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Um dos textos mais falaciosos que já vi... Trata de uma suposta "Liturgia Afro"...


Eu, particularmente, nunca vi um texto com tantas falácias, uma atrás da outra!

Este "achado" foi escrito pelo Padre Gabriel Gonzaga Bina, pároco da paróquia de Nossa Senhora Aparecida em Santa Isabel - SP, mestre em Teologia Dogmática com especialização em Liturgia e professor na Faculdade Paulo VI na Diocese de Mogi das Cruzes.

Esta "sumidade da estranheza litúrgica" está disponível no site da CNBB, no seguinte link:

Depois dessa, incluo mais um "marcador" nas postagens deste blog. Este levará o sugestivo nome de "Pérolas"

Infiltração de certos erros na doutrina católica

Papa Pio XII

Os teólogos e filósofos católicos, que têm o grave encargo de defender e imprimir nas almas dos homens as verdades divinas e humanas, não devem ignorar nem desatender essas opiniões que, mais ou menos, se apartam do reto caminho. Pelo contrário, é necessário que as conheçam bem; pois não se podem curar as enfermidades antes de serem bem conhecidas; ademais, nas mesmas falsas afirmações se oculta por vezes um pouco de verdade; e, por fim, essas opiniões falsas incitam a mente a investigar e ponderar com maior diligência algumas verdades filosóficas ou teológicas.

Se nossos filósofos e teólogos somente procurassem tirar esse fruto daquelas doutrinas, estudando-as com cautela, não teria motivo para intervir o magistério da Igreja. Embora saibamos que os doutores católicos em geral evitam contaminar-se com tais erros, consta-nos, entretanto, que não faltam hoje os que, como nos tempos apostólicos, amando a novidade mais do que o devido e também temendo que os tenham por ignorantes dos progressos da ciência, intentam subtrair-se à direção do sagrado Magistério e, por esse motivo, acham-se no perigo de apartar-se insensivelmente da verdade revelada e fazer cair a outros consigo no erro.

Existe também outro perigo, que é tanto mais grave quanto se oculta sob a capa de virtude. Muitos, deplorando a discórdia do gênero humano e a confusão reinante nas inteligências dos homens e guiados por imprudente zelo das almas, sentem-se levados por interno impulso e ardente desejo a romper as barreiras que separam entre si as pessoas boas e honradas; e propugnam uma espécie de "irenismo" que, passando por alto as questões que dividem os homens, se propõe não somente a combater em união de forças contra o ateísmo avassalante, senão também a reconciliar opiniões contrárias, mesmo no campo dogmático. E, como houve antigamente os que se perguntavam se a apologética tradicional da Igreja constituía mais impedimento do que ajuda para ganhar almas a Cristo, assim também não faltam agora os que se atreveram a propor seriamente a dúvida de que talvez seja conveniente não só aperfeiçoar mas também reformar completamente a teologia e o método que atualmente, com aprovação eclesiástica, se emprega no ensino teológico, a fim de que se propague mais eficazmente o reino de Cristo em todo o mundo, entre os homens de todas as civilizações e de todas as opiniões religiosas.

Se tais propugnadores não pretendessem mais do que acomodar, com alguma renovação, o ensino eclesiástico e seus métodos às condições e necessidades atuais, não haveria quase nada que temer; contudo, alguns deles, arrebatados por imprudente "irenismo", parecem considerar como óbice para restabelecer a unidade fraterna justamente aquilo que se fundamenta nas próprias leis e princípios legados por Cristo e nas instituições por ele fundadas, ou o que constitui a defesa e o sustentáculo da integridade da fé, com a queda do qual se uniriam todas as coisas, sim, mas somente na comum ruína.

Os que, ou por repreensível desejo de novidade, ou por algum motivo louvável, propugnam essas novas opiniões, nem sempre as propõem com a mesma intensidade, nem com a mesma clareza, nem com idênticos termos, nem sempre com unanimidade de pareceres; o que hoje ensinam alguns mais encobertamente, com certas cautelas e distinções, outros mais audazes propalarão amanhã abertamente e sem limitações, com escândalo de muitos, em especial do clero jovem, e com detrimento da autoridade eclesiástica. Mais cautelosamente é costume tratar dessas matérias nos livros que são postos à publicidade, já com maior liberdade se fala nos folhetos distribuídos privadamente e nas conferências e reuniões. E não se divulgam somente estas doutrinas entre os membros de um e outro clero, nos seminários e institutos religiosos, mas também entre os seculares, principalmente aqueles que se dedicam ao ensino da juventude.

