Tradutor / Translator


English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
Mostrando postagens com marcador RCC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RCC. Mostrar todas as postagens

Fé como Experiência Subjetiva - Teoria Condenada Pela Igreja


Eis como eles o declaram: no sentimento religioso deve reconhecer-se uma espécie de intuição do coração, que pôs o homem em contato imediato com a própria realidade de Deus e lhe infunde tal persuasão da existência dele e da sua ação, tanto dentro como fora do homem, que excede a força de qualquer persuasão, que a ciência possa adquirir. Afirmam, portanto, uma verdadeira experiência, capaz de vencer qualquer experiência racional; e se esta for negada por alguém, como pelos racionalistas, dizem que isto sucede porque estes não querem pôr-se nas condições morais que são necessárias para consegui-la. Ora, tal experiência é a que faz própria e verdadeiramente crente a todo aquele que a conseguir. Quanto vai dessa à doutrina católica! Já vimos essas idéias condenadas pelo Concílio Vaticano I. Veremos ainda como, com semelhantes teorias, unidos a outros erros já mencionados, se abre caminho para o ateísmo. Cumpre, entretanto, desde já, notar que, posta esta doutrina da experiência unida à outra do simbolismo, toda religião, não excetuada sequer a dos idólatras, deve ser tida por verdadeira. E na verdade, porque não fora possível o se acharem tais experiências em qualquer religião? E não poucos presumem que de fato já se as tenha encontrado. Com que direito, pois, os modernistas negarão a verdade a uma experiência afirmada, por exemplo, por um maometano? Com que direito reivindicarão experiências verdadeiras só para os católicos? E os modernistas de fato não negam, ao contrário, concedem, uns confusa e outros manifestamente, que todas as religiões são verdadeiras. É claro, porém, que eles não poderiam pensar de outro modo.

Em verdade, postos os seus princípios, em que se poderiam porventura fundar para atribuir falsidade a uma religião qualquer? Sem dúvida seria por algum destes dois princípios: ou por falsidade do sentimento religioso, ou por falsidade da fórmula proferida pela inteligência. Ora, o sentimento religioso, ainda que às vezes menos perfeito, é sempre o mesmo; e a fórmula intelectual para ser verdadeira basta que corresponda ao sentimento religioso e ao crente, seja qual for a força do engenho deste. Quando muito, no conflito entre as diversas religiões, os modernistas poderão sustentar que a católica tem mais verdade, porque é mais viva, e merece mais o título de cristã, porque mais completamente corresponde às origens do cristianismo. A ninguém pode parecer absurdo que estas conseqüências todas dimanem daquelas premissas. Absurdíssimo é, porém, que católicos e sacerdotes que, como preferimos crer, têm horror a tão monstruosas afirmações, se ponham quase em condição de admiti-las. Pois, tais são os louvores que tributam aos mestres desses erros, tais as homenagens que publicamente lhes prestam, que facilmente dão a entender que as suas honras não atingem as pessoas, que talvez de todo não desmereçam, antes, porém, aos erros, que elas professam às claras, e entre o povo procuram com todos os esforços propagar.


Há ainda outra face, além da que já vimos, nesta doutrina da experiência, de todo contrária à verdade católica. Pois, ela se estende e se aplica à tradição que a Igreja tem sustentado até hoje, e a destrói. E com efeito, os modernistas concebem a tradição como uma comunicação da experiência original, feita a outrem pela pregação, mediante a fórmula intelectual.


Por isto a esta fórmula, além do valor representativo, atribuem certa eficácia de sugestão, tanto naquele que crê, para despertar o sentimento religioso quiçá entorpecido, e restaurar a experiência de há muito adquirida, como naqueles que ainda não crêem, para despertar neles, pela primeira vez, o sentimento religioso e produzir a experiência. Por esta maneira a experiência religiosa abundantemente se propaga entre os povos: não só entre os existentes, pela pregação, mas também entre os vindouros, quer pelo livro, quer pela transmissão oral de uns a outros. Esta comunicação da experiência às vezes lança raízes e vinga; outras vezes se esteriliza logo e morre. O viver para os modernistas é prova de verdade; e a razão disto é que verdade e vida para eles são uma e a mesma coisa. E daqui, mais uma vez, se infere que todas as religiões existentes são verdadeiras, do contrário já não existiriam.

S. João da Cruz aos curiosos ávidos de comunicações sobrenaturais, sejam carismáticos ou ingênuos crédulos de vidências sem fim

Srs. Cláudio Heckert e Ironi Spuldaro, vou orar em línguas: Shut Up!

S. João da Cruz, Doutor da Igreja, Místico

Declara-se por que não é lícito, sob a lei da graça, interrogar a Deus por via sobrenatural, como o era na lei antiga. Prova-se com uma citação de S. Paulo.

No capítulo anterior dissemos como não é vontade de Deus que as almas queiram receber por via sobrenatural graças extraordinárias de visões, palavras interiores, etc. Por outra parte vimos nesse mesmo capítulo, e o provamos com testemunhos da Sagrada Escritura, como na antiga lei este modo de tratar com Deus era usado e lícito; e não somente era lícito, mas ainda o próprio Deus o mandava, repreendendo o povo escolhido quando o não fazia. Em Isaías, podemos observar como Deus admoestou os filhos de Israel porque desejavam descer ao Egito sem primeiramente consultar o Senhor: "E não tendes consultado o meu oráculo" (Is 30,2)

Também lemos em Josué que, sendo enganados os mesmos filhos de Israel pelos gabaonitas, censurou-os o Espírito Santo nestes termos: "Tomaram os israelitas dos seus víveres, e não consultaram o oráculo do Senhor" (Js 9,14). Igualmente vemos, na Sagrada Escritura, que Moisés sempre consultava o Senhor, e o mesmo fazia o rei Davi, e todos os outros reis de Israel em suas guerras e necessidades, bem como os sacerdotes e antigos profetas. Deus lhes respondia falando-lhes sem se desgostar. Assim era conveniente e se eles não interrogassem seria mal feito. Qual o motivo, pois, de não ser agora, na nova Lei da graça, como era antigamente?

Respondo: se essas perguntas feitas a Deus eram lícitas na antiga Lei, e se convinha aos profetas e sacerdotes desejarem visões e revelações divinas, a causa principal era não estarem bem assentados os fundamentos da fé, nem estabelecida a Lei evangélica. Assim era mister interrogar a Deus e receber as suas respostas, fosse verbalmente, ou por meio de visões ou revelações, fosse em figuras ou símbolos, ou, afinal, por sinais de qualquer outra espécie. Porque todas essas palavras e revelações divinas eram mistérios da nossa fé, referentes ou relacionadas a ela. Ora, não sendo as realidades da fé próprias da criatura humana, mas de Deus, reveladas por sua própria boca, era necessário que os homens fossem conhecê-las em sua mesma fonte. Eis porque o Senhor os repreendia quando não o consultavam; e com as suas respostas os encaminhava, através dos acontecimentos e sucessos, para a fé, por eles ainda desconhecida por não estar ainda fundada. Agora, já estabelecida a fé em Cristo, e a Lei evangélica promulgada na era da graça, não há mais razão para perguntar daquele modo nem aguardar as respostas e os oráculos de Deus, como antigamente. Porque em dar-nos, como nos deu, o seu Filho, que é a sua Palavra única (e outra não há), tudo nos falou de uma vez nessa Palavra, e nada mais tem para falar.

