Tradutor / Translator


English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

Aos amigos e leitores

Caros amigos e leitores do blog, quero comunicar que, recentemente, fui escolhido para ser o Coordenador Paroquial da Música Litúrgica. Sei que tal notícia não precisa ser notificada num blog, e que isto também não interessa a muita gente. Também não o faço com objetivos outros, senão para pedir a vossa bondosa oração.

Tenho acompanhado um pouco o caos litúrgico que assola a Santa Igreja, particularmente a do Brasil. Também aqui, na paróquia da qual faço parte, é possível reconhecer, num relance, os funestos efeitos de uma teologia estranha e herética que tentam inculcar nos católicos de hoje, particularmente a respeito do Santo Sacrifício da Missa.

Reconheço que o trabalho será um tanto difícil e, ciente de minha indignidade e fraqueza, peço encarecidamente a todos os amigos e leitores suas sinceras orações. Tenho a real intenção de ajudar a melhorar, de tornar a liturgia, ao menos aqui, um pouco mais digna de Nosso Senhor. Compreendendo que a maior necessidade se dá no âmbito espiritual, (embora a catequese seja uma das grandes linhas de ação que pretendo seguir) deixo aos amigos esta tarefa de, vez por outra, ao lembrarem de mim ou do blog, confiarem-me ao coração de Nosso Senhor e de Sua Santíssima Mãe, para que eu possa corresponder às expectativas do Amado Deus.

A todos a paz.
Fábio Luciano

Esclarecimento

Quero pedir desculpas pelo tempo que passei sem postar. Isto aconteceu devido a problemas aqui com o PC. Mas agora, retornemos...

A intolerância dogmática - Gustavo Corção


Uma coisa lhes digo. Se me viessem oferecer, anos atrás, quando eu procurava a notícia de Deus, uma religião em cujo credo eu pudesse escolher os artigos de minha simpatia, e em cujos livros santos pudesse dar a interpretação que bem entendesse, eu recusaria indignado tal religião e tal Deus sem exigências de verdade. Meus antigos professores de geometria ou de física eram maiores do que esse deus da tolerância dogmática, pois haviam ensinado que a verdade da geometria ou da física não dependem de minha interpretação e sim da natureza dos corpos e das definições das figuras. E se me oferecessem uma religião em cujo culto se pudesse tirar, acrescentar ou modificar, eu a recusaria enfadado, porque esse culto seria inferior a uma partida de futebol onde as regras são regras.

Ninguém me obrigou a aceitar o cristianismo. Eu também não posso obrigar ninguém a correr atrás de Jesus Crucificado e a entrar nesse jogo de amor e justiça cujas regras nos foram dadas por Deus e por sua Igreja. Admito que alguém não queira sequer examinar essa doutrina e experimentar esse jogo, alegando, por exemplo, que tudo isso foi inventado pelos papas. No momento em que encontrei o Fato, a coisa católica eu tive pelo menos uma grande tranquilidade: essa religião tinha uma imensa vantagem: não fora inventada por mim. Mais tarde, vi que também não fora inventada pelos papas, e então a idéia de origem divina se impôs e me forçou a dobrar o joelho endurecido.

Torno a dizer: eu poderia ter recusado em bloco o Símbolo dos Apóstolos; mas nunca me passou pela idéia a estupidez de aceitá-lo em parte. Bem sabia que se fizesse tal discriminação seria eu o fundador dessa variante cristã. Com material cristão eu estaria fabricando uma seita e um deus de minha invenção. Felizmente nunca me ocorreu essa cômica idéia; e continuo a admirar-me que ela possa ocorrer a alguém. O protestantismo consiste precisamente nisto. À Igreja Católica, única, global, maciça, os protestantes opõem mais de mil glosas que apareceram ao sabor da livre interpretação e do relativismo dogmático. E essa multiplicação de seitas, em confronto com a unidade católica, é a prova da decomposição de um corpo sem alma.

(...) Querem transigir? Por que não começam pelo futebol? Por que não praticam a livre interpretação dos sinais de tráfego? Por que não toleram, antes dessa amálgama de religiões, a amálgama das relações conjugais, trocando maridos e esposas? Vamos, vamos transigir? Sendo professor, pouco me importará que o aluno aproveite ou não; pouco me interessará, ao examiná-lo, que ele conheça ou não a matéria. Admitamos que ele é protestante em geometria e espírita em química. Sendo médico, não irei zangar-me com a enfermeira por causa de uma troca de injeções. Sendo engenheiro, transigirei com os fornecedores que roubam nas medidas e nas especificações. Por que deverei ser zeloso nos negócios doshomens se sou tolerante nas coisas de Deus? Vamos transigir em tudo se podemos transigir em religião.

(...) Dirijo-me aos católicos liberais, e digo-lhes que a sua transigência doutrinária prova simplesmente que, para eles, a Religião é a coisa menos importante do mundo. Ora, o catecismo nos ensina, ao contrário, que a Religião é infinitamente mais importante do que o mais alto dos negócios humanos. Nós outros que em tempo e contratempo procuramos ser fiéis à doutrina, e que levamos a sério a nossa religião, seremos necessariamente intolerantes. E seremos lógicos, porque uma religião-sem-importância é um absurdo impensável.

Na verdade, a inconsistência moral do catolicismo complacente se explica por uma espantosa subversão: o que se procura nesse tipo de religião é um deus vantajoso, um deus que nos sirva, que acorra aos nossos caprichos. Ora, mal ou bem, às vezes indignamente, nós outros professamos uma religião e procuramos um Deus como os magos de Belém: para adorá-lo e para servi-lo. Não podemos, por isso, parar nas esquinas mais próximas, para oferecer nosso incenso aos ídolos mais acessíveis, porque o nosso Deus é um Deus de absoluta intransigência que disse: "Eu sou aquele que sou"; e logo acrescentou: "Não terás outros deuses diante de minha face".

Nosso Deus quer ser amado sem erro de pessoa. Quer ser louvado e adorado como Ele próprio, pela santa humanidade de seu Filho, nos ensinou. Quer ser seguido. Quer ser ouvido e obedecido: "O meu discípulo é aquele que ouve e guarda os meus preceitos".

Gustavo Corção, Pode-se transigir em religião?

Fonte: Permanência

Léon Bloy


Se Deus existe...

Deus existe ou Deus não existe. Se se lhe concede a existência, é preciso concedê-la efetiva, supondo uma infinita continuidade da Criação, o que implica a onipotência absoluta no conhecido e no desconhecido, no visível e no invisível. Se o Ato criador se interrompesse, no mesmo instante o mais duro granito e todos os metais se reduziriam a poeira, e essa própria poeira não subsistiria. Não haveria mais nada. A natureza inteira se dissolveria no ininteligível vazio. Se esse postulado não for admitido, é-se forçosamente um ateu ou um imbecil, o que é, aliás, equivalente, do pondo de vista estético.

O verdadeiro bem aos outros

Falais em melhorar a condição dos que sofrem. Como podeis acreditar nessa possibilidade, se não tendes em vista senão o bem-estar material? E sois forçados a só ter isto em vista, posto que não tendes absolutamente nada a dar a suas almas. Ninguém fez tanto por eles, materialmente, quanto os homens de grande fé que a Igreja chama os Santos. Mas os santos sabiam que o corpo humano não é senão a aparência do homem e trabalhavam sobretudo por suas almas, as quais não morrem. Sabiam, também, que o Sofrimento é bom, sobrenaturalmente, para todos. E que o homem que não sofre ou não quer sofrer, é um filho deserdado do Filho de Deus que esposou a Dor, pois somente aquele que aceita sofrer, pode entrever o preço de sua alma.

O Ato único

Então Deus, que conhece a miséria de suas criaturas, confere misteriosamente a alguns que escolheu por testemunhos a suprema graça de um desprezo sem limites, no qual não subsiste nada mais senão Ele mesmo em suas Três Pessoas inefáveis e nos milagres de seus Santos. Quando o padre eleva o cálice para receber o Sangue do Cristo, pode-se imaginar o enorme silêncio de toda a terra que o adorador supõe cheia de pavor em presença do Ato indizível que torna semelhantes a nada todos os outros atos, logo assimiláveis a vãs gesticuçações em trevas. A mais hedionda e a mais cruel das injustiças, a opressão dos fracos, a perseguição dos cativos, o próprio sacrilégio e o consecutivo desencadeamento das luxúrias infernais, todas essas coisas, nesse momento, parecem não mais existir, não mais ter sentido em comparação com o Ato Único. O que subsiste é, somente, o apetite dos sofrimentos e a efusão das magníficas lágrimas do grande Amor, antegoso de beatitude para os alunos do Espírito Santo que estabeleceram sua morada no tabernáculo do Desprezo real por todas as aparências deste mundo.