Pio XII, Humani Generis 

A Igreja e a questão social


Papa Leão XIII

10. É com tôda a confiança que Nós abordamos êste assunto, e em tôda a plenitude de Nosso direito; porque a questão de que se trata é de tal natureza, que, a não se apelar para a religião e para a Igreja, e impossível encontrar-lhe uma solução eficaz. Ora, como é principalmente a Nós que estão confiadas a salvaguarda da religião e a dispensão do que é de domínio da Igreja, calarmo-nos seria aos olhos de todos trair o Nosso dever. Certamente uma questão desta gravidade demanda ainda de outros a sua parte de atividade e de esforços: isto é, dos governantes, dos senhores e dos ricos, e dos próprios operários, de cuja sorte se trata. Mas, o que nós afirmamos sem hesitação, é a inanidade da sua ação fora da Igreja. É a Igreja, efetivamente, que haure no Evangelho doutrinas capazes ou de pôr termo ao conflito ou ao menos de o suavizar, expurgando-o de tudo o que ele tenha de severo e áspero; a Igreja, que não se contenta em esclarecer o espírito de seus ensinos, mas também se esforça em regular, de harmonia com eles a vida e os costumes de cada um; a Igreja, que, por uma multidão de instituições eminentemente benéficas, tende a melhorar a sorte das classes pobres; a Igreja, que quer e deseja ardentemente que todas as classes empreguem em comum as suas luzes e as suas forças para dar à questão operária a melhor solução possível; a Igreja, enfim, que julga que as leis e a autoridade pública devem levar a esta solução, sem dúvida com medida e com prudência, a sua parte do concurso. Não luta, mas concórdia das classes.

11. O primeiro princípio é que o homem deve aceitar com paciência a sua condição: é impossível que na sociedade civil todos sejam elevados ao mesmo nível. É, sem dúvida, isto o que desejam os socialistas; mas contra a natureza, todos os esforços são vãos. Foi ela, realmente, que estabeleceu entre os homens diferenças tão múltiplas como profundas; diferenças de inteligência, de talento, de habilidade, de saúde, de força; diferenças necessárias, de onde nasce espontaneamente a desigualdade das condições. Esta desigualdade, por outro lado, reverte em proveito de todos, tanto da sociedade como dos indivíduos; porque a vida social requer um organismo muito variado e funções muito diversas, e o que leva precisamente os homens a partilharem estas funções é, principalmente, a diferença de suas respectivas condições. Pelo que diz respeito ao trabalho em particular, o homem, mesmo no estado de inocência, não era destinado a viver na ociosidade, mas, ao que a vontade teria abraçado livremente como exercício agradável, a necessidade lhe acrescentou, depois do pecado, o sentimento da dor e o impôs como uma expiação: 'A terra será maldita por tua causa; é pelo trabalho que tirarás com que alimentar-te todos os dias da vida' (Gen 3, 17). O mesmo se dá com todas as outras calamidades que caíram sobre o homem: neste mundo as calamidades não terão fim nem tréguas, porque os funestos frutos do pecado são amargos, acres, acerbos, e acompanham necessariamente o homem até o derradeiro suspiro. Sim, a dor e o suspiro são o apanágio da humanidade, e os homens poderão ensaiar tudo, tudo tentar para os banir; mas não o conseguirão nunca, por mais recursos que empreguem, e por maiores forças que para isso desenvolvam. Se há quem, atribuindo-se o poder fazê-lo, prometa ao pobre uma vida isenta de sofrimentos e de trabalhos, toda de repouso e de perpétuos gozos, certamente engana o povo e lhe prepara laços, onde se ocultam, para o futuro, calamidades mais terríveis que as do presente. O melhor partido consiste em ver as coisas tais quais são, e, como dissemos, em procurar um remédio que possa aliviar os nossos males. O erro capital na questão presente é crêr que as duas classes são inimigas natas uma da outra, como se a natureza tivesse armado os ricos e os pobres para se combaterem mutuamente num duelo obstinado. Isto é uma aberração tal, que é necessário colocar a verdade numa doutrina contrariamente oposta, porque assim como no corpo humano os membros, apesar da sua diversidade, se adaptam maravilhosamente uns aos outros, de modo que formam um todo exatamente proporcionado e que se poderá chamar simétrico, assim também, na sociedade, as duas classes estão destinadas pela natureza a unirem-se harmoniosamente e a conservarem-se mutuamente em perfeito equilíbrio. Elas tem imperiosa necessidade uma da outra: não pode haver capital sem trabalho, nem trabalho sem capital. A concórdia traz consigo a ordem e a beleza; ao contrário, dum conflito perpétuo só podem resultar confusão e lutas selvagens. Ora, para dirimir este conflito e cortar o mal na sua raiz, as Instituições possuem uma virtude admirável e múltipla.

E, primeiramente, toda a economia das verdades religiosas, de que a Igreja é guarda e intérprete, é de natureza a aproximar e reconciliar os ricos e os pobres, lembrando às duas classes os seus deveres mútuos e, primeiro que todos os outros, os que derivam da justiça.

Papa Leão XIII, Rerum Novarum, 15 de maio de 1891

8 de setembro, natividade da Santíssima Virgem Maria



Das grandezas de Maria, S. Luíz Maria Grignion de Montfort

Como o novo Adão ao seu paraíso terrestre, assim desceu Deus Filho ao seio virginal de Maria para aí achar as suas delícias e operar, às escondidas, maravilhas de graça. O Deus feito homem encontrou a sua liberdade em se ver aprisionado no seio dela; fez brilhar a sua força, deixando-se levar por essa jovem virgem. Achou a sua glória e a de seu Pai, escondendo os seus esplendores a todas as criaturas da terra, para só os revelar a Maria; glorificou a sua independência e majestade, dependendo desta amável virgem na sua concepção, nascimento, apresentação no templo, na sua vida oculta de trinta anos e, até, na sua morte. Maria devia assistir a essa morte, porque Jesus quis oferecer com ela um mesmo sacrifício e ser imolado à vontade de Deus pelo consentimento de Abraão. Foi Ela que o amamentou, nutriu, sustentou, criou e sacrificou por nós... Ó admirável e incompreensível dependência de um Deus! Nem o Espírito Santo a pôde ocultar no Evangelho para nos mostra o seu valor e glória infinita, embora tenha escondido quase todas as maravilhas operadas pela Sabedoria encarnada durante a sua vida oculta. Jesus Cristo deu mais glória a Deus Pai pela sua submissão a Maria durante trinta anos do que lhe teria dado se convertesse toda a terra operando os maiores prodígios. Oh! Quão altamente glorificamos a Deus, quando nos submetemos, para lhe agradar, à Virgem Santíssima, a exemplo de Jesus Cristo, nosso único modelo!

