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Liturgia - Obedecer a Quem?
Quem quiser seguir os preceitos litúrgicos da Igreja à risca, sem transgressões, experimentará uma dificuldade imensa. E isto não acontece somente quando se pretende observar os costumes do Antigo Rito, o Tridentino. Também com relação ao Novus Ordo, costuma-se promover hoje uma total liberdade com relação àquilo que foi determinado pelo Concílio Vaticano II e pelos documentos que se seguiram, como a Redemptionis Sacramentum, de João Paulo II.
Parece haver um certo espírito progressista que precisa em tudo acompanhar as mudanças da época de modo que, hoje, mesmo as determinações do último Concílio tornam-se ultrapassadas e passíveis de desprezo. Em seu lugar, cumpre erigir outras normas, de acordo com o tempo e o lugar. E o mais irônico é que, não obstante este curso de coisas tenha por pressuposta a desobediência à Igreja, ele costuma exigir, no entanto, a adesão do fiel sob pena de chamar-lhe desobediente. Quem quiser, por exemplo, cantar o Glória segundo a fórmula que a Instrução Geral do Missal Romano prescreve, enfrentará todo tipo de dificuldades e será visto como se estivesse animado por qualquer capricho, apegado a rubricismos, e precisando acompanhar o transitar natural da vida, aceitando o espírito de contínua renovação. Se se opuser a este espírito, o sujeito será tido como rebelde. Embora nada mais queira senão obedecer, o fiel submisso à Igreja e ao Papa será tido como o inconveniente, o arengueiro, o divisor, o que não aceita a pluralidade natural da Igreja que supostamente se manifestaria, também, neste caráter fluido com que cada comunidade e cada pessoa "cumpre" o seu papel na Liturgia.
Quem obedecer à Igreja será tachado de desobediente. Quem, no entanto, isento de qualquer maior zelo pela Sagrada Liturgia, não se importa de transgredi-la, será identificado como quem compreendeu bem a alma da coisa. Um movimento ou uma organização - ou uma Conferência -, contudo, que se obstina na expressa desobediência ao Papa não pode arvorar-se o direito de ser obedecida. A sua pertinácia é constante grito de revolta. Os seus desmandos são expressão da sua cerviz altiva, incapaz de submeter-se. Pluralismo, democracia, apego ao gosto pessoal, ignorância da natureza real da Liturgia: eis o que caracteriza este espírito que anda às soltas na Igreja, sobretudo na América Latina onde ainda se sente, de modo muito vivo, a influência da Teologia da Libertação que fez e continua a fazer estragos imensuráveis.
Em que compensa obedecer à Igreja se o sujeito se verá sozinho, se atrairá para si a animosidade de muitos e complicará a própria vida? Compensa sim! Estar do lado de Nosso Senhor quando este está a ser ultrajado é o que de melhor podemos fazer. Defendê-lo das injúrias e ofensas; ser uma voz, ainda que solitária, a gritar no meio de uma multidão dispersa: "servirei! Faça-se como o Espírito Santo e a Igreja determinaram"; tudo isso é uma honra sem tamanho! "Sofrer pelo Amado é melhor que fazer milagres", diz S. João da Cruz. Experimentar a solidão deste maior Solitário que é Nosso Senhor... Compensa sim.. Lutemos e amemos, compreendendo que o nosso amor por Ele também se expressa pelo zelo por Sua casa.
Em que compensa desobedecer à Igreja para brincar de protagonismos e desmandos na Liturgia? Mesmo se obtiveres o apreço das pessoas, "que vale ao homem ganhar o mundo se vier a perder a própria alma?"
Diz S. Paulo: "Se eu quisesse agradar aos homens, eu não seria servo de Cristo". Eis algo que deveria nos nortear no nosso serviço litúrgico! Obedeçamos à Igreja, ainda que isto nos dê a fama de rebeldes. Sirvamos à Igreja, ainda que isto arruíne a nossa "carreira". Lutemos por uma Liturgia bem celebrada, pedindo a Nosso Senhor que o zelo por Sua casa também nos devore e rezando para que as pessoas despertem de seu sono e façam como Jacó que, ao acordar, exclamou: "Que terrível é este lugar! É aqui a casa de Deus!"
Caos Litúrgico, Alguns Pressupostos e Frutos.
Como se sabe - e não há coisa mais fácil de provar irrefutavelmente do que isso - vivemos num caos litúrgico. Depois do último Concílio, o do Vaticano II, é fato que a coisa desandou. Não que antes gozasse de perfeição, mas os desmandos que se seguiram raiam ao absurdo. Haverá quem diga que o problema está no modo como se leu o Concílio; haverá, também, quem afirme ser o próprio Concílio o problema. Se formos algo além de "torcedores" que optam por uma das posições segundo lhe pareça mais simpática, devemos reconhecer que isto é algo realmente delicado e cuja discussão requer, sim, bastante preparo, tanto filosófico e teológico quanto histórico.
Deixemos, pois, a natureza do Concílio um pouco de lado aqui. Observemos, ao invés, os inúmeros problemas litúrgicos a que somos obrigados a assistir diariamente. Por que eles se mantêm? O que pressupõem? Quais os efeitos que geram?
Primeiramente, notemos que um dos grandes fatores que favorecem a perseverança no erro é a ausência de uma reta formação. Este fator, porém, não é o único, pois muitos dos responsáveis diretos desta bagunça litúrgica são sujeitos dos quais se pode presumir conheçam bem as regras e os preceitos litúrgicos. Contudo, a falta de uma formação mais profunda, também por parte dos leigos, favorece imensamente que os erros tomem lugar. Este problema - o de uma formação insuficiente - pode ser visto como produto da carência dos meios para se obter uma compreensão mais exata do assunto. Porém, penso ser mais razoável a hipótese de que isto se faz por puro interesse. Parece haver um desejo positivo de que os desmandos continuem e, para assegurar tal intento, cumpre manter os leigos e, se possível, os seminaristas e sacerdotes, distantes e distraídos de uma formação mais ortodoxa.
Isto provoca em pouco tempo a perda da unidade litúrgica. Com a ausência de preceitos claros e fixos, a Liturgia se torna um constructo arbitrário da comunidade ou do Ordinário. Isto significa que teremos uma Liturgia relativizada aos gostos de cada um. Há como que um protestantismo na Liturgia e que se exerce pela prática do livre exame do Sagrado. Surge, logo, o falso pressuposto de que a Liturgia é, antes de tudo, construída pelos homens. Se tal é assim, ela perde todo o seu caráter sobrenatural, e se torna reduzida ao tamanho humano. Teremos uma naturalização da Mística, isto é, um reducionismo absurdo da religião que se torna mero capricho humano - como uma brincadeira - donde consequentemente se segue a super-valorização da criatividade como garantia de se ter uma liturgia mais real e dinâmica. O realismo aqui identifica-se com a agradabilidade. Se a Liturgia é feita pelos homens e para os homens, cumpre que ela seja, também, agradável. A naturalização da mística se degrada na religião do bem estar. Como se pode perceber, esta via leva à auto-promoção do homem, à adoração de si mesmo, à auto-suficiência e, naturalmente, à perda do senso do sagrado. É um modo muito eficaz de se utilizar da religião para perpetuar, a partir dela, a grande revolta contra a objetividade divina.
A não obediência aos preceitos Litúrgicos em função dos próprios gostos só pode ser promovida por aquele mesmo espírito que moveu os nossos primeiros pais à infidelidade com Deus, donde resultou a entrada de toda a espécie de males no mundo. Uma Liturgia, portanto, que se submeta aos gostos pessoais será, antes, uma proclamação de revolta, e não aquela suave e alegre docilidade a Deus, característica dos Seus amigos, e que se traduz de modo perfeito no singelo "Fiat" de Maria Santíssima.
Por trás, portanto, dos desmandos litúrgicos, há um espírito de revolta, de auto-promoção, de soberba - e lembremos que Deus resiste aos soberbos. Uma "liturgia criativa" veda ou dificulta, pois, o acesso a Deus. Há também o falso pressuposto de que a Liturgia é construída por nós, quando na verdade ela é dada por Deus, isto é, ela nos precede e nos ultrapassa, sendo o modo perfeito de como Deus quer ser cultuado. A obstinação no erro causa, ainda, divisão no seio da Igreja Católica, que deve ser Una, e faz com que cada paróquia tenha uma Liturgia peculiar, segundo os próprios gostos, num ato contínuo de subversão. Tal estado de coisas leva, por fim, à religião do bem estar, a um certo hedonismo pretensamente espiritual que identifica o Bem e a Verdade com o bem-estar e a opinião dos sujeitos. Nada há de bom, portanto, que surja disto.
O que podemos fazer é rezar bastante, reconhecendo que o auxílio maior nestes tempos de crise é dado pelo próprio Deus. Depois, devemos estudar para ter uma reta compreensão da natureza da Igreja, da Liturgia, da Mística, etc. Em seguida, temos de nos despir dos cuidados e respeitos humanos, a fim de que possamos entrar nesta luta sem receios e fazer, dentro das nossas capacidades, o possível para que mais e mais pessoas se tornem conscientes destas coisas. É fundamental, também, que cuidemos para não cair num certo extremismo que pensa ser virtude todo tipo de balbúrdia e agitação e desaforo, ainda que supostamente favoráveis à Tradição. Já dizia S. Josemaria Escrivá: "Intransigência não é destempero". Não é preciso comprar o desgosto e o desapreço de todo mundo, como se isso fosse um valor em si. É preciso, somente, ter a disposição de uma exposição sincera, clara, sem ambiguidades, e, dentro do que nos convém e do que de nós depende, sem falsos protagonismos, promover a retidão dos costumes litúrgicos. Em suma: ensinar e discutir com argumentos e, além disto, se exercermos alguma função litúrgica, fazer o possível para que seja correta. Busquemos, também, que não estejamos sozinhos nesta empresa. Só não deixemos que o descaso passe a nós por osmose.
