. Os meninos ajudavam a Missa com mais piedade, não eram mais insolentes. O mais velho havia perdido seu olhar que nos impressionava. Não o repreendíamos mais no refeitório, onde se tornou um modelo de silêncio e onde estava sempre pronto a nos prestar auxílio. A menina havia se tornado afetuosa com sua professora, deixando até suas brincadeiras, para se aproximar dela, e mesmo lhe obter um afago. A caligrafia melhorou, assim como o estado dos cadernos. Aplicava-se enfim. Havia se tornado mais gentil com seus colegas.

Mesmo sem terem virado crianças-modelo nem primeiros de turma, tinham mudado. O que teria acontecido? Nosso diretor nos deu a chave do problema: essas crianças haviam sido batizadas no novo rito, sem os exorcismos. Com a permissão dos pais, o padre havia feito, perto da Páscoa, um complemento do Batismo; isto é, havia feito os exorcismos neles! Banido o demônio, a Graça atuava melhor nessas crianças.

Quantas crianças, hoje, teriam necessidade desse complemento, para que a Graça as ajudasse a lutar melhor contra suas más inclinações!

Uma professora

*No sistema educacional francês, as primeiras séries têm maior número que as que se lhes seguem. Não há correspondência exata com o sistema brasileiro. (N. do T.)

Pe. Matthias Gaudron, Catecismo da crise na Igreja. Rio de Janeiro: Permanência, 2011. p.217.

Abaixo-assinado de apoio a S. Exa. Revma. Dom Bernardo Fellay‏


Excelência Reverendíssima. Cumprimentos respeitosos Tendo em vista os inúmeros ataques que V. Exa. Revma. tem recebido da parte de pessoas que agem de má fé, ignorância ou movidas por um espírito cismático, nós abaixo-assinados vimos por meio desta expressar nosso apoio a V. Exa. Revma. bem como nosso apreço pela sua prudência demonstrada na condução do diálogo com as autoridades romanas visando a obter não só um esclarecimento dos problemas doutrinários mas também uma estrutura jurídica adequada para a Fraternidade Sacerdotal São Pio X. 

 Como bem salientou o seu primeiro assistente Pe. Pluger, no momento a grande questão levantada pela Santa Sé a respeito da Fraternidade São Pio X não é conhecer sua posição doutrinária, suas objeções quanto ao Concílio Vaticano II e reformas posteriores (tudo isto já foi amplamente explanado por ocasião dos colóquios doutrinários), mas sim saber se a Fraternidade São Pio X efetivamente considera Bento XVI um sucessor de Pedro legítimo com poder de governo e magistério sobre toda a Igreja. Com efeito, a Fraternidade São Pio X manifestou com toda franqueza à Santa Sé suas objeções e, a despeito de tal divergência, recebeu da autoridade suprema da Igreja a proposta de ser reconhecida canonicamente como uma obra da Igreja. 

 Por conseguinte, trata-se no momento, como disse o assistente de V. Exa. Revma., de saber se a Fraternidade São Pio X tem o direito de recusar tal reconhecimento por parte da Igreja. Com efeito, a Igreja é uma sociedade e, como diz o axioma, ubi societas ibi ius. É absolutamente falso professar a fé católica e ao mesmo tempo pretender viver completamente à margem de sua estrutura jurídica. A necessidade de haver um ordenamento jurídico que regule a vida da Igreja, como bem sabemos, ressalta de diversas passagens da própria Sagrada Escritura. De fato, se um católico se contenta em dizer da boca para fora que reconhece a autoridade do papa mas não aceita estar ligado a ele pela lei, isto indica um espírito cismático que reduz primado de Pedro a um primado de honra. Ou ainda tal atitude pode significar que a real postura daqueles que se opõem por princípio ao reconhecimento canônico da Fraternidade São Pio X é a postura sedevacantista embora não declarada.

Queremos também dizer-lhe que apreciamos o realismo de V. Exa. Revma. ao analisar os problemas que afligem a Igreja militante. Não houve jamais, não há e nunca haverá uma Igreja ideal na terra. Sempre haverá o joio misturado ao trigo. Cite-se, por exemplo, o ocorrido na publicação do Syllabus. O cardeal Antonelli, secretário de Estado do Beato Pio IX, opôs-se ao documento e o combateu publicamente. Problemas e divisões sempre houve e haverá na Igreja. O importante é que o católico tenha a humildade, a caridade e a prudência de querer, por fé, viver sob a autoridade do papa, que, como ensina o Concílio Vaticano I, é o princípio perpétuo da unidade e fundamento visível da Igreja, do qual não se pode afastar sem perigo de naufragar na fé. 