Este é o sentido do texto em que S. Paulo quer induzir os hebreus a se apartarem daqueles primitivos modos de tratar com Deus conforme a lei de Moisés, e os convida a fixar os olhos unicamente em Cristo, dizendo: "Tudo quanto falou Deus antigamente pelos profetas a nossos pais, de muitas formas e maneiras, agora, por último, em nossos dias, nos falou em seu Filho, tudo de uma vez" (Hb 1,1). O Apóstolo dá-nos a entender que Deus emudeceu por assim dizer, e nada mais tem para falar, pois o que antes falava por partes aos profetas, agora nos revelou inteiramente, dando-nos o Tudo que é seu Filho.

Se atualmente, portanto, alguém quisesse interrogar a Deus, pedindo-lhe alguma visão ou revelação, não só cairia numa insensatez, mas agravaria muito a Deus em não pôr os olhos totalmente em Cristo sem querer outra coisa ou novidade alguma. Deus poderia responder-lhe deste modo dizendo: "Se eu te falei já todas as coisas em minha Palavra, que é meu Filho, e não tenho outra palavra a revelar ou responder que seja mais do que ele, põe os olhos só nele; porque nele disse e revelei tudo, e nele acharás ainda mais do que pedes e desejas. Porque pedes palavras e revelações parciais; se olhares o meu Filho acharás nele a plenitude; pois ele é toda a minha palavra e resposta, toda a minha visão, e toda a minha revelação. Ao dar-vo-lo como irmão, mestre, companheiro, preço e recompensa, já respondi a todas as perguntas e tudo disse, revelei e manifestei. Quando no Tabor desci com meu espírito sobre ele dizendo: "Este é meu Filho amado em quem pus todas as minhas complacências, ouvi-o" (Mt 17,5), desde então aboli todas as antigas maneiras de ensinamentos e respostas, entregando tudo nas suas mãos. Procurai, portanto, ouvi-lo; porque não tenho mais outra fé para revelar, e nada mais a manifestar. Se antes falava, era para prometer o meu Cristo; se os meus servos me interrogavam, eram as suas perguntas relacionadas com a esperança de Cristo, no qual haviam de achar todo o bem (como o demonstra toda a doutrina dos evangelhos e dos apóstolos). Mas interrogar-me agora e querer receber minhas respostas como no Antigo Testamento, seria de algum modo pedir novamente Cristo e mais fé; tal pedido mostraria, portanto, falta desta mesma fé já dada em Cristo. E assim seria grande agravo a meu amado Filho, pois, além da falta de fé, seria obrigá-lo a encarnar-se novamente, vivendo e morrendo outra vez na terra. Não acharás, de minha parte, o que pedir-me nem desejar, quanto a revelações ou visões; considera-o bem e acharás nele, já feito e concedido tudo isto e muito mais ainda.

Queres alguma palavra de consolação? Olha meu Filho, submisso a mim, tão humilhado e aflito por meu amor, e verás quantas palavras te responde. Queres saber algumas coisas ou acontecimentos ocultos? Põe os olhos só em Cristo e acharás mistérios ocultíssimos e tesouros de sabedoria e grandezas divinas nele encerrados, segundo o testemunho do Apóstolo: "Nele estão encerrados os tesouros da sabedoria e da ciência" (Cl 2,3). Esses tesouros da sabedoria ser-te-ão muito mais admiráveis, saborosos e úteis que tudo quanto desejarias conhecer. Assim glorificava-se o mesmo Apóstolo quando dizia: Porque julguei não saber coisa alguma entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado (1Cor 2,2). Enfim, se for de teu desejo ter outras visões ou revelações divinas, ou corporais, contempla meu Filho humano e acharás mais do que pensas, conforme disse também S. Paulo: "Porque nele habita toda a plenitude da divindade corporalmente" (Cl 2,9).

Não convém, pois, interrogar a Deus por via sobrenatural, nem é necessário falar-nos desse modo; tendo manifestado toda a fé em Cristo, não há mais fé a revelar nem jamais haverá. Querer receber conhecimentos por via extraordinária é, conforme dissemos, notar falta em Deus, achando não nos ter dado bastante em seu Filho. Mesmo quando se deseja essa via sobrenatural dentro da fé, não deixa de ser curiosidade proveniente de fé diminuta. Assim não havemos de querer nem buscar doutrina ou outra coisa qualquer por meio extraordinário. Quando Jesus expirando na cruz exclamou: "Tudo está consumado" (Jo 19,30), quis dizer terem-se acabado todos esses meios, e também todas as cerimônias e ritos da Lei antiga. Guiemo-nos, pois, agora pela doutrina de Cristo-homem, de sua Igreja e seus Ministros, e por este caminho, humano e visível, encontraremos remédios para nossas ignorâncias e fraquezas espirituais, pois para todas as necessidades aí se acha abundante remédio. Sair desse caminho não só é curiosidade, mas muita audácia; não havemos de crer, por via sobrenatural, senão unicamente o que nos é ensinado por Cristo, Deus e homem, e seus ministros, homens também. É isto o que nos diz S. Paulo nestas palavras: se algum anjo do céu vos ensinar outra coisa fora do que nós, homens, vos pregamos, seja maldito e excomungado (Gl 1,8).

S. João da Cruz, Subida ao Monte Carmelo, Livro II, Cap. XXII

A mística como show - para uma certa tendência contemporânea

  
O Thomas Merton é o melhor, rsrs...

"É, ainda, importante pensar que as inspirações do Espírito Santo pelos Sete Dons, não são, geralmente, dramáticas e espetaculares nem por seu objeto nem por seu modo de atividade. Depois de ler as vidas dos santos e as experiências dos místicos, algumas pessoas ficam convencidas de que a vida mística deve ser algo de uma ópera wagneriana. Coisas tremendas acontecem todo o tempo. Cada nova moção do Espírito é anunciada por trovões e faíscas. Os céus se abrem e a alma evola-se do corpo numa explosão de supra-terrena e resplandecente luz. Aí ela encontra Deus face a face, no meio de um grande Turnverein de santos e anjos de trombeta, a voar e a cantar. Há, então, uma eloquente troca de impressões entre Deus e a alma, num dueto que durará no mínimo sete horas, pois sete é um número místico. Tudo isso pontilhado por terremotos, eclipses do sol e da lua, e explosão de bombas supersubstanciais. Eventualmente, depois de um curto ensaio musical do Fim do Mundo e do Último Juízo, a alma numa graciosa pirueta retorna ao corpo, e o místico volta a si para descobir que está rodeado de irmãos cheios de admiração, inclusive um ou dois a tomarem suas notas na previsão de algum futuro processo de canonização".

Thomas Merton, Sementes de Contemplação, Cap. XII, pp. 134-135.

Fábio.

