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Efeitos da verdadeira meditação cristã


Quem sou eu? Sou uma palavra pronunciada por Deus. Pode Deus falar uma palavra que não tenha sentido?

Entretanto, estarei certo de que o sentido de minha vida é o sentido planejado por mim por Deus? Será que Deus impõe um sentido à minha vida por fora através do acontecimento, do costume, da rotina, da lei, do sistema, do impacto com outros na sociedade? Ou sou eu chamado a criar por dentro, com Ele, com sua graça, um sentido que irradie sua verdade e me torne sua "palavra" livremente pronunciada em minha situação pessoal? Minha verdadeira identidade permanece oculta no chamado de Deus à minha liberdade e em minha resposta a ele. Quer isso dizer que devo empregar minha liberdade para amar, com plena responsabilidade e autenticidade. Não se trata apenas de receber uma forma que me é imposta por forças externas, ou de organizar minha própria vida conforme um padrão social aprovado, mas trata-se de dirigir meu amor para a realidade pessoal de meu irmão e de abraçar a vontade de Deus em toda a sua nudez e, com frequência, em seu impenetrável mistério. Não posso descobrir meu "sentido" se procuro escapar ao medo que surge ao experimentar, de início, minha falta de sentido!

Pela meditação, penetro na mais íntima cada da base da minha vida; procuro o pleno sentido da vontade de Deus para mim, de sua misericórdia para comigo, de minha absoluta dependência para com ele. Essa penetração, entretanto, deve ser autêntica. Deve ser algo genuinamente vivido por mim. Isto, por sua vez, depende da autenticidade do conceito integral que tenho de minha vida e do que me proponho. Mas as metas da minha vida têm uma tendência ser artificiais, inautênticas, na medida em que tento apenas adaptar minhas ações a certas normas exteriores de conduta que me darão a possibilidade de desempenhar uma função "aprovada" na sociedade em que vivo. Afinal, isso importa pouco mais do que aprender a representar um papel. Às vezes, os métodos e os programas de meditação têm por fim, simplesmente, o seguinte: aprender a representar um papel religioso. A idéia da "imitação" de Cristo e dos Santos pode degenerar em mera "impessoalização", se permanece somente exterior.

Não basta à meditação investigar a ordem cósmica e nela situar-me. A meditação é algo mais do que obter controle de uma Esltanschauung (uma visão filosófica do cosmos e da vida). Ainda que esse tipo de meditação pareça conseguir uma resignação à vontade de Deus tal como se manifesta na ordem cósmica ou na história, não é profundamente cristã. Em realidade, pode essa meditação estar fora de contato com as mais profundas verdades do cristianismo. Consiste em aprender algumas fórmulas racionais, explanações que permitam a alguém permanecer resignado e indiferente nas grandes crises da vida e assim, infelizmente, poderá tornar possível a evasão, ali onde uma confrontação direta com o nosso nada é exigida. Em lugar da aceitação estóica dos decretos e acontecimentos "providenciais", e de outras manifestações da "lei" no cosmos, devemos deixar-nos conduzir, nus e indefesos, até o centro daquele medo onde permanecemos sós diante de Deus, em nosso nada, sem explicação, sem teorias, completamente dependentes da sua solicitude e providência, numa necessidade aguda do dom de sua graça, de sua misericórdia e da luz da fé.

Thomas Merton, Contemplação e Poesia

Pe. Beto está Excomungado!


Comunicado ao povo de Deus da Diocese de Bauru

É de conhecimento público os pronunciamentos e atitudes do Reverendo Pe. Roberto Francisco Daniel que, em nome da “liberdade de expressão” traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial. Sua atitude é incompatível com as obrigações do estado sacerdotal que ele deveria amar, pois foi ele quem solicitou da Igreja a Graça da Ordenação. O Bispo Diocesano com a paciência e caridade de pastor, vem tentando há muito tempo diálogo para superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação. Esgotadas todas as iniciativas e tendo em vista o bem do Povo de Deus, o Bispo Diocesano convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico, nomeando-o como juiz instrutor para tratar essa questão e aplicar a “Lei da Igreja”, visto que o Pe. Roberto Francisco Daniel recusa qualquer diálogo e colaboração. Mesmo assim, o juiz tentou uma última vez um diálogo com o referido padre que reagiu agressivamente, na Cúria Diocesana, na qual ele recusou qualquer diálogo. Esta tentativa ocorreu na presença de 05 (cinco) membros do Conselho dos Presbíteros.

