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O que descobri quando participei pela primeira vez da Missa


Scott Hahn

Ali estava eu, incógnito, um ministro protestante à paisana, esgueirando-me nos fundos de uma capela em Milwaukee para participar pela primeira vez da missa. A curiosidade me arrastara até lá e eu ainda não tinha certeza de que fosse uma curiosidade saudável. Ao estudar os escritos dos primeiros cristãos, encontrei inúmeras referências à “liturgia”, à “Eucaristia”, ao “sacrifício”. Para aqueles primeiros cristãos, separada do acontecimento que os católicos de hoje denominam “missa”, a Bíblia – o livro que eu mais amava – era incompreensível.

Eu queria entender os cristãos primeiros, mas não tinha nenhuma experiência de liturgia. Por isso, persuadi a mim mesmo a ir ver, como uma espécie de exercício acadêmico, mas jurando o tempo todo que não ia me ajoelhar nem participar de idolatria.

Sentei-me na obscuridade, em um banco bem no fundo daquela capela no subsolo. À minha frente havia um número considerável de fiéis, homens e mulheres de todas as idades. Impressionaram-me suas reflexões e sua evidente concentração na oração. Então um sino soou e todos se levantaram quando o padre surgiu de uma porta ao lado do altar. Hesitante, permaneci sentado. Durante anos, como calvinista evangélico, fui instruído para acreditar que a missa era o maior sacrilégio que alguém poderia cometer. Tinha aprendido que a missa era um ritual com o propósito de “sacrificar Jesus Cristo outra vez”. Por isso, eu seria um espectador, ficaria sentado, com a Bíblia aberta ao meu lado.

Entretanto, è medida que a missa prosseguia, alguma coisa me tocou. A Bíblia não estava só ao meu lado. Estava diante de mim – nas palavras da missa! Um versículo era de Isaías, outro dos Salmos, outro de Paulo. A experiência era prodigiosa. Eu queria interromper tudo e gritar: “Ei! Posso explicar o que está acontecendo a partir das Escrituras? Isso é maravilhoso!” Não obstante, mantive minha posição de espectador à parte até que ouvi o sacerdote pronunciar as palavras da consagração: “Isto é o meu corpo... Este é o cálice do meu sangue”.
  
Eu senti todas as minhas dúvidas se esvaírem. Quando vi o sacerdote elevar aquela hóstia branca, percebi que uma prece subiu de meu coração em um sussurro: “Meu Senhor e meu Deus. Sois realmente vós!”

A partir daquele ponto, fiquei, por assim dizer, tolhido. Não imaginava uma emoção maior que a que aquelas palavras provocaram em mim. Porém a experiência intensificou-se um momento depois, quando ouvi a congregação repetir: “Cordeiro de Deus... Cordeiro de Deus... Cordeiro de Deus”, e o sacerdote responder: “Eis o Cordeiro de Deus...”, enquanto elevava a hóstia.

Em menos de um minuto a frase “Cordeiro de Deus” ressoou quatro vezes. Graças a longos anos de estudos bíblicos, percebi imediatamente onde eu estava. Estava no livro do Apocalipse, no qual Jesus é chamado Cordeiro nada menos que vinte e oito vezes em vinte e dois capítulos. Estava na festa de núpcias que João descreve no final do último livro da Bíblia. Estava diante do trono do céu, onde Jesus é saudado para sempre como o Cordeiro. Entretanto, não estava preparado para isso – eu estava na missa!

Voltei à missa no dia seguinte e no outro dia e no outro. Cada vez que voltava, eu “descobria” mais passagens das Escrituras consumadas diante dos meus olhos. Contudo, naquela capela escura, nenhum livro me era tão visível quanto o da revelação de Jesus Cristo, o Apocalipse, que descreve a adoração dos anjos e santos do céu. Como nesse livro, vi, naquela capela, sacerdotes paramentados, um altar, uma assembléia que entoava: “santo, santo, santo”. Vi a fumaça de incenso, ouvi a invocação de anjos e santos; eu mesmo entoava os aleluias, pois me sentia cada vez mais atraído a essa adoração. Continuei a me sentar no último banco com minha Bíblia e mal sabia para onde me voltar – para a ação no Apocalipse ou para a ação no altar, que pareciam cada vez mais ser exatamente a mesma.

Mergulhei com vigor renovado em meu estudo do cristianismo antigo e descobri que os primeiros bispos, os Padres da Igreja, tinham feito a mesma “descoberta” que eu fazia a cada manhã. Eles consideravam o livro do Apocalipse a chave da liturgia e a liturgia a chave do livro do Apocalipse. Alguma coisa intensa aconteceu com o estudioso e crente que eu era. O livro da Bíblia que eu achava mais desconcertante – o do Apocalipse – agora elucidava as idéias mais fundamentais de minha fé: a idéia da aliança como elo sagrado da família de Deus. Além disso, a ação que eu considerava a maior das blasfêmias – a missa – agora se revelava o acontecimento que ratificou a aliança de Deus: “Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança”.

Eu estava aturdido com a novidade de tudo aquilo. Durante anos tentei compreender o livro do Apocalipse como uma espécie de mensagem codificada a respeito do fim do mundo, a respeito do culto no céu distante, a respeito de algo que, em sua maioria, os cristãos não poderiam experimentar aqui na terra. Agora, depois de duas semanas de comparecimento diário à missa, eu me via querendo levantar durante a liturgia e dizer: “Ei, pessoal. Quero lhes mostrar onde vocês estão no livro do Apocalipse! Consultem o capítulo 4, versículo 8. Agora mesmo vocês estão no céu”. 
No céu agora mesmo! Os Padres da Igreja mostraram que essa descoberta não era minha. Pregaram a respeito há mais de mil anos. Entretanto, eu estava convencido de que merecia o crédito pela redescoberta da relação entre a missa e o livro do Apocalipse. Então descobri que o Concílio Vaticano II tinha me passado para trás. Reflita nestas palavras da Constituição sobre a Sagrada Liturgia:

Na liturgia terrena, antegozando, participamos da liturgia celeste, que se celebra na cidade santa de Jerusalém, para a qual, peregrinos, nos encaminhamos. Lá, Cristo está sentado à direita de Deus, ministro do santuário e do tabernáculo verdadeiro; com toda a milícia do exército celestial entoamos um hino de glória ao Senhor e, venerando a memória dos Santos, esperamos fazer parte da sociedade deles; suspiramos pelo Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, até que ele, nossa vida, se manifeste, e nós apareçamos com ele na glória. 

Espere um pouco. Isso é céu. Não, isso é a missa. Não, é o livro do Apocalipse. Espere um pouco: isso é tudo o que está acima. 

Esforcei-me bastante para ir devagar, cautelosamente, com o cuidado de evitar os perigos aos quais os convertidos são suscetíveis, pois eu estava depressa me convertendo à fé católica. Contudo, essa descoberta não era produto de uma imaginação superexcitada; era o ensinamento solene de um concílio da Igreja Católica. Com o tempo, descobri que era também a conclusão inevitável dos estudiosos protestantes mais rigorosos e honestos. Um deles, Leonard Thompson, escreveu que “até mesmo uma leitura superficial do livro do Apocalipse mostra a presença da linguagem litúrgica disposta em forma de culto... A linguagem de culto desempenha importante papel na coerência do livro”. Bastam as imagens da liturgia para tornar esse extraordinário livro compreensível. As figuras litúrgicas são essenciais para sua mensagem, escreve Thompson, e revelam “algo mais que visões de ‘coisas que estão por vir’”. 

O livro do Apocalipse tratava de Alguém que estava por vir. Tratava de Jesus Cristo e sua “segunda vinda”, a forma como, em geral, os cristãos traduziram a palavra grega parousia. Depois de passar horas e horas naquela capela de Milwaukee, em 1985, aprendi que aquele Alguém era o mesmo Jesus Cristo que o sacerdote católico erguia na hóstia. Se os cristãos primitivos estavam certos, eu sabia que, naquele exato momento, o céu tocava a terra. “Meu Senhor e meu Deus. Sois realmente vós!”. 

Scott Hahn, O Banquete do Cordeiro, A missa segundo um convertido, Pgs 21-25. São Paulo: Edições Loyola, 2002. 

Avisos: Enchentes em União dos Palmares e ajuda às famílias atingidas

Como muitos já devem estar sabendo, algumas cidades do interior de Alagoas e Pernambuco foram, em parte, invadidas pelas águas. Dentre elas, a cidade de União dos Palmares, na qual resido, motivo pelo qual o blog  não teve recentes atualizações.

Escrevo agora de Maceió, a capital do estado. A devastação feita pelas inundações foi grande. Várias famílias perderam suas casas e pertences; várias pessoas morreram e outras tantas estão ainda desaparecidas.  Há ruas em que, onde antes se viam casas, agora só se  encontram os destroços...

Situação difícil... Para amenizar os danos e reparar o que está ao alcance, a Arquidiocese de Maceió está mobilizando voluntários para ajudarem, seja pela doação de alimentos e/ou roupas, seja pela ajuda na organização e distribuição dos materiais às famílias atingidas pelas enchentes.  Para se ter uma idéia, segundo noticiado, as cheias destruíram 90% do município de Branquinha, também do interior do estado.  E várias outras localidades sofreram também as consequências das  águas torrenciais.

Escrevo, portanto, para justificar a demora nas atualizações - União dos Palmares ainda está sem internet e ficou alguns dias sem energia (que ainda está vacilante)  e sem água (o que já foi remediado) - e também para fazer eco ao apelo  do nosso bispo Antônio Muniz, que na verdade é também nosso apelo, e pedir aos amigos próximos o exercício da caridade também através das doações ou colaborações de alguma forma segundo as possibilidades. Aos distantes, pedimos orações.

Que Deus os abençoe e guarde.

Pax.

Fábio

Missa bem celebrada é a melhor catequese eucarística, assegura Papa


Em seu discurso ao congresso da diocese de Roma

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 18 de junho de 2010 (ZENIT.org).- “A melhor catequese sobre a Eucaristia é a própria Eucaristia bem celebrada”, assegura Bento XVI, ao exortar toda a Igreja a celebrá-la com toda a dignidade.

O Pontífice deu esta indicação central aos participantes do congresso da diocese de Roma, que começou no dia 15 de junho, na Basílica de São João de Latrão, catedral do bispo da Cidade Eterna.

“A Santa Missa, celebrada com respeito pelas normas litúrgicas e com um uso adequado da riqueza dos sinais e gestos, favorece e promove o crescimento da fé eucarística”, garantiu o Papa.

“Na celebração eucarística, não inventamos algo, e sim entramos em uma realidade que nos precede; mais ainda, ela abarca o céu e a terra e, portanto, também o passado, o futuro e o presente.”

“Esta abertura universal, este encontro com todos os filhos e filhas de Deus, é a grandeza da Eucaristia: saímos ao encontro da realidade de Deus presente no corpo e no sangue do Ressuscitado entre nós.”

Portanto, “as prescrições litúrgicas ditadas pela Igreja não são algo exterior, mas expressam concretamente esta realidade da revelação do corpo e sangue de Cristo e, desta forma, a oração revela a fé”.

Segