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Comunhão: na boca ou na mão?

Muitos dos casos de profanações que acontecem hoje se devem, a princípio, a uma má compreensão do que seja a Eucaristia. De fato, nas catequeses e homilias esta temática tem lamentavelmente diminuído. Muita gente se ocupa em dar palestras sociais e em falar de fraternidade ou de igualdade; tudo isto em detrimento da reta doutrina católica tal qual é. Mas este artigo não se reserva a criticar o assunto mais freqüente nos espaços destinados à formação dos cristãos, embora a crítica já tenha sido feita. O foco, porém, a que me proponho é sobre o modo de como receber a Santíssima Comunhão.

Uma nova teologia tem surgido, e pretende fazer significar que a Santa Missa consiste numa reunião fraterna acompanhada de uma refeição. Enfatiza-se muito isto: “a refeição eucarística”, e quase não mais se usa o termo “Sacrifício da Missa”. Uma mudança de compreensão do que acontece no Altar leva, logicamente, a uma mudança de atitude. Certa faculdade de teologia de Estrasburgo, chovendo heresia, chegou a dizer que a presença de Cristo na Santa Missa era da mesma natureza que a presença de um morto num baile que lhe faz memória, ou seja, era apenas uma presença simbólica. Quero deixar bem claro que nem Lutero chegou a tal pretensão e disparate. E, se as pessoas passam a ver na Eucaristia um pão comum que apenas relembra o Cristo, pra que o cuidado excessivo e o máximo respeito?

E aí entramos na forma de como recebemos a Cristo. É verdade que a Santa Igreja, hoje, permite que recebamos de joelhos ou em pé, na mão ou diretamente na boca. Com relação à posição corporal, podemos ver logo que a posição mais digna para receber Nosso Senhor seria de joelhos. Isto é óbvio, e podemos sim recebê-Lo assim, segundo a permissão do Padre. Mas, neste ponto, entra uma outra questão. Por vezes esta atitude pode se tornar inconveniente, como quando há o risco de alguém atrás tropeçar nas pertas do comungante; principalmente se for uma pessoa de mais idade. Então, convém observar bem estas circunstâncias. Mas os que quiserem receber de joelhos, devem receber o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca.

A outra forma possível é recebê-Lo de pé, e esta posição permite receber ao Cristo na mão ou na boca. E aqui, deixo a minha recomendação: deve-se, muito preferencialmente, recebê-Lo diretamente na boca. Isto evita inconvenientes e profanações. A comunhão na mão corre o risco de deixar fragmentos da Hóstia Consagrada na mão, e tais fragmentos, independentemente do seu tamanho, são o próprio Cristo, não apenas uma parte dEle, mas Ele todo. Derrubar tais pedaços é, então, uma atitude que jamais se deve fazer e contra a qual se deve ter o máximo cuidado. A este respeito, S. Cirilo de Jerusalém expressa que “seria melhor perder um dos teus membros, do que um só fragmento do Corpo de Cristo”. Por isto, aqueles que comungam na mão, uma vez que levem a Santíssima Eucaristia à boca, procurem minuciosamente para ver se não ficou nenhum fragmento do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor em sua mão ou no dedo com que O levou à boca. Além disso, existe a posição correta de se comungar nas mãos: depois de fazer a devida reverência (sempre antes da comunhão em qualquer posição), põe-se a mão esquerda estendida sobre a direita, como que fazendo um trono para o Rei dos reis; uma vez recebido o Cristo e dito “Amém”, pega-se o Seu Santíssimo Corpo com a mão direita e, com todo cuidado, ainda na frente do Sacerdote ou ministro, se leva-O à boca, observando depois as mãos minuciosamente.

Porém, uma forma muito mais simples e isenta de perigos é recebê-Lo diretamente na boca; eu diria ainda, mais digna. Evita-se desta forma tocar com as mãos o Santo dos Santos e, assim, não se corre o risco de deixar fragmentos nelas. Em verdade, a comunhão na mão só foi permitida depois do Concílio Vaticano II, assim também como o serviço dos Ministros extraordinários da Comunhão. A Eucaristia só podia ser tocada pelo padre. Percebemos um pouco melhor a seriedade desta questão, se considerarmos que Sta Teresinha, mulher de santidade profunda, embora tivesse o desejo de tocá-Lo, não o fazia porque não tinha nascido homem, e, portanto, não era padre. Vejamos ainda o que diz o doutor da Igreja Santo Tomás de Aquino: “Por respeito para com este Sacramento, nada Lhe toca, a não ser o que é Consagrado”

Evite o católico comungar de qualquer forma, como se fosse uma comida qualquer, e sem antes ter adorado à Santíssima Vítima do Altar pois, na Santa Missa, participamos do Calvário de Nosso Senhor, e comemos a Sua Carne e o Seu Sangue, não simbolicamente, mas literalmente. Nos alimentamos da carne humana de um Deus. Cuidemos, portanto, para não profanarmos o Corpo de Nosso Grande Deus e Senhor Jesus Cristo.

Neste sentido, mais uma vez deixamos a recomendação: dêem preferência à comunhão diretamente na boca, como sinal de respeito e zelo pelo Santíssimo Sacramento.

Em tudo, seja Deus glorificado.

Fábio Luciano Silvério da Silva

Assista ao vídeo abaixo sobre este tema.


Polêmica sobre a revogação das excomunhões de quatro bispos da FSSPX


Temos assistido a recente polêmica sobre o Papa e o levantamento das excomunhões de quatro bispos da FSSPX. A mídia, como sempre, trata de oferecer aos desavisados uma versão distorcida da história, manipulando opiniões para que, como no tempo de Jesus, a massa se decida por Barrabás.

Quero, nesta ocasião, expor rapidamente o contexto desta situação e, depois, fazer algumas considerações a respeito. Quero indicar também que este assunto está sendo intensamente tratado por outros sites, blogs e demais espaços da internet. A repercussão desembocou também na rede Globo e saiu ainda numa reportagem da Revista Veja, já famosa por suas “pérolas”. Bem, isto o que eu soube. Mas seríamos justos afirmando que o caso teve repercussão mundial.

Bem. Mas o que acontece? Tratemos do início.

Em 1988, dois bispos, D. Marcel Lefebvre e D. Antônio de Castro Mayer, solicitaram de Roma a permissão para sagrar bispos a quatro sacerdotes, devido à necessidade. Tais pretendentes ao bispado foram recomendados como pessoas experimentadas e muito aptas para o serviço. A permissão, porém, não veio. Diante de tal negação, os dois bispos acima mencionados insistiram e sagraram aos quatro bispos. Esta atitude de expressa desobediência fez com que incorressem, os bispos sagrados e os sagradores, em excomunhão latae sententiae, isto é, automática, segundo o Código de Direito Canônico. O então Papa João Paulo II Magno, de saudosa memória, tinha manifestado que esta atitude fora claramente cismática. Seja como for, os bispos em questão, pertencentes à Fraternidade Sacerdotal São Pio X – FSSPX sustentavam, a partir de estudos canônicos, a nulidade das excomunhões, apelando para o argumento da necessidade.

De forma geral, o que caracteriza os membros pertencentes a esta Fraternidade é uma intensa guarda da Tradição Católica sem inovações. Eles posicionam-se diretamente contra o Concílio Vaticano II, que acusam de ser ambíguo, e contra todos os seus frutos. A discussão gravita em torno de temas doutrinais e é justamente a mudança no campo da doutrina que, segundo eles, constitui a causa do caos teológico e litúrgico pelo qual passa a Santa Igreja nestes tempos, o que vai se refletir diretamente na conduta dos filhos da Igreja..

