
Votos de Feliz Natal

O Natal do católico

Nós, católicos, que, ao levantar pela manhã, dobramos os joelhos e piedosamente fazemos o Sinal da Cruz e a oração da manhã; que durante o dia, entre conduções e cachações, tentamos rezar uma dezena do Terço ou, quem sabe, o Terço inteiro; nós que, ao regressar ao lar, antes de deitar, agradecemos por termos sobrevivido, por termos correspondido a alguma graça, e mesmo amado, de amor canhestro e sem jeito, nesses dias de Natal poderemos cantar com júbilo nosso Adeste Fidelis e nossa felicidade será pura e verdadeira. A deles não!
Para nós é mais um Natal, sempre novo porque a graça é a única novidade neste mundo; para eles tudo é velho, pior! velhaco, corrompido, ultrapassado, pois não há nada de novo sob o sol. Por que festejam, então? Porque trocam presentes, se não buscam a santidade, se não rezam, se não crêem nesta Criança, nesse Deus, "que hoje nasceu para nós"? Ah!, se ao menos eles fossem coerentes com sua soberba, se soubessem rechaçar de todo o Cristo, não tentando desejar uma Felicidade que não lhes pertence e que, no fundo, desprezam. Permitam-me dizer: eu odeio a tal Solidariedade. Nada mais falso do que a falsa bondade dessa gente que sai por aí dando abraços em todos que encontram, os mesmos que na véspera desprezavam e de quem se riam. Que paz é essa? Que mundo é esse?
Esse mundo ainda treme de um estremecimento profundo. Seus alicerces ainda vibram enquanto telhas e janelas racham em pedaços; esse mundo ainda teme ver desabar toda a sua estrutura. Evacuar! é o grito que seguram na garganta e que deverá ser gritado quando a coisa toda desabar. "E não ficará pedra sobre pedra". O problema é que o mundo não é um edifício. O mundo globalizado que sonhou com o governo mundial, que pregou a religião única da Liberdade Religiosa a todo preço, criou essa situação: evacuar para onde? O que acontece com as pessoas quando, presas no alto de um edifício que desaba ou pega fogo, não encontram mais saída? Num ato de desespero, de medo, de terror, lançam-se no abismo porque têm medo de sofrer. Assim acontecerá com esses homens das finanças, com os governantes falsos de um mundo de mentirinha. Porém, eles não têm para onde correr. Descobriram a grande mentira. O mundo financeiro já ruiu, e os governantes foram obrigados a mexer suas peças no tabuleiro, mudar sua estratégia e fingir que oferecem muita segurança às empresas quebradas e aos cidadãos assustados. Parece fácil e parece um alívio: alguns bilhões disso para você, outros bilhões daquilo para o outro... e não esqueçam de produzir novelas para as 6, para as 7, para as 8 horas, porque o povo tem direito a se divertir. E no meio do caminho, tem o Natal, para aliviar todas as tensões. Ora, creio que a tsunami de 2008 é bem pior do que a do Natal de 2004. Naquela, morreram alguns milhares e partiram para o juizo diante de Deus. Nessa, é toda a humanidade que se atola na mentira para esconder a sem vergonhice e a falsa moral dos grandes desse mundo. Você acredita em Barack Obama? Você acredita no livre mercado da China, ou na "conversão" de Cuba? Pois continuem, sigam em frente. Não há Natal para vocês, pois o que vocês festejam é falso como o mundo em que vivemos.
Só existe um Natal verdadeiro, mas este está escondido aos olhos do mundo. Só existe o Natal onde a fé nos transporta, nos ilumina a inteligência e nos revela um mundo maravilhoso que só podemos conhecer em Deus. E este mundo da fé, este mundo do Paraíso, existe de verdade, existe de modo mais verdadeiro do que o dinheiro que você usa e o crédito que eles lhe dão a peso de ouro e que lhe dá a ilusão de que você sobrevive. O mundo da fé é a única realidade que ainda subsiste e é por isso que só os católicos podem viver o Natal. A diferença entre a felicidade mundana e a felicidade católica é que a primeira só existe por três coisas: dinheiro, prazeres e liberdades totais. Já a verdadeira felicidade prescinde do dinheiro, dando ao pobre a capacidade de se alegrar, apesar do pouco. Ela despreza os prazeres sensuais da gula, do álcool ou da carne; ao contrário, ela clama os católicos a se privarem dessas coisas para melhor se prepararem para o Natal. E, por fim, a felicidade cristã torna ridícula a falsa liberdade desse mundo nos fazendo dobrar os joelhos diante de uma Criança, de um Deus Menino, deitado numa manjedoura, "porque não tinha lugar para eles na estalagem".
