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Maquiadores do crime


Lenin dizia que, quando você tirou do adversário a vontade de lutar, já venceu a briga. Mas, nas modernas condições de “guerra assimétrica”, controlar a opinião pública tornou-se mais decisivo do que alcançar vitórias no campo militar. A regra leninista converte-se portanto automaticamente na técnica da “espiral do silêncio”: agora trata-se de extinguir, na alma do inimigo, não só sua disposição guerreira, mas até sua vontade de argumentar em defesa própria, seu mero impulso de dizer umas tímidas palavrinhas contra o agressor.

O modo de alcançar esse objetivo é trabalhoso e caro, mas simples em essência: trata-se de atacar a honra do infeliz desde tantos lados, por tantos meios de comunicação diversos e com tamanha variedade de alegações contraditórias, com freqüência propositadamente absurdas e farsescas, de tal modo que ele, sentindo a inviabilidade de um debate limpo, acabe preferindo recolher-se ao silêncio. Nesse momento ele se torna politicamente defunto. O mal venceu mais uma batalha.

A técnica foi experimentada pela primeira vez no século XVIII. Foi tão pesada a carga de invencionices, chacotas, lendas urbanas e arremedos de pesquisa histórico-filológica que se jogou sobre a Igreja Católica, que os padres e teólogos acabaram achando que não valia a pena defender uma instituição venerável contra alegações tão baixas e maliciosas. Resultado: perderam a briga. O contraste entre a virulência, a baixeza, a ubiqüidade da propaganda anticatólica e a míngua, a timidez dos discursos de defesa ou contra-ataque, marcou a imagem da época, até hoje, com a fisionomia triunfante dos iluministas e revolucionários. Pior ainda: recobriu-os com a aura de uma superioridade intelectual que, no fim das contas, não possuíam de maneira alguma. A Igreja continuou ensinando, curando as almas, amparando os pobres, socorrendo os doentes, produzindo santos e mártires, mas foi como se nada disso tivesse acontecido. Para vocês fazerem uma idéia do poder entorpecente da “espiral do silêncio”, basta notar que, durante aquele período, uma só organização católica, a Companhia de Jesus, fez mais contribuições à ciência do que todos os seus detratores materialistas somados, mas foram estes que entraram para a História – e lá estão até hoje – como paladinos da razão científica em luta contra o obscurantismo. (Se esta minha afirmação lhe parece estranha e – como se diz no Brasil – “polêmica”, é porque você continua acreditando em professores semi-analfabetos e jornalistas semi-alfabetizados. Em vez disso, deveria tirar a dúvida lendo John W. O’Malley, org., The Jesuits: Cultures, Sciences, and The Arts, 1540-1773, 2 vols., University of Toronto Press, 1999, e Mordecai Feingold, org., Jesuit Science and the Republic of Letters, MIT Press, 2003).

Foi só quase um século depois desses acontecimentos que Alexis de Tocqueville descobriu por que a Igreja perdera uma guerra que tinha tudo para vencer. Deve-se a ele a primeira formulação da teoria da “espiral do silêncio”, que, em extensa pesquisa sobre o comportamento da opinião pública na Alemanha, Elizabeth Noëlle-Neumann veio a confirmar integralmente em The Spiral of Silence: Public Opinion, Our Social Skin(2ª. ed., The University of Chicago Press, 1993). Calar-se ante o atacante desonesto é uma atitude tão suicida quanto tentar rebater suas acusações em termos “elevados”, conferindo-lhe uma dignidade que ele não tem. As duas coisas jogam você direto na voragem da “espiral do silêncio”. A Igreja do século XVIII cometeu esses dois erros, como a Igreja de hoje os está cometendo de novo.

A sujidade, a vileza mesma de certos ataques são plenejadas para constranger a vítima, instilando nela a repulsa de se envolver em discussões que lhe soam degradantes e forçando-a assim, seja ao silêncio, seja a uma ostentação de fria polidez superior que não tem como não parecer mera camuflagem improvisada de uma dor insuportável e, portanto, uma confissão de derrota. Você não pode parar um assalto recusando-se a encostar um dedo na pessoa do assaltante ou demonstrando-lhe, educadamente, que o Código Penal proíbe o que ele está fazendo.

As lições de Tocqueville e Noëlle-Newman não são úteis só para a Igreja Católica. Junto com ela, as comunidades mais difamadas do universo são os americanos e os judeus. Os primeiros preferem antes pagar por crimes que não cometeram do que incorrer numa falta de educação contra seus mais perversos detratores. Os segundos sabem se defender um pouco melhor, mas se sentem inibidos quando os atacantes são oriundos das suas próprias fileiras – o que acontece com freqüência alarmante. Nenhuma entidade no mundo tem tantos inimigos internos quanto a Igreja Católica, os EUA e a nação judaica. É que viveram na “espiral do silêncio” por tanto tempo que já não sabem como sair dela – e até a fomentam por iniciativa própria, antecipando-se aos inimigos.

A única reação eficaz à espiral do silêncio é quebrá-la – e não se pode fazer isso sem quebrar, junto com ela, a imagem de respeitabilidade dos que a fabricaram. Mas como desmascarar uma falsa respeitabilidade respeitosamente? Como denunciar a malícia, a trapaça, a mentira, o crime, sem ultrapassar as fronteiras do mero “debate de idéias”? Quem comete crimes não são idéias: são pessoas. Nada favorece mais o império do mal do que o medo de partir para o “ataque pessoal” quando este é absolutamente necessário. Aristóteles ensinava que não se pode debater com quem não reconhece – ou não segue – as regras da busca da verdade. Os que querem manter um “diálogo elevado” com criminosos tornam-se maquiadores do crime. São esses os primeiros que, na impossibilidade de um debate honesto, e temendo cair no pecado do “ataque pessoal”, se recolhem ao que imaginam ser um silêncio honrado, entregando o terreno ao inimigo. A técnica da “espiral do silêncio” consiste em induzi-los a fazer precisamente isso.
Olavo de Carvalho, disponível aqui.

Por que o católico não pode votar no PT? Ou vote e ganhe de brinde duas excomunhões.


Estamos numa época intensa de disputa eleitoral. O país todo veste suas camisas, faz seus apelos; debates vivos surgem aqui e ali. No entanto, dado o atual estado de coisas, o católico só pode ter uma opção: não votar no PT.

Tenho visto amigos em dúvida. Outros declaram abertamente adesão ao Partido dos Trabalhadores. Até padres revelam intenção de votar na senhora Dilma. E, não obstante, há sérios impedimentos que vedam ao católico esta possibilidade. Entendamos quais são eles:

Primeiramente, o PT é um partido abortista. Isso se vê de vários modos. Mas, apenas para ficar em um ou outro, voltemos ao ocorrido em 2009, quando o PT puniu dois dos seus deputados - Luiz Bassuma e Henrique Afonso - pelo crime nefando de se declararem contrários à descriminalização do aborto. Veja aqui.

Isso está de acordo com o Estatuto do PT, onde se esclarece que um integrante do partido deve estar "previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato", e, ainda, que um candidato que desobedecer alguma dessas normas ou resoluções "será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato" (Estatuto do PT, art. 140, §1 e 2Leia o Estatuto na íntegra aqui. O citado está na página 34.

Dentre as resoluções que vinculam obrigatoriamente os candidatos do Partido, há uma, aprovada no 3º Congresso do PT, ocorrido em agosto e setembro de 2007, onde se propugna a "defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento à [sic] todos os casos no serviço público" dando às mulheres o direito de "assim optarem", tornando o aborto factível a partir de uma simples deliberação. As resoluções deste Congresso podem ser vistas aqui, sendo que o referido se encontra na página 82.

