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De novo: Batismo por imersão, por efusão e infantil. Evidências.

Imagem supostamente milagrosa onde a água do batismo toma a forma de um terço

Já escrevemos sobre o assunto aqui, mostrando a diferença fundamental entre o batismo de João Batista e o batismo inaugurado pelos Apóstolos, que é o batismo cristão. Logo, não há porque regrar um pelo outro. Mas, pressupondo aquele texto, que sugerimos que o leitor veja antes deste, eu gostaria de trazer essas evidências de batismo cristão sem ser por imersão já nos primeiros séculos, bem antes de Constantino.

A primeira evidência, já descrita no outro texto, se refere ao episódio imediatamente posterior a Pentecostes. Pedro toma a palavra e converte cerca de três mil pessoas. Eles estavam em Jerusalém. Logo depois da pregação, os que os ouviam perguntaram: "Que devemos fazer, irmãos?" (At 2,37), ao que Pedro responde: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vós, para os vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus." (At 2,38-39) O episódio é concluído assim: "Os que receberam a sua palavra foram batizados. E naquele dia elevou-se a mais ou menos três mil o número de adeptos."

Antes de falar propriamente do batismo por efusão, notemos algumas coisas neste texto:

- É Pedro quem fala em nome da Igreja - Pedro é o Papa;

- O batismo dá o dom do Espírito Santo; portanto, não é meramente simbólico. Nele, ocorre algo real, concreto, ontológico: a doação do Espírito Santo. É a realização do que disse Jesus a Nicodemos: quem não renascer da água e do Espírito não pode herdar o Reino dos Céus; portanto, diferente do que dizem os protestantes, que afirmam ser o batismo uma simples ordenança, ele tem ligação necessária com a salvação (Cf. 1Pe 3,21);

- O batismo causa a remissão dos pecados. Existem dois tipos de pecado: os que cometemos e os que herdamos de Adão. Logo, embora a criança não tenha os primeiros, possui o segundo, que é suficiente para vedá-la o acesso a Deus, e que foi a razão da Redenção. Logo, também as crianças devem batizadas para que lhe seja perdoado o pecado original e possa, recebendo o Espírito Santo, que é o Espírito de filiação, salvar-se;

- A idéia do batismo infantil é reforçada em Pedro dizer que a promessa não é apenas para os pais, mas também para os filhos; portanto, o batismo não faz acepção de idade;

- A mesma idéia é sugerida ainda por vários outros textos em que os apóstolos aparecem batizando "toda a casa"; logo, também as crianças;

- Os adeptos são ditos tais depois do batismo. Portanto, o batismo deve estar no início da vida cristã, e não no meio.


Repetimos agora o que dissemos no outro artigo: em Jerusalém não havia rios. Portanto, não é possível que aquelas três mil pessoas tenham andado 43 quilômetros até o Jordão para serem batizadas. Eles o foram ali mesmos. Não havendo rios, o batismo não foi, obviamente, por imersão.

A Didaché, escrito do século I, traz igualmente a possibilidade de o batismo ser por efusão:

"Na falta de uma (água corrente) ou outra (água parada) [para imersão], derrame três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Did. VII, 3)."

Lembramos que a Didaché é um escrito cristão cuja autenticidade é reconhecida por quaisquer estudiosos, católicos ou não. É fora de dúvida que é autêntico. Portanto, isso prova irrefutavelmente que os cristãos, já no século I, admitiam outras formas de batismo.

Uma outra evidência para isto vem de uma imagem da Catacumba de Domitila, do final do Séc. III, isto é, entre 250 e 300 d.C. Reforçamos que isto é anterior a Constantino, que é o Imperador que os protestantes gostam de dizer, sem nenhum fundamento, que foi o responsável pela suposta corrupção da cristandade - que obviamente nunca ocorreu. Lembremos: as catacumbas eram os lugares onde os cristãos se escondiam das perseguições. Elas hoje nos dão variadíssimas informações sobre a vida e a Fé dos primeiros; sobre as imagens que eles produziam e sobre costumes que eram comuns entre eles. Abaixo, ponho a imagem de uma Pia Batismal encontrada na referida Catacumba:

A imagem ao fundo é um poço, e a da direita embaixo é uma pia batismal.

Se percebe claramente que ninguém pode mergulhar nisso aí, a menos que seja bem infante. E, se fosse o caso, estaria provado o batismo infantil.

Ah, e por falar nisso, ainda no século III, encontramos também a gravura de um batismo infantil na Catacumba de São Calisto. Confira:


De onde tirei a imagem e a datação: Fonte 1, Fonte 2, Fonte 3, Fonte 4, Fonte 5

Note que a imagem acima serve pra provar duas coisas: que o batismo infantil ocorria e que não precisava ser por imersão. Não deixa de ser engraçado, então, que sites protestantes, ironicamente ostentando o título de "compromisso com a verdade", mintam descaradamente, dentre outras coisas, datando, de modo totalmente arbitrário, o início do batismo infantil no ano 416, século V, quando todas as evidências, históricas e teológicas, mostram que o batismo infantil data do início da Igreja.

Veja o que diz Sto Irineu de Lião, já no Séc. II:

"Jesus veio salvar todos por meio d'Ele mesmo, quer dizer, os que através d'Ele nasceram de novo de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens e os velhos" (Adversus Haereses, 2,22.4)

Em inglês

"For He came to save all through means of Himself-all, I say, who through Him are born again to God -infants, and children, and boys, and youths, and old men." Fonte: Early christian writings

Já Orígenes, também no Séc. II e início do III, escreve:

"A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém-nascidos. Pois eles a quem os segredos dos divinos mistérios foram comprometidos estavam conscientes de que em todo mundo estava a contaminação inata do pecado, que precisava ser lavada através da água e do Espírito." (Comentário sobre a Epístola aos Romanos, Livro 5, 9, 11)

Em inglês

"The Church has received the tradition from the apostles to give baptism even to little children. For they to whom the secrets of the divine mysteries were commited were aware that in everyone was sin's innate defilement, which needed to be washed away through water and the Spirit." (Commentary on the Epistle to the Romans, Book 5, 9, 11)

São Cipriano, no século III, diz:

"Não se o deve proibir (o batismo) à criança, que, ainda recém nascida, em nada pecou, a não ser na medida em que, nascida de Adão segundo a carne, contraiu o contágio da morte antiga pelo primeiro nascimento, e que por isso mesmo mais facilmente se aproxima da remissão dos pecados porque lhe são perdoados não os pecados próprios, mas os alheios" (Carta a Fido)

Interessante notar essa relação que Cipriano explicitamente faz do batismo e da graça conferida por meio dele. Isso prova que, desde o início, a compreensão do batismo é bem católica.

Observe agora esta outra imagem - que não dá pra discernir se é criança ou adulto pelo desgaste da figura ao lado. Mas, como o braço, e não só a mão, está na altura da cabeça, ao invés de vir de baixo pra cima, como ocorreria se fosse um adulto o batizado, pode-se supor com algum grau de probabilidade que o batizante é bem maior que o batizado, o que sugere a possibilidade de este ser uma criança - retirada das Catacumbas de São Marcelino e São Pedro, também do terceiro século:



Fonte da Imagem, Fonte 2, Fonte 3

Perceba que ele também não é feito por imersão.

O Dicionário da Bíblia Oxford diz o seguinte:
"Evidências arqueológicas dos primeiros séculos mostram que o batismo era às vezes administrado por submersão ou imersão... mas também por efusão de um vaso quando água era derramada na cabeça do candidato..."

A História do Cristianismo edições Cambridge afirma que esse costume de derramar água três vezes na cabeça do batizando era um costume comum:

"A Didache (...) assume que a imersão era normal, mas ela permite que se água suficiente para imersão não está à disposição, a água pode ser derramada três vezes sobre a cabeça." e ainda "Este último deve ter sido um arranjo frequente, pois corresponde à maioria das representações do batismo dos artistas dos primeiros séculos. As primeiras casas de encontros cristãos conhecidas por nós, em Dura Europos, no Eufrates, datando do início do século III, contêm uma bacia muito rasa para imersão." (p.160-161)
Mas não se pense que o batismo por imersão não é praticado pela Igreja. Abaixo, imagem de batismo por imersão na Igreja Católica:



Inclusive, a coisa é tanta o reverendo W. A. McKay, talvez pelas evidências históricas de batismos por efusão, escreveu um trabalho acusando a Igreja Católica Apostólica Romana de ter inventado o batismo por imersão! Cada um com suas maluquices, não é? Mas ele se baseia num argumento curioso. Escreve ele, nesse livro que traz o longo nome de "Imersão provada não ser um modo de batismo da Escritura mas uma invenção romana e imersionistas mostram desconsiderar a autoridade divina em recusarem o batismo aos filhos infantes dos crentes", referindo-se ao batismo do Eunuco realizado por Felipe em At 8,38-39, único testemunho bíblico mais explícito do batismo de cristãos:

"Onde está a evidência de que o eunuco foi mergulhado? 'Porque', grita o Batista, "ele desceu com Felipe à água e depois saíram de novo. Mas não é tal insignificância razoável com o senso comum? Milhares não descem à água e saem de novo sem mergulharem na água? Isto não está dizendo que Felipe desceu à água e saiu tanto quanto o eunuco? Eles 'ambos' foram. Se então eles provam que o eunuco foi imergido, eles provam que também Felipe foi imerso." (Immersion proved to be not a scriptural mode of baptism but a romish invention and immersionists shewn to be disregarding divine authority in refusing baptism to the infant children of believers, p. 47)

Interessante que enquanto uns acusam a Igreja de ter inventado o batismo por efusão, outros a acusam de ter inventado o batismo por imersão, rs. Mas, enfim, depois de tudo isso, a conclusão inelutável é a seguinte: o batismo pode ocorrer tanto por imersão quanto por efusão, e os primeiros cristãos batizavam sim crianças.