Aflige-nos pensar na hipótese de, diante dos mais diversos problemas futuros, a Fraternidade vir a esfacelar-se pela sagração de bispos desunidos entre si pela divergência doutrinária, cada um arrogando para si fidelidade à tradição católica. E tudo isto por conta da recusa da submissão à autoridade da Igreja. Seria, com efeito, um esdrúxulo protestantismo tradicionalista. 

Por isso tudo queremos assegurar a V. Exa. Revma. nossas orações para que tenha as luzes e a força do Espírito Santo para conduzir a bom termo o processo de reconhecimento canônico da Fraternidade Sacerdotal São Pio X para o bem de toda a Igreja. É perfeitamente possível, com muito sofrimento e humildade, para glória de Deus e salvação das almas, lutar pela tradição da Igreja sob a autoridade do papa. 

Rogando sua bênção, 

 Pe. João Batista de Almeida Prado Ferraz Costa 


 Para assinar, cliquem aqui.

CNBB fala sobre o "Encontro de Assis" e a FSSPX


"Poucas semanas antes do encontro das religiões mundiais em Assis, convocado pelo Papa Bento XVI para o dia 27 de outubro 2011, a “Fraternidade Pio X” mandou celebrar mil missas em reparação do escândalo de Assis. (Cf. postagem do 4.11.2011: http://spessantotomas.blogspot.com/2011/10/mil-missas-em-reparacao-do-escandalo-de.html) A Fraternidade considerou o encontro como um evento escandaloso por não ter o objetivo da conversão das religiões não católicas, mas orações e aproximações que não visam a mudanças substanciais de outras religiões. Por ocasião do “Dia Mundial das Missões” e do nascimento do habitante que completou o número mágico de 7 bilhões de habitantes do nosso planeta, no dia 31 de outubro, se escutaram lamentos da Congregação responsável pela Evangelização dos povos sobre os 5 bilhões de pessoas que ainda não conhecem Jesus Cristo. Estes justificariam uma intensificação missionária de uma Igreja que mal consegue segurar os que já conhecem Jesus. 

O que aconteceu em Assis? Com vários líderes religiosos, Bento XVI foi até Assis para recordar a Jornada Mundial de Oração pela Paz, celebrada por João Paulo II no dia 27 de outubro de 1986. De fato, aquela jornada foi um evento histórico durante a Guerra Fria, quando expoentes do Patriarcado de Moscou, muçulmanos, o rabino Toaff e muitos outros se reuniram para rezar: “não mais uns contra os outros” – disse o Papa Wojtyla – “mas uns ao lado dos outros”. O Papa Wojtyla não apreciava que a luta pela paz estivesse, principalmente, nas mãos do Leste e das esquerdas. Ele estava convencido de que o fundamento religioso da paz devia ser buscado nas religiões. No entanto, a cultura pública do Ocidente as considerava como fenômenos residuais do âmbito privado. João Paulo II, em 1986, retomou o diálogo inter-religioso, iniciado depois do Concílio. Na época, já se escutaram as vozes roucas dos lefebvrianos, para os quais Assis era uma liquidação da verdade católica. 

Agora, Bento XVI voltou a Assis, convencido da atualidade do diálogo em um mundo globalizado, em que a convivência cotidiana é atravessada pelas tensões do pluralismo religioso e étnico. A “política” de Bento se move entre duas posições: as paixões fundamentalistas e o relativismo cosmopolita. O fundamentalismo oferece o calor de uma paixão total. O relativismo é impregnado pela frieza racional da modernidade. Se tantos líderes religiosos vão a Assis com o papa, isso significa, porém, que esse ideal fez o seu caminho nos corações e nas culturas. Com Assis 2011, o espírito de paz entre as religiões continua o seu caminho, enquanto há antigas e novas formas de violência com as quais é preciso lidar."

CNBB, Instrumento de Trabalho, 3º Congresso Missionário Nacional, Vaivém da recepção do Vaticano II.