É por isso que eu queria dizer para vocês, quer sejam meus paroquianos ou leitores e amigos que nos lêem aqui, preparem-se neste Natal para uma festa sobrenatural, para as alegrias vividas na fé, no conhecimento das realidades misteriosas e fantásticas que Deus nos reserva lá no céu e das quais Ele vai nos falando aqui na terra, em cada festa litúrgica, em cada Natal. Abram seus missais e leiam estas missas com suas antífonas, seus textos maravilhosos que nos ensinam tanto, que nos fazem conhecer Jesus como ele é, como ele vive hoje no céu. Na sua segunda vinda Ele virá nas nuvens (eu creio, porque assim está escrito). Caberá, então, reconhecermos este Rosto adorável que um dia vimos no sorriso de uma Criança, nas nossas orações diante do Presépio.
Salve Virgem Mãe de Deus!!!
Proibição da palavra "Natal" em Oxford
Conforme informa L'Osservatore Romano, o Arcebispo assinalou que "o que se busca com esta iniciativa em Oxford não é tanto estabelecer um diálogo de modo que não existam prevaricações, senão extingui-lo até o ponto de restringir toda identidade própria, toda história que está nas bases e não estabelecer um verdadeiro diálogo"."
O verdadeiro diálogo –precisou– se constrói através da identidade. Então neste caso, não é somente uma excentricidade, mas uma negação consciente, não sei até que ponto, de uma grandeza que está nos alicerces".
Deste modo manifestou que "enquanto no passado quando se combatia a presença dos símbolos religiosos, se fazia com argumentações, ou com o desejo de opor um sistema alternativo, agora em vez disso se realiza esta avançada de negação como uma especiaria de névoa, quer introduzir um componente sem consistência que é a característica da secularização atual", em referência ao título que as autoridades deram às celebrações de fim de ano: "Festival das luzes de inverno".
Depois de afirmar que com esta decisão "Deus é negado, ignorado totalmente e o esforço pastoral deve ser agora mais complexo", Dom Ravasi denunciou esta medida como "uma sorte de 'jogo da sociedade' incolor, inodora, insípida" que gera "maior ateísmo, mas com a indiferença religiosa talvez impede ao homem interrogar-se, como fazem todas as grandes religiões, sobre temas fundamentais, temas básicos que são disolvidos ao interior de uma atmosfera assim de inconsistente".
De outro lado, o jornal inglês The Telegraph recolheu as declarações do Bispo de Portsmouth, Dom Roger Francis Crispin Hollis, quem assinalou que esta decisão "ofende à comunidade cristã da cidade (Oxford), não faz nada por promover a harmonia racial e, em nome da inclusão, exclui as tradições de uma significativa população da cidade. Deploro esta decisão e espero que o conselho o volte a pensar".
Por sua parte, Sabir Hussain Mirza, Chefe do Conselho Muçulmano de Oxford, expressou estar "muito zangado por isso. Os cristãos, muçulmanos e outras religiões esperamos todos a chegada do Natal"
De maneira similar se expressou o rabino Eli Bracknell, quem indicou que "é importante manter o Natal tradicional britânico. Algo que afete a cultura tradicional e o Cristianismo no Reino Unido não é positivo para a identidade britânica".
A idéia de renomear o Natal como "Festival das luzes de inverno" proveio da organização "Oxford Inspire" (Oxford Inspira), que são os encarregados deste evento.
Fonte: http://www.cleofas.com.br/
Natal sem Fome
S. João da Cruz - Doutrina da mortificação dos apetites

A razão está em que dois contrários, segundo o ensinamento da filosofia, não podem subsistir ao mesmo tempo num só sujeito. Ora, as trevas, que consistem no apego às criaturas, e a luz, que é Deus, são opostas e dessemelhantes. É o pensamento de S. Paulo escrevendo aos coríntios: “Que pode haver de comum entre a luz e as trevas?” (2Cor 6,14). Portanto, se a alma não rejeita todas as afeições às criaturas, não está apta a receber a luz da união divina.
Para dar mais evidência a esta doutrina, observemos que o afeto e o apego da alma à criatura a torna semelhante a este mesma criatura. Quanto maior a afeição, maior a identidade e a semelhança, porque é próprio do amor fazer o que ama semelhante ao amado. Davi, falando dos que colocavam o amor nos ídolos, disse: “Sejam semelhantes a eles os que os fazem; e todos os que confiam neles” (Sl 113,8). Assim, o que ama a criatura desce ao mesmo nível que ela, e desce, de algum modo, ainda mais baixo, porque o amor não somente iguala, mas ainda submete o amante ao objeto do seu amor. Deste modo, quando a alma ama alguma coisa fora de Deus, torna-se incapaz de se transformar nele e de se unir a ele. A baixeza da criatura é infinitamente mais afastada da soberania do Criador do que as trevas o são da luz. Todas as coisas da terra e do céu, comparadas com Deus, nada são, como disse Jeremias: “olhei para a terra, e eis que estava vazia, e era nada; e para os céus, e não havia neles luz” (Jr 4,23). Dizendo ter visto a terra vazia, dá a entender todas as criaturas e a própria terra serem nada. Acrescentando: Contemplei o céu e não vi luz – quer significar que todos os astros do céu comparados com Deus são puras trevas. Daí se conclui que todas as criaturas nada são, e as inclinações que nos fazem pender para elas, menos que nada, pois são um entrave para a alma e a privam da mercê da transformação em Deus; assim como as trevas, igualmente, por serem a privação da luz, são nada e menos que nada. Quem está nas trevas não compreende a luz; da mesma forma, a alma colocando sua afeição na criatura não compreenderá as coisas divinas; porque até que se purifique completamente não poderá possuir Deus neste mundo pela pura transformação do amor, nem no outro pela clara visão. Para esclarecer ainda mais esta doutrina, vejamos algumas particularidades.