Bem. Recentemente, Sua Santidade Bento XVI, num gesto de paternal caridade e misericórdia, e dentro de um ambiente de já inúmeros diálogos, revogou as excomunhões dos bispos em questão. Interessante que a revogação foi a resposta a um pedido da própria FSSPX. Mas este pedido fora uma recomendação do próprio Bento XVI. E, como dizia já um membro da FSSPX, Sua Santidade não solicitaria tal pedido se não tivesse a intenção de concedê-lo. O importante é que esta graça veio... E aquilo que já era esperado em terreno eclesiástico, isto é, a polêmica por parte de membros modernistas e inimigos da tradição, irradiou-se também extra-eclesia. Mas... Por quê? Que interesse teria o mundo secular e ateu por estas questões teológicas e eclesiásticas?

Nenhum, na verdade. Ao contrário, o mundo das massas populares tem um interesse muito claro de oposição à Santa Igreja. E ao perceber uma chance, ainda que pequena, simplesmente a agarra, mesmo que para isto tenha de fazer as associações mais mesquinhas e usar das mentiras mais lavadas. Qual, então, a causa da polêmica?

Um dos quatro bispos cuja excomunhão foi revogada, Dom Williamson, defende uma tese curiosa: ele nega que tenha havido o holocausto judeu. Bem, particularmente não sei como ele defende esta visão, mas a mídia caiu em cima associando esta posição particular de Dom Williamson à atitude do Papa. Apressaram-se os manipuladores de opinião em mostrar a posição deste bispo como uma posição nazista e ainda quiseram fazer do papa um cúmplice que estaria a aprovar a teoria de Dom Williamson.

Mas, convém aqui saber separar:

1 - A revogação das excomunhões pertence a um contexto eclesiástico envolvendo questões em terreno canônico.
2 - A negação do holocausto (negacionismo) é uma posição pessoal de Dom Williamson.

Além do mais, quando a polêmica estorou, ela surpreendeu tanto ao Papa como ao bispo re-incomungado. O Santo Padre afirmou que pessoalmente não sabia da posição negacionista do bispo da FSSPX. Já este afirmou estar surpreso pelo alcance de suas palavras.

O próprio Dom Williamson, logo após o levantamento das excomunhões, pediu perdão ao Papa, reconhendo que o tinha feito passar por dificuldades desnecessárias. Recentemente ele foi advertido a retratar-se publicamente. A isto respondeu calmamente, dizendo que irá procurar as comprovações históricas sobre o assunto tratado, e que isto durará um tempo. Se ficar convencido de seu erro, se retratará.

Ademais, eu soube que ele foi proibido de falar publicamente sobre política e história.

Bem. Esta é a questão. Sei que este texto já vai um tanto extenso, mas gostaria de comentar algumas coisas.

Primeiramente, a posição de Dom Williamson é curiosa. Vemo-lo totalmente disposto a discutir a questão no campo dos argumentos, enquanto que foi só levantar uma suspeita sobre a veracidade do holocausto para, com isto, incomodar o mundo, o que torna toda esta situação, no mínimo, suspeita. E isto se torna ainda mais suspeito se considerarmos que hoje em dia é comum que muitas pessoas cultivem dogmas científicos, históricos, etc. Veja-se, por exemplo, o caso do evolucionismo, totalmente insustentável. Mas hoje isto virou sinônimo de autoridade incontestável. Veja ainda a posição do ateísmo, como se fosse algo dignamente racional. Obervemos os mitos criados a partir de distorções da Santa Inquisição e das Cruzadas. Veja o caso do Galileu. Tudo isto, ensinado de forma deturpada, criando erros que são sustentados por livrecos e professores faltos de sinceridade intelectual. Não quero aqui sugerir que Dom Williamson esteja certo... ao contrário, penso que ele não está (embora eu não tenha condição nenhuma para negar ou afirmar algo neste campo); mas creio que a questão deve ser vista de uma forma mais séria.

Depois, vejamos a grande movimentação que isto causou em solo católico. Parece que até um padre abandonou a Igreja depois da revogação das excomunhões. Há bispos que se apressam em dizer que Sua Santidade agiu de forma muito errada; há outros que solicitaram a re-excomuhão de Dom Williamson; um outro enraivou-se dizendo que não há lugar para ele na Igreja Católica; um outro ainda afirmou que alguém que defenda uma tal posição não pode ser reintegrado no Magistério da Igreja.

Tudo isto não deixa de ser muito revelador, visto que a grande crítica que sempre se ergueu contra a FSSPX consistia em acusá-la de desobediência e cisma. Agora, porém, diante da decisão do Santo Padre, são muitos os que erram justamente neste ponto, recusando-se em acatar a decisão do Sucessor de Pedro.

Isto se deve ao incômodo que sentem certos membros da Igreja, acostumados às inovações cômodas da modernidade em campo doutrinal e herdeiros da falsa hermenêutica do Concílio Vaticano II, condenada por Bento XVI. Sua Santidade, pois, como o Cristo, é hoje por muitos abandonado, mas segue firme na defesa da Fé e da Tradição. É ele eminente exemplo do que Cristo diz: “Eis que vos envio qual cordeiros no meio de lobos”, e é justamente esta a petição que ele faz aos fiéis depois que é eleito para a Cadeira de S. Pedro: “Rezai por mim, para que eu não fuja, por medo, diante dos lobos”

Outra questão que eu gostaria de levantar: atentemos sobre a política de Bento XVI na Igreja. Ele é um grande defensor da Tradição. Há quem queira negar, mas Sua Santidade, graças a Deus, deve sim intentar conduzir a Santa Igreja de volta à Sua Tradição Única e Autêntica, combatendo os erros e maus costumes que assolam hoje a Esposa de Cristo. E para defender esta posição, provas e exemplos não faltam. Basta que observemos as suas attitudes: liberação da Santa Missa no Rito Tridentino a partir do Motu Próprio; Revogação das excomunhões da FSSPX; fundação do Instituto Bom Pastor (IBP) para a crítica e reta hermenêutica do Vaticano II, organização cujo rito ordinário da Santa Missa é o tridentino; uso de vários instrumentos da Missa de Pio V em suas celebrações; comunhões de joelhos e sempre na boca; posicionamentos corajosos sobre inúmeros temas: Islamismo, relativismo, homossexualismo…, seguindo sempre a linha da Tradição, atraindo o ódio de muitos, cumprindo em si mesmo o que profetizou o Cristo: “Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a Mim antes que a vós”.

Recentemente, Bento XVI sagrou bispo a um sacerdote austríaco, Mons. Gerhard Wagner, e o enviou à cidade de Linz, na Áustria. Este padre, tratado pelo pecho de “ultra-conservador” pelos que não lhe são simpáticos, tem causado furor no local, muito conhecido pela grande degradação moral e pelo clero super-modernista. A decisão de Bento XVI, sem nem mesmo consultar o clero local, dá mostras de sua visão acerca dos erros dos liberais católicos que, direta ou indiretamente, se insurgem contra o Supremo Pontífice da Igreja.

A este respeito, dentro desta polêmica atual, falou o próprio Dom Willamson:

“Sou apenas o instrumento” com o qual alguns querem “agir contra o Papa”. “Visivelmente, o catolicismo de esquerda ainda não perdoou o fato de Ratzinger ter se tornado Papa”.

Os lobos uivam, mas Bento XVI manté-se firme na luta em defesa da Fé.

