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Esqueçamos Bergoglio e recebamos a Francisco


“Quando Eneas Silvio Picolomini – que havia escrito novelas frivolas – foi eleito sucessor de Pedro, assumiu o pontificado sob o nome Pio II. Ao apresentar-se na sacada, deparou-se com uma multidão enfurecida. O Papa não os condenou tratando-os como maus cristãos, mas antes simplesmente lhes disse: Aeneam reicite, Pium recipite. Recusai a Eneas e recebei a Pio”.

Embora tenhamos algumas más referências sobre o cardeal Bergoglio, este já não existe, mas sim Francisco, Papa. Que o bom Deus, mesmo sem merecermos, nos dê a graça de ver a história se repetir, como dizem sobre o Papa Pio IX. E que esqueçamos a Bergoglio e recebamos a Francisco.

Ainda sobre o Papa Francisco - Dois textos e "não sejamos ateus"


E segue a onda de protestos, reclamações e até difamações contra Sua Santidade Francisco. Neste quesito, certos tradicionalistas unem-se aos inimigos da Igreja e terminam desempenhando juntos um trabalho, digamos, de efeitos próximos. A animosidade contra o Papa somente cresce, e isso em pouquíssimo tempo depois que ele assumiu o pontificado.

Destaco, aqui, dentre uma infinidade de textos e comentários, somente dois. Primeiramente, estão a se espalhar certas declarações que seriam supostamente do Cardeal Bergoglio e que expressam claro preconceito com as mulheres até o ponto, dizem alguns, da misoginia. Estas coisas, óbvio, serão ventiladas aos quatro ventos, como já tem sido desde a sua eleição, no último dia 13. Sobre isso, recomendo a leitura deste breve texto, que esclarece um tanto a estratégia destes difamadores para os quais qualquer coisa, seja mentira ou distorção, pode ser usada para bater no Papa e atacar a Igreja.

Em segundo lugar, mais adequado aos tradicionalistas hostis, destaco este que é um dos textos que mais gostei até agora sobre este assunto.

De nossa parte, já nos expressamos: é cedo para qualquer coisa. O que nos cabe é rezar e dar um voto de confiança ao Papa. Penso que seja falta de caridade não fazê-lo. Nenhum de nós possui um passado imaculado, e o posto de Papa possibilita uma reflexão maior sobre o "modus operandi" que deverá ser seguido, uma vez que toda a Igreja está submetida a ele. Esperemos e vejamos. Não sejamos ateus, para os quais a realidade se esgota no que se vê. Há muito mais coisas aí que não estão sendo consideradas. Certa vez Nosso Senhor reclamou dizendo que os que se preocupam com o que hão de comer ou de beber são os pagãos, que não consideram que, por trás da aparência, Deus lhes cuida. Também agora, creio que mereçamos uma censura: não vos comporteis como ateus.

Sobre o novo Papa, Francisco.


E temos um novo Papa: Francisco. Ainda não se sabe se se deva chamá-lo somente de Papa Francisco, ou de Francisco I - Há fontes que dizem uma coisa ou outra. O que se sabe ao certo é que referir-se a Bento XVI como Papa Emérito não é adequado

Como era de se esperar, o mundo parou para acompanhar a eleição do novo Sumo Pontífice da Igreja Católica e, para surpresa geral, foi eleito um dos que quase não se cogitava, embora ele tenha ficado em segundo lugar no conclave que elegeu o Papa Bento XVI: o Cardeal Jorge Mario Bergoglio.

É a primeira vez que um Papa escolhe o nome de Francisco, e com isto Sua Santidade quis fazer referência ao Poverello, São Francisco de Assis, e não a outros Franciscos, como o de Sales, o de Paula ou o Xavier, embora Bergoglio seja jesuíta, e não franciscano. Porém, é possível entender a identificação: são bem conhecidos seus hábitos modestos e austeros. Ele vivia humildemente, cozinhava sua própria comida, andava de ônibus e, na ocasião em que foi eleito Cardeal, pediu aos seus fiéis que usassem o dinheiro reservado para a celebração na doação aos pobres. Esta carência de "pompas" pode levantar a orelha dos católicos conservadores, que, de tanto estarem acostumados, logo associam estes costumes aos defensores da Teologia da Libertação. Porém, não é este o caso. Embora Leonardo Boff tenha ficado felizinho com a eleição do Papa Francisco, o fato é que ele se opôs à heresia esquerdista quando era somente Padre, durante a Ditadura Argentina.