Todo o ser das criaturas comparado ao ser infinito de Deus nada é. Resulta daí que a alma, dirigindo suas afeições para o criado, nada é para Deus, e até menos que nada, pois, conforme já dissemos, o amor a assemelha e torna igual ao objeto amado e a faz descer ainda mais baixo. Esta alma tão apegada às criaturas não poderá de forma alguma unir-se ao ser infinito de Deus, porque não pode existir conveniência entre o que é e o que não é. Descendo a alguns exemplos particulares, vemos que toda a beleza das criaturas, comparada à infinita beleza de Deus não passa de suma fealdade, segundo diz Salomão nos Provérbios: “A graça é enganadora e vã a formosura” (Pr 31,30). A alma, presa pelos encantos de qualquer criatura, é sumamente feia diante de Deus, e não pode de forma alguma transformar-se na verdadeira beleza, que é Deus, pois a fealdade é de todo incompatível com a beleza. Todas as graças e todos os encantos das criaturas, comparados às perfeições de Deus, são disformes e insípidos. A alma, subjugada por seus encantos e agrados, torna-se, por si mesma, desgraciosa e desagradável aos olhos de Deus, sendo, deste modo, incapaz de unir-se à sua infinita graça e beleza. Porque o feio está separado do infinitamente belo, por imensa distância. E toda a bondade das criaturas posta em paralelo com a bondade infinita de Deus mais parece malícia. Ninguém é bom, senão só Deus (Lc 18,19). A alma, prendendo seu coração aos bens deste mundo, torna-se viciosa aos olhos de Deus; e assim como a malícia não pode entrar em comunhão com a bondade, também esta alma não se poderá unir perfeitamente ao Senhor, que é a bondade por essência. Toda a sabedoria do mundo, toda a habilidade humana comparadas à sabedoria infinita de Deus são pura e suprema ignorância. S. Paulo o ensina aos Coríntios: “a sabedoria deste mundo é estultícia diante de Deus” (1COR 3,19).
A alma, apoiando-se em seu saber e habilidade para alcançar a união com a sabedoria divina, jamais a alcançará, permanecendo muito afastada, pois a ignorância não sabe o que seja a sabedoria, ensinando S. Paulo que tal sabedoria parece a Deus estultícia. Aos olhos de Deus, os que crêem algo saber são os mais ignorantes. O Apóstolo, falando desses homens, teve razão em dizer aos romanos: “Porque atribuindo-se o nome de sábios se tornaram estultos” (Rm 1,22). Só chegam a adquirir a sabedoria divina aqueles que, assemelhando-se aos pequeninos e ignorantes, renunciam ao próprio saber para caminhar com amor no serviço de Deus. S. Paulo nos ensina esta espécie de sabedoria quando diz: “Se algum entre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se insensato para ser sábio; porque a sabedoria deste mundo é uma estultícia diante de Deus” (1Cor 3,18-19). Em consequência, a alma se unirá à sabedoria divina antes pelo não saber que pelo saber. Todo o poder e toda a liberdade do mundo, comparados com a soberania e a independência do espírito de Deus, são completa servidão, angústia e cativeiro.
A alma enamorada das grandezas e dignidades ou muito ciosa da liberdade de seus apetites está diante de Deus como escrava e prisioneira e como tal – e não como filha – é tratada por ele, porque não quis seguir os preceitos de sua doutrina sagrada que nos ensina: Quem quer ser o maior deve fazer-se o menor, e o que quiser ser o menor seja o maior. A alma não poderá, portanto, chegar à verdadeira liberdade de espírito que se alcança na união divina; porque sendo a escravidão imcompatível com a liberdade, não pode esta permanecer num coração de escravo, sujeito a seus próprios caprichos; mas somente no que é livre, isto é, num coração de filho. Neste sentido Sara diz a Abraão, seu esposo, que expulse de casa a escrava e seu filho: “Expulsa esta escrava e seu filho, porque o filho da escrava não será herdeiro com meu filho Isaac” (Gn 21,10).
Todas as delícias e doçuras que a vontade saboreia nas coisas terrenas, comparadas aos gozos e às delícias da união divina, são suma aflição, tormento e amargura. Assim todo aquele que prende o coração aos prazeres terrenos é digno do Senhor de suma pena, tormento e amargura, e jamais poderá gozar os suaves abraços da união de Deus. Toda a glória e todas as riquezas das criaturas, comparadas à infinita riqueza que é Deus, são suma pobreza e miséria. Logo a alma afeiçoada à posse das coisas terrenas é profundamente pobre e miserável aos olhos do Senhor, e por isto jamais alcançará o bem-aventurado estado da glória e riqueza, isto é, a transformação em Deus; porque há infinita distância entre o pobre e indigente, e o sumamente rico e glorioso.
A Sabedoria divina, ao se queixar das almas que caem na vileza, miséria e pobreza, em conseqüência da afeição que dedicam ao que é elevado, grande e belo segundo a apreciação do mundo, fala assim nos Provérbios: “A vós, ó homens, é que eu estou continuamente clamando, aos filhos dos homens é que se dirige a minha voz. Aprendei, ó pequeninos, a astúcia e vós, insensatos, prestai-me atenção. Ouvi, porque tenho de vos falar acerca de grandes coisas. Comigo estão as riquezas e a glória, a magnífica opulência, e a justiça. Porque é melhor o meu fruto que o ouro e que a pedra preciosa, e as minhas produções, melhores que a prata escolhida. Eu ando nos caminhos da justiça, no meio das veredas do juízo, para enriquecer aos que me amam e para encher os seus tesouros” (Pr 8,4-6; 18-21). A divina sabedoria se dirige aqui a todos os que põem o coração e a afeição nas criaturas. Chama-os de “pequeninos” porque se tornam semelhantes ao objeto de seu amor, que é pequeno. Convida-os a ter prudência e a observar que ela trata de grandes coisas e não de pequenas como eles. Com ela e nela se encontram a glória e as verdadeiras riquezas desejadas, e não onde eles supõem. A magnificência e justiça lhe são inerentes; e exorta os homens a refletir sobre a superioridade de seus bens em relação aos do mundo. Ensina-lhes que o fruto nela encontrado é preferível ao ouro e às pedras preciosas; afinal, mostra que sua obra na alma está acima da prata mais pura que eles amam. Nestas palavras se compreende todo gênero de apego existente nesta vida.
14 de Dezembro - Dia de S. João da Cruz

Santa Edith Stein e o Mistério do Natal

"Ó troca maravilhosa! O criador do gênero humano encarnando-se, concede-nos a sua divindade. Por causa desta obra maravilhosa o Redentor veio ao mundo. Deus se tornou Filho do homem, para que os homens se tornassem filhos de Deus. Um de nós rompeu o laço da filiação divina, e um de nós devia reatar o laço, pagando pelo pecado. Nenhum da antiga e enferma raça podia fazê-lo. Devia ser um rebento novo, sadio e nobre. Tornou-se um de nós e, mais do que isto: unido conosco. O maravilhoso no gênero humano é que todos somos um. Se fosse diferente, estaríamos lado a lado, como indivíduos autônomos e separados, e a queda de um não poderia ter se tornado a queda de todos. Podia ter sido pago e atribuído a nós o preço da expiação, mas não teria passado a sua justiça para os pecadores, e não teria sido possível nenhuma justificação.Mas Ele veio, para tornar-se conosco um corpo místico. Ele, nossa cabeça, nós, os seus membros. Ponhamos nossas mãos nas mãos do Menino-Deus, pronunciando o nosso “Sim” ao seu “Siga-me”. Então, nos tornamos Seus, e o caminho está livre, para que a sua vida divina possa passar para a nossa. Isto é o começo da vida eterna em nós. Não é ainda a visão beatífica de Deus na luz da glória, é ainda escuridão da fé, mas não é mais deste mundo, já é estar no Reino de Deus." (STEIN, Edith. O mistério do natal.[tradução Hermano José Cürten]. -- Bauru, SP: EDUSC, 1999, p. 19- 20)
"E o Verbo se fez carne”. Isto se tornou realidade no estábulo de Belém. Mas cumpriu-se ainda de outra maneira. “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, este terá a vida eterna”. O Salvador que sabe que somos e permanecemos humanos, tendo que lutar dia após dia, com fraquezas, vem em auxílio da nossa humanidade de maneira verdadeiramente divina. Assim como o corpo terrestre precisa do pão cotidiano, assim também a vida divina em nós precisa ser alimentada constantemente. “Este é o pão vivo que desceu do céu”. Quem come deste pão todos os dias, neste se realizará, diariamente, o mistério do Natal, a Encarnação do Verbo. E este, certamente, é o caminho mais seguro, para se tornar “um com Deus” e de penetrar dia a dia de maneira mais firme e mais profunda no Corpo Místico de Cristo." (STEIN, Edith. O mistério do natal.[tradução Hermano José Cürten]. -- Bauru, SP: EDUSC, 1999, p.28.)
