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Pe. Pio e a Confissão





Autor: Dom Dimond, OSB
Tradução: Carlos Wolkartt

“Tens cantado um hino a Satanás, enquanto
Jesus, em Seu amor ardente, deslocou a cabeça por ti”

João XX, 21-23: “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. Tendo dito estas palavras, soprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”.

No Evangelho de João, vemos o poder de perdoar os pecados sendo conferido por Jesus Cristo sobre os Apóstolos. O poder de perdoar os pecados conferido sobre os sacerdotes validamente ordenados por um bispo seria um papel proeminente na vida e nos milagres de Padre Pio. De 1918 a 1923, Padre Pio ouvia confissões de quinze a dezenove horas, todos os dias. Nos anos 1940 e 1950, geralmente ouvia confissões por menos tempo diário, entre cinco a oito horas.

Cada confissão que Padre Pio ouvia durava, em média, somente três minutos – exceto em casos extraordinários. Segundo um cálculo, Padre Pio ouviu um total de aproximadamente cinco milhões de confissões (ou seja, mais de quinze milhões de minutos, ou mais de duzentas e cinquenta mil horas de confissão).

Tantas pessoas queriam que Padre Pio ouvisse suas confissões que geralmente tinham que esperar duas ou três semanas até terem oportunidade. O número de pessoas chegou a ser tão grande que foi necessário abrir um gabinete para distribuir bilhetes. Os bilhetes eram numerados; indicavam o lugar na fila do confessionário de Padre Pio. Este sistema de numeração foi implementado em janeiro de 1950, quando Padre Pio tinha 62 anos. Também foi instituída uma regra que limitava o tempo (em dias) entre uma confissão e outra, para cada penitente. Não era permitido confessar-se com Padre Pio mais de uma vez a cada oito dias.

Um homem de Pádua, que tinha ido se confessar ao Padre Pio, tentou fazer outra confissão entre os oito dias de espera. Para burlar o período de espera, mentiu acerca do número de dias que havia passado desde sua última confissão. Quando entrou no confessionário, Padre Pio lhe expulsou e lhe acusou brutalmente de mentiroso. Depois de ser expulso, o homem disse, em lágrimas: “Tenho dito muitas mentiras ao longo de minha vida, e pensava que poderia enganar a Padre Pio também”. Porém, Padre Pio tinha um conhecimento sobrenatural de seu ato.

Padre Pio exigia que toda a confissão fosse uma verdadeira conversão. Não tolerava a falta de franqueza na explicação dos pecados. Era muito duro com os que se desculpavam, falavam sem sinceridade, ou não tinham uma firme determinação em mudar. Exigia integral franqueza e honestidade do penitente. Também exigia uma verdadeira e sincera dor no coração, e uma firmeza absoluta nas decisões para o futuro.

Muitos dos penitentes de Padre Pio fizeram a declaração assombrosa de que, quando estiveram em seu confessionário, experimentaram a imponente impressão de estarem ante a cátedra do juízo de Deus.

Se o penitente não fosse verdadeiro, ou simplesmente lesse a lista de seus pecados sem o firme propósito de mudança, Padre Pio quase sempre gritava “fora!”. Muitas pessoas diziam que Padre Pio era bruto e severo, e que às vezes batia o painel do confessionário no rosto do penitente. Frequentemente, Padre Pio denunciava um penitente com uma frase dolorosa.

Um homem que
foi expulso do confessionário por Padre Pio disse: “Que tipo de monge canalha é este? Não me deu tempo para dizer uma só palavra, e imediatamente me chamou de porco velho e me ordenou sair!”. Outra pessoa disse a este homem que Padre Pio provavelmente teve boas razões para chamar-lhe de porco velho e tratar-lhe desta maneira. “Não me ocorre por que”, disse o homem que havia sido expulso do confessionário; e então, depois de uma pausa, o homem disse: “talvez seja porque tenho uma relação íntima com uma mulher que não é minha esposa”.

Padre Pio também expulsava certos sacerdotes e bispos de seu confessionário. Certa vez Padre Pio disse a um sacerdote: “Se você soubesse que coisa tremenda é sentar-se no tribunal do confessionário! Estamos administrando o Sangue de Cristo. Devemos ter cuidado para não lançarmos este tesouro por todas as partes por sermos demasiados indulgentes ou negligentes”.

Outro homem foi confessar-se ao Padre Pio para lhe provar. Queria ver se Padre Pio podia dar-se conta de que estava mentindo. O homem disse ao frade que não estava ali para confessar os pecados, mas para pedir orações por um familiar. Isto não era verdade, e Padre Pio soube imediatamente. Padre Pio lhe golpeou no rosto e lhe mandou para fora do confessionário.

Uma mulher que chegava de uma longa viagem para ver Padre Pio lhe disse em confissão: “Padre Pio, faz quatro anos que perdi meu esposo, e não tenho ido à igreja desde então”. Padre Pio respondeu: “Porque perdeste teu esposo, também perdeste Deus? Fora! Fora!”, enquanto fechava rapidamente a janela do confessionário.

Pouco depois deste acontecimento, a mesma mulher recuperou sua fé, atribuindo isto à maneira em que Padre Pio lhe tratou – provavelmente reconhecendo como ela havia posto seu apego a seu esposo acima de Deus.

Andre Mandato falou sobre o momento em que foi se confessar ao Padre Pio: “Eu ia à igreja todos os domingos, porém não tinha nenhuma crença forte na confissão. Confessava-me pouquíssimas vezes, e nunca era totalmente sincero. Comecei a crer na confissão somente depois que fui a Padre Pio. A primeira vez que me confessei a ele, ouvi de sua boca os pecados que eu havia cometido”.

Katharina Tangari descreveu como era se confessar ao Padre Pio:

“… Padre Pio primeiramente questiona quanto tempo se passou desde nossa última confissão. Esta primeira pergunta estabelece um contato entre Padre Pio e o penitente; de repente parece que Padre Pio sabe tudo sobre nós. Se nossas forem pouco claras e inexatas, ele as corrige; temos a sensação de que… seu olho pode ver nossa alma como verdadeiramente ela é ante Deus”.

Padre Pio comentou sobre a quantidade de confissões que ouvia, e como era capaz de fazê-lo: “Houve períodos que ouvi confissões sem interrupção por dezoito horas seguidas. Não tenho nenhum momento para mim mesmo. Mas Deus me oferece suporte com eficácia em meu ministério. Sinto a força para renunciar a tudo, contanto que as almas regressem a Jesus e amem a Jesus”.

Juan McCaffery foi se confessar ao Padre Pio, e escreveu sua experiência extraordinária. McCaffery queria que Padre Pio rezasse por alguns de seus amigos. Ele recorda: “Bem, durante uma pausa, comecei a dizer ‘E então, Padre…’; mas ele me interrompeu com um sorriso e disse: ‘Sim, recorda-te de teus amigos também!’”.

Uma mulher chamada Nerina Noe foi a Padre Pio confessar-se. Ela lhe disse que estava pensando em deixar de fumar; não previa a brusca repreensão que Padre Pio lhe daria: “Mulheres que fumam cigarros são repugnantes”.

Frederick Abresch foi um desses penitentes que haviam sido convertidos depois de irem a Padre Pio para se confessarem. Aqui estão algumas coisas que ele descreveu sobre a incrível história de sua conversão:

“Em novembro de 1928, quando fui ver Padre Pio pela primeira vez, havia passado poucos anos desde minha mudança de protestante a católico, que se deu por conveniência social. Eu não tinha fé, ou ao menos entendo agora que simplesmente me iludia de tê-la. Tendo sido criado em uma família muito anticatólica e imbuída de preconceitos contra dogmas a tal grau que uma instrução rápida não poderia eliminar, eu estava sempre ávido de coisas secretas e misteriosas.

“Encontrei um amigo que me apresentou os mistérios do espiritismo. Logo, porém, cansei dessas mensagens inconclusivas de ultratumba; eu estava com fervor no campo do ocultismo, da magia de todos os tipos, etc. Então me encontrei com um homem que declarou, com um ar de mistério, que estava em posse da única verdade: ‘teosofia’. Em seguida me tornei seu discípulo, e comecei a acumular livros com títulos tentadores e atraentes na minha mesa de cabeceira. Com segurança em mim mesmo e cheio de vaidade, usava palavras como Reencarnação, Logos, Brahma, Maia, ansiosamente esperando alguma realidade grande e nova que aconteceria.

“Não sei por que (creio que era antes de tudo para agradar minha esposa), mas de vez em quando continuava recebendo os santos Sacramentos. Este era o estado de minha alma quando, pela primeira vez, ouvi falar de um Padre Capuchino, do qual me descreveram como um crucifixo vivo, realizando milagres contínuos.

“Crescendo em curiosidade, decidi ir e ver com meus próprios olhos. Pus-me de joelhos no confessionário da sacristia [e disse a Padre Pio que] considerava a confissão uma boa instituição social e instrutiva, mas que não cria na divindade do Sacramento em absoluto. O Padre, contudo, disse com expressão de grande dor: ‘Heresia! Então todas as tuas Comunhões foram sacrílegas… tens que fazer uma confissão geral. Examina tua consciência e recorda a última vez que fizeste uma boa confissão. Jesus tem sido mais misericordioso contigo que com Judas’.

“Então, olhando por cima de minha cabeça com olhos severos, ele disse: ‘Louvados sejam Jesus e Maria!’, e se foi à igreja para ouvir as confissões das mulheres, enquanto eu fiquei na sacristia, comovido e afetado profundamente. Minha cabeça estava girando e não conseguia me concentrar. Todavia, ouvia em minhas orelhas: ‘Recorda a última vez que fizeste uma boa confissão!’. Com dificuldade, tomei a seguinte decisão: Diria a Padre Pio que havia sido um protestante, e que mesmo após a abjuração, fui rebatizado (condicionalmente), e todos os pecados da minha vida passada foram apagados em virtude do santo Batismo, no entanto, para minha tranquilidade queria começar a confissão desde a minha infância.

