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15 de Agosto - Assunção de Nossa Senhora


Ave do Mar, Estrela,
Bendita Mãe de Deus
Fecunda e sempre virgem
Portal feliz do céu

Ouvindo aquele "Ave"
Do anjo Gabriel
Mudando de Eva o nome
Trazei-nos paz do céu.

Ao cego iluminai,
Ao réu livrai também.
De todo o mal guardai-nos
e dai-nos todo o bem.

Mostrai ser nossa mãe
Levando a nossa voz
A quem por vós, nascido
Dignou-se vir de vós

Suave mais que todas
Ó Virgem sem igual
Fazei-nos mansos puros,
Guardai-nos contra o mal

Ó dai-nos vida pura
Guiai-nos para a Luz
Que um dia ao vosso lado
Possamos ver Jesus

Louvor a Deus, o Pai
E ao Filho, Sumo Bem,
Com Seu Divino Espírito,
Agora e sempre, amém.

S. Bernardo de Claraval
Adaptação: Frei Marcos Hideo Matsubara, OCD.

Hino Akatistos em Honra da Santíssima Mãe de Deus - Partes


Ave, por ti resplandece a alegria!
Ave, por ti maldição toda cessa!
Ave, reergues o Adão decaído!
Ave, tu estancas as lágrimas de Eva!

Ave, mistério que excede o intelecto dos homens!
Ave, insondável abismo aos olhares dos anjos!
Ave, porque és o trono do Reino soberano!
Ave, porque tu governas quem tudo governa!

Ave, ó estrela que o sol anuncia!
Ave, em teu seio é que Deus se fez carne!
Ave, por quem a criação se renova!
Ave, o Criador fez-se em ti criancinha!

Ave, mistério, vontade inefável!
Ave, ó fé maturada em silêncio!
Ave, prelúdio dos fastos de Cristo!
Ave, sumário do Santo Evangelho!

Ave, ó escada sublime por quem Deus nos veio!
Ave, ó ponto que os homens ao céu encaminha!
Ave, dos anjos tu és maravilha gloriosa!
Ave, do diabo derrota total, contundente!

Ave, que a luz por mistério geraste!
Ave, que o 'Modo' a ninguém ensinaste!
Ave, transcendes a ciência dos sábios!
Ave, iluminas a todos os crentes!

Ave, ó ramo de planta incorrupta!
Ave, do fruto Imortal a colheita!
Ave, cultora do Mestre dos homens!
Ave, ó Mãe de quem deu-nos a vida!

Ave, ó campo feraz que produz muitos frutos!
Ave, ó mesa bem farta em perdões abundantes!
Ave, tu fazes florir as planícies celestes!
Ave, a nós todos preparas um porto seguro!

Ave, ó Incenso das preces aceitas!
Ave, purificação do universo!
Ave, bondade de Deus pelos homens!
Ave, ante Deus dos mortais és audácia!

Ave, ó Mãe do Pastor e Cordeiro!
Ave, és aprisco da mística ovelha!
Ave, preservas do oculto inimigo!
Ave, ó chave das portas celestes!

Ave, por ti congratula-se o céu com a terra!
Ave, por ti terra e céus em uníssono cantam!
Ave, do apóstolo boca jamais silenciosa!
Ave, Invencível coragem dos mártires!

Ave, da fé inabalável baluarte!
Ave, da graça fulgente estandarte!
Ave, por ti o inferno foi espoliado!
Ave, nos tens revestido de glória!

Ave, que a estrela perene geraste!
Ave, és aurora do Místico dia!
Ave, que a forka do engano extinguiste!
Ave, os mistérios de Deus iluminas!

Ave, o tirano inimigo dos homens destronas!
Ave, que o Cristo mostraste Senhor nosso amigo!
Ave, resgatas do culto selvagem aos deuses!
Ave, teus filhos libertas do ataque do inferno!

Ave, que o culto do fogo extinguiste!
Ave, que aplacas o fogo dos vícios!
Ave, que educas o crente a ser casto!
Ave, Alegria de todos os povos!

Ave, reergues o gênero humano!
Ave, ruína total dos demônios!
Ave, esmagaste a potência enganosa!
Ave, que o logro dos ídolos mostras!