Que Deus abençoe o Papa e lhe conceda força e coragem nestes tempos tenebrosos. Que a Virgem Santíssima seja o seu conforto e sua perseverança no trabalho de restauração da Igreja e da Liturgia.

E nós, de nossa parte, sejamos sempre fiéis às decisões do Sumo Pontífice que, iluminado pelo Espírito Santo, rema contra a correnteza, conduzindo a Barca de Cristo, fora da qual não há Salvação.

Rezemos pelo Santo Padre, o Papa; sejamos fiéis à Santa Igreja e lutemos, também, com a força que nos é concedida, em favor da Verdade e da Fé, vivendo santamente e aborrecendo o mal e a mentira com o Bem e a Verdade.
Que a Santa Cruz seja nossa arma.
Que Cristo seja glorificado eternamente.
Que a Verdade seja defendida e amada.

Salve a Santa Igreja Católica, detentora da Verdade, Esposa sem mácula do Cordeiro, via única de Salvação.

Salve o Sumo Pontífice Bento XVI, doce sombra de Cristo na terra.

Fábio Luciano Silvério da Silva


Zveiter assume TJ do Rio e manda retirar crucifixos

Luiz Zveiter, o novo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, já chegou ao tribunal fazendo barulho, como era esperado. Mal tomou posse e já determinou a retirada dos crucifixos espalhados pela corte e desativou a capela. Zveiter, que é judeu, quer fornecer um espaço para cultos que atenda a todas as religiões. A primeira determinação do novo presidente já agradou, pelo menos, a um desembargador evangélico da corte, que ficou ressentido por o tribunal não oferecer espaços para cultos da sua religião.

Zveiter assumiu o TJ fluminense nesta terça-feira (3/2). Foi eleito com 97 dos votos contra 72 do desembargador Paulo Ventura em dezembro de 2008. A cerimônia de posse foi prestigiada pelos presidentes do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e do Superior Tribunal de Justiça, ministro Cesar Asfor Rocha, além do corregedor-geral de Justiça, Gilson Dipp, e outras autoridades do Judiciário, Executivo e Legislativo. Na ocasião, foi firmado um convênio de cooperação entre o tribunal e Conselho Nacional de Justiça para o processo de informatização das Varas de Execuções Penais. (...)

Luiz Zveiter nasceu em Niterói (RJ), onde mora atualmente. Tem 53 anos e quatro filhos. Formou-se em Direito na Universidade Gama Filho em 1980. Entrou no Tribunal de Justiça do Rio em 1995 pelo quinto constitucional. Antes de ocupar o cargo de corregedor, era presidente da 6ª Câmara Cível do Tribunal. O desembargador é filho do ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça Waldemar Zveiter. Ao falar da família, durante o discurso, Zveiter se emocionou.

O Past Grão-Mestre Luiz Zveiter foi o Desembargador eleito para assumir a Presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Luiz Zveiter foi Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro por dois mandatos e seu pai, Ministro Waldemar Zveiter é o atual Grão-Mestre e ocupa a função pela terceira vez.

Fonte: http://fratresinunum.wordpress.com/

Vida de Jesus Cristo vira Mangá Japonês




Novidade! Já há muito tempos os famosos desenhos japoneses, tanto os animes como os mangás, têm ganho cada vez mais espaço, não apenas entre os adolescentes, mas mesmo entre adultos. Donos de uma particular dinamicidade e singular atratividade, esta arte japonesa tem simplesmente conquistado o mundo, a ponto de clássicos como, por exemplo, a Turma da Mônica, terem aderido ao estilo.

Recentemente, uma associação japonesa cujo intento é a divulgação do Evangelho, a New Life League japan, publicou em mangá (HQ japonês) a história de Jesus, sob o título de “Messiah”. A novidade tem por objetivo a evangelização principalmente dos jovens. O novo projeto tem encontrado uma ótima recepção e, embora existam críticos no que se refere à mudança do uso formal de certas expressões bíblicas, parece que o sentido geral, principalmente com relação às palavras de Jesus, permanece fiel às sagradas escrituras. Além da nova forma de exposição, no rodapé do mangá existem indicações sobre as passagens bíblicas correspondentes.

Abaixo, mais algumas informações que estão disponíveis em: http://www.jpjesus.com/loja/index.php?p=product&id=68&parent=0

Enquanto outros mangás cristãos são produzidos por ocidentais, o atual projeto foi totalmente concebido por roteiristas e desenhistas japoneses. Mesmo assim, a publicação foi lançada primeiramente no mercado americano (no início de setembro de 2007) e depois apresentada ao público japonês no final do mesmo mês.

O primeiro título lançado, de um total de cinco obras do projeto, se chama 'Manga Messiah' e aborda as primeiras histórias do Novo Testamento. Os próximos lançamentos serão 'Manga Mutiny', 'Manga Melech' e 'Manga Messengers', que tratarão do Velho Testamento, e o 'Manga Metamorphosis', que abordará a continuação cronológica de 'Manga Messiah'.

Segundo os planos iniciais da New Life League Japan, o “Manga Bible” seria um projeto de publicação exclusiva para jovens cristãos japoneses; no entanto, o objetivo agora é atingir o maior número de pessoas possível no mundo, afirmou Roald Lidal, diretor geral da empresa japonesa. “Nossas metas originais foram expandidas e agora queremos aproveitar a popularidade do gênero mangá para alcançar a juventude mundial com a palavra de Deus”, explica. Lidal está confiando nesta publicação porque “acredita que, atualmente, os jovens pensam muito em questões como qual o significado da vida e para onde irão após morrerem”. Dessa forma, os mangás poderiam dar essas respostas por meio de um conteúdo que eles possam ler e compreender.

Um fato interessante é que 40 mil cópias do título, disponível primeiramente em inglês, foram distribuídas gratuitamente em Uganda, ação que recebeu grandes elogios do ministro da Ética e Integração do país africano. E não pára por aí: Manga Messiah já está sendo traduzido para diversas outras línguas como chinês, russo, espanhol e até mesmo o português.

Principais Recursos:
> Inclui um mapa da Galiléia, Samaria e Judéia, destacando locais importantes da narrativa bíblica contida no mangá
> Inclui uma descrição ilustrada dos personagens chaves da história bíblica apresentada
> Inclui uma descrição ilustrada dos doze apóstolos
> Apresenta o Evangelho de uma forma especial em mangá. Um modo criativo de apresentar a Bíblia para qualquer pessoa.

Mais informações no site: http://www.nextmanga.com/

O Santo Sacrifício da Missa


948. Cân. 1. Se alguém disser que na Missa não se oferece a Deus verdadeiro e próprio sacrifício, ou que oferecer-se Cristo não é mais que dar-se-nos em alimentoseja excomungado (Concílio de Trento)

Missa Show, Missa Carismática, Missa de cura e libertação, Missa dos romeiros, Missa do vaqueiro... Tudo, menos a reta compreensão do que deve ser a Santa Missa: a Renovação incruenta do Sacrifício do Senhor.

Palmas, danças, mãos ao ar, abraços, pulos, mais palmas, mais danças nos ofertórios, nenhuma reverência, nenhuma genuflexão, nenhum silêncio, nenhuma gravidade. Total desrespeito às fórmulas litúrgicas, costas ao Altar, festival de idéias políticas, muitas vezes totalmente opostas ao que ensina a Santa Igreja, músicas inconvenientes, instrumentos que quase não param durante a Santíssima Celebração, nenhum zelo ao receber Nosso Senhor na comunhão, compreensão da Santa Missa como se fosse uma reunião fraterna ou uma refeição qualquer entre conhecidos. E, por isto, vamos gritar! Vamos pular! Chama logo o cantor sertanejo!