Eleito por um conclave considerado curto - de apenas dois dias -, o Papa foi rapidamente acolhido pelos fiéis, bem como amplamente criticado por outros setores. Por ser considerado "conservador moderado", ele não agradou nem aos modernistas nem à ala mais tradicionalista. Deu-se início a uma varredura do seu passado, das suas citações, do seu modo de operar, o que motivou um sem fim de discussões sobre o futuro da Igreja e sobre se a sua recepção deveria ser vista como bênção ou castigo.

Eu, particularmente, confesso que fiquei - e estou - bastante apreensivo. Estranhei o modo como ele se apresentou e, não obstante certas leituras em seu favor, algumas outras me deixaram ainda mais preocupado. No entanto, reconheço que é, ainda, muito cedo para fazer uma avaliação acertada. Teremos tempo para acolher suas palavras, textos e decisões. Além de tudo, é muito verdadeiro aquele argumento que nos adverte contra uma espécie de racionalismo ou de naturalização dos eventos ocorridos nestes dias. Não se pode entender a eleição do Sumo Pontífice fazendo-se abstração de toda a dimensão sobrenatural que a envolve e que quase a determina. Não é raro pecarmos por falta de Fé. Porém, isto não deve ser pretexto para que caiamos num irrealismo, num alheamento dos fatos. Confiemos em Deus, mas estejamos atentos.

Um dos motivos da minha apreensão é que o contexto da renúncia de Bento XVI e da espera por um novo pontífice se fazia com base num argumento principal, usado pelo Papa precedente: é preciso um homem de mais vigor e, por isso, supostamente mais jovem e que se destaque pela sua clareza e sua firmeza em enfrentar o que deve ser enfrentado. Por causa disso, a nossa expectativa era muito diversa. Quando o Papa foi eleito, assumiu o nome de Francisco e mostrou-se, pareceu-nos que não cabia no que julgávamos ser a expectativa de Bento XVI e no que era a nossa. No entanto, sabemos também que Deus nos surpreende e que muitas vezes usa aquilo que aos olhos dos homens é fraco justamente para confundi-los. Uma coisa que me deixou impressionado foi o modo como a mídia o acolheu com simpatia. E também é muito natural lembrarmo-nos de S. Francisco de Assis que, embora de aparência modesta, foi o escolhido por Deus para impedir a queda da Igreja, sustentando-a com seus próprios ombros.

Por ora, só nos cabe rezar pelo Santo Padre. Que tudo ocorra segundo a vontade divina que, convenhamos, muitas vezes se ri dos nossos pensamentos e que sabe, melhor do que todos nós, o que nos é necessário.

Portanto, viva o Papa Francisco, gloriosamente reinante! 
Vai, Francisco, e reconstrói a Igreja de Nosso Senhor! Tu és Pedra! Confirma teus irmãos!

Espetacular - Irmão de Leonardo Boff defende Bento 16 e critica Teologia da Libertação




ALEXANDRE GONÇALVES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


Em maio de 1986, os irmãos Clodovis e Leonardo Boff publicaram uma carta aberta ao cardeal Joseph Ratzinger. O artigo analisava a instrução "Libertatis Conscientia", em que o futuro papa Bento 16 visava corrigir os supostos desvios da Teologia da Libertação na América Latina. Os religiosos brasileiros desaprovavam, com uma ponta de ironia e uma boa dose de audácia, a "linguagem com 30 anos de atraso" no texto.

Em 2007, o irmão mais novo de Leonardo Boff voltou à carga. Mas, dessa vez, o alvo foi a própria Teologia da Libertação --movimento do qual ele foi um dos principais teóricos e que defende a justiça social como compromisso cristão. Ele censurou a instrumentalização da fé pela política e enfureceu velhos colegas ao sugerir que teria sido melhor levar a sério a crítica de Ratzinger.

Em entrevista à Folha por telefone, frei Clodovis diz que Bento 16 defendeu o "projeto essencial" da Teologia da Libertação, mas o critica por superdimensionar a força do secularismo no mundo.

*

Folha - Bento 16 foi o grande inimigo da Teologia da Libertação?

Clodovis Boff - Isso é uma caricatura. Nos dois documentos que publicou, Ratzinger defendeu o projeto essencial da Teologia da Libertação: compromisso com os pobres como consequência da fé. Ao mesmo tempo, critica a influência marxista. Aliás, é uma das coisas que eu também critico.