VI Niver GRAA - breve explanação


Este ano, o Grupo de Resgate Anjos de Adoração - GRAA completa o seu 6º aniversário, graças a Deus. Todos os anos, a comemoração se dá a partir de um evento simples; geralmente, passamos o dia num lugar, onde há formações, onde rezamos, cantamos e, em geral, terminamos com a Santa Missa. Isso falando a "grosso modo" do que lá ocorre. Houve um ano que nossa "comemoração" se resumiu a apenas uma noite, onde tivemos a Santa Missa e uma mini-apresentação do GRAA, seguida de uma muito solta confraternização entre os presentes. Digo "solta" no sentido de "espontânea"... não vão me entender mal... rs.

Neste ano de 2010, porém, a proposta é diferente. Estaremos, por dois dias e uma noite, "trancados" num determinado local (ainda estamos vendo da disponibilidade dos locais possíveis), ou, na terminologia carismática, será um retiro "interno". Bem, não sei exatamente que tipo de retiro pode ser uma coisa "externa", visto que o termo "retiro" já sugere a idéia de se retirar...

Estamos, já, numa muito modesta divulgação. O auge da coisa ainda virá... Mas já há alguns interessados, sobretudo de outras cidades. Poucos, mas os há. Porém, chamou-me a atenção o que que disse um destes que virão: primeiro, certificou-se de que o retiro não seria carismático. Recebendo a confirmação de que não será, embora o rapaz seja carismático, isto o motivou ainda mais a querer fazer a experiência. Um outro homem, que ainda não pude conhecer, certificava-se também neste sentido (se realmente não era carismático), mas como condicional para vir.

Isto é muito interessante. De uns tempos para cá, os "retiros" carismáticos se tornaram muito frequentes. Eu mesmo, na minha adolescência, participei de inúmeros e os chamados "retiros de carnaval" realmente deixam uma viva impressão, pelos menos os primeiros. A coisa, porém, atingiu tal popularidade que, por algum tempo, em alguns lugares, gozava quase de total exclusividade. Não que não houvesse outros retiros ou outras pessoas interessadas em outras vertentes; mas a comparação era muito desigual. Isto somente se acentuava se considerarmos que, à alternativa dos carismáticos, apenas víamos os membros da linha da Teologia da Libertação organizando, também, os seus eventos ainda menos retirados.

Estes encontros que costumavam haver (e ainda os há aos montes) são chamados retiros apenas por uma confusa analogia com os retiros propriamente ditos. Os retiros tradicionais, como sabemos, primam realmente pelo silêncio e pela experiência do encontro com Nosso Senhor e dos retirantes consigo mesmos, o que é difícil de se fazer sem um mínimo recolhimento. Estes outros eventos em alta, porém, embora concentrassem um certo número de pessoas num dado local, não os levavam a uma experiência, de fato, silenciosa ou retirada. E isto provoca um certo paradoxo: tudo fica, à primeira vista, muito atrativo, o que garante a presença de uma maior quantidade de pessoas; mas, tende-se, assim, à superficialidade, sem falar que as próprias motivações dos participantes podem não ser das melhores.

Em toda época se reconheceu que, numa conversão verdadeira, sempre há um "quê" de dificuldade, de renúncia. Nesta perspectiva, uma "mudança de vida" decidida em meio a uma "festa" soa meio desafinado. 

Um outro problema, e talvez ainda maior, é que estas concentrações animadas de pessoas pretendem obter conversões em massa. No entanto, aí se dá um acontecimento muito curioso: muita gente pensa ter-se tornado católica porque sentiu certas coisas. A partir de então, o sujeito até irá às Missas numas semanas seguintes; mas, só com o que "experimentou" lá, ele não sustenta a caminhada. Quem falou que é possível tornar-se católico sem aprender racionalmente o que a Igreja ensina?

Depois, outro problema é a expectativa que tais encontros causam. Simplesmente, muita gente espera ouvir coisas que movam a sua sensibilidade. Onde fica o aspecto racional? Neste sentido, um testemunho bem emotivo que arranque lágrimas é muito bem aclamado, enquanto que uma pregação sobre um dogma da Igreja que, porém, não provoque arrepios e coisas semelhantes, é vista como um hiato na "graça" do encontro. Quantas vezes eu mesmo considerei dessa forma a pregação de um bispo não carismático que, num retiro carismático, dava a sua generosa participação.

Lidar com estas coisas requer maturidade. Nós do Anjos de Adoração temos que tratar sempre com jovens provindos, no mais das vezes, de uma espiritualidade carismática e podemos dizer com propriedade que não é fácil de certa forma "frustrar" certas expectativas e, ainda assim, manter o sujeito animado.

Sei que os carismáticos, na maior parte das vezes, têm muito boa intenção. Mas a coisa fica muito a desejar. Há, de fato, mudanças de vida; mas também há a apresentação de pressupostos errados que dificultam uma adesão mais séria.

O post nem era pra tratar disto, mas se escrevo tais coisas é por estar animado de carinho, também pelos meus tantos amigos carismáticos, muitos dos quais me lerão, e que já sabem da minha posição a este respeito, que nunca escondi.

Enfim, o VI Aniversário do Grupo de Resgate Anjos de Adoração vem aí; será nos dias 3, 4 e 5 de dezembro. E não será um evento carismático porque nós não somos carismáticos. Porém, os carismáticos são muito bem vindos, também pra conhecer outra espiritualidade. Não será, também, nenhum retiro monástico..rs... Como lidamos, sobretudo, com jovens, e somos todos jovens também, claro que haverá coisas tipicamente jovens; porém, não se entenda "coisas jovens" como "irresponsáveis" ou "promotoras de sensualidade". Isto não haverá...

Inscrições abertas. Fazer com os próprios membros do GRAA...

Tema: Provai e vede como o Senhor é bom.

Dúvidas, críticas, conselhos, recomendações, escrevam nos comentários. 

Abraço. Pax.

Fábio.

Esclarecimentos aos músicos sobre os preceitos litúrgicos e as inovações individuais na Liturgia


Neste último domingo, tivemos reunião para os músicos da paróquia. Na ocasião, eu entreguei três textos para a reflexão. Um tratava da Santa Missa como um todo no sentido de que não são lícitas as inovações que estão a fazer mundo afora. Havia no texto algumas expressões fortes para os que não estão habituados ao pulso firme da Igreja, como por exemplo: "Nem a comunidade nem o padre podem mexer na organização da Santa Missa". Os outros textos tratavam de momentos particulares, como o Ato Penitencial e o Glória. Seja como for, a cortada foi significativa.

Surgiram, naturalmente, algumas questões a respeito que foram devidamente esclarecidas, ainda que brevemente e somente até onde dava. Como dizia Nosso Senhor aos apóstolos: "Muitas coisas tenho ainda a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora". Também naquela ocasião, algumas pessoas não estavam preparadas para engolir coisa tão sólida... E as coisas se dão a partir de um processo mesmo.

No entanto, já no final da reunião, surgiram algumas perguntas curiosas, e é isto que quero partilhar com vocês. Naturalmente, foram feitas com muita ingenuidade, mas elas deixam transparecer qualquer tipo de obstinação no erro. Além disto, podem também representar as dúvidas de muita gente por aí. Foi mais ou menos o que segue: (As partes em negrito são as minhas falas)

Depois de tratar, por cima, a preocupação da Igreja com a retidão litúrgica, veio a pergunta:
- "Mas e onde fica o Espírito Santo nesta história"?