O Pastorinho - S. João da Cruz

Não chora por tê-lo o amor chagado
Que não lhe dói o ver-se assim dorido
Embora o coração esteja ferido
Mas chora por pensar que é olvidado.
Que só o pensar que está esquecido
Por sua bela pastora é dor tamanha
Que se deixa maltratar em terra estranha
Seu peito por amor mui dolorido.
E disse o Pastorinho: ai desditado
De quem do meu amor se faz ausente!
E não quer gozar de mim presente...
Seu peito por amor tão magoado
Passado o tempo em árvore subido
Ali seus belos braços alargou
E preso a eles o Pastor ali ficou
Seu peito por amor mui dolorido.
S. João da Cruz
Obs...
Por "Pastorinho", S. João quer significar Jesus.
Por "pastorinha", a alma, ou, nós.
Olvidado significa esquecido no sentido de "ignorado"
Por "se deixa maltratar em terra estranha", S. João quer referir-se à Encarnação do Verbo que faz morada em nosso meio e morre na Cruz por amor de nós.
Por "árvore", ele quer significar a Cruz.
Enfim, uma poesia profundíssima e muito própria para o Natal, afinal Jesus é esquecido em seu próprio aniversário e toda a profundidade da Cruz já se faz presente naquele Presépio.
Meditemos nisso...
Algumas coisas que precisam ser ditas
...
O mal no mundo provém da sua impureza. Ser puro é renunciar aos prazeres ilícitos, os inconvenientes, e muitas vezes até mesmo aos lícitos e inofensivos. Habituar-se ao domínio de si mesmo é preparar-se para o exercício da caridade, a qual consiste, noventa e nove por cento, em renunciar. Quem não mortifica os sentidos, quem não contraria a sua ambição, a sua vingança, a sua vaidade, nunca poderá estabelecer a verdadeira paz dentro e em torno de si.
A luxúria gera a violência e a violência gera a luxúria. Ambas cultuam apenas o que há de físico no ser humano. Uma se utiliza da força, a outra da beleza. Sendo a força o instrumento da violência, as grandes épocas da brutalidade coincidem com a exaltação corpórea dos heróis, o louvor dos músculos nos arremessos fulmíneos, a glorificação dos ritmos plásticos. E sendo a beleza física a matéria prima da lascívia, as gerações que divinizam a força bruta são as mesmas que cantam loas a Frinéia.
Não se conclua que condenamos a força e a beleza físicas. Pelo contrário, dignas são elas da nossa admiração como obras do Criador, morada da alma e templo de Deus; e a prova é que ambas estão santificadas em santos que foram atletas e santas que foram formosas. O que devemos reprovar é o mau aproveitamento de uma e de outra, empregando-as de sorte a divorciá-las dos fins comuns do Espírito e do Corpo.
Esse foi o pensamento cristão na aurora do século I, quando os Apóstolos espalharam pelo Império dos Césares, onde predominavam degradações e violências unidas ao culto dos deuses fortes e belos, as duas soluções para as dores do Gênero Humano: a CASTIDADE E A CARIDADE, ambas tão intimamente irmanadas, que uma parece condição da outra e ambas a mesma expressão do Redentor do Mundo.
São essas duas virtudes as chaves da paz e da segurança entre os povos. Pois não andam, nestes tempos nossos, de mãos dadas, a brutalidade e a sensualidade?
Que tempos viram, como temos visto, civilização mais paganizada? Que oferecem os filmes cinematográficos senão os aspectos de uma civilização que fez do corpo e dos prazeres materiais a preocupação única da existência humana? Que outra lição, senão a do luxo, fantasiosa opulência e exibição faustosa apresentam à juventude dos nossos dias essas películas excitantes e dissolventes de todas as resistências morais?
Que espécies de livros lêem rapazes, raparigas e até mesmo esses grisalhos leões do Chiado, senão coloridas brochuras de novelas, romances e memórias copiados uns dos outros, que abarrotam os mercados internacionais sem outro valor além do que lhes empresta facciosa propaganda manobrada por agentes da dissolução social?
Que época é esta em que, nem pelos gostos, nem pelas atitudes, nem pelo vestuário, se distinguem as mães das filhas e às vezes nem as avós das netas?
Que dias vivemos em que a família foge do lar, até mesmo para celebrar as datas mais belas do calendário cristão e da intimidade doméstica?
Como poderemos chamar espiritualista a esta civilização sedenta de sensacionalismo e que zomba de tudo o que é de Deus, fazendo do próprio matrimônio precária satisfação de vaidades efêmeras?
Que nome merece uma civilização de cassinos, boites, dancings, promiscuidades escandalosas, desnudações nas praias, e concursos de beleza de sabor zoo-técnico, degradantes da majestade e dignidade da mulher?