“Quando o Padre voltou ao confessionário da sacristia, repetiu a pergunta: ‘Pois, quando foi a última vez que fizeste uma boa confissão?’. Respondi: ‘Padre, quando estava…’. Porém, nesse ponto o Padre me interrompeu, dizendo: ‘Fizeste uma boa confissão pela última vez quando estavas regressando de tua lua de mel; deixemos todos os demais, e comecemos a partir daí!’.

“Permaneci boquiaberto, abalado com uma letargia, e entendi que havia tocado o sobrenatural. O Padre, entretanto, não me deu tempo para refletir. Demonstrando seu conhecimento do meu passado inteiro, e na forma de perguntas, enumerou todas as minhas faltas com precisão e claridade… Depois que o Padre havia trazido à luz todos os meus pecados mortais, com palavras impressionantes me fez compreender a gravidade destas faltas, acrescentando em um tom de voz inesquecível: ‘Tens cantado um hino a Satanás, enquanto Jesus em Seu amor ardente deslocou a cabeça por ti’. Então ele deu minha penitência e me absolveu… Creio não somente nos dogmas da Igreja Católica, mas também na menor de suas cerimônias… para quitar esta fé, deve-se quitar também minha vida”.

José Greco, agora um grande devoto de Padre Pio, teve um sonho no qual se encontrou com o frade em uma estrada e lhe pediu para salvar seu pai enfermo. O pai de José de repente se recuperou depois do sonho. Para agradecer a Padre Pio, José decidiu viajar e vê-lo cara a cara. Depois de esperar quatro dias, José conseguiu ir a Padre Pio para a confissão. Ele descreveu o encontro:

“Em verdade, quando Padre Pio me viu, disse: ‘Pois então, teu pai está bem’. Fiquei atormentado, em razão de nunca haver visitado São Giovanni Rotondo antes. Nunca havia ido a essa parte do mundo, nem conhecia nada ali. E, no entanto, suscitou em minha mente uma pergunta, e questionei-lhe: ‘Foi você, foi você?’. E ele respondeu: ‘No sonho, no sonho…’. Daí comecei a tremer, porque em verdade estava morrendo de medo. Disse: ‘Sim Padre, no sonho, Padre’. Disse-lhe meus pecados, e antes de me dar a absolvição, ele me disse: ‘No entanto, sabes de algo a mais [que não mencionaste na confissão]?’. Disse: ‘Bem Padre, não consigo recordar nada mais’. Padre Pio então começou a descrever um evento com uma moça, quando eu estava no exército. Então me lembrei de tudo. Queria que a terra se abrisse e me engolisse, de tanta vergonha que me consumia. Então disse a Padre Pio: ‘Sim Padre, estou recordando tudo e tenho medo de ter esquecido de dizer em confissão, estou muito envergonhado’. ‘Pois, disse ele, tens carregado este pecado contigo desde 1941, e o lugar foi Blackburn, para dizer a verdade’. Então me levantei para sair, ao que Padre Pio disse: ‘Há algo mais que esqueceste?’, sorrindo levemente. Disse-lhe: ‘Não Padre, de verdade não há mais nada que posso recordar’. Pensei que era sobre algum outro pecado. E ele disse: ‘Veja em teu bolso’. Então saquei minhas contas do rosário [do meu bolso], as dei a ele, que as abençoou e as me deu de volta. E isso foi tudo”.

Um homem disse a Padre Pio em confissão: “Tenho muito apego aos meus pecados; eles são como que necessários para minha vida. Ajude-me a encontrar um remédio”. Padre Pio lhe deu uma oração a São Miguel Arcanjo, e lhe ordenou dizê-la todos os dias por quatro meses.

Padre Nello Castello, um sacerdote de Pádua, Itália, que havia ido confessar-se a Padre Pio centenas de vezes, recordou suas incríveis experiências:

“Fui confessar-me com Padre Pio pelo menos cem vezes. Recordo-me da primeira vez, em que suas palavras, ao mesmo tempo, me assustaram e me iluminaram. Os conselhos que ele me deu refletiam um conhecimento exato de toda a minha vida passada e futura. Às vezes, ele me surpreendia com sugestões não relacionadas com os pecados confessados, e os acontecimentos que se sucederam deixaram claro que seus conselhos haviam sido proféticos. Em uma confissão, em 1957, Padre Pio falou cinco vezes com insistência sobre o mesmo assunto, usando palavras diferentes, e me recordando de um defeito horrível de impaciência. Além disso, me esclareceu sobre as causas fundamentais que provocavam a impaciência. Descreveu-me o comportamento que deveria seguir para evitar a impaciência no futuro. Isto ocorreu sem que eu houvesse dito uma só palavra sobre o problema. No entanto, ele conhecia meus problemas melhor que eu e me aconselhava em como concertá-los”.