O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.

A Igreja de Bauru se demonstrou Mãe Paciente quando, por diversas vezes, o chamou fraternalmente ao diálogo para a superação dessa situação por ele criada. Nenhum católico e muito menos um sacerdote pode-se valer do “direito de liberdade de expressão” para atacar a Fé, na qual foi batizado.

Uma das obrigações do Bispo Diocesano é defender a Fé, a Doutrina e a Disciplina da Igreja e, por isso, comunicamos que o padre Roberto Francisco Daniel não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a Santíssima Eucaristia), pois está excomungado. A partir dessa decisão, o Juiz Instrutor iniciará os procedimentos para a “demissão do estado clerical, que será enviado no final para Roma, de onde deverá vir o Decreto .

Com esta declaração, a Diocese de Bauru entende colocar “um ponto final” nessa dolorosa história.

Rezemos para que o nosso Padroeiro Divino Espírito Santo, “que nos conduz”, ilumine o Pe. Roberto Francisco Daniel para que tenha a coragem da humildade em reconhecer que não é o dono da verdade e se reconcilie com a Igreja, que é “Mãe e Mestra”.

Bauru, 29 de abril de 2013.

Por especial mandado do Bispo Diocesano, assinam os representantes do Conselho Presbiteral Diocesano.

Padre Beto não se retrata e decide se afastar da Igreja


Em uma coletiva de imprensa, realizada no salão de festas de seu prédio, padre Beto, de 48 anos, anunciou seu afastamento das atividades sacerdotais, na manhã deste sábado (27), em Bauru. Ele não deixará de ser padre, mas não celebrará mais missas e batizados. Na prática, padre Beto está se afastando da igreja.

Segundo informou, nesta segunda-feira (29), o padre entregará ao bispo dom Caetano Ferrari seu pedido do afastamento das atividades. “Não estou renunciando o sacerdócio, me afasto do exercício do ministério”, afirma.

Padre Beto afirmou ainda que não tem motivos para pedir perdão ao bispo dom Caetano e que sua renuncia é ao dogmatismo e não à religião. “ Me afasto por questão de coerência, digo sim à religião e não ao dogmatismo”, enfatiza.

Fonte: JCNet

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Nosso comentário:

Padre Beto é soberbo e mal formado. Sim, mal formado. Não se iludam pela linguagem modernosa dele. Faltam-lhe princípios básicos! Os pressupostos do discurso dele podem ser reduzidos em dois: 1- A doutrina católica não seria revelada por Deus, mas consistiria num mero esforço interpretativo humano, estando, por isso, sujeita a falhas e à evolução. 2- Padre Beto supõe possuir uma autossuficiência reflexiva que o dispensa de aceitar dogmas; ele seria uma espécie de lógos divino que veio nos salvar da ignorância da Igreja.

Tecnicamente, ele é um herege. E cronologicamente, ele já vai tarde.

Ativistas da Femen agridem arcebispo em Conferência de Bruxelas

Nesta terça feira, dia 23 de abril de 2012, algumas ativistas do grupo feminista Femen invadiram uma conferência que estava a ocorrer na universidade de Bruxelas, na Bélgica, e jogaram água no arcebismo Andre-Joseph Leonard. Na ocasião, as manifestantes estavam de top-less, com inscrições gravadas no corpo. O arcebispo evitou olhar para as mulheres semi-nuas e recebeu as afrontas sem reagir. No término do ocorrido, antes de sair do lugar, Dom Andre beijou uma imagem da Santíssima Virgem. Abaixo, algumas fotos:








Este é um dos grupos ordinários que, nos dias atuais, se acostumaram a fazer este tipo de baderna e   a considerar que isto é um modo legítimo de manifestação. Também aqui no Brasil, grupos semelhantes e que se movem pelos mesmos princípios chegaram ao cúmulo de, sempre com as tetas a balançar, invadir uma Missa celebrada para crianças. Em geral, clamam por supostos direitos, que lhes estariam sendo vedados, e por respeito. Gritam ironicamente por tolerância...

Ora, digamos algumas coisas a respeito dessas vagabundas.

Que respeito merece quem não sabe dar respeito nem naquilo que é minimamente exigido? Que respeito merece quem ofende covardemente um senhor já idoso e que sequer reage? Nesse ato vulgar, essas senhoras não apenas desrespeitaram um senhor de idade, mas todos os presentes no lugar, todas as pessoas que estão submetidas ao pastoreio deste senhor bispo, a Igreja que ele ali representa, todos os valores promovidos por esta Igreja e todas as pessoas que fazem destes valores os seus. Que respeito essas vagabundas querem exigir, ainda?

Não caiamos nesses discursos modernos desses grupelhos promotores das ideologias de gênero. Não aceitemos o apodo de homofóbicos e de intolerantes. Dentre todos os sujeitos da terra, nós somos os mais tolerantes. Que outro grupo teria a mesma reação do senhor bispo de meramente ficar parado? Que tal se elas fizessem isso com os islâmicos? E por que não fazem?

Os católicos nunca detestaram homossexuais e nunca foram intolerantes. O que nós apenas queremos é o direito de sermos coerentes com a nossa religião e, até poderíamos dizer, com a própria estrutura da realidade que é, sexualmente falando, dual.

No entanto, esses grupos esquerdopatas quando pedem tolerância, a querem exclusivamente para eles, e para mais ninguém. Aos outros, eles podem desrespeitar, agredir, ofender, etc. Agora, se alguém ousa ir contra o seu discurso, mesmo que de maneira nada ofensiva, é logo taxado de homofóbico, fascista, filo-nazista, etc, etc.

Acordem, católicos! Não dêem apoio nenhum a esses grupelhos que vivem a vida de ofender a Nosso Senhor e à Santa Igreja. Que eles façam o que quiserem com seus corpos. Foi-lhes dado; pertencem a eles. Agora, que queiram denegrir e criminalizar a Fé Católica e o bom senso e, ainda assim, exigir respeito?! Ora, vão às favas, lote de vagabundas!

Padre Beto é intimado a retirar seus vídeos heréticos do ar e gravar retratação! Deo Gratias!


Até que enfim! Vários católicos já estavam atônitos com os vídeos e declarações absolutamente errados, do ponto de vista católico, do chamado "Padre Beto". Não, não era o frei Betto, o sem noção-mor. Mas também este Padre Beto, como quem quer honrar o nome, já vinha dando provas de seguir a cartilha herética do progressismo. Em vários vídeos que ele divulgava, aparecia sempre falando besteiras. Num deles, enquanto ostentava uma camisa do psicopata Che Guevera, afirmava que o conceito de paróquia estava ultrapassado - ponto inclusive discutido na última assembléia da CNBB - e que o sacerdote moderno deveria imiscuir-se em meios seculares, como universidades e redes sociais, a fim de otimizar sua suposta evangelização - nenhuma referência ao exercício da Confissão - e que as igrejas deveriam ser administradas por leigos, devendo o padre trabalhar para ganhar seu próprio dinheiro. Não nos enganemos, aqui.. É óbvio que os sacerdotes atuais devem utilizar-se dos meios modernos para que a evangelização alcance maior número de pessoas. Mas, no caso do Pe. Beto, evangelizar é tornar o mundo "mais humano". Não precisa muito para reconhecer a linha humanista e naturalista do referido padre. Neste sentido, torna-se compreensível a defesa de um Igreja que evolui e conforma-se, isto é, toma a mesma forma do mundo.