Como eu não entendesse direito do que se tratava, a pessoa esclareceu:

- "Com o Concílio Vaticano II surgiu a RCC... Neste tempo a Igreja estava meio... fria..."

- "Tava não, rapaz..."

- "Não, a Igreja não... os católicos.. E aí a RCC trouxe muita gente p'ra Igreja... Então, por que a Missa não pode ter o jeito dela quando ela anima"?

- "Olhe... se quisermos compreender bem isso tudo, esta onda de inovações e estes problemas, teríamos que voltar há muito tempo atrás. Já S. Pio X, no início do século passado, condenava vários movimentos que pretendiam ferir a Igreja. Então, esta apreciação sua aí precisa de mais base. Agora, onde que entra o Espírito Santo? Primeiro: Ele nunca esteve ausente da Igreja..."

- "Eu sei..."

- "Pois bem. Se disséssemos que Ele teria se ausentado, pecaríamos contra o dogma da indefectibilidade. Depois, a existência de santos em todas as épocas é prova de que Ele sempre esteve na Igreja. Com relação à Liturgia, o Espírito Santo atuou justamente inspirando o Magistério da Igreja na organização dos princípios litúrgicos. O Espírito Santo mesmo é quem construiu a ordem litúrgica. Ele é um Deus de ordem."

- "Certo... eu sei.. Mas, por exemplo, o Espírito Santo pode falar comigo também na minha oração. E aí?"

- "Pode, claro. Mas, seja lá o que Ele disser, nunca vai se opôr ao que diz a Santa Igreja! Por que? Porque o Espírito Santo não se contradiz. Aliás, este é o grande critério usado pelos santos! Não importa quão bela seja sua oração ou que você experimente nela; se é contrário ao que a Santa Igreja ensina, é certo que não vem de Deus..."

Disto se segue uma meia torcida nos lábios...

"E você dizer que é preciso haver inovações contra o que diz a Santa Igreja supõe uma certa desconfiança ao que a Igreja ensina!"

- "Não, não, eu não desconfio não da Igreja"

- "E então! Deus não pode inspirar a Igreja a uma coisa e inspirar individualmente alguém a outra. Deus não muda de opinião!"

**
Além destes temas, discutimos ainda a questão das palmas na Santa Missa, dos ritmos, etc.
A conversa era sempre entrecortada por uma expressão desta pessoa:
"Eu sei que você está certo..."

E aí está justamente o curioso. Por que, então, esta resistência? Reconheço, porém, que quem se endereça por esta via correta, há de ser bem espetado a fim de deixar seus excessos. E nem todo mundo está disposto a isto. Mas aí é que tá: quem não está disposto, que também não atrapalhe. Sempre se disse que o caminho era estreito e apertada a porta. Pois é.

Lutemos, meus caros, pois isto também é o bom combate da Fé.

Que S. Miguel nos auxilie.

Fábio.

Carismatismo na Etiópia e desprezo pela Tradição.


"ROMA, segunda-feira, 12 de julho de 2010 (ZENIT.org) – No contexto do crescente entusiasmo por um cristianismo pentecostal, a associação católica internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) oferece um precioso apoio para manter os jovens carismáticos etíopes na Igreja católica."

***
Rs... Segura, senão eles correm!!! E por que correm? Porque notam a diferença, pois, de fato, é diferente. No entanto, a fim de segurá-los, o que se faz? Torna o diferente parecido. Como? Empurra de cá, amassa de lá, tira isso, põe aquilo e tchan! Eis a escultura síntese: um catolicismo pentecostal! Qual o mal? Ora, além de mudar o imutável, nenhum... Além de adaptar o que é inadaptável... Além de desprezar o rigoroso edifício espiritual católico em função de tolas novidades importadas do protestantismo....

E ainda se diz, no artigo, o motivo pelo qual os jovens aderem a estas coisas: 

"O estilo de adoração pentecostal atrai cada vez mais jovens no país, ferquentemente insatisfeitos com a liturgia tradicional em voga na Etiópia há mais de 1.500 anos."

 Ora, se é assim, então despreza os 1.500 anos... Isso mesmo.... O que é bom é o que é novo. O Espírito Santo, pra esse povo, parece ter mudado nestes dias.. Parece estar mais... é... mais espetaculoso. Se Elias vivesse hoje, não distinguiria a presença de Deus numa brisa suave.. não, não mais.. Isso pertence à tradição antiga.. Hoje, certamente, segundo esse povo, ele o veria no rebolation de um pastor pentecostal...

O que estes jovens precisam é de uma boa catequese! Uma catequese que os faça ver a beleza que agora desprezam. A juventude atual é muito mais sensível ao fútil, ao que satisfaz imediatamente os sentidos. Eduquem-nos ao invés de ceder aos seus caprichos...

Tentando remediar a situação (catolicizar o protestantismo), lê-se no artigo:

"Com o apoio da AIS, a Igreja local implementará um programa de formação de líderes para a Renovação Carismática, dando aos grupos uma melhor compreensão dos ensinamentos católicos."

Que lhes façam ler S. João da Cruz e Sta Tersa D'Avila, além de outros clássicos da correta espiritualidade católica, tão tristemente desprezada nos dias de hoje. Isto sim é um tesouro escondido: tesouro porque é valiosíssimo; escondido, porque os que poderiam dá-los a conhecer, os condenam às gavetas e às prateleiras inertes, onde ninguém vai.

Querem ajudá-los? Façam-nos ser bons católicos e não protestantes!

Há quem considere meu posicionamento exagerado...
Eu, porém, não sei como se pode conciliar uma coisa com a outra. Sendo honesto - e já escrevi diversas vezes sobre isto: o pentecostalismo, de origem protestante, tem identidade diversa do catolicismo e o conhecimento de ambos só reforça esta afirmativa.

Quando se considera o valor de uma alma (e é ainda muito maior do que o supomos), todo zelo por isto se torna justificável.

Pentecostes e Carismatismo.

Passamos pelo Pentecostes, no último domingo, e adentramos, novamente, no Tempo Comum. Porém, um dia é suficiente para levantar de novo o ânimo dos carismáticos que, baseados numa leitura estranha e extra-católica do livro dos Atos, atribuem ao Espírito Santo uma série de coisas que Ele não faz.

Obviamente, há muitas pessoas sinceras no carismatismo, de modo que, quando escrevemos algo sobre isto, não queremos tratar dos adeptos, mas do movimento em si, e somente o fazemos em vista da Verdade. A caridade nos exige.

Longe de mim querer esgotar num texto assim o número de erros e doutrinas avessas à Fé Católica presentes no carismatismo ou na dita RCC. De fato, são de naturezas muito diferentes, e se há, hoje, qualquer confusão entre o catolicismo e o pentecostalismo, é somente em virtude do desconhecimento do primeiro. De fato, a inequívoca doutrina da Igreja não se coaduna com movimentos nascidos do mais irresponsável e ingênuo protestantismo.Vejamos, somente, alguns pontos.

