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11 de Junho de 2009 - Festa de Corpus Christi

"Isto é o Meu Corpo"

"Senhor, eu creio, adoro, espero e amo-Vos;
Peço-vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam"

"Minha Carne é verdadeiramente uma comida e Meu Sangue é verdadeiramente uma bebida."
"Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue tem a vida eterna."

"Felizes os convidados para a Ceia do Senhor!"

Exemplo da grande retórica abortista!

Vejam que argumentos! Que objetividade! Que clareza na sua retórica!



Fonte: http://deuslovult.org/

Acerca da Santíssima Trindade


S. João da Cruz, Toledo, cárcere - 1578

Sobre o Evangelho "In Principio Erat Verbum".

No princípio morava
o Verbo, e em Deus vivia,
nele sua felicidade
infinita possuía.

O mesmo Verbo Deus era,
e o princípio se dizia.
Ele morava no princípio
e princípio não havia.

Ele era o mesmo princípio
por isso dele carecia.
O Verbo se chama Filho,
pois do princípio nascia.

Ele sempre o concebeu,
e sempre o conceberia.
Dá-lhe sempre sua substância
e sempre a conservaria.

E assim a glória do Filho
é a que no Pai havia;
e toda a glória do Pai
no seu FIlho a possuía.

Como amado no amante
Um no outro residia,
e esse amor que os une,
no mesmo coincidia

com o de um e com o de outro
em igualdade e valia.
Três pessoas e um amado
entre todos três havia;

e um amor em todas elas
e um só amante as fazia,
e o amante é o amado
em que cada qual vivia;

que o ser que os três possuem,
cada qual o possuía,
e cada qual deles ama
à que este ser recebia.

Este ser é cada uma,
e este só as unia
num inefável abraço
que se dizer não podia
pelo qual era infinito
o amor que os unia,

porque o mesmo amor três tem,
e sua essência se dizia:
que o amor quanto mais uno,
tanto mais amor fazia.

São João da Cruz, Romances Trinitários e Cristológicos.

Elevação à Santíssima Trindade

Beata Elisabete da Trindade (21 de novembro de 1904)

Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente de mim mesma para fixar-me em vós, imóvel e pacífica, como se minha alma já estivesse na eternidade. Que nada possa perturbar-me a paz nem me fazer sair de vós, ó meu Imutável, mas que em cada minuto eu me adentre mais na profundidade de vosso Mistério. Pacificai minha alma, fazei dela o vosso céu, vossa morada preferida e o lugar de vosso repouso. Que eu jamais vos deixe só, mas que aí esteja toda inteira, totalmente desperta em minha fé, toda em adoração, entregue inteiramente à vossa Ação criadora.

Ó meu Cristo amado, crucificado por amor; quisera ser uma esposa para vosso Coração, quisera cobrir-vos de glória, amar-vos... até morrer de amor! Sinto, porém, minha impotência e peço-vos revestir-me de vós mesmo, identificar a minha alma com todos os movimentos da vossa, submergir-me, invadir-me, substituir-vos a mim, para que minha vida seja uma verdadeira irradiação da vossa. Vinde a mim como Adorador, como Reparador e como Salvador. Ó Verbo eterno, Palavra de meu Deus, quero passar minha vida a escutar-vos, quero ser de uma docilidade absoluta para tudo aprender de vós. Depois, através de todas as noites, de todos os vazios, de todas as impotências, quero ter sempre os olhos fixos em vós e ficar sob vossa grande luz; ó meu astro Amado, fascinai-me a fim de que não me seja possível sair de vossa irradiação.

Ó Fogo devorador, Espírito de amor, “vinde a mim” para que se opere em minha alma como que uma encarnação do Verbo: que eu seja para ele uma humanidade de acréscimo na qual ele renove todo o seu Mistério. E vós, ó Pai, inclinai-vos sobre vossa pobre e pequena criatura, cobri-a com vossa sombra vendo nela só o Bem-Amado, no qual pusestes todas as vossas complacências.

Ó meu Três, meu Tudo, minha Beatitude, Solidão infinita, Imensidade onde me perco, entrego-me a vá qual uma presa. Sepultai-vos em mim para que eu me sepulte em vós, até que vá contemplar em vossa luz o abismo de vossas grandezas.

A intolerância dos "tolerantes" defensores de heresias


Fiquei muito feliz quando, hoje, visitando alguns espaços virtuais e fazendo minhas pesquisas rotineiras, encontrei um blog que continha um texto de minha autoria. O tal texto tratava da entrevista do Pe. Fábio de Melo no programa do Jô onde eu aponto, à luz do Magistério da Santa Igreja, as incompatibilidades de muitas de suas afirmações com a Tradição Bimilenar Católica.