Meu Deus... Misericórdia.

Una-me à Tua angústia, Senhor... e à Tua indignação. Tu, que a S. Pe. Pio testemunhavas os teus sofrimentos por estes descasos com o Teu Sacrifício e com o Teu Corpo e Sangue, chamando os sacerdotes que promoviam tais práticas com o duro e sofrido nome de “carniceiros”.

Meu Deus. Caberia aqui aquilo que Tu pediste ao Pai: “perdoai-lhes, pois eles não sabem o que fazem”?. Talvez a alguns, mas não a todos... e, sinceramente, sinto-me invadido por uma sede de justiça, da Tua justiça. Ao ver-vos assim, Senhor, tão submetido a destratos e sacrilégios, quero unir-me a Ti, na Tua dor, na Tua angústia. Quero estar contigo...

A Santa Missa não deve ser como essas apresentações indecorosas que se costumam fazer, nem esses shows ou sessões psicológicas nem deve se assemelhar em nada com estas reuniões protestantes promissoras de milagres e sinais. Não é lugar para pulos ou para gritos, nem para fazer vento com as mãos nem para esperar ver anjos... A Santa Missa é o Calvário do Senhor, onde se deve estar com o máximo respeito, em profundo recolhimento diante do Mistério da Redenção que se atualiza frente a nós.

Se a nós não cabe exigir ou determinar ao sacerdote o modo como celebre a Santa Missa, de nossa parte, ao menos, ajamos como convém. Recuso-me a estes gestos frívolos que antes dispersam que elevam e que muitas vezes tomam emprestado a própria sensualidade humana para se promoverem. Quero portar-me na Santa Missa como se estivesse diante da Cruz do meu Senhor, porque, de fato, é lá que o Mistério me leva e é lá, juntamente com a Virgem Santíssima e o Discípulo Amado que eu, devorado de amor, adorarei com toda a minha alma a Vítima do Eterno Sacrifício Redentor que se oferece ao Pai para a Salvação do mundo.

“Estou devorado de zelo pelo Senhor, o Deus dos exércitos. Porque os israelitas abandonaram a vossa aliança, derrubaram os vossos altares e passaram os vossos profetas ao fio da espada. Só eu fiquei, e querem tirar-me a vida.” (IRs 19,10)

"Podemos dizer que a Missa é "o altar em que temos o poder de comer" (Heb13); "o trono em que está o Cordeiro de pé e, ao mesmo tempo, imolado" (Apc 5), e que, nos nossos altares, continua o verdadeiro sacrifício instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo."
Catecismo da Santa Missa.
Fábio Luciano

Para entender a Idade Média


Gilbert Keith Chesterton

E por que homens que não conhecem a História... pensam que a conhecem?

É inteiramente razoável que os homens prósperos do nosso tempo não saibam História. Se a conhecessem, teriam de conhecer a história muito pouco edificante de como se tornaram prósperos...É inteiramente razoável, digo, que não saibam História: mas por que raios pensam que sabem? Aqui está uma opinião, tomada a esmo do livro de um dos mais cultos dentre os nossos jovens críticos, obra muito bem escrita e inteiramente digna de confiança – quando trata do seu próprio tema, que é um tema moderno. Diz esse escritor: “Na Idade Média, houve pouco ou nenhum avanço social ou político” até a Reforma e a Renascença.Ora, eu poderia igualmente bem afirmar que, no século XIX, houve pouco avanço na ciência e na técnica até a vinda de William Morris (1), e depois justificar essa afirmação dizendo que não tenho nenhum interesse pessoal por teares a vapor ou águas-vivas – o que certamente é o caso. Porque isto é tudo o que o escritor realmente quis dizer: que não tem nenhum interesse pessoal por arautos ou abades mitrados. Tudo isso está muito bem; mas por que, ao escrever sobre coisas que não existiam na Idade Média, esse autor sente a necessidade de dogmatizar sobre um assunto de que evidentemente nunca ouviu falar? E sobre o qual, apesar de tudo, talvez ainda se pudesse contar uma História muito interessante?

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(1) William Morris (1834-1896): Artista e escritor inglês, contribuiu com grande sucesso para a valorização e o aprimoramento das mais variadas formas de arte (desde a decoração até a arquitetura e a iluminura), chegando mesmo a fundar empresas bem-sucedidas nesse ramo (entre elas, a tipografia Kelmscott Press, em 1890). Ao fim da vida, deixou de lado os seus êxitos artísticos e empresariais para dedicar-se a difusão de idéias socialistas.
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Pouco antes da conquista pelos normandos (2), países como o nosso apresentavam um feudalismo ainda incipiente e completamente pulverizado, sulcado por contínuas ondas de bárbaros, bárbaros que nunca tinham montado um cavalo. Praticamente não havia casa de pedra ou de tijolo na Inglaterra; quase não havia estradas, apenas sendas batidas; praticamente não havia lei, apenas costumes locais. Essa era a Idade das Trevas, da qual surgiria a Idade Média.

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(2) A conquista da Inglaterra pelos normandos comandados por Guilherme o conquistador ocorreu no ano de 1066.
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Mas tomemos agora a Baixa Idade Média, duzentos anos depois da conquista normanda e praticamente outro tanto antes do início da Reforma. As grandes cidades surgiram; os cidadãos são privilegiados e importantes; os trabalhadores organizaram-se em Corporações de Ofício livres e responsáveis; os Parlamentos são poderosos e litigam com os próprios reis; a escravidão desapareceu quase por completo; abriram-se as grandes Universidades, que ministram esse programa de ensino tão admirado por Huxley (3); repúblicas tão orgulhosas e patrióticas como as dos antigos pagãos erguem-se como estátuas de mármore ao longo da costa mediterrânea; e por todo o norte os homens construíram igrejas tão grandiosas que os homens talvez nunca mais as igualem. E isso – que, na sua maior parte, foi realizado mais propriamente não em dois, mas em um século –, é a isso é o que o nosso crítico chama “pouco ou nenhum avanço social ou político”. Praticamente não há instituição moderna importante que tenha influenciado a sua vida – da escola em que estudou ao Parlamento que o governa –, que não teve os seus principais avanços na Idade Média.

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(3) Thomas Henry Huxley (1825-1895): biólogo inglês, amigo de Charles Darwin e um dos maiores defensores e divulgadores da teoria evolucionista, o que fez especialmente através do seu livro Man´s Place in Nature (“O lugar do homem na natureza”, 1863), em que pela primeira vez os princípios do evolucionismo são aplicados ao homem.
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Se alguém pensa que escrevo isso por pedantismo, espero poder mostrar-lhe em um momento que tenho um objetivo mais humilde e mais prático. Quero considerar a natureza da ignorância, e começo por dizer que, em qualquer sentido escolar e acadêmico, sou eu mesmo muito ignorante. Assim como dizemos de um homem como Lord Brougham (4) que tinha um grande conhecimento geral, eu diria que tenho uma grande ignorância geral.

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(4) Henry Peter, Lord Brougham (1778-1868): político britânico nascido em Edimburgo. Suas numerosas obras, às vezes contraditórias entre si, cobriram quase todos os ramos do conhecimento da época, tendo ele escrito sobre Filosofia, Teologia, Economia e até Matemática. Destacou-se também por ter fundado revistas e sociedades de difusão do conhecimento e por ter realizado reformas no Parlamento britânico.
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Só que este é exatamente o ponto a que pretendia chegar. É um conhecimento geral e uma ignorância geral: sei pouco de História, mas sei um pouco de quase toda a História. Não sei muito, digamos, sobre Martinho Lutero e sua Reforma, mas sei que ela fez uma diferença enorme; ora, não saber que o rápido progresso dos séculos XII e XIII fez uma diferença enorme é pelo menos tão extraordinário como nunca ter ouvido falar de Martinho Lutero. Também não estou muito bem informado sobre os budistas, mas sei que se interessam por filosofia; não saber que os budistas se interessam por filosofia, acredite em mim, seria tão chocante como não saber que os medievais se interessavam pela experimentação e pelo progresso políticos.