O sincretismo, isto é, a mistura relativista de movimentos diferentes, como se mil pássaros amarrados, pelo fato de conterem duas mil asas, pudessem fazer algum tipo estrambólico de vôo, sempre foi condenado pela Igreja. Representa, na verdade, um desrespeito contra a Verdade revelada. Pio XII chamava esta atitude de "falso irenismo" que consiste no cultivo de uma falsa paz (caricato da caridade) pelo sacrifício da Verdade. Desde que a Verdade, para os cristãos, é uma Pessoa e esta Pessoa é Deus, amar a Verdade sobre todas as coisas é um dever estrito de todo e qualquer católico. Por isto, Nosso Senhor nos dava a Sua Paz, a Paz que o mundo não pode dar, pois não é fruto da transigência dos retos valores nem da covardia, mas é proveniente da mesma Verdade que se amou e pela qual se entregou a vida.

Se observarmos o carismatismo, ele mantém inúmeros traços de sua origem. Geralmente, os seus adeptos são pessoas muito dadas a esta falsa compreensão do ecumenismo, que defende o ideal maçom da fraternidade universal. Por isto, negam na prática o dogma proclamado no IV Conc. de Latrão, e que afirma firmemente que "Fora da Igreja não há Salvação". Na verdade, negar tal dogma é a única forma de defender a legitimidade do movimento carismático, já que a sua origem protestante não é nenhum mistério. Se a Salvação só se dá pelo Espírito Santo e, se não há Salvação fora da Igreja, o que faria o Espírito Santo no protestantismo? Se realmente a Igreja necessitasse de tal "renovação", porque ela não teria origem na própria Igreja? O Sumo Pontífice Pio XII diz ainda que "nem Salvação nem Santidade" podem ser encontradas fora da Igreja. Eis, portanto, a contradição do Mons. Jonas ao dizer, algum tempo atrás, que os protestantes eram "lindos e santos". As grandes forças do carismatismo somente podem ser duas: ou a ignorância ou a má intenção. Tomemos o cuidado de não atribuir esta última a alguém em particular, pois então cairíamos no pecado do julgamento proibido por Nosso Senhor. Portanto, trabalhemos para que a ignorância dos carismáticos, seja, então, vencida. Repito, a caridade nos exige.

Continuemos. Se se nega a veracidade da proposição "Fora da Igreja não há Salvação", está-se indo contra a infalibilidade da Igreja, o que causa automática excomunhão. Se, porém, um carismático aceita a validade do dogma, então coloca-se em contradição, por ser, ele mesmo, adepto de um movimento de origem protestante.

E não está claro que, se de fato a Igreja precisasse receber o Espírito Santo de uma outra, ela se poria, então, abaixo desta outra, como se dela necessitasse? Eis que, com a defesa desta alternativa, acaba-se por inutilizar toda a hierarquia católica, pela qual Nosso Senhor assiste a Igreja. Se o Espírito Santo nos vem a partir da imposição das mãos de um "pastor" protestante, que necessidade teríamos dos Sacramentos, ou dos ministros ordenados?

Sendo um movimento originalmente protestante, a RCC mantém-se inclinada a isto, vendo com bons olhos todas as seitas que partilham das mesmas "experiências". O quesito fundamental, portanto, torna-se o dito "batismo no Espírito Santo", espécie de ritual de iniciação, reputando ao escanteio os verdadeiros componentes da Fé, como a reta doutrina da Igreja e a centralidade dos sacramentos. Recentemente, tive a infelicidade de ouvir mais uma "pregação" carismática. Nela, se falava do evento de Pentecostes. Dizia a "pregadora" que, naquela ocasião, no cenáculo, o Espírito Santo havia vindo sobre todo mundo, de todas as raças, o que significava que o Espírito Santo não pertencia a um povo, ou a uma raça, ou sequer a uma Igreja, mas que vinha sobre todos que se abrissem.

Ora, esta pregação é muito problemática; típica dos protestantes que "pregam a briba" (sic) sem o mínimo preparo. A pregadora não precisou o que significa este "se abrir". Esqueceu-se de dizer também que, em Pentecostes, o Espírito Santo desceu sobre "Maria e os Apóstolos" e, portanto, sobre a Igreja, e que, com esta graça, Pedro converteu 3.000 pessoas que, então, se tornaram católicas. Não notou a pregadora sincrética (alguns diriam ecumênica) que o Espírito Santo confirmou a hierarquia da Igreja. Pobres dos desavisados que, se levarem a sério o que ali foi dito, em plena solenidade de Pentecostes, vão crer que não há mal algum em entrar em um boteco de esquina e escutar um qualquer só porque ostente o título de "pastor".

O problema da RCC não se reduz, porém, à sua origem ou à sua abertura sincrética, isto é, à negação prática do dogma referido acima. (Lembremos que negar um dogma é causa de excomunhão automática). Ele se estende ao ensinamento carismático, mesmo quando, por vezes, alguns dos seus membros, um pouco mais informados sobre o que a Igreja ensina, tenta acidentalmente conciliar o carismatismo com a doutrina tradicional.

Primeiramente, convinha saber de onde surgiu esta identificação entre os fenômenos "carismáticos" que se observam hoje e aqueles que ocorreram com os primeiros cristãos. Por que se deduziu que o carisma das línguas dos tempos apostólicos era ininteligível? E, ainda que fosse, qual a garantia de que seria um som repetitivo como o que se costuma fazer? Interessantes os modismos: há pessoas que "aprendem" a fazer de um jeito. Depois, escutam um pregador famoso rezar de outro e, logo em seguida, passam a imitá-lo, seja na repetição contínua das mesmas sílabas, seja na entonação com que se "fala" ou se "canta".

Depois, quem disse que estes fenômenos, os carismas autênticos, eram ordinários, isto é, deviam ser para qualquer um?

Está claro que o fenômeno de Pentecostes, onde os Apóstolos se faziam entender em todas as línguas, é uma contraposição àquele da Torre de Babel onde, tomados de soberba, os homens intentavam chegar aos céus por sua própria força e, tendo Deus dividido as suas línguas, já não se entendiam. O Espírito Santo substituiu, portanto, o caos pela ordem. Os carismáticos, porém, parecem preferir a anarquia de Lutero, onde cada um define as suas próprias verdades e acessa o Espírito Santo por si mesmo, num igualitarismo absurdo em que cada um se revela uma autoridade.

Há ainda a ênfase carismática do caráter emotivo, interpretando as sensações e os sentimentos que se experimentam (geralmente induzidos) como se fossem toque de Deus, caindo num fenomenalismo e subjetivismo grosseiros. E tudo isto quando a mística católica adverte a não desejar tais coisas, nem dar-lhes demasiado valor. Cai-se aí num sensacionalismo, enquanto que a espiritualidade católica tende a ver com bons olhos, ao contrário, a simplicidade do cotidiano, a ordinariedade dos pequenos eventos.