Quem é a "Mulher" do Gênesis e do Apocalipse?


Os nossos irmãos protestantes, já que em sua maioria não partilham do amor devocional à Virgem Santíssima, tendem a não enxergar na Bíblia referências a ela a não ser que estas sejam feitas de modo explícito e inequívoco. Do contrário, estarão sempre procurando interpretações alternativas. É o que ocorre, por exemplo, com expressões usadas no livro do Gênesis e do Apocalipse.

Primeiramente, vamos aos trechos:

Logo após a Queda, Deus promete aos nossos pais, numa primeira referência ao Cristo, que se chamará "Protoevangelho", que Ele enviará Alguém que esmagará a Serpente, símbolo do Diabo. Vejamos:

"Então o Senhor Deus disse à serpente: 'Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais e feras dos campos; andarás de rastos sobre o teu ventre e comerás o pó todos os dias de tua vida. Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." (Gn 3,14-15)

Vamos agora ao Apocalipse:

"Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava em dores, sentindo as angústias de dar à luz. Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas. Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro." (Apo 12,1-5).

Primeiramente, observemos as relações entre os textos:

a) Os livros são respectivamente o primeiro e o último da Bíblia, o que dá uma idéia de que essa relação aí narrada atravessa toda a história;
b) Nos dois trechos, aparece a figura da Mulher e a da serpente ou dragão;
c) Nos dois trechos, há inimizade entre as duas figuras;
d) Nos dois trechos, faz-se referência à descendência da Mulher;
e) Tanto Gênesis quanto Apocalipse prenunciam a vitória contra a serpente.

Os protestantes costumam ver nessa mulher a figura da Igreja. Os católicos também o fazem, mas não exclusivamente. Quanto ao Gênesis, de fato, a Igreja será considerada a Nova Eva, nascida do lado aberto do Novo Adão, o Cristo, pendente na Cruz. Quanto ao Apocalipse, a Mulher aí referida simboliza, também, a Igreja, a Jerusalém Celeste, vestida do Sol, que é o próprio Jesus. No entanto, há uma outra característica que está em ambas as imagens e que geralmente os protestantes tendem a não colocar muita atenção: A mulher é mãe do Cristo. Ora, a Igreja não é Mãe de Cristo. Ela costuma ser chamada de Corpo Místico (Efe 5,23; 30; Rm 12,4-5; 1Cor 12,12-27); , ou de Noiva (Efe 5,25; Apo 21,2; 9; 22-27), mas nunca de Mãe.

E que ela é Mãe do Cristo, se percebe nos dois textos:

No do Gênesis, depois de Deus afirmar que poria inimizade entre a serpente e a Mulher, entre a descendência da primeira e a descendência da segunda, Ele diz que esta lhe esmagará a cabeça. Vamos pensar: quem é que vai esmagar a cabeça? O pronome "esta", próprio da Nova Vulgata (Ipsum), é um termo neutro referente ao substantivo neutro "descendência". Na Vulgata de São Jerônimo, o pronome usado era "ela" e parecia indicar, não a descendência, mas a Mulher. A tradução correta é a primeira, o que é evidenciado quando se confere o original hebraico hu' (הוּא), que é um pronome masculino referente ao substantivo masculino hebraico para "descendência",  zareah' (זַרְעָהּ), regido também por um verbo masculino. Isso pode ainda sugerir que a descendência da Mulher seria um homem. Também o grego da Septuaginta traz o pronome masculino "este" (αὐτός), o que deixa claro que a referência literal não é à Mulher. Mas este que irá esmagar a cabeça da serpente, que é o Cristo, é de fato filho da Mulher. Logo, a Mulher deve necessariamente ser Maria, já que a Igreja não é Mãe do Cristo.

O Apocalipse confirma a identidade masculina da descendência: "Ela deu à luz um Filho" e dá os sinais para que discirnamos a Sua identidade: Ele é "Aquele que deve reger todas as nações com cetro de ferro". Mais à frente, o mesmo livro afirma que este Rei traz escrito em Seu manto e em Sua coxa a inscrição: "Rei dos reis e Senhor dos senhores" (Ap 19,15). Logo, trata-se mesmo de Jesus. De novo, a figura da Mulher deve simbolizar, e neste aspecto exclusivamente, a Virgem Maria, pois é Ela a única Mãe deste Rei. Interessante notar um outro ponto do texto: o dragão se detém diante da Mulher. O objetivo é devorar o Filho tão logo ele nasça. No entanto, se pensarmos bem, o dragão, diante de uma mulher qualquer, poderia tê-Lo matado ainda no ventre, ou até devorado a mãe junto. Aqui, mais uma vez, nota-se qualquer tipo de "autoridade" da Mulher com relação ao dragão, de modo que ele não avança sobre ela. Já no primeiro texto - o de Gênesis - fica patente que o próprio Deus colocou uma inimizade entre a Serpente e Maria. 


A Virgem Santíssima surge assim, para a cristandade, e mesmo para toda a história humana, como a grande inimiga do demônio. Foi sobre Ela que escreveu Salomão: "Quem é esta que desponta como a aurora, bela como a lua, fulgurante como o sol, terrível como esquadrão com bandeiras desfraldadas?" (Ct 6,10), esclarecendo o seu ofício fundamental nesta guerra contra o mal. Ela gerará Aquele que esmagará a cabeça do diabo. Logo, a missão da Virgem é eminente, e pode-se dizer que ela toma parte nesse "esmagamento".

Foi por ter consciência desta missão de Maria tão íntima à do Cristo, e, de algum modo, até anterior à d'Ele, embora d'Ele efeito antecipado, como a aurora em relação ao sol, que a Vulgata Latina trazia, ao invés de um pronome masculino, o feminino "ipsa", referente à Mulher. Maria é Aquela diante da qual o demônio se detém. É aquela que o venceu desde o início.

É inclusive por isso que Jesus usa uma expressão aparentemente tão fria como "Mulher" quando a ela se refere. Se observarmos, todos os escritores bíblicos, quando tratam dela, sempre a chamam de "a mãe de Jesus". Isabel chega a chamá-la de "Mãe do meu Senhor". Em chamá-la "Mulher", Cristo, o mesmo que inspirou os escritores bíblicos, não pretende minimizar o seu papel, mas, antes, identificá-la como aquela Mulher referida desde o início, a inimiga natural do demônio, aquela que o venceu e diante da qual ele se detém.

Isto contudo, não impede a Satanás de guerrear contra a ela. O próprio apocalipse narra que, lançado à terra, perseguiu-a, e o livro do Gênesis mostra que ele chegaria a lhe ferir o calcanhar. No entanto, o dano que lhe causa é indireto, na medida em que fere aquilo pelo que Ela se importa: o restante da sua descendência (Cf. 12,17). Este restante somos nós, assumidos que fomos como seus filhos desde a Cruz. Participando da filiação do Cristo com relação à Virgem, somos associados a ela, de modo que nos tornamos, igualmente, inimigos do demônio. Nós somos o calcanhar da Virgem, a sua parte frágil. Mas, associados ao Cristo, o Rei forte que governa com cetro de ferro, haveremos de, com Ele, esmagar a cabeça deste inimigo.

Por que o católico não pode votar no PT? Ou vote e ganhe de brinde duas excomunhões.


Estamos numa época intensa de disputa eleitoral. O país todo veste suas camisas, faz seus apelos; debates vivos surgem aqui e ali. No entanto, dado o atual estado de coisas, o católico só pode ter uma opção: não votar no PT.

Tenho visto amigos em dúvida. Outros declaram abertamente adesão ao Partido dos Trabalhadores. Até padres revelam intenção de votar na senhora Dilma. E, não obstante, há sérios impedimentos que vedam ao católico esta possibilidade. Entendamos quais são eles:

Primeiramente, o PT é um partido abortista. Isso se vê de vários modos. Mas, apenas para ficar em um ou outro, voltemos ao ocorrido em 2009, quando o PT puniu dois dos seus deputados - Luiz Bassuma e Henrique Afonso - pelo crime nefando de se declararem contrários à descriminalização do aborto. Veja aqui.

Isso está de acordo com o Estatuto do PT, onde se esclarece que um integrante do partido deve estar "previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato", e, ainda, que um candidato que desobedecer alguma dessas normas ou resoluções "será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato" (Estatuto do PT, art. 140, §1 e 2Leia o Estatuto na íntegra aqui. O citado está na página 34.

Dentre as resoluções que vinculam obrigatoriamente os candidatos do Partido, há uma, aprovada no 3º Congresso do PT, ocorrido em agosto e setembro de 2007, onde se propugna a "defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento à [sic] todos os casos no serviço público" dando às mulheres o direito de "assim optarem", tornando o aborto factível a partir de uma simples deliberação. As resoluções deste Congresso podem ser vistas aqui, sendo que o referido se encontra na página 82.

Além disso, é digno de nota o lamento feito pelo PT pelo fato de, já no corrente ano, terem-se elegido muitos parlamentares conservadores, aos quais o PT chama de "extrema-direita" - tudo o que não concorde com eles é extrema-direita. E o grande motivo disso é que tal estrutura "jurássica" do Congresso dificultará discussões sobre as uniões homoafetivas, a legalização da maconha, e o aborto. Veja aqui.

Se se quiser, ainda, comprovar a sanha abortista e imoral desse partido, com o qual um católico não pode, em situação alguma, coadunar, leia-se o Plano Nacional de Direitos Humanos 3, o PNHD-3, defendido pelo PT, onde, dentre outras coisas, se diz:

- "Considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde" e, mais abaixo, "recomenda-se ao Poder Legislativo a adequação do Código Penal para a descriminalização do aborto; (Diretriz 9, Objetivo Estratégico III, letra G)

- "Implementar mecanismos de monitoramento dos serviços de atendimento ao aborto legalmente autorizado, garantindo seu cumprimento e facilidade de acesso." (Diretriz 17, Objetivo Estratégico II, letra G)

Leia o PNHD-3 na íntegra aqui.

Veja ainda aqui o Dr. Yves Gandra falando a respeito desse Plano, já antecipando um pouco o segundo motivo pelo qual um católico não pode votar no PT: a tentativa de comunistizar o Brasil.



O aborto é um crime absurdo onde se mata o infante indefeso que está sendo gestado. Essas políticas de descriminalização tentam realizar uma revolução semântica em termos como "direitos reprodutivos", "violência sexual" ou "planejamento familiar", a fim de que tais expressões, ao mesmo tempo em que se isentam de causar reações adversas nas pessoas, incluam realidades como o suposto direito ao aborto. O Pe. Sanahuja explica: "mudar o significado e o conteúdo das palavras é uma estratégia para que a reengenharia social seja aceita por todos, sem protestar." E ainda: 


"Estamos em meio a uma batalha da qual uma das frentes mais importantes é a semântica. Por exemplo, temos visto que o termo paternidade responsável, na boca de um político, segundo os códigos universalizados pelas Nações Unidas, não terá o mesmo significado contido nos documentos da Igreja. No linguajar de alguns parlamentares poderia significar, segundo as circunstâncias, desde a distribuição maciça de contraceptivos até mesmo a intenção oculta de promover o aborto. O mesmo se poderia dizer da expressão violência contra a mulher ou mesmo do termo tortura, palavras que o comum das pessoas nem imagina que possam esconder uma referência ao suposto direito ao aborto e outras aberrações." (Mons. Claudio Sanahuja, Poder global e religião universal, São Paulo, Ecclesiae, 2012. p.15.)

Bento XVI, por sua vez, se pronunciou numa Audiência Geral, nos seguintes termos:

"Onde Deus é excluído, a lei da organização criminal toma seu lugar, não importa se de forma descarada ou sutil. Isto começa a tornar-se evidente ali onde a eliminação organizada de pessoas inocentes - ainda não nascidas - se reveste de uma aparência de direito, por ter a seu favor a proteção do interesse da maioria" (Bento XVI, Audiência Geral, 07-10-09)

Um católico não pode defender isso sob pena de excomunhão. De todos os direitos possíveis ao ser humano, o mais importante deles é o direito à vida, sem o qual todos os demais não têm sentido algum e o qual todos estes outros direitos pressupõem necessariamente. Defender a vida desde a sua concepção até o seu fim natural é um dever inescusável de todo católico.

A CNBB inclusive escreveu um texto aos católicos, fazendo uma busca retroativa dos passos do PT e da ex-candidata Marina Silva em favor da prática deste crime que clama aos céus. O texto conclui citando o bispo de Guarulhos, Dom Edmilson Amador Caetano, que, no final do seu artigo "Fé e Política", escreve: "se um candidato…escolheu um partido que tem posições contrárias à defesa da vida, desde a sua concepção até à morte natural, e vincula e obriga os seus membros a esta posição, seria imoral para o cristão fazer tal opção política.” Recomendamos vivamente a leitura deste texto, que pode ser lido aqui.

Leia ainda o pronunciamento do Papa Bento XVI, em 2010, onde, dentre outras coisas, ele diz:

"Quando (...) os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas. (...) Seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até a morte natural. Além disso, no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro (...)? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto (...), o ideal democrático - que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana - é atraiçoado nas suas bases. Portanto, caros irmãos (...), ao defender a vida, não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo." (Discurso aos bispos do Regional Nordeste V, em visita Ad Limina.)
Veja o discurso inteiro aqui.

Votar em um partido que defende e promove a prática do aborto significa tornar-se cúmplice moral de tal crime. Portanto, pune-se o católico que o fizer com a excomunhão automática, chamada Latae Sententiae, porque há como uma excomunhão latente no próprio ato de promoção do aborto. Assim, ainda que ninguém o saiba nem o declare, a excomunhão ocorre.

Assista ao Pe. Paulo Ricardo explicando isso:



A outra razão para que o católico não possa votar no PT é que ele integra o Foro de São Paulo. Este Foro, desconhecido pela maioria das pessoas, é uma organização supranacional, fundada em 1990, por Lula e Fidel - Cruz Credo! - e que tem por objetivo a instauração de um governo socialista em toda a América Latina.

Se alguém quiser observar por si mesmo como o PT faz parte do Foro, veja aqui.

Chamo a atenção, ainda, para os seguintes vídeos:





E aí, ganham sentido todos esses namoricos que o governo brasileiro tem com Cuba, Venezuela, Argentina, etc., e o próprio fato de o PNDH-3, que o PT quer implantar no Brasil, ser tão semelhante ao modelo venezuelano. Esses atos nada mais são senão um esforço de integração dos governos socialistas para que se acelere o processo de comunização do Brasil.

Sobre os gastos com o Porto de Mariel, em Cuba, assista:



Veja ainda esses vídeos




No que se refere ao Socialismo, a Igreja também é tão oposta que chega a declarar, também, excomungado quem de algum modo o promove. Leia o Decreto contra o Comunismo, datado de 1949, escrito pelo Papa Pio XII, aqui. Este Decreto não passa a excomungar o católico a partir de então. Pelo contrário, ele apenas positiva o que já era, desde há muito, a posição da Igreja. Já Pio XI, em 1931, na Quadragesimo Anno, uma Encíclica que celebrava os quarenta anos da grande Rerum Novarum, explicitava: "Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios : ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista." Quanto aos católicos que passavam a defender o Socialismo, escreve o Papa: "Nós com paterna solicitude ansiosamente vamos considerando e indagando como foi possível que chegassem a tal aberração", e ainda:
"Porém nem a injúria Nos ofende, nem a magna desalenta o Nosso coração paterno a ponto de repelirmos para longe de Nós estes filhos tristemente enganados e saídos do caminho da verdade e da salvação; ao contrário com toda a possível solicitude os convidamos, a que voltem ao seio da Santa Madre Igreja. Oxalá que dêem ouvidos à Nossa voz! Oxalá que voltem à casa paterna donde saíram e aí permaneçam na seu posto, nas fileiras daqueles que, fieis às directivas promulgadas por Leão XIII e por Nós hoje solenemente renovadas, procuram reformar a sociedade segundo o espírito da Igreja, fazendo reflorescer a justiça e a caridade sociais."

Leia-a inteira aqui.

Portanto, há pelo menos duas excomunhões escondidas no voto ao PT, e isso deveria ser para o católico um motivo mais que suficiente para que ele entendesse que há razões graves para não fazê-lo. Um católico que faz tal escolha declara, através de sua livre atitude, que não se importa e não defende a moral da Igreja em pontos gravíssimos, tais como são a defesa da vida desde a concepção e a discordância intrínseca a quaisquer formas de socialismo, um regime que, no decorrer da história, foi o responsável por não menos que cem milhões de mortos. Desse modo, por sua própria escolha, exclui-se da comunhão católica.

Fábio.

"De amor está se abrasando o que nasceu tiritando"


Nos dias que correm, temos o péssimo hábito de reduzir o existente ao percebido. Isso decorre de certas filosofias modernas que não convém trazer, aqui, à tona. Contudo, embora o homem comum, não versado nesses assuntos, tenda a concordar com a idéia, ela não resiste a um exame mais detido. Quando uma pessoa diz, por exemplo, que não acredita em Ets porque nunca os viu, ela está usando um argumento que, se levado a sério, a faria descrer de Deus. E, no mais comum das vezes, a pessoa que faz esses juízos é teísta.

Essas teorias, ainda quando não venham à margem da consciência, costumam influenciar o nosso modo de ver as coisas. Quem de nós nunca supôs adivinhar a disposição divina para conosco a partir do estado atual da nossa consciência e daquilo que percebemos em nós? Às vezes, uma pessoa angustiada porque errou tende a projetar essa auto-imagem que ela tem em Deus, e, então, supõe, a partir da sua autoconsciência, que Deus está tendo o mesmo tipo de atitude que ela tem consigo mesma. O contrário também ocorre: se fazemos atos bons, segundo os nossos critérios, a nossa tendência é supor que Deus também os considera tais. Contudo, isso tudo é muitíssimo frágil. Por que razão Deus adotaria a mesma reação que nós? Que tipos de garantia disso nós temos? Nenhuma... Se duas consciências humanas tendem a discordar na avaliação de fatos simples, imagine o que não acontece com duas consciências totalmente distintas como o são a nossa e a de Deus? Ele mesmo disse: "os meus pensamentos estão tão acima dos vosso pensamentos como o céu dista da terra."

A nossa percepção do mundo e até de nós mesmos é geralmente muito limitada. Há coisas que se passam no íntimo da nossa alma e que nos escapam mais ou menos completamente. É possível ir tomando consciência desses conteúdos, mas isso não se faz senão a partir de esforços, angústias e disciplina. Quando tratamos de Deus, então, ficamos sem muito apoio além daquilo que Ele mesmo revelou de Si. Como Deus é onisciente, é natural que as reações divinas sejam absolutamente não previsíveis por seres como nós que não conhecem quase nada. São João da Cruz, neste sentido, afirmava que não temos a mais mínima condição de saber se Deus está contente com a nossa ação. É claro que, se vivemos em pecados, podemos supor que Deus esteja desagradado de nós. No entanto, não saberemos a intensidade disso. Se, pelo contrário, julgamos estar vivendo bem, nem por isso podemos supor que Deus esteja feliz, pois vaidades, orgulho, auto-suficiência e outras realidades similares costumam esconder-se por trás das nossas ações e auto-imagem. Uma pessoa, por exemplo, que diz que não costuma pecar demonstra não possuir um grau mínimo de autoconsciência. Alguém que julgue que o Céu já lhe está devido, também não se entende sequer superficialmente. Esta inconsciência de si deve ser retirada aos poucos a partir da introspecção, orações e exercícios espirituais. Do contrário, quando ela for retirada bruscamente, por ocasião da morte, o estado mais provável do sujeito será o desespero, que é a causa de condenação de muitos, segundo o que Deus revelou a Santa Catarina de Sena.

As consequências do que foi dito até aqui são as de que nós podemos julgar Deus distante e acontecer de, na verdade, ele estar mais perto do que nunca. O contrário também pode ocorrer: afirmamos até sentir o toque divino e, na realidade, pode ser que não estejamos fazendo mais do que uma autoludibriação, enquanto Deus mantém-se "distante". Lembremos daqueles sujeitos que se surpreendem ao verem-se condenados: "Mas, Senhor, nós pregamos em teu nome e até expulsamos demônios!", isto é, "julgamos que estivesses felizes conosco e que nos fosses favorável". Contudo, a realidade foi bem outra: "afastai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade".

As realidades divinas, assim, não devem ser julgadas segundo critérios subjetivos. Não é o bem estar psicológico que será o sinal da que estamos concordes com Deus. 

Dito isto, podemos entrar no assunto específico deste texto. A frase que o encabeça procede de Sta Teresa D'Avila, e tentarei aqui fornecer alguma luz para compreendê-la. Comecemos pelo final:

Tiritar é um verbo que significa "tremer de frio". Naturalmente, este é um estado anormal para uma pessoa e que pede remediação. Teresa nos diz, no entanto, que esse sujeito de que ela fala nasceu tiritando, isto é, veio ao mundo já desprovido do seu estado de normalidade. O "nascer" aqui significa "vir à existência". O "tiritar" indica a ausência de um calor espiritual, que é a Graça santificante. Todos nós nascemos no estado de Pecado Mortal que, desde Adão, é-nos transmitido por herança. Assim como os primeiros pais viram-se nus depois da desobediência, todos nós nascemos neste estado de nudez, pelo que trememos de frio.

Ao mesmo tempo, Teresa indica a natureza deste frio: oposto ao abrasamento do amor, o frio é, naturalmente, a falta do amor. Sabemos que os seres humanos nascem com a capacidade de amar. Ainda que reduzida por este frio, que nos limita a expansão, esta faculdade nos está preservada. O amor, então, de que se fala não pode ser o mero amor natural. Na verdade, este fogo é o amor sobrenatural de Deus através do qual nos tornamos um só com Ele. A este amor sobrenatural a Igreja chama "virtude teologal da caridade", que nos vem junto com a Graça santificante. É este amor que nos une a Deus. Sem Ele, portanto, estamos afastados do Cristo - O frio também indica o estado de solidão, de não estarmos numa relação amorosa com Deus -. Este afastamento não será objeto claro da consciência; dito de outro modo, o frio ou o calor de que aqui se fala não são precisamente perceptíveis, pelo menos não no seu estado inicial, ainda que, a depender da intensidade dessas realidades, algo delas irrompa no nível da consciência.

Este amor, nós recebemos depois do nascimento, pelo batismo. É então que somos abrasados e rompemos as distâncias entre nós e Deus. Este abrasamento perseverará enquanto não houver pecado mortal, que só se torna possível já na idade da razão. Desse modo, uma criança batizada e que seja educada nos sacramentos terá tempo e ocasião de permitir crescer nela, de modo bastante considerável, a realidade da Graça. Gosto de comparar esta realidade a um Sol que é posto na alma. Não é uma mera disposição psicológica, mas uma realidade concreta. Este fogo celeste, assim como o fogo natural, possui duas propriedades: iluminar e aquecer. A primeira delas diz respeito à inteligência, e facilita a compreensão da verdade como um todo e, de modo particular, das verdades da Fé; a segunda propriedade se dirige à vontade, e torna-a capaz de amar com mais largueza, força e constância, pois é participação no amor de Deus.

Reiteramos: estas realidades escapam às distinções da percepção humana. Ninguém vai, a princípio, flagrar a Graça dentro de si. Mesmo nas confissões sacramentais, onde a mudança que ocorre, de tão brusca, excede a criação do universo material, em geral há pouca ou nenhuma consciência da mudança na alma, e, quando há, isto pode ser meramente o alívio psicológico natural de ter partilhado a notícia de "crimes" pessoais com o sacerdote. A Graça pode intensificar este alívio psicológico; no entanto, não é possível, em geral, ter uma precisão muito clara dos efeitos naturais e sobrenaturais, aí. E isto deve ser assim, pois usar critérios sensíveis para a mensuração daquilo que, em essência, não é sensível já é, por si só, algo carecente de sentido.

"Os sentidos humanos são tão experientes das coisas espirituais como um jumento o é das coisas racionais." São João da Cruz

Quando a Graça se estabelece na alma, ela começa a irradiar e comunicar uma qualidade divina a todos os atos de intelecção e de vontade, de modo que o ser humano, sobrenaturalizado, operando de certo modo a nível divino, pois participa da natureza de Deus, vai sendo, mais e mais, transformado em Deus, ou deificado. Vai abrasando-se naquele fogo infinito do amor de Deus e tornando-se mais e mais incandescente. Conforme a força do amor cresça, então o caráter sobrenatural deste ímpeto vai dando-se a perceber. E, como Deus é amor infinito, o ser humano que progrida no estado de santidade não terá limites na sua capacidade de amar, de modo que é possível que o amor, quando muito crescido, se torne uma aflição para o estado humano atual. Nestes casos, costumam acontecer as estigmatizações ou transverberações. No entanto, ninguém se engane em pensar que chegará aí do dia para a noite. Para abrasar-se a este nível, é necessário muita coragem e doação de si; os sofrimentos interiores são imensíssimos e o autoconhecimento deverá ser, permitam-me, "profundamente aprofundado". No entanto, desde o batismo e, aos já crescidos, desde a última confissão e enquanto não houver pecado mortal, estaremos abrasados neste amor. Não há frio na alma, pois arde nela, com divinas chispas, o Sol do amor absoluto.

Dia de São Francisco de Assis, nosso Pai Seráfico.


Hoje, 4 de outubro de 2014, é dia de São Francisco de Assis, e, nesta época de crise generalizada, mesmo as grandes figuras da Igreja terminam sendo distorcidas e instrumentalizadas para fins ideológicos. Dentre estes, o que mais sofreu com deformações foi sem dúvida o Poverello.

Se o leitor é um católico comum, que aprende religião nos meios ordinários de catequeses e homilias, é quase que certo que você tem uma idéia equivocada de Francisco. Na verdade, ele não é um hippie. Também não é verdade que ele se opôs à dita pompa da Igreja. A oração comumente atribuída a ele - Senhor, fazei-me instrumento... - tampouco é dele. Também não tem muito sentido dizer que Francisco tinha preocupações ecológicas. O lobo de Gubbio também é um conto mítico, embora seja de fato belo, etc, etc.

Como se pode ver, Francisco não foi o que se conta. Essa imagem natureba e hiponga que fizeram dele é, na verdade, um constructo tão real quanto o Goku. Quem foi São Francisco, então?

Ele era mais duro do que se pensa, embora também fosse profundamento terno. Extremamente rigoroso com relação às regras e materiais litúrgicos; rigoroso também nas suas palavras e nos seus hábitos. Francisco acostumou-se a uma mortificação extrema, ao ponto de raramente comer algo que fosse considerado de fato aproveitável por uma pessoa moderna. Quando a comida era fresca e boa, ele costumava misturar-lhe cinzas. As duras mortificações de Francisco, os seus olhos fundos de chorar, etc., não seriam qualidades apreciadas pelos católicos paz e amor de hoje, acostumados com padres galãs e cantores. Francisco, se vivesse entre nós, seria antes confundido com um desses intolerantes dogmáticos, pois, de fato, ele era assim.

Francisco não pode também ser aclamado com padroeiro dos coelhos, formigas e cogumelos. Na verdade, ele é o santo do Crucificado. Esta era a única coisa que ele dizia saber: Cristo crucificado. Inimigo do politicamente correto, dizia querer encher a boca do demônio de fezes, e pedia para lhe pisarem - a ele mesmo - na boca, acusando-o de falta de humildade.

Suas orações, jejuns e rigores, no entanto, não lhe impediam a alegria, é verdade; antes, eram causas dela, de uma alegria verdadeira e tão extasiante que fazia eco daquela promessa: "que a Minha alegria esteja em vós, e que seja plena"; mas esta alegria não era isenta de gravidade. 

Que Francisco tenha sido um mistério, ele mesmo o diz: "infeliz o homem que não tem segredos com o seu Senhor." O pouco que sabemos sobre suas orações vem de irmãos "espiões" que, sem permissão, iam olhá-lo nos seus momentos de intimidade com Deus e não raro viam-no levitar, ou comunicar-se com estranhas luzes, ou ainda estar acompanhado de multidões de santos e anjos.

Sua identificação com o Cristo foi tanta que ele recebeu, literalmente, as marcas da Paixão. Seu despojamento foi tanto que ele quis morrer nu, no chão. Seu amor a Deus foi tão violento que ele chamou a morte de irmã, e pediu perdão ao irmão corpo por ter sido tão duro com ele; até hoje sentimos a força daquele amor que abalou o mundo e fez São João Paulo II dizer: "Francisco, o mundo tem saudades de ti".

Que São Francisco de Assis, esposo fidelíssimo da Dama Pobreza, imitador perfeito do Cristo Crucificado, interceda por nós nestes tempos tão difíceis, e nos conceda de Deus a graça de o imitarmos com o coração decidido e o espírito resoluto.

Francisco de Assis, rogai por nós.

Em busca da Prostituta da Babilônia


Alguns anti-católicos clamam que a Igreja Católica é a prostituta da Babilônia de Apocalipse 17 e 18. Dave Hunt, em seu livro de 1994, Uma mulher monta a besta, apresenta nove argumentos tentando provar isso. Sua afirmação é um sumário útil daqueles geralmente usados por fundamentalistas, e um exame deles mostra por que eles não funcionam.

#1: Sete Colinas

Hunt argumenta que a Prostituta "é uma cidade construída em sete colinas", que ele identifica como os sete colinas da Roma antiga. Este argumento é baseado em Apocalipse 17,9, que afirma que a mulher senta sobre sete montanhas.

A palavra grega nessa passagem é horos. Das sessenta e cinco ocorrências dessa palavra no Novo Testamento, somente três são proferidas como "colinas" pela Versão King James. As restantes sessenta e duas são traduzidas como "montanha" ou "montes". As Bíblias modernas têm proporções similares. Se a passagem afirma que a prostituta se senta sobre "sete montanhas", isto poderia referir-se a qualquer coisa. Montanhas são símbolos bíblicos comuns, muitas vezes simbolizando reinos inteiros. (Cf. Sl 68,15; Dn 2,35; Am 4,1; 6,1; Ab 8,21) As sete montanhas da Prostituta poderiam ser reinos sobre os quais ela reina, ou sete reinos com os quais ela tem algo em comum.

O número sete pode ser simbólico também, pois isto muitas vezes representa completude na Bíblia. Se é assim, as sete montanhas poderiam significar que a Prostituta reina sobre todos os reinos da terra.

Mesmo se nós aceitarmos que a palavra horos poderia ser traduzida literalmente como "colinas" nesta passagem, isto ainda não nos aproxima de Roma. Outras cidades são conhecidas por terem sido construídas sobre sete colinas também.

Mesmo se nós concedermos que a referência é a Roma, de que Roma nós estamos falando - a pagã ou a cristã? Como nós veremos, a Roma pagã, antiga, se ajusta a todos os critérios de busca tão bem, ou até melhor, do que Roma durante os séculos cristãos.

Agora, façamos a distinção entre Roma e a Cidade do Vaticano - a cidade onde a Igreja Católica está sediada - e o clamor dos caçadores se torna menos plausível. A Cidade do Vaticano não está construída em sete colinas, mas apenas em uma: a Colina Vaticano, que não é das sete sobre as quais a antiga cidade de Roma foi construída. Aquelas colunas estão no lado leste do rio Tibre; a Coluna Vaticano está a oeste.

#2 - "Babilônia" - O que há em um nome?

Hunt nota que a Prostituta será uma cidade "conhecida como Babilônia." Isto é baseado em Apocalipse 17,5, que diz que seu nome é "Babilônia, a Grande."

A frase "Babilônia, a Grande" (em grego: Babulon a megala) ocorre cinco vezes em Apocalipse (14,8; 16,19; 17,5; 18,2, e 18,21). Luz é posta no seu significado quando se nota que Babilônia é referida como "a grande cidade" sete vezes no livro. (16,19; 17,18; 18,10, 16, 18, 19, 21) Além dessas, há só uma referência a "a grande cidade". Essa passagem é 11,8, que afirma que os corpos das duas testemunhas de Deus "irão jazer na rua da grande cidade, que é simbolicamente chamada Sodoma e Egito, onde o seu Senhor foi crucificado."

"A grande cidade" é simbolicamente chamada Sodoma, uma referência a Jerusalém, simbolicamente chamada "Sodoma" no Antigo Testamento (cf. Is 1,10; Ez 16,1-3; 46-56). Nós também sabemos que Jerusalém é a "grande cidade" de Apocalipse 11,8 porque o verso diz que foi "onde o Senhor foi crucificado."

O Apocalipse consistentemente fala como se houvesse somente uma "grande cidade" ("A grande cidade"), sugerindo que a grande cidade de 11,8 é a mesma que a grande cidade mencionada nos outros sete textos - Babilônia. Evidência adicional para a identidade das duas é o fato de que ambas são simbolicamente nomeados depois dos grandes inimigos da fé do Antigo Testamento: Sodoma, Egito e Babilônia.

Isto sugere que Babilônia, a grande, pode ser Jerusalém, não Roma. Muitos comentadores protestantes e católicos têm adotado esta interpretação. De outro lado, os Pais da Igreja Primitiva se referem muitas vezes a Roma como "Babilônia", mas muitas referências foram à Roma pagã, que martirizou cristãos.

#3 Comete fornicação

Hunt nos conta, "A mulher é chamada uma 'prostituta' (versículo 1), com quem os reis da terra 'têm cometido fornicação' (versículo 2). Contra somente duas cidades tal acusação poderia ser feita: Jerusalém e Roma."

Aqui Hunt admite que os profetas muitas vezes se referiram a Jerusalém como uma prostituta espiritual, sugerindo que a Prostituta poderia ser a apóstata Jerusalém. A Roma pagã, antiga, também se encaixa na descrição, pois, desde que havia o culto de adoração ao imperador, ela também cometeu fornicação espiritual com "os reis da terra" (aquelas nações que ela conquistou).

Para identificar a Prostituta como a Cidade do Vaticano, Hunts interpreta a fornicação como alegadas "alianças profanas" forjadas entre a Cidade do Vaticano e outras nações, mas ele falha em citar alguma razão pela qual as relações diplomáticas do Vaticano com outras nações são "profanas".

Ele também confunde a Cidade do Vaticano com a cidade de Roma, e ele neglicencia o fato de que a Roma pagã teve "alianças profanas" com os reinos que ela governou (profanas porque elas foram construídas sobre paganismo e adoração ao imperador).

#4 Vestida de vermelho e roxo

Hunt afirma, "Ela [a Prostituta] está vestida em "púrpura e escarlate"(versículo 4), as cores do clero católico. Ele então cita a Enciclopédia Católica para mostrar que bispos vestem certas vestimentas púrpuras e cardeais vestem certas vestimentas vermelhas.

Hunt ignora o óbvio significado simbólico das cores - púrpura para realeza e vermelho para o sangue dos mártires cristãos. Ao invés, ele está de repente literal na sua interpretação. Ele entendeu bem o suficiente que a mulher simboliza uma cidade e que a fornicação simboliza algo mais que o sexo literal, mas agora ele quer atribuir às cores um literal, terreno cumprimento em umas poucas roupas de certo clero católico.

Roxo e vermelho não são as cores dominantes das roupas do clero católico. O branco que é. Todos os padres vestem branco (incluindo bispos e cardeais quando eles estão celebrando a Missa) - mesmo o Papa se veste assim.

O roxo e o escarlate da Prostituta são contrastados como  branco da Nova Jerusalém, a Noiva de Cristo (Ap 19,8). Este é um problema para Hunt por três razões: (a) nós já notamos que a cor dominante das vestimentas do clero católico é branco, que o identificaria como Nova Jerusalém se a cor for tomada literalmente; (b) a roupa da Noiva possui uma interpretação simbólica ("a justiça dos santos;" 19,8); implicando que a roupa da Prostituta deveria também possuir um significado simbólico; e (c) a identificação da Noiva como Nova Jerusalém (Ap 3,12; 21,2, 10) sugere que a Prostituta pode ser a velha (apóstata) Jerusalém - um contraste usado em outros lugares na Escritura (Gal 4,25-26).

Hunt ignora o significado litúrgico do roxo e vermelho no simbolismo católico. Roxo simboliza arrependimento, e vermelho honra o sangue de Cristo e os mártires cristãos.

É apropriado para o clero católico vestir roxo e escarlate, isto não por outra razão, mas porque elas são cores litúrgicas da verdadeira religião desde o antigo Israel.

Hunts esquece de lembrar aos seus leitores que Deus ordenou que fio e lã escarlates fossem usados nas cerimônias litúrgicas (Lv 14,4, 6, 49-52; Nm 19,6), e que Deus ordenou que as vestes dos sacerdotes sejam feitas com fio roxo e escarlate (Ex 28,4-8, 15, 33; 39,1-8, 24, 29).

#5 Possui grande riqueza

Huns afirma, "A Incrível riqueza [da Prostituta] prendeu o olhar de João. Ela estava enfeitada com ouro e pedras e pérolas preciosas...' (Ap 17,4)." O problema é que, independentemente do que foi no passado, o Vaticano moderno não é fantasticamente rico. De fato, ele tem tido um orçamento deficiente na maioria dos anos recentes e tem um orçamento anual somente acerca do tamanho da Arquidiocese de Chicago. Além disso, riqueza esteve muito mais em caráter com a Roma pagã ou apostasia de Jerusalém, ambos centros econômicos chave.

#6 Uma taça dourada

Hunt afirma que a Prostituta "tem 'uma taça [cálice] dourada na sua mão, cheio de abominações e imundícia de sua fornicação.'" Esta é outra referência a Ap 17,4. Então ele afirma que a "Igreja é conhecida por seus muitos milhares de cálices dourados ao redor do mundo."

Para fazer o cálice dourado da Prostituta sugerir o cálice Eucarístico, Hunts insere a palavra "cálice" entre colchetes, embora a palavra grega aqui é a palavra comum para "taça" (potarion), que aparece trinta e três vezes no Novo Testamento e é sempre traduzido por "taça".

Ele ignora o fato de que o cálice católico é usado na celebração da Ceia do Senhor - um ritual ordenado por Cristo (Lc 22,19-20; 1Cor 11,24-25); ele ignora o fato de que a maioria dos cálices católicos eucarísticos em uso não são feitos de ouro, mas de outros materiais, como bronze, prata, vidro, e mesmo argila [aqui, achamos por bem esclarecer que, embora existam cálices desses últimos materiais que ele cita, eles não estão de acordo com as regras litúrgicas que prescrevem que o material usado nas celebrações litúrgicas deve ser nobre e seguro, portanto, nem argila nem vidro]; ele ignora o fato de que o ouro dos vasos e utensílios litúrgicos tem sido parte da verdadeira religião desde o antigo Israel - de novo sob a ordem de Deus (Ex. 28,38-40; 37,23-24; Nm 31,50-51; 2Cr 24,14); e ele de novo usa uma interpretação literal, de acordo com a qual o cálice da Prostituta não é um simples símbolo aplicado à cidade de Roma, mas uma coleção de muitos cálices literais usadas nas cidades ao redor do mundo. Mas o Apocalipse nos diz que isso é o cálice da ira de Deus que é dado à Prostituta (Ap 14,10; Cf. Ap 18,6). Isso não tem nada a ver com os cálices eucarísticos.

#7 A Mãe das Meretrizes

Agora o argumento mais hilário de Hunts: "A atenção de João é dirigida para a inscrição na testa da mulher: 'A MÃE DAS MERETRIZES E ABOMINAÇÕES DA TERRA' (versículo 5, (ênfase de Hunt)). Infelizmente, a Igreja Católica Romana se encaixa nessa descrição tão precisamente quanto ela se encaixa nas outras. Muito disso é devido à doutrina antibíblica do celibato sacerdotal," que tem "feito pecadores do clero e meretrizes de fora coabitarem secretamente."

Celibato sacerdotal não é uma doutrina, mas uma disciplina - uma disciplina no rito latino da Igreja - e mesmo este rito não foi sempre obrigatório. Esta disciplina pode dificilmente ser não bíblica, desde que Hunt mesmo diz, "O grande apóstolo Paulo foi um celibatário e recomendou essa vida para outros que quisessem devotar-se totalmente a servir a Cristo."

Hunt cambaleado de novo para uma absurda interpretação literal. Ele deveria interpretar a prostituição das filhas da Prostituta  do mesmo modo que a da mãe, que é o motivo pelo qual ela é chamada de sua mãe, em primeiro lugar. Isto seria fornicação política ou espiritual ou a perseguição dos mártires cristãos. (cf. 17,2,6; 18,6) Ao invés disso, Hunt dá a interpretação das filhas como literal, prostitutas terrenas cometendo literal, terrena fornicação.

Se Hunt não tivesse uma fixação na versão King James, ele notaria outro ponto que identifica as filhas da prostituição com a mãe delas: A mesma palavra grega (porna) é usada para mãe e filhas. A versão King James traduz esta palavra como "prostituta" toda vez que ela se refere à mãe, mas usa "meretriz" quando se refere às filhas. Traduções modernas apresentam isso consistentemente. João vê a "grande meretriz" (17,1, 15, 16; 19,2) que é "a mãe das meretrizes". (17,5) A prostituição das filhas deve ser a mesma que as da mãe, que Hunt admite que não é sexo literal!

#8 Derrama o Sangue dos Santos

Hunt afirma, "João depois mostra que a mulher está bêbada - não com álcool mas com o sangue dos santos, que com o sangue dos mártires de Jesus... [cf. versículo 6]." Ele depois lança acusações de brutalidade e assassinato pelas Inquisições, supondo conversões forçadas de nações, e até o holocausto nazista!

Esta seção do livro abunda em erros históricos, dentre os quais está a sua implicação de que a Igreja aprovou conversões forçadas de nações. A Igreja enfaticamente não faz isso. Ela tem condenado conversões forçadas desde o terceiro século (antes mesmo de que isso fosse sequer possível), e tem formalmente as condenado em repetidas ocasiões, como no Catecismo da Igreja Católica (CIC 160, 1738, 1782, 2106-7).

Mas a Roma pagã e a apóstata Jerusalém se encaixam na descrição de uma cidade bêbada com o sangue dos santos e mártires de Jesus. E desde que eles foram notórios perseguidores de cristãos, o público original teria automaticamente pensado em uma dessas duas como a cidade que persegue cristãos, não nem sonhada Roma cristã que estava séculos à frente.

#9 Reina sobre os Reis

Para seu último argumento, Hunt afirma, "Finalmente, o anjo revela que a mulher 'é essa grande cidade, que reina sobre os reis da terra" (versículo 8) Há tal cidade? Sim, e de novo somente uma: a Cidade do Vaticano."

Isso é uma piada. A Cidade do Vaticano não tem nenhum poder sobre as nações; ela certamente não reina sobre eles. De fato, a própria existência do Vaticano tem sido ameaçada nos dois séculos passados pelo nacionalismo italiano.

Hunt apela para o poder que os papas uma vez tiveram sobre as regras políticas cristãs (esquecendo o fato de que foi sempre uma autoridade limitada, pela própria admissão dos papas), mas nas época não havia nenhuma Cidade do Vaticano. O Vaticano só se tornou uma cidade separada em 1929, quando a Santa Sé e a Itália assinaram o Tratado de Latrão. 

Hunt parece entender que esta passagem está falando sobre a Cidade do Vaticano, uma vez que a moderna cidade de Roma é somente a menor força política. Se o reino é literal, político, então a Roma pagã preenche os requisitos de um modo muito melhor do que a Roma cristã jamais o fez.

Tradução Minha.

X Aniversário GRAA


O Grupo de Resgate Anjos de Adoração - GRAA tem a alegria de convidar os amigos à comemoração do seu X aniversário, que ocorrerá no dia 22 de Novembro, na cidade de União dos Palmares - AL. Ainda estamos nos certificando do local.

A celebração consistirá numa noite de música, oração e outras atrações. Talvez tenhamos também a bênção do Santíssimo. Os amigos que residem próximos sintam-se convidados. Os que estão impedidos de vir, rezem por nós e unam-se conosco espiritualmente.

Que a Virgem nos conduza a todos. Fiat!

Grupo de Resgate Anjos de Adoração - GRAA

Incoerências do Protestantismo

Imagem de Lutero. Mas... não era proibido fazer imagens?

Tenho visto ultimamente inúmeros casos de conversão, sobretudo de ex-protestantes que, motivados pelo desejo de fazer uma crítica mais fundamentada à Igreja Católica, partem a estudar as suas fontes, e terminam se convertendo. A coisa acontece frequentemente. Pretendo nesse texto explicar um pouco do porquê disso.

Primeiramente, antes de entrar nas razões apologéticas, notemos o seguinte. Quando um católico se "desconverte" e passa ao protestantismo - e também já cansei de ver -, isso ocorre porque, geralmente não dispondo de uma formação lá tão coerente, resultado da atual crise da Igreja que faz com que os padres e bispos não ensinem o que devem ensinar, eles tomam contato com o jogo lógico doutrinal e bíblico que os evangélicos costumam fazer. A mente humana é intuitivamente orientada para a verdade. Assim, o modo de convencer alguém é fazê-lo ter a experiência interna e vivencial da verdade. É muito diferente quando, não somente cremos no que nos dizem de fora, mas também vemos por nós mesmos que aquilo procede. É o que ocorre, por exemplo, com a questão das imagens. A nossa sede de verdade não tem se satisfeito com o ensino por assim dizer "dominical" da Igreja atual. E isto torna-se a base para as "desconversões" a que me refiro.

Agora, notem o ponto: os que se desconvertem, com algumas exceções que, por ora, não me são sabidos, em geral são os que não conhecem suficientemente o ensino católico. E por isso costumava dizer o Cardeal Fulton Sheen: "um católico ignorante será um futuro protestante". Com razão testemunhava um outro padre que as pessoas mais jovens, se dependerem do ensino paroquial comum, nunca sequer conheceram direito o que a Igreja ensina. Isso é muito sério.

No entanto, os que se "reconvertem" à Igreja em geral são pessoas estudiosas, que, na sua sede de coerência e de defesa da verdade, querem atacar a Igreja Católica evidenciando por eles mesmos como ela se corrompeu. E daí, eles iniciam um exame das bases: vão à Bíblia, vão aos Concílios, vão aos primeiros séculos. E o que ocorre? Terminam constatando que a Igreja primitiva é, mesmo, a católica. Frustram sempre a sua expectativa de ver em Constantino o iniciador das profanações e idolatrias. É óbvio que, batendo assim a cara contra o muro, estas pessoas entram numa certa crise. E aqui há duas posições possíveis: ou prevalece o desejo de estar certo e seguro, e a pessoa se afasta destes estudos e se fixa em literatura tendenciosa, ou prevalece o desejo da verdade, e ela leva esse incômodo inicial até o fim. Se a segunda alternativa for o caso, depois da dor do rompimento, o que é natural, se seguirá uma alegria desconhecida, o que é testemunhado por todos os que fazem esse trajeto de volta à casa. Só para exemplificar, vejam o semblante deste sujeito.


Francis Beckwith é Ex-Presidente da Sociedade Teológica Evangélica (ETS). Afirma ele: "Em janeiro, por sugestão de um amigo querido, comecei a ler aos Padres da Igreja assim como alguns trabalhos mais sofisticados sobre a justificação em autores católicos. Comecei a convencer-me que a Igreja primitiva é mais católica que protestante e que a visão católica da justificação, corretamente compreendida, é bíblica e historicamente defensável" Fonte: Bíblia Católica News

Vamos então pensar porque este fato ocorre.

