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Nota de falecimento - Pe Eduardo Tadeu


Reproduzo a nota da Arquidiocese de Maceió:

Irmãos e irmãs da Arquidiocese de Maceió e amigos. É com grande pesar que comunicamos o falecimento do nosso irmão Padre Eduardo Tadeu, (Diretor do jornal O Semeador, Administrador Paroquial da Paróquia São Francisco de Assis e Coordenador e articulador da PasCom Maceió), nesta madrugada de segunda-feira. O corpo será velado no Seminário Provincial (Farol em frente ao Colégio Marista). E às 15h00 Celebração da Santa Missa de corpo presente na Paróquia de São Francisco de Assis (Santos Dumont). Repouso eterno dai-lhe Senhor! E a luz perpetua o ilumine! "Vai com Deus querido Padre Eduardo. Sentiremos saudades" PasCom Maceió

****

O Pe. Eduardo Tadeu foi meu professor de Crisma enquanto ainda seminarista, lá pelos idos de 2002 e 2003. Enquanto padre, era corretíssimo com a liturgia, fiel à doutrina católica nas suas homilias, e demonstrava uma firmeza inspiradora. Até hoje eu lembro de quando, depois de ordenado, veio celebrar aqui na paróquia. No momento da oração da paz, logo após o Pai Nosso, as pessoas começaram a acompanhá-lo. Ele, então, parou a oração e falou firmemente: "essa oração só o padre reza!".

Neste dia de sua páscoa, nós ficamos pesarosos pela sua ausência, mas também nos alegramos porque agora a sua missão pode ser ainda mais efetiva. A Igreja não perde um sacerdote; tenho a firme esperança de que, antes, ela o confirma definitivamente. Rezemos pela sua alma, para que Deus se compadeça do seu servo e o coloque no lugar destinado aos que Lhe foram fiéis. Seu lema sacerdotal era: "É necessário que Ele cresça, e eu diminua". Agora, o Pe. Eduardo diminui e até some do nosso meio; mas isso permite que o Cristo se consume dentro dele e que ele seja, para sempre, transfigurado no amor divino.

Que Deus o acolha em Sua morada. Que Aquele a Quem o padre Eduardo consagrou e comungou o transforme definitivamente n'Ele e lhe conceda a visão da Sua Majestade. Que a Virgem Maria o receba e o conduza à morada dos bem aventurados.

RIP

Rumo a uma igreja popular?


Na Carta Testem benevolentiae do Papa Leão XIII encontramos alguns parágrafos que podem nos ajudar a pensar, pois continuam muito atuais:

O fundamento sobre o qual essas novas idéias estão baseadas é que, com o objetivo de atrair mais facilmente aqueles que divergem dela, a Igreja deve adequar seus ensinamentos mais de acordo com o espírito da época, relaxar um pouco de sua antiga severidade e fazer algumas concessões às novas opiniões. Muitos acreditam que essas concessões devem ser feitas não apenas em questões de disciplina, mas também nas doutrinas pertencentes ao 'depósito da fé'. Eles argumentam que seria oportuno, para conquistar aqueles que discordam de nós, omitir certos pontos do Magistério da Igreja que são de menor importância e, desta maneira, moderá-los para que não tenham o mesmo sentido que a Igreja constantemente lhe deu. Não é necessário muitas palavras, amado filho, para provar a falsidade dessas idéias se se trouxer à mente a natureza e origem da doutrina que a Igreja propõe.

Leão XIII continua:

Não podemos considerar como totalmente inocente o silêncio que propositadamente leva à omissão ou desprezo de alguns dos princípios da doutrina cristã, já que todos os princípios vêm do mesmo Autor e Mestre, 'o Filho unigênito que está no seio do Pai' (Jo 1,18). Eles são adaptados para todos os tempos e todas as nações, como se vê claramente nas palavras de nosso Senhor aos seus apóstolos: "Ide, portanto, e ensinai a todas as nações, ensinando-os a observar tudo o que ordenei, e eis que estarei convosco, até o fim do mundo" (Mt 28,19). Sobre este ponto o Concílio Vaticano diz: "Deve ser crido com fé divina e católica tudo o que está contido na Palavra de Deus, escrita ou transmitida, e que a Igreja propõe para ser crido como divinamente revelado, seja por solene juízo, seja por seu magistério ordinário e universal." (Constitutui de Catholica Fide, cap. III)

Longe da mente de alguém diminuir ou suprimir, por qualquer razão, alguma doutrina que tenha sido transmitida. Tal política tenderia a separar os católicos da Igreja, em vez de atrair aqueles que discordam. Não há nada mais perto de nosso coração do que ter de volta ao rebanho de Cristo aqueles que separaram d'Ele, mas não por um caminho diferente ao indicado por Cristo.

A regra de vida para os católicos não é de tal natureza que não possa acomodar-se às exigências de várias épocas e lugares. A Igreja tem, guiada pelo seu Divino Mestre, um espírito generoso e misericordioso, razão pela qual ela foi desde o início o que São Paulo disse de si mesmo: "Fiz-me tudo para todos, para salvara a todos' (1Cor 9,22).

A história mostra claramente que a Sé Apostólica, à qual foi confiada a missão não só de ensinar mas também de governar toda a Igreja, tem-se mantido 'em uma mesma doutrina, em uma mesma direção e em uma mesma sentença' (Constitutio de Catholica Fide, cap. IV) [...]

Mas, amado filho, no presente assunto de que estamos tratando, há um perigo maior, e uma oposição mais manifesta à doutrina e disciplina católicas, naquela opinião dos amantes da novidade, segundo a qual sustentam que se deve admitir tal sorte de liberdade na Igreja que, diminuindo de alguma forma sua supervisão e cuidado, se permita aos fiéis seguir mais livremente o guia de suas próprias mentes e o caminho de sua própria atividade. Aqueles que são da opinião de que tal liberdade tem sua contrapartida na liberdade civil [...]

Esses perigos, a saber, a confusão entre licença e liberdade, a paixão por discutir e mostrar contumácia sobre qualquer assunto possível, o suposto direito de sustentar qualquer opinião que melhor agrade sobre qualquer assunto, e torná-la conhecida no mundo através de publicações, têm as mentes tão envoltas na obscuridade que há agora, mais do que nunca, uma maior necessidade do magistério da Igreja, para que as pessoas não se esqueçam tanto da consciência como do dever.

Leão XIII adverte sobre duas atitudes que se repetem ciclicamente ao longo do tempo: aplacar as exigências cristãs para atrair mais pessoas e aplicar na Igreja as normas do dissenso temporal, democrático. As duas se unem; a primeira leva à segunda e unidas levam à perda da fé.

Pe. Juan Claudio Sanahuja, Poder Global e Religião Universal.

Agora é certeza! JMJ, aí vou eu!



Bem, caríssimos, agora é sério! Eu vou pra JMJ. Estou aqui dando os últimos retoques nas malas. Agradeço mais uma vez à pessoa que me proporcionou esse presente imenso. Foi, contudo, uma decisão conturbada: soube que ia, pensei que não ia mais, confirmei as passagens e só então encontrei um lugar pra ficar.

Uma das coisas que muito ajudaram na decisão foram as leituras da Santa Missa de ontem. No sábado, já na liturgia dominical, eu rezava para que Deus fizesse a vontade d'Ele, e eu estava receoso com os mil detalhes da viagem. Fui à Missa e, lá chegando, parecia que Jesus me dizia: "Fábio, Fábio, tu te preocupas com muitas coisas. Mas uma só é necessária!" E ainda: "Como assim? Eu te dei esse presente, providenciei alguém pra te dar as passagens, e tu não vais?". E então me lembrei da minha tão querida pobreza interior. E aquilo me trouxe paz.

Chegando em casa, porém, perdi-me novamente na avalanche de preocupações e quase desisti totalmente de ir. No domingo tive a graça de tocar na Santa Missa pela manhã e pela noite. Talvez eu estivesse mesmo precisando de uma força extra.. rs Não que uma só Comunhão não fosse suficiente. Mas Deus auxilia mais de uma vez por causa da fraqueza do servo. Na homilia do domingo, o padre frisou a Fé de Abraão. Dizia ele mais ou menos o seguinte: "há pessoas que podem ter dez, vinte ou trinta anos na Igreja. Sabem tudo de doutrina, mas são imaturos na Fé." A Fé de que aí se tratava era a confiança em Deus. Mais uma vez, era Deus me exigindo um "passo no escuro". "Eu quero você lá, meu filho. Vá. Sai da tua terra e da tua parentela. Vá ver a Doce Sombra de Cristo na Terra!"

Foi então que eu decidi de vez. Vou! E seja o que Deus quiser. Já quase no fim do dia, encontrei lugar pra ficar, graças a Deus! 

No término da Missa, cantei uma música que bem expressava a resposta da minha alma. Ponho-a no final desse texto.