Entre os que iam ver Padre Pio, existiam incrédulos declarados. Alguns foram vê-lo por curiosidade, outros para insultarem a Padre Pio e a Deus.

Dois franco-mações, que eram implacavelmente opostos a Deus e à Igreja Católica, decidiram fazer confissões fingidas a Padre Pio de pecados que simplesmente inventaram. O propósito era profanar o Sacramento da Penitência. Estes homens foram a Padre Pio em dias diferentes. Quando eles começaram a confessar seus pecados inventados, Padre Pio lhes interrompeu, dizendo que sabia o que estavam fazendo, e começou a contar cada um de seus pecados reais, informando-lhes o dia, o lugar e como os cometeram. Os dois homens eram tão abrumados que poucos dias depois, se arrependeram de suas vidas pecaminosas e se converteram.

Um comunista incrédulo também foi a Padre Pio para se confessar. Naquele tempo, não havia abandonado suas crenças malvadas. Padre Pio lhe perseguiu fora do confessionário, dizendo: “Que fazes ante o tribunal de Deus se não credes? Fora! Vai-te! És comunista!”.

No confessionário, Padre Pio dizia coisas como:

“Por que vendeste tua alma ao Diabo?… Que irresponsável!… Estás no caminho do Inferno!… Homem negligente, ide primeiro arrepender-se, e então voltes aqui”.

Uma pessoa durante a confissão pôs em dúvida a existência do Inferno. Padre Pio respondeu: “Você acreditará quando chegar lá”.

Padre Pio considerava a ida frequente à confissão algo necessário para o crescimento na vida espiritual. Ele se confessava ao menos uma vez por semana, e não deixava que seus filhos espirituais ficassem sem confissão por mais de dez dias.

Uma vez foi perguntado a Padre Pio: “Confessamos tudo que pudemos recordar ou conhecer, porém é possível que Deus veja outras coisas que não pudemos lembrar?”. Ele respondeu: “Se pusemos [em nossa confissão] toda a nossa boa vontade e se tivemos a intenção de confessar [todos os pecados mortais]… tudo que pudemos recordar ou conhecer – a misericórdia de Deus é tão grande que Ele incluirá e apagará também o que não pudemos recordar ou conhecer”.

Por esta razão, deve ser dito ao final de uma confissão: “… e confesso todos os pecados que tenho esquecidos e não mencionei nesta confissão”.
Artigo Original: Christi Fidei

A promessa dos bebês - Fantástico testemunho!


Eu lembro disso claramente. Eu lembro do dia em que a minha futura esposa e eu tínhamos conversado sobre os filhos. Ela me perguntou: Quantos filhos você quer ter?" Eu, sendo eu, respondi: "Quem se importa? Quem se importa com quantos filhos eu quero ter?"

Minha esposa, já a caminho da santidade por escolher essa cruz que sou eu, disse: "Eu quero dizer, quanto você acha que é um bom tamanho pra uma família?

"Um bom tamanho? Dezesseis. Esse é um bom tamanho."

"Por que você está se doendo assim? Você sabe o que eu quero dizer."

"Sim, eu sei o que você quer dizer. Eu estou apenas tentando chamar atenção. Eu não sei qual o tamanho ideal para a nossa família, mas eu tenho certeza que Deus sabe. Deixe-me dizer assim. Quando os filhos vierem, eu farei a você a seguinte promessa. Eu nunca direi não a você e eu nunca direi não a Deus."

Minha esposa me fez a mesma promessa. Nós não fomos católicos ingênuos desesperados a mostrar a nossa resolução. Minha esposa tinha todas as preocupações que a maioria das mulheres têm. Quantos eu posso suportar? Quantos meu corpo pode suportar? E com relação ao dinheiro? Eu terei que sair do emprego? E assim por adiante. E nós discutimos todas essas coisas nos dias em que eu não estava sendo um imbecil. Nós discutimos isso. Nós pensamos sobre isso. E nós rezamos a respeito. No fim, nós simplesmente apenas pusemos o número nas mãos de Deus.

Nós não casamos até que estivemos nos nossos trinta, e depois do nosso primeiro, algumas vezes nós estivemos um pouco sobrecarregados. Mas nós mantivemos nossa promessa um ao outro e pusemos nossa confiança em Deus.

Depois do nosso segundo, é verdade, algumas vezes nós estivemos um pouco sobrecarregados. Mas nós mantivemos nossa promessa um ao outro e pusemos a nossa confiança em Deus.

Depois do nosso terceiro, nós estivemos quase sempre sobrecarregados. Minha esposa abandonou o trabalho. Ter três crianças ainda pequenas foi difícil para minha esposa. O dinheiro estava apertado. Nós não estávamos seguros de como podíamos lidar com um outro filho. Mas nós mantivemos a nossa promessa um ao outro e pusemos a nossa confiança em Deus.

Ora, nós estávamos em desvantagens e quebramos de algum modo. Então nós mantivemos nossa promessa um ao outro e pusemos a nossa confiança em Deus. As pessoas, a sociedade, todos nos disseram para parar. Com certeza, nós ouvimos todas as piadas. Mas nós prometemos e nós confiamos.