Em outro vídeo, numa entrevista cedida para um grupo espírita, o padre afirma a liceidade de relações polimórficas, isto é, de relações entre três ou quatro pessoas - inclusive relações homo e bissexuais -, desde que consentidas; para o padre, basta "jogar limpo" para que a coisa seja legítima e possa haver o conceito de fidelidade. Segundo ele, a ciência tem evoluído e mostrado que o ser humano não pode mais ser definido como heterossexual ou como homossexual, devendo ser visto apenas como sujeito sexuado, e a Igreja teria, então, a necessidade de aceitá-lo enquanto tal sob pena de cometer pecado e opôr-se ao Espírito Santo, que sopra onde quer.

Em outro vídeo, ainda, numa homilia já do tempo da Páscoa, o Pe. Beto apresenta uma versão totalmente torcida do pecado original, afirmando que até então ele não foi bem entendido, como se ele, o Pe. Beto, fosse o Lógos divino que pela primeira vez vem nos brindar com a pura ortodoxia. Diz o padre que o paraíso no qual foram postos Adão e Eva era um lugar monótono, onde nada de novo ocorria. Vejam só: o paraíso é visto como um lugar sem graça. A única possibilidade de inovação que havia se relacionava com a única proibição divina: "não comerás do fruto daquela árvore". Segundo o padre, isto era uma estratégia divina para que Adão fosse lá e comesse. Era uma provocação. Deste modo, Adão reforça a sua autonomia e tem início o dinamismo da história. Ou seja: o Pecado Original - que a Igreja ensina ser a causa da entronização de todo mal no mundo - foi algo provocado pela própria divindade a fim de que o homem conquistasse sua própria autonomia. Heresia pura! E isso tudo sem falar da total relativização da Sagrada Escritura que, segundo ele, seria fruto não do Espírito Santo, mas das culturas antigas.

Pois bem.. Seus dias de herege chegam ao fim. No dia de hoje, 23 de abril de 2013, o bispo diocesano de Bauru, Dom Caetano Ferrari, ordenou a retirada de todo o material virtual deste padre pelo qual ele divulgava suas sandices e exigiu que, até o próximo dia 29, ele gravasse um vídeo, disponibilizado no Youtube e divulgado no Facebook e Twitter, retratando-se de seus erros doutrinais e morais.

Ótimo! Excelente! Em tempos de letargia episcopal, esta ação do senhor bispo de Bauru, totalmente inesperada - pelo menos por mim -, vem como uma lufada de ar puro. Bendito seja Deus pela coragem de alguns bispos que permanecem fiéis à Igreja e ao ofício que lhes foi confiado. Que Deus abençoe dom Caetano e que sua intervenção possa inspirar outros senhores bispos para que acordem de seu sono de bela adormecida e desse ingênuo otimismo com as novidades do dia e comecem a tomar as providências que lhes dizem respeito.

Gratidão pelo dom da Fé


"Mesmo que as pessoas não me tivessem feito o bem, isso não poderia, jamais, confundir-me na Igreja. Não entrei nela para ter vantagens, ou porque pessoas tenham me atraído para lá, mas porque sua doutrina e a fé nos seus sacramentos mostraram-se irrefutáveis. E em onze anos experimentei suas bênçãos de modo tão fecundo, que nada jamais me poderá separar dela. E se não houvesse nenhum outro ser humano neste mundo que desse testemunho com sua vida do que pode fazer uma pessoa de fé viva, eu me sentiria comprometida a fazê-lo. Todavia, há um número suficiente de outras pessoas, e eu não deixo de nutrir a esperança de que um dia você irá encontrar-se com um deles."

Edith Stein, Carta a Werner Gordon, de 04/08/1933

Educação, Controle Mental e Nova Ordem Mundial

Edith Stein - Uma questão de consciência intelectual


Às vezes, acontece de eu ter uma horinha de tempo (mas nem todo dia) e depois também a necessidade de fazer alguma coisa que não esteja ligada com a escola. A esses espaços de tempo, que não entram em consideração para o trabalho pessoal, no ano passado, empreguei para traduzir um livro do Cardeal Newman - The Idea of a University (para a Editora Theatine em Munique, de cuja fundação e direção faz parte também Gogo Hildebrand), e agora me pedem um segundo volume. Traduzir representa para mim uma pura alegria. Além do que, é muito bom entrar em contato direto com Newman, coisa que a tradução proporciona. Toda sua vida foi uma busca da verdade religiosa, conduzindo-o para a Igreja Católica com uma necessidade incontornável. Atualmente encontro-me naquele ponto em que responder às suas cartas parece-me um grande empreendimento. 