..............

Deus vos quer santo. Não digo virtuoso, nem honrado, o que basta aos burgueses. Mas, SANTO. E, a isso saberá vos obrigar, nem que seja à custa de terríveis dores.


Octávio Faria, Léon Bloy.

Delicadeza cristã - S. João da Cruz

Quando virmos em nossa Ordem perdida a delicadeza, que faz parte da polidez cristã e monástica, e que, em seu lugar, reine a agressividade e a ferocidade nos superiores, vício esse próprio de bárbaros, devíamos deplorá-la como acabada. Porque quem jamais viu as virtudes e as coisas de Deus serem impostas a pauladas e com grosseria? "A todas as ovelhas tratais, com violência e dureza" (Ez 34,4).

Quando os religiosos são formados sob a ação desses rigores, tão desarrazoados, vêm a ficar pusilânimes para empreender coisas grandes na virtude, como se tivessem sido criados entre feras, segundo diz Santo Tomás no vigésimo opúsculo De regimine principis, cap. 3: "Naturale est enim ut homines sub timore nutriti in servilem degenerent animum et pusillanimes fiant ad omne virile opus et strenuum".

São João da Cruz, Escritos Espirituais, Ditames do Espírito.

GRAUS DE PERFEIÇÃO - S. JOÃO DA CRUZ


1. Por nada deste mundo cometer pecado, nem mesmo venial com plena advertência, nem imperfeição conhecida.
2. Procurar andar sempre na presença de Deus, real, imaginária ou unitiva, segundo se coadune com as obras que está fazendo.
3. Nada fazer nem dizer coisa de importância, que Cristo não pudesse fazer ou dizer se estivesse no estado em que me encontro e tivesse a idade e a saúde que eu tenho.
4. Procure em todas as coisas a maior honra e glória de Deus.
5. Por nenhuma ocupação deixar a oração mental que é o sustento da alma.

6. Não omitir o exame de consciência, sob pretexto de ocupações, e, por cada falta cometida, fazer alguma penitência.
7. Ter grande arrependimento por qualquer tempo não aproveitado ou que se lhe escapa sem amar a Deus.
8. Em todas as coisas, altas e baixas, tenha a Deus por fim, pois de outro modo não crescerá em perfeição e mérito.
9. Nunca falte à oração e quando experimentar aridez e dificuldade, por isso mesmo persevere nela, por que Deus quer muitas vezes ver o que há na sua alma e isso não se prova na facilidade e no gosto.
10. Do céu e da terra sempre o mais baixo e o lugar e o ofício mais ínfimo.

11. Nunca se intrometa naquilo de que não te encarregaram, nem discuta sobre alguma coisa, ainda que esteja com a razão. E, no que lhe for ordenado, se lhe derem a unha (como se costuma dizer) não queira tomar também a mão, pois alguns, nisto se enganam, imaginando que têm obrigação de fazer aquilo que, bem examinado, nada os obriga.
12. Das coisas alheias não se ocupe, sejam elas boas ou más, porque além do perigo que há de pecar, essa ocupação é causa de distrações e amesquinha o espírito.
13. Procure sempre confessar-se cm profundo conhecimento de sua miséria e com sinceridade cristalina.
14. Ainda que as coisas de sua obrigação e ofício se lhe tornem dificultosas e enfadonhas, nem por isso desanime, porque não há de ser sempre assim, e Deus, que experimenta a alma simulando trabalho no preceito (Cf. Sl 93,20), daí a pouco lhe fará sentir o bem e o lucro.
15. Lembre-se sempre de que tudo quanto passar por si, seja próspero ou adverso, vem de Deus, para que assim nem num se ensoberbeça nem no outro desanime.
16. Recorde-se sempre de que não veio senão para ser santo e assim não consinta que reine em sua alma algo que não leve à santidade.
17. Seja sempre mais amigo de dar prazer aos outros do que a si mesmo e, assim, com relação ao próximo, não terá inveja nem predomínio. Entenda-se, porém, que isso se refere ao que for segundo a perfeição, porque Deus muito se aborrece com os que não antepõem o que lhe agrada ao beneplático dos homens.