Mons. Lefebvre - Textos antigos a respeito de um possível acordo


"Caros amigos, antes de continuar as poucas explicações e discussões que tive lá em Roma, eu ainda gostaria de esclarecer o porquê destas etapas. Eu sei que há alguns de vocês que não entendem muito bem e não entendo nada. Lamento, porque eu digo que, francamente,eu creio que essa é uma tendência a cisma. Aqueles que acreditam que podem já não ter qualquer contato com nada, nem Roma nem com os bispos, nem com o que está acontecendo na Igreja, possuem uma tendência cismática. Mas eu não vou entrar em cisma. Eu quero ficar na Igreja. E se há problemas na Igreja, se há perigos, se houver provas, se há dor na Igreja, esta não é uma razão para dizer "eu vou, eu vou, eu deixo, eles vão fazer o que quiserem, eu não estou do lado de lá, eu estou indo! "Esta é uma posição cismática! Para que igreja eles vão? Onde? Com quem? Em que? Qualquer coisa, mais autoridade, mais nada, mais nada!

Não é porque há doentes à sua volta, não é porque há doentes na Igreja, não é porque uma autoridade está doente, que temos a dizer: "esta autoridade não existe mais! ".

Mesmo que ela esteja doente, tente mostrar-lhe o remédio, em seguida, tente fazer-lhe bem! Essa foi a atitude daqueles que, na Igreja, na história, têm resistido ao Papa; os bispos resistiram, resistiram às heresias que têm atacado a Igreja. É muito fácil, é muito simples, não há mais combates, não existe mais espírito pastoral, não há mais espírito sacerdotal, em se libertar, em deixar de combater, em deixar os outros lutarem sozinhos. Isso é covardia pura e simples, é abandonar a luta e é abandonar o dever de fazer o bem aos outros, porque mesmo que os outros estejam doentes, mesmo que eles sejam superiores, e, bem, nós temos o dever de apontar respeitosamente - isso é o que São Tomás diz a si mesmo - apontar com respeito e firmeza os erros de que eles podem ser culpados. E dizer "Eu não reconheço o superior, acabou, não há mais superiores, não tenho superiores hierárquicos, não tenho ninguém, eu vou embora, estou sozinho, eu faço o que eu quero, etc ... "... Então, por que você está aqui, você, os seminaristas, que têm essa atitude? É melhor deixar! É melhor não ficar aqui, não vale a pena! Se você preferir não ter um superior, viver sem um superior, como acontece na natureza.

Então, isso é a mesma coisa, e isso é muito grave, porque para mim, se você me indagar uma questão de consciência, eu me perguntarei se eu posso ordenar seminaristas como estes!

É essencial lutar contra esse espírito, esse é um espírito maligno é um espírito que não é um espírito cristão, que não é um espírito sacerdotal. Devemos ter cuidado com isso, eu digo e repito, e digo isso de novo!
Mas há que ficar preso em suas mentes, e que não vai ouvir! Ouvir nada! Então eu digo, eu, é um problema de consciência saber se eu vou ou se eu não vou ordená-los! É isso o que vocês querem... Porque eu ordeno os sacerdotes, ordeno missionários, ordeno pessoas que querem converter o mundo. Ordeno as pessoas que desejam viajar ao redor do mundo, e viajar não importa para onde, e fazer contato não importa com quem, com os comunistas, com os protestantes, conversar com eles, convertê-los, trazê-los para a graça, trazê-los a nosso Senhor Jesus Cristo. Entende-se que às vezes temos de fechar as nossas portas, não devemos dar a comunhão aos protestantes, é claro, é claro. Não vamos pedir as pessoas que não têm fé, é óbvio. Pois é outra coisa bem diferente comunicar as coisas sagradas para as pessoas que não têm fé. Aqui é outro caso, não é isso.Isso é converter as pessoas, trazê-los para Jesus Cristo.

É precisamente o oposto do ecumenismo, do falso ecumenismo. Este é o oposto! Somos missionários, não somos ecumenistas. Nós não queremos misturar todos os conceitos e fazer um compromisso entre protestantes, católicos e todos os que misturam tudo, nós não queremos isso.