Ave, ó flor da total virgindade!
Ave, protótipo da castidade!
Ave, da ressurreição claro emblema!
Ave, que a vida dos anjos revelas!

Ave, frutífera planta, alimento dos crentes!
Ave, ó árvore umbrosa que abrigas a muitos!
Ave, teu seio carrega o mentor dos errantes!
Ave, que à luz deste o Libertador dos cativos!

Ave, que o justo juíz nos abranas!
Ave, perdão do relapso e contrito!
Ave, coragem dos desesperados!
Ave, és amor que preenche os desejos!

Ave, morada do Deus Infinito!
Ave, ó porta do Augusto Mistério!
Ave, mensagem que inquieta os descrentes!
Ave, ufania segura dos crentes!

Ave, veículo santo do Altíssimo Filho!
Ave, mansão gloriosa do Verbo encarnado!
Ave, de Virgem e Mãe as grandezas reúnes!
Ave, os contrários a um fim tão igual consorcias!

Ave, o pecado de Adão dissolveste!
Ave, por ti foi o céu reaberto!
Ave, ó chave do reino de Cristo!
Ave, esperança dos bens sempiternos!

Ave, sacrário da ciência divina!
Ave, tesouro da fiel providência!
Ave, os sapientes afirmas ignaros!
Ave, os loquazes revelas vazios!

Ave, convences de inane a astuciosa palavra!
Ave, que tornas sem nexo os criadores dos mitos!
Ave, os astutos sofismas dos gregos desfazes!
Ave, replenas as redes dos bons pescadores!

Ave, nos livras da imensa ignorância!
Ave, iluminas inúmeras mentes!
Ave, batel dos que querem salvar-se!
Ave, ó porto dos nautas da vida!

Ave, pilar da integral virgindade1
Ave, ó porta de quem quer salvar-se!
Ave, ó mestra das coisas sagradas!
Ave, doadora da graça divina!

Ave, tu dás vida nova aos nascidos na culpa!
Ave, estrutura das mentes que estavam dispersas!
Ave, tu expulsas aqueles que a mente corrompem!
Ave, ó Mãe de Jesus, semeador de almas castas!

Ave, ó tálamo em núpcias virgíneas!
Ave, que os crentes com Deus concilias!
Ave, ideal pedagoga das virgens!
Ave, que os santos recobres de bênçãos!

Ave, do místico sol o lampejo!
Ave, ó astro de flama perene!
Ave, clarão que iluminas as almas!
Ave, trovão a assustar o inimigo!

Ave, tu fazes luzir esplendor fulgurante!
Ave, transbordas o rio com mil afluentes!
Ave, figura das águas do santo batismo!
Ave, tu lavas as manchas de nossos pecados!

Ave, lavacro que iliba consciência!
Ave, ó taça que infunde alegria!
Ave, ó perfume de Cristo recentes!
Ave, ó vida do sacro banquete!

Ave, ó casa de Deus e do Verbo!
Ave, ó santa mais santa que os santos!
Ave, no espírito arca dourada!
Ave, infinito tesouro de vida!

Ave, precioso diadema dos reis piedosos!
Ave, louvor glorioso dos pios sacerdotes!
Ave, ó torre inconcussa da Igreja de Cristo!
Ave, tu és baluarte invencível do império!

Ave, os troféus são por ti conquistados!
Ave, por ti o inimigo é vencido!
Ave, remédio do corpo doente!
Ave, tu és salvação de minh'alma!

Ave, Virgem e Esposa!
Ave, Virgem e Esposa!

Hino Akatistos em Honra da Santíssima Mãe de Deus

16 de Julho - Dia de Nossa Senhora do Carmo



FLOR DO CARMELO (FLOS CARMELI)

Flor do Carmelo
Vinha florígera,
Celeste velo,
Virgem frutífera,
és singular.

Doce e bendita,
ó Mãe puríssima,
aos carmelitas,
sê tu propícia,
Estrela do mar.

Raiz de Jessé,
de brotos floridos,
queiras, feliz,
ao céu dos séculos
nos elevar.

Entre os abrolhos,
viçoso lírio,
guarda de escolhos,
o frágil ânimo,
Mãe tutelar.

Forte armadura
Frente o adversário,
Na guerra dura,
o escapulário
vem nos guardar.

Nas incertezas,
conselho sábio;
nas asperezas,
consolo sólido
queira nos dar.