Se examinarmos de perto o resto da vida de Jesus, veremos que Ele quis iniciar os seus milagres por Maria. Santificou São João no seio de sua mãe, Santa Isabel, pela palavra de Maria. Logo que Ela falou, João ficou santificado; e este foi o primeiro milagre de Jesus na ordem da graça. Nas bodas de Caná, Jesus mudou a água em vinho, atendendo ao humilde pedido de sua Mãe; e este foi o seu primeiro milagre na ordem natural. Começou e continuou os seus milagres por Maria; por Ela os continuará até ao fim dos séculos.

Sendo o Espírito Santo estéril em Deus, isto é, não produzindo nenhuma outra Pessoa divina, tornou-se fecundo por Maria, a quem desposou. Foi com Ela e nela e dela que formou a sua obra prima: um Deus feito homem, e que forma todos os dias até ao fim dos séculos, os predestinados e os membros do corpo que tem por cabeça o adorável Jesus. É por isso que, quando mais numa alma Ele encontra Maria, sua amada e inseparável esposa, tanto mais operante e poderoso se torna para produzir Jesus Cristo nessa alma e essa alma em Jesus Cristo.

Não se quer dizer com isto que a Santíssima Virgem dê ao Espírito Santo a fecundidade, como se Ele a não tivesse. Ele é Deus e, por isso, possui a fecundidade (ou a capacidade de produzir) tal como o Pai e o Filho, embora a não transforme em ato, produzindo outra pessoa divina. O que se quer dizer é que o Espírito Santo reduz a ato a sua fecundidade por intermédio da Santíssima Virgem. Mas o Espírito Santo quer servir-se dela, embora disso não tenha uma necessidade absoluta, para produzir nela e por Ela Jesus Cristo e os seus membros. Mistério de graça, escondido mesmo aos cristãos mais sábios e mais espirituais!

O procedimento que as três Pessoas da Santíssima Trindade tiveram na Encarnação e primeira vinda de Jesus Cristo, têm-no ainda todos os dias, duma maneira invisível, na Santa Igreja, e tê-lo-ão até à consumação dos séculos, na última vinda de Jesus Cristo.

Deus Pai juntou todas as águas, e chamou-lhes mar; juntou todas as suas graças, e chamou-lhes Maria. Este grande Deus tem um tesouro ou celeiro riquíssimo, onde encerrou tudo o que tem de belo, de resplandecente, de raro e precioso, incluindo o seu próprio Filho. E este tesouro imenso não é outro a não ser Maria, a quem os santos chamam o tesouro do senhor, de cuja plenitude os homens são enriquecidos.

São Luís Maria Grignion de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

MISSA DOS EXCLUÍDOS


Alguns pontos curiosos escritos na folha de leituras e orientações para a Santa Missa. (Comentários meus em negrito itálico)

“Cada comunidade poderá adequar o roteiro de celebração a sua realidade (sic) (Missa como sacrifício, então, só no matadouro), com símbolos (que tal uma foice e um martelo?) e participação dos excluídos (ah.. ainda bem que tem espaço pra católico verdadeiro, porque somos os únicos excluídos nessa bagunça toda), usando de criatividade (que tal uma roda de capoeira no ofertório? Ficaria legal...), com danças (se vira nos trinta), encenações (Fantasma da Ópera no ato penitencial, por favor...), poesia (havia uma pedra no meio do caminho...), cartazes (Filma eu Galvão!), etc. Importante abrir espaço a artistas populares (Põe o pessoal do Hip-Hop pra dançar no “Santo”), crianças e adolescentes, jovens e outros grupos.”

“Para criar ambientes ou fazer a procissão de entrada: cartazes do Grito (não gosto de filme de terror), símbolos do grito (uma goela aberta!), faixa (Eu sou faixa vermelha, serve?), painéis, lemas dos gritos anteriores” (tipo: “a gente não ‘temos’ o que fazer!”, “nós só quer incomodar”, “Viva Marx e seu profeta Che” e “Você contribói para o meu viver!”)

“Gritos de todos e todas nós aqui presentes (Kiai!), no desejo da terra prometida pela qual tanto lutamos.” (Vamos pra Cuba, ehhhh!!!)

“Na Bíblia o grito dos excluídos não deixa que nossa fé se torne espiritualista ou alienada (comento abaixo). No grito dos excluídos, o Deus verdadeiro libertação! (sic).