Mas nós também enfrentamos escolhas difíceis. Nós encaramos questões de saúde que nos fizeram avaliar tudo. Mas nós mantivemos a nossa promessa um ao outro e pusemos a nossa confiança em Deus.

Ao todo nós tivemos 5 filhos em 7 anos. Minha esposa brinca que se eu tivesse dito 5 filhos em 7 anos durante a conversa inicial, ela teria tido um ataque do coração. Mas o que nós sabíamos sobre com o quanto nós conseguíamos lidar? Por isso nós decidimos não calcular.

Então agora que os anos dos bebês se passaram sabe qual é o lamento da minha esposa? Eu desejaria que nós tivéssemos nos conhecido mais cedo, assim nós poderíamos ter mais bebês.

Eu tenho muitos arrependimentos na minha vida como todos nós temos. Mas a melhor decisão que eu tomei na vida foi fazer e manter aquela promessa para minha esposa.

Tradução minha do original inglês em: National Catholic Register

Recomendação de leitura


Caríssimos, passando para recomendar um excelente artigo escrito pelo amigo Sávio Laet no blog In Guardia. E, claro, por extensão, deixando a recomendação de todo o material veiculado por lá.

Indulgência Plenária para o dia de Finados


INDULGÊNCIAS PLENÁRIAS PARA O DIA DE FINADOS!!
Podemos, apenas nessa semana, levar 8 almas do purgatório para o céu!

Ao fiel que visitar devotamente um cemitério e rezar, mesmo mentalmente (sem palavras audíveis), pelos defuntos, concede-se indulgências somente aplicável às almas do Purgatório. Esta indulgência será plenária (cumprindo as 3 condições), cada dia, de 01 a 08 de novembro; nos outros dias do ano será parcial;

Como fazer para adquirir essa indulgência plenária para as almas do purgatório?

Para adquirir a INDULGÊNCIA PLENÁRIA é preciso ir ao cemitério, rezar devotamente pelos defuntos e preencher essas três condições:

a) confissão sacramental - cada confissão vale para as indulgências obtidas até uns 15 dias antes e para as que serão obtidas até uns 15 dias depois de recebido o sacramento;

b) comunhão eucarística - é necessária uma comunhão para cada indulgência;

c) oração nas intenções do Sumo Pontífice - rezar para cada indulgência;

Tenho que me confessar, comungar e rezar pelo Papa no mesmo dia?

As três condições podem ser preenchidas em dias diversos, antes ou após a realização da obra prescrita; mas convém que a comunhão e a oração nas intenções do Soberano Pontífice se façam no mesmo dia em que se faz a obra.

Quais as orações devo fazer pelas intenções do Santo Padre?

A condição da oração nas intenções do Sumo Pontífice pode ser plenamente cumprida recitando em suas intenções um Pai-nosso e Ave-Maria; mas é facultado a todos os fiéis recitarem qualquer outra oração conforme sua piedade e devoção para com o Pontífice Romano. 

Não fui ao cemitério, nem rezei pelos defuntos ou pelas intenções do Papa, nem confessei e não comunguei no Dia de Finados. E agora, posso ainda conseguir as indulgências para as almas do purgatório?

Sim. Para aqueles que não foram ao cemitério no dia de finados, não confessaram, não comungaram e/ou não rezaram pelo Papa ainda há uma chance. Eles tem até o dia 08 de novembro para observarem todas as condições e obterem a indulgência plenária para uma alma.

Ainda sobre o Papa Francisco - Dois textos e "não sejamos ateus"


E segue a onda de protestos, reclamações e até difamações contra Sua Santidade Francisco. Neste quesito, certos tradicionalistas unem-se aos inimigos da Igreja e terminam desempenhando juntos um trabalho, digamos, de efeitos próximos. A animosidade contra o Papa somente cresce, e isso em pouquíssimo tempo depois que ele assumiu o pontificado.

Destaco, aqui, dentre uma infinidade de textos e comentários, somente dois. Primeiramente, estão a se espalhar certas declarações que seriam supostamente do Cardeal Bergoglio e que expressam claro preconceito com as mulheres até o ponto, dizem alguns, da misoginia. Estas coisas, óbvio, serão ventiladas aos quatro ventos, como já tem sido desde a sua eleição, no último dia 13. Sobre isso, recomendo a leitura deste breve texto, que esclarece um tanto a estratégia destes difamadores para os quais qualquer coisa, seja mentira ou distorção, pode ser usada para bater no Papa e atacar a Igreja.

Em segundo lugar, mais adequado aos tradicionalistas hostis, destaco este que é um dos textos que mais gostei até agora sobre este assunto.