Postado por
Fábio Graa
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Lógica Secularista Moderna
deve restringir-se ao foro íntimo e não entrar nas discussões do Estado.
A sexualidade é questão de escolha pessoal:
deve ser debatida diariamente, problematizada, desconstruída e ensinada às crianças nas escolas.
What?!
A CNBB dá a sua versão da Inquisição
"Para garantir proteção contra toda e qualquer possibilidade de intento de mudança, tanto no modo de pensar como de agir, iniciativas foram tomadas pelo Estado e pelo cristianismo. O ponto mais alto deste pacto aconteceu com a Inquisição. As pessoas suspeitas de propor alguma mudança no pensamento, nas convicções, nas ciências e na estrutura social e religiosa passaram, então, a ser perseguidas, presas, torturadas e assassinads. Foi, sem dúvida, uma página horrível na história do ocidente, principalmente para a religião cristã.
Inquisição (inquirir, indagar, investigar, interrogar judicialmente). A Santa Inquisição ou Santo Ofício tinha como objetivo instaurar oficialmente um processo jurídico contra as pessoas que não aceitavam a doutrina e a moral da Igreja Católica, e puni-las. Os suspeitos de heresia representavam uma ameaça à autoridade clerical e do Estado, e a Inquisição era um recurso para impor à força a supremacia católica, fazendo calar e mesmo exterminando os que não aceitavam o que a Igreja ensinava."
CNBB, Instrumento de Trabalho, 3º Congresso Missionário Nacional. p. 16-17.
***
Mas para que o leitor não se deixe enganar, vamos à verdade dos fatos? Sugiro a leitura dos seguintes artigos, já publicados neste blog:
III - A Inquisição Espanhola
Mulher "Sabe Tutô" criticando a religião e a "homofobia"
"Não há espetáculo mais patético que o de um arremedo de "opinião própria" expressando-se mediante chavões e lugares-comuns da língua geral, confessando, no ato mesmo de proclamar autonomia, a sua total dependência das opiniões correntes, padronizadas, iguais às da plateia do Faustão." (Olavo de Carvalho)
Fiz um esforço imenso para assistir este vídeo, não por causa das ofensas que ela faz sob a máscara de "respeito às opiniões" (kkk), mas porque eu ia sentindo tanta vergonha alheia que era difícil continuar, rs... O que uma pessoa, sem a mínima formação mas com muita vontade de aparecer, não faz para conseguir se mostrar? Que imenso talento para o ridículo! Vendo um tal vexame, que só é agravado pelo fato de ela acreditar dizer qualquer coisa que preste no vídeo - o que prova ser ela tão somente uma afetada carente querendo fama -, é impossível não lembrar do texto do Olavo "brilhando no youtube" e do qual sugiro a leitura. Teremos uma análise perfeita desse tipo de gente.
Em seguida, passo a fazer alguns comentários sobre as pérolas que, sem parar, ela vai soltando nesse vídeo tosco. Talvez, porém, antes conviesse perguntar se uma outra parte do corpo dela não sente inveja do tanto de excremento que irrompe da sua boca. Como a resposta a tal questão se refere, obviamente, à sua intimidade, não esperemos que tal mistério seja solucionado de pronto. Quem sabe, talvez, numa posterior gravação, ela nos informe algo a respeito. De minha parte, posso adiantar que não ficarei a esperar, pois esta sujeita conquistou - parabéns a ela! - o meu mais profundo, visceral e entranhado desinteresse.
Vamos lá, às pérolas!
Primeiramente, ela se motiva a gravar o vídeo porque se deparou com um artigo, num jornal, que trazia o seguinte título: "União natural é homem e mulher". É possível lê-lo clicando aqui. O texto não traz nada demais; escrito por um evangélico, apenas repete a posição bíblica, acrescentando corretamente que o fato de condenar uma prática ou idéia não implica em condenar pessoas. Porém, a sujeita aí rasgou as vestes - pura afetação - e passou a nos brindar com expressões curiosas e engraçadas, quando não ofensivas - usa-se a ofensa para tentar preencher um pouco o vácuo da falta de argumentação. Vamos a elas:
Pouco depois de iniciar a leitura, ela começa a fazer uma série de expressões faciais estranhas, a dizer gracejos bestões e gratuitos - como se risinhos e suspiros valessem alguma coisa para a refutação do texto. Chegada, então, a um momento em que o texto diz que o homossexualismo é um pecado entre outros, assim como a pedofilia, ela põe em letras grandes no centro da tela: "A bíblia não condena pedófilos, o Papa que o diga!"
Observemos isso aqui. Do que é que ela chama o Papa, aí? De pedófilo! E isso justamente num vídeo que pretende fazer apologia ao respeito, à liberdade de opinião, etc. Ora, mas que respeito, não minha senhora?! Talvez você não tenha atentado que chamar o Papa de pedófilo, além de ir contra a verdade dos fatos - leia sobre, oh desinformada, ao invés de ficar de conversinhas nas esquinas -, é ainda um ato de desrespeito, não só ao Sumo Pontífice, um homem de bastante idade, mas ainda a todos os católicos. Que belo exemplo de respeito, não? Será que, na sua tola cabecinha, somente os que são da sua laia é que merecem respeito? Mas talvez você estivesse, na verdade, se lixando para o respeito: talvez quisesse somente aparecer e posar de "inteligente". Mas só o que conseguiu foi passar um ridículo monumental, demonstrando que não percebe sequer as contradições em que incorre uma vez atrás da outra. Mas, se você pretende se obstinar no erro - como é próprio de gente soberba -, eu a desafio a provar que o Papa seja pedófilo. Esse povo ateu - e ela se diz atéia em outro vídeo - só acredita na ciência, o que já é uma contradição, pois a ciência não é capaz de provar a inexistência de Deus, donde se deduz que ela tem de ter Fé pra acreditar nisso. Pois bem! Se vocês são assim tão positivistas, cadê as provas da suposta pedofilia do Papa? Vamos, filha.. um tiquinho de coerência...
Logo em seguida, tem um momento que ela lê no jornal: "como cristãos, respeitamos o direito de cada um fazer suas escolhas". Nessa hora, ela interrompe momentaneamente a leitura, olha para a câmera e faz uma expressão como se fosse dizer algo tremendo, fatal, absolutamente aterrador contra essa afirmação; o espectador fica na espera de ouvir algo genial, épico, antológico; mas o que escuta é apenas o comentário de uma anta - faltou o lógico: "to vendo que respeitam". Tente o leitor assistir o vídeo novamente e veja se , embora frustrado, consegue não rir nesse momento. Ainda assim, peguemos isso que não chegou a ser um argumento, mas, antes, uma flatulação desajeitada, e analisemos o que ela esconde à semelhança dos que analisam poucas fezes no processo do exame em busca de verminoses.
A frase sugere que, no artigo, os cristãos estariam desrespeitando a escolha de cada um. Eu pergunto: desde quando escrever um artigo num jornal, defendendo idéias quais sejam, significa desrespeitar outras pessoas? A menos que, lá, haja palavrões ou coisas similares - como é o caso desse vídeo; veremos adiante -, ele não pode ser acusado de desrespeitoso. Qualquer coisa nesse universo pode ser objeto de crítica. Mesmo as religiões o são, e não vivem a choramingar por causa disso. Porém, alguns sujeitos acreditam que o homossexualismo é algo tão, mas tão sagrado que não pode sequer ser teoricamente criticado sem que o crítico incorra aí num enorme pecado de sacrilégio! Escrever um modesto artigo contra a prática homossexual se torna, então, um terrível e nefando atentado contra os homossexuais! Mas que susceptibilidade infantil, não? Incoerências e incoerências. É esse o tipo de liberdade - que impede até a crítica - que a senhora quer promover?! Então, o que faz criticando o artigo de jornal e a Bíblia? Oh, estou comovido com a vossa "Entelijênssia"...
Depois, ela vai passar a criticar a Bíblia, e aí que a coisa realmente passa a feder. Diz ela:
Essa "cartilha que se chama Bíblia... de absurdos, de coisas retrógradas... que faz com que as pessoas retrocedam cada vez mais" [esse "cada vez mais" é uma graça, hehe]
Sério? A Bíblia faz retroceder? E o que seria progredir, pra senhora? Alcançar a altura da vossa argumentação e a [in]coerência das vossas idéias? Nossa, muito inspirador! Quem, em sua sã consciência, rejeitaria tão promissor ideal? Segundo a sua afirmação, a Bíblia faz com que as pessoas retrocedam "cada vez mais" (hehe). Isso significa que, desde o momento em que ela surgiu, nunca houve avanços, mas só retrocesso, né? Puxa, que conclusão! A coitada nem sabe que esse negócio que ela hoje adora - a ciência moderna - surge da Filosofia desenvolvida pela Igreja, ensinada nas Universidades também difundidas pela Igreja, cujos pioneiros foram monges que levavam a Bíblia muito a sério e que, baseados na Revelação Cristã, sabiam que o homem tinha um lugar central na criação, que fora chamado por Deus para dominar a terra, e entendiam que o mundo era racional, pois na escritura se lia que Deus tinha feito tudo com ordem, peso e medida. Ela não conhece os avanços em todos os saberes que se deu na Idade Média - que ela provavelmente chama "idade das trevas", expressão que se tornou, para os que a usam, uma espécie de comprovação da própria tolice. Não, ela não conhece nada disso; prefere ficar no seu mundo fantasioso e inexistente de um mundo perfeito e totalmente desenvolvido cientificamente se não fosse a Bíblia. Ai, os Jetsons me mordam...