(Há aqui uma explícita identificação entre “espiritualismo” e “alienação”. Segundo o filósofo Louis Jugnet, no seu livro “Doutrinas Filosóficas e Sistemas Políticos”, o espiritualismo é uma derivação do realismo que concebe a existência do mundo material e, acima dele, a do mundo imaterial ou espiritual. Mas parece que a pessoa que escreveu estes disparates duvida da existência do mundo imaterial, considerando-lhe fruto da alienação. Seria ele, então, materialista? Se sim, o que faz na Igreja? E ainda por cima, pretendendo orientar sobre as regras litúrgicas? Realmente, é o fim do mundo! Como um cara que nem sabe escrever, não apenas pretende, mas consegue exercer influência no culto divino?... Depois disso, alguém duvida de que a fumaça de satanás tenha entrado na Igreja, como bem o disse Paulo VI?
E que "Deus verdadeiro" é esse? Vá pra Universal, meu caro, e “pare de sofrer”...)

Canto de entrada: “Baião das comunidades” (das comunas...)

“A força da transformação está na organização popular”. (E Deus, onde fica? Ah, esqueci! Cristo é Marx pra vocês, né?)

“Perdão, Senhor, quando nossa vida do dia-a-dia não corresponde ao nosso discurso e somos incoerentes nas nossas práticas e ações (e nas palavras também) em relação a participação (sic) (alguém já falou da crase a esse rapaz?) de todos e todas nas decisões política e econômica do país, na defesa do planeta (Uau!!! Liga da Justiça!) e na igualdade entre homens e mulheres” (Viva à transferência de sexo! Vamos deixar tudo igual!).

“Perdão quando nossas organizações se tornam fim em si mesmo (será que ele está se referindo à Igreja? Sinceramente, não sei), e esquecem de servir à causa mais ampla de organização do povo” (Quer organizar sem ordenar? Poxa, muito coerente você).

Uma pessoa com um cartaz escrito Igreja dos Pobres” (Ainda estes dias, escutávamos a ordem de não fazer acepção de pessoas... Ah, vamos ficar só com o que nos interessa… Afinal, a grande regra da hermenêutica suprema que permite interpretar o verdadeiro sentido da Bíblia é porcaria de Marx, que consideram como o logos das massas).

“Sugestão: uma pessoa traz a Bíblia e fitas coloridas saem da mesma, sendo que cada pessoa, com roupa típica (não esqueçam os biquinis se houverem havaianos) segura uma das fitas (brincadeira de criança, como é bom, como é bom!). As vestimentas apontam para culturas populares de resistência (e os acessórios, pode? Tipo... um fuzil da resistência!)

Partilha da Palavra:
“No Evangelho de Lucas, Jesus cura o homem de mão seca. Mãos significam trabalho. Mão doente, trabalho também doente. As pessoas sentem o peso do trabalho explorado (aff...), precário, excessivo. Curar as mãos significa libertar o trabalho para que ele realize o ser humano (realmente, é o trabalho que vai realizar o ser humano...). Curar as mãos significa também o agir solidário, ação libertadora (Aff... estou desconfiado: isto está parecendo a Teologia da Libertação. Kkk.. quase não dá pra perceber). Jesus liberta para a ação. Por isso, os doutores de ontem e hoje não olham com bons olhos estes gestos libertadores de Jesus (é.. os doutores não, só os ingênuos que caem nessa lorota de vocês...).

Oração da comunidade:
“Para que os companheiros (Quem escreveu isso, o Lula?) tratem com respeito e dignidade todas as mulheres, sem exercer nenhum tipo de dominação e violência, pois em Cristo não pode haver submissão de um pelo outro, mas amor recíproco.” (“As mulheres sejam submissas aos seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador” (Ef 5,22-23). Esse Paulo, realmente, é um fascista…)

Canto de ofertório: Quem disse que não somos nada (ritmo afro) (sic) (Chama o pessoal do Candomblé e o povo do É o Tchan também. Pena que Michael Jackson morreu, senão estaria lá também pra dançar “They don’t care about us”.. nossa, ver o Moonwalk ao vivo.. que emoção!)

Pai-Nosso Ecumênico (versão CONIC) (Prefiro a versão Jesus)
 
Pai-Nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. Perdoa as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação (2ª pessoa do singular ou do plural? Decida-se...), mas livra-nos do mal, pois teu é o Reino, o poder e a glória, para sempre. Amém!
 
Comunhão (fazer a partilha de alimentos no final da celebração em sinal de festa) (Eu levo os chicletes!)
 
Compromisso: Um grupo dá um depoimento de como sua luta local está ligada à luta por um Brasil melhor (Eh... eu treino Jiu Jitsu e, cada vez que eu quebro um braço de alguém, eu ofereço pela vida do Lula e pelos meus companheiros que também estão nessa luta aí, ajudando o Brasil... A gente tem o objetivo de quebrar 40 braços até o fim do mês, pra ver se as coisas melhoram, né... Mas é luta.. é luta...) e convida a todos para somar forças neste grande mutirão de mudança (quem for da direita, vem para a esquerda, e quem for da esquerda, vem para a direita... O importante é mudar! É isso aí, a vida é movimento... vamo se mexer!), para que a vida esteja em 1º lugar (Deixa o Rubinho uma vez só!).
 
Canto final
Traga a bandeira de luta. (Que cor? Ah, vermelha, claro! E põe uma estrelinha também!)