No documento de 1986, ele aponta a primazia da libertação espiritual, perene, sobre a libertação social, que é histórica. As correntes hegemônicas da Teologia da Libertação preferiram não entender essa distinção. Isso fez com que, muitas vezes, a teologia degenerasse em ideologia.

- E os processos inquisitoriais contra alguns teólogos?

Ele exprimia a essência da igreja, que não pode entrar em negociações quando se trata do núcleo da fé. A igreja não é como a sociedade civil, onde as pessoas podem falar o que bem entendem. Nós estamos vinculados a uma fé. Se alguém professa algo diferente dessa fé, está se autoexcluindo da igreja.

Na prática, a igreja não expulsa ninguém. Só declara que alguém se excluiu do corpo dos fiéis porque começou a professar uma fé diferente.

- Não há margem para a caridade cristã?

O amor é lúcido, corrige quando julga necessário. [O jesuíta espanhol] Jon Sobrino diz: "A teologia nasce do pobre". Roma simplesmente responde: "Não, a fé nasce em Cristo e não pode nascer de outro jeito". Assino embaixo.

- Quando o sr. se tornou crítico à Teologia da Libertação?

Desde o início, sempre fui claro sobre a importância de colocar Cristo como o fundamento de toda a teologia. No discurso hegemônico da Teologia da Libertação, no entanto, eu notava que essa fé em Cristo só aparecia em segundo plano. Mas eu reagia de forma condescendente: "Com o tempo, isso vai se acertar". Não se acertou.

- "Não é a fé que confere um sentido sobrenatural ou divino à luta. É o inverso que ocorre: esse sentido objetivo e intrínseco confere à fé sua força." Ainda acredita nisso?

Eu abjuro essa frase boba. Foi minha fase rahneriana. [O teólogo alemão] Karl Rahner estava fascinado pelos avanços e valores do mundo moderno e, ao mesmo tempo, via que a modernidade se secularizava cada vez mais.

Rahner não podia aceitar a condenação de um mundo que amava e concebeu a teoria do "cristianismo anônimo": qualquer pessoa que lute pela justiça já é um cristão, mesmo sem acreditar explicitamente em Cristo. Os teólogos da libertação costumam cultivar a mesma admiração ingênua pela modernidade.

O "cristianismo anônimo" constituía uma ótima desculpa para, deixando de lado Cristo, a oração, os sacramentos e a missão, se dedicar à transformação das estruturas sociais. Com o tempo, vi que ele é insustentável por não ter bases suficientes no Evangelho, na grande tradição e no magistério da igreja.

- Quando o sr. rompeu com o pensamento de Rahner?

Nos anos 70, o cardeal d. Eugênio Sales retirou minha licença para lecionar teologia na PUC do Rio. O teólogo que assessorava o cardeal, d. Karl Joseph Romer, veio conversar comigo: "Clodovis, acho que nisso você está equivocado. Não basta fazer o bem para ser cristão. A confissão da fé é essencial". Ele estava certo.

Assumi postura mais crítica e vi que, com o rahnerismo, a igreja se tornava absolutamente irrelevante. E não só ela: o próprio Cristo. Deus não precisaria se revelar em Jesus se quisesse simplesmente salvar o homem pela ética e pelo compromisso social.

- Bento 16 sepultou os avanços do Concílio Vaticano 2º?

Quem afirma isso acredita que o Concílio Vaticano 2º criou uma nova igreja e rompeu com 2.000 anos de cristianismo. É um equívoco. O papa João 23 foi bem claro ao afirmar que o objetivo era, preservando a substância da fé, reapresentá-la sob roupagens mais oportunas para o homem contemporâneo.

Bento 16 garantiu a fidelidade ao concílio. Ao mesmo tempo, combateu tentativas de secularizar a igreja, porque uma igreja secularizada é irrelevante para a história e para os homens. Torna-se mais um partido, uma ONG.

- Mas e a reabilitação da missa em latim? E a tentativa de reabilitação dos tradicionalistas que rejeitaram o Vaticano 2º?

Não podemos esquecer que a condição imposta aos tradicionalistas era exatamente que aceitassem o Vaticano 2º. O catolicismo é, por natureza, inclusivo. Há espaço para quem gosta de latim, para quem não gosta, para todas as tendências políticas e sociais, desde que não se contraponham à fé da igreja.