Queremos reafirmar a nossa fé, e queremos garantir que essas pessoas estão prestes a receber a graça, a graça do batismo, ou a abjuração dos seus erros. É por isso que eu estou indo para Roma! Eu vou a Roma, creio eu, como Joana d'Arc foi condenada por aqueles, por aquele tribunal que a condenou! Não tenho a pretensão de ter a força de Joana d'Arc, nem a virtude de Joana d'Arc, mas ainda acho que Deus vai me ajudar ainda a falar com estas pessoas, que vai me entrevistar, e dizer a verdade. Se eles não querem isso, eles não querem, isso é tudo, não me faz mudar! É incrível, é um espírito destrutivo, você sabe, e muito desagradável, porque mata o espírito missionário, não é? Diga "Meu Senhor não deve ir a Roma, ele não deve ir a Roma porque essas pessoas não são nada e por isso não deveria ir vê-los! ". Isto é inimaginável! Este não é o espírito da casa! Este não é o espírito da Fraternidade! Eu não quero que seja o espírito da Fraternidade.

[...]

O Cardeal Seper mesmo disse, "então a solução será muito difícil. " Em sua escolha. Eu apresento as condições, eu não posso mudar, não há nada a fazer. Então, vamos ver o que o papa vai dizer. Decida aqui. Se o Papa diz: "então, nesse caso, não há acordo possível." O que ele vai fazer? Eu não sei. Será que ele vai dizer "Esta é uma grande frase, é uma convicção mais forte? Eu não sei. Eu não posso mudar, é absolutamente impossível. Eu não posso dizer que o que é ruim é bom! É impossível. Eu não posso envenenar lentamente, não posso destruir a Igreja. Nós vamos encontrar-nos como somos. Talvez nós não excomungados?

Eu não sei, é possível e eu não tenho medo desta excomunhão porque eu sei que ela não vai valer alguma coisa, como eu disse não valiam nada as demais sentenças.

Mas eu tento imaginar o contrário, ele aceita, ele diz: "Bem, deixa-o livre! "
Bem, eu lhes asseguro que seria para a Igreja uma coisa extraordinária, porque a Tradição levaria a mão superior na Igreja! Não seria direito perder uma chance como esta, de qualquer maneira! Aqui, aqui não depende de mim. Porque é certo que agora estamos enfermos, fechamos as portas das igrejas, nós fechamos as portas das capelas, que incomodam por aí, nós continuamos transversalmente. Imagine que amanhã podemos dizer nossas Missas nas igrejas, livremente, com os fiéis que querem vir ao nosso escritório. Mas isso mudaria drasticamente e imediatamente toda a situação dos fiéis e da igreja! Isso seria importante, não é mesmo? Nós não podemos considerá-la como insignificante, com tudo que ela representa como que vai salvar as almas, com o grande número de almas que vai fugir novamente.

* * *

2.


Isto não foi em particular, mas no sermão da cerimônia de seus 40 anos como bispo, isto é, no final de setembro de 1987, poucos dias depois da conferência em que ele disse que a colaboração era impossível:

"Isso é o que eu disse ao cardeal Ratzinger em 14 de julho: Eminência, você vê, é muito difícil que possamos ouvi-lo porque você é pela diminuição do reino de nosso Senhor Jesus Cristo, para que nós não falemos, por isso, mantemos o silêncio.Na sociedade civil, não falamos do reinado de Nosso Senhor, que todas as religiões podem ser benéficas a nossas sociedades e que isso não é tudo: Nosso Senhor Jesus Cristo, para a religião católica, Não abuse do reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que judeus, muçulmanos, budistas não sejam ofendidos pela cruz e. pela fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Essa é a nossa atitude. Bem, para nós é exatamente o oposto. Queremos que o nosso Senhor Jesus Cristo reine, porque ele é o único Deus, porque não há outro Deus, porque quando nós morremos, nós estaremos na eternidade, não haverá outro Deus que nos encontrará, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, que será nosso juiz.