Além disto, a RCC, pregando que os ditos carismas são fator essencial, negam o dogma da indefectibilidade que afirma que os elementos essenciais da Igreja jamais desaparecerão. A RCC afirma um grande hiato carismático entre os tempos apostólicos e o surgimento do pentecostalismo, identificando, neste espaço, apenas umas poucas manifestações do Espírito Santo, nos fatos extraordinários da vida dos santos. Dessa forma, eles põem as suas "experiências" em pé de igualdade com aquelas vivenciadas pelos grandes místicos. Já vi, inclusive, um livro que buscava mostrar que Sta Teresa D'avila, nos seus êxtases e arroubos, vivia, na verdade, algo semelhante às experiências que os carismáticos viveriam séculos mais tarde. Pura ingenuidade...

Além disto, a busca irrefletida das primeiras experiências ou dos tempos apostólicos supõe um desprezo pela Tradição, e leva-os a cair na heresia já condenada chamada "antiquarianismo". O costume, também carismático, de dividir a história em três grandes partes, cada qual atribuída a uma das Pessoas da SS. Trindade, culminando no tempo do Espírito Santo ou o que alguns chamam de "Igreja do Apóstolo João" já foi condenado pela Igreja, desde o seu funfador, o herege Joaquim de Fiori. Há um bom tempo atrás, eu ouvia o cantor Laércio Oliveira repetir esta mesmíssima teoria.

Estas e outras questões são extensivamente tratadas em vários artigos. Quem se interessar por elas, se ainda não as tiver estudado mais profundamente, poderá encontrá-las com relativa facilidade. São questões irrenunciáveis a qualquer um que tenha o mínimo de sinceridade.

Portanto, este movimento romântico e aparentemente católico representa um risco para a Fé. Coisa que sempre digo: qualquer um que se dedicar a um mínimo estudo da tradição espiritual da Igreja verá que este meio que misticismo protestante, com fortes características gnósticas, em nada se coaduna com a Igreja. A sua aparência devota se deve ao fato de utilizar elementos católicos, como a devoção a Nossa Senhora, ao Espírito Santo, ou à Santíssima Eucaristia, esta última característica de alguns grupos em particular. O erro, porém, é tanto mais nocivo quanto mais aparenta ser verdade.

Novamente, esclareço: escrevo pelos carismáticos, contra o carismatismo. O verdadeiro católico não precisa se vincular a estas coisas. A mística tradicional é mui rica e madura. Basta conhecê-la para rejeitar estas caricaturas devocionais. Como dizia Nosso Senhor: "A verdade vos libertará".

Obs.: Já fui carismático. Sei do que falo.

Quaisquer dúvidas, comentem aí...
Que a Virgem nos conduza.

Fábio.

Realmente lamentável - Pregação de Ironi Spuldaro


Não vou divulgar aqui o link, porque creio não valer a pena... Outros blogs já o fizeram...
Mas não deixa de ser repugnante que este rapaz, Ironi Spuldaro, possa falar de Jesus de uma forma tão baixa, citando partes de Seu corpo com tal desrespeito...

De fato, a RCC e estes seus representantes só me envergonham ao serem considerados católicos. Tais "irreverências" próprias destes infelizes só me enojam...

Há algum carismático que saiba discutir idéias?

Se há uma coisa que tenho percebido, muito a contragosto, é que os carismáticos (ao menos os que tenho tido contato) não sabem discutir idéias, mas só pessoas... Não lhes interessa se algo é certo ou errado, não se preocupam em se defender disto ou daquilo mas, ao contrário, lhes é muito saboroso ofender a pessoa que se empenha em debater com eles. Antes eu já sabia que aquilo que pretendem seguir está muito distorcido e contaminado por influências protestantes; no entanto, eu esperava mais sinceridade dos adeptos deste movimento. Esclareço que não estou generalizando... Mantenho ainda a esperança de que nesse meio exista alguém saiba discutir. Mas, o que tenho visto é que, para grande parte, os argumentos mais válidos são as frases de efeito, os clichês e as apelações emocionais. Costumam destilar um amor meloso pra todo lado, mas isto enquanto alguém não se decide a criticar algo daquilo que eles seguem. Tão logo alguém o faz, a paixão entra em cena e é então que temos de assistir, enquanto desejarmos manter o diálogo, a triste exibição de toda uma série de evasivas e críticas pessoais, no clássico método "ad hominem", passando ao largo dos argumentos, como se não existissem...

Como muitos sabem, eu já fui carismático, e por um bom tempo; mas nunca tive estas frescuras... Como eu encarava as coisas com seriedade, sempre me senti inadequado neste movimento que sempre me pareceu estranho, muito ostensivo e imaturo, tendende ao sensacionalismo e nada sóbrio. De lá pra cá, a convicção só aumentou...

Está claro que estamos diante de duas naturezas diferentes quando observamos um típico grupo de oração carismático com direito aos seus trejeitos habituais, e quando olhamos uma límpida expressão do catolicismo tradicional. E aqui não se trata de uma crítica à legítima diversidade possível na Igreja, nem de uma atitude de prender-se somente às formas antigas de se rezar... Mas convém considerarmos: para que a diversidade seja legítima, ela não deve estar aberta ao infinito, a toda série de presepadas, sob o pretexto de que "não devemos limitar a ação de Deus"... Ao contrario, se se pretende que tais diversidades sejam expressões da mesma Fé, convém que tenham a mesma substância, o que dá um norte geral para que se mantenha a catolicidade das expressões religiosas, assim como um corpo que, possuindo uma multiplicidade de membros e partes, não está aberto a gerar rabos, ou asas, porque tais coisas não pertencem à essência humana.
 
E, se está claro que são coisas totalmente diversas, substancialmente distintas, a Fé Católica e as correntes protestantes, por que motivo se espera que algo nascido em sólo protestante possa, mesmo dentro de muros católicos, tornar-se em si católico? O que é, é, e não pode vir a não ser; e o que não é, não é, e não pode vir a ser.

No entanto, os carismáticos não querem saber dessas coisas... Lhes interessa muito mais a minha vida e as minhas intenções... Que Deus os faça ver.

Fábio.

Dança na Liturgia - Card. Joseph Ratzinger


A dança não é uma forma de expressão cristã. Já no século II, os círculos gnósticos-docéticos tentaram introduzi-la na Liturgia. Eles consideravam a crucificação apenas como uma aparência: segundo eles, Cristo nunca abandonou o corpo, porque nunca chegou a encarnar antes de Sua paixão; consequentemente, a dança podia ocupar o lugar da Liturgia da Cruz, tendo a cruz sido apenas uma aparência.

As danças cultuais das diversas religiões são orientadas de maneiras variadas: invocação, magia analógica, êxtase místico; porém, nenhuma dessas formas corresponde à orientação interior da Liturgia do "sacrifício da Palavra". É totalmente absurdo, na tentativa de tornar a Liturgia "mais atraente", recorrer a espetáculos de pantominas de dança, possivelmente com grupos profissionais que, muitas vezes, terminam em aplauso.

Sempre que haja aplauso pelos aspectos humanos da Liturgia, é sinal de que a sua natureza se perdeu inteiramente, tendo sido substituída por diversão de gênero religioso.