Mãe de doçura
do Carmo régio
sê a ventura
que o povo, em júbilo,
faz exultar.

Do paraíso,
és chave, és pórtico;
prudente guia,
a nós, de glória,
vem coroar. Amém.

Flor do Carmelo, Em oração com Maria, Mãe do Carmelo.

Viva ao Papa!!!!

"Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,18)
"Apascenta as minhas ovelhas" (Cf Jo 21,15-17)

26 de Junho - Dia de S. Josemaria Escrivá de Balaguer



"Nossa Mãe (A Igreja) é santa, porque nasceu pura e continuará sem mácula pela eternidade. Se em certas ocasiões não sabemos descobrir seu rosto formoso, limpemos nós os nossos olhos; se notamos que sua voz não nos agrada, tiremos de nossos ouvidos a dureza que nos impede de ouvir, em seu tom, os assobios do Pastor amoroso. Nossa Mãe é santa, com a santidade de Cristo, a que está unida no corpo - que somos todos nós - e no espírito, que é o Espírito Santo, assentado também no coração de cada um de nós, se nos conservamos na graça de Deus"

S. José Maria Escrivá, Amar a Igreja.

19 de Junho de 2009 - Dia do Sagrado Coração de Jesus

Coração amabilíssimo de Jesus, sede a nossa alegria.
Imprime em nós a ferida deliciosa do teu amor, a chaga suavíssima da qual partilham todos os teus amantes.
És o nosso único tesouro, pelo qual abandonamos o mundo e suas pardas atrações.
Oh Jesus, tu és a nossa vida e o nosso amor.

Lucianta Jumentez e o super-relincho-pop

Apresentadora do programa em foto sensual

É sempre uma decepção. Mudando os canais, passo, às vezes, pelo infame programa desta néscia famosa que vomita potocas sem serventia nem pra adubo.. Não sei se aquela porcaria é todo dia. Mas, vez em quando vejo que nesta joça vão até certos padres, além de outras pessoas aparentemente de renome.

Ontem, após termos assistido desenhos japoneses em comemoração ao meu aniversário (eehh), fiquei procurando algo interessante na Tv (que perda de tempo...). No tal programa estava havendo uma discussão a respeito de uma profecia maia, segundo a qual, o mundo acabaria em 2012. Deste debate, participavam uma astróloga, um senhor que cria totalmente na tal profecia e aparentava ter herdado a tal cultura, um outro espiritualista de meia tigela, um pastor protestante que, a cada frase, cometia vários erros de português e que foi estranhamente elogiado como sendo senhor de grande conhecimento (kk..), uma cantora que se dizia cristã, mas que concordava em tudo com as "viagens astrais" e maionésicas da astróloga e, por fim, um cético, com quem, do triste grupo, eu mais simpatizei devido a certa objetividade de sua parte...

Enfim, não quero discutir os pormenores da tal conversa que nada teve de construtivo. Afinal, que mais se poderia esperar de um programa daquele e de uma apresentadora tão.... é... tão..... deixa pra lá. A Lucianta sempre insiste em tecer seus comentários toscos e, vez por outra, fala da Igreja. Interessante que ela faz perguntas e não deixa o povo responder. Reclamando do cético, o chamou de "Maomé", quando quisera referir-se a "S. Tomé"... O espiritualista lá falava a torto e a direito que a Igreja queimou não sei quantos e que fazia isso por nenhum motivo, que intimidava com o Inferno e mais tantas conversas de comadres que se ouve nas esquinas e que se lê nos livrecos e gibis... O cético, por sua vez, fazendo jus à burrice de sua posição, também soltava suas flatulações vocais atacando, sem conhecer, a Igreja, supondo que o seu acordo com a Presidência do Brasil dava-se por motivos financeiros.

E ainda há quem ache a Lucianta inteligente e o super-relincho-pop como algo digno de se assistir....

Ahhh.. Meus desenhos estavam tão mais interessantes....

Fábio Luciano

11 de Junho de 2009 - Festa de Corpus Christi

"Isto é o Meu Corpo"

"Senhor, eu creio, adoro, espero e amo-Vos;
Peço-vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam"

"Minha Carne é verdadeiramente uma comida e Meu Sangue é verdadeiramente uma bebida."
"Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue tem a vida eterna."