Além disso, é digno de nota o lamento feito pelo PT pelo fato de, já no corrente ano, terem-se elegido muitos parlamentares conservadores, aos quais o PT chama de "extrema-direita" - tudo o que não concorde com eles é extrema-direita. E o grande motivo disso é que tal estrutura "jurássica" do Congresso dificultará discussões sobre as uniões homoafetivas, a legalização da maconha, e o aborto. Veja aqui.

Se se quiser, ainda, comprovar a sanha abortista e imoral desse partido, com o qual um católico não pode, em situação alguma, coadunar, leia-se o Plano Nacional de Direitos Humanos 3, o PNHD-3, defendido pelo PT, onde, dentre outras coisas, se diz:

- "Considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde" e, mais abaixo, "recomenda-se ao Poder Legislativo a adequação do Código Penal para a descriminalização do aborto; (Diretriz 9, Objetivo Estratégico III, letra G)

- "Implementar mecanismos de monitoramento dos serviços de atendimento ao aborto legalmente autorizado, garantindo seu cumprimento e facilidade de acesso." (Diretriz 17, Objetivo Estratégico II, letra G)

Leia o PNHD-3 na íntegra aqui.

Veja ainda aqui o Dr. Yves Gandra falando a respeito desse Plano, já antecipando um pouco o segundo motivo pelo qual um católico não pode votar no PT: a tentativa de comunistizar o Brasil.



O aborto é um crime absurdo onde se mata o infante indefeso que está sendo gestado. Essas políticas de descriminalização tentam realizar uma revolução semântica em termos como "direitos reprodutivos", "violência sexual" ou "planejamento familiar", a fim de que tais expressões, ao mesmo tempo em que se isentam de causar reações adversas nas pessoas, incluam realidades como o suposto direito ao aborto. O Pe. Sanahuja explica: "mudar o significado e o conteúdo das palavras é uma estratégia para que a reengenharia social seja aceita por todos, sem protestar." E ainda: 


"Estamos em meio a uma batalha da qual uma das frentes mais importantes é a semântica. Por exemplo, temos visto que o termo paternidade responsável, na boca de um político, segundo os códigos universalizados pelas Nações Unidas, não terá o mesmo significado contido nos documentos da Igreja. No linguajar de alguns parlamentares poderia significar, segundo as circunstâncias, desde a distribuição maciça de contraceptivos até mesmo a intenção oculta de promover o aborto. O mesmo se poderia dizer da expressão violência contra a mulher ou mesmo do termo tortura, palavras que o comum das pessoas nem imagina que possam esconder uma referência ao suposto direito ao aborto e outras aberrações." (Mons. Claudio Sanahuja, Poder global e religião universal, São Paulo, Ecclesiae, 2012. p.15.)

Bento XVI, por sua vez, se pronunciou numa Audiência Geral, nos seguintes termos:

"Onde Deus é excluído, a lei da organização criminal toma seu lugar, não importa se de forma descarada ou sutil. Isto começa a tornar-se evidente ali onde a eliminação organizada de pessoas inocentes - ainda não nascidas - se reveste de uma aparência de direito, por ter a seu favor a proteção do interesse da maioria" (Bento XVI, Audiência Geral, 07-10-09)

Um católico não pode defender isso sob pena de excomunhão. De todos os direitos possíveis ao ser humano, o mais importante deles é o direito à vida, sem o qual todos os demais não têm sentido algum e o qual todos estes outros direitos pressupõem necessariamente. Defender a vida desde a sua concepção até o seu fim natural é um dever inescusável de todo católico.

A CNBB inclusive escreveu um texto aos católicos, fazendo uma busca retroativa dos passos do PT e da ex-candidata Marina Silva em favor da prática deste crime que clama aos céus. O texto conclui citando o bispo de Guarulhos, Dom Edmilson Amador Caetano, que, no final do seu artigo "Fé e Política", escreve: "se um candidato…escolheu um partido que tem posições contrárias à defesa da vida, desde a sua concepção até à morte natural, e vincula e obriga os seus membros a esta posição, seria imoral para o cristão fazer tal opção política.” Recomendamos vivamente a leitura deste texto, que pode ser lido aqui.

Leia ainda o pronunciamento do Papa Bento XVI, em 2010, onde, dentre outras coisas, ele diz:

"Quando (...) os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas. (...) Seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até a morte natural. Além disso, no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro (...)? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto (...), o ideal democrático - que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana - é atraiçoado nas suas bases. Portanto, caros irmãos (...), ao defender a vida, não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo." (Discurso aos bispos do Regional Nordeste V, em visita Ad Limina.)
Veja o discurso inteiro aqui.

Votar em um partido que defende e promove a prática do aborto significa tornar-se cúmplice moral de tal crime. Portanto, pune-se o católico que o fizer com a excomunhão automática, chamada Latae Sententiae, porque há como uma excomunhão latente no próprio ato de promoção do aborto. Assim, ainda que ninguém o saiba nem o declare, a excomunhão ocorre.

Assista ao Pe. Paulo Ricardo explicando isso:



A outra razão para que o católico não possa votar no PT é que ele integra o Foro de São Paulo. Este Foro, desconhecido pela maioria das pessoas, é uma organização supranacional, fundada em 1990, por Lula e Fidel - Cruz Credo! - e que tem por objetivo a instauração de um governo socialista em toda a América Latina.

Se alguém quiser observar por si mesmo como o PT faz parte do Foro, veja aqui.

Chamo a atenção, ainda, para os seguintes vídeos:





E aí, ganham sentido todos esses namoricos que o governo brasileiro tem com Cuba, Venezuela, Argentina, etc., e o próprio fato de o PNDH-3, que o PT quer implantar no Brasil, ser tão semelhante ao modelo venezuelano. Esses atos nada mais são senão um esforço de integração dos governos socialistas para que se acelere o processo de comunização do Brasil.

Sobre os gastos com o Porto de Mariel, em Cuba, assista:



Veja ainda esses vídeos




No que se refere ao Socialismo, a Igreja também é tão oposta que chega a declarar, também, excomungado quem de algum modo o promove. Leia o Decreto contra o Comunismo, datado de 1949, escrito pelo Papa Pio XII, aqui. Este Decreto não passa a excomungar o católico a partir de então. Pelo contrário, ele apenas positiva o que já era, desde há muito, a posição da Igreja. Já Pio XI, em 1931, na Quadragesimo Anno, uma Encíclica que celebrava os quarenta anos da grande Rerum Novarum, explicitava: "Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios : ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista." Quanto aos católicos que passavam a defender o Socialismo, escreve o Papa: "Nós com paterna solicitude ansiosamente vamos considerando e indagando como foi possível que chegassem a tal aberração", e ainda:
"Porém nem a injúria Nos ofende, nem a magna desalenta o Nosso coração paterno a ponto de repelirmos para longe de Nós estes filhos tristemente enganados e saídos do caminho da verdade e da salvação; ao contrário com toda a possível solicitude os convidamos, a que voltem ao seio da Santa Madre Igreja. Oxalá que dêem ouvidos à Nossa voz! Oxalá que voltem à casa paterna donde saíram e aí permaneçam na seu posto, nas fileiras daqueles que, fieis às directivas promulgadas por Leão XIII e por Nós hoje solenemente renovadas, procuram reformar a sociedade segundo o espírito da Igreja, fazendo reflorescer a justiça e a caridade sociais."

Leia-a inteira aqui.

Portanto, há pelo menos duas excomunhões escondidas no voto ao PT, e isso deveria ser para o católico um motivo mais que suficiente para que ele entendesse que há razões graves para não fazê-lo. Um católico que faz tal escolha declara, através de sua livre atitude, que não se importa e não defende a moral da Igreja em pontos gravíssimos, tais como são a defesa da vida desde a concepção e a discordância intrínseca a quaisquer formas de socialismo, um regime que, no decorrer da história, foi o responsável por não menos que cem milhões de mortos. Desse modo, por sua própria escolha, exclui-se da comunhão católica.