Enfim, seria mais cômico se não fosse trágico. Estão a brincar com a Liturgia.. Miserere Nobis...

XV dos Excluídos – 07 de Setembro de 2009.
Comentários: Fábio Luciano.

Sobre a questão da Eucaristia e a Antropofagia


Desde que escrevi algo a respeito neste blog, reservando-me a uma opinião pessoal, e abrindo espaço a uma possível correção (que, de fato, veio), este tema me foi recorrente. Pesquisei sobre isto, embora quase nada tenha encontrado. Dentre os achados, havia textos de pessoas que, desprovidas de formação maior, sustentavam a mesma posição que eu. Interessante que, há pouco tempo, ouvi um padre, inclusive muito devoto, comentar sobre isto numa homilia. Falava por cima, mas dava a entender uma aproximação neste sentido.

A minha posição a respeito da natureza antropofágica da Santa Missa não foi inventada por mim. No ano de 2005, enquanto cursava o primeiro ano de Psicologia, ouvi uma professora de Antropologia, que se dizia católica, fazer esta afirmação: “A Missa é antropofágica, porque nela comemos a carne de um homem”.

Desde então, tal impressão ficou em mim, e lhe aderi facilmente, pois que evidenciava o realismo da transubstanciação. Porém, sempre percebi o caráter polêmico desta afirmativa, pelo que jamais a divulguei como posição da Igreja, mas, antes, como uma suposição que eu cria estar em conformidade com a doutrina dos Apóstolos. Estive realmente aberto a explicações a este respeito, e considero verdadeiramente uma alegria poder aprender, o que tem acontecido, graças a Deus.

Olhando mais recentemente o referido tema, percebi que alguns espaços abordaram esta questão, geralmente refutando-me a afirmativa. Dentre eles (que surpresa!), estava o Site Montfort, que, particularmente, muito me agrada, embora eu ainda guarde certas reservas com algumas posições lá sustentadas.

Todos os argumentos provindos de sítios confiáveis e pessoas bem intencionadas era unânimes numa questão: os rituais antropofágicos incluem a destruição do corpo que se come. Portanto, na Santa Missa, embora comamos literalmente a carne de um Homem, não a destruímos. Além disto, o que comemos não são pedaços ou partes de Jesus, mas Jesus inteiro, em seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Estas precisões eu já conhecia.. Jamais supus que a Eucaristia fosse um pedaço de Jesus, nem que nela destruíssemos (no sentido comum) o Seu Corpo.

O que me faltava, nesta questão, era apenas o requisito de destruição do corpo consumido para que houvesse antropofagia. O que fiz foi somente usar um termo inadequado. Não obstante, creio, meu erro evidencia a minha crença total no milagre da transubstanciação. E isto não é materialismo velado, como supôs erroneamente um sacerdote, mas Fé que vem ao ouvir aquelas santas palavras: “Isto é o meu Corpo. Isto é o meu Sangue; minha carne é verdadeiramente uma comida, e meu sangue, verdadeiramente uma bebida”.

Dito isto, reconheço humildemente o meu erro, e agradeço as correções. Já não chamarei de antropofagia o Santo Sacrifício do Senhor, muito embora permanecerei dizendo que eu como, literalmente, a carne do Filho de Deus feito homem. Agradeço, enfim, a oportunidade de aprender. Que Deus os recompense a caridade.

Fábio Luciano

SER CRISTÃO É SER LIVRE

Plínio Salgado

A participação do homem no governo do mundo efetiva-se pelo conhecimento e pela ação, pela inteligência e pela liberdade.

O homem pode, mas não deve utilizar-se de tais faculdades no sentido contrário ao ato de amor de que elas provieram.

Pode porque é livre; não deve porque seria injusto e indigno.

E toda a vez que o homem pratica o mal, isto é, o pecado, atenta contra a sua própria essência divina, porque o pecado é a negação da inteligência e da liberdade. Negação da inteligência porque a inteligência é criadora e o pecado é destruidor; negação da liberdade, porque o pecado subordina o homem consciente e livre ao imperativo da matéria inconsciente e escrava, escrava de Deus e do homem e incapaz de ser de outra maneira senão aquela que Deus quer, de modo absoluto, e o homem quer, de modo relativo.

Não foi por outra razão que Jesus afirmou aos que nEle confiaram: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, e tendo os fariseus aparteado dizendo: “nunca fomos escravos”, o Mestre retrucou-lhes: “todo aquele que peca é servo do pecado”.

Ser cristão é deixar de ser servo, é usar das prerrogativas principescas do homem. É possuir foros de liberdade em pergaminho eterno.

Enganam-se os que vêem no Cristianismo uma religião de escravos, só porque os oprimidos do mundo correram a abraçar o Evangelho.

Se desde o começo da nossa Era os príncipes e poderosos da terra se fizessem cristãos, isso não provaria nada, porque levando consigo a sua majestade acidental, pretenderiam conceder ao Cristianismo, e não receber dele, as cartas de nobreza. Mas justamente no fato dos humildes, dos pobres, dos ínfimos buscarem o Cristo, está a prova de que o Cristianismo confere beleza e dignidade, procuradas pelos a quem o mundo negou tais vantagens e pelos que tiveram em pouca ou nenhuma conta as vantagens que o mundo lhes deu.