"Felizes os convidados para a Ceia do Senhor!"

Acerca da Santíssima Trindade


S. João da Cruz, Toledo, cárcere - 1578

Sobre o Evangelho "In Principio Erat Verbum".

No princípio morava
o Verbo, e em Deus vivia,
nele sua felicidade
infinita possuía.

O mesmo Verbo Deus era,
e o princípio se dizia.
Ele morava no princípio
e princípio não havia.

Ele era o mesmo princípio
por isso dele carecia.
O Verbo se chama Filho,
pois do princípio nascia.

Ele sempre o concebeu,
e sempre o conceberia.
Dá-lhe sempre sua substância
e sempre a conservaria.

E assim a glória do Filho
é a que no Pai havia;
e toda a glória do Pai
no seu FIlho a possuía.

Como amado no amante
Um no outro residia,
e esse amor que os une,
no mesmo coincidia

com o de um e com o de outro
em igualdade e valia.
Três pessoas e um amado
entre todos três havia;

e um amor em todas elas
e um só amante as fazia,
e o amante é o amado
em que cada qual vivia;

que o ser que os três possuem,
cada qual o possuía,
e cada qual deles ama
à que este ser recebia.

Este ser é cada uma,
e este só as unia
num inefável abraço
que se dizer não podia
pelo qual era infinito
o amor que os unia,

porque o mesmo amor três tem,
e sua essência se dizia:
que o amor quanto mais uno,
tanto mais amor fazia.

São João da Cruz, Romances Trinitários e Cristológicos.

Elevação à Santíssima Trindade

Beata Elisabete da Trindade (21 de novembro de 1904)

Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente de mim mesma para fixar-me em vós, imóvel e pacífica, como se minha alma já estivesse na eternidade. Que nada possa perturbar-me a paz nem me fazer sair de vós, ó meu Imutável, mas que em cada minuto eu me adentre mais na profundidade de vosso Mistério. Pacificai minha alma, fazei dela o vosso céu, vossa morada preferida e o lugar de vosso repouso. Que eu jamais vos deixe só, mas que aí esteja toda inteira, totalmente desperta em minha fé, toda em adoração, entregue inteiramente à vossa Ação criadora.

Ó meu Cristo amado, crucificado por amor; quisera ser uma esposa para vosso Coração, quisera cobrir-vos de glória, amar-vos... até morrer de amor! Sinto, porém, minha impotência e peço-vos revestir-me de vós mesmo, identificar a minha alma com todos os movimentos da vossa, submergir-me, invadir-me, substituir-vos a mim, para que minha vida seja uma verdadeira irradiação da vossa. Vinde a mim como Adorador, como Reparador e como Salvador. Ó Verbo eterno, Palavra de meu Deus, quero passar minha vida a escutar-vos, quero ser de uma docilidade absoluta para tudo aprender de vós. Depois, através de todas as noites, de todos os vazios, de todas as impotências, quero ter sempre os olhos fixos em vós e ficar sob vossa grande luz; ó meu astro Amado, fascinai-me a fim de que não me seja possível sair de vossa irradiação.

Ó Fogo devorador, Espírito de amor, “vinde a mim” para que se opere em minha alma como que uma encarnação do Verbo: que eu seja para ele uma humanidade de acréscimo na qual ele renove todo o seu Mistério. E vós, ó Pai, inclinai-vos sobre vossa pobre e pequena criatura, cobri-a com vossa sombra vendo nela só o Bem-Amado, no qual pusestes todas as vossas complacências.

Ó meu Três, meu Tudo, minha Beatitude, Solidão infinita, Imensidade onde me perco, entrego-me a vá qual uma presa. Sepultai-vos em mim para que eu me sepulte em vós, até que vá contemplar em vossa luz o abismo de vossas grandezas.

Ordenação episcopal de Mons. Henrique Soares da Costa

Convidamos a todos para a ordenação episcopal de Monsenhor Henrique Soares da Costa que acontecerá dia 19 de Junho próximo, às 17 horas, no Ginásio do SESI ao lado do Trapichão, na cidade de Maceió-AL.

Deo Gratia!