Joseph Ratzinger, Introdução ao Espírito da Liturgia

Papa São Gregório Magno, doutor da Igreja, fala sobre os carismas

“Eis os sinais que acompanharão aqueles que terão acreditado: em meu nome, eles expulsarão os demônios, eles falarão em línguas novas, eles pegarão em serpentes, e se tiverem bebido algum veneno mortal, ele não lhes fará nenhum mal. Eles imporão suas mãos aos doentes e estes serão curados” (São Marcos, XVI,16).

Será que, meus caros irmãos, pelo fato de que vós não fazeis nenhum destes milagres, é sinal de que vós não tendes nenhuma fé?

Estes sinais foram necessários no começo da Igreja. Para que a Fé crescesse, era preciso nutri-la com milagres. Também nós, quando nós plantamos árvores, nós as regamos até que as vemos bem implantadas na terra. Uma vez que elas se enraizaram, cessamos de regá-las.

Eis porque São Paulo dizia:”O dom das línguas é um milagre não para os fiéis, mas para os infiéis” (I Cor, XIV,22).
 
Sobre esses sinais e esses poderes, temos nós que fazer observações mais precisas?

A Santa Igreja, faz todo dia, espiritualmente, o que ela realizava então nos corpos, por meio dos Apóstolos. Porque, quando os seus padres, pela graça do exorcismo, impõem as mãos sobre os que crêem, e proibem aos espíritos malignos de habitar sua alma, faz outra coisa que expulsar os demônios?

Todos esses fiéis que abandonam o linguajar mundano de sua vida passada, cantam os santos mistérios, proclamam com todas as suas forças os louvores e o poder de seu Criador, fazem eles outra coisa que falar em línguas novas?

Aqueles que, por sua exortação ao bem, extraem do coração dos outros a maldade, agarram serpentes.

Os que ouvem maus conselhos sem, de modo algum, se deixar arrastar por eles a agir mal, bebem uma bebida mortal, sem que ela lhes faça mal algum.
 
Aqueles que todas a vezes que vêem seu próximo enfraquecer, para fazer o bem, e o ajudam com tudo o que podem, fortificam, pelo exemplo de suas ações, aqueles cuja vida vacila, que fazem eles senão impor suas mãos aos doentes, a fim de que recobrem a saúde?

Estes milagres são tanto maiores pelo fato de serem espirituais, são tanto maiores porque repõem de pé, não os corpos, mas as almas.

Também vós, irmãos caríssimos, realizais, com a ajuda de Deus, tais milagres, vós os realizais, se quiserdes.

Pelos milagres exteriores não se pode obter a vida. Esses milagres corporais, por vezes, manifestam a santidade.Eles não criam a santidade.

Os milagres espirituais agem na alma.Eles não manifestam uma vida virtuosa. Eles fazem vida virtuosa.

Também os maus podem realizar aqueles milagres materiais. Mas os milagres espirituais só os bons podem fazê-los.

É por isso que a Verdade diz, de certas pessoas:

“Muitos me dirão, naquele dia: “Senhor, Senhor, não foi em teu nome que nós profetizamos, que nós expulsamos os demônios e que realizamos muitos prodígios? E Eu lhes direi:”Eu não vos conheço. Afastai-vos de Mim, vós que fazeis o mal” (São mateus VII, 22-23).

Não desejeis, ó irmãos caríssimos, fazer os milagres que podem ser comuns também aos réprobos,, mas desejai esses milagres da caridade e do amor fraterno dos quais acabamos de falar: eles são tanto mais seguros pelo fato de que são escondidos, e porque acharão, junto a Deus, uma recompensa tanto mais bela quanto eles dão menor glória diante dos homens”(São Gregório Magno, Papa, Sermões sobre o Evangelho, Livro II, Les éditions du Cerf, Paris, 2008, volume II, pp. 205 a 209).

Fonte: Montfort 

Combate! RCC X Tradicionais


Interessante que, visitando sites, blogs e outros espaços na net tenho constatado como a discussão a respeito da RCC tem se tornado cada vez mais frequente no meio católico. Há um tempo atrás, o que eu via era um número muito maior de pessoas convictas a respeito da catolicidade deste movimento. No entanto, agora eu presencio um embate ferrenho entre os que lhe são a favor e os que lhe são contra, incluindo-me eu também neste debate.

Mas, além dos argumentos de cada uma das partes, o simples fato da ocorrência assídua destas discussões fala de um possível incômodo, como que uma intuição quase generalizada de que algo não está certo. Recentemente, um bispo queniano proibiu as reuniões da Renovação Carismática em sua diocese. O grande motivo foi o de querer conhecer mais a fundo o movimento. Entusiastas do carismatismo ergueram-se afirmando que o bispo apenas quer conhecer melhor, e que a decisão é temporária. Mas o que vejo é que, se ele quer conhecer melhor, é porque, a princípio, algo não cheirou bem. Creio que esta atitude parte de uma certa desconfiança... Do contrário, o senhor bispo poderia aprofundar-se sobre as origens e princípios da RCC sem, necessariamente, vedar suas reuniões.

A discussão tem se acirrado e isto não é qualquer coisa. Muitos têm constatado, de fato, a total heterodoxia do movimento e, a partir de um zelo maior que tem inflamado o coração de muitos católicos, está havendo uma verdadeira batalha com o intuito de purificar o catolicismo daquilo que lhe seja estranho.

Além de toda a literatura medíocre, o carismatismo ainda atrai a si os olhares dos católicos pelo testemunho daqueles que lhe são seguidores e pelo conteúdo de suas pregações. Parece, de fato, outra igreja, pois vemos o Santo Padre pregar algo em Roma e, ao mesmo tempo, presenciamos uma outra natureza de discurso por parte dos "renovados". Claro que, a partir do momento em que se estabelece uma tensão como esta, faz-se necessário escolher a quem aderir.

Alguém já falou que "católico que não estuda, torna-se protestante, e protestante que estuda, volta correndo para a Igreja Católica". A frase parece ser meio fatalista, mas, à parte de seu exagero (somente na primeira parte), ela tem sua verdade. Aliás, eu creio que o mero bom senso e a correta observação das coisas permite uma atitude mais acertada. Porém, esta luta que se trava diante de nós, e na qual muitos estamos também como combatentes, se intensificou porque, talvez enjoados das sensações afetadas de uma pseudo-mística, vários católicos voltaram-se ao estudo daquilo que é verdadeiramente católico e daquilo que, no decorrer dos séculos, tenta se vincular à Igreja para legitimar a propagação de heresias.

Enfim, o próprio fato de a discussão estar tão presente já diz muito. Que Deus, a Suma Verdade, nos conduza para o bom combate e que Ele prevaleça sobre seus inimigos. É o que esperamos e pedimos pela intercessão da Virgem Santíssima Maria Imaculada.

Fábio Luciano

RCC: Espírito Santo como recompensa ao erro e à desobediência?


Sabemos que a Igreja é o sustentáculo da Verdade. Esta Verdade corresponde à idéia divina e se identifica com a Pessoa do Seu Verbo. Pela própria processão divina da geração do Verbo de Deus, a verdade somente pode ser uma e possui caráter absoluto. Sendo perfeita, esta Verdade é imutável, pois tudo quanto seja mutável, ou é perfectível (pode tornar-se perfeito, o que é incompatível com a idéia de algo já perfeito), ou é defectível (pode tornar-se menos perfeito). Nesta imutabilidade da Verdade é que se fundamenta o dogma também imutável e absoluto.