Aí, falando da visão bíblica sobre o homossexualismo, ela diz:
"O preconceito, ele gera violência. Isso é um preconceito absurdo"
Hehe.. O que que é preconceito, criatura? Tu sabes mesmo o que é um preconceito? Preconceito é quando alguém toma posição a respeito de algo sem, porém, ter informações suficientes para sustentar tal atitude. Por exemplo: o racismo consiste na qualificação de uma pessoa segundo a sua cor. Isto é: eu valorizo alguém não porque eu a conheci em seu mundo íntimo, em seus valores, etc - o que seria legítimo -, mas porque eu me detive somente na sua cor, que é uma característica bastante secundária e obviamente não me dá legitimidade de manter uma posição definitiva.
A Bíblia ou a Religião, porém, não têm preconceito com os homossexuais; o que elas têm é conceito. Os preconceituosos aqui são vocês, cara atéia, que sem conhecer bulhufas da argumentação cristã a este respeito - sim, vocês não conhecem - já se antecipam em chamar-nos de preconceituosos. Mas afirmar isso é muito confortável porque causa logo a impressão de que vocês estão lutando pelo lado certo e os vossos inimigos, objetos da vossa crítica, são aprioristicamente tomados como criminosos, retrógrados, hipócritas, etc. Fácil, não? Chamar o outro de preconceituoso muitas vezes funciona como um modo de se livrar da necessidade de argumentar. Porém, como eu falei: não é preconceito, e não é absurdo. Quer acompanhar comigo, sucintamente, o raciocínio, oh vossa nesciência?
O título do artigo que vos indignou era: "união natural é homem e mulher". Primeiramente, o que é uma coisa natural? É uma coisa que é segundo a natureza. Ora, empiricamente se constata que, na natureza, existe uma dualidade sexual: o homem e a mulher. Ou não? A vossa ciência, por acaso, diz outra coisa? Não é esta perspectiva evidentemente muito mais realista? Não começa a parecer que os homossexuais é que tentam negar a realidade e construir um mundo de fadas? Será que pelo fato de nos atermos à realidade, isto nos faz preconceituosos? Jura? Mas o conceito não é precisamente uma definição daquilo que existe tal qual é? Continuemos...
Constatamos a dualidade sexual. A Bíblia apenas diz que isto é o critério válido para a união sexual. Nesta dualidade, uma parte se ordena à outra. Dito de modo claro: o corpo feminino - com o órgão sexual feminino - se ordena ao corpo masculino - com o órgão sexual masculino. A própria natureza testemunha a ordem e naturalidade de tal ato, pois responde com a geração de um filho. Tudo é harmônico.
O que é que os militantes gays advogam, por sua parte? Que a fisiologia não seria um critério. E qual seria, então? A alma? A psique? Ainda que concedamos tal, não fica explicado porque a fisiologia deveria ser desconsiderada. Mas, por ora, prossigamos. Digamos que alguém pode ser psicologicamente feminino, ainda que fisiologicamente seja masculino. Isto seria constatado por sua atração por sujeitos do mesmo sexo - e quando falamos do mesmo sexo, estamos nos referindo ao aspecto fisiológico; é a linguagem comum nos testemunhando, mais uma vez, o bom senso da importância fisiológica. - Mas, vamos lá. Esse desejo pelo mesmo sexo é fruto da escolha ou é de nascença?
1- Se for fruto da escolha, então é permitido escolher o que quer que seja? É totalmente arbitrário, é? Então, é possível escolher crianças? É possível escolher cadáveres? E animais? E que tal se forem uma multidão de pessoas, ao invés de apenas duas? E que tal se for uma árvore? E que tal se for da família? A escolha é assim livre, mesmo?
2- Se é de nascença, então se está erigindo, de novo, o argumento da natureza como critério. Ora, e quanto à fisiologia, também ela não é de nascença? Por que considerar o primeiro, e desconsiderar o segundo, muito mais palpável?
Voltando ao primeiro caso, em relação à pedofilia, porque tal relação com crianças não seria permitida, se o que importa é o desejo da pessoa? Será que é porque a criança não deseja também? Mas, e se ela consentir, isto tornaria a pedofilia moral? Não, né? E por que não? Vai ver que é, mais uma vez, por causa da natureza, porque a criança não está naturalmente pronta para a vida sexual. Logo, há um critério válido e superior ao do mero desejo.
Queres então, oh menina, reduzir tudo isso a mero preconceito? Preconceito é o teu! E não apenas preconceito; é bobice, mesmo! Estreiteza! Tolice!
Continuemos, que a parte mais grave ainda vem.
Aqui ela se supera:
"Então seguindo uma merda dessa como a Bíblia... coisas retrógradas, coisas sem nexo nenhum"
Ela chama, aqui, a Bíblia de algo nada digno. E eu retomo que o vídeo dela pretende ser uma defesa do respeito e da liberdade de opinião. Ela acredita que aquele artigo do jornal - escrito por um protestante, com linguagem sóbria, todo certinho, e ainda tendo o cuidado de dizer que a crítica ao ato não é crítica à pessoa - era desrespeitoso, enquanto que ela talvez pense que esse seu vídeo, chamando a Bíblia de merda, o Papa de pedófilo e ostentando empáfia, seja o supra-sumo do respeito humano. Oh, minha filha, o que que você tem na cabeça? Vai crescer, piveta. Vai deixar de brincar de xuxa do youtube; vai levar a vida a sério, menina. Deixa disso que faz vergonha... é feio...
Dizer que a Bíblia não tem nexo nenhum... ora, vá! Tu leu a Bíblia inteira, oh infeliz?! Tu a estudou minuciosamente? Que nada!...
Aí ela diz:
"Essas pessoas chegam a fazer atrocidades contra o próximo"
Conclusão irrefutável! Aristóteles agora ficou com inveja de tão perfeito acabamento silogístico! Dizer que alguém, pelo fato de criticar teoricamente, num jornal ou nalguma mídia, o homossexualismo, será capaz, também, de cometer atrocidades, foi o auge da iluminação! Siddharta Gautama por certo te visitará e pedirá pra que o ensines tão profunda meditação. O Dalai Lama te pedirá para sucedê-lo. Talvez algum ufo a tenha ajudado nessa descoberta realmente extraterrestre e ultraordinária!
E, depois, eu me pergunto de onde ela tirou essa idéia de "um próximo", rs... Será que não foi da Bíblia? Por certo, essa idéia moral que ela pensa ter - e que lhe faz rasgar as vestes afetadamente diante de uma suposta atrocidade contra outrem - é proveniente da cultura judaico-cristã. Mas penso que o termo "o próximo" foi também copiado de um rapaz, também mencionado na Bíblia, de nome Jesus. E aí, oh Çabeduria, como é cair no próprio laço?
E, depois, eu me pergunto de onde ela tirou essa idéia de "um próximo", rs... Será que não foi da Bíblia? Por certo, essa idéia moral que ela pensa ter - e que lhe faz rasgar as vestes afetadamente diante de uma suposta atrocidade contra outrem - é proveniente da cultura judaico-cristã. Mas penso que o termo "o próximo" foi também copiado de um rapaz, também mencionado na Bíblia, de nome Jesus. E aí, oh Çabeduria, como é cair no próprio laço?
Outras frases da mesma natureza fecal:
"Os mandamentos de uma cartilha de merda"
"É simplesmente um puro preconceito"
"Eles se dizem atingidos por essas pessoas - os gays - que não respeitam o pensamento deles. Pura hipocrisia".
Nisso tudo, não vai um único argumento; somente afirmações gratuitas. Mais uma pérola:
"Pra vocês verem o que a religião retrocede o pensamento de uma sociedade como um todo"
Se a religião retrocede o pensamento da sociedade como um todo, convém se perguntar por quais razões misteriosas esta sujeita é, hoje, isenta de tal nefasta influência! Porque, se é a sociedade como um todo, é a sociedade como um todo, oras. Sabe o que se conclui disso tudo: que esta menina não sabe bulhufas do que tá falando. "Ah, mas eu já fui religiosa... participei até da seita do vale do amanhecer..." Ora, vai plantar batatas!
Por fim, baixa o "Firósofo Drogado" nela:
"Você acreditar num ser superior é uma coisa; agora, você impor toda essa balela, de imposições, de mandamentos... porque o ser humano, ele precisa ser feliz, ele vive pra ser feliz, pra viver, pra compartilhar, pra procurar sua felicidade. Não imposições, e que não se pode ser feliz dessa forma; nenhum ser humano é feliz sendo imposto, obrigado por uma lei ou um mandamento; temos que ser livres e temos que respeitar a opinião e a opção seja sexual, seja do que for do próximo. Isso sim é que é liberdade de pensamento, liberdade de ação, liberdade de tudo."
É.. Esse negócio de "impor imposições" não tá com nada mesmo...
E eu também concordo que o ser humano "vive... para viver". Muito perspicaz...