Enfim, saindo já já. Rezem por mim e pela Jornada! 

Totus tuus, Mariae, et omnia mea tua sunt!

Fábio Silvério


Meu Niver - Gratidão


E chegou isto que eu chamo de “meu dia”, o dia em que eu nasci. É interessante como os dias anteriores já me deixam um tanto comovido. Eu fico com um senso de gratidão. Os budistas dizem que o mundo é sempre tal qual o nosso espírito. Embora isto não possa ser entendido na sua literalidade, como alguns o pretendem, ele expressa uma verdade: o nosso modo de olhar para o mundo nos permite ver certas cores. Isso o dizia o próprio Paulo ao escrever que tudo é puro para os que são puros. Eis, pois, que, nesta época, o meu coração cheio de gratidão julga ver no mundo um colorido muito peculiar.

Este ano foi particularmente pródigo na demonstração dos afetos dos meus amigos. Talvez eu pareça insensível a tudo isso; não sei a cara que faço quando sou o alvo desses carinhos. Todos veem que eu sorrio, mas não sei se o julgam tratar-se somente de educação. Na verdade, a repercussão que tudo isto tem dentro de mim é bem maior, como seria de se esperar de um  sujeito com temperamento melancólico sanguíneo. Porém, se foi um tempo de particulares atenções e delicadezas dos amigos, também foi um ano bastante difícil. A idade de vinte e sete anos, da qual saio hoje, é conhecidamente uma idade de tensões e dificuldades. Se estas são importantes para preparar o caráter do homem que está, aí, em formação, eu também fico feliz de avançar para uma nova idade, rs.. Houve e há muita dor, muita saudade, muita falta. Um senso muito agudo de que o curso da vida não segue todas as nossas determinações. A vida nos ensina duramente. Há dores afogadas aqui dentro e que permanecem muito vivas. Mas nada disso impede o senso de gratidão.

Quero, portanto, agradecer primeiramente a Deus que, além de me dar a vida – e de um modo bastante imprevisível -, ainda me concedeu, de ontem pra hoje, a graça da confissão e de tê-lo recebido na Comunhão. Esse foi, de longe, o melhor presente que eu recebi. Que Ele me dê a graça de permanecer fiel mesmo quando as demonstrações exteriores de afeto não forem tão pródigas. Mas quero agradecer também à minha família, à minha tia, ao meu irmão, que me expressaram seu carinho, e também aos demais que, talvez por timidez – o que eu compreendo muito bem – se reservaram a desejar anonimamente o meu bem. É suficiente.

Agradeço também, de forma muito carinhosa – e nem o sei expressar devidamente –, aos meus amigos; a estes que me cercaram, desde a manhã, com suas atenções e seus sorrisos. Tudo isso me surge como um prelúdio do céu. Eu sinceramente os amo. Que bom é poder viver tudo isso. Obrigado, meu Deus, por eles também.

Enfim, em todos os aniversários, gosto de relembrar que, enquanto ele significa mais um ano em que estou por aqui, também representa um ano a menos em que estou por aqui. Em outros termos: se ele marca a distância temporal da minha estadia neste mundo, ele também se refere àquele outro nascimento, mais real, para uma outra vida, também mais real, comparada à qual isto aqui é só um sonho. Então, se o aniversário é a celebração da presença neste mundo, também é ênfase de que tal presença é, ainda, espera. Esta alegria de agora é só um pardo aviso da outra. Se o aniversário, hoje, tende a passar, aquela outra vida será continuamente celebrada e não cederá lugar às tristezas. Será a contínua festa de aniversário; a festa que nunca acaba e que, de algum modo, nunca se torna rotina. Se os presentes recebidos agora são quase imprevisíveis e deles só temos certeza uma vez que os abrimos, o presente recebido lá – o nome que ninguém conhece a não ser quem o recebe – está seguro contra qualquer previsão. O olho não viu, o ouvido não ouviu, a mente não imaginou o que Deus tem preparado para os que O amam. Por isso, mais que tudo, peço a graça de poder amá-Lo, aqui, acima de todas as coisas. E não o peço apenas por interesse. Quero amá-Lo por Ele mesmo. A grande alegria do céu é a posse de Deus.

Enfim, termino com uma frase de Sta Clara de Assis, dita exatamente antes de ela morrer, e que sempre uso por estas datas: "Mil graças, meu Senhor, por me teres criado..."

E como o niver é meu, vamo de música


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