Fábio.

"Interpretar e defender valores radicados na própria natureza do ser humano."


"Para a eficácia do testemunho cristão, especialmente nestes tempos delicados e controversos, é importante fazer um grande esforço para explicar adequadamente os motivos da posição da Igreja, sublinhando, sobretudo, que não se trata de impor aos não crentes uma perspectiva de fé, mas de interpretar e defender valores radicados na própria natureza do ser humano." 

João Paulo II, Carta Apostólica Novo Millenio ineunte, n. 51, 6 de janeiro de 2001.

"Dado que a fé no Criador é uma parte essencial do Credo cristão, a Igreja não pode e não deve limitar-se a transmitir aos seus fiéis apenas a mensagem da salvação. Ela tem uma responsabilidade pela criação e deve fazer valer esta responsabilidade também em público. E, fazendo isto, deve defender não só a terra, a água e o ar como dons da criação que pertencem a todos. Deve proteger também o homem contra a destruição de si mesmo. É necessário que haja algo como uma ecologia do homem, entendida no sentido justo. Quando a Igreja fala da natureza do ser humano como homem e mulher e pede que se respeite esta ordem da criação, não está expondo uma metafísica superada. Trata-se aqui, de fato, da fé no Criador e da escuta da linguagem da criação, cujo desprezo seria uma autodestruição do homem e, portanto, uma destruição da própria obra de Deus.

O que com frequência é expresso e entendido com a palavra 'gender' [gênero] resulta, em definitivo, na auto-emancipação do homem da criação e do Criador. O homem pretende fazer-se sozinho e dispor sempre e exclusivamente sozinho o que lhe diz respeito. Porém, desta forma, vive contra a verdade, vive contra o Espírito criador. As florestas tropicais merecem, sim, a nossa proteção, mas não a merece menos o homem como criatura, na qual está inscrita uma mensagem que não significa contradição da nossa liberdade, mas a sua condição. Grandes teólogos da Escolástica qualificaram o matrimônio, ou seja, o vínculo para toda a vida entre homem e mulher, como sacramnto da criação que o próprio Criador instituiu e que Cristo - sem modificar a mensagem da criação - depois acolheu na história da salvação como sacramento da nova aliança. Pertence ao anúncio que a Igreja deve levar o testemunho a favor do Espírito criador presente na natureza em seu conjunto e, de modo especial, na natureza do homem, criado à imagem de Deus. A partir desta perspectiva deve ser lida a Encíclica Humanae Vitae: a intenção do Papa Paulo VI era defender o amor contra a sexualidade como consumo; o futuro, contra a pretensão exclusiva do presente; e a natureza do homem, contra a sua manipulação."

Bento XVI, Discurso aos membros da Cúria Romana, 22-12-08.

"O caráter típico desta nova antropologia, concebida como fundamento da Nova Ordem Mundial, manifesta-se, sobretudo, na imagem da mulher na ideologia do "Women's Powerment" [empoderamento da Mulher] proposta por Pequim. O objetivo em vista é a autorrealização da mulher, que encontra os seus principais obstáculos na família e na maternidade. Assim, a mulher deve ser libertada, sobretudo do que a caracteriza e lhe dá nada mais que a sua especificidade: esta é chamada a desaparecer diante de uma "Gender equity and equality" [eqüidade e igualdade de gênero], diante de um ser humano indistinto e uniforme, em cuja vida a sexualidade não tem outro sentido senão o de uma droga voluptuosa, a qual se pode usar sem critério algum."

Ratzinger, J. Prefácio ao livro de Schooyans, M., O Evangelho perante a Desordem Mundial, Ed. Fayard, Paris, 1997.

SANAHUJA, Juan Claudio. Poder Global e Religião Universal. São Paulo: Ecclesiae, 2012. p. 41-43.

O avanço do gayzismo - não nos acovardemos!


E a cantilena gayzista segue, arrastando tudo quanto há pela frente. Parece uma evangelização ao contrário: recolhem os que são da sua laia e os que não são, jogam fora, não numa atitude de indiferença, mas de condenação, de criminalização. Dia após dia a onda de ódio travestida de tolerância se faz ver. Quem não lembra da pedra jogada contra a cabeça do rapaz do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira? Ou das declarações sempre sem noção do Jean Wyllys? Ou ainda do ativista gay disposto a pegar em armas? Atualmente, o Deputado Marco Feliciano tem enfrentado toda sorte de ofensas e ataques apenas porque não é favorável às tais uniões homossexuais. Ainda mais recentemente, a cantora Joelma, por ter declarado sua posição moral cristã, tem sido vítima de uma série de ofensas e acusações, ao ponto de dizer que sua vida virou um inferno. A lista seria por demais extensa...

E qualquer um de nós pode passar facilmente de expectador a vítima direta desses alucinados. É possível observar que há toda uma intenção por homossexualizar o senso comum, e isto é passado para a sociedade por meio das escolas, universidades, músicas, filmes, novelas. Nem os quadrinhos infantis escapam: há pouco tempo, fizeram do personagem Lanterna Verde um gay declarado, a fim de que isto já repercuta no imaginário infantil. E assim a coisa se alastra. Considerem ainda os profundamente vulgares kits gays preparados no intuito de serem distribuidos às crianças... 

Hoje em dia, a coisa mais fácil do mundo é a gente escutar a palavra "homofóbico" na boca de qualquer pessoa, mesmo das mais simples que nunca tiveram sequer a idéia do significado da expressão. Criticar o homossexualismo tornou-se o mesmo que declarar-se racista ou algo da mesma natureza. Uma espécie de medo foi incutida na consciência das pessoas que vão procurando aderir às novas idéias a fim de não serem tidas por preconceituosas. É um gayzismo que se impõe e que é acatado como modo de autoproteção. 

Assim, a gente vai prostituindo a própria alma. Vai se deixando moldar pelos subvalores. Vai sacrificando o que resta de honestidade no altar do conforto e da segurança. Afinal, é duro ser visto como o "do contra", o retrógrado, o intolerante e alienado. E nesse caminho tem ido inclusive muita gente que se diz cristã, como se fosse possível conciliar o Cristo com a mundanidade.

Porém, o verdadeiro Cristo nos diz: "não vos conformeis com este mundo", e ainda: "Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou antes que a vós". Os católicos não podem cair nesse engodo. Pelo amor de Deus, nós temos de ser conscientes do que tem acontecido. Os valores do Evangelho não caducaram! Estão aí, firmes e fortes, atuais e prementes! Gira o mundo, mas a cruz permanece firme! Devemos lutar e defender aqueles valores que moldaram a nossa civilização e nos trouxeram até aqui. 

Não caiamos nessa de que se opôr à ditadura gay é o mesmo que ser preconceituoso! Não! Nós nos opomos a ela por conceito! Porque refletimos seriamente a respeito e porque Deus o desaprova. Agora, nessa intolerância gayzista contra os religiosos se esconde um verdadeiro preconceito: o de afirmar que a fala de um religioso teria menos valor. Não, meus caros! Nós também temos voz, e a religião não é um irracionalismo e tampouco deve ficar restrita ao foro íntimo. A Fé sem obras é morta, e as obras aqui fazem referência à encarnação dos valores do Evangelho a fim de que toda a vida possa adquirir uma unidade em função desses valores. Sejamos coerentes! Porém, não é preciso ser religioso para defender a exclusiva licitude da união heterossexual. Qualquer pessoa de bom senso, ouso dizê-lo, entende do que aqui se trata e quais os motivos que o legitimam. O irracionalismo, a simpatia apriorística estão precisamente do outro lado: o lado que defende a união gay com base ou nos próprios desejos ou numa visão confusa e nublada que absolutiza e onipotencializa os afetos humanos, como se fossem, por si só, geradores de legitimidade.