Quando li as últimas linhas, perguntei-me: como é possível que um homem com formação científica, que reivindica a objetividade rigorosa e que, sem investigação profunda, não ousaria proferir um juízo sobre a mínima questão filosófica - que este desfaça-se de problemas dos mais importantes com uma frase no estilo de um jornaleco local. Refiro-me ao "aparato dogmático pensado para a dominação das massas": por favor, não tome isso como acusação a você. Seu comportamento é o típico de um intelectual, na medida em que não teve educação eclesial, e até poucos anos eu também era assim. No entanto, em nome de nossa antiga amizade, permita-me reformular o problema geral para uma questão de consciência intelectual: (com o ensino de religião nas aulas) quanto tempo você gastou com o estudo do dogma católico, de sua fundamentação teológica? E você já se perguntou alguma vez como explicar que homens como Agostinho, Anselmo de Cantuária, Boaventura, Tomás de Aquino - deixando de lado os muitos milhares, cujos nomes são desconhecidos para os que estão distantes, mas que sem sombras de dúvida não eram ou são menos inteligentes do que nós, pessoinhas ilustradas - que esses homens, no dogma desprezado, viram o que de mais supremo pode ser acessível ao espírito humano, e a única coisa que vale a pena o sacrifício de uma vida por ele? Com que direito você pode identificar os grandes mestres e os grandes santos da Igreja como cabeças-ocas ou como espertalhões impostores?

Seguramente, só pode-se proferir tal suspeita monstruosa, como está contida naquelas palavras, depois de um exame mais acurado de todos os fatos que entram em consideração. Você não gostaria - se não por você, pelo menos por mim - uma vez que seja defrontar-se e responder a essas questões totalmente livre de conceitos prévios? Apenas responder a si mesmo - a mim você não precisa responder se não quiser.

Edith Stein, Carta a Roman Ingarden, de 19/06/24.

Vaticano: «Encontrar Jesus fora da Igreja não é possível», diz Papa


Cidade do Vaticano, 23 abr 2013 (Ecclesia) – O Papa presidiu hoje no Vaticano à missa evocativa de São Jorge, nome próprio de Francisco, tendo afirmado que “encontrar Jesus fora da Igreja não é possível”, revela a Rádio Vaticano.

Na celebração que decorreu na Capela Paulina com a participação de dezenas de cardeais, Francisco recordou que o Papa Paulo VI (1897-1978) dizia ser “uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja”.

“A identidade cristã é uma pertença à Igreja, à Igreja mãe”, acrescentou.

A Igreja está entre as “perseguições do mundo” e a “consolação” de Deus, afirmou Francisco na homilia da eucaristia evocatória do mártir que o rito católico, sírio e bizantino assinalam a 23 de abril.

“No momento em que começa a perseguição, começa a atividade missionária da Igreja”, sublinhou Francisco, referindo-se à tradição associada a São Jorge, que terá sido morto cerca do ano 303 ao testemunhar a fé, aquando das persecuções aos cristãos ordenados pelo imperador romano Diocleciano.

O Papa frisou que esta expansão da mensagem cristã se deveu à ação do “Espírito Santo”, mesmo perante a desconfiança de alguns dos responsáveis pela comunidade de crentes.

“Pensemos hoje na missionariedade da Igreja, nos que saíram de si próprios, nos que tiveram a coragem de anunciar Jesus aos gregos - coisa quase escandalosa naquele tempo -, nesta mãe Igreja que cresce, cresce, com novos filhos aos quais dá a identidade de fé. Não se pode acreditar em Jesus sem a Igreja, di-lo o próprio Jesus”, prosseguiu.

Ao começar a homilia, Francisco dirigiu uma saudação aos membros do Colégio Cardinalício presentes: “Obrigado porque me sinto bem acolhido por vós. Obrigado. Sinto-me bem convosco”.