Eu já havia visitado o blog há algum tempo e, desde aquela ocasião, estranhava-me o fato de ser um rapaz de 14 anos, o Everth Queiroz, quem o organizava, não pelo fato da idade em si, mas pela sua notável inteligência, tão precoce e incomum, considerando a maioria dos adolescentes de hoje em dia que se deixam ensinar pelos meios midiáticos e por telenovelas de cunho medíocre como a infame Malhação. Meu elogio ao rapaz é muito sincero e independe de ter usado um texto meu ou não. A princípio, notei que defende a Ortodoxia da Igreja e isto é muito bom. Visitarei o blog em questão com mais frequência.

Uma coisa, porém, me estranhou, embora em nada tenha tirado a paz da minha alma. Parece mesmo que andei incomodando a muita gente.. hehe... Mas isto em nada me espanta, afinal, "eu não seria servo de Cristo se quisesse agradar aos homens" (Gal 1,10). O que me estranhou foi que lá, nos comentários a respeito do que escrevi, vi verdadeiras pérolas. Uma que me fez gargalhar foi a que estabelecia uma identificação entre o amor próprio e o seguimento de Deus. Dizia mais ou menos o seguinte: "depois do Pe. Fábio, voltei a me amar, ou seja, a seguir a Deus". Aqui, o autor deste comentário declara que seguir a Deus é se amar... é quase uma declaração a respeito da própria divindade... kk... embora, eu saiba.. não foi essa a sua intenção. Mas que foi engraçado, foi..

Fui acusado ainda de ser invejoso, maldoso e coisas desta natureza. Mas.. interessante que, na minha postagem, cuidei para não emitir opinião a respeito das intenções do padre, enquanto que, nestes comentáros, a grande maioria se autorizava a conhecer-me as intenções... A burrice e suas contradições! Não tenho respeitos humanos e nem sou destes românticos que deixam um amigo morrer pra não lhe incomodar. A verdade deve ser dita! É isto o que Nosso Senhor nos ordena: "Ide e ensinai".

Outra coisa que me chamou a atenção foi a notável visão evolucionista da Fé. Meus caros, a Fé não evolui, pelo simples fato de que foi ensinada pelo Deus que se fez carne! Ela não é fruto de invenções nem está sujeita a esta dita evolução, como querem fazer crer alguns. A Verdade ensinada é o próprio Cristo. Supor que deva mudar é negar que a Verdade seja perfeita e absoluta. Quando se nega isto, definitavamente, já não se é católico.

Vi que muitos me consideravam um orgulhoso que acusa os outros e que se considera melhor e tal.... Não me considero melhor, por mais que isto pareça demagogia, mas tenho certa consciência dos bens que me foram concedidos, assim também como da profundidade e negrura de minhas misérias. Porém, com todas as forças de minha alma desejo amar a Nosso Senhor e corresponder-Lhe o amoroso chamado que me fez de ser um filho de Sua Santa Igreja. Por isto mesmo, defendo-a. E aqui, pensem um pouco: soberba e vaidade existem quando se defende uma característica própria, exagerando-a. Ao contrário, o que faço aqui não é defender opinião minha, mas a doutrina da Igreja que muitos, sob o nome de amor, insistem em distorcer mediante um relativismo medíocre, um subjetivismo enjoado e romântico sem qualquer profundidade. Realmente, os inimigos da Igreja estão fadados ao ridículo, e isso diga-se dos seus inimigos externos tanto quanto dos internos que a ferem por dentro.

O que mais me incomodou, porém, foi a compreensão que se tem da Santa Missa. Muitos negam-lhe claramente o caráter de Sacrifício, e lhe concebem, antes de tudo, como uma festa ou um banquete. Lembro aqui, aos leitores deste blog, o que já foi expresso pelo Concílio de Trento, dogmático, segundo o qual qualquer um que negue o caráter sacrifical da Santa Missa deve ser excomungado. Dentre os comentadores do texto em questão, teve um até que fez uma troncha alusão a Abraão e a seu filho. Reconheceu que, uma vez que seu filho foi salvo do martírio, um cordeiro foi imolado em seu lugar. Aí eu pergunto: Quem será que o cordeiro em questão prefigurava? Claro que era o Cristo, o Cordeiro de Deus que se imolou por nós. Pensemos então se, mesmo a Abraão, seria conveniente imolar o cordeiro aos pulos e às reboladas...