Não, não! Não podemos cair nessa conversa mole! Combatamos pelo bem! Na verdade, nós não temos preconceito nem cultivamos qualquer espécie de ódio ou fobia por homossexuais. Mas disto não se segue que tenhamos de trair os valores do Evangelho que estão inscritos não apenas nele, - no Evangelho - mas já na própria constituição humana e na estrutura da realidade. Não sintamos culpa de sermos cristãos e de termos repugnância e indignação por certas coisas. 

Que Deus, nosso Senhor, nos guarde e nos dê forças para combater o bom combate.

A abertura criadora do amor humano e o egoísmo do nosso século


Thomas Merton

A Igreja compreende o amor humano com uma inteligência melhor e mais profunda do que o homem hoje, que pensa conhecer-lhe todos os segredos. A Igreja bem sabe que frustrar a finalidade criadora da geração humana é confessar um amor que é insincero. E insincero porque é menos que humano, menos até que animal. Amor que só procura gozar, sem nada criar, não é sequer uma sombra de amor. Não tem poder nenhum. A impotência psicológica da nossa exagerada geração deve ser imputada à irresistível acusação de insinceridade que todo homem e toda mulher que amam unicamente pelo prazer sentem no fundo da alma. Um amor que tem medo de filhos por qualquer motivo que seja, é um amor que tem medo do amor. É dividido contra si próprio. É uma mentira e contradição. A própria natureza do amor exige o aproveitamento da sua força criadora, a despeito de qualquer obstáculo. O amor, mesmo humano, é mais forte do que a morte. Por conseguinte, o verdadeiro amor é mais forte do que a pobreza, a fome ou a angústia. E, no entanto, os homens do nosso tempo não põem, em amar, essa coragem de arriscar mesmo o incômodo.

Não é surpreendente que a Igreja despreze completamente os argumentos econômicos dos que pensam ser o dinheiro e o conforto mais importantes do que o amor? A vida da Igreja é em si mesma a forma mais alta do amor, e nesse amor mais elevado todos os amores menores recebem a proteção e a guarda de uma sanção divina. É inevitável que no dia em que os homens esvaziem de toda a sua força e conteúdo o amor humano, continue a Igreja o seu último defensor. Mas, o que é certamente irônico, é que a sábia doutrina da Igreja proteja mais o prazer físico do amor humano, do que os sofismas daqueles cujo fim aparente é só o prazer. Aqui, ainda, sabe a Igreja de que é que está falando, ao lembrar-nos que o homem é feito de corpo e alma, e que o corpo só preenche bem as suas funções quando inteiramente sujeito à alma, e esta à graça, isto é, ao amor divino. Segundo a doutrina da Igreja, a virtude da temperança não é destinada a esmagar ou desviar o instinto humano de prazer, mas a levá-lo a servir a seu fim: conduzir o homem à perfeição e à felicidade em união com Deus.

E, assim, é a Igreja obrigada pela sua inflexível lógica a deixar ao homem toda a ordenada plenitude de prazeres necessários ao bem-estar da pessoa e da comunidade. Ela jamais considera o prazer como um "mal necessário" a tolerar. É um bem, que pode contribuir à santificação do homem, embora seja extremamente difícil ao homem decaído fazer dele um bom emprego. Daí o rigor das suas leis. Mas não devemos esquecer a finalidade das leis, que é a de assegurar tanto os direitos de Deus, como os do homem. Inclusive, os direitos do corpo do homem.

Uma vez ainda, não me acusem de exagero ao buscar o problema da sinceridade em suas raízes no amor humano. O egoísmo de uma época devotada ao mero prazer manchou toda a raça humana com um erro que converte todos os nossos atos mais ou menos em mentiras contra Deus. Um século como o nosso não pode ser sincero.

MERTON, Thomas. Homem Algum é Uma Ilha. Rio de Janeiro: Agir, 1968. p. 167-168.

Sobre a não retratação do Jean Wyllys



Teço abaixo apenas alguns comentários sobre essas declarações do Jean.


1- Circula na web uma notícia FALSA q diz que "Jean Wyllys real" se 'retratou' de sua resposta às ofensas do papa contra os gays através de nota.

Como a mensagem faz que estão de destacar, é claro que uma atitude digna como é a de reconhecer o próprio erro e a precipitação que foi ofender o Papa não poderia proceder deste sujeito. Então, obviamente, é certo que a notícia seja FALSA (como destacado na mensagem); ela não corresponde ao "Jean Wyllys REAL". Seria esperar demais do rapaz, né? Mesmo sendo tão evidente a falsidade das suas afirmações, ele simplesmente recusa se retratar. Contudo, desse modo, ele termina por nos fazer um belo favor: o de demonstrar o seu verdadeiro caráter que é o de uma alma infantilizada que apenas se importa com os próprios desejos e não está nem aí para a verdade dos fatos. Como acreditar num sujeito desses, cuja desonestidade intelectual e moral é tão gritante?

2- "Jean Wyllys real" emitiu uma nota explicando por que não é necessária uma 'retratação' e ratifica seus comentários.

Eu gostaria muito de ver a tal nota. Alguém aí sabe onde se encontra esse negócio? Dei uma modesta procurada, mas só achei a FALSA notícia da retratação que, obviamente, não corresponde ao Jean Wyllys REAL.

3- "Jean Wyllys real" respeita e defende a liberdade religiosa e tem certeza de que a maioria dos cristãos são contra a homofobia.

Muito interessante essa declaração aqui. Ele diz que respeita a liberdade religiosa, mas já faz questão de restringir esta liberdade: ninguém pode ser contra o homossexualismo, senão é homofóbico. Jean aqui se auto-reconhece como o portador do verdadeiro critério de legitimidade da verdadeira liberdade religiosa. Mesmo não sendo religioso, de tal modo ele se auto-representa como uma sumidade que, mesmo para os católicos praticantes, ele se coloca como uma autoridade, uma linha divisória, um demarcador do que é moral e do que não é, do legítimo e do ilegítimo. Isso tudo fica ainda mais irônico quando percebemos que, no fundo da questão, o que há é uma luta irracional de defesa da sodomia, cuja prática caracteriza, justamente, a mais imediata representante da imoralidade.

4- As declarações do papa contra os gays não representam o povo cristão, mas um pequeno grupo extremista e fundamentalista.

Mais uma vez, Jean se entende como o supra-sumo da verdade religiosa, como o Logos divino que vem trazer a forma correta de ver o mundo, como o detentor da verdade moral. Para isto, ele não hesita em nos definir - a nós que estamos com o papa e o bom senso - como grupo extremista e fundamentalista. Mas Wyllys, a quem faltou tanto a prudência de não fazer afirmações gratuitas quanto certos conhecimentos históricos para além das conversas de esquina e dos livrinhos de HQ, se entende dispensado de fazer afirmações segundo os fatos, uma vez que aquilo pelo que ele luta é a primeira coisa que, de modo evidente, contraria a própria realidade do mundo, do corpo humano, do bem, da beleza, do amor, de Deus. Mas para Jean, inimigo da realidade, o mero fato de dizer algo parece fazer com que este algo se torne verdadeiro. Por trás dos disparates do ex-BBB, parece haver qualquer pretensão de auto-divinização. Talvez seja por isso que ele se arvora ao título de especialista-mor do cristianismo, conhecedor de mistérios que estão infinitamente acima de nós, meros mortais cristãos fiéis ao papa. É claro que, em posse de tal profundeza de julgamento, ele bem poderia definir o que é cristão, e o que não é. Forçoso seria perguntar se ele não quer começar a atender confissões. Talvez não; ele pode supor que conhece infusamente os mais recônditos da alma humana e, portanto, não é necessário que alguém lhe diga. 