Tu solus Dominus, tu solus Altissimus, cantamos de novo agora na Glória. Não há outro Deus. Não é Buda que nos receberá no céu. Não é Maomé, não é Lutero. É Nosso Senhor Jesus Cristo, aquele que nos criou, aquele que faz com que estejamos na Terra, aquele que nos redimiu e que nos espera na eternidade. Então, nós queremos que reines! Tua vontade, assim na terra como no céu, na terra como no céu. E Deus sabe a vontade de Deus é feita no céu. Se feito no céu, ele deve ser feito na terra também. Seja feita vossa vontade assim na terra como no céu. Venha o teu reino. Isso é o que eu ensino, eu disse ao cardeal, que é o que eu ensino aos meus seminaristas. E é isso que eles têm no o coração Eles têm apenas uma preocupação, um desejo:... para fazer um apostolado para o reino de nosso Senhor Jesus Cristo, nas famílias, nas almas, na sociedade de que Jesus Cristo está em toda parte, é . que É por isso que é muito difícil para nós concordamos em que seu ecumenismo arruine a realeza social de Nosso Senhor Jesus Cristo e é por isso que o livro que escreveu recentemente, intitulado:. Eles destronaram Eles destronaram Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Ele dá uma explicação sobre esta situação que temos hoje. Mas, nessa ocasião, ao que parece, por uma circunstância especial, por instâncias que têm sido feitas por alguns cardeais, por alguns bispos afins ao Santo Padre, por assim dizer:.!. Mas você ainda tem que acabar com essa questão de tradição, com o caso de Econe deve terminar Ainda não são inimigos da Igreja Temos que aproveitar dessas forças que estão na Fraternidade São Pio X, para o bem da Igreja. Você não pode deixá-lo indefinidamente. Como tudo desmorona ao redor, quando vemos o mundo, os ecos, a viagem do Santo Padre nos Estados Unidos, e a imoralidade da situação nos Estados Unidos é surpreendente, mesmo nos círculos católicos, mesmo nos seminários, inimaginável! absolutamente inimaginável, então! Onde vamos encontrar o renascimento da Igreja? Não nestes seminários onde se defende o homossexualismo! Nos seminários, mas você deve saber como encontrar o verdadeiro sentido da fé, a verdadeira virtude de Nosso Senhor Jesus Cristo. Então eu acho que tem havido fortes gestões que têm sido feitas contra Roma. E nunca, assim como 14 de julho, fomos apresentados com soluções que são extraordinárias. Então eu acho que há um novo diálogo que se estabelece. E rezar, meus queridos irmãos! Ore para que este diálogo tenha sucesso, uma solução que é para o bem da Igreja.

Não tente outra coisa. não olhar para o bem da Fraternidade. Não é a Fraternidade, aqui é o bem da Igreja, a salvação das almas, a salvação das famílias cristãs, a salvação das sociedades cristãs. Então, esperamos que neste novo clima, que se desenvolveu nas últimas semanas, bem , novas soluções podem surgir. É uma pequena esperança. Oh, eu não estou muito otimista, porque, precisamente, estas são duas correntes opostas. É difícil conciliá-los. Mas seRoma quer nos dar um verdadeiro eu - o que temos agora - mas com a proposta - que gostaríamos, nós sempre quisemos ser apresentado ao Santo Padre, não desprezeis questionando a autoridade do Santo Padre, pelo contrário -, mas à medida que foram jogados fora, porque nós éramos tradicionalistas. Bem, se, como eu sempre quis saber, Roma concorda em deixar-nos experimentar a tradição, bem, não haverá problema . Nós seremos livres para continuar a trabalhar como o fazemos agora sob a autoridade do Sumo Pontífice. 

Naturalmente, isso pressupõe que as soluções devem ser vistas, devem ser discutidas, que não são facilmente abordadas em detalhes. Mas com a graça de Deus, é possível que encontremos uma solução que nos permite continuar o nosso trabalho, sem abandonar a nossa fé! Sem abandonar esta luz! esta luz a que me referi foi que dos meus quarenta anos de episcopado, que é o reino de nosso Senhor Jesus Cristo. Nós queremos viver, eu diria, um pedaço do Céu. Uma vez que somos feitos para ir para o Céu, é necessário que nos preparemos aqu embaixo. "

Sobre o acordo entre Roma e a FSSPX - Dando também o meu pitaco


Bem. Todos na Igreja estamos acompanhando esse processo de um possível e provável acordo jurídico entre a FSSPX e a Santa Sé. Este assunto tem dividido muita gente. Encontramos com frequência pessoas que são totalmente favoráveis ao referido acordo - entre os quais, eu. E há também os que são absolutamente opostos a tal idéia, dentre os quais alguns da própria FSSPX  e, de outro lado, como já era de se esperar, os modernistas, para os quais a Igreja só começou a existir depois do último Concílio.

Eu não trato muito do assunto porque, sinceramente, é um tema muito complicado e me considero muito pequeno para entrar nessas discussões- além do que eu entendo que não compete a mim decidir a respeito. Vou apenas acompanhando, olhando, lendo comentários e textos. O que é, então, que eu pretendo com esse post? Quero abrir uma exceção, aproveitar o fato de que ainda é possível dar nossa opinião sem medo de maiores reprimendas, e tocar nalguns pontos que considero importantes e que, não obstante, parecem ser ignorados por alguns, sobretudo pelos que são contrários ao tal acordo.