Não é tudo isso o paganismo?
Se me disserdes que é, então defenderei o paganismo. Não o identificarei aos degradantes costumes do nosso tempo. Porque o paganismo inspirava-se num sentido religioso do cosmos. Decaído da graça, o Homem procurava na interpretação politeísta da natureza, o segredo do seu destino além da morte.
Na dissolução dos costumes conservavam os pagãos uma crença nos deuses, qualquer coisa como reflexos do verdadeiro Deus que lhes ainda não fora revelado.
O paganismo anterior a Cristo apresenta, de mistura com suas misérias, incontestáveis traços de grandeza. Ele chegou a pressentir a vinda do Redentor, na concepção de Alcmene, no sangue de Adonis, na ressurreição de Osíris.
Mas o que hoje temos é inferior ao paganismo, porque se chama materialismo, isto é, repúdio do sobrenatural, gesto a que nunca se atreveu o paganismo.
E se essa atitude fosse anterior ao Cristo, como no caso de alguns filósofos gregos, ela seria desculpável. Mas este nosso materialismo, aceitando tudo o que havia de mau no mundo politeísta, rejeita o que nele havia de sério: a conduta do Homem relacionada com um princípio de causalidade e de finalidade.
Este materialismo de hoje recebeu a mensagem do Evangelho, mas rejeitou a Luz, pela consciência que tem de que as suas obras são más e porque "todo aquele que pratica o mal prefere viver nas trevas"
Plínio Salgado, Primeiro, CRISTO!
Aproxima-se o Natal

Na plenitude dos tempos, enviou Deus o Seu Filho Unigênito, ao seio de uma Virgem chamada Maria. O Incriado foi gerado no ventre de uma menina que disse sim a Deus e assumiu, então, a orfandade do mundo. A humanidade jazia nas trevas. A lei não justificava... Desde o pecado de Adão, a ligação entre Deus e os homens fora rompida. Todo acontecimento do Antigo Testamento é uma preparação para a vinda do Messias tão aguardado. São as prévias do grande esponsal. Para ser a mãe do Salvador, meninas da Judéia casam-se cedo. Aqui e ali levantam-se vozes proclamando serem o esperado. Algo muito precioso estava iminente. O Rei viria até nós... Preparemo-nos. Ele salvará os homens e estenderá o Seu reinado sobre a terra. Ele governará com cetro de ferro!
E, de fato, nasceu o divino infante. Do seio da Virgem Maria, rompeu o grito do Eterno, numa noite fria, na solidão de um estábulo. Nasceu em Belém, a Casa do Pão, Ele que será o Pão da Vida. Nasceu numa manjedoura, justamente onde se alimentam os animais, o boi e o burro que, conforme Isaías, conhecem o estábulo do seu Senhor. O Onipotente viria a nós como um indefeso e, quieto, repousava no colo ditoso de Maria Santíssima. Oh, que mistério! Diante disto, até os infernos se calaram. Oh espetáculo celeste: Deus fazer-se criancinha! E veio a nós, pobre, numa noite fria, sem um lugar pra ficar, na companhia de Sua Mãe, de Seu pai adotivo e dos animais que por alí habitavam. Deus nasceu... sem festa, sem alarde, na perfeita pobreza que lhe será característica por toda a vida e que Ele ensinará aos seus. O Amor, enfim, habitou entre nós, o Verbo, o Emanuel.
Dobrem-se diante dEle todos os reis da terra, assim como os pastores... os grandes e pequenos. Ofereçam ao Rei verdadeiro o melhor de si. Imitem-no resignado. Curvem-se diante de Sua Majestade, e O adorem. Desçam até as entranhas da terra, numa perfeita prostração e humilhação diante do Cristo, que humilhou-se até a nossa condição para nos elevar à Sua. Oh esponsal. Por amor, Deus toma a nossa semelhança, encarna-se, assume a nossa natureza, para que a união seja completa. E qual foi o motivo de tal ato divino? Na perfeita gratuidade, Deus o fez por amor. Quis tornar-se cativo de nosso coração, quis conquistar-nos de vez, quis chamar-nos à Sua intimidade.
Neste natal, me dê licença o Papai Noel (não precisa aparecer...), pois quero, neste silêncio, nesta quietude simplesmente fazer-Lhe companhia e contemplá-Lo nos braços da Virgem Mãe. Nada de algazarras, nada de barulhos ou distrações. A grande alegria dos homens surgiu, como estrela singular, rompeu as trevas e nos anunciou um novo dia, dia que não terá ocaso, pois Seu Reino durará para sempre. Deixem-me aqui, sozinho, com Ele. Quero imitá-Lo, no Seu silêncio, na Sua pobreza, na Sua solidão, no Seu amor.