Da mesma forma, não sei muito sobre Frederico o Grande. Na minha infância, a enorme coleção de volumes de Carlyle sobre o assunto inspirava-me medo: parecia haver tantas coisas a conhecer! No entanto, apesar desses receios, eu seria perfeitamente capaz de adivinhar, com uma razoável probabilidade de acerto, o tipo de assunto que esses volumes continham. Por exemplo, eu arriscaria (penso que não incorretamente) que os volumes deviam conter a palavra “Prússia” em um ou mais lugares; que, de tempos a tempos, se falaria de guerra; que se faria alguma menção de tratados e fronteiras; que a palavra “Silésia” poderia ser encontrada caso se procurasse diligentemente, bem como os nomes de Maria Teresa e Voltaire; que em algum lugar de todos aqueles volumes, o seu grande autor diria se Frederico o Grande tivera um pai, se chegara a casar-se, se possuíra grandes amigos, se tivera algum hobby ou aficção literária de qualquer tipo, se havia morrido no campo de batalha ou na cama, e assim por diante. Se eu tivesse reunido coragem suficiente para abrir um daqueles volumes, provavelmente teria encontrado alguma coisa, ao menos nessas linhas gerais.

Agora, troque a imagem; imagine o jornalista ou homem de letras comum, jovem e bem educado, recém-saído de uma escola pública ou faculdade, parado diante de uma coleção ainda maior de livros ainda maiores das bibliotecas da Idade Média – digamos, todos os volumes de São Tomás de Aquino. Digo-lhe que, de nove casos em dez, aquele jovem bem-educado não tem a menor noção do que iria encontrar naqueles volumes encadernados em couro. Pensa que irá encontrar discussões sobre as capacidades dos anjos de se equilibrarem sobre pontas de agulhas, e talvez o fizesse. Mas afirmo que ele não pensa – nem de longe – que irá encontrar um professor universitário a discutir quase todas as coisas que Herbert Spencer discutiu: política, sociologia, formas de governo, monarquia, liberdade, anarquia, propriedade privada, comunismo, e todas as variadas idéias que, no nosso tempo, se dedicam a brigar em nome do futuro “socialismo”.

Igualmente, não sei muito sobre Maomé ou o maometanismo. Não levo o Alcorão para ler na cama toda noite. Mas, se em determinada noite o fizesse, há pelo menos um sentido em que sei o que não encontrarei nele. Suponho que a obra não transbordará de fortes encorajamentos ao culto dos ídolos; que não se cantarão ali em alta voz os louvores do politeísmo; que o caráter de Maomé não será submetido a nada que se parece com o ódio e o ridículo; e que a grande doutrina moderna da irrelevância da religião não será enfatizada sem necessidade.

Mas troque novamente a imagem, e imagine o homem moderno (o pobre homem moderno) que tivesse levado um volume de teologia medieval para a cama. Ele esperaria encontrar ali um pessimismo que não há, um fatalismo que não há, um amor à barbárie que não há, um desprezo pela razão que não há.

Aliás, seria na verdade muito bom que fizesse a experiência. Far-lhe-á bem de uma forma ou de outra: ou o fará dormir – ou o fará acordar.
Gilbert Keith Chesterton

Escola de Formação GRAA


Estamos iniciando mais um projeto do grupo Anjos de Adoração. É a Escola de Formação GRAA.
Para tal, dispomos de um crescente acervo de livros, com temas de espiritualidade e doutrina, e cds com palestras, ambos para locação.

Também fazemos pregações e damos palestras sobre temas variados, gravitando entre Filosofia, Sociedade, Igreja, Infância e Adolescência, afetividade, Teologia e Espiritualidade.

Dentro de nossa disponibilidade, aceitamos convites para ministrar retiros, shows musicais e aceitamos contribuições para o aumento do nosso acervo de materiais.

Para entrar em contato conosco, mande-nos um e-mail pelo endereço anjosdeadoracao@yahoo.com.br

A volta da beleza à liturgia - João Paulo II

CIDADE DO VATICANO - O Papa João Paulo II pediu que os católicos redescubram a beleza da liturgia e das orações. Em sua audiência pública de quarta-feira, ele disse que os cristãos deveriam fazer um exame de consciência para trazer de volta à liturgia a beleza da música e dos cânticos, purificando o culto do que chamou de formas desalinhadas e de músicas inadequadas.

- É preciso rezar a Deus não só com fórmulas teologicamente exatas, mas também de maneira bela e digna - disse o Pontífice às milhares de pessoas que assistiram ontem à audiência no Vaticano. - Na oração, elevamo-nos à luz divina e experimentamos a descida de Deus para escutar-nos, encontrar-nos e salvar-nos.

O Papa disse ainda que era necessário purificar os cultos da falta de estilo, de formas descuidadas de expressão, de músicas com poucos acordes e textos não compatíveis com a grandeza do ato celebrado. (...)

Disponível em
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=imprensa&subsecao=igreja&artigo=igreja20030227_1.&lang=bra

Procissão da bandeira, uma lição


Ontem, dia 23 de janeiro, tivemos em nossa cidade de União dos Palmares, a tradicional procissão da bandeira que antecede os festejos de Sta Maria Madalena, nossa padroeira. E, enquanto eu acompanhava no meio da multidão, refletia no significado simbólico desta prática, mais antiga que os próprios evangelhos.

De fato, estávamos nós caminhando, seguindo a mesma direção em que ia Sta Maria Madalena, representada pela bandeira. E pensava que é justamente isto o que fazem os santos; pela força do seu exemplo de amor a Cristo, conseguem reunir grande número de almas e conduzi-las pelos caminhos que trilharam, isto é, pelas vias da santidade. Interessante ainda é que, na procissão que findará os festejos, existem várias charolas, cada uma representando um determinado santo, e concentrando ao redor de si os devotos que a ele se identificam, prosseguem a jornada; notável é que, embora sejam tantos, com características tão distintas, todos se unem numa só, que é o amor ao Cristo e a santidade cultivada e, dessa forma, todos os devotos, cada qual acompanhando uma charola em particular, rumam na mesma direção para a Matriz, onde está o Santíssimo Sacramento, Jesus Cristo, nosso Senhor. Os santos realmente têm o poder concedido por Deus de motivar as pessoas para seguirem a via estreita que leva a Cristo.

Pensando ainda na origem das procissões, que remonta ao Antigo Testamento, quando a multidão levava e seguia a Arca da Aliança, onde Deus habitava, e com ela percorria grandes distâncias, eu lembrava que, no Novo Testamento, este título de Arca da Nova Aliança se deve excepcionalmente à Santíssima Virgem que levou em seu seio, literalmente, o Verbo encarnado. Mas percebia também que assim como toda vida cristã deve ser uma imitação da vida do Cristo, assim também deve se tornar uma imitação da vida de Maria; dessa forma, há um maravilhoso acontecimento: os santos são aqueles que geram Jesus na alma e, dessa forma, também se tornam, de certa forma, arcas de Deus. Dentro desta analogia, a procissão toma ainda mais sentido.