O decano (presidente) deste colégio, D. Angelo Sodano, apresentou uma mensagem de felicitações no início da celebração, pedindo o dom da “fortaleza” e lembrando os que sofrem “por causa da sua fé”.

No fim da missa Francisco deteve-se por instantes, em oração, diante de um ícone da Virgem Maria.

Por que o ateísmo é tão comum nas universidades?

Os remédios contra a doença da época


"O que é, portanto, a grande enfermidade de nossa época e de nosso povo? Junto à grande massa de pessoas, trata-se de uma divisão interna, uma completa ausência de convicções e princípios firmes, um constante bombardeamento de impulsos, e, a partir da insatisfação desse tipo de existência, uma busca de anestesiar a situação com satisfações novas e cada vez mais refinadas; mas, para aqueles que buscam um conteúdo de vida sério, frequentemente essa enfermidade encontra-se ao mergulhar num trabalho profissional unilateral, que os resguarda do caos da época, mas que não consegue trazer conteúdo para essa desordem.

O remédio para curar essa doença da época são pessoas completas, do modo como as descrevemos: elas estão solidificadas sobre um fundamento eterno, e não se deixam confundir em suas convicções e em sua ação pelas opiniões, sandices e vícios da moda sempre e em constante mudança, que grassam a seu redor. Cada pessoa assim é como uma coluna sólida, na qual muitos podem se segurar; por meio dessas pessoas, eles podem voltar a sentir terra firme sob os pés."

Edith Stein, Teu coração deseja mais

A ousadia do sinal da Cruz


"Quando fazemos o sinal da cruz, dizemos: "em nome do Pai e do Filho, e do Espírito Santo". Significa que aquilo que fazemos acontece como incumbência, e na força da Santíssima Trindade. De onde temos o direito a essa linguagem ousada inédita? Da força da sagrada cruz. Possuímos o direito de falar assim porque fomos remidos pela santa cruz, ela foi escolhida pela Santíssima Trindade desde a eternidade como instrumento da redenção, e no madeiro amplamente visível da da ignomínia foi fixado o peso do pecado da humanidade. Fazendo o sinal da cruz em nome da Trindade, prestamos honra à justiça divina e com ela proferimos o juízo de morte sobre nossa natureza pecadora (Hb 3,6). Nós somos a morada de Deus."

Edith Stein, Teu coração deseja mais.

Temos Seu Espírito quando fazemos parte do Seu Corpo pela recepção da Sua Carne e Sangue


É sobretudo o sacramento no qual o próprio Cristo está presente que nos torna membros de seu corpo. Participando do sacrifício e da ceia do sacrifício, sendo alimentados com a carne e o sangue de Jesus, nós próprios tornamo-nos sua carne e seu sangue. E é apenas quando e enquanto somos membros de seu corpo que seu Espírito pode nos vivificar e dominar: "é o Espírito que vivifica; pois é ele que torna os membros viventes; mas Ele só vivifica os membros que encontra no corpo. Portanto, para o cristão não há nada pior que temer estar separado do corpo de Cristo. Pois, quando há essa separação, não é seu membro: se ele já não é seu membro, já não será vivificado pelo seu Espírito [...]" Mas nos tornamos membros do corpo de Cristo "não apenas por meio do amor [...] Mas em toda realidade, por tornar-se um com sua carne: pois isso é que se opera pelo alimento que Ele nos doa, para demonstrar o desejo que tem por nós. Foi por isso que Ele próprio nos adentrou, configurando em nosso ser o seu corpo, para que sejamos um, como o corpo forma um conjunto com a cabeça".

Sta Teresa Benedita da Cruz, Teu coração deseja mais

8 anos da eleição de Bento XVI


Oito anos se passaram desde que o gigante Bento XVI assumiu a trono de Pedro. E foi também como gigante que ele o deixou. Nós, católicos do mundo inteiro, somos profundamente gratos a ele por seu luminoso pastoreio e por sua aguerrida coragem na defesa dos valores do Evangelho. 