5- Portanto, a resposta de "Jean Wyllys real" não atinge os cristãos de boa fé, mas apenas aquela minoria homofóbica.

Aqui, novamente, está suposto que Jean é o cara que define qual é o cristão de boa fé - aquele molenga, que não obedece o papa, que é cristão só de nome e que, no final, pensa que os mimosos gays militantes somente querem se amar, e que isso não pode ser lá tão nefasto - e a minoria homofóbica, os vilões terrivelmente perigosos e nefandos que ousaram, contra todas as leis ditadas pelo Jean - a divindade criadora da moral dos BBB's da vida - criticar - que horror! - as práticas homossexuais. Oh, que pecado imperdoável! Os homofóbicos até ousaram - com mil demônios! - olhar com objetividade para o mundo real, apontar para a esterilidade da relação homossexual, defender a constituição naturalmente heterossexual da fisiologia humana, resguardar a família constituída entre um homem e uma mulher, e o que é pior: ousaram ser coerentes com os princípios cristãos, já bi-milenares e descritos na Sagrada Escritura há muito mais tempo. Mas quem diria que seria justamente a fidelidade à moral cristã que faria com que um sujeito se tornasse um mau cristão? Na visão do Jean, é pela desobediência ao cristianismo que alguém se torna um bom católico. A infidelidade é a moral. Precisamente, sr. Jean. O senhor realmente se mostra um supra-sumo... só não lhe posso garantir que o seja da sabedoria.


Os católicos brasileiros responderão amanhã com um 'twitaço' à nova arremetida contra o Papa

Será una gran respuesta en la red social al congresista gay Jean Willys (PSOL) quien, usando mentiras de Reuters atribuyendo declaraciones falsas al Pontífice, le descalifica llamándolo "nazi" y "genocida en potencia". 


REDACCIÓN HO / ACI PRENSA .- Tomando como fuente a la agencia de noticias Reuters sobre una frase que el Papa Benedicto XVI nunca pronunció respecto al 'matrimonio gay', un diputado homosexual en Brasil atacó gratuitamente al Pontífice llamándolo "nazi" y "genocida en potencia".

Jean Willys, del PSOL, escribió el pasado 12 de enero un artículo titulado Benedicto XVI y las amenazas a la humanidad publicado en la revista semanal Carta Capital, en el que señala que el Papa, "acusado de ver con simpatía el nazismo, dijo que el casamiento civil igualitario (de homosexuales) es una amenaza a la humanidad" y escribió en su cuenta de twitter que el Santo Padre "es un genocida en potencia".

Las afirmaciones de Willys tienen su origen en una nota de la agencia Reuters escrita por su corresponsal en el Vaticano, Philip Pullella , en la que el periodista señaló que "el Papa Benedicto dijo el lunes que el matrimonio gay es una de las varias amenazas a la familia tradicional que amenazan ‘el futuro mismo de la humanidad’", atribuyéndole una frase que no pronunció.

Reacción cívica

Los católicos de Brasil han decidido convocar a un "twitazo" (protesta en la red social Twitter) en protesta a las agresiones de Willys, bajo el lema "¿Dónde ya se vio un diputado agraviar un jefe de estado?". El tuitazo está programado para el 19 de enero a las 6:00 p.m (hora de Brasil). Los católicos también están promoviendo la recolección de firmas para exigir la retractación de Willys.

Sobre los ataques del diputado Willys al Santo Padre, el Obispo de Aracaju (noreste de Brasil), Mons. Henrique Soares, denunció "la suciedad y la mala fe de la prensa de modo general cuando se trata de la Iglesia y del Papa Benedicto XVI".

El prelado fustigó "la deshonestidad de la prensa, que siempre busca, de modo capcioso, tergiversar las palabras del Papa para hacerlo antipático y odioso ante la opinión pública". "No me preocupo por si el Papa agrada o no a los medios de comunicación o a los "papas" de la cultura secularizada actual; pero me indigna la sordidez de esa prensa que se quiere pasar por imparcial y honesta", concluyó.

Un blog católico en Brasil también cuestionó al diputado homosexual. De él escribió que "Jean Wyllys, que dice luchar contra el perjuicio, disemina a través de las redes sociales una serie de comentarios irresponsables y ponzoñosos con el objetivo de ir contra el Papa Benedicto XVI, la Iglesia Católica y quien ose discordar de la opinión que anhela implantar la cultura gay. Éstos luego son rotulados de homofóbicos".

Absoluta manipulación y desconocimiento

Al respecto, otro periodista, el británico del diario The Guardian Andrew Brown explicó, tras haber leído el discurso completo del Santo Padre al Cuerpo Diplomático del lunes 9 de enero, que el Papa nunca mencionó el "matrimonio gay".

"Sí, el Papa es católico. Pero no dijo que el matrimonio gay sea una amenaza para la humanidad. El Papa Benedicto XVI dijo muchas cosas sobre la ecología y la economía en su discurso. Entonces, ¿para qué inventar otra noticia?", escribió Brown en su artículo reproducido también en italiano por el diario vaticano L’Osservatore Romano.

El diputado homosexual Jean Wyllis ignora además en sus agresiones que el Papa Benedicto XVI siempre se opuso al nazismo y que no evitó ser parte de las juventudes hitlerianas ya que, "negarse a pertenecer a ellas era condenarse a ser enviado a un campo de re-educación, algo similar a un campo de concentración", explica Volker Dahm, director de investigación sobre la era nazi del Instituto de Historia Contemporánea de Munich.

Además y entre los muchos hechos que muestran la fuerza moral de los Ratzinger, en diciembre de 1932 y debido a la abierta crítica de su padre hacia el nazismo, la familia se vio obligada a mudarse a Auschau am Inn, al pie de los Alpes.

Quizá una de las veces en las que más claramente habló el Papa sobre el holocausto –tema que siempre ha recibido y recibe el repudio del Santo Padre– fue en Auschwitz, Polonia, donde en mayo de 2006 dijo que "hablar en este lugar de horror, en este lugar donde se cometieron crímenes masivos sin precedentes contra Dios y el hombre, es casi imposible y es particularmente difícil y problemático para un cristiano, para un Papa de Alemania".

"En un lugar como éste, las palabras fallan; al final, sólo puede haber un silencio seco, un silencio que en sí mismo es un grito de corazón a Dios: ¿Por qué, Señor, permaneciste en silencio? ¿Cómo pudiste tolerar esto?"

"En silencio, entonces, inclinamos nuestras cabezas ante la fila infinita de aquellos que sufrieron y que fueron muertos; que nuestro silencio se convierta en una plegaria por el perdón y la reconciliación, una plegaria al Dios viviente para que no permita que esto ocurra de nuevo", dijo entonces el Papa.

Fonte: hazteOir.org

Bispos nigerianos, juntamente com senado, dizem não às uniões homossexuais. E a CNBB?

A foto representa um bispo brasileiro isolado... A maioria sequer luta...

Só a pergunta já causa gastura. Sinceramente, ando muito envergonhado com a maior parte dos nossos bispos.

Eis algumas declarações dos bispos nigerianos a respeito da decisão do senado de tornar ilegais as uniões homoafetivas:

A decisão dos Senadores foi "corajosa e promotora da esperança"

“Queremos apoiar firmemente a proibição da união do mesmo sexo como expressão ao mesmo tempo de nossos valores culturais nigerianos e de nossas crenças religiosas enquanto cristãos”.

“A proibição de atos públicos de “afeto” homossexuais é “essencial para a saúde moral do país”.

“Muito longe de ser uma negação de um direito fundamental de alguns nigerianos que adotem essas condutas, a proibição protege nossa sociedade da usurpação de seu direito à saúde moral e à decência cultural”

E embora a Nigéria tenha sido interpelada por vários outros países para que mudasse sua decisão, inclusive sob ameaças de cessação de apoios e benefícios, os bispos nigerianos responderam:

“Declaramos que país algum tem o direito de impor a outro, normas que visam subverter nossos valores culturais e sociais só para satisfazer a exóticos desejos e tendências de alguns poucos”.