S. João da Cruz, Pequenos Tratados Espirituais

Entrevista com o Pe. Paulo Ricardo


Ontem, dia 02 de julho, no programa "Escola da Fé" dirigido pelo Prof. Felipe Aquino no canal Canção Nova, o Pe. Paulo Ricardo se pronunciou, dentre outros assuntos, a respeito de filosofias contrárias à religião, como o agnosticismo, o deísmo, o racionalismo, bem como outras erroneamente vinculadas à religião, como o fideísmo e o biblicismo (o Sola Scriptura de Lutero), tudo isto em referência à encíclica Fides et Ratio de João Paulo II, em 14 de setembro de 1988.

Com clareza singular, Pe. Paulo Ricardo demonstrava a incompatibilidade destes doutrinas com a visão católica, denunciando tendências racionalistas dentro da teologia, as quais chamou de "epidemias". Frizou ainda a necessidade de uma leitura bíblica que, embora amadureça o seu caráter literal, se ordene ao espiritual, como significado último e profundo da proposta bíblica.

Tratou ainda dos movimentos revolucionários que, à força de sua ideologia, projetam mundos ilusórios, arvorando-se em criadores a despeito da divindade, almejando claramente se substituírem a ela. Neste sentido, citou Nietzsche, que afirmou a inexistência "dos deuses" porque simplesmente, na ocasião de suas existências, ele não suportaria não ser um. Pe. Paulo Ricardo disse, então, que é esta a intenção dos tais revolucionários.

Sobre a discussão contra estes por parte dos católicos, Pe. Paulo Ricardo sustentou uma posição muito semelhante à do filósofo Olavo de Carvalho, segundo a qual pode se tornar perda de tempo discutir argumentos com as pessoas que se denominam revolucionários. Se lhes é mostrado um argumento superior, eles evadem afirmando que a razão também não é algo assim tão seguro. Frizou que muitos destes que se consideram racionalistas hoje, amanhã estão acreditando nos poderes dos cristais. Terminou por chamá-los de "safados", dizendo que o que se deve fazer é desmascará-los, denunciar-lhes a desonestidade intelectual.

Pe. Paulo Ricardo tratou ainda de outros assuntos, sempre dono de particular clareza. Além de sua manifesta inteligência e fidelidade à doutrina da Igreja (que inevitavelmente nos faz compará-lo à fraqueza doutrinária do Pe. Fábio de Melo, cujo programa teria início logo depois do término do "Escola da Fé"), o padre ainda se faz notar pelo porte e pelas roupas que usa, dignas de um sacerdote. Enfim, ver um padre assim desperta um santo orgulho, uma alegria de saber que há ainda, como dizia o Pe. Antônio Vieira, quem se ponha, nesta terra, contra o inferno e a favor do Céu.

Fábio Luciano

Os três tipos de infidelidade

Por Carlos de Laet

Segundo os melhores tratadistas, a infidelidade, isto é, a falta de fé, pode ser de três modos - negativa, privativa e positiva ou contrária. Esta é a dos que, tendo abraçado a religião verdadeira, depois a rejeitam total ou parcialmente, o que constitui gravíssimo pecado. Infidelidade privativa é a dos que, tendo ouvido falar da verdadeira religião ao menos in confuso, não procuram instruir-se a respeito dela, e por isto já é pecaminosa. Quanto à primeira, a negativa é a dos que nunca ouviram falar da fé; e, como é involuntária, não se constitui pecado, sendo aliás pena do pecado original.

Indiferentismo religioso

Fonte: Permanência

Audiência geral do Papa Bento XVI: dever dos padres são Evangelho e Sacramentos, não mudar o mundo.