Deixarei a casa da minha mãe e me unirei ao Amado. E seremos um só. Ele me introduzirá na Sua adega, e lá estarei, em perfeita alegria. Assim seja, amém.
Fábio Luciano
Quando nos falta amor.
Tédio?? Poderá existir esta palavra no dicionário Cristão? Não vejo como. Disse alguém, o que é mais difícil a todos, mas é acessível, é fazer a mesma coisa várias vezes com o mesmo amor da primeira vez. E outro acrescenta: A Felicidade não está em uma vida cômoda, mas sim num coração enamorado. Para quem ama dizer "eu te amo" nunca cansa, nunca é velho, nunca será uma frase gasta e o sentido e o sentimento se preserva. Quando se ama tem-se o mesmo detalhe de carinho, repassa a mesma cena várias vezes em mente e rir-se e delicia-se das mesmas lembranças inúmeras vezes como se fosse algo novo, como se fosse a primeira vez.
Somos assim, enamorados do amor. Buscamos acima de tudo satisfazer o Amado, mesmo que seja para o nosso detrimento. E isso não nos custa, é suave a obediência, é amavel a Cruz, é doce... é Divino, é a bela lei do Amor. Entende-se expressões como esta de São João da Cruz: é preferível padecer pelo Amado a fazer milagres. Não desejamos nada, já o temos, O possuimos. Mas vocês poderão perguntar: Onde? Digo-vos, no mesmo lugar, na mesma ocupação, na mesma e insignificante atividade. No trabalho ordinário.
Tomas Merton começa seu livro Sementes de Contemplação dizendo que cada acontecimento, cada instante semeia qualquer coisa na alma. E isso é fácil aceitar como verdade visto que, em termos infinitamente menores, sabemos que tudo o que vemos, ouvimos e provamos fica arquivado definitivamente em nossa mente, mesmo que não tenhamos acesso. Se assim procede com o nosso corpo, porque não aconteceria com nossa Alma? Devemos, portanto, não fazermos as coisas de qualquer maneira, nem desperdiçar um milionéssimo do nosso preciosíssimo tempo, mas antes aproveitá-lo ao máximo para pôr algo Divino, algo de Cristo, semear suas palavras, oferecer-Lo nossas insignificantes atividades e colocar o máximo amor em cada gesto para que seja por Ele agradável oferenda ao Pai.
O tempo, precioso tempo. Diria que é a única coisa que nós é dado e é dado de modo igual a todos, aqui não há diferente etnia, classes ou raça. O tempo é dado de modo igual a todos e o que fazemos dele é o que definirá o que somos. Se plantamos nesse tempo amor a Deus, o colheremos certamente. Se o gastamos para o nosso benefício, isso nos será exigido. Se fazemos aquele, já somos felizes, se fazemos este não alcançaremos a Paz. O caminho do inferno já é um inferno e não existe felicidade fora do Doador da mesma... mas nada disso, este caminho, não nos é imposto, nos é oferecido e embora Ele nada precise de nós, e nós dele tudo precisamos, Ele nos oferece tudo sem resistência, e nos resistimos tudo e nada temos a oferecer.
Para estes que acham a vida um tédio digo apenas, estais a correr fora do caminho. Todo esta infelicidade é porque te falta o Amor.
Nossa Senhora que tudo fez perfeitamente, que punha infinito amor em cada atos seus, nos ensine a sermos seus imitadores para que possamos como ela dizer, com humildade, "o Senhor pôs os olhos em Vosso servos".
Claudemir LeandroÀ espera de um milagre
Não irei apresentar, conforme vós leitores podereis pensar, uma resenha do filme de Steven King, este texto está voltado para aqueles que "crêem" porque viram um milagre ou aqueles que dizem que acreditariam se algum milagre acontecesse.Neste artigo salientarei a importância de não darmos créditos a determinados tipos de "milagres" e que nem sempre são apenas estes que indicam a Igreja verdadeira. Bem, vamos ao texto e ver o que posso transmitir a vós.
Geralmente sou abordado por um pastor Pentecostal me informando que deixou o Catolicismo porque não vê a atuação do Espírito Santo, porque não vê as curas como os primeiros cristãos faziam, porque não vê a efusão do Espírito, e porque a todos devem ser dados o direito de falar, visto que Cristo dá a todos o dom da palavra e da profecia, não apenas aos sacerdotes.
Primeiro é bom frisar que o Espírito Santo não se contradiz. Baseado nesta premissa Ele não pode confirmar, através destes "milagres", que distintas ceitas evangélicas estão certas (pois é fato que em diferentes seitas há estes fenômenos que eles denominam milagres). Isso fere a lógica humana, "pois dois contrários não pode subsistir ao mesmo tempo num só sujeito", ou seja, ou todas estão erradas ou apenas uma está certa. Qual? Tentaremos analisar isto.
A necessidade dos milagres.