Bendita a coragem desse povo. Católicos nigerianos, estamos com vocês! Mesmo estando tão distantes, a luz da vossa Fé ilumina as sombras em que vivemos aqui no Brasil. Que a vossa coragem na perseguição constranja a covardia dos nossos, onde a ameaça física ainda não existe de todo.

Leia a notícia aqui.

E a CNBB? 

"Pergunte não, pra não fazer raiva!", é o que diria um bom nordestino...

"Seja vossa linguagem: sim, sim; não, não."
"Não vos conformeis com este mundo... Se o mundo vos odeia, sabei que Me odiou antes a Mim...", foi o que disse Jesus.

Ainda sobre as ofensas feitas ao Papa pelo dep. ex-BBB Jean Wyllys - Algumas implicâncias dos pressupostos gayzistas


Todos temos acompanhado, meio que com certo mal estar, a polêmica levantada pelo deputado Jean Wyllys, a respeito de uma interpretação do recente pronunciamento do Papa Bento XVI que nada fez senão repetir o que já é absolutamente conhecido por todos como sendo a posição católica. A notícia da declaração de Sua Santidade surgiu na mídia sob o título sensacionalista de "O Papa diz que casamento gay é uma ameaça à humanidade".

O deputado Jean tratou, então, de tecer comentários maldosos e difamatórios a respeito deste que é, não somente o Líder da Igreja Católica Apostólica Romama, mas também um Chefe de Estado. Referindo-se a ele como genocida em potencial, acobertador de pedófilos e filo-nazista, o ex-BBB ofendeu não somente o Papa com seus quase 85 anos, mas também a toda a comunidade católica mundial, no mínimo insinuando que nós, que o amamos e o defendemos, somos cúmplices morais de crime contra a humanidade. Aliás, foi bem essa a posição de um dos textos favoráveis aos disparates do deputado; dizia que os padres todos deveriam ser presos.

Como muito bem foi lembrado, Jean não agiria da mesma forma diante de uma comunidade muçulmana. A atitude, pois, irracional e infantil do referido parlamentar testemunha pelo menos duas coisas: 1- a natureza pacífica dos cristãos que só em última instância e em casos legítimos recorrem ao uso da força. Se assim não fosse, o deputado não ousaria ventilar tais ofensas gratuitas. 2- A covardia do deputado e a sua profunda ignorância, má-fé e irresponsabilidade por fazer tais comentários sem qualquer preocupação com sua correspondência aos fatos.

Muitos já escreveram sobre isto, desmentindo devidamente este afetado do Dep. Wyllys, de modo que se torna ocioso escrever mais a respeito. Limito-me, então, a fazer algumas recomendações de leitura:


O ponto, porém, que eu gostaria de abordar aqui é outro:

Quando estes assuntos, evidentemente dotados de um potencial polêmico - mas que não são polêmicos em si - estouram na mídia e são contemplados pela sociedade em geral, eles tendem a despertar os tipos mais variados de juízos e mesmo os sujeitos que nunca pensam detidamente a respeito terminam sentindo-se preparados para emitir uma opinião, como se isso fosse qualquer banalidade. Grande parte dos que defendem a união homoafetiva aderem a esta posição utilizando-se somente de critérios românticos; ou são induzidos a isto pelo ambiente ideológico gerado por um contínuo martelar de inverdades e de afirmações gratuitas por parte dos formadores de opinião de cunho esquerdista que ameaçam com o apodo de preconceituoso os discordantes e fazem parecer que a quase totalidade das pessoas, com exceção dos bitolados e fanáticos religiosos, compreende a legitimidade de suas reivindicações.

Pior é quando estes sujeitos, conseguindo juntar duas falsas premissas ditas de qualquer modo num "Super-Pop" da vida, terminam vislumbrando uma conclusão - que se segue naturalmente das premissas falsas - e se convencem de que chegaram ali pelo próprio esforço e capacidade de penetração do problema e, logo, passam a defender tal opinião como se o ato de fazê-lo se convertesse numa espécie de garantia de autonomia intelectual. Não tenham dúvidas de que o tão alardeado senso crítico, no mais das vezes, é só isso.

A questão é que todo raciocínio e argumentação precisa repousar sobre verdades primeiras, e o grande problema dos discursos ideológicos está justamente nessas verdades primeiras, geralmente falsas. Contudo, a grande maioria desses que aderem à causa gay e gostam de fazer chover ofensas sobre o nome de Bento XVI, não tem o hábito de observar as premissas. Se estas fossem legítimas, teríamos uma argumentação coerente.

Porém, numa argumentação qualquer, como as premissas são as verdades primeiras, elas em geral não precisam ser explicadas, pois servem como premissas as verdades que são evidentes. Se elas devessem a toda hora ser explicadas, não seriam jamais verdades primeiras, e estariam a todo instante dependentes de verdades anteriores, estas sim, primeiras.

Pois bem. É muito cansativo ter de explicar os princípios a alguém que não os conhece, razão pela qual Schopenhauer recomendava abster-se de discussões com sujeitos assim. Alguém, por exemplo, que quisesse explicar porque o princípio de identidade é válido, ou porque a contradição implica falsidade, se veria diante de um trabalho complicado.

Temos, então, dois problemas no convencimento de grande parte das pessoas nas quais o bom senso cedeu lugar à anti-lógica revolucionária: 1- o critério mais comum de adesão não é racional, mas sentimental ou consensual. 2- A ignorância das premissas fá-los cegos à fragilidade e irracionalidade da própria posição e à firmeza da moral cristã.

Mas peguemos algumas premissas que fundamentam o discurso gayzista. Uma delas está veementemente exposta na carta que o referido deputado escreveu recentemente e consiste numa concepção muito abrangente e solta do amor. Muita gente irá concordar com ele e fará coro à sua voz. A linha é sempre mais ou menos a seguinte:

"Não é uma coisa tenebrosa que pessoas, em pleno século XXI, somente pelo fato de serem diferentes, estejam impedidas de amar? Ora, não foi Jesus quem pregou o amor? Se o amor é assim tão importante, os gays também têm o direito de amar e de construir uma vida a partir daí. Não aceitar isto é preconceito e é contrariar a ordem de Jesus."

Tenho certeza de que muita gente se identifica com este discurso. Mas se isto acontece, só prova que o grande motivo da adesão à causa gay é puramente emotivo. Este modo de argumentação exposto acima, em itálico, tem muitos erros e os seus pressupostos são totalmente falsos.

Para que fique evidente a fragilidade do discurso, levantemos a seguinte questão:

1- E se o objeto do amor de um homem fosse uma criança e esta, por sua vez, consentisse e afirmasse corresponder ao sentimento do adulto? Se o amor enquanto "sentimento" ou "atração" é mesmo o critério absoluto de uma união, então nós deveríamos legitimar a pedofilia consentida! Ora, esta coisa e outras piores são defendidas pelo Michel Foucault, guru nos cursos de Filosofia e Psicologia (Veja aqui, aqui e aqui) e, obviamente, leitura obrigatória de fundamentação da militância gay. O Luiz Mott também não se oporia à constatação de que a pedofilia decorre naturalmente dos pressupostos assumidos (Sobre isso, veja aqui e aqui) E agora? Devemos aceitar a pedofilia? "Não!", dirá a maioria sem nem perceber que agora estão indo contra o que antes haviam estabelecido como critério. Ué, então só "amor"  não é suficiente? Tem algo mais que convém levar em consideração? Incrível! O sujeito começa a se iluminar!