Seria engraçado, também, que alguém acreditasse num ser superior e que o fato de acreditar não implicasse em qualquer obrigação. Sendo que a toda concepção se deve seguir uma atitude que lhe corresponda, é muito engraçada essa imagem de uma Fé que não exija absolutamente nenhum tipo de dever, rs.. hehe.. Isso prova que essa menina realmente entende do assunto! E vejam ainda que ela chama os preceitos religiosos de balela. Ora, ela não os entende; também não constatou a sua veracidade ou falsidade. Logo, toda a argumentação dela é apriorística; é só uma questão de simpatia-antipatia e pronto. Muito científico...
Mas tem uma coisa que ela diz, que se aproveita: o ser humano vive "pra procurar sua felicidade". Porém, ela aceita isso assim, sem mais? Quem foi que colocou essa inclinação à busca da felicidade no homem? Ele mesmo? Ele mesmo colocou nele mesmo antes de ele nascer? Ou foi a natureza cega e fatalista? E como foi que a natureza conseguiu produzir algo assim, imprimindo no ser humano uma tensão rumo à sua felicidade? Seleção Natural? E, se foi mesmo a natureza, isso não seria uma lei? E uma lei não é uma imposição? Porém, essa menina diz: "nenhum ser humano é feliz sendo imposto, obrigado por uma lei ou um mandamento". Ora, mas se o ser humano vive para buscar a felicidade, que raios de busca é essa, e como foi que ela foi parar no ser humano? Conclusão: o ser humano tem uma lei natural que o faz buscar a felicidade; porém, como a felicidade não se consegue por imposição de uma lei, essa busca da felicidade é um grande troll da natureza que, cega e fatalista, conseguiu ainda fazer uma baita piada. hahaha... LOL
Aí ela põe que temos de ser livres e respeitar a opinião dos outros. Ora, é isso o que ela faz com os cristãos? Foi isso o que ela fez com a posição do rapaz que escreveu aquele artigo de jornal? Minha filha, você não nota que você mesmo desfaz tudo quanto você afirma? Que doidice é essa, menina?
Segue ela: "Isso sim é que é liberdade de pensamento, liberdade de ação, liberdade de tudo". rsrs... Liberdade de tudo? As leis deveriam inexistir de todo, né? Já que nada deveria ser imposto, então... Deixa os pedófilos e os criminosos quietos, né? Deixa eles à vontade, afinal, deve haver "liberdade de ação, liberdade de tudo". Aiai...
Aí, no final, sem ter mais o que falar - tendo despejado tanta besteira em tão pouco tempo - ela consegue surpreender ainda mais: lembra-se de uma notícia onde um jornalista, fazendo a reportagem a respeito da vítima de um acidente que dizia ser preciso ter fé em Deus, termina por concordar com ele, afirmando que realmente é preciso ter muita fé para recomeçar. Diz ela, então, que ficou indignada, porque o jornalista "não tinha o direito" de falar isso, pois deve ser imparcial.
Ai, Et Bilu!... Que que é isso?! O.o Pra começar, o assunto nem era sobre religião, para exigir imparcialidade nesse âmbito. Depois, a extrema susceptibilidade que esses ateus demonstram à mínima referência a Deus é verdadeiramente sintomático do que os afeta: um ódio puro e simples ao sagrado. Desejam que Deus não exista, mas, como não podem efetivar a sua disparatada vontade, tentam fazer com que Ele não seja crido, não seja levado a sério, e seja reduzido, aos olhos dos incautos, a um amontoado de idéias incoerentes e anacrônicas.
Porém, terminam pagando o ridículo, "para a nossa diversão".
Para terminar, eu recomendo que a tal menina lave a boca antes de falar de Deus e da Bíblia. Primeiramente, se convença do nada que é; tenha um pouco de senso de realidade! Se diz amar tanto a ciência, comece por adquirir uma visão objetiva das coisas, e isto não se faz senão com humildade. Que Deus lhe tenha misericórdia. Perdoai-a, Pai, pois ela realmente não sabe o que diz...
Fábio.
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Ps.: O comentário que fiz desse vídeo foi apenas uma exceção. Se fosse parar para falar sobre toda besteira que sai na net, não daria conta, pois, como diz a Escritura, stultorum infinitus est numerus (o número dos estultos é infinito). Mas é que ele me pareceu tão irrazoável, tão monumentalmente pretensioso e desproporcionalmente afetado, que não resisti à tentação. Mea culpa...
Sobre o acordo entre Roma e a FSSPX - Dando também o meu pitaco
Bem. Todos na Igreja estamos acompanhando esse processo de um possível e provável acordo jurídico entre a FSSPX e a Santa Sé. Este assunto tem dividido muita gente. Encontramos com frequência pessoas que são totalmente favoráveis ao referido acordo - entre os quais, eu. E há também os que são absolutamente opostos a tal idéia, dentre os quais alguns da própria FSSPX e, de outro lado, como já era de se esperar, os modernistas, para os quais a Igreja só começou a existir depois do último Concílio.
Eu não trato muito do assunto porque, sinceramente, é um tema muito complicado e me considero muito pequeno para entrar nessas discussões- além do que eu entendo que não compete a mim decidir a respeito. Vou apenas acompanhando, olhando, lendo comentários e textos. O que é, então, que eu pretendo com esse post? Quero abrir uma exceção, aproveitar o fato de que ainda é possível dar nossa opinião sem medo de maiores reprimendas, e tocar nalguns pontos que considero importantes e que, não obstante, parecem ser ignorados por alguns, sobretudo pelos que são contrários ao tal acordo.
Primeiramente, a gente vai percebendo que, para fundamentar a posição contrária à união entre FSSPX e Roma, são utilizados os seguintes instrumentos: 1- A filosofia tomista (ou algo parecido); 2- As cartas papais anteriores ao Concílio Vaticano II e que ainda vigoram, é claro; 3- declarações do fundador da FSSPX, o Mons. Marcel Lefebvre.
Permitam-me, agora, apontar os problemas que eu, na minha insignificância, julgo ver na argumentação dos que se opõem ao Papa.
1- Racionalismo e Naturalismo. Lendo as cartas trocadas entre os quatro bispos da Fraternidade, vi que o seu atual superior, Dom Bernard Fellay, tocou num ponto absolutamente crucial. Ao responder as críticas dos demais senhores bispos, ele diz: "vossa visão da Igreja é demasiado humana; falta-vos o sobrenatural". Perfeito! Em geral, os que se levantam contra o acordo oferecido pelo Papa estão, sempre, armados de uma argumentação puramente humana, racionalista, de uma fria dedução que se restringe aos limites do natural. As objeções são sobretudo filosóficas. O problema, porém, não é que sejam filosóficas, mas que erijam a razão humana como o critério último das decisões humanas, como se fosse suficiente fazer certos cálculos silogísticos. Desse modo, cai-se num racionalismo travestido de devocionismo. Mas o que se está fazer é professando uma fé absoluta na própria capacidade individual - só deles - de conhecer tudo quanto seja suficiente para a tomada de posição definitiva e, com base em raciocínios às vezes realmente precipitados, fazendo uma previsão que pretende esgotar todas as possibilidades futuras. Quando, na verdade, é básico que a inteligência humana também foi ferida pelo Pecado Original e é curada de suas trevas pela Fé. Mas o que é a Fé? Como Sto Tomás dirá que ela é uma virtude intelectual, alguns tendem a reduzi-la, novamente, ao âmbito da mera inteligência, como se ter Fé fosse compreender, racionalmente, todas as questões teológicas e toda a realidade divina. Desse modo, teriam mais Fé os tomistas e versados em Filosofia. Talvez seja por isso que alguns dos que estimam Sto Tomás se achem na mesma altura que o Santo Padre, a ponto de chamá-lo de herege e de maquiavélico a cada passo que ele insinua. A este respeito, o Léon Bloy tem muita razão ao rir e criticar os que pretendem ter "explicado o céu". No entanto, uma teologia que esgote Deus é, por si mesma, herética, além de ser tudo, menos tomista. O aspecto negativo é fator essencial da saúde teológica, e consiste apenas no bom senso de reconhecer que há algo além do que o que estou percebendo agora. S. Paulo dirá que a Fé é a certeza de coisas que não se vêem, e "ver" aqui não diz respeito somente ao campo da visão sensível, mas à percepção - e concepção - como um todo, isto é: a Fé constata-se quando, ainda se não entenda de todo algum seu conteúdo, o sujeito lhe dá adesão por confiar, não tanto na proposição em si, mas na Pessoa que lha disse. Isto não advoga em favor do fideísmo, que é, por si mesmo, irracional. O que estou a dizer é que a Fé exige que se considere a dimensão do supra-racional. O Apóstolo São Tomé, avisado da ressurreição do Cristo, não lhe deu crédito, pois, a partir de uma argumentação meramente humana e tendo por base a experiência dos sentidos, não há razões para afirmar que alguém tenha ressuscitado. E, no entanto, Nosso Senhor o reprovou por só acreditar no que vê. Não lhe foi suficiente que Jesus o tivesse predito. Agora, também, parece que a mera argumentação filosófica - eficiente mas limitada, quando não tendenciosa - quer se erigir como o critério máximo das ações, como se não houvesse nada acima dela, ainda que estejamos tratando também e sobretudo da dimensão do Sagrado. É como se não fosse suficiente que Jesus tenha dito: "As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja". Chegou-se a tal ponto que alguns da FSSPX parecem entender que Roma seria, não mais a sede da Igreja, mas alguma coisa parecida com o Anti-Cristo. Disso tudo, cai-se num segundo erro:
2- Livre Exame. Se, por um lado, costuma-se criticar, com toda razão, o herege devasso Lutero por sua idéia disparatada de pretender que a Escritura pode ser lida a torto e a direito e entendida de um jeito ou de outro, segundo os caprichos individuais dos protestantes, também agora, alguns "tradicionalistas" se aventuram em algo muito semelhante: a diferença é que o objeto da empreitada não é somente a Escritura, mas também as cartas dos Pontífices anteriores. E prova de que essas mesmas cartas podem oferecer suporte a uma ou outra interpretação - não obstante a maior clareza nas afirmações - é esta divisão no seio da própria FSSPX, onde se pode seguramente supor que os que a formam conhecem bem todo este ambiente de Encíclicas, Pronunciamentos, Dogmas e Cartas. A questão é que, além de compreender as assertivas que vão descritas nos referidos documentos, há de se lhe acompanhar a reflexão sobre os modos de aplicabilidade dos mesmos preceitos. Nada disso é fácil, reconheçamo-lo. Porém, há já aqueles que foram escolhidos para tal competência. E quem foi que deu a autoridade a todo e a qualquer um - ainda que se pretenda distinguir, ou se distinga, de fato, pelos conhecimentos filosóficos, sobrenaturais ou extra-terrestres, - de analisar, a seu modo, estes assuntos? Onde que ficou, mesmo, o critério da autoridade e hierarquia que rege a Santa Igreja? Com isso, caímos no terceiro problema.
3- Pretensão de um igualitarismo prático. Todos nós, católicos, criticamos a todo o tempo a falsa filosofia igualitarista, perversa e nefasta, que tanto mal e morte trouxe ao mundo. Porém, o que me parece estar acontecendo é algo bem parecido dentro da Igreja. Não mais se respeitam, na prática, as autoridades. E para que isso seja burlado e não fique assim tão evidente, acostumou-se a florear essas intervenções indevidas com toda sorte de pronomes de tratamento, de apelos a bênção e de advérbios de humildade. Uma coisa, porém, é que alguém proponha algo, como sempre foi legítimo fazer. Outra, bem diferente, é querer que as coisas andem segundo seu juízo particular, como se lhe competisse guiar a Igreja. E eu penso que isto seja de tal modo óbvio, que me espanta - e esta afetação se assemelha muito à cegueira produzida pela soberba - que tais pretensões sejam levadas a termo. Reconheçamos nosso lugar, meus caros. Repito: é muito possível contribuir, com as luzes que nos foram dadas por Deus, nas argumentações e nas elucidações, mas o façamos sempre com humildade. Reconheçamos os nossos limites. Isso tudo tem se assemelhado assustadoramente com um certo espírito revolucionário, onde os de baixo passam a planejar se insurgirem contra os de cima. Claro que os reclames, agora, não são em favor de um igualitarismo, mas alguns sujeitos têm agido de modo parecido, como que pressupondo que lhes compete decidir os rumos da Igreja de Cristo, ao invés do Papa. Este espírito parece muito bem encarnado na frase de alguém segundo a qual, depois do último Concílio, o leme da Barca de Pedro teria passado para a FSSPX e que Roma somente a teria de volta uma vez que se convertesse.
Dom Fellay, que me pareceu ser muito mais sensato que os outros três juntos, tem muita razão ao temer um ulterior cisma. Mas também estava totalmente certo ao dizer que, se há de haver uma solução para a crise atual que a Igreja vive, ela deve vir de Roma, do Papa! Essa conversa de se esconder num grupo e achar que isso é ser católico é um problema. Respeito muito Dom Lefebvre e simpatizo o mesmo tanto pela FSSPX, mas, com todo respeito, não foi a ele que Nosso Senhor concedeu as chaves.
Se a FSSPX regularizar sua situação canônica, quantas pessoas não poderão conhecer melhor a doutrina católica?! Se alguns argumentam que, antes, a Igreja toda deve ser limpa de todo e qualquer erro, forçoso é dizer, com Dom Fellay, que tal pessoa tem pouco senso de realidade. Os erros são extirpados no combate. Isto significa que, antes da vitória definitiva, é preciso pôr mãos à obra. Mas parece que, para os opositores do acordo, importa mais a intocabilidade da suposta perfeição de sua Fraternidade, do que o bem da Igreja Universal.
Comunicado do Pe. Paulo Ricardo à polêmica envolvendo o seu nome
Tendo visto toda esta polêmica que já há dias envolve o Pe. Paulo Ricardo e alguns outros padres e religiosos da Diocese de Cuiabá; tendo lido estarrecidos a carta caluniosa que pedia o silenciamento do Pe. Paulo e lhe deturpava a imagem, viemos, então, a conhecer a terna resposta do Sr. Bispo Dom Milton Santos à difícil situação, cujo melhor comentário, a nosso ver, procedeu do Pe. Bruno Costa, osb. e que pode ser visto aqui.
Agora, enfim, o próprio Pe. Paulo Ricardo se manifesta. Ponho abaixo o comunicado.
***
Queridos irmãos,
Após as recentes manifestações ao redor de minha pregação no dia 20 de fevereiro de 2012, durante o 26º Vinde e Vede, pedi ao senhor Arcebispo para me ausentar de Cuiabá durante esta semana e procurar conselho espiritual e assistência jurídica.
Agora que o senhor Arcebispo se manifestou super partes no sentido de paz e de reconciliação, sinto o dever de comunicar o seguinte:
1) Lamento que as minhas palavras tenham sido mal interpretadas;
2) Penso que seja esclarecedor que as pessoas levem em consideração as circunstâncias da pregação. Aquele dia do encontro era voltado para a espiritualidade do Movimento Sacerdotal Mariano, fundado em 1972 pelo Padre Stefano Gobbi. O áudio de toda a pregação foi postado na internet, link aqui, e nele se pode notar o contexto em que aquelas palavras foram pronunciadas. Note-se, por exemplo, que me incluo sempre entre os padres pecadores e que a finalidade daquelas palavras era levar as pessoas à oração pela santificação dos sacerdotes. É sabido que um dos principais carismas do Movimento Sacerdotal Mariano é a oração pela santificação dos sacerdotes;
3) Sem querer acrescentar uma ferida àquelas já abertas, mas também sem dissimular minha posição, devo atestar que não me reconheço na imagem que foi apresentada de minha pessoa, de meu pensamento e de meu ministério;
4) Reconheço que as pessoas têm o direito de questionar a prudência e a oportunidade de uma pregação como aquela. Não tenho pretensão de estar sempre certo em minhas decisões práticas. Mas continua sendo minha opinião, aberta ao questionamento e à revisão, que seja uma verdadeira caridade para com os fiéis adverti-los para o fato de que a Igreja luta atualmente contra uma crise do clero. Sou da posição que, neste caso, o escândalo do silêncio seria muito maior do que a sincera e honesta admissão do problema, por doloroso que isto seja;
5) Que esta crise do clero não atinja todos os padres, com ou sem batina, me parecia uma coisa tão óbvia, que não achei necessário comentar. Mas prometo ser mais cauteloso no futuro. É evidente que eu não tinha pretensão de expor naquela breve palestra toda minha visão a repeito do atual estado do clero católico. Creio que os numerosos fiéis que me acompanharam nestes 20 anos de ministério viram em mim um padre que, reconhecendo os próprios pecados, procura amar a Igreja em geral e o sacerdócio em particular. Foi à formação de irmãos no sacerdócio que dediquei as melhores energias de minha vida;
6) É importante também ressaltar que de minha parte não pretendo divulgar os nomes dos 27 signatários da carta. Cumpre porém ressaltar o seguinte: não é verdade que o clero incardinado em Cuiabá se revoltou em massa contra minhas posições. Para uma mais exata avaliação da realidade divulgo apenas que são 5 padres diocesanos incardinados em Cuiabá, 5 em outras circunscrições e 17 religiosos;
7) Quanto à reconciliação e à restauração da justiça, serão dados passos pastorais e, se necessário, jurídicos. Mas não creio que a internet seja o lugar apropriado para este caminho de reparação. Sei que nos tempos do Big Brother, do Twitter e do Facebook minha visão pode parecer antiquada. Peço, no entanto, que compreendam minha opção de silêncio, ao menos até a solução final que, uma vez alcançada, comunicarei aos amigos;
8) Esta comunicação não seria completa sem que terminasse num agradecimento de coração pelos inúmeros e variados sinais de amizade, confiança e solidariedade que recebi. A todos um sincero e comovido “Deus lhes pague!”
Nestes dias, o nosso site recebeu um número imenso de mensagens oferecendo apoio de toda espécie: orações, jejuns, sacrifícios e provas sinceras de amor e estima. Meu celular não parava de tocar e de receber SMS. Foram literalmente milhares de fiéis, centenas de sacerdotes, alguns bispos e amigos de várias proveniências (um bispo anglicano, vários pastores evangélicos, cristãos em geral e até agnósticos!).
Uma palavra especial para os inúmeros blogs e páginas da internet que manifestaram o seu apoio. Com toda sinceridade não sei como expressar o peso da gratidão a não ser reconhecendo que lhes sou muito obrigado.
Agradeço ao meu Arcebispo pela paciência e o carinho paterno manifestado a ambas as partes envolvidas neste triste episódio.
Quanto a meus pais e minha família… não tenho palavras. No céu vocês verão o meu coração.
Espero poder corresponder, com a graça de Deus, a toda esta expectativa. Asseguro que todos estão muito presentes em minha Eucaristia diária. Continuemos unidos na gratidão a Deus, à Virgem Maria, aos anjos e aos santos de nossa devoção. Continuem a interceder por esta nossa luta e que Deus abençoe a todos.