Além disso, o próprio percurso é uma metáfora da vida humana. A dada altura, eu tomei um pequeno atalho, meio que me esquivando do caminho ordinário e querendo facilitar as coisas, e depois fiquei a pensar como muitas pessoas têm a tentação de buscar atalhos na vida para a felicidade a partir de uma proposta de vida mais fácil; veja-se, por exemplo, os templos protestantes com suas metodologias cômicas e seus caricatos de sacramentos; como tantos aderem simplesmente por considerar que a via católica é um tanto isenta desses sensacionalismos. Querem a via mais fácil e terminam por perder o mérito da jornada mantida a passo firme e constante. Percebia eu ainda que, no decorrer do caminho, várias atrações se mantinham paradas ao lado, de modo que, manter-se andando era forçosamente passar por elas sem lhes dar valor. Estas atrações (brinquedos, sorvetes) eram mais atrativas para as crianças de modo que se sentiam tentadas a parar. Na vida há muitas distrações, e quanto mais se é infantil na Fé, mas se sofre a influência delas, cujo único objetivo é fazer o fiel renunciar o passo e abandonar a jornada.

Porém, mantivemo-nos caminhando e, realmente, a viagem me parecia um tanto cansativa e maçante. Esta impressão, no entanto, não me fazia sequer pensar em parar o percurso e eu prosseguia. Mas, decidido a seguir assim até o fim, como alguém que vive na gratuidade do amor por Cristo, eis que encontro no caminho uma amiga e, em pouco tempo, começamos a tratar de assuntos nobres e comuns a ambos. Num piscar de olhos, estávamos já na praça para o hasteamento da bandeira e pudemos, tranquilamente, vê-la ser elevada aos ares e, lá de cima, tornar-se um símbolo de persistência, de renúncia, de santidade, de amor.
E agora eu percebo: como é bom ter amigos e como é verdade que juntos somos mais fortes.
Que Deus nos conceda sempre a graça de ter amigos dignos deste nome, sinceros, verdadeiros e que, acima de tudo, sejam estes aqueles que possam, com o seu amor a Cristo, cativar ainda mais a nossa alma em amor ardente por Aquele que nos amou primeiro e que nos convida às alegrias do Seu Reino.

Bem... A lição pra mim foi muito válida. E que ela seja para nós.
A todos a paz.
Fábio Luciano

A covardia é um pecado

Pe. Leonardo Castellani S.J.

Coisa incrível: há uma tempestade tal no Mar de Tiberíades, que as ondas invadem a barca dos pescadores; e Jesus Cristo dorme. Fingiria dormir, como dizem alguns, para "provar seus discípulos"? Não, dorme, com a cabeça apoiada em um banco. Essa maneira de experimentar os outros com coisas fingidas é uma palhaçada inventada por algum mal mestre de noviços: a única coisa que prova verdadeiramente é a vida, a verdade, a realidade; não as ficções. Tampouco é verdade que Deus tenha proibido a Eva o Fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal para prová-la; proibiu-o porque, simplesmente, este fruto não lhe convinha, nem a ela nem a ninguém. Deus não faz tolices, mas há gente inclinada a atribuir-Lhe as tolices próprias. Deus fez o homem a sua imagem e semelhança; mas o homem retribuiu; porque, quantas vezes o homem não refez a Deus à sua imagem e semelhança!

Jesus Cristo é notável: dorme de dia, no meio de uma tormenta; e de noite deixa a cama e sobe até uma colina, para rezar até a madrugada. Não o despertam o bramir do vento, o golpe da água, os gritos dos marinheiros mas, à noite, o desperta um gemido ou uma mulher com hemorragia que lhe toca o vestido. Dona Madalena, minha avó, dizia: "Jesus Cristo é bom, não digo nada, mas, quem O pode entender?" Só uma criança ou uma animal podem dormir nestas condições em que os três Evangelistas dizem que Cristo realmente "dormia"; e também um homem que esteja tão cansado como um animal e que tenha uma natureza tão sã como a de um menino. Sabemos que muitos homens de natureza privilegiadamente robusta podiam dormir quando quisessem; como Napoleão I, por exemplo, do qual se conta que podia fazer isto: dormir quando lhe parecia bem, sobretudo nos sermões; e foi preciso despertá-lo na manhã da batalha de Austerlitz. Ao contrário, Napoleão III, seu sobrinho, não pregou os olhos na noite do golpe de Estado de 1851 e se levantou três vezes para ver se tinha dormido a sentinela. Isso porque Napoleão I foi um herói; mas, Napoleão III, uma imitação de herói: um palhaço.

Bom, o fato é que Cristo dormia, e seus discípulos o despertaram dizendo algo que varia nos três Evangelistas; mas, na realidade, devem ter gritado não três, mas umas doze coisas diferentes pelo menos; que se resumem nesta: "vamos morrer!" Não vos importais se "vamos morrer"? que traz São Lucas como resumo de toda a gritaria. O que disse São Mateus, que estava ali, foi isto: "Senhor, ajuda-nos, que perecemos". Cada um disse o melhor que soube, e isto é tudo. O que lhes disse Cristo — nisto concordam os três relatos — foi, "covardes". A Vulgata latina traduz "Modicae fidei", ou seja, "homens de pouca fé"; mas Cristo, em grego ou aramaico, lhes disse: "covardes". Um homem que grita quando entra água em sua barca em uma tempestade do Mar da Galiléia, que são breves mas violentas; supondo até que tenha gritado um pouco demais, é covarde? Para mim, não é covarde. Mas para Jesus Cristo, é covarde. E Jesus Cristo não gosta de covardes.

A Igreja ("a barca de Pedro", como é chamada) teve muitas tempestades e há de ter ainda outra que está profetizada, na qual as ondas entrarão a bordo e parecerá realmente que os poucos que estão dentro, morrem. Cristo parece ter conservado seu costume juvenil de dormir nestes casos; e também sua idiossincrasia de não amar a covardia. A covardia é pecado? Sim; e, em alguns casos, muito grave. Os Apóstolos tinham uma maneira de pregar que, se me deixassem, eu não usaria outra: trata-se de fazer uma lista de pecados grandes, recitá-la e depois dizer: "Nenhum destes entrará no Reino dos Céus. Basta" Assim, São Paulo disse: "Não vos enganeis, irmãos; que nem os idólatras, nem os ladrões, nem os adúlteros, nem os avarentos, nem os efeminados nem... e assim continua... entrarão no Reino dos Céus". Hoje em diz deveria pregar-se assim, de modo simples... é nossa opinião. Pois bem, São João, no Apokalypsis, que é uma profecia sobre os últimos tempos, acrescenta à lista de pecados outros dois que não estão em São Paulo: "os mentirosos e os covardes". O qual parece indicar que, nos últimos tempos, haverá um grande esforço de mentira e de covardia. Que Deus nos encontre confessados.

A covardia em um cristão é um pecado sério, porque sinal de pouca fé em Cristo ("covardes e homens de pouca fé") que provou ser um homem "a quem o mar e os ventos obedecem" — como disse o Evangelho de hoje — ao lado de quem, portanto, ter medo não é coisa bonita; nem mesmo lícita. Júlio César, em uma ocasião parecida, não permitiu a seus companheiros que se assustassem. "Que temeis?" Levais César a sua boa estrela", lhes disse. Por mais forte razão Cristo, que é criador das estrelas. O que governa o mundo são as idéias e as mulheres, disse alguém. As idéias, não duvido. As mulheres, teria de se provar. Que sucederia se, na Argentina, surgisse uma S. Teresa de Jesus, que persuadisse a todas as mulheres deste propósito: "Não me casarei com nenhum homem que seja covarde!" Creio que cairia a tirania atual, e que não subiria ao poder mais nenhum tirano.