A maior parte dos ludibriados pelo sofisma gayzista provavelmente fará a seguinte ressalva: deve haver uma idade a partir da qual torna-se legítima a união sexual; antes não." Pois bem. Concordemos, né?; afinal, eles começaram a ficar do nosso lado. Notemos, porém, duas coisas: 1º que a idade é um critério objetivo. Saímos, enfim, da onipotência do subjetivismo gayzista. 2º que os defensores de um limite de idade, na maioria das vezes, não saberão explicar o "porquê" de este ser um critério legítimo. Só sabem que é, tipo o Chicó. Se disserem que é porque a criança não deve envolver-se em relações sexuais, não estarão argumentando, mas apenas repetindo a afirmação do limite da idade.

Algum espertinho, porém, talvez diga: "Ah, isto é porque o corpo infantil não está ainda perfeitamente ordenado às experiências sexuais". Se o sujeito argumenta deste jeito, percebemos que ele recorreu a mais um critério objetivo: o fator fisiológico. Pois bem! Este é justamente um dos critérios que fundamentam a moral católica a este respeito! Fisiologicamente, o corpo infantil não está ordenado à prática sexual. Vamos a mais uma constatação?

Fisiologicamente, o corpo masculino ordena-se ao feminino e vice-versa. Portanto, fisiologicamente, é anti-natural a união homossexual! Digo e repito: o ânus não é um órgão sexual! Estas coisas são de uma verdade absolutamente evidente e, portanto, o aspecto fisiológico, aos quais poderíamos estender também o psicológico, servem como princípio, ora bolas! Quer relativizar o aspecto fisiológico? Então, vai ter de admitir um monte de imoralidades, inclusive a pedofilia!

Poderíamos fazer ainda outras perguntas aos defensores do gayzismo:

Se o que importa é o amor ou a satisfação das próprias inclinações, também seria legítimo o sexo com animais? Não seria intolerância restringir somente à espécie humana o amor que é universal? O Jean friza que houve um tempo em que não se permitia a relação entre brancos e negros, e ele utiliza isto para argumentar que também hoje não se deve impedir a positivação da união entre dois homens ou entre duas mulheres. Pois bem! Utilizemos o mesmo argumento para defender a união inter-espécie. Que mal tem se uma pessoa legitima sua relação com uma cadela? Se o cachorro é o melhor amigo do homem, por que é que não pode progredir na intimidade? O amor é universal! Já que utilizam Jesus para fundamentar a união gay, utilizemos também S. Francisco de Assis para defender as relações com animais! - Que S. Francisco me perdoe por usá-lo em assunto tão tosco... - Posso, também, transar com uma árvore e adotar um filho com ela? Oras, quem foi que definiu que os pais têm de ser humanos? Se a criança tem por mãe uma árvore, isto pode desenvolver nele uma consciência ecológica mais forte, e em nenhum tempo isto seria mais adequado do que nos dias de hoje! E se fosse um casamento com um cadáver? Quem foi que definiu que o cônjuge precisa estar vivo? Ah, a lei só se aplica a indivíduos vivos? Mas, e se pensarmos no direito do sujeito que tem um fetiche por cadáveres? Não é um direito dele? Afinal, o critério último devem ser as pulsões sexuais, né? Quem vai duvidar de que os seus sentimentos pela defunta sejam sinceros? Não posso, só porque isto me escandaliza, restringir a satisfação de outra pessoa; seria intolerância, obscurantismo, medievalismo!

Vamos mais? E se o sujeito resolvesse se envolver com alguém da própria família? Com base em que se afirma a imoralidade do incesto? Isso não é, também, amor? Por que essa intolerância com o diferente? Aliás, isto não seria passível de se tornar um amor ainda mais intenso?

E quem foi que restringiu uma relação amorosa a dois sujeitos, apenas? Em outras culturas, há várias organizações diferentes de convívio múltiplo! Assim como querem retirar o tabu relacionado às profissionais do sexo, tiremos também a marca da imoralidade das orgias! Por que que tem de ser só dois? Não é muito mais legal, e solidário, se forem vários? Corramos rumo à liberdade! Vejamos as infinitas possibilidades disso!

Se alguém disser que eu to forçando a barra, eu respondo que estou tão somente apontando as implicâncias dessas premissas, que são a exclusão de todo limite. Se, porém, alguém defender que deve haver qualquer limite, este limite tem de ter um fundamento. Se há um fundamento, ele tem de ser explicado. Se há um limite que está para além dos consensos, ele faz parte da própria natureza. Há, então, que admitir-se certos traços no homem que devem ser respeitados em qualquer contexto. Logo, o "amor" não pode ser o único critério de validação de uma união.

Estas práticas que estão querendo implantar aqui no Brasil, já aprovadas em outros lugares, são de uma absurdidade tremenda! E vocês que, ainda que bem intencionados, atacam o Papa e a Igreja, prestem atenção! A Igreja e este senhor já idoso têm feito um esforço imenso para manter algo de dignidade no mundo! Deixem de ser abobados e comecem a reconhecer quem, de verdade, está lutando pelo bem e pela verdade.

Fábio.

Resposta Católica ao Deputado Wyllys

Carta de um ex-homossexual aos jovens



Pessoal, quero recomendar a leitura desta "carta de um ex-homossexual aos jovens". Nela, se vê a história dolorida de um rapaz que, após 16 anos de ativismo homossexual, chegou por si mesmo à constatação de que liderava, nas suas palavras, um movimento de perversão.

E esse testemunho vem muito em boa hora, pois ele nos mostra, de modo encarnado, aquilo que um recente estudo comprovou: os homossexuais nem nasceram assim nem estão impossibilitados de deixarem de sê-lo. (Aqui  a matéria original em inglês;  Aqui uma tradução)

Abaixo, alguns trechos da carta. Mas recomendo que leiam-na toda. Boa leitura.

**

"Ficou claro para mim, enquanto eu pensava sobre isso — e realmente orava sobre isso — que o homossexualismo nos impede de achar nossa verdadeira personalidade. Quando estamos na cegueira do homossexualismo, não conseguimos ver a verdade."

"O homossexualismo permite que evitemos nos aprofundar em nós mesmos. Ficamos na superficialidade e atrações inspiradas por cobiças sexuais — pelo menos, enquanto a lei “aceita” o homossexualismo. Como conseqüência, um número grande de homossexuais não consegue achar sua personalidade mais real, sua personalidade em Cristo que é presente de Deus."

"Muitos que se encontram aprisionados ao homossexualismo ou a outras condutas lascivas vêem Deus como inimigo, pois Ele os faz lembrar quem e o que eles foram realmente criados para ser. Gente apanhada no ato de seu pecado preferiria permanecer numa “ignorância feliz” e silenciar a verdade e os que a falam, por meio de antagonismo, condenação e aplicando-lhes termos como “racista”, “insensível”, “perverso” e “discriminador”."

"Parte da agenda homossexual é fazer com que as pessoas achem que nem vale a pena pensar em conversão — e muito menos pensar que a conversão funciona."

"A nossa cura dos pecados do mundo não acontecerá num instante. Mas acontecerá — se não deixarmos que o orgulho a bloqueie. E, caso você não saiba, no final quem vence é Deus."

A falsa paz da traição é desejada por soldados covardes


“Estão muito equivocados os que acreditam possível e esperam para a Igreja um estado permanente de plena tranquilidade; porém, é pior, e mais grave, o erro daqueles que se iludem pensando que alcançarão essa paz efêmera mediante a dissimulação dos direitos e interesses da Igreja, sacrificando-os aos interesses privados, diminuindo-os injustamente, comprazendo ao mundo, ‘no qual domina inteiramente o demônio’ (I Jo V,19), com o pretexto de captar a simpatia dos fautores de novidade e atraí-los à Igreja, como se fora possível a harmonia entre a luz e as trevas, entre Cristo e o demônio. Trata-se de sonhos doentios, de alucinações que sempre ocorreram e ocorrerão enquanto houver soldados covardes que deponham as armas à simples presença do inimigo, ou traidores que pretendam a todo custo fazer as pazes com os opositores, a saber, com o inimigo irreconciliável de Deus e dos homens”. 