Primeiramente, a gente vai percebendo que, para fundamentar a posição contrária à união entre FSSPX e Roma, são utilizados os seguintes instrumentos: 1- A filosofia tomista (ou algo parecido); 2- As cartas papais anteriores ao Concílio Vaticano II e que ainda vigoram, é claro; 3- declarações do fundador da FSSPX, o Mons. Marcel Lefebvre.

Permitam-me, agora, apontar os problemas que eu, na minha insignificância, julgo ver na argumentação dos que se opõem ao Papa.

1- Racionalismo e Naturalismo. Lendo as cartas trocadas entre os quatro bispos da Fraternidade, vi que o seu atual superior, Dom Bernard Fellay, tocou num ponto absolutamente crucial. Ao responder as críticas dos demais senhores bispos, ele diz: "vossa visão da Igreja é demasiado humana; falta-vos o sobrenatural". Perfeito! Em geral, os que se levantam contra o acordo oferecido pelo Papa estão, sempre, armados de uma argumentação puramente humana, racionalista, de uma fria dedução que se restringe aos limites do natural. As objeções são sobretudo filosóficas. O problema, porém, não é que sejam filosóficas, mas que erijam a razão humana como o critério último das decisões humanas, como se fosse suficiente fazer certos cálculos silogísticos. Desse modo, cai-se num racionalismo travestido de devocionismo. Mas o que se está fazer é professando uma fé absoluta na própria capacidade individual - só deles - de conhecer tudo quanto seja suficiente para a tomada de posição definitiva e, com base em raciocínios às vezes realmente precipitados, fazendo uma previsão que pretende esgotar todas as possibilidades futuras. Quando, na verdade, é básico que a inteligência humana também foi ferida pelo Pecado Original e é curada de suas trevas pela Fé. Mas o que é a Fé? Como Sto Tomás dirá que ela é uma virtude intelectual, alguns tendem a reduzi-la, novamente, ao âmbito da mera inteligência, como se ter Fé fosse compreender, racionalmente, todas as questões teológicas e toda a realidade divina. Desse modo, teriam mais Fé os tomistas e versados em Filosofia. Talvez seja por isso que alguns dos que estimam Sto Tomás se achem na mesma altura que o Santo Padre, a ponto de chamá-lo de herege e de maquiavélico a cada passo que ele insinua. A este respeito, o Léon Bloy tem muita razão ao rir e criticar os que pretendem ter "explicado o céu". No entanto, uma teologia que esgote Deus é, por si mesma, herética, além de ser tudo, menos tomista. O aspecto negativo é fator essencial da saúde teológica, e consiste apenas no bom senso de reconhecer que há algo além do que o que estou percebendo agora. S. Paulo dirá que a Fé é a certeza de coisas que não se vêem, e "ver" aqui não diz respeito somente ao campo da visão sensível, mas à percepção - e concepção - como um todo, isto é: a Fé constata-se quando, ainda se não entenda de todo algum seu conteúdo, o sujeito lhe dá adesão por confiar, não tanto na proposição em si, mas na Pessoa que lha disse. Isto não advoga em favor do fideísmo, que é, por si mesmo, irracional. O que estou a dizer é que a Fé exige que se considere a dimensão do supra-racional. O Apóstolo São Tomé, avisado da ressurreição do Cristo, não lhe deu crédito, pois, a partir de uma argumentação meramente humana e tendo por base a experiência dos sentidos, não há razões para afirmar que alguém tenha ressuscitado. E, no entanto, Nosso Senhor o reprovou por só acreditar no que vê. Não lhe foi suficiente que Jesus o tivesse predito. Agora, também, parece que a mera argumentação filosófica - eficiente mas limitada, quando não tendenciosa - quer se erigir como o critério máximo das ações, como se não houvesse nada acima dela, ainda que estejamos tratando também e sobretudo da dimensão do Sagrado. É como se não fosse suficiente que Jesus tenha dito: "As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja". Chegou-se a tal ponto que alguns da FSSPX parecem entender que Roma seria, não mais a sede da Igreja, mas alguma coisa parecida com o Anti-Cristo. Disso tudo, cai-se num segundo erro:

2- Livre Exame. Se, por um lado, costuma-se criticar, com toda razão, o herege devasso Lutero por sua idéia disparatada de pretender que a Escritura pode ser lida a torto e a direito e entendida de um jeito ou de outro, segundo os caprichos individuais dos protestantes, também agora, alguns "tradicionalistas" se aventuram em algo muito semelhante: a diferença é que o objeto da empreitada não é somente a Escritura, mas também as cartas dos Pontífices anteriores. E prova de que essas mesmas cartas podem oferecer suporte a uma ou outra interpretação - não obstante a maior clareza nas afirmações - é esta divisão no seio da própria FSSPX, onde se pode seguramente supor que os que a formam conhecem bem todo este ambiente de Encíclicas, Pronunciamentos, Dogmas e Cartas. A questão é que, além de compreender as assertivas que vão descritas nos referidos documentos, há de se lhe acompanhar a reflexão sobre os modos de aplicabilidade dos mesmos preceitos. Nada disso é fácil, reconheçamo-lo. Porém, há já aqueles que foram escolhidos para tal competência. E quem foi que deu a autoridade a todo e a qualquer um - ainda que se pretenda distinguir, ou se distinga, de fato, pelos conhecimentos filosóficos, sobrenaturais ou extra-terrestres, - de analisar, a seu modo, estes assuntos? Onde que ficou, mesmo, o critério da autoridade e hierarquia que rege a Santa Igreja? Com isso, caímos no terceiro problema.

3- Pretensão de um igualitarismo prático. Todos nós, católicos, criticamos a todo o tempo a falsa filosofia igualitarista, perversa e nefasta, que tanto mal e morte trouxe ao mundo. Porém, o que me parece estar acontecendo é algo bem parecido dentro da Igreja. Não mais se respeitam, na prática, as autoridades. E para que isso seja burlado e não fique assim tão evidente, acostumou-se a florear essas intervenções indevidas com toda sorte de pronomes de tratamento, de apelos a bênção e de advérbios de humildade. Uma coisa, porém, é que alguém proponha algo, como sempre foi legítimo fazer. Outra, bem diferente, é querer que as coisas andem segundo seu juízo particular, como se lhe competisse guiar a Igreja. E eu penso que isto seja de tal modo óbvio, que me espanta - e esta afetação se assemelha muito à cegueira produzida pela soberba - que tais pretensões sejam levadas a termo. Reconheçamos nosso lugar, meus caros. Repito: é muito possível contribuir, com as luzes que nos foram dadas por Deus, nas argumentações e nas elucidações, mas o façamos sempre com humildade. Reconheçamos os nossos limites. Isso tudo tem se assemelhado assustadoramente com um certo espírito revolucionário, onde os de baixo passam a planejar se insurgirem contra os de cima. Claro que os reclames, agora, não são em favor de um igualitarismo, mas alguns sujeitos têm agido de modo parecido, como que pressupondo que lhes compete decidir os rumos da Igreja de Cristo, ao invés do Papa. Este espírito parece muito bem encarnado na frase de alguém segundo a qual, depois do último Concílio, o leme da Barca de Pedro teria passado para a FSSPX e que Roma somente a teria de volta uma vez que se convertesse.

Dom Fellay, que me pareceu ser muito mais sensato que os outros três juntos, tem muita razão ao temer um ulterior cisma. Mas também estava totalmente certo ao dizer que, se há de haver uma solução para a crise atual que a Igreja vive, ela deve vir de Roma, do Papa! Essa conversa de se esconder num grupo e achar que isso é ser católico é um problema. Respeito muito Dom Lefebvre e simpatizo o mesmo tanto pela FSSPX, mas, com todo respeito, não foi a ele que Nosso Senhor concedeu as chaves.

Se a FSSPX regularizar sua situação canônica, quantas pessoas não poderão conhecer melhor a doutrina católica?! Se alguns argumentam que, antes, a Igreja toda deve ser limpa de todo e qualquer erro, forçoso é dizer, com Dom Fellay, que tal pessoa tem pouco senso de realidade. Os erros são extirpados no combate. Isto significa que, antes da vitória definitiva, é preciso pôr mãos à obra. Mas parece que, para os opositores do acordo, importa mais a intocabilidade da suposta perfeição de sua Fraternidade, do que o bem da Igreja Universal.
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