Já pensou os Apóstolos, na Ceia do Senhor, distraindo-se e brincando de roda, justamente naquele momento em que Nosso Amado Deus nos diz: "Fiquem comigo, a minha alma está triste até a morte"?. E aí dizem: "ah, mas Deus ressuscitou!". Claro que sim.. Mas o Ressuscitado e o Crucificado são um só e na Santa Missa acontece, efetivamente, o Sacrifício de Nosso Senhor e malditos os que o profanam!

"Quem quiser seguir a Cristo, não O busque sem a cruz"
é o que ensina S. João da Cruz, doutor da Igreja, e é o que ensina a Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Recomendo aos leitores que, porventura, queiram compreender algo mais sobre a seriedade da Santíssima Celebração, que leiam estas declarações do Pe. Pio e, sobre a imutabilidade e intolerância doutrinal que sempre marcou os verdadeiros católicos, leiam este excelente sermão do Cardeal Pie de 1841.

Enfim, peço que a Virgem Maria interceda pela Igreja e aos cegos ilumine, retirando-lhes as escamas que lhes pesam sobre os olhos e os libertando deste miserável relativismo e do falaz evolucionismo que reina em nossos tempos.

Enfim, peço que os que discordam do que foi escrito, antes de se entregarem como vítimas irracionais de suas raivinhas, façam o exercício da reflexão antes de qualquer resposta ou comentário.

E que Deus os abençoe.
Fábio Luciano

Música, Liturgia, humildade e bom senso


A Liturgia no Santo Sacrifício da Missa, perpetuação do Calvário de Nosso Senhor, deve ser algo sublime, digna do momento e do lugar. Toda a Igreja, em todo o seu tempo de existência, sempre prezou muito pela beleza e dignidade da Liturgia, que é dirigida a Deus.

Não obstante assim seja, o que vemos hoje é um tal descaso que certas celebrações parecem ser animadas por artistas circenses ou por cantores pops. Há mesmo grupos que parecem surdos e parecem querer tomar o centro da Santa Celebração com instrumentos e microfones altíssimos e com músicas intermináveis, sem falar da total inconveniência destas com as partes da Santa Missa.

E, como se não bastasse isso, é comum que, mesmo em partes tão sublimes como o "Sanctus", a música seja encerrada com, nada mais nada menos, um solo distorcido de guitarra... E na hora da Elevação do Santíssimo Corpo e do Santíssimo Sangue de Nosso Senhor, de repente (Deus nos acuda) escutamos elevar-se também o inconveniente som dos instrumentos musicais. Ora, e virou o que?! É show mesmo? Eu diria que é amor-próprio-desesperado!

Percebemos aqui erros crassos (crassíssimos!!!). Primeiro, o que motiva toda esta palhaçada é a vaidade, o orgulho, o sentimento do estrelato. Depois, temos a total ignorância do que seja a Liturgia, sendo que tal atitude chega a ser uma profanação. Depois, consideramos a possibilidade de algum problema de audição. E, por fim, a total falta de bom senso.

Como dizia o Papa João Paulo II, ninguém deve buscar ser o protagonista do Santo Sacrifício e os cânticos devem ser ordenados e convenientes para o Santa Missa. Para isto nos diz Sua Santidade, parafraseando o Papa Paulo VI, que o modelo supremo da música litúrgia é o canto gregoriano. Este é, pois, o critério para a orientação do que seja conveniente ou não. Quanto mais a música se aproximar deste modelo, tanto mais é digna do Templo e, quanto mais dele se distancia, tanto mais é indigna.

Porém, a partir da idéia de "inculturação", distorcida ao bel prazer dos artistas, tem se incluído na Missa verdadeiras cacofonias, como a infame "dança do espetinho". Desconfio que, para estes e outros abusos, a MTV tem dado sua contribuição e os "artistas" católicos, impossibilitados de obter fãs naquelas proporções, se aproveitam da morte de Nosso Senhor para a sua própria auto-promoção.

Haverá, neste mundo ou no outro, maior contradição? O Deus humanado humilha-se na Cruz enquanto um "zé" se aproveita pra tentar construir a sua fama ou para arrancar aplausos do "público", distraindo-os mesmo do que acontece sobre o Altar? Até onde vai a vaidade humana?

Seria cômico se não fosse trágico: Deus se humilha e um "verme" como o homem quer se exaltar a partir da humilhação de Deus..