Quem se opõe a essa abertura manifesta um espírito anticatólico. Vários grupos considerados progressistas caíram nesse sectarismo.

- Esses grupos não foram exceção. Bento 16 sofreu dura oposição em todo o pontificado.

A maioria das críticas internas a ele partiu de setores da igreja que se deixaram colonizar pelo espírito da modernidade hegemônica e que não admitem mais a centralidade de Deus na vida. Erigem a opinião pessoal como critério último de verdade e gostariam de decidir os artigos da fé na base do plebiscito.

Tais críticas só expressam a penetração do secularismo moderno nos espaços institucionais da igreja.

- Como descreveria a relação de Bento 16 com a modernidade?

É possível identificar um certo pessimismo na sua reflexão. Ele não está só. Há um rio de literatura sobre a crise da modernidade, que remete até mesmo a autores como Nietzsche e Freud. O que ele tem de diferente? Propõe uma saída: a abertura ao transcendente.

- Ainda assim, há pessimismo.

Há algo que ele precisaria corrigir: Bento 16 leva a sério demais o secularismo moderno. É uma tendência dos cristãos europeus. Eles esquecem que o secularismo é uma cultura de minorias. São poderosas, hegemônicas, mas ainda assim minorias.

A religião é a opção de 85% da humanidade. Os ateus não passam de 2,5%. Com os agnósticos, não chegam a 15%. Minoria culturalmente importante, sem dúvida: domina o microfone e a caneta, a mídia e a academia. Mas está perdendo o gás. Há um reavivamento do interesse pela espiritualidade entre os jovens.

- Que outras críticas o sr. faria a Bento 16?

Ele preferiria resolver problemas teológicos a se debruçar sobre questões administrativas na Cúria. E isso gerou diversos constrangimentos no seu pontificado. Ele também não tem o carisma de um João Paulo 2º. De certa forma, era o esperado em um intelectual como ele.

- Não está na hora de a igreja ficar mais próxima da realidade dos fiéis?

Bento 16 não resolveu um problema que se arrasta desde o Concílio Vaticano 2º: a necessidade de se criarem canais para a cúpula escutar e dialogar com as bases.

Os padres nas paróquias muitas vezes ficam prensados entre a letra fria que vem da cúpula e o cotidiano sofrido dos fiéis, que pode envolver dramas como aborto ou divórcio. Note que não sugiro mudanças no ensinamento da igreja. Mas acho que seria mais fácil para as pessoas viverem a doutrina católica se houvesse processos que facilitassem esse diálogo.

- Como vê o futuro da igreja?

A modernidade não tem mais nada a dizer ao homem pós-moderno. Quais as ideologias que movem o mundo? Marxismo? Socialismo? Liberalismo? Neoliberalismo? Todas perderam credibilidade. Quem tem algo a dizer? As religiões e, sobretudo no Ocidente, a Igreja Católica.

Fonte: Folha

Crianças Imaginam o Próximo Papa - Lindo!

Atenção! Prof. José Monir Nasser ainda está na UTI


Via Kathren

Obs: A notícia anterior constatando o falecimento do professor foi divulgada pelo Nivaldo Cordeiro em sua página pessoal no facebook, o mesmo comentou que havia recebido um e-mail de uma pessoa muito próxima. O Estado de saúde do mestre é gravíssimo. Continuemos em orações, e peço desculpa a todos pelo sentimento que causei, fico feliz em poder comunicá-los que ainda não chegou a hora de nos despedimos!

Morre o Prof. José Monir Nasser - Rezemos.


Pessoal, acabei de saber por um amigo do falecimento do Prof. José Monir Nasser, um grande educador e promotor da Educação Clássica, que é a educação que se dá pelo aprendizado das Sete Artes Liberais (O Trivium e o Quadrivium). O Brasil perde um grande intelectual, e justamente numa hora complicada como a nossa, em que a Educação Moderna vai se tornando caótica na proporção em que a ludibriação dos novos métodos vai ganhando espaço e a aplicação crédula dos professores. O Brasil, na verdade, é uma grande zona experimental de testes pedagógicos. Tudo quanto receba o qualificativo de moderno ganha atenção e prestígio, enquanto que tudo quanto venha associado ao termo "tradicional" ou "clássico" é visto com ojeriza. Desse modo, é mantida a situação lamentável da nossa educação, ao mesmo tempo em que se monta nos professores um certo senso de defesa contra qualquer tipo de educação realmente digna desse nome.