De nossa parte, já nos expressamos: é cedo para qualquer coisa. O que nos cabe é rezar e dar um voto de confiança ao Papa. Penso que seja falta de caridade não fazê-lo. Nenhum de nós possui um passado imaculado, e o posto de Papa possibilita uma reflexão maior sobre o "modus operandi" que deverá ser seguido, uma vez que toda a Igreja está submetida a ele. Esperemos e vejamos. Não sejamos ateus, para os quais a realidade se esgota no que se vê. Há muito mais coisas aí que não estão sendo consideradas. Certa vez Nosso Senhor reclamou dizendo que os que se preocupam com o que hão de comer ou de beber são os pagãos, que não consideram que, por trás da aparência, Deus lhes cuida. Também agora, creio que mereçamos uma censura: não vos comporteis como ateus.

Devoção às Três Ave Marias - "Prometo-vos o Paraíso."


A Teresinha teve a bondade de me mostrar:

"Dizia Jesus: “Que aproveita ao homem ganhar todo o mundo se vem a perder a sua alma?…” E essa palavra repetiu reiteradamente S. Inácio, recordando que, de todos os negócios, o mais importante é o negócio da salvação.

Quereis salvar-vos? Sede devotos da Virgem Maria, porque sem a sua mediação junto de Jesus ninguém se salva. Pedi-lhe o seu amparo, rezando todos os dias as TRÊS AVE-MARIAS, cuja breve e simples devoção revelou a mesma Mãe de Deus a Santa Matilde e deu a conhecer a Santa Gertrudes, mostrando que sempre que os cristãos rezam as TRÊS AVE-MARIAS em honra dos privilégios que recebeu da Santíssima Trindade (O poder que lhe outorgou Deus Pai, a sabedoria que lhe comunicou Deus Filho, e a misericórdia com que a enriqueceu Deus Espírito Santo), outras tantas vezes o poder, a sabedoria e o amor desbordam do seu Imaculado Coração e vão inundar as almas dos que desta maneira a honram e invocam, os quais terão a sua proteção durante a vida e a sua especial assistência na hora da morte.

Por isso, S. Afonso de Ligório recomendou com insistência a devoção das TRÊS AVE-MARIAS, S. Leonardo de Porto Maurício pregou com fervor esta devoção, dizendo: “Oh, que santa prática de piedade” – É este um meio mui eficaz para assegurar a vossa salvação. É, por sua vez, o venerável servo de Deus, Luiz Maria Baudoin escreveu: “Rezai cada dia as TRÊS AVE-MARIAS, se sois fieis em pagar a Maria este tributo, prometo-vos o paraíso”.

Santa Matilde, religiosa beneditina do século XIII, conta que pediu a Nossa Senhora que lhe valesse na hora da morte.A Virgem Santíssima respondeu:

” Sim, farei seguramente o que me pedes, minha filha; peço-te, porém, que todos os dias rezes três Ave-Marias em minha honra… Na hora da morte, eu te assistirei com o meu conforto e afastarei de ti qualquer força diabólica “.

Não foi, portanto, por vontade e obra humana que esta devoção surgiu, mas por expressa revelação de Maria, com promessas consoladoras.

Nossa recomendação de leitura para a Quaresma


Olá, caríssimos. Queremos fazer, também esse ano, a nossa recomendação de leitura para que possamos passar a quaresma de um modo mais espiritual. Claro que somente a leitura não é suficiente, mas tampouco ela é dispensável para quem sabe ler. Outra coisa: não citamos a Sagrada Escritura aqui nas recomendações porque julgamos que ela já deve estar pressuposta na vida do católico, sobretudo nestes tempos fortes.

Pois bem.. Como todos os anos, também neste queremos recomendar a leitura do "Caminho dos Ascetas - Iniciação à Vida Espiritual". 

Depois, sugerimos a leitura deste grande clássico da vida espiritual, recomendado também por uma infinidade de santos: o "Imitação de Cristo".

E, por fim, a fim de que façamos as Vias Sacras de maneira legitimamente devota, disponibilizamos para download o livreto "Via Crucis", com meditações de São Josemaria Escrivá.

Boa leitura e santa Quaresma!

Curso "Passos para uma reforma litúrgica local"


Um dos pontos fortes do pontificado do Papa Bento XVI é promover o que vem sendo chamado de “reforma da reforma”: retomar o caminho do Concílio Vaticano II e purificar a Igreja e a liturgia das interpretações equivocadas. 

Este curso objetiva ajudar as comunidades a melhorar a sua liturgia, segundo as normas litúrgicas.

Indicado para sacerdotes, religiosos, seminaristas, grupos de liturgia, ministros leigos e interessados na arte da celebração litúrgica.O Concílio Vaticano II, responsável pela maior reforma litúrgica da história da Igreja, sofreu de uma má aplicação, não só na liturgia, mas principalmente neste campo. O principal motivo apontado é um falso conceito de liberdade e a ignorância. Formou-se uma mentalidade de que a adaptação é mais importante que a norma, chegando a suprimi-la. O Papa Bento XVI tem provocado um novo movimento litúrgico e realizando a reforma da reforma não a toque de decretos, como poderia fazer, mas através do trabalho prudente e do exemplo.

Propomos uma série de passos, das mais simples e mais urgentes ações até as mais trabalhosas, para revalorizar a sacralidade e a beleza da liturgia, colocando Deus de volta ao centro da celebração do mistério cristão.

Conteúdo do curso:

Textos, vídeos e fóruns de discussão sobre a situação e a reforma litúrgica;
Passos para uma reforma litúrgica local;
Identificar e eliminar erros (em 3 pontos);
Melhorar a liturgia pacientemente (em 13 pontos);
A Missa parte por parte;
Material para download;
entre outras discussões.- Fóruns de dúvidas e interação entre os participantes e o professor.
- Ebook com todo o conteúdo do curso (83 páginas). 

Conteúdo totalmente online, acesso 24h a qualquer dia. 

Carga horária: equivalente a 60h/aula 

Início imediato.

Será conferido certificado a quem acessar todos os tópicos e participar das atividades.
O prazo para acesso ao curso é de 90 dias e o aluno pode estudar nos dias e horários de sua preferência. Recomendamos 3 horas semanais de estudo.Investimento: R$25,00

Maiores informações: Cursos Católicos

Respondendo: Gostaria de saber onde encontrar na internet um bom subsídio para ministérios de música: Áudio de músicas litúrgicas (em latim ou vernáculo), letras e partituras.


Bem, eu conheço pouca coisa por aqui. Mas eu te recomendaria os cds do Mons. Marco Frisina, alguns dos quais você encontra no 4shared. Sugiro também o Cd Verbum Panis, do grupo Mite Balduzzi, encontrável no mesmo site. Talvez possas aproveitar também algo do Grupo Libera, ou do trio The Priests. Há também um grupo do qual gosto muito e no qual talvez encontres algo aproveitável, que é o University of Utah Singers. Tem também o pessoal do Oregon Catholic Press (OCP). Por fim, dá uma olhada nesse blog: O Canto na Liturgia.

É pouca coisa, mas espero que ajude de algum modo. Abraço.
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Envie-nos também a sua pergunta: http://www.formspring.me/anjosdeadoracao

Recomendação de Blog: Não Acredite no Salvai Almas


Pessoal, venho divulgar o blog "Não acredite no Salvai Almas" e o seu grupo no Facebook, de autoria da Fiamma Falcone, ex membro do movimento e que, graças a Deus, despertou da ilusão. Hoje ela busca desmascarar o "Salvai Almas" e esclarecer outras pessoas que ainda dêem crédito aos disparates do Cláudio Heckert. Que Deus a recompense pela disposição e sinceridade.

Divulgando - Site de Contos

Quero divulgar o excelente site de contos de um rapaz que conheci hoje, o Ariovaldo. 
É, de fato, excelente!


A mulher para Freud e para a Igreja


Prof. Sidney Silveira

Entre as muitas coisas de que a Igreja é acusada está o ter desvalorizado a mulher. Em síntese, teria sido a mulher durante séculos relegada a um plano muitíssimo inferior ao do homem, tolhida em sua liberdade, reprimida em sua sexualidade, obstada em seu acesso à cultura, constrangida a um papel social subalterno, etc. Tratar-se-ia, portanto, de alguém sem voz política, sem prazer, sem lazer, sem vida interior e, para dizer o mínimo, um mero capacho do homem. Alguém com incontáveis deveres massacrantes e secundários, porém quase sem direitos.

Ignora quem compra de maneira acrítica esta visão que, por exemplo, durante a Idade Média a mulher chegou a ser rainha e senhora do destino de povos inteiros, princesa, administradora de vastas terras, politicamente influente, artesã, poetisa, escritora, educadora, guerreira, mística, Santa. E não apenas no medievo, mas tanto antes como depois, graças ao influxo dos valores evangélicos custodiados pela Igreja, a mulher exerceu papel histórico notável, de extraordinária influência espiritual e política: Isabel de Castela, Santa Joana D’Arc, Santa Rita de Cássia, Santa Catarina de Sena, Santa Teresa de Ávila, Santa Brígida da Suécia e incontáveis outras grandes mulheres dão-nos exemplos marcantes da condição feminina durante o longo período da Cristandade católica.

Diga-se que algumas religiosas do medievo eram extremamente instruídas e rivalizavam em saber com os sábios monges de então, educadores do mundo. Quem não leu o clássico La femme au temps des cathédrales, de Règine Pernoud, é analfabeto na matéria e deveria calar o bico antes de dizer aberrações como, por exemplo, a de que a mulher segundo a Igreja não tinha alma. Naquela e noutras obras mostra a grande historiadora francesa que as mulheres exerciam, até mesmo na vida laica, um poder que deixaria os homens de hoje boquiabertos. E ademais chegaram a ser artistas de grande talento, além de poliglotas. Heloísa, diz-nos Régine Pernoud, ensinava às suas monjas o grego e o hebraico. É dessa época uma boa quantidade de obras literárias escritas por mulheres, como seis conhecidas comédias em prosa rimada atribuídas à abadessa Hrostsvitha.

O mundo contemporâneo, erigido sob os auspícios de Nietzsche, Freud e Marx – ou seja, niilismo, psicanálise e comunismo – se jacta de ter redescoberto a mulher, revalorizado as suas potencialidades, trazido a ela, enfim, um papel ativo na vida social. Mas se porventura olhamos de perto o que era a mulher na concepção destes ilustríssimos construtores da mentalidade hodierna, caímos literalmente para trás, estupefatos com tamanhas barbaridades. Contentemo-nos neste breve artigo com Freud, e comecemos dizendo que, para o ilustre doutor de Viena, o desenvolvimento psíquico da mulher é torto, muito mais problemático que o do homem, devido ao fato de que a mulher precisa mudar o objeto sexual “natural” inicial, ou seja, a mãe, e trocá-lo pelo pai, gerando com isto o complexo de Édipo invertido.

Lembra-nos Martín Echavarría no excepcional Corrientes de Psicología Contemporánea que, segundo Freud, a mulher não chega a desenvolver uma consciência moral sólida, nem é capaz de fazer uso elevado da razão, motivo pelo qual não teria trazido nenhuma contribuição relevante para a história da humanidade, em particular devido ao influxo da falta do pênis em sua estrutura psicossomática. Em síntese, o motivo pelo qual as mulheres jamais poderiam desenvolver-se completamente como seres humanos estaria no fato de que não possuem o chamado “temor à castração”, embora tragam em seu íntimo uma ontológica e primacial inveja do pênis.

A certa altura das Novas Conferências sobre a Psicanálise, lê-se em Freud esta famosa passagem: “O fato de que seja preciso atribuir à mulher escasso sentido de justiça tem íntima relação com o predomínio da inveja [do pênis] em sua vida anímica”. Noutra parte diz-nos o Dr. Sigmund que as mulheres, devido ao fato de terem um superego deficitário, possuem interesses sociais débeis e pouca ou nenhuma aptidão para a sublimação. Ora, mais divertido do que tais fantasmáticas considerações com roupagem científica é ler algumas páginas de Jacques Derrida sobre o que ele considera a concepção logofalocêntrica de Freud. Nas vezes em que fiz isto tive a clara sensação de que a minha massa encefálica escapulia por algum libidinoso orifício.

Outra conhecidíssima idéia freudiana é a de que a mulher, chegando aos 30 anos, nada mais tem a desenvolver. Em palavras simples: as balzaquianas de qualquer época seriam entes quase estéreis, impossíveis de modificar. Nada haveria nelas de reais potencialidades a explorar, razão pela qual a mulher a partir desta idade mal poderia ser psicanalisada, ao passo que o homem aos 30 anos ainda possuiria uma dinâmica psíquica considerável. Em vista disso, com doce ironia nos recorda Martín Echavarría que, para desgraça de Freud, a maior parcela de seus discípulos foi composta de mulheres – sendo a imensa maioria de seus pacientes... mulheres neuróticas![1]

Destas e de outras passagens da obra de Freud se depreende – isto se unirmos, com a frieza da boa e velha lógica, as principais premissas às conclusões – o seguinte: de acordo com o Dr. Vienense, a mulher possui dignidade muito inferior à do homem, devido a um problema radical absolutamente insanável. Ela é um ente incapaz de assumir qualquer papel de relevância nas sociedades, e, o que ainda é mais dramático, tem a alma mutilada, inapta para perceber a beleza moral ou assimilar os conceitos mais abstratos.

Para a Igreja, em contrapartida, a mulher se eleva à dignidade de Mãe do próprio Deus, modelo de feminilidade e de fortaleza incomparáveis, que, ao ser imitado com fervor ao longo de séculos, acabou por gerar um sem-número de mulheres notáveis e de grande influência espiritual e política – cujas obras denotam riquíssimo universo psicológico e invulgar capacidade intelectual.

Freud seria com toda razão barrado no Castelo Interior de Santa Teresa de Ávila, por estar previamente incapacitado para compreendê-lo em seus elevados princípios. E o seria justamente porque nele não existem moradas para quem por vontade própria embotou a alma com conceitos auto-referentes – que vão das vicissitudes de uma sexualidade infantil perversa à formal incapacidade de amor desinteressado, não libidinoso; da impossibilidade de educar o espírito ao fato de que, em sua teoria, o homem é um ente malogrado, no qual a única “felicidade” possível é a tomada de consciência do radical desejo de satisfação que o constitui. Desejo que, em suas conhecidas palavras, representa a aspiração do homem a ocupar o lugar do Pai, equivalente simbólico de Deus.

(Escrito no hospital, enquanto aguardo para fazer cirurgia) 

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1- Martín Echavarría. Corrientes de Psicología Contemporánea. La Plata: 2011, p. 64.


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Nós, do Grupo de Resgate Anjos de Adoração, pedimos aos amigos e leitores do blog que rezem pelo caríssimo Prof. Sidney Silveira que estará, nos próximos dias, se submetendo a uma cirurgia cardíaca. Que a Virgem Santíssima esteja com ele e conduza todo o procedimento para que tudo ocorra da melhor maneira possível.
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