Vemos ao longo do Antigo testamento as grandes manifestações de Deus era para fins específicos, Deus falava na linguagem da época e vemos a necessidade clara de tal intervenção, a citar: No primeiro livro dos Reis, cap 18, Elias mostrará que o Deus verdadeiro é aquele que responder pelo fogo, acendendo as lenhas que eles colocaram. Elias não mostra argumentos, para aquele povo o deus verdadeiro seria aquele que manifesta seu poder e esta era a forma que o Espírito escolheria para se manifestar, era necessário, e foi um fato extraordinário. Outra situação, quando Deus mostra os dois prodígios a Moisés, a sua vara transformará em cobra e sua mão ficará branca tão branca como a neve, Deus diz claramente que é para o povo crer, era necessário, era a linguagem da época e foi outro fato extraordinário.
Continuemos com o novo testamento, o dom de linguas era necessário para a expansão do evangelho, os pescadores não sabiam falar outros idiomas, como o evangelho poderia expandir se não houvesse quem o comunicasse? E o mesmo vemos quando o Mago Élimas fica cego (necessária para a conversão do procônsul), na morte de Ananias (necessária para mostrar que não se mente ao Espírito Santo), nos milagres de Cristo como: o cego de nascença (necessário para mostrar que o cegueira não era fruto do pecado e a manifestação da Divindade de Cristo), o paralítico cujo leito foi descido do telhado (mostrar que Cristo tem, por ser Deus, o poder de perdoar os pecados), a ressureição de Lázaro (mostrar que Cristo é Deus e tem poder sobre a morte). Portanto, escutemos o conselho de São Paulo, o Espírito Santo concede o dom segundo lhe apraz e o é extraordinário, não queiramos torná-lo ordinário e fazê-lo como nos apraz.
Dito isto, e se são os milagres que os pentecostalistas querem, faremos a seguinte análise.
Da hierarquia.
Primeiro vemos que São Paulo exorta a importância da hierarquia em 1 Coríntios 12, 28 - Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas. Se buscarmos viver esta sugestão paulina vinvenciariamos o Catolicismo, visto ser indiscutível nossa sucessão Apostólica e que segundo este a sucessão é mais importante que os milagres.
Da humildade e fé.
É sinal de humildade não buscar exibir os milagres que aconteçem na igreja e mais digno de fé é aquele que acredita sem ver do que aqueles que exigem presenciar os milagres, palavras do próprio Cristo a Tomé. Agora investigue vocês quem são estes que ficam gritando e exibindo seus dons de curas, pois já não compete a mim julgar apenas analisar os fatos.
Do rigor.
Há um rigor duríssimo, diversas pesquisas cientificas para poder a Igreja Católica afirmar que estamos sobre um fato cuja ciência não explica, pois foje da sua compreensão. Não é apenas uma curarzinha, uns gritinhos e uns pequenos "exorcismos" que não resiste sequer a parapsicologia que admitimos ser atuação do Espírito Santo.
Da grandiosidade.
Pensemos no milagre de Calanda. Não ouvi nenhuma outra história de alguem que, após ter tido aputada perna, teve a mesma milagrosamente restituida. E Lanciano, Loudes, Fátima, Guardalupe? Não são apenas um, mas milhares e grandiosos. Qual são mesmo estes que acontecem nas igrejas pentecostais? Se queres ver as verdadeiras manifestações visíves do Espírito Santo, basta usar o Google meu caro amigo (já que infelizmente não te contentas com os milagres que presenciamos no evangelho).
Do meio.
É sabido que Deus usa as pessoas como instrumento para manifestar estes acontecimentos, conforme descrevi anteriormente. Analisemos as virtudes e humildades dos santos católicos versus pastores atuais. Temos por um lado, Santo Antônio, São Pio, São Bento, etc... e o que vós tendes mesmo??? Conheces estes que citei? Milagres surpreendentes o Espírito Santo fez atraves deles quando estas pessoas viviam. Por mais que queiras, soberbo leitor, achar que vós pentencostais têm maior atuação do espírito, tua razão há de forçar-te a crer, através do fato, que vós estais enganados.
Mas com tudo isso, devemos evitar o "milagreirismo". Não queiras ficar como Herodes exigindo milagres que poderás ficar como ele sem resposta. Além disso hoje estes milagres já não são necessário para a nossa fé. A nossa Igreja já se encontra bem fundamentada pelos milhares de milagres que se encontram no Antigo e Novo testamento. É como nos diz Chesterton: O que Deus nos pede e quer são vidas milagrosas, cristãs, humildes, pacientes, caritativas, porque a vida perfeita de um cristão é um contínuo milagre sobre a terra.
Peçamos a Nossa Senhora, Virgem Poderosa, que nos ilumine e nos conceda a graça necessária para caminharmos milagrosamente humildes neste vale de lágrimas, cumprindo fielmente a vontade do Vosso amado Filho.
Claudemir Leandro