Parabéns ao casal Márcio e Sidiane


Queremos parabenizar o casal Márcio e Sidiane que se uniram em matrimônio na noite de ontem, 15 de maio de 2009, numa belíssima cerimônia celebrada pelo Pároco Pe. Iranjunio.

Para vocês, nossos amigos, muita felicidade e santidade. Que Deus os abençoe e Nossa Senhora os conduza. Amém!

"Ressuscitou conforme havia dito" Aleluia!!!

"Este é o dia que o Senhor fez para nós... Alegremo-nos e nele exultemos!"
Feliz Páscoa a todos!

O nascimento da nova criação (Rm 8,22) - São Gregório de Nissa

Eis chegado o reino da vida e derrubado o poder da morte. Um outro nascimento apareceu, tal como uma nova vida, uma outra maneira de ser, uma transformação da nossa própria natureza. Esse nascimento não é obra «nem do desejo do homem, nem do desejo da carne, mas de Deus» (Jo, 1,13). Eis o dia que fez o Senhor (Sl 117,24). Dia bem diferente dos do início, pois nesse dia Deus fez um céu novo e uma terra nova, como diz o profeta (Is 65, 17). Qual céu? O firmamento da fé em Cristo. Qual terra? O coração bom, como diz o Senhor, a terra que se impregna da chuva que desce sobre ela, a terra que faz crescer colheitas abundantes (Lc 8,15). Nesta criação, o sol é a vida pura; as estrelas são as virtudes; o ar é uma conduta límpida; o mar é a riqueza da profundidade do conhecimento e da sabedoria; a erva e a folhagem são a boa doutrina e os ensinamentos divinos de que se alimenta o rebanho, quer dizer, o povo de Deus; as árvores com fruto são a prática dos Mandamentos. Nesse dia é criado o homem verdadeiro, aquele que é feito à imagem e semelhança de Deus (Gn 1,27).

Não é todo um mundo que inaugura para ti «este dia que fez o Senhor»? O maior privilégio deste dia de graça é que destruiu a morte e deu vida ao primogênito dos mortos... Que bela e boa notícia! Aquele que por nós se tornou como nós, para fazer de nós seus irmãos, conduz a sua própria humanidade para o Pai a fim de levar consigo todos os da sua raça.


Carnaval - Perdição das almas


"Santo Agostinho chamava os divertimentos carnavalescos de sacramentos do demônio, porque, em vez de nos fazerem amigos de Deus, eles nos fazem amigos do demônio; em vez de nos darem a graça, dão-nos a desgraça; em vez de nos abrirem a porta do paraíso, escancaram a porta do inferno." (Cf. COLOMBO,Giovanni. Pensamentos sobre os Evangelhos e sobre as festas do Senhor e dos santos. Edições paulinas, 1960, p. 316)

“Como podem chamar-se divertimentos as bebedeiras, as noitadas, os bailes, e todas as variadas desonestidades com e sem máscara? “Não divertimentos – clama S. João Crisóstomo- mas sim pecados e delitos.”

Bem dizia os Padres antigos quando dissera que a barafunda do carnaval é uma invenção do diabo. E muitos dos que se chafurdam dentro dela são cristãos que, na prática ao menos, querem desbatizar-se. Quando eles foram levados à pia sagrada, o ministro de Deus lhes disse: “Renuncias ao demônio e às suas pompas?” “Renuncio”, foi respondido.

Mas eis que nestes dias muitíssimos católicos arrancam do seu coração as renúncias, se esquecem do batismo, e, tornados pagãos, lançam-se no culto dos sentidos e nas pompas demoníacas. Há alguns que argumentam assim: “Não acho nada de mal ir a certos bailes dançantes, aos bailes de máscaras....” Pobre gente!

Mister se faz dizer que ela perdeu o senso do bem e do mal.
(De spect., c. 26; Cfr. Adaptado de: COLOMBO,Giovanni. Pensamentos sobre os Evangelhos e sobre as festas do Senhor e dos santos. Edições paulinas, 1960, p. 315-316)

Fonte: Imagem e Texto: http://www.advhaereses.blogspot.com/

14 de Dezembro - Dia de S. João da Cruz


Noite Escura


Em uma noite escura,
De amor em vivas ânsias inflamada,
Oh! ditosa ventura!
Saí sem ser notada,
Já minha casa estando sossegada.

