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Sobre a questão da Eucaristia e a Antropofagia


Desde que escrevi algo a respeito neste blog, reservando-me a uma opinião pessoal, e abrindo espaço a uma possível correção (que, de fato, veio), este tema me foi recorrente. Pesquisei sobre isto, embora quase nada tenha encontrado. Dentre os achados, havia textos de pessoas que, desprovidas de formação maior, sustentavam a mesma posição que eu. Interessante que, há pouco tempo, ouvi um padre, inclusive muito devoto, comentar sobre isto numa homilia. Falava por cima, mas dava a entender uma aproximação neste sentido.

A minha posição a respeito da natureza antropofágica da Santa Missa não foi inventada por mim. No ano de 2005, enquanto cursava o primeiro ano de Psicologia, ouvi uma professora de Antropologia, que se dizia católica, fazer esta afirmação: “A Missa é antropofágica, porque nela comemos a carne de um homem”.

Desde então, tal impressão ficou em mim, e lhe aderi facilmente, pois que evidenciava o realismo da transubstanciação. Porém, sempre percebi o caráter polêmico desta afirmativa, pelo que jamais a divulguei como posição da Igreja, mas, antes, como uma suposição que eu cria estar em conformidade com a doutrina dos Apóstolos. Estive realmente aberto a explicações a este respeito, e considero verdadeiramente uma alegria poder aprender, o que tem acontecido, graças a Deus.

Olhando mais recentemente o referido tema, percebi que alguns espaços abordaram esta questão, geralmente refutando-me a afirmativa. Dentre eles (que surpresa!), estava o Site Montfort, que, particularmente, muito me agrada, embora eu ainda guarde certas reservas com algumas posições lá sustentadas.

Todos os argumentos provindos de sítios confiáveis e pessoas bem intencionadas era unânimes numa questão: os rituais antropofágicos incluem a destruição do corpo que se come. Portanto, na Santa Missa, embora comamos literalmente a carne de um Homem, não a destruímos. Além disto, o que comemos não são pedaços ou partes de Jesus, mas Jesus inteiro, em seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Estas precisões eu já conhecia.. Jamais supus que a Eucaristia fosse um pedaço de Jesus, nem que nela destruíssemos (no sentido comum) o Seu Corpo.

O que me faltava, nesta questão, era apenas o requisito de destruição do corpo consumido para que houvesse antropofagia. O que fiz foi somente usar um termo inadequado. Não obstante, creio, meu erro evidencia a minha crença total no milagre da transubstanciação. E isto não é materialismo velado, como supôs erroneamente um sacerdote, mas Fé que vem ao ouvir aquelas santas palavras: “Isto é o meu Corpo. Isto é o meu Sangue; minha carne é verdadeiramente uma comida, e meu sangue, verdadeiramente uma bebida”.

Dito isto, reconheço humildemente o meu erro, e agradeço as correções. Já não chamarei de antropofagia o Santo Sacrifício do Senhor, muito embora permanecerei dizendo que eu como, literalmente, a carne do Filho de Deus feito homem. Agradeço, enfim, a oportunidade de aprender. Que Deus os recompense a caridade.

Fábio Luciano
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