Que o exemplo e o empenho do Prof. José Monir Nasser seja para todos nós uma inspiração e nos motive a seguir esta sua luta, que é também nossa.

Rezemos pela alma do caríssimo professor. Que Deus, em Sua infinita misericórdia, se compadeça deste valente guerreiro.



RIP

Podemos dizer, com certeza, que alguém foi para o Inferno?


Participei de uma discussão no facebook sobre a possibilidade de o ditador venezuelano Hugo Chávez não ter se condenado. Um rapaz lá defendia que podemos ter a "certeza moral" sobre a sua condenação. Porém, se a princípio a conversa parecia promissora, foi só o sujeito ser imprensado para que, faltando-lhe os argumentos, passasse de "filósofo tomista" a mero desbocado. Que era pretensioso, no entanto, via-se desde o início. Sobre o assunto tratado, então, quero trazer três textos. Os grifos são meus.

O primeiro, de autoria do Prof. Sidney Silveira, do Contra Impugnantes, diz o seguinte:

Para um católico, a salvação e a perdição são um grande mistério. Todos os que, ao longo dos séculos, tentaram resolvê-lo de forma definitiva acabaram caindo em alguma heresia. Ademais, nada menos caridoso do que desejar que alguém vá arder no inferno, mesmo sendo o pior dos homens. O contrário, sim, é católico: desejar a salvação mesmo dos maus, para que se manifeste gloriosamente a misericórdia divina.
Aos que, portanto, estão imbuídos de tão malignos votos, lembramos: teologicamente, ninguém merece o céu. O mérito do sangue de Cristo na cruz resgatou-nos, e não os nossos méritos. O Bom Ladrão recebeu a graça de morrer em amizade com Deus, não obstante a sua vida de crimes confessados na hora final. 
Desejar que alguém vá para o inferno é desejar o mesmo que o demônio, inimigo da nossa salvação; matéria de confissão, muito mais do que os pecados da carne.


O próximo texto é de autoria do Prof. Carlos Nougué, e traz o que segue:

"Lemos aqui e ali votos de que Hugo Chávez vá arder no fogo do inferno. Isso não é católico. Não podemos perscrutar o segredo da eleição divina, e, como diz Santo Agostinho, Deus salva no último instante verdadeiros poços de lama. Por quê? Não o sabemos; sabemos apenas, como diz ainda o mesmo Santo, que sua Justiça é perfeitíssima, bem como sua Dileção. Ademais, vimos Hugo Chávez falar e falar de Cristo nos últimos meses de vida. Como não sabemos o que ocorreu entre o Espírito e sua alma no leito de morte, se teve ou não a graça eficaz para arrepender-se contritamente de seus pecados, só nos resta guardar silêncio e alegrar-nos muito interiormente com a sempre possível e sobrenatural salvação de qualquer pecador. "

E, por fim, transcrevo uma parte dos Diálogos de Deus Pai com Sta Catarina de Sena, em que Ele fala sobre a possibilidade última de salvação de alguém no leito de morte, embora seja absurdamente temerário esperar tal momento para arrepender-se:

"Os pecadores não podem desculpar-se. Continuamente são por mim convidados ao conhecimento da Verdade. Não se corrigindo enquanto podem fazê-lo, uma segunda repreensão os condenará. Ela acontece no último instante da vida, quando meu Filho chamar: “Surgite mortui, venite ad judicium” (Levantai-vos, ó mortos, vinde para o julgamento)! Tu que morreste para a graça e morto chegas ao fim da vida terrena, levanta-te, aproxima-te do supremo Juiz. Aproxima-te com tua maldade, com teus julgamentos falsos, com a lâmpada da fé apagada. No santo batismo, ela foi-te entregue acesa; tu a apagaste com o sopro do orgulho e da vaidade do coração, usados como velas enfunadas às ventanias contrárias à salvação. O amor da fama soprava teu amor-próprio e tu corrias alegre pelo rio dos prazeres mundanos; seguias a frágil carne, as incitações do demônio, as tentações. Tua vontade era um pano retesado e o diabo te conduziu pela estrada do mal, junto com ele, para a eterna condenação... 
Filha muito querida, esta segunda repreensão se dá no fim da vida, quando não há mais remédio. Ao chegar o instante da morte, o homem sente remorso. Já afirmei que ele é um verme cego por causa do egoísmo. No instante final, quando a pessoa compreende que não pode fugir das minhas mãos, esse verme recupera a visão e atormenta interiormente a pessoa, fazendo ver que por própria culpa chegou a tão triste situação. Se o pecador se deixar iluminar e se arrepender – não por medo dos castigos infernais, mas por ter ofendido a suma e eterna bondade – ainda será perdoado. Mas se ultrapassar o momento da morte nas trevas, no remorso, sem esperança no sangue [de Cristo] ou, então, lamentando-se apenas pela infelicidade em que se acha – e não por ter me ofendido – irá para a perdição. Sobrevirá, pois, a repreensão pela injustiça e falso julgamento. 
Em primeiro lugar, a repreensão da injustiça e do julgamento falso em geral, praticados no conjunto de suas ações; depois, em particular, do último instante, quando o pecador considera seu pecado maior que minha misericórdia. Este (Mt 12,32) é o pecado que não será perdoado, nem aqui nem no além. O desprezo voluntário da minha misericórdia constitui pecado mais grave que todos os anteriores. Neste sentido, o desespero de Judas desagradou-me e foi mais grave que a sua traição. Também para meu Filho! É por causa deste (último) julgamento falso que o pecador sofre a repreensão, ou seja, porque acha que sua falta é maior que meu perdão. Este é o motivo da punição, indo sofrer eternamente com os demônios."