Papa: padres, “Primeiro dever não é a construção da justiça social”

CIDADE DO VATICANO – O Concílio Vaticano II teria alimentado confusão em parte da Igreja quanto ao papel dos padres. É o que afirmou o Papa durante o curso da audiência geral de hoje. “Alguns – disse Bento XVI - pensaram que o principal dever fosse o de construir, antes de tudo, a justiça social”. Essência mesma do sacerdócio, reiterou o Pontífice, são, pelo contrário, o anúncio do Evangelho e a Eucaristia. (Agr)

© Copyright Courier online

Fonte: http://www.fratresinunum.com/

Intolerância Dogmática


Carlos de Laet

Senhores, a intolerância dogmática contra os erros é um dos caracteres lógicos da posse da verdade. Eu sei que os três ângulos de um triângulo retilíneo valem em soma dois ângulos retos, 180 graus, e sobre isto não posso fazer a menor concessão a quem quer que seja. Ao melhor dos meus amigos, ou sob ameaça de morte, não posso tolerar que à dita soma se tire ou se acrescente um segundo de arco. Argüir, portanto, de intolerância a Igreja Católica neste pnto é reconhcer-lhe um dos caracteres da sua verdade. E para que não o diga eu desajudado de qualquer autoridade, permitireis que a propósito disto eu me socorra, não a um doutor da Igreja, porém ao insuspeito campeão da liberdade de consciência, Júlio Simon:

"A intolerância religiiosa assim entendida (diz ele) é a condição indispensável da unidade e da estabilidade da fé e a consequência natural do dogma da revelação. Não se pode exprobrar a uma Igreja o crer na verdade de seus próprio dogmas e excluir do seu seio os dissidentes. Excluindo-os, ela nada mais faz do que registrar estado em que se acham aqueles espíritos, porque ninguém pode pertencer a uma Igreja cujas crenças repudia.

(...) Uma Igreja (conclui Julio Simon) está, pois, no seu direito, quando aos seus fiéis impõe a obrigação de crer em tudo que ela ensina, isto é, quando em si mesma pratica a intolerância religiosa; então não mais faz do que obedecer ao seu princípio, que é o princípio da autoridade. É para ela uma questão de vida ou de morte: nem pode em si mesma introduzir o princípio de livre exame sem que cesse de ser uma religião"

A tolerância política ou civil não é o que entre nós existe, nem se deve confundir com o indiferentismo. O Estado que reconhece uma religião (como outrora sucedia entre nós) pode, por motivos de ordem pública, tolerar os cultos dissidentes, comprometendo-se a não incomodar os que os professam; mas disto vai grande distância a não reconhecer religião alguma e a proibir no pacto fundamental qualquer aliança entre a religião e o Estado.

Quanto à tolerância para com os que erram, escusado é dizer que ela decorre da mesma natureza do cristianismo. Jesus Cristo, o divino modelo, orava na Cruz pelos seus perseguidores. S. Agostinho preceituava a morte dos erros e o amor dos que erram: Diligite homines, interficite errores. S. Bernardo queria que se conquistassem os hereges com argumentos e não com a espada: Haeretici capiantur non armis, sed argumentis.

Carlos de Laet, Indiferentismo Religioso.

Fonte: Permanência.

Viva ao Papa!!!!

"Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,18)
"Apascenta as minhas ovelhas" (Cf Jo 21,15-17)

A camisinha dos religiosos...



Sydney Silveira

"Use camisinha em toda relação sexual: seja ela vaginal, anal ou oral", diz um documento da Pastoral da Aids (presente em 118 dioceses do Brasil!!!), de acordo com a ampla reportagem publicada hoje no jornal O Globo, sob o título Pastorais desafiam Igreja e defendem camisinha.