S. Pio X, Encíclica Communium Rerum, de 21 de abril de 1909

Fonte: IPCO

Nota de esclarecimento da CNBB sobre o tal "acordo" com a Marta Suplicy

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Brasília, 07 de dezembro de 2011

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por fidelidade a Cristo e à Igreja, no firme propósito de ser instrumento da verdade, vem esclarecer que, atendendo à solicitação da senadora Marta Suplicy, a recebeu em audiência, no dia 1º de dezembro de 2011, e ouviu sua apresentação sobre o texto substitutivo para o PL 122/2006.

A presidência da CNBB não fez acordo com a senadora, conforme noticiou parte da imprensa. Na ocasião, fez observações, deu sugestões e se comprometeu com a senadora a continuar acompanhando o desenrolar da discussão sobre o projeto. Reiterou, ainda, a posição da Igreja de combater todo tipo de discriminação e manifestou, por fim, sua fraterna e permanente disposição para o diálogo e colaboração em tudo o que diz respeito ao bem da pessoa humana.


Cardeal Raymundo Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida

Presidente da CNBB


***

Se realmente não houve o tal acordo, tampouco houve qualquer manifestação positiva de desaprovação ao tal projeto. Nesta nota, percebe-se o sempre politicamente correto discurso da CNBB que, de um lado se diz fiel a Cristo e à Igreja e, de outro, se isenta de atacar o erro, utilizando expressões ambíguas tais como o dizer que está disposta a combater todo tipo de discriminação - o que é de uma obviedade sem fim - e o de garantir a sua colaboração em tudo o que diz respeito ao bem da pessoa humana, mas sem versar sobre o que é este bem, precisamente, e sobre o que ele implica.

A CNBB deveria ler mais S. Paulo: "Se eu quisesse agradar aos homens, eu não seria servo de Cristo." Mas, como se diz primeiramente fiel a Cristo, deveria conhecer melhor a clareza que Jesus pede aos seus: "Seja a vossa palavra: sim, sim; não, não. O resto vem do diabo."

Falta, infelizmente, aos nosso bispos - se não a todos, pelo menos à maioria, é o que parece - a coragem do discurso inequívoco e a primazia pela busca do Reino de Deus e a Sua Justiça. Ao invés disto, estão muito preocupados com o diálogo sem fim e sem outro objetivo que não o próprio diálogo e a possibilidade de se saudarem mutuamente com os apertos de mão, os tapinhas nas costas e os risinhos sem graça do respeito humano.

Que a Virgem Soberana, Mãe dos Cristãos, nos supra mais essa orfandade...

Projeto pró-gay será votado em Brasília na Solenidade da Imaculada Conceição



REDAÇÃO CENTRAL, 06 Dez. 11 / 02:06 pm (ACI)

Depois de já ter sido arquivado, o projeto de lei PLC 122, também conhecido como “Brasil sem homofobia”, que criminaliza manifestações contra o homossexualismo, foi trazido de volta ao debate pela senadora Marta Suplicy (PT-SP), que confirmou que o projeto deverá ser votado na Comissão de Direitos humanos do Senado nesta quinta-feira (8), dia da solenidade da Imaculada Conceição de Maria, fato que gerou indignação da parte de católicos de todo o Brasil. O projeto foi criticado também por alguns peritos em lei como juridicamente inútil. 

Nesta segunda-feira, 5, o site votocatólico.com.br denunciou a nova tentativa da senadora Suplicy de aprovar o PLC 122/2006 e alertou que “devido às dificuldades iniciais de aprovação”, este “sofreu uma revisão em um ponto controvertido: o do direito à liberdade de expressão e das manifestações contra o homossexualismo com base em crenças religiosas e o respeito aos lugares de culto”. 

Em uma parte da versão “reformada” do texto lê-se: “julgamos importante introduzir um dispositivo no Substitutivo para excluir do alcance da Lei, os casos de manifestação pacífica de pensamento fundada na liberdade de consciência, de crença e de religião”. 

“Não podemos ignorar que muitas religiões consideram a prática homossexual uma conduta a ser evitada. Esse pensamento está presente em várias doutrinas que não podem ser ignoradas e desrespeitadas, pois se inserem no âmbito do direito à liberdade religiosa. Nesse aspecto, mesmo firmes no propósito de combater a discriminação, não podemos nos esquecer do princípio da liberdade religiosa, inscrito no inciso VI do art. 5º de nossa Carta Magna, segundo o qual é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;”, afirma a versão reformulada do texto. 

Porém o texto, mesmo reformulado, “segue apresentando problemas no campo trabalhista onde o suposto respeito à orientação sexual levaria a considerar como conduta homofóbica deixar de contratar ou despedir uma pessoa por ser homossexual com pena de reclusão de um a três anos para quem o faça”, denunciou votocatólico. 

Por outro lado, em um artigo publicado na edição de março de 2011 do “Jornal do Advogado”, órgão da Ordem dos Advogados do Brasil, seção de São Paulo, a Dra. Helena Lobo da Costa mostra documentadamente que uma lei contra a homofobia é totalmente inútil do ponto de vista jurídico. 

“Tudo quanto poderia ser considerado “crime” contra um homossexual já está previsto no Código Penal e vale para todos os cidadãos. Nada justifica a criação de um estatuto privilegiado instituindo uma casta”, assevera a Dra. Lobo da Costa. 

Outro ponto criticado do projeto é o fato de estar fundamentado na premissa que a “homofobia é, certamente, um mal que aflige de maneira perversa nosso país, reconhecido internacionalmente como um dos que registram os maiores números de assassinatos por orientação sexual”. 

“Em 2010, o número de homossexuais assassinados superou 250 casos, segundo informou o Grupo Gay da Bahia (GGB) em seu relatório anual. Esse foi um recorde histórico, pois pela primeira vez o número de homicídios ultrapassou a casa das 200 notificações”, afirma outro trecho do Projeto de Suplicy. 

O fato é refutado por analistas como o autor e jornalista brasileiro Olavo de Carvalho que em mais de uma edição do seu programa True Outspeak rechaça esta informação dizendo que o Brasil é até excessivamente tolerante às manifestações de homossexualismo como as paradas gay e a presença de personagens gays na mídia. O filósofo brasileiro também recalca que as cifras de assassinatos de homossexuais no contexto de um país onde se registra mais de 40 mil homicídios ao ano podem ser mal interpretadas. “Não existe perseguição a homossexuais no Brasil!”, reitera Olavo. 

A estratégia da senadora Marta Suplicy contará também com uma campanha nos meios liderada pela Rede Globo com o apoio da ONU. O autor e blogger pró-família Julio Severo lançou ontem (4) uma denúncia afirmando que “a campanha em massa será dirigida ao público durante 15 dias, dando tempo suficiente para Suplicy poder obter da população apoio para a sua ambicionada meta de aprovar a lei federal anti-'homofobia' (...)”. “A propaganda, que durará 30 segundos, terá como slogan: “Discriminar homossexuais é crime. Cidadania, a gente vê por aqui”, afirma Júlio Severo. 

Finalmente, Severo adverte: “Se a população vacilar, o PLC 122 será aprovado, trazendo piores consequências do que as consequências que já estão ocorrendo no Estado de São Paulo, onde em 2001 o PSDB aprovou uma lei estadual anti-“homofobia””, graças à qual “obscenidades homossexuais em público estão protegidas pelo governo estadual”. 

Para escrever para os senadores da Comissão de Direitos Humanos no Senado e pedir que se posicionem contra o projeto de Lei segue a lista de seus respectivos endereços eletrônicos: 

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