Devoção às Três Ave Marias - "Prometo-vos o Paraíso."


A Teresinha teve a bondade de me mostrar:

"Dizia Jesus: “Que aproveita ao homem ganhar todo o mundo se vem a perder a sua alma?…” E essa palavra repetiu reiteradamente S. Inácio, recordando que, de todos os negócios, o mais importante é o negócio da salvação.

Quereis salvar-vos? Sede devotos da Virgem Maria, porque sem a sua mediação junto de Jesus ninguém se salva. Pedi-lhe o seu amparo, rezando todos os dias as TRÊS AVE-MARIAS, cuja breve e simples devoção revelou a mesma Mãe de Deus a Santa Matilde e deu a conhecer a Santa Gertrudes, mostrando que sempre que os cristãos rezam as TRÊS AVE-MARIAS em honra dos privilégios que recebeu da Santíssima Trindade (O poder que lhe outorgou Deus Pai, a sabedoria que lhe comunicou Deus Filho, e a misericórdia com que a enriqueceu Deus Espírito Santo), outras tantas vezes o poder, a sabedoria e o amor desbordam do seu Imaculado Coração e vão inundar as almas dos que desta maneira a honram e invocam, os quais terão a sua proteção durante a vida e a sua especial assistência na hora da morte.

Por isso, S. Afonso de Ligório recomendou com insistência a devoção das TRÊS AVE-MARIAS, S. Leonardo de Porto Maurício pregou com fervor esta devoção, dizendo: “Oh, que santa prática de piedade” – É este um meio mui eficaz para assegurar a vossa salvação. É, por sua vez, o venerável servo de Deus, Luiz Maria Baudoin escreveu: “Rezai cada dia as TRÊS AVE-MARIAS, se sois fieis em pagar a Maria este tributo, prometo-vos o paraíso”.

Santa Matilde, religiosa beneditina do século XIII, conta que pediu a Nossa Senhora que lhe valesse na hora da morte.A Virgem Santíssima respondeu:

” Sim, farei seguramente o que me pedes, minha filha; peço-te, porém, que todos os dias rezes três Ave-Marias em minha honra… Na hora da morte, eu te assistirei com o meu conforto e afastarei de ti qualquer força diabólica “.

Não foi, portanto, por vontade e obra humana que esta devoção surgiu, mas por expressa revelação de Maria, com promessas consoladoras.

Quem quer ser um Graa?


O Grupo de Resgate Anjos de Adoração - GRAA está abrindo suas portas para acolher novos membros. Os candidatos devem naturalmente ser católicos e residir aqui em União dos Palmares ou, pelo menos, nas proximidades. Quem se interessar, deve mandar-me um e-mail (fabio_pauper@yahoo.com.br). Será iniciado, então, um processo de formação conosco que durará breves três meses. As formações terão de ser presenciais. Durante o processo, os membros do GRAA serão livres para levarem as formações até o fim ou para despedirem o candidato. Se, ao término dos três meses, for de juízo do GRAA que o novo formado deve ser aceito, ele se tornará um novo GRAA.

Ad Iesum Per Mariam

GRUPO DE RESGATE ANJOS DE ADORAÇÃO - GRAA
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