Pe. Leonardo Castellani S.J.

Fonte: www.permanencia.org.br

A VOCAÇÃO NOS É DADA PELA BONDADE DE DEUS ! - Sto. Agostinho


Desde toda eternidade, o maior desejo do coração de Deus é estar próximo ao homem. De unir o seu Divino coração ao de seus filhos.
A isto damos o nome de Vocação: Deus chama-nos!

O chamado de Deus, (Vocação) na vida do homem é a plena realização, quando esse chamado é correspondido.

A Igreja é como um jardim; diversas em rosas e flores, cada qual com sua cor e perfume. Nenhuma é melhor, todas se completam para enfeitar o jardim onde o Senhor repousará... Assim são os carismas que Deus distribui á sua Santa Igreja.
Cada vocação é pessoal e única. Deus vai se revelando à alma à medida que ela vai se despojando de si mesma. Usando as mesmas palavras do Profeta Jeremias: " Vós me seduzistes, Senhor, e eu deixei-me seduzir." Jr.20,7

...Depois de uma breve pausa...

Através de um anjo que surgiu na minha vida, Deus deu-me uma missão de escrever sobre vocação. Daí pensei em que palavras usar. E como é difícil...
Então, resolvi partilhar um pouco de minha própria experiência daquilo que sei um pouco, por graça de Deus.

Como já vimos, vocação é um chamado de Deus, e Ele me chamou, me escolheu para Si, ainda no ventre de minha mãe.

Os anos foram passando, mas o primeiro chamado de Deus já estava gravado. Mesmo eu querendo disfarçar; Mas no meu coração, havia uma Voz que não se cansava...
Depois de ter buscado em tantas coisas, o meu pobre coração ainda permanecia inquieto. Lembro-me das palavras de Santo Agostinho: "Fizestes-nos para Vós, e nosso coração está inquieto enquanto não descansa em Vós."

Ah! Senhor, mas logo eu? Uma alma cheia de inconstâncias, apegos, vontades próprias; uma alma tão pobre, tão miserável, tão pecadora???
Sim!!! Deus estava e continua me chamando... Por quê? Porque Ele me ama!!!!

Hoje não tenho outro desejo; quero dar-me ao Senhor. Ser a Sua pequena esposa. Pôr meus olhos n'Ele. Estar com Ele. Abrandar as Chagas de seu Coração.
Mas, nem sempre é assim. Quantas quedas, desânimos, vontade de desistir de tudo. E Ele sempre ali; ou melhor, aqui bem dentro de minha alma, com Paciência, me lapidando aos poucos. Me ensinando o Caminho da Cruz!

Para fortalecer-nos em nossa caminhada e ensinar-nos com seus exemplos, quantos santos de Deus!!! Quantas vidas, que deram testemunhos de seu Amor.
Quero destacar dois: A Virgem Maria e São José. Que exemplos de Castidade, Pobreza e Obediência!!!

Que a Virgem Maria nos ensine a dar o nosso Sim e São José nos ensine sua profunda humildade, em deixar-nos ser moldados em suas Divinas Mãos.

Meus Caros, é Deus que nos Chama!!!
Meu Coração se enche de alegria em escrever-lhes isso... Deus nos chama!!!!
Louvo ao Senhor, por minha vocação, não somente minha. Louvo por tudo que Ele realizou e ainda vai realizar em minha Vida. Por Ele ter sido tão Paciente comigo, (que sou uma cabeça dura). Por me ensinar a amar meus irmãos, com amor Carítas. Amor de doação.

Espero de coração que cada um corresponda à sua vocação (Vida consagrada, leigos, Matrimonio...) e que deixem-se ser seduzidos por Deus, por Nosso Primeiro Amor!!!

Obrigado Senhor, por não ter desistido de mim!


Verdade e ordem


Porque a Luz verdadeira veio ao mundo e os homens rejeitaram-na. Rejeitaram-na por orgulho e porque tinham o coração de ferro. A luz é a verdade, e a verdade só é verdade quando vem do amor. Pois o amor não mente, não engana. Enganar é uma forma de crueldade. O mentiroso, antes de ser mentiroso, teve de ser mau. Mas o homem verdadeiro, para ser verdadeiro, teve, primeiro, de ser bom, já que sem bondade não há verdade. E ninguém no mundo foi tão bom como Jesus. De mim, vos digo que creio na divindade de Jesus pela verdade que nos disse e creio na Sua verdade, principalmente pelo bem que nos fez e continua a fazer-nos por todo o sempre.
A verdade é uma forma de amor. O Cristo é Deus revelando-se em amor. Só ele nos oferece o segredo da Ordem Divina, como fundamento da ordem humana. E a ordem humana que pretender erigir-se ponto Deus de lado será a ordem precária, a ordem da desordem, qualquer coisa como a disciplina das quadrilhas de bandidos onde o terror pelos mais fortes é o estatuto degradante da manutenção da comunidade.

Sendo o Cristo a própria verdade, tudo quanto nos disse é verdadeiro. E sendo verdadeiro tudo o que nos disse, temos de tomar como fundamento da nossa fé todas as suas palavras, nos discursos que fez e nas mais diversas circunstâncias de sua vida. Entre estas estão as que disse a Simão Pedro, não uma só vez, mas repetidas vezes, fazendo-o chefe da cristandade de todos os tempos, assim como as que pronunciou instituindo o sacerdócio cristão, determinando a missão e as tarefas de seus ministros e fundando a sua Igreja.
É portanto, a Igreja – por tudo quanto Jesus ensinou e determinou – a depositária e fonte de toda a verdade que fluiu da palavra do Redentor. Segue-se que nenhuma ordem duradoura pode instituir-se e manter-se, quer em nossa vida particular, ou familiar, quer na vida social, nacional ou internacional, se a Igreja de Jesus Cristo não for, para isso, ouvida, acatada e respeitada.

Plínio Salgado, Primeio Cristo.

O zelo pelo sagrado


Dia a dia, estamos observando como se alastram a indiferença e o desprezo pelo sagrado. O agnosticismo prático tem se instalado e muitas vezes, vemos seus efeitos em pleno sólo católico. Na Santa Míssa, Sacrifício de Cristo, onde deveríamos tremer de respeito, o que testemunhamos? Todo tipo de tolerância no sentido de distorcer o caráter da Santíssima Celebração e pouca ou nenhuma disciplina por parte dos participantes. Fico intrigado em ver como podem alguns demonstrar, em outras ocasiões, serem tão devotos e, em plena Santa Missa, mostrarem um tal tipo de desprezo pelo que acontece sobre o Altar.

Esta falta de zelo que, infelizmente, torna-se cada vez mais freqüente, tem vários motivos, dentre os quais, gostaríamos de citar alguns. Primeiramente, a formação doutrinária de nossas catequeses, turmas de crismas e até a que é própria da família tem sido “água com açúcar”. A famigerada Heresia da Libertação tem tomado todo o espaço nestes ambientes onde, por vezes, só se ensina o erro. O desprezo se revela na própria terminologia com que se referem àquilo que é realmente católico, como no uso pejorativo da expressão “sacramentalista” ou da palavra “encapados” pra designar os que supostamente se escondem por trás de uma capa de devoção. Observamos que o respeito pelo sagrado não só não faz parte destes ambientes, mas também que eles atacam toda sombra de reta devoção. Portanto, poderíamos apontar como um dos grandes motivos deste agnosticismo prático, a ignorância, por parte da maioria dos católicos de hoje, do que seja a Santa Missa, do que nela acontece, enfim, do real sentido do catolicismo.