Várzea Grande, 11 de março de 2012.
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
Fonte: Christo Nihil Praeponere
Sobre a carta contra o Pe. Paulo Ricardo - nossa posição e alguns comentários
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| Medinho de mim?!!! Oh, que dó! |
Fiquei estarrecido e indignado quando, ontem já pela noitinha, vi no blog do Everth a notícia de que o corajoso Pe. Paulo Ricardo está sendo alvo de uma perseguição covarde por parte de membros do próprio clero. Fui ler a tal carta de quatro páginas que buscava cassar os direitos - e mais que direitos, os deveres - do Pe. Paulo Ricardo de aparecer na mídia e desempenhar o excelente trabalho que tem feito já há vários anos.
Quem quiser ler a carta 'abjeta' - sim, esse é o termo apropriado - clique aqui e prepare seu estômago. Passo a fazer alguns comentários sobre o assunto.
Lemos, logo de início, o seguinte:
"O que nos move é nosso desejo de comunhão, unidade, amor à Igreja e ao sacerdócio e a busca de verdadeira justiça, reconciliação e perdão."
Mas que coisa mais escrota! Amor à Igreja?! Esse pessoal que escreveu a tal carta parece estar somente interessado em ser deixado em paz com seus costumes disparatados, com suas invencionices litúrgicas, com seu modernismo extremo, com seu protagonismo narcisista reverberado pelo fato de serem sacerdotes e religiosos, e se utilizarem de suas posições para dar voz aos devaneios heréticos de todo matiz. Amor à Igreja? "O zelo por tua casa me consome". Esta frase define muito mais o Pe. Paulo Ricardo a quem, como a Elias, querem fazer silenciar.
"Estou devorado de zelo pelo Senhor, o Deus dos exércitos. Porque os israelitas abandonaram a vossa aliança, derrubaram os vossos altares e passaram os vossos profetas ao fio da espada. Só eu fiquei, e querem tirar-me a vida" (I Re 19,10)
E eles falam de "verdadeira justiça". Isto é muito esclarecedor. Jesus diz: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça e tudo o mais vos será dado em acréscimo". No entanto, para o clero incomodado com o Pe. Paulo Ricardo, a "verdadeira justiça" parece estar justamente no esquecimento da lei objetiva de Deus e na transformação da sua casa num ambiente de experimentos exóticos como este. Será que algum destes padres, inflamados pela "verdadeira justiça", chegou a dizer pelo menos um "a" pra esse padre sem noção que vemos no vídeo, ou pra dar-lhe pelo menos um cascudo? Não.. Pra eles, tudo isso é lindo, é perfeito, gera união.
Mas esta é a união dos covardes, é o falso irenismo de que falava Pio XII, é o total desprezo pela Liturgia Católica e pelo Sagrado autêntico. É aquele tipo de paz caricata de quem não quer ajeitar as coisas para não causar mal estar. "Então, deixa assim". "Quem se importa de que Deus esteja sendo ofendido? Desde que não o estejamos nós!" Porém, apareceu o Pe. Paulo Ricardo e, para que Deus não mais fosse aviltado, não se preocupou de causar mal estar nem de acusar os erros de que o nosso clero infelizmente é pródigo. Ah, mas aí o Pe. Paulo cometeu uma blasfêmia: atacou o deus verdadeiramente cultuado por esses que escreveram a nefanda carta: o ego deles.
Infelizmente, os padres esqueceram que, objetivamente, a Igreja é a casa de Deus.
"Quão terrível é este lugar! É nada menos que a casa de Deus; é aqui, a porta do céu" (Gn 28,17)
E este Deus é extremamente zeloso. No entanto, alguns padres e bispos fizeram da Igreja uma "casa de negócios", de interesses próprios, de aberrações litúrgicas, de difusão de heresias e de promoção de vaidades. E quem é o Pe. Paulo Ricardo para ter a ousadia de atacar tudo isso de modo escancarado, não é? Pois eu digo: É um padre que se veste de preto por está morto para o mundo (Gl 6,14) e, naturalmente, morto para as vossas apelações covardes de tentarem fazer com que a sua voz se cale. Vocês suportam todo tipo de invencionice nos templos, todo tipo de heresia confundindo as almas dos fiéis, as reboladas e palmas diante do Santo Sacrifício da Missa, a livre promoção da heresia da libertação já tantas vezes condenada pela Igreja; com tudo isto, vocês são muitíssimo tolerantes, já que muitos de vocês são os primeiros a contribuírem para esse tipo de coisa. Porém, se uma voz se ergue para ser fiel ao Papa e ao verdadeiro ensino católico, aí vocês querem abafar?! Já se vê por aí que é muito certo o ensino moral da Igreja: os vícios são todos amigos. Dos promotores de heresias e desmandos, o que esperar senão covardia e dissimulação?
Pe. Paulo Ricardo tem ainda mais cinco botões nas mangas, lembrando as cinco chagas de Nosso Senhor, que lhe avisam continuamente por Quem é que Ele deve lutar e a Quem deve agradar, conforme diz S. Paulo:
"Se eu quisesse agradar aos homens, não seria servo de Cristo". (Gl 1,10)
Eis aí a verdadeira justiça, caros clérigos! "A julgar pelo tempo, já devíeis ser mestres! Contudo, ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da palavra de Deus" (Hb 5,12). Mas, não; não é que vocês não saibam, é que não se importam. "Onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração" (Mt 6,21). Mas parece que o vosso tesouro não está na verdade.
E vejam a extrema bondade desses clérigos ao se referirem ao Pe. Paulo:
"Diante de um homem amargurado, fatigado, raivoso, compulsivo, profundamente infeliz e transtornado toma-nos, como cristãos e como sacerdotes, um profundo sentimento de compaixão e misericórdia".
Pe. Paulo Ricardo, amargurado, fatigado, raivoso, compulsivo, profundamente infeliz e transtornado? Como chegais a esta brilhante conclusão, oh vossas sapiências? Somente porque ele ataca as asneiras que saem de vossos lábios consagrados e acusa a vossa duplicidade? Ora, mas quem foi que ordenou seja a nossa linguagem "sim, sim; não, não"? (Mt 5,37) Em vosso parecer, o verdadeiro Jesus - não o que vós construís nos vossos devaneios românticos e sincréticos - deve bem ser um infeliz e transtornado. Será? Logo Ele que disse: "Que a minha alegria esteja em vós e que a vossa alegria seja completa"? (Jo 15,11). Acontece, caros senhores, que buscais um tipo esdrúxulo de caridade sem verdade e esta atitude foi justamente condenada pelo nosso Sumo Pontífice, Bento XVI, gloriosamente reinante, contra quem esperneais obstinadamente. O que vos falta, nas palavras de S. Pio de Pietrelcina, é "cérebro e coração": nem pareceis entender a contradição das vossas invencionices, nem amais o que devíeis amar, razão pela qual sois tão tolerantes contra quem brinca e pisa na Doutrina e na Liturgia - pois vós mesmos o fazeis - enquanto que, por outro lado, vos portais como cruzados da difamação e da mentira contra os poucos que ainda combatem pelo lado certo. "Compaixão e misericórdia"? Não.. Pareceis na verdade apavorados, isso sim.
E vocês reclamam dos supostos "danos morais que ele desfere publicamente e através dos diversos meios de comunicação contra nós, sacerdotes e bispos empenhados plenamente na construção do Reino de Deus".
Empenhados na construção do Reino de Deus? De que Deus? Usais a terminologia cristã para falar de um projeto imanentista que esvazia o sagrado e tenta, na prática, aplicar os princípios da revolução esquerdista! Veja o vosso descuido pela conversão correta dos fiéis; veja o vosso desprezo pela manutenção da vida da graça nos que vos foram confiados. O que nós vemos - e não é difamação - é que vos parece muito mais importante a militância dos fiéis em sindicatos sociais e a difusão do "Reino de Deus" como se fosse algo a se produzir sobretudo na esfera política, na busca de uma sociedade igualitária, bem aos moldes da TL. Esquecei-vos, porém, de que o próprio Cristo - o verdadeiro; não Marx, Che Guevara ou quaisquer dos demais gurus esquerdopatas - afirmou enfaticamente que o Seu Reino não é deste mundo (Jo 18,36). Caríssimos, vós mais confundis que esclareceis, e ainda falais que estais plenamente empenhados na construção do reino de Deus. Não, não estais. Se o discurso do Pe. Paulo vos incomoda, isto é uma clara evidência sobre o lado ao qual vós aderistes.
Em seguida, referindo-se ao Pe. Paulo Ricardo, a carta o define como um "homem de verbo fácil, de muitos artifícios oratórios e também de muitas falácias e sofismas".
Vejam só. Gostaria que os referidos padres e religiosos autores da carta expusessem quais sejam as tais falácias e os tais sofismas. Nossa, eu gostaria imensamente! No entanto, estes mesmos clérigos enchem a carta do mais puro "ad hominem", tentando desacreditar o Pe. Paulo, não pela refutação de seus argumentos, mas pela difamação da sua imagem. E a coisa é tanta, que chegam a dizer que ele não tem "saúde mental" para desempenhar a função que, sejamos sinceros, ele desempenha com maestria. Quem são os falaciosos mesmo???
E o interessante é que, quando é para o seu próprio proveito, eles não receiam citar até o Papa Bento XVI, nos dando um exemplo claro de perfídia e de língua bifurcada. Porém, a citação que fazem é tão desastrosa e se aplica tão mal às palavras do Pe. Paulo que a impressão que fica é que se trata, na verdade, de uma tentativa desesperada de arriscar qualquer coisa.