Enfim... estamos no fim do mundo. E, como dizia Deus Pai a Santa Catarina de Sena: "até os demônios sentem asco das almas que tratam a Eucaristia com desdém".

Miserere Nobis.

Fábio Luciano

Pe. Fábio de Melo...


Ontem, dia 04 de Junho de 2009, Pe. Fábio de Melo pediu desculpas por ter ido no programa Sílvio Santos, brincar de "quem quer dinheiro?". Mas, logo depois, voltou a falar suas heresias enfeitadas com mel... aff....

Que Deus ilumine o clero.

Combate! RCC X Tradicionais


Interessante que, visitando sites, blogs e outros espaços na net tenho constatado como a discussão a respeito da RCC tem se tornado cada vez mais frequente no meio católico. Há um tempo atrás, o que eu via era um número muito maior de pessoas convictas a respeito da catolicidade deste movimento. No entanto, agora eu presencio um embate ferrenho entre os que lhe são a favor e os que lhe são contra, incluindo-me eu também neste debate.

Mas, além dos argumentos de cada uma das partes, o simples fato da ocorrência assídua destas discussões fala de um possível incômodo, como que uma intuição quase generalizada de que algo não está certo. Recentemente, um bispo queniano proibiu as reuniões da Renovação Carismática em sua diocese. O grande motivo foi o de querer conhecer mais a fundo o movimento. Entusiastas do carismatismo ergueram-se afirmando que o bispo apenas quer conhecer melhor, e que a decisão é temporária. Mas o que vejo é que, se ele quer conhecer melhor, é porque, a princípio, algo não cheirou bem. Creio que esta atitude parte de uma certa desconfiança... Do contrário, o senhor bispo poderia aprofundar-se sobre as origens e princípios da RCC sem, necessariamente, vedar suas reuniões.

A discussão tem se acirrado e isto não é qualquer coisa. Muitos têm constatado, de fato, a total heterodoxia do movimento e, a partir de um zelo maior que tem inflamado o coração de muitos católicos, está havendo uma verdadeira batalha com o intuito de purificar o catolicismo daquilo que lhe seja estranho.

Além de toda a literatura medíocre, o carismatismo ainda atrai a si os olhares dos católicos pelo testemunho daqueles que lhe são seguidores e pelo conteúdo de suas pregações. Parece, de fato, outra igreja, pois vemos o Santo Padre pregar algo em Roma e, ao mesmo tempo, presenciamos uma outra natureza de discurso por parte dos "renovados". Claro que, a partir do momento em que se estabelece uma tensão como esta, faz-se necessário escolher a quem aderir.

Alguém já falou que "católico que não estuda, torna-se protestante, e protestante que estuda, volta correndo para a Igreja Católica". A frase parece ser meio fatalista, mas, à parte de seu exagero (somente na primeira parte), ela tem sua verdade. Aliás, eu creio que o mero bom senso e a correta observação das coisas permite uma atitude mais acertada. Porém, esta luta que se trava diante de nós, e na qual muitos estamos também como combatentes, se intensificou porque, talvez enjoados das sensações afetadas de uma pseudo-mística, vários católicos voltaram-se ao estudo daquilo que é verdadeiramente católico e daquilo que, no decorrer dos séculos, tenta se vincular à Igreja para legitimar a propagação de heresias.

Enfim, o próprio fato de a discussão estar tão presente já diz muito. Que Deus, a Suma Verdade, nos conduza para o bom combate e que Ele prevaleça sobre seus inimigos. É o que esperamos e pedimos pela intercessão da Virgem Santíssima Maria Imaculada.

Fábio Luciano

A Verdade cortante de Jesus


Quando se tratava de dar testemunho da verdade, Jesus não sabia tergiversar nem fraquejar por medo. Tinha um caráter de lutador. Não se esquece de quem é nem se deixa arrastar. A sua cólera é sempre a expressão da mais alta liberdade, a expressão de um homem que tem consciência de "não ter vindo ao mundo senão para dar testeminh da verdade" (Jo 18,37).

Jesus, tão inabalavelmente fiel à vontade de seu pai e a si mesmo, tão firme no seu "sim" e no seu "não", reagia com um vigor extraordinário contra tudo o que não fosse de Deus ou que fosse contra Deus, quer se tratasse de formulações teológicas torcidas, quer de ordens vindas das autoridades. E a história da sua vida mostrou, aliás, que em qualquer momento estava pronto a comprometer a sua própria vida e a morrer pela verdade, para apoiar a sua palavra forte e corajosa.

Visão clara e varonil na ação, lealdade impressionante, sinceridade áspera, numa palavra, caráter heróico da personalidade: é o que chama imediatamente a atenção do psicólogo que estuda a fisionomia humana de Jesus. Era também o que, já ao primeiro contato, predia a Ele os discípulos

A atitude decidida, cortante como aço, de todo o seu ser, exprime-se bem nas fórmulas e sentenças curtas e penetrantes que o Evangelho nos conservou. Foi nelas que, depois das parábolas, Jesus plasmou a sua vontade, completamente voltada para a inteireza, para a consequência prática, para a pureza interior. Por isso dão verdadeiramente a impressão de algo autêntico, original: "Se o teu olho te escandaliza, arranca-o!" (Mt 18,19), "Quem perder a sua alma, ganhá-la-á" (Mt 10,39); "Ninguém pode servir a dois senhores" (Lc 16,13).

Karl Adam, Jesus Cristo.

Ordenação episcopal de Mons. Henrique Soares da Costa

Convidamos a todos para a ordenação episcopal de Monsenhor Henrique Soares da Costa que acontecerá dia 19 de Junho próximo, às 17 horas, no Ginásio do SESI ao lado do Trapichão, na cidade de Maceió-AL.

Deo Gratia!

O que foi aquilo?!


Ontem, depois de ter assistido na casa de um amigo um filme duplo do grande São Francisco de Assis, fui pra casa e, entrando, minha tia estava assistindo, no Sbt, o programa Sílvio Santos. Qual não foi a minha surpresa (na verdade, acho que nem foi tão grande assim) quando vi que um dos participantes do programa era o Pe. Fabio de Melo. E o que ele estava fazendo? Cantando? Não. Pregando? Também não. O que, então? Estava em uma daquelas brincadeiras bestas onde os participantes vão ganhando dinheiro. Não vi o início... não sei se teve algo digno de um padre católico naquele programa (acho que não.....), mas o que vi foi, sinceramente, algo vergonhoso. Como um padre se deixa passar por aquilo? O que o Pe. Fábio de Melo pretende?Depois de ir na Hebe, Faustão, Jô Soares.... agora Silvio Santos, ganhando dinheiro dele como se fosse um qualquer? Desculpem-me os entusiastas do Pe. Fábio de Melo, mas ele tem agido como criança.

Neste ano sacerdotal, rezemos para que Deus nos dê padres santos e sérios!.

Fábio Luciano.

RCC: Espírito Santo como recompensa ao erro e à desobediência?


Sabemos que a Igreja é o sustentáculo da Verdade. Esta Verdade corresponde à idéia divina e se identifica com a Pessoa do Seu Verbo. Pela própria processão divina da geração do Verbo de Deus, a verdade somente pode ser uma e possui caráter absoluto. Sendo perfeita, esta Verdade é imutável, pois tudo quanto seja mutável, ou é perfectível (pode tornar-se perfeito, o que é incompatível com a idéia de algo já perfeito), ou é defectível (pode tornar-se menos perfeito). Nesta imutabilidade da Verdade é que se fundamenta o dogma também imutável e absoluto.

Os protestantes surgem precisamente num ato de protesto contra a verdade católica que, como vimos, é a única. Quando se protesta contra a verdade, incorre-se no erro e no engano. Não se opõe a verdade com a verdade, mas com a mentira. E aqui, nego também toda a possibilidade de o protestantismo ser procedente da vontade divina. Entendê-los como resultado do divino querer, como o afirmou em certa ocasião o pregador da casa pontifícia Raniero Cantalamessa, implica, ou em negar o caráter absoluto da Revelação, ou em conceber uma contradição na divindade. Ambas são posições heréticas.

Sendo que os protestantes não devem sua existência à vontade divina, mas, antes, têm sua origem justamente num movimento de apostasia, não há como admitir que deles pudesse surgir um fruto divino. Afirmar a manifestação protestante como algo divino seria, como o disse Sto Tomás, admitir que Deus assinaria o erro, o que, por certo, Ele não faz, mesmo porque o erro, como ausência de verdade, é totalmente incompatível com Deus, Suma Verdade.

Além, já, de toda esta problemática, a coisa piora se observarmos como o tal carismatismo adentrou em terreno católico. Isto se deu a partir de um ato de desobediência expressa ao Código de Direito Canônico da Igreja vigente na época. Observemos que as raízes nunca são boas. O Código de Direito Canônico de então proibia qualquer católico de frequentar reuniões e cultos protestantes. Não obstante, um grupo de pessoas ditas católicas, interessadas no fenômeno que viam acontecer com os membros de certas denominações, quiseram também partilhar daquela experiência, pelo que pediram a estas pessoas que lhes impusessem as mãos. Não é preciso fazer notar aqui, acredito, de um lado a ingenuidade em supor aprioristicamente que tais manifestações tinham sua origem na divindade, e, de outro, na irresponsabilidade de tal atitude. Isto prova que, no mínimo, qualquer ator os enganaria sem esforço.

E interessante que esta “comunhão” entre católicos e hereges permaneceu. As primeiras reuniões carismáticas eram, em geral, pandenominacionais e os católicos que partilhavam daquela forma de rezar eram conhecidos como neopentecostais católicos. Devemos notar que reuniões desta natureza não se fazem senão a partir de um total desprezo pela doutrina da Igreja, que sempre foi intransigente com o erro. A “novidade” (como se o embuste fosse novidade no mundo) tinha se tornado mais importante e questões doutrinárias eram agora secundárias. Enfim, agora todos falavam a mesma língua (desculpem-me o gracejo).

Tendo sua gênese no protestantismo, o movimento carismático segue com sua linha fortemente característica fiel às origens. Claro é, então, que, para a maioria, esta linha de simpatia com o protestantismo e o erro permanece. Veja-se, por exemplo, a declaração do Monsenhor Jonas Abib, um dos referenciais do carismatismo no Brasil, que afirmou categoricamente que os protestantes são lindos e santos, como se alguém pudesse ser santo seguindo o erro. A santidade, para este povo, parece ser qualquer coisa de exterior. Revelador, ainda, é a conversão a este movimento por parte do Frei Raniero Cantalamessa: ele se tornou carismático num encontro de várias denominações, que apenas tinham em comum o suposto “batismo no Espírito Santo”.

Pelas suas características de origem e pelos seus princípios, dos quais poderemos tratar em outra ocasião, claro está que o carismatismo viria a ser um movimento de massa. Deus, no entanto, tem buscado despertar a Sua Igreja sobre este perigo.

Que Deus nos abençoe e nos ensine a seguir pelos Seus caminhos sem nos desviarmos nem para a esquerda(TL) nem para a direita (pentecostalismo) (Pr 4,27).

Fábio Luciano

Anjos e demônios - testemunho de um padre que conversou com os produtores.


O Padre Bernard O'Connor, um sacerdote canadense e oficial da Congregação para as Igrejas Orientais da Santa Sé, estava em Roma o ano passado enquanto o diretor Ron Howard filmava a obra. O'Connor se encontrou duas vezes com o pessoal da mesma e conversou de maneira informal com 20 deles. Estava vestido casualmente de modo que ninguém se deu conta de que era um sacerdote. Falaram abertamente, pensando que era somente "um turista amistoso". O Padre escreveu um artigo sobre sua experiência na revista mensal, Inside the Vatican (Dentro do Vaticano). Um dos trabalhadores que disse ser um dos "encarregados" opinou assim: "a Igreja miserável está contra nós outra vez e nos está causando problemas". Logo, falando de seu amigo Dan Brown, acrescentou “como muitos de nós, ele com freqüência diz que faria algo para demolir esta detestável instituição, a Igreja Católica. E triunfaremos. Já verão”. Quando o Padre O'Connor lhe pediu que precisasse suas afirmações, o oficial de produção disse "ao final desta geração não existirá mais a Igreja Católica, ao menos não na Europa ocidental. E em realidade os meios merecem muito crédito por seu desaparecimento".

“Finalmente o público está entendendo nossa mensagem", disse logo. A mensagem está claramente definida: "a Igreja Católica tem que ser debilitada e eventualmente desaparecer da face da terra. É a primeira inimizade da humanidade. Sempre o foi". Este mesmo senhor lhe dá o crédito disto à "televisão, Hollywood, as indústrias da música e de vídeo, junto com cada um dos jornais que existem, pois todos dizem o mesmo". Este sujeito também mencionou o papel que algumas universidades jogaram para minar o catolicismo.

Fé e razão - relações mútuas


A Fé e a razão não podem nunca contradizer-se, porque têm a mesma origem: Deus que é a única Verdade.

Este princípio fundamental era comumente admitido por todos os filósofos da Idade Média; mas Santo Tomás soube, melhor que todos, mostrar em pormenor, o pleno acordo das doutrinas reveladas com a verdade natural. Esta harmonia tem por origem os bons serviços que, uma à outra, se prestam a fé e a razão.

I - A fé relativamente à razão tem um papel duplo:

a) Papel de curativo - Sendo uma virtude sobrenatural cuja sede própria é a inteligência, a fé é como a radiação especial da graça neste faculdade. Ora a graça não destrói a natureza, antes a perfaz: eis porque restabelece primeiro a razão em todo o seu poder nativo, curando as feridas da ignorância e do erro, causadas pelo pecado original. Indiretamente, acalmando a perturbação das paixões e afastando os preconceitos do orgulho, dá as disposições indispensáveis a encontrar a verdade, sobretudo nos problemas práticos. Mais diretamente, nas doutrinas que interessam a salvação e que são fundamentais em filosofia (Deus e a criação, a alma humana e o seu destino), a fé mostra de antemão, com infalível certeza, o fim a atingir pela demonstração racional, poupando-nos assim as hesitações e as tentativas onde facilmente se introduz o erro.

b) Papel sobre-elevador - A influência da fé é ainda mais profunda, tanto mais que numa vida cristã fervorosa, ela é acompanhada pelo exercício dos dons do Espírito Santo, de Ciência, de Inteligência, de Sabedoria, que firmam o olhar da alma na contemplação das mais altas verdades. Porque, conquanto a fé nos apresente mistérios, em si próprios inevidentes, é sobretudo uma luz sobre-eminente que, longe de esmagar a razão, a engrandece estendendo, por assim dizer, ao infinito, o seu poder de visão. Assim, estudando a Santíssima Trindade ou a Encarnação, os filósofos cristãos descobriram admiráveis precisões sobre o valor do nosso conhecimento, sobre a inteligência e seus atos, sobre as noções de pessoas, de relações, de natureza, etc.

II - A razão relativamente à fé tem, pelo seu lado, um papel triplo:

a) Papel apologético - A razão, para conduzir à fé, pode demonstrar no sentido estrito o que Santo Tomás chama os "preâmbulos da fé", isto é, as verdades fundamentais, como a existência de Deus e sobre tudo a possibilidade e o fato da Revelação: o que chamamos a "credibilidade" da Revelação. Estas provas coordenadas constituem a ciência apologética.

b) Papel teológico - A razão explica a fé; não já por provas demonstrativas, porque os mistérios escapam por definição a qualquer demonstração racional e não podem provar-se senão pela autoridade da Escritura devidamente sancionada pelos milagres e pelo ensino oficial dos Padres e da Igreja; - mas propõe as razões de conveniência para estes mistérios; ordena logicamente as diversas verdades reveladas e esclarece a sua significação por comparação com as teses da filosofia: são as conclusões assim deduzidas e integradas numa mesma construção lógica com os dogmas, que constituem a ciência teológica.

c) Papel polêmico - A razão defende a fé refutando todas as objeções que lhe fazem, mostrando a sua falsidade ou a sua ineficácia; de modo que o mistério, ainda que ficando em certo sentido "inconcebível" e acima da razão, não se acha nunca oposto à razão e nunca implica contradição.

É no exercício desta tripla função que Santo Tomás desenvolveu principalmente os recursos da sua poderosa inteligência escrevendo as duas Sumas e as suas numerosas obras teológicas.

F. J. Thonnard, Compêndio de História da Filosofia

S. Pe. Pio – exemplo de amor visceral por Jesus Eucaristia


“E como poderei viver, caro padre, sem me aproximar para receber Jesus, mesmo uma única manhã?”

“Mas o que mais me fere, padre, é pensar em Jesus Sacramentado. O coração se sente como que atraído por uma força superior, antes de unir-se a ele de manhã, no sacramento. Sinto tal fome e sede antes de recebê-lo, que pouco me falta para morrer de ansiedade. E precisamente porque não posso deixar de unir-me a ele, às vezes com febre sou obrigado a ir-me alimentar da sua carne.

E essa fome e essa sedev em vez de se satisfazerem, depois de eu o ter recebido no sacramento, aumentam ainda mais. Depois, quando já possuo esse sumo Bem, então sim o auge da doçura é realmente grande, e pouco falta para dizer a Jesus: basta! Quase não aguento mesmo mais! Quase esqueço que estou no mundo. A mente e o coração não desejam mais nada e às vezes, por muito tempo, mesmo voluntariamente, acontece-me de não desejar outras coisas.”

“Tenho perguntado às vezes se existem almas que não sentem queimar o peito com o fogo divino, especialmente quando se encontram diante dele no sacramento. A mim isso parece impossível, sobretudo no caso de um sacerdote, de um religioso. Talvez estas almas, que dizem não sentir esse fogo, não o notem por causa do seu coração maior. Só com esta benigna interpretação me associo a eles, para não tachá-los com a nota vergonhosa de mentirosos.”

“Teria muitas coisas para lhe dizer, mas a palavra me falta. Digo apenas que as batidas do coração, quando me encontro com Jesus sacramentado, são muito fortes. Às vezes parece que quer mesmo lançar-se do peito”.

“Fico profundamente comovido ao considerar as grandes coisas que o Senhor tem operado naquela alma grandemente privilegiada. Os perigos que rodeiam aquele tesouro de graças e de pureza evangélica são muitos, infelizmente! Portanto, o meio melhor e único para se conserver fiel a Deus, para ela, que está quase sempre em contato com gente sem fé e sem lei, sempre com blasfêmias nos lábios, e no coração o ódio para com Deus, é aproximar-se diariamente da mesa dos anjos, para receber Jesus.”

“O que seria dos homens se não tivessem Jesus entre eles?, mas, especialmente, o que seria de mim?!”

“Ouça, caro padre, os justos lamentos de nosso dulcíssimo Jesus: deixam-me sozinho de noite, sozinho de dia nas Igrejas. Não cuidam mais do sacramento do altar. Nunca se fala desse sacramento de amor, e mesmo os que falam, infelizmente, com que indiferença, com que frieza!”

“O meu coração, diz Jesus, está esquecido. Já ninguém se preocupa com o meu amor. Estou sempre triste. Minha casa tornou-se, para muitos, um teatro de divertimentos. Mesmo os meus ministros, que sempre considerei com predileção, que amei como a pupila dos meus olhos, deveriam consolar o meu Coração cheio de amargura, deveriam ajudar-me na redenção das almas. Em vez disso, quem o acreditaria?, devo receber deles ingratidão e falta de reconhecimento. Vejo, meu filho, muitos desses que… (aí se calou, os soluços lhe apertaram a garganta, chorou em segredo), sob aparências hipócritas, me traem com comunhões sacrílegas, esmagando as luzes e as forças que continuamente lhes dou...”. Jesus continuou ainda a lamentar-se. Padre, como me faz mal ver Jesus chorar! Também o senhor passou por isso?”

Sexta-feira de manhã (28-03-1913) eu ainda estava na cama quando me apareceu Jesus, totalmente maltratado e desfigurado. Mostrou-me um grande número de sacerdotes regulares e seculares, entre os quais diversos dignitários eclesiásticos. Destes, alguns estavam celebrando, outros se paramentando e outros ainda retirando as sagradas vestes.

Ver Jesus angustiado causava-me grande sofrimento, por isso quis perguntar-lhe por que sofria tanto. Não obtive nenhuma resposta. Porém, o seu olhar voltou-se para aqueles sacerdotes. Mas pouco depois, quase horrorizado e como se estivesse cansado de observar, desviou o olhar e, quando o ergueu para mim, com grande temor verifiquei que duas lágrimas lhe sulcabam as faces. Afastou-se daquela turba de sacerdotes, tendo no rosto uma expressão de profundo pesar, gritando: Carniceiros!

E voltado para mim disse: “Meu filho, não creias que a minha agonia tenha sido de três horas, não. Por causa das almas por mim mais beneficiadas, estarei em agonia até o fim do mundo. Durante o tempo da minha agonia, meu filho, não convém dormir. Minha alma vai à procura de algumas gotas de piedade humana. Mas ai de mim! Deixam-me sozinho sob o peso da indiferença. A ingratidão e os meus ministros tornam opressiva minha agonia.

Ai de mim! Como correspondem mal ao meu amor! O que mais me aflige é que, à sua indiferença, esses homens acrescentam o desprezo, a incredulidade. Quantas vezes eu estive a ponto de fulminá-los, se não tivesse sido detido pelos anjos e pelas almas enamoradas de mim... Escreve ao teu padre narrando o que viste e ouviste de mim esta manhã. Diz a ele que mostra a tua carta ao padre provincial...”

Jesus ainda continuou, mas o que disse não poderei revelar a criatura alguma deste mundo. Essa aparição me causou tal dor no corpo, porém ainda mais na alma, que durante o dia todo fiquei prostrado e acreditaria estar morrendo, se o dulcíssimo Jesus já não me tivesse revelado...”

S. Pe. Pio, Palavras de Luz
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