Neste dia, recomendemo-lo a Deus mais uma vez nas nossas orações. E rezemos também por Sua Santidade, Francisco, para que siga a mesma linha do seu predecessor, luminoso farol da cristandade.

Vida nas mãos de Deus e Eucaristia


Edith Stein

O mais importante deve ser que a Eucaristia sagrada deve se tornar o ponto central da vida, que o salvador eucarístico torne-se o centro da vida que todo dia se tome e que seja devolvido em suas mãos, que todos os assuntos sejam deliberados com Ele. Com isso se dá a Deus chance para poder ser acolhido no coração, formar a alma, transformando os órgãos da alma com visão clara, e ouvido límpido para o supraterreno. Então acontecerá por si que aprendamos a ver as questões da vida pessoal com os olhos dele e decidir em seu espírito.

A isso se deve somar-se uma ponderação serena e sóbria das realidades e dos acontecimentos exteriores. Quem vive na fé sólida, de que nada acontece sem o saber e a vontade de Deus, mesmo os acontecimentos mais desconcertantes e os golpes mais duros não poderão tirá-lo do eixo. Conservará a calma, para ver as situações com clareza e para encontrar as linhas e diretrizes que são dadas na situação do conjunto para uma postura prática.

Ademais, a vida com o salvador eucarístico faz com que a alma seja elevada acima da estreiteza da vida pessoal/individual, que os assuntos do Senhor e de seu reino, justo como aqueles que se comprometeram com Ele por meio dos votos do estado religioso, transformem-se em seus assuntos e que tanto as necessidades e premências pequenas quanto as grandes na vida individual percam seu peso na mesma medida. Estabelece-se aquela liberdade e alegria que pode haurir da fonte eterna, uma nova: a partir dos grandes acontecimentos do drama mundial do pecado original e da redenção, que se renovam novamente na vida da Igreja e na alma de toda pessoa humana individual, deixando que a vitória da luz sobre toda treva torne-se sempre um acontecimento sempre novo.

Quem alcançou essa altura livre e essa visão ampla cresceu acima daquilo que, no sentido usual, chama-se de "felicidade" e "infelicidade". Ele pode ter que lutar duramente por sua existência exterior, pode renunciar à estadia junto a uma vida familiar no calor humano, ou a uma correspondente comunidade humana que lhe dá apoio e suporte - só e infeliz ele já não poderá ser. Nem sequer humanamente só: quem vive com a santa Igreja e sua liturgia, ou seja, vive de forma verdadeiramente católica, sente-se inserido nessa comunidade humana grandiosa, por toda parte encontra irmãos e irmãs, ligados com ele no íntimo. E uma vez que, de toda pessoa que se entrega nas mãos de Deus, brotam torrentes de água viva, ela exerce uma força de atração misteriosa nas almas sedentas; sem pretender isso, acaba tornando-se guia de outras pessoas que buscam pela luz, exercendo a maternidade espiritual, gerando e educando "filhos" e "filhas" para o Reino de Deus. A história da Igreja está repleta de pessoas, homens e mulheres, que trilhavam esse caminho "no mundo". E é evidente que nossa época tem necessidade dessas pessoas. Ao paganismo moderno, para o qual qualquer roupagem espiritual torna-se suspeita, e que não quer saber de qualquer doutrina de fé, a vida do além não poderá se aproximar de nenhum outro modo a não ser por meio de pessoas que, vistas a partir de fora, são iguais às outras, exercendo talvez a mesma profissão no mundo, que têm fortes interesses comuns com as pessoas deste mundo e, no entanto, sente-se que são sustentadas por uma força misteriosa, que provém de algum outro lugar.

O Senhor está presente no tabernáculo com a divindade e a humanidade. Não está ali por causa de si mesmo, mas por nossa causa: porque é sua alegria permanecer junto aos filhos dos homens. E Ele sabe que nós, como somos, precisamos de sua proximidade pessoal. A consequência disso para todo aquele que pensa e percebe naturalmente é sentir-se atraído para lá, e pode ali permanecer tantas vezes e quanto quiser. 

Sta Teresa Benedita da Cruz, Teu coração deseja mais
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