Ninguém, tendo sede, vai servir-se de uma fonte seca. Se os escravos procuraram o Cristo é porque sabiam que n’Ele encontrariam liberdade; se os doentes O procuraram é porque sabiam que nEle teriam saúde; se os pobres O procuraram é porque sabiam que no Cristo seriam ricos e cobrariam honras que lhes minguaram na terra. Os grandes do mundo não compreenderam o sentido dessa liberdade, dessa saúde, dessa riqueza e dessas honras, porque os grandes, quase sempre, não percebem nada. Por isso Jesus louvou o Pai, dizendo: “Graças vos dou ó Pai, porque ocultastes estas coisas aos sábios e as revelastes aos pequeninos”.

Plínio Salgado, Primeiro, Cristo!

Sobre a oração particular - Pio XII


Há ainda alguns que afirmam não terem as nossas orações verdadeira eficácia impetrativa e trabalham por espalhar a opinião de que a oração feita em particular pouco vale e que é a oração pública, feita em nome da Igreja, que tem verdadeiro valor, por partir do corpo místico de Jesus Cristo. Não é exato; o divino Redendor não só uniu estreitamente a si a Igreja como esposa queridíssima, senão também nela as almas de todos e cada um dos fiéis, com quem deseja ardentemente conversar na intimidade, sobretudo depois da comunhão.

E embora a oração pública, feita por toda a Igreja, seja mais excelente que qualquer outra, graças à dignidade da esposa de Cristo, contudo as orações, ainda as mais particulares, têm o seu valor e eficácia, e aproveitam também grandemente a todo o corpo místico; no qual não pode nenhum membro fazer nada de bom e justo, que em razão da comunhão dos santos não contribua também para a salvação de todos. Nem aos indivíduos por serem membros desse corpo se lhes veda que peçam para si graças particulares, mesmo temporais, com a devida sujeição à divina vontade; pois que continuam sendo pessoas independentes com suas indigências próprias. Quanto à meditação das coisas celestes, os documentos eclesiásticos, a prática e exemplos de todos os Santos provam bem em quão grande estima deve ser tida por todos.

Pio XII, Mystici Corporis

Novo Blog...

Divulgo este outro blog que fiz há alguns dias... http://amorepobreza.blogspot.com/
O grande diferencial é que este é mais pessoal e um tanto mais espontâneo, acredito.

Poderia dizer que ele é um pouco "menos responsável".. Entendam-me a expressão... Quero dizer que, nele, postarei de uma forma mais solta... Bem.. é por aí. Visitem...

Pax.

Fábio Luciano

V Aniversário Anjos de Adoração


O evento será no dia 08 de Dezembro, no auditório da Prefeitura Municipal de União dos Palmares - AL

O tema será:
"Se me amais, cumprireis os meus mandamentos" (Jo 14,15)

Pedimos a todos suas orações para o bom andamento deste retiro, para que seja muito frutuoso.

Os que tiverem oportunidade, participem conosco.
Pax.

Sobre o modo de estudar - Estudo introdutório




Jean Lauand

O De modo studendi de Tomás.

O De modo studendi é uma carta de autoria de Tomás de Aquino, aconselhando sobre o modo de estudar. Tomás dava muita importância à correspondência. Victor White observa que não é raro que Tomás deixe de lado seu trabalho em obras maiores para elaborar respostas a cartas, especialmente de seus irmãos dominicanos.

O destinatário da carta De modo studendi, um tal "irmão João", é um dominicano jovem, iniciando seus estudos, e afoito por mergulhar no "oceano da sabedoria", resolveu escrever ao mestre consumado, perguntando sobre atalhos.

Tomás, que - no Comentário à Ética de Aristóteles - afirma ser o tempo o grande colaborador (bonus cooperator), começa por responder ao impaciente Frei João que não há atalhos, mas caminhos: pelos riachos é que se chega ao mar e o "difícil deve ser atingido a partir do fácil" (DMS, intr.).

Já no início da carta, Tomás, referindo-se à tarefa de obter o conhecimento, emprega sugestivamente o gerúndio - acquirendo, adquirindo - como que a indicar que a formação intelectual é mais um contínuo processo do que pacífica posse decorrente de uma ação que se perfaz de uma vez. Significativo, nesse sentido, é o uso do verbo incedere, caminhar, marchar. Com efeito, já na primeira questão da Summa, referindo-se à busca pela razão humana da verdade mais elevada, Tomás diz que "só poucos, depois de muito tempo e com mistura de muitos erros, podem chegar". O tempo é bonus cooperator, o grande aliado de quem almeja o "tesouro do conhecimento" (DMS, intr.).

O De modo studendi é um espelho em que se reflete uma concepção de educação totalmente diferente da que prevalece em nosso tempo. Se um grande educador de hoje fosse consultado sobre "o modo de estudar" ou sobre como "adquirir conhecimentos", certamente sua reposta dirigir-se-ia a questões técnicas, programático-curriculares, motivacionais...: o conhecimento é, para nós, compartimentado, separado da existência. Já Tomás, que pensa no saber como algo integrado à existência, ante as mesmas perguntas, aconselha "sobre como deve ser tua vida" (DMS, intr.).

Se o objetivo da escola, hoje, é formar o bom profissional, ou, quando muito, "educar para a cidadania" ou formar para uma análise crítica do mundo; os conselhos de Tomás, no século XIII, incidem sobre a própria estrutura nuclear íntima do ser humano.

A educação para a sabedoria.

Assim, já na primeira questão da Suma Teológica, ao procurar caracterizar o que é a sabedoria, Tomás explica que a sabedoria não deve ser entendida somente como conhecimento que advém do frio estudo, mas como um saber que se experimenta e saboreia. Tomás, sempre muito atento aos fenômenos da linguagem, à fala do povo, como fonte de profundas descobertas filosóficas, encanta-se com o fato - para ele experiência pessoal vivida - de que em sua língua latina sapere signifique tanto "saber" como "saborear". Esta coincidência de significados na linguagem do povo - Tomás bem o "sabe" - não é casual: se há quem saiba porque estudou, verdadeiramente sábio, porém, é aquele que sabe porque saboreou...

Se a sabedoria não pressupõe só uma dimensão intelectual, mas está integrada ao todo da existência, não é de estranhar, que, dentre os conselhos dados por Tomás sobre o modo de estudar, encontremos a exortação ao silêncio, à vida de oração, à amabilidade, à humildade, à pureza de consciência, à santidade...

Nesse sentido, deve-se observar também que o alcance semântico da própria palavra studium em latim é muito mais abrangente do que a nossa estudo. Studium significa amor, afeição, devotamento, a atitude de quem se aplica a algo porque ama e, não por acaso, esse vocábulo acabou especializando-se em dedicação aos estudos. Assim, o próprio título do opúsculo de Tomás Sobre o modo de estudar, sugere algo assim como: Sobre o modo de aplicar-se amorosamente...

E, na verdade, o que Tomás propõe é nada menos do que uma dedicação integral, uma consagração à vida intelectual. Um estilo de vida muito exigente, que supõe uma ascese de relacionamento do homem com Deus (cfr. p. ex. DMS, 3), com os outros (cfr. p. ex. DMS, 5) e consigo mesmo (cfr. p. ex. DMS, 12).

Na visão compartimentada do conhecimento que temos hoje, esperamos que nosso aluno demonstre teoremas, calcule empuxos, balanceie equações químicas, escreva redações sugestivas e conjugue corretamente os verbos; o que ele é enquanto homem, isto é lá com ele... Já para Tomás, como se vê no De modo studendi, alguém dedicado ao estudo deve, antes de mais nada, cuidar das atitudes da alma.

O silêncio como pressuposto da vida intelectual

Talvez não haja nada mais oposto ao espírito de nosso tempo do que os conselhos de Tomás que recomendam o cultivo do silêncio. E, no entanto, trata-se, como explica um dos principais filósofos da educação contemporâneos, Josef Pieper, de uma das regras fundamentais da vida intelectual e da vida do espírito.

A descoberta da realidade como objetivo da vida intelectual

No que se refere à vida intelectual, Tomás afirma a existência de uma ordo, de uma dinâmica própria do conhecimento, daí que o Aquinate freqüentemente compare o sábio ao arquiteto. Certamente, essa ordo exige uma ordenação do próprio objeto de estudo: do mais fácil para o mais difícil; do riacho para o alto mar. Mas a aquisição do tesouro do saber exigirá também uma ordenação interior do sujeito que estuda. A essa ordo interius referem-se os conselhos do De modo studendi. Afinal, o conhecimento da realidade é, para Tomás, o objetivo da educação, e mais, a própria realização do homem.

Da salvação de nossa alma - Sto Afonso Maria de Ligório


« A salvação eterna não é só o mais importante,
senão o único negócio que nesta vida nos impende »
(Lc 10,42)

O negócio da eterna salvação é, sem dúvida, o mais importante, e, contudo, é aquele de que os cristãos mais se esquecem!

Não há diligência que não se efetue, nem tempo que não se aproveite para obter algum cargo, ganhar uma demanda, ou contratar tal casamento... Quantos conselhos, quantas precauções se tomam! Não se come, não se dorme!...E para alcançar a salvação eterna? O que se faz?

Nada se costuma fazer; ao contrário, tudo o que se faz é para perdê-la, e a maior parte dos cristãos vive como se a morte, o juízo, o inferno, a glória e a eternidade não fossem verdades de fé, mas apenas fábulas inventadas pelos poetas.

Quanta aflição quanto se perde um processo ou uma colheita e quanto cuidado para reparar o prejuízo!... Quando se extravia um cavalo ou um cão, quantas diligências para encontrá-los. Muitos perdem a graça de Deus, e entretanto dormem, riem e gracejam!...

“Mas vós, disse São Paulo, vós, meus irmãos, pensai unicamente no magno assunto de vossa salvação, pois constituiu o negócio da mais alta importância”. É, sem contestação, o negócio mais importante, porque é das mais graves conseqüências, em vista de se tratar da alma, e, perdendo-se esta, tudo está perdido. Devemos estimar a alma – disse São João Crisóstomo, como o mais precioso dos bens. Para compreender esta verdade, basta considerar que Deus sacrificou seu próprio Filho à morte para salvar nossas almas (Jo 3,16). O Verbo Eterno não vacilou em resgatá-las com seu próprio sangue (I Cor 6,20).