Em meio a inúmeras atribuições de trabalho neste momento, e, portanto, sem tempo para tratar amiúde sobre este, para muitos, espinhoso tema, digo que não há como não levantar as mãos para o céu, clamando: Veni, Domine Iesus. A sensação é de derrota acachapante e irreversível, se abordamos a crise da Igreja (gritante, em nosso país!) do ponto de vista meramente humano. Padres e freiras sem autoridade magisterial, e, o que é pior, sem a mais elementar formação teológica, dogmática, filosófica e, por extensão, moral falam, publicamente, sobre temas acerca dos quais, noutros tempos, não abririam a boca: primeiramente, porque a hierarquia eclesiástica agiria com mão férra, mandando-os calar-se de imediato, e, em caso de recusa, informando que, por seu ato, eles se enquadraram na pena de excomunhão latae sententiae, da qual só se salvariam pela renúncia pública aos erros propagados, acompanhada de um pedido formal de desculpas; depois, porque os "ingnorantes" no passado não davam pitaco e nem tinham voz, mormente em questões dogmáticas relativas aos costumes e à fé. Esses padres e freiras sem batina e sem hábito da reportagem d'O Globo - a qual pode ser parcialmente lida aqui - emporcalham a história da Igreja e o seu Magistério, além de jogar no esgoto o sangue de mártires que deram a vida para defender heroicamente a própria castidade, como Santa Maria Goretti e Santa Inês.

Fonte: http://www.istoecatolico.com.br/index.php/Tomismo/Prof.-Sydney-Silveira/A-camisinha-dos-religiosos.html

26 de Junho - Dia de S. Josemaria Escrivá de Balaguer



"Nossa Mãe (A Igreja) é santa, porque nasceu pura e continuará sem mácula pela eternidade. Se em certas ocasiões não sabemos descobrir seu rosto formoso, limpemos nós os nossos olhos; se notamos que sua voz não nos agrada, tiremos de nossos ouvidos a dureza que nos impede de ouvir, em seu tom, os assobios do Pastor amoroso. Nossa Mãe é santa, com a santidade de Cristo, a que está unida no corpo - que somos todos nós - e no espírito, que é o Espírito Santo, assentado também no coração de cada um de nós, se nos conservamos na graça de Deus"

S. José Maria Escrivá, Amar a Igreja.

O que será que é isso?


Recentemente, surgem cada vez mais notícias a respeito de políticas anti-católicas de certos eclesiásticos e de pastorais que deveriam seguir as determinações da Santa Igreja. Eu, particularmente, fico pasmo com certos acontecimentos.

Recentemente, fiquei sabendo que faz parte da linha de ação da chamada "Pastoral da Aids" distribuir camisinhas; esta atitude, além de vir de uma pastoral que se diz católica (embora contrarie frontalmente o ensino da Igreja) e contar em sua direção com a presença de padres e freiras, parece ainda ser defendida ou, no mínimo, não-condenada por certos bispos no Brasil.

E isto porque é sabido que a Igreja é infalível em assuntos concernentes à moral. Como a CNBB pode permitir coisas desta natureza? A resposta a esta pergunta é, no entanto, muito dolorida.

Agora, porém, o bispo emérito da Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano, Dom Lelis Lara, de dentro de uma loja maçônica, defendeu uma possível união entre católicos e maçônicos, sugeriu uma suposta mudança na posição da Igreja após o Concílio Vaticano II e afirmou a cristandade de, ao menos, parte da maçonaria. Claro que isto tem grande repercussão. Dessa forma, não se concebe que os demais bispos do Brasil nada saibam. E, se sabem, por que não fazem nada? Seria, ao invés, consenso entre eles?

Abaixo, disponibilizo a Declaração Sobre a Maçonaria emitida pelo então prefeito da Congregação Para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger, nosso atual Papa.


CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ



DECLARAÇÃO SOBRE A MAÇONARIA



Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da maçonaria pelo facto que no novo Código de Direito Canónico ela não vem expressamente mencionada como no Código anterior.



Esta Sagrada CongregaçAo quer responder que tal circunstância é devida a um critério redaccional seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas.



Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão.



Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçónicas com um juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de Fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, p. 240-241).



O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação.



Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de Novembro de 1983.



Joseph Card. RATZINGER
Prefeito



Fr. Jérôme Hamer, O.P.
Secretário


Diante de tudo isto, parece assumir novo significado a declaração do Papa Paulo VI, segundo o qual a fumaça de satanás teria entrado na Igreja...

Miserere Nobis.

Fábio Luciano

Fonte da declaração:

Ver também:


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...