Primeiramente, não existe isso de que cada um tem a sua fé. A Fé não é um sentimento subjetivo, mas um assentimento pessoal a um corpo de verdades. Ora, a verdade somente o é se for correspondente à realidade. Isto significa que entre dois religiosos cujas visões destoam um do outro, não é possível que ambos estejam corretos. Os dois podem estar errados, mas não corretos igualmente. Isso ocorre porque os erros são infinitos. A verdade, ao contrário, pela sua própria natureza, só pode ser uma.

Nenhum artigo curto de blog substitui os estudos pessoais e intensos que devem conduzir as pessoas a uma adesão tão séria. Mas entendemos que, se os pontos abaixo - e os reduzimos a dois, para não nos entendermos demasiado - ao menos forem entendidos, ao final do artigo o leitor estará pelo menos inclinado ao catolicismo ao invés do protestantismo de toda monta. Mas, para que isto se dê, convocamos o leitor a concentrar toda a sua sede de coerência e verdade, a mobilizar toda a sua sinceridade, e a meditar passo a passo com vagar. Reforçamos aqui uma regra importantíssima e que conduzia Santo Tomás de Aquino nos seus estudos pessoais: nunca deixar passar nada sem que tenha sido entendido direito. Pode acontecer também de o leitor julgar ver algum ponto da questão que o texto não contempla. Se isso for o caso, estamos abertos a quaisquer críticas que nos queiram fazer. Comecemos.

O primeiro problema é o seguinte:

A Sola Scriptura. Tem sentido? Não. Expliquemos: o princípio da Sola Scriptura ou Só a Escritura afirma que somente a Bíblia é a fonte da revelação e autoridade concernente à Fé e aos costumes. Cada tema deste daria um artigo inteiro, e já escrevemos outros textos sobre alguns desses pontos isoladamente. No entanto, como temos estudado isso de um modo mais intenso atualmente, julgamos poder dizer agora algo mais aprofundado do que já dissemos. Talvez futuramente dediquemos mais espaço a cada um desses pontos. O que vai agora é somente uma demonstração de que estes princípios carecem de fundamento, e é a visão desse fato o que faz com que os protestantes dados a estes estudos retornem à Igreja.

Falávamos da Sola Scriptura. Ora, a Bíblia é um livro. Logo, ela pressupõe necessariamente os fatos que se narram e aos quais ela é posterior; exige também que haja uma autoridade que narre os fatos de modo fiel; e uma autoridade que, conforme os fatos se distanciem no tempo, ensine o modo correto de entendê-los. 

Outro ponto é que a bíblia narra fatos que não são comprováveis imediatamente, não apenas pelo passado (ou futuro, como nos livros proféticos), mas porque são fatos sobrenaturais. Tais fatos, mais difíceis de se entender, necessitam ainda mais alguém que os interprete. Vemos o episódio do eunuco, no livro dos Atos, que lendo o profeta Isaías, falou ao apóstolo Felipe: "como vou entender se não há quem me explique?". O eunuco não sabia se, no texto do servo sofredor, em Isa 53, o autor falava de si mesmo ou de outro. E foi preciso que uma autoridade lhe desse luz para entender. Aliás, é isso o que significa dizer que "a Fé vem pelo ouvir", e não pelo ler, de São Paulo.

Uma outra dificuldade é que, além de fatos, a Bíblia contém doutrinas e afirmações teóricas absolutamente impossíveis de verificação, ao menos por ora. Some-se a isso a dificuldade intrínseca de certas afirmações, como é reconhecido pelo próprio Pedro, ao referir-se às cartas de Paulo e aos espíritos que, mal interpretando o que ia nelas, caminhavam para a própria ruína (Cf. II Pe 3,15-16). Vejam só: a ruína pode ser resultado de uma compreensão equivocada. Portanto, fica mais que evidente a necessidade de que alguém mostre o modo certo de entender aquilo, pois, assim como as afirmações bíblicas não resultam de interpretações particulares, assim também não são as interpretações particulares, ao costume luterano, que vão dar conta de se harmonizar com a verdade (Cf. II Pe 1,20).

A coisa toda complica ainda mais se notamos que a Bíblia tem livros que são propositadamente criptografados, isto é, escritos de modo pesadamente simbólico para que os não cristãos não entendessem do que se estava falando, como é o caso do Apocalipse, e que Lutero, renegando a autoridade da Igreja e, por isso mesmo, abandonando qualquer referencial para entendê-lo, chamava de "livro inútil".


"(...) quanto a mim, sinto uma aversão a ele, e para mim isso é razão suficiente para rejeitá-lo. ” (Werke Sammtliche, 63, pp 169-170, “Os fatos sobre Lutero,” O’Hare, TAN Books, 1987, p. 203.)


Estes pontos acima podem resumir-se na falta de uma autoridade interpretativa para a Bíblia. Se lermos o livro dos Atos, que conta o início da Tradição, isto é, da vivência da Igreja, veremos que o referencial era SEMPRE o corpo dos Apóstolos. Eles decidiam, eles ensinavam. Ora, conforme a Igreja se estenda pelo mundo, não diminui a necessidade de que seja administrada por uma autoridade, antes ela aumenta, como o testemunhou a própria história. Portanto, não há sentido nenhum afirmar que o ofício dos Apóstolos termina com eles e que, a seguir, a Igreja seguiria angelicamente sem necessidade de autoridades terrenas que detivessem as heresias e garantissem a ortodoxia do ensino. Nem a lógica nem a história endossam esse devaneio.

Um outro problema ainda é que o princípio da Sola Scriptura não está na Bíblia, sendo ele, portanto, um princípio autocontraditório e suicida. Ponhamos isso na forma de um silogismo para que fique bem entendido:

- Só devemos crer no que está na Bíblia;
- A Sola Scriptura não está na Bíblia;
- Logo, o princípio da Sola Scriptura exige que não se dê crédito à Sola Scriptura.

Aceitar este princípio exige que, logo em seguida, ele seja destruído, pelo bem da coerência e da lógica. Manter o princípio da Sola Scriptura vai contra o próprio princípio da Sola Scriptura. Ele é um primor de contradição.

Quando chegamos à compreensão clara e límpida dessa verdade, reconhecemos que ela é arrasadora. Meditando sobre isso, não encontrei nenhuma espécie de alternativa.

Um protestante, porém, que entenda este problema, poderá dizer: "Ok. É de fato um problema. Mas, até dizer que a Igreja Católica é a correta é um salto imenso. É fato que a Igreja primitiva era pura e santa, até chegar o século IV, com o Édito de Milão, onde o Imperador Constantino fez um laço entre cristianismo e paganismo."

Se alguém objeta isso aí - e é o mais comum -, o que devemos fazer? Até antes de estudar o século IV e ver o que de fato aconteceu, devemos pô-lo em contato com os escritos dos séculos I, II e III, os padres apostólicos e os padres apologéticos. Lendo esse pessoal, muitos deles discípulos diretos de João, Pedro - como é o caso de Sto Inácio, bispo de Antioquia e o primeiro a usar o termo "Igreja Católica" mais ou menos no ano 105 dC, e também do bispo Policarpo, da comunidade de Esmirna -, conhecidos de Paulo, Lucas, etc. Podemos dizer que eles são "da turma".

Podemos recomendá-los à leitura desse pessoal e, paralelo a isso, devemos estimular-lhes a procura de quaisquer evidências de fraudes que historiadores especializados possam ter encontrado. Cedo ou tarde, as escamas caem e a luz aparece.

Se alguém empreender com coragem este estudo, ou terá de convencer-se de que a Igreja Católica é a Igreja de Cristo, ou deixará de ter fé pura e simplesmente, ou preferirá a incoerência cômoda e orgulhosa. A Verdade não tem adversários à altura. Ela é como um leão: se for solta, destrói os inimigos facilmente. É como uma pesada pedra que faz em pedaços aquilo sobre o que ela cai. (Cf. Mt 21,44)

Pomos abaixo o nome de alguns dos "Pais da Igreja", dos primeiros séculos, que podem ser consultados:

Padres Apostólicos

- Inácio de Antioquia;
- Policarpo de Esmirna;
- Irineu de Lião;
- Clemente Romano;
- Pastor de Hermas;
- Pápias de Hierápolis

Outro escrito do século I bem conhecido e de autoridade reconhecida:

- Didaché dos Apóstolos;

Um outro documento, datado do Século III, cujo original perdeu-se, restando traduções completas em sírio, copta, árabe, francês, alemão e inglês:

- Didascália dos Apóstolos

Padres Apologetas ou Apologistas - defendem o cristianismo em face ao mundo pagão - Séculos II e III:

- Justino Mártir;
- Quadrato;
- Aristides de Atenas;
- Aristão de Pella;
- Taciano;
- Melitão de Sardes;
- Atenágoras;
- Teófilo de Antioquia;
- Tertuliano;
- Cipriano de Cartago;
- Irineu de Lião;

Todos eles são bem anteriores ao imperador Constantino (séc. IV) e, portanto, são fontes insuspeitas de como pensavam os primeiros cristãos. Bons estudos.

O incrível milagre eucarístico de Sokólka

Todos os dias, em todos os altares do mundo, dá-se o maior milagre possível: o da transformação do pão e do vinho no verdadeiro Corpo e Sangue de Jesus Cristo. No entanto, ao recebermos a comunhão, podemos tocá-lO apenas pela fé, pois aos nossos sentidos é oferecida apenas a forma do pão e do vinho fisicamente inalteradas pela consagração. O que é que, afinal, traz à nossa fé o acontecimento eucarístico de Sokólka?