Na escurudão, segura,
Pela secreta escada, disfarçada,
Oh! ditosa ventura!
Na escuridão, velada,
Já minha casa estando sossegada.

Em noite tão ditosa,
E num segredo em que ninguém me via,
nem eu olhava coisa,
Sem outra luz nem guia
Além da que no coração me ardia.

Essa luz me guiava,
Com mais clareza que a do meio-dia
Aonde me esperava
Quem eu bem conhecia,
Em sítio onde ninguém aparecia.

Oh! noite que me guiaste,
Oh! noite mais amável que a alvorada;
Oh! noite que juntaste
Amado com amada,
Amada já no Amado transformada!

Em meu peito florido
Que, inteiro, para ele só guardava,
Quedou-se adormecido,
E eu, terna, o regalava,
E dos cedros o leque o refrescava.

Da ameia a brisa amena,
Quando eu os seus cabelos afagava,
Com sua mão serena
Em meu colo soprava,
E meus sentidos todos transportava.

Esquecida, quedei-me,
O rosto reclinado sobre o Amado;
Tudo cessou. Deixei-me,
Largando meu cuidado
Por entre as açucenas olvidado.

S. João da Cruz

S. João da Cruz, rogai por nós.

Assista esta poesia musicada no original espanhol.

Santa Edith Stein e o Mistério do Natal


"Diante da criança no presépio, os espíritos se dividem. Ele é o rei dos reis e o Senhor da vida e da morte. Ele fala o seu: “Siga-me”, e quem não for a seu favor, é contra Ele. Ele o diz também para nós e nos coloca diante da decisão entre luz e trevas." (STEIN, Edith. O mistério do natal.[tradução Hermano José Cürten]. -- Bauru, SP: EDUSC, 1999, p. 17)

"Ó troca maravilhosa! O criador do gênero humano encarnando-se, concede-nos a sua divindade. Por causa desta obra maravilhosa o Redentor veio ao mundo. Deus se tornou Filho do homem, para que os homens se tornassem filhos de Deus. Um de nós rompeu o laço da filiação divina, e um de nós devia reatar o laço, pagando pelo pecado. Nenhum da antiga e enferma raça podia fazê-lo. Devia ser um rebento novo, sadio e nobre. Tornou-se um de nós e, mais do que isto: unido conosco. O maravilhoso no gênero humano é que todos somos um. Se fosse diferente, estaríamos lado a lado, como indivíduos autônomos e separados, e a queda de um não poderia ter se tornado a queda de todos. Podia ter sido pago e atribuído a nós o preço da expiação, mas não teria passado a sua justiça para os pecadores, e não teria sido possível nenhuma justificação.Mas Ele veio, para tornar-se conosco um corpo místico. Ele, nossa cabeça, nós, os seus membros. Ponhamos nossas mãos nas mãos do Menino-Deus, pronunciando o nosso “Sim” ao seu “Siga-me”. Então, nos tornamos Seus, e o caminho está livre, para que a sua vida divina possa passar para a nossa. Isto é o começo da vida eterna em nós. Não é ainda a visão beatífica de Deus na luz da glória, é ainda escuridão da fé, mas não é mais deste mundo, já é estar no Reino de Deus." (STEIN, Edith. O mistério do natal.[tradução Hermano José Cürten]. -- Bauru, SP: EDUSC, 1999, p. 19- 20)

"E o Verbo se fez carne”. Isto se tornou realidade no estábulo de Belém. Mas cumpriu-se ainda de outra maneira. “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, este terá a vida eterna”. O Salvador que sabe que somos e permanecemos humanos, tendo que lutar dia após dia, com fraquezas, vem em auxílio da nossa humanidade de maneira verdadeiramente divina. Assim como o corpo terrestre precisa do pão cotidiano, assim também a vida divina em nós precisa ser alimentada constantemente. “Este é o pão vivo que desceu do céu”. Quem come deste pão todos os dias, neste se realizará, diariamente, o mistério do Natal, a Encarnação do Verbo. E este, certamente, é o caminho mais seguro, para se tornar “um com Deus” e de penetrar dia a dia de maneira mais firme e mais profunda no Corpo Místico de Cristo." (STEIN, Edith. O mistério do natal.[tradução Hermano José Cürten]. -- Bauru, SP: EDUSC, 1999, p.28.)

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