Os protestantes surgem precisamente num ato de protesto contra a verdade católica que, como vimos, é a única. Quando se protesta contra a verdade, incorre-se no erro e no engano. Não se opõe a verdade com a verdade, mas com a mentira. E aqui, nego também toda a possibilidade de o protestantismo ser procedente da vontade divina. Entendê-los como resultado do divino querer, como o afirmou em certa ocasião o pregador da casa pontifícia Raniero Cantalamessa, implica, ou em negar o caráter absoluto da Revelação, ou em conceber uma contradição na divindade. Ambas são posições heréticas.

Sendo que os protestantes não devem sua existência à vontade divina, mas, antes, têm sua origem justamente num movimento de apostasia, não há como admitir que deles pudesse surgir um fruto divino. Afirmar a manifestação protestante como algo divino seria, como o disse Sto Tomás, admitir que Deus assinaria o erro, o que, por certo, Ele não faz, mesmo porque o erro, como ausência de verdade, é totalmente incompatível com Deus, Suma Verdade.

Além, já, de toda esta problemática, a coisa piora se observarmos como o tal carismatismo adentrou em terreno católico. Isto se deu a partir de um ato de desobediência expressa ao Código de Direito Canônico da Igreja vigente na época. Observemos que as raízes nunca são boas. O Código de Direito Canônico de então proibia qualquer católico de frequentar reuniões e cultos protestantes. Não obstante, um grupo de pessoas ditas católicas, interessadas no fenômeno que viam acontecer com os membros de certas denominações, quiseram também partilhar daquela experiência, pelo que pediram a estas pessoas que lhes impusessem as mãos. Não é preciso fazer notar aqui, acredito, de um lado a ingenuidade em supor aprioristicamente que tais manifestações tinham sua origem na divindade, e, de outro, na irresponsabilidade de tal atitude. Isto prova que, no mínimo, qualquer ator os enganaria sem esforço.

E interessante que esta “comunhão” entre católicos e hereges permaneceu. As primeiras reuniões carismáticas eram, em geral, pandenominacionais e os católicos que partilhavam daquela forma de rezar eram conhecidos como neopentecostais católicos. Devemos notar que reuniões desta natureza não se fazem senão a partir de um total desprezo pela doutrina da Igreja, que sempre foi intransigente com o erro. A “novidade” (como se o embuste fosse novidade no mundo) tinha se tornado mais importante e questões doutrinárias eram agora secundárias. Enfim, agora todos falavam a mesma língua (desculpem-me o gracejo).

Tendo sua gênese no protestantismo, o movimento carismático segue com sua linha fortemente característica fiel às origens. Claro é, então, que, para a maioria, esta linha de simpatia com o protestantismo e o erro permanece. Veja-se, por exemplo, a declaração do Monsenhor Jonas Abib, um dos referenciais do carismatismo no Brasil, que afirmou categoricamente que os protestantes são lindos e santos, como se alguém pudesse ser santo seguindo o erro. A santidade, para este povo, parece ser qualquer coisa de exterior. Revelador, ainda, é a conversão a este movimento por parte do Frei Raniero Cantalamessa: ele se tornou carismático num encontro de várias denominações, que apenas tinham em comum o suposto “batismo no Espírito Santo”.

Pelas suas características de origem e pelos seus princípios, dos quais poderemos tratar em outra ocasião, claro está que o carismatismo viria a ser um movimento de massa. Deus, no entanto, tem buscado despertar a Sua Igreja sobre este perigo.

Que Deus nos abençoe e nos ensine a seguir pelos Seus caminhos sem nos desviarmos nem para a esquerda(TL) nem para a direita (pentecostalismo) (Pr 4,27).

Fábio Luciano

Laércio Oliveira, da Canção Nova, repete teoria herética de Joaquim de Fiori

Não quero chamar a atenção para a pessoa do Laércio Oliveira, para a Canção Nova ou para a RCC. Mas quero aproveitar este ensejo para comentar sobre uma doutrina herética que circula por aí e que, em especial, é defendida por membros da chamada Renovação Carismática Católica, tendo sido, porém, já condenada pela Igreja.

Trata-se de uma concepção segundo a qual a história seria dividida em três perídos, cada um caracterizado pela ênfase em uma das pessoas da SS. Trindade. Dessa forma, teríamos o tempo do Pai no Antigo Testamento; o tempo do filho, a partir de Jesus e, por fim, o tempo do Espírito Santo, que marcaria os últimos dias.

Esta teoria tem origem no monge cisterciense Joaquim de Fiori, do sec XII, que fora muito conhecido pelos seus trabalhos de exegese. Ele havia escrito também uma obra onde assumia concepções heréticas sobre a SS. Trindade. No entanto, o seu erro maior foi no que concerne a esta divisão do tempo. Isto deu margem a inúmeras heresias de cunho milenarista, sendo a sua própria teoria formalmente condenada pela Igreja.

Agora analisemos o que disse o Laércio Oliveira, nesta sexta feira (13 de fevereiro de 2009) no programa "A Bíblia no meu dia a dia". Foi mais ou menos o seguinte: “estamos vivendo o final dos tempos. Vivemos no Antigo Testamento, o tempo do Pai. Depois, vivemos o tempo do Filho. Agora estamos vivendo o tempo do Espírito Santo”.

É a mesma teoria e eu, particularmente, já a ouvi de outros carismáticos, antes mesmo de saber do que se tratava. Nessa ocasião, fora dito, em se tratando do tempo presente, que “os holofotes estão agora no Espírito Santo”.

Existem inúmeros estudos sobre as influências de Joaquim de Fiori em vários erros heréticos. Há mesmo quem diga que toda visão mileranista tem sua origem neste monge.

Fica, pois, esclarecido que tal concepção não corresponde ao que ensina a Santa Igreja e que adotá-la é aderir a uma heresia formalmente condenada.

Não se pode separar dessa forma as pessoas da SS. Trindade. Além disso, na heresia em questão, a segunda fase, a do Cristo, coincidiria com o reinado da Igreja enquanto instituição e hierarquia. Já na fase terceira, do Espírito Santo ou do amor, ela já não seria necessária como estrutura hierárquica, pois o Espírito Santo uniria os filhos de Deus de uma forma totalmente espiritual, no sentido de tornar desnecessárias as práticas externas definidas litúrgica e doutrinariamente. Seria, inclusive, a união das religiões, ideal mais semelhante ao da maçonaria, que só poderia ser estabelecido em face de um extremo relativismo e indiferença religiosas, o que é totalmente anti-evangélico.

Enfim, se trata de uma teoria que, embora, para alguns, possa parecer interessante, é, no entanto, veneno disfarçado a fim de ensinar o erro distorcendo a verdade.

Que a alegria do Senhor seja nossa força
Que toda as gerações proclamem bem-aventurada à Virgem Santíssima, Mãe do Verbo Eterno.

Fábio Luciano Silvério da Silva
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...