Foi no domingo, 12 de Outubro de 2008, logo após a beatificação do servo de Deus Pe. Miguel Sopocko. Durante a Santa Missa iniciada na igreja paroquial de St. António de Sokólka às 8h30, durante a distribuição da Comunhão, caiu a um dos sacerdotes aos pés do altar uma Hóstia consagrada. O sacerdote interrompeu a distribuição da Comunhão, pegou nela e, de acordo com as normas litúrgicas, colocou-a no vasculum, um pequeno recipiente com água que se encontra normalmente ao lado do sacrário, servindo para o sacerdote lavar os dedos após a distribuição da Comunhão. A Hóstia deveria dissolver-se nesse recipiente.

No fim da Missa, a irmã Júlia Dubowska, sacristã da Congregação das Irmãs Eucarísticas, em serviço na paróquia, tendo a consciência de que a Hóstia consagrada levaria algum tempo a dissolver-se, a pedido do Pe. Stanislaw Gniedziejko, pároco da paróquia, despejou o conteúdo do vasculum noutro recipiente e colocou-o no cofre que se encontra na sacristia da paróquia. Só a Irmã e o Pároco tinham as chaves do cofre.

Ao fim de uma semana, no dia 19 de Outubro, Domingo das missões, a irmã Júlia – questionada pelo pároco sobre o estado da Hóstia – foi ver o cofre. Ao abrir a porta, sentiu um aroma delicado a pão ázimo. Quando abriu o recipiente, viu a água limpa com a Hóstia a dissolver-se e no meio desta uma mancha arqueada com uma cor vermelha intensa, lembrando um coágulo de sangue, com a forma de uma espécie de partícula viva de um corpo. A água permanecia incolor.

A Irmã informou imediatamente o Pároco, que veio logo com os sacerdotes locais e o missionário Pe. Ryszard Górowski. Todos ficaram surpreendidos e atónitos com o que viram.

Mantiveram discrição e prudência, não esquecendo o peso do acontecimento, pois tratava-se de Pão consagrado que, pelo poder das palavras de Cristo no Cenáculo, é verdadeiramente o Seu Corpo. Do ponto de vista humano, foi difícil definir se a forma alterada do fragmento da Hóstia é o resultado de uma reacção orgânica, química ou de outro tipo de acção.

Imediatamente notificaram do sucedido o Arcebispo Metropolitano de Bialystok, Edward Ozorowski, que se dirigiu a Sokólka juntamente com o chanceler da cúria, os sacerdotes prelados e catedráticos. Todos ficaram profundamente comovidos com o que viram. O Arcebispo mandou proteger a Hóstia, esperar e observar o que iria acontecer.

No dia 29 de Outubro, o recipiente com a Hóstia foi transportado para a capela da Misericórdia Divina na casa paroquial e colocado no sacrário. No dia seguinte, por decisão do Arcebispo, retirou-se a Hóstia com a mancha visível da água, colocou-se num pequeno corporal e em seguida no sacrário. Deste modo se conservou a Hóstia durante três anos, até ter sido solenemente levada para a igreja, no dia 2 de Outubro de 2011. Durante o primeiro ano foi guardada em segredo. Foi um tempo de reflexão sobre o que fazer, pois tratava-se de um sinal de Deus que era necessário interpretar.

Até meados de Janeiro de 2009, o fragmento da Hóstia alterada secou de forma natural e permaneceu como coágulo de sangue. Desde essa altura não mudou de aparência.

Em Janeiro de 2009, o Arcebispo ordenou que se fizessem análises pato-morfológicas à Hóstia e a 30 de Março desse ano criou uma comissão eclesial para analisar o fenómeno. 

O fragmento da Hóstia em forma alterada recolhido foi analisado pela Prof. Dr.ª Maria Sobaniec-Lotowska e pelo Prof. Dr. Stanislaw Sulkowski – de forma independente um do outro, com vista a uma maior credibilidade dos resultados, – pato-morfologistas da Universidade de Medicina de Bialystok. As análises foram realizadas no Instituto de Pato-morfologia dessa universidade. O trabalho de ambos os especialistas foi regido pelas normas e obrigações dos cientistas para analisar cada problema científico de acordo com as directrizes do Comité de Ética da Ciência da Academia das Ciências Polacas. As análises foram descritas e fotografadas exaustivamente. A documentação completa foi entregue à Curia Metropolitana de Bialystok.

Quando foram recolhidas as amostras para análise, a parte não dissolvida da Hóstia consagrada estava já embebida no tecido. Porém, a estrutura de sangue acastanhado do fragmento da Hóstia não perdeu nada da sua clareza. Este fragmento estava seco e frágil, intimamente ligado à restante parte da Hóstia em forma de pão. A amostra recolhida foi o suficiente para realizar todas as análises indispensáveis.

Os resultados de ambas as análises independentes sobrepuseram-se completamente. Concluíram que a estrutura do fragmento da Hóstia analisado é idêntica a tecido do músculo do coração de uma pessoa viva, mas em estado de agonia. A estrutura da fibra do músculo do coração e a estrutura do pão estavam interligadas de forma muito estreita, de forma impossível de realizar por ingerência humana (vide declaração da Prof. M. Sobaniec-Lotowska na reportagem “O Milagre Eucarístico de Sokólka”, Lux Veritatis 2010).

As análises realizadas provaram que não foi adicionada nenhuma outra substância à Hóstia consagrada, mas que o seu fragmento tomou a forma de tecido do músculo do coração de uma pessoa em estado de agonia. Este tipo de fenómeno não é explicável pelas ciências naturais, sendo que os ensinamentos da Igreja nos dizem que a Hóstia entregue para análise é o Corpo do próprio Cristo pelo poder das Suas próprias palavras proferidas durante a Última Ceia.

O resultado das análises pato-morfológicas datadas de 21 de Janeiro de 2009 foram incluídas no protocolo entregue na Cúria Metropolitana de Bialystok.


Para concluir, no comunicado oficial que emitiu, a Cúria Metropolitana de Bialystok afirmou o seguinte: «O acontecimento de Sokolka não se opõe à fé da Igreja, antes pelo contrário, confirma-a. A Igreja professa que, após as palavras da consagração, pelo poder do Espírito Santo, o pão se transforma no Corpo de Cristo e o vinho no Seu Sangue. Para além disso, trata-se de um chamamento para que os ministros da Eucaristia distribuam o Corpo do Senhor com fé e cuidado e que os fiéis O recebam com adoração.»

in sokolka.archibial.pl

Fonte: Senza Pagare

Exemplo da importância dos exorcismos no sacramento do batismo que foram excluídos do novo rito


Numa escola da Fraternidade São Pio X, as professoras constataram, ao longo do ano letivo, uma clara melhora no comportamento de três de seus alunos. O mais velho, da sétima série*, era muito desagradável, insolente, grosseiro. Éramos obrigados frequentemente a repreendê-lo em aula, mas sobretudo, no recreio e no refeitório. Ajudava na Missa da escola, mas sem mostrar muita piedade. Seu olhar às vezes fixo e malvado, impressionava-nos e alguns ousavam se perguntar se essa criança não estaria possuída.

O segundo, da décima série, embora menos insolente e grosseiro, fazia-se notar por um comportamento às vezes estranho.

A mais jovem, de seis anos, mesmo parecendo estimar sua professora, fazia tudo para chateá-la: silêncio desobediente, sujeira nos seus cadernos ou nela; ira surpreendente diante das punições (como torcer seus óculos)... Com frequência, a professora, vendo tais cadernos, perguntava-lhe: "Você é aplicada?", e sempre a mesma resposta da criança, olhando insolentemente nos olhos da professora: "Não!" Não sabíamos como lidar com ela.

Durante o terceiro trimestre, constatamos uma rápida mudança nessas crianças. Os meninos ajudavam a Missa com mais piedade, não eram mais insolentes. O mais velho havia perdido seu olhar que nos impressionava. Não o repreendíamos mais no refeitório, onde se tornou um modelo de silêncio e onde estava sempre pronto a nos prestar auxílio. A menina havia se tornado afetuosa com sua professora, deixando até suas brincadeiras, para se aproximar dela, e mesmo lhe obter um afago. A caligrafia melhorou, assim como o estado dos cadernos. Aplicava-se enfim. Havia se tornado mais gentil com seus colegas.

Mesmo sem terem virado crianças-modelo nem primeiros de turma, tinham mudado. O que teria acontecido? Nosso diretor nos deu a chave do problema: essas crianças haviam sido batizadas no novo rito, sem os exorcismos. Com a permissão dos pais, o padre havia feito, perto da Páscoa, um complemento do Batismo; isto é, havia feito os exorcismos neles! Banido o demônio, a Graça atuava melhor nessas crianças.

Quantas crianças, hoje, teriam necessidade desse complemento, para que a Graça as ajudasse a lutar melhor contra suas más inclinações!

Uma professora

*No sistema educacional francês, as primeiras séries têm maior número que as que se lhes seguem. Não há correspondência exata com o sistema brasileiro. (N. do T.)

Pe. Matthias Gaudron, Catecismo da crise na Igreja. Rio de Janeiro: Permanência, 2011. p.217.

Carismatismo - confusão entre Natureza e Graça


"Querer sentir a ação da Graça (de si não sensível) é expor-se a confundir Fé e sentimento religioso (assim como os modernistas); mas também inspiração divina e imaginação; Esperança teologal e otimismo; vida da Graça e bem-estar psicológico. A psicologia ocupa, ademais, um lugar muito importante nas comunidades carismáticas."

Pe. Matthias Gaudron 
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