Um outro aspecto fundamental para compreendermos este triste fato é a falta de disciplina característica da contemporaneidade. Basta ligar a TV ou passar 15 minutos conversando com um adolescente apontado na multidão (é claro que existem exceções) pra se perceber a mediocridade das ideologias do mundo de hoje que voam por aí nas ondas do rádio, da televisão, da internet. O ensinamento de S. Paulo aplica-se a nossos dias: “nossos inimigos estão espalhados nos ares”. Não se cultiva mais no mundo secular o costume do sacrifício, da disciplina, do domínio de si, da maturidade. E isto, com certeza, reflete-se na forma como as pessoas tratam o sagrado. Mesmo por parte de muitos católicos, quase não há aquele espírito de guerra contra o mundo, seguindo as palavras de Cristo: “se fordes amigos do mundo, sereis inimigos de Deus”. Ao contrário, o que existe é uma tosca tentativa de reconciliar realidades totalmente opostas, uma sede por servir a dois senhores. Tanto é que, hoje em dia, as nossas celebrações dominicais viraram desfiles de moda, ou depósito de lanches infantis, ou pontos de encontro, ou rotinas supersticiosas... Querem levar o profano para dentro do Sagrado, mas “de Deus não se zomba”.

Jovens e adultos alheios a qualquer prática de disciplina interior, que não conhecem  sequer os rudimentos da Fé, que não sabem silenciar, mas antes, creem que a oração consiste em falar sem parar ou em fazer qualquer barulho diante do Santíssimo Sacramento; que fazem tudo no “automático”, sem pôr o coração no Altar, sem prostrar a alma, sem devorar-se de amor como Elias, sem retirar as sandálias dos pés como Moisés. E depois estes mesmos vêm criticar os “carolas” e vêm falar de um Evangelho puramente social... Não que nos incomodemos com as críticas – elas nos honram – mas é triste ver que estas pessoas, adeptos da TL e de outras porcarias que vendem por aí, do Evangelho não viram sequer a sombra.

Qualquer um que seja católico deve ter a vida centrada no Sagrado, o dia centrado na Santa Missa, comunhão diária se possível, tendo em vista que faltar ao Santíssimo Sacrifício de Cristo por motivo injusto, um dia que seja, é uma atitude de profundo desprezo pelo Senhor.

Deve ter vida sacramental, vida de oração, deve lutar contra as próprias inclinações à vaidade, ao orgulho, à sensualidade... Deve “crucificar o corpo com suas paixões e concupiscências” e aprender a estar morto para o mundo, e ter o mundo morto para si. O Evangelho é a via mais estreita de todas e a única que conduz a Cristo, e deve ser vivido com rigor. Ou é assim, ou não é. Todo o bem social será reflexo deste algo interior, e não de doutrinas marxistas transmutadas de católicas. “Amar a Deus sobre todas as coisas” é o primeiro mandamento; se este não for cumprido, o segundo também não existe. Enfim, amar ao próximo não é algo puramente exterior, tanto que alguém pode demonstrar amar, sem que isto não passe de teatro. A coisa ou vem de dentro, da vida cultivada em intimidade como Nosso Senhor ou vem do inferno. Que Cristo nos ensine a tratar com respeito tudo quanto Lhe diz respeito. Que o amor a Cristo possa modelar toda a nossa vida, afim de que toda ela possa ser um grande suspiro de amor pelo belo Esposo de nossas almas.

Fábio Luciano

Abraça Jesus crucificado, amante e amado


“Querida irmã em Jesus. Eu, Catarina, serva dos servos de Jesus, escrevo-te no seu precioso sangue, desejosa que te alimentes do amor de Deus e que dele te nutras, como do seio de uma doce mãe. Ninguém, de facto, pode viver sem este leite!

Quem possui o amor de Deus, nele encontra tanta alegria que cada amargura se transforma em doçura e cada grande peso se torna leve. E isto não nos deve surpreender porque, vivendo na caridade, vive-se em Deus:
“Deus é amor; quem permanece no amor habita em Deus e Deus habita nele”.
Vivendo em Deus, por conseguinte, não se pode ter amargura alguma porque Deus é delícia, doçura e alegria infinita!

É esta a razão pela qual os amigos de Deus são sempre felizes! Mesmo se doentes, necessitados, aflitos, atribulados, perseguidos, nós estamos alegres.
Mesmo quando todas as línguas caluniosas nos metessem em má luz, não nos preocuparemos, mas nos alegraremos com tudo porque vivemos em Deus, nosso repouso, e saboreamos o leite do seu amor. Como a criança suga o leite do seio da mãe assim nós, inamorados de Deus, atingimos o amor de Jesus Crucificado, seguindo sempre as suas pegadas e caminhando com ele pelo caminho das humilhações, das penas e das injúrias.
Não procuramos a alegria se não em Jesus e fugimos de toda a glória que não seja aquela da cruz.
Abraça, portanto, Jesus Crucificado elevando a ele o olhar do teu desejo! Toma em consideração o seu amor ardente por ti, que levou Jesus a derramar sangue de todas as partes do seu corpo!
Abraça Jesus Crucificado, amante e amado e nele encontrarás a verdadeira vida, porque ele é Deus que se fez homem. Que o teu coração e a tua alma ardam pelo fogo do amor do qual foi coberto Jesus cravado na cruz!
Tu deves, portanto, tornar-te amor, olhando para o amor de Deus, que tanto te amou, não porque te devesse obrigação alguma, mas por um puro dom, impelido somente pelo seu inefável amor.
Não terás outro desejo para além daquele de seguir Jesus! E, como que inebriada do Amor, não farás caso se te encontras só ou acompanhada: não te preocuparás com tantas coisas mas somente de encontrar Jesus e segui-lo!
Corre, Bartolomea, e não estejas a dormir, porque o tempo corre e não espera nem um momento!
Permanece no doce amor de Deus.

Doce Jesus, amor Jesus.“ Das “Cartas” de Santa Catarina de Sena (1347-1380) (carta n.165 a Bartolomea, esposa de Salviato da Lucca)

Padre e matemático ganha prêmio por mostrar matematicamente que Deus existe


O professor e padre polonês Michael Heller, de 72 anos, ganhou um prêmio de aproximadamente R$ 2,9 milhões por formular evidências circunstanciais da existência de Deus. Seu trabalho está relacionado à teoria da criação do universo e abrange áreas do conhecimento como física, matemática, cosmologia e mecânica quântica.

“A jornada de Heller por um entendimento profundo resultou em avanços pioneiros nos conceitos religiosos, assim como expandiu os horizontes da ciência”, afirmou John Templeton, presidente da Fundação John Templeton, que organiza premiações sobre o tema há 35 anos.Heller discorda da teoria newtoniana da criação, que é contra a idéia de um espaço e um tempo absolutos e da energia criadora vinda de Deus. De acordo com o jornal inglês “Times”, ele sugere que os teólogos deveriam voltar à antiga doutrina da criação do universo, que afirma que tudo foi feito fora das conceituações de tempo e espaço.

Intelectuais poloneses comemoraram a consagração de Heller.
Ele rejeita a idéia de que religião e ciência são contraditórias. "Invariavelmente eu me pergunto como pessoas educadas podem ser tão cegas para não ver que a ciência não faz nada além de explorar a criação de Deus.”

O dinheiro do prêmio será revertido para uma academia de pesquisa em ciência e teologia, o novo Centro Copernicus.

Pax Domini
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