Daí esta palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Que dará o homem em troco de sua alma?” (Mt 16,26). Se tem tamanho valor a alma, qual o bem do mundo que poderá dar em troca o homem que a vem a perder?

Se tu te salvas, meu irmão, nada importa que no mundo hajas sido pobre, perseguido e desprezado. Salvando-te, acabar-se-ão os males e serás feliz por toda a eternidade. Mas se te enganares e te perderes, de que te servirá no inferno haveres desfrutado de todos os prazeres do mundo, teres sido rico e cortejado? Perdida a alma, tudo está perdido: honras, divertimentos e riquezas.

Dirá Deus para ti no dia do Juízo, que coloquei-te neste mundo não para divertir-se, nem enriquecer, nem adquirir honras, senão para salvar sua alma, infelizmente a tudo tu atendeste, menos à salvação de tua alma!

Os mundanos não pensam no presente e nunca no futuro. Este é o único negócio, porque só temos uma alma. “Com receio e com tremor, trabalhai na vossa salvação” (Fl 2,12). Quem não receia nem teme perder-se não se salvará, porque para se salvar é preciso trabalhar e empregar violência (Mt 11,12).

Negócio importante, negócio único, negócio irreparável. Não há falta que se possa comparar, diz Santo Eusébio, ao desprezo da salvação eterna. Todos os demais erros podem ter remédio.

Não se trata de uma casa, de uma cidade, de um emprego; trata-se, diz São João Crisóstomo, de padecer uma eternidade de tormentos e de perder um paraíso de delícias. E esse negócio, que tanto te deve importar, queres arriscá-lo por um “talvez”? Acaso, esperas que Deus aumente para ti suas luzes e suas graças depois que tu hajas aumentado ilimitadamente tuas faltas e pecados?

“De que serve, pois, ganhar o mundo inteiro, se à hora da morte, perdendo a alma, tudo perde?”... Oh! Quantos jovens, penetrados desta grande máxima, resolveram entrar na clausura! Quantos anacoretas conduziu ao deserto! A quantos mártires moveu a dar a vida por Cristo!

É mister pesar os bens na balança de Deus e não na do mundo, que é falsa e enganadora (Os 12,7). Os bens do mundo são desprezíveis, não satisfazem e acabam depressa. “Meus dias passaram mais depressa que um correio; passaram como um navio...” (Jo 9,25)
 
Passam e fogem velozes os breves dias desta vida; e o que resta por fim dos prazeres terrenos? Passaram como navios. O navio não deixa vestígio de sua passagem (Sb 5,10).

“O tempo é breve...os que se servem do mundo, sejam como se dele não se servissem, porque a figura deste mundo passa...” (I Cor 7,31). Procuremos, pois, viver de maneira que à hora de nossa morte não se nos possa dizer o que se disse ao néscio mencionado no Evangelho: “Insensato, nesta noite há de exigir de ti a entrega de tua alma; e as coisas que juntaste, para que serão?” (Lc 12,20). E logo acrescenta São Lucas: “Assim é que sucede a quem enriquece para si, e não é rico aos olhos de Deus” (Lc 12,21).

Mais adiante diz: “Procurai entesourar para o céu, onde não chegam os ladrões nem rói a traça” (Mt 6,20).

Façamos, pois todo o esforço para adquirir o grande tesouro do amor divino. “Que possui o rico, se não tem caridade? E se o pobre tem caridade, o que não possui?”, diz Santo Agostinho. Quem possui todas as riquezas, mas não possui a Deus, é o mais pobre do mundo. Mas o pobre que possui a Deus possui tudo... E quem é que possui a Deus? Aquele que o ama. “Quem, permanece na caridade, em Deus permanece, e Deus nele” (I Jo 4,16)

Santo Afonso Maria de Ligório
 

Dança na Liturgia - Card. Joseph Ratzinger


A dança não é uma forma de expressão cristã. Já no século II, os círculos gnósticos-docéticos tentaram introduzi-la na Liturgia. Eles consideravam a crucificação apenas como uma aparência: segundo eles, Cristo nunca abandonou o corpo, porque nunca chegou a encarnar antes de Sua paixão; consequentemente, a dança podia ocupar o lugar da Liturgia da Cruz, tendo a cruz sido apenas uma aparência.

As danças cultuais das diversas religiões são orientadas de maneiras variadas: invocação, magia analógica, êxtase místico; porém, nenhuma dessas formas corresponde à orientação interior da Liturgia do "sacrifício da Palavra". É totalmente absurdo, na tentativa de tornar a Liturgia "mais atraente", recorrer a espetáculos de pantominas de dança, possivelmente com grupos profissionais que, muitas vezes, terminam em aplauso.

Sempre que haja aplauso pelos aspectos humanos da Liturgia, é sinal de que a sua natureza se perdeu inteiramente, tendo sido substituída por diversão de gênero religioso.

Joseph Ratzinger, Introdução ao Espírito da Liturgia

Apelação modernista: Montfortianos são satanistas


Numa reunião de Liturgia, um dos assuntos tratados parece ter sido a existência de uma associação suspeita: A Montfort. Lá, foi dito aos incautos que os que participam de tal movimento ou sociedade são satanistas...

kkk.. Esse realmente foi o cúmulo dos absurdos.. kk
A sinceridade desse povo me comove....

"Bem aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus" (Mt 5,11-12).

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