E veja com que caridade eles se referem ao Pe. Paulo quando dizem ter ele "uma verdadeira obsessão de traços patológicos pelo uso da batina". hehehe... Nossa, como a batina incomoda, não? Como ela lembra do dever de um padre e contrasta com o comodismo de outros como que lhes acusando que estão a dever alguma coisa. E dizer que ele tem "traços patológicos" foi, sem dúvida, uma expressão de profunda caridade e de verdadeira compaixão.
Chegam ainda a dizer que o Pe. Paulo faz da batina um uso meramente ideológico. Mas que olhar penetrante o desses senhores, capaz de adentrar nos últimos recônditos das entranhas do Pe. Paulo Ricardo e sondar-lhe, aí, suas mais verdadeiras e íntimas intenções! Julgamento de Intenção Detected!
Outros termos caridosos atribuídos ao Padre: é de uma "Influência nefasta", "ultrapassa os limites do fanatismo", é "apenas um polêmico" que estaria sendo motivado por "interesses de carreira", é "pouco honesto" e é movido por "zelo doentio". Sobre a época das eleições, quando o Pe. Paulo nos recomendou, reverberando a voz do Papa Bento XVI e nos impelindo à coerência com a nossa Fé, a não votarmos em partidos abortistas, estes caluniadores dizem agora que ele "enfurnou-se em um cordão de calúnias". Será que os autores desta carta caridosa e tão comovedora votaram na Dilma? Hum... Quem sabe, né?
Por fim, eles terminam a carta fazendo um pedido como que de últimas esperanças. Quase visualizamos lágrimas em seus olhinhos perscrutadores das entranhas alheias. Vejam o que eles pedem:
"Solicitamos... que o Pe. Paulo Ricardo... seja imediatamente afastado das atividades de magistério... e das demais atividades por ele desenvolvidas nas diversas instituições formativas sediadas na Arquidiocese e fora dela tais como direção espiritual de seminaristas, palestras, conferências e celebrações, pois não tem saúde mental para ser formador de futuros presbíteros. Pedimos também que seja afastado de todos os meios de comunicação social em todo e qualquer suporte, isto é, meios eletrônicos, meios impressos, mídias sociais e rede mundial de computadores."
Haha... Querem calar o Pe. Paulo de todo jeito possível, rs... Para eles, ter "saúde mental" deve ser algo como adotar uma posição sempre fluida, sempre mole, sempre covarde, que aceita qualquer coisa, que não tem nada como definitivo, que não se importa com os desmandos, que está somente preocupado com o bem estar, com as conveniências, com o politicamente correto, com o respeito humano, com as duplicidades, com os "jeitinhos brasileiros", com a absolutização do subjetivo, etc, etc...
Bem. Quero terminar este post, afirmando que eu estou inteiramente favorável ao Pe. Paulo Ricardo que tem, repito, feito um trabalho fenomenal na Igreja aqui do Brasil. Embora a CNBB ainda nos desperte grande curiosidade sobre qual seja a razão da sua existência - e ela nos envergonha continuamente por suas omissões -, o Pe. Paulo tem suprido grande parte deste constrangimento e tem sido parte fundamental na formação de muitos católicos, coisa que eu tenho visto com meus próprios olhos. Ele tem contribuído para que muita gente redescubra a beleza do catolicismo sem mesclas de heresias e tem despertado em muitos um interesse pelo estudo da Doutrina, pela moral, pela liturgia. Alguns destes, tomando contato com ares puros que nunca sonharam existir, como que recobram o vigor e o ânimo de se dedicarem ao Evangelho, de se lançarem neste bom combate da Fé, de abandonarem o grande engodo do relativismo e de buscarem ter uma vida santa, com assiduidade sacramental, cultivo da Graça e retidão de caráter.
Enquanto isso, há tantos outros - e diariamente vemos os mais toscos exemplos - que parecem estar a brincar com as coisas sagradas, fazendo das igrejas católicas salões de festa, de comes e bebes, de músicas de rodeio, de celebrações muito próximas dos cultos afros, de concelebrações com maçons, de meditação transcendental, de catequese marxista, etc, etc. E o que acontece com estes sacerdotes? Nada! Ninguém diz um "a"! Todo mundo se acovarda! E alguns acham a coisa mais linda do mundo!
No entanto, se um padre põe uma batina, já é mal visto. Se ensina a doutrina católica sem erros e acredita no que diz a Teologia, já é visto como um fanático. Quem não percebe que esta contradição clama aos céus?! É hora de se decidir. Que ninguém mais fique em cima do muro. Ou somos católicos ou não somos. Ou estamos com Jesus, ou estamos contra Ele. Quem com Ele não ajunta, espalha.
Apoiemos o Pe. Paulo Ricardo, e lembremos das palavras de Nosso Senhor:
"Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus" (Mt 5,11-12)
Quero divulgar duas coisas:
Já há uma petição pública em apoio ao Pe. Paulo Ricardo. Peço que assinem. Para tal, cliquem neste link.
Acontecerá também um twittaço em favor do Pe. Paulo Ricardo nesta Quinta-Feira, dia 8 de Março, às 19h. Participem também.
Deixo-vos, enfim, com dois trechos de poesias de duas das maiores santas da Igreja. Meditem-nos e se decidam.
"Não haja, entre nós, covarde!
Aventuremos a vida:
Não há quem melhor a guarde
Que o que a deu por já perdida.
Jesus comanda a investida,
E prêmio será da guerra;
Ah! não durmais, ah! não durmais,
Porquanto não há paz na terra."
(Sta Teresa D'Avila)
"Morrerei no campo de batalha,
de armas na mão"
(Sta Teresinha de Lisieux)
Ad Iesum Per Mariam
Fábio.
Michael Voris - The Vortex - Sobre a Presença Real de Jesus na Eucaristia - "Apertem os cintos!"
Se não aparecerem as legendas, cliquem no "cc" embaixo, no video.
Repugnante: antiga entrevista com Eleonora Menicucci, auto-proclamada "avó do aborto" e nova Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres
É repugnante... é aversivo... é nefando...
Disponibilizo somente o link pra quem quiser ler a matéria.
Cliquem Aqui
Não coloco sequer a foto da sujeita pra não ter enjoo toda vez que acessar o blog.
Deus tenha pena de nós.
Disponibilizo somente o link pra quem quiser ler a matéria.
Cliquem Aqui
Não coloco sequer a foto da sujeita pra não ter enjoo toda vez que acessar o blog.
Deus tenha pena de nós.
Conversa entre um exorcista e um satanista
Testemunho do Fr. Christian Cruty, O.F.M., exorcista de Avinhão, França.
"Sendo exorcista de uma grande cidade francesa, onde exerci o meu ministério à sombra da Virgem Bendita, aconteceu de acolher muitos infelizes, atormentados ou perseguidos por Satanás, ouvir muitas confissões libertadoras e ser testemunha de libertações ou curas, que somente posso atribuir à intervenção misericordiosa da Mãe de Deus, mediante a oração de exorcismo da Igreja, de quem sou servo e instrumento. Entre muitos fatos, parece-me proveitoso contar um deles, que me deixou completamente perplexo.
Entra no meu escritório um homem estranho e esquisito. Tudo nele é claramente insólito: o aspecto, o comportamento, a roupa extravagante e, sobretudo, um cheiro estranho, repelente, fétido! Não era cheiro de vício, mas de qualquer coisa indefinível, entre o ovo choco e enxofre. Pensei imediatamente que poderia ser um determinado tipo de incenso, usado em certas seitas de blasfêmias, que, com o tempo, impregna as roupas dos participantes.
Aquele homem, com o seu comportamento enigmático e curioso, parecia me indagar, para adivinhar os meus pensamentos e os meus sentimentos. E, no entanto, eu percebia que não desconfiava de mim, mas de alguém que não eu. De fato, de vez em quando, virava-se de lado ou baixava a voz, de modo que poderia ser ouvido apenas por mim. Mas nós estávamos a sós! Primeiro, pensei que temesse ser visto ou ouvido por algum dos meus penitentes; mas, depois, compreendi que tinha medo de ser espiado ou seguido por um membro da sua seita ou , mais precisamente, do malefício ou da bruxaria de que se tornava escravo.
A sua roupa, roxo e cinza, tinha um corte estranho. Pouco a pouco, fui me lembrando de já tê-lo visto reproduzido numa revista que se falava de uma missa satânica: era precisamente um daqueles paramentos litúrgicos. Depois, foi ele mesmo quem me disse:
- O meu mestre trabalha, sobretudo, à noite.
E continuem a pensar que se tratava, segundo a tal revista, de uma liturgia luciferina. Este homem disse que praticava o ocultismo e a magia negra. Era uma confissão que muitos outros já tinham me feito, mas em busca de libertação. Porém, eu não compreendia as intenções daquele visitante; confirmou que estava ligado a uma seita satânica com certo ritual, mas não parecia desejar ser libertado.
Eu pensava: por que veio me procurar? Certamente para obter uma libertação de Satanás. Ou talvez quisesse hóstias consagradas, para poder profaná-las? Ou esperava atrair-me a ti? Ou, então, apenas queria me anunciar a vitória, falava sempre dele, parecia que tinha uma grande mensagem e transmitir a este padrezinho de Cristo. Tomei imediatamente apontamentos sobre tudo o que me havia já dito. Eis uma parte:
- O meu mestre venceu você! Estamos destruindo a sua Igreja. É o meu mestre quem estabelece o equilíbrio entre as nações e domina completamente a sua Igreja. Deve reconhecê-lo! Sim, é evidente a força de Satanás no mundo, contra quem a própria Virgem nos avisa nas diversas aparições. Como é evidente que em muitos vacilam as três colunas (a Eucaristia, a Senhora e o Pontífice), também vacila a sua fé. Paulo VI e João Paulo II falaram; sobretudo fala do Apocalipse, da luta de Satanás. É a sua hora: mas é também a hora da Mulher vestida de Sol.
Quando interrompeu o seu monólogo e me permitiu falar, fiz que percebesse que a vitória do demônio é só provisória e aparente, por algum tempo. Com a sua cruz, Jesus venceu Satanás precisamente no momento em que Satanás se considerava vencedor e assim acontecerá com a Igreja: a sua paixão atual põe em marcha aquela renovação interior que prepara para o novo Pentecostes, muitas vezes anunciado e tão desejado. Satanás é uma das muitas criaturas de Deus, criada boa e que se perverteu por sua culpa.
"Não! Satanás é igual a Deus!", apressou a dizer o meu interlocutor, quando percebi que não queria falar de Jesus, mas apenas de Deus. "A sua rebelião contra Ele foi um sucesso!" E, de vez em quando me perguntava: "Mas não tem medo do meu mestre?"
De início, esta frase, frequentemente repetida, soava-me como uma ameaça; depois foi revelando que havia nela um medo íntimo, porque Satanás vê tudo e ouve tudo. Reafirmei que lhe falava em nome de Jesus, de quem era sacerdote, e que nada me podia acontecer sem a Sua permissão. Além do mais, eu tinha a proteção da Virgem, sobretudo durante os exorcismos.
Não o agradava que eu falasse da Virgem e esforçava-se por desviar a conversa para o seu mestre, Satanás. Então, recordei-lhe o Proto-Evangelho: "Farei reinar a inimizade entre ti e a Mulher". Ele aceitou a conversa, mas com uma interpretação sua: "E Satanás morder-lhe-á o calcanhar, quer dizer que a vencerá". Depois, passei a explicar a respeito da visão do Apocalipse, sobre a Mulher vestida de Sol, a luta com o dragão vermelho que é derrotado por Miguel. Eu pensava que também haveria discussão sobre os textos bíblicos que narram as tentações de Cristo. Mas o assunto Maria operou uma reviravolta na nossa conversa: diante deste tema, começou a se sentir indisposto, angustiado e, por fim, desesperado.
Primeiro tinha-lhe dito que o seu mestre não lhe poderia dar a paz do coração nem, muito menos, a felicidade. Pelo contrário, Jesus dava a paz e a alegria; libertava, precisamente, do poder de Satanás que, no máximo, prometia dinheiro, poder e glória humana. Dentro de mim, orava incessantemente à Virgem Maria e, assim, via que ele ia perdendo terreno e recuava; estava claro que só tinha medo do seu mestre. Então, falei para ele sobre o amor do meu Mestre, que morreu para me salvar e perdoou tudo. Ele falou da sua blâsfemia (a sua mudança de opinião) num tom de verdadeiro desespero. Só depois, quando refleti, é que me lembrei da sua referência ao pecado contra o Espírito Santo e me pareceu que aquele desgraçado não deveria ser plenamente culpado disso.
Convidei-o para se arrepender e deixar o seu mestre; disse-lhe que, todas as noites, eu pedia perdão a Deus por todos os pecados e também pelas blasfêmias. Aquele homem parecia perturbado, prensado entre dois sentimentos: a esperança e a desesperança. Perguntei-lhe se aceitaria que eu orasse por ele. Pareceu-me favorável e fiz interiormente um breve exorcismo para expulsar Satanás; depois, repeti-o em voz alta.
Era demasiado! Levantou-se como se fosse fugir, mas, antes, disse-me o seu nome: Pedro. E saiu correndo.
Ainda hoje me interrogo sobre o significado daquela visita. Aquele homem terá sido enviado por Satanás para me desviar? Terá sido mandado pela Senhora para ser convertido, ou, pelo menos, para que orasse por ele? A verdade é que pude ver palpavelmente como é difícil, para um membro de uma seita satânica, para quem é consagrado ao demônio, voltar para Deus."
Fr. Christian Cruty, O.F.M
Novos Relatos de Um Exorcista, Gabriele Amorth
Os católicos brasileiros responderão amanhã com um 'twitaço' à nova arremetida contra o Papa
Será una gran respuesta en la red social al congresista gay Jean Willys (PSOL) quien, usando mentiras de Reuters atribuyendo declaraciones falsas al Pontífice, le descalifica llamándolo "nazi" y "genocida en potencia".
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REDACCIÓN HO / ACI PRENSA .- Tomando como fuente a la agencia de noticias Reuters sobre una frase que el Papa Benedicto XVI nunca pronunció respecto al 'matrimonio gay', un diputado homosexual en Brasil atacó gratuitamente al Pontífice llamándolo "nazi" y "genocida en potencia".
Jean Willys, del PSOL, escribió el pasado 12 de enero un artículo titulado Benedicto XVI y las amenazas a la humanidad publicado en la revista semanal Carta Capital, en el que señala que el Papa, "acusado de ver con simpatía el nazismo, dijo que el casamiento civil igualitario (de homosexuales) es una amenaza a la humanidad" y escribió en su cuenta de twitter que el Santo Padre "es un genocida en potencia".
Las afirmaciones de Willys tienen su origen en una nota de la agencia Reuters escrita por su corresponsal en el Vaticano, Philip Pullella , en la que el periodista señaló que "el Papa Benedicto dijo el lunes que el matrimonio gay es una de las varias amenazas a la familia tradicional que amenazan ‘el futuro mismo de la humanidad’", atribuyéndole una frase que no pronunció.
Reacción cívica
Los católicos de Brasil han decidido convocar a un "twitazo" (protesta en la red social Twitter) en protesta a las agresiones de Willys, bajo el lema "¿Dónde ya se vio un diputado agraviar un jefe de estado?". El tuitazo está programado para el 19 de enero a las 6:00 p.m (hora de Brasil). Los católicos también están promoviendo la recolección de firmas para exigir la retractación de Willys.
Sobre los ataques del diputado Willys al Santo Padre, el Obispo de Aracaju (noreste de Brasil), Mons. Henrique Soares, denunció "la suciedad y la mala fe de la prensa de modo general cuando se trata de la Iglesia y del Papa Benedicto XVI".
El prelado fustigó "la deshonestidad de la prensa, que siempre busca, de modo capcioso, tergiversar las palabras del Papa para hacerlo antipático y odioso ante la opinión pública". "No me preocupo por si el Papa agrada o no a los medios de comunicación o a los "papas" de la cultura secularizada actual; pero me indigna la sordidez de esa prensa que se quiere pasar por imparcial y honesta", concluyó.
Un blog católico en Brasil también cuestionó al diputado homosexual. De él escribió que "Jean Wyllys, que dice luchar contra el perjuicio, disemina a través de las redes sociales una serie de comentarios irresponsables y ponzoñosos con el objetivo de ir contra el Papa Benedicto XVI, la Iglesia Católica y quien ose discordar de la opinión que anhela implantar la cultura gay. Éstos luego son rotulados de homofóbicos".
Absoluta manipulación y desconocimiento
Al respecto, otro periodista, el británico del diario The Guardian Andrew Brown explicó, tras haber leído el discurso completo del Santo Padre al Cuerpo Diplomático del lunes 9 de enero, que el Papa nunca mencionó el "matrimonio gay".
"Sí, el Papa es católico. Pero no dijo que el matrimonio gay sea una amenaza para la humanidad. El Papa Benedicto XVI dijo muchas cosas sobre la ecología y la economía en su discurso. Entonces, ¿para qué inventar otra noticia?", escribió Brown en su artículo reproducido también en italiano por el diario vaticano L’Osservatore Romano.
El diputado homosexual Jean Wyllis ignora además en sus agresiones que el Papa Benedicto XVI siempre se opuso al nazismo y que no evitó ser parte de las juventudes hitlerianas ya que, "negarse a pertenecer a ellas era condenarse a ser enviado a un campo de re-educación, algo similar a un campo de concentración", explica Volker Dahm, director de investigación sobre la era nazi del Instituto de Historia Contemporánea de Munich.
Además y entre los muchos hechos que muestran la fuerza moral de los Ratzinger, en diciembre de 1932 y debido a la abierta crítica de su padre hacia el nazismo, la familia se vio obligada a mudarse a Auschau am Inn, al pie de los Alpes.
Quizá una de las veces en las que más claramente habló el Papa sobre el holocausto –tema que siempre ha recibido y recibe el repudio del Santo Padre– fue en Auschwitz, Polonia, donde en mayo de 2006 dijo que "hablar en este lugar de horror, en este lugar donde se cometieron crímenes masivos sin precedentes contra Dios y el hombre, es casi imposible y es particularmente difícil y problemático para un cristiano, para un Papa de Alemania".
"En un lugar como éste, las palabras fallan; al final, sólo puede haber un silencio seco, un silencio que en sí mismo es un grito de corazón a Dios: ¿Por qué, Señor, permaneciste en silencio? ¿Cómo pudiste tolerar esto?"
"En silencio, entonces, inclinamos nuestras cabezas ante la fila infinita de aquellos que sufrieron y que fueron muertos; que nuestro silencio se convierta en una plegaria por el perdón y la reconciliación, una plegaria al Dios viviente para que no permita que esto ocurra de nuevo", dijo entonces el Papa.
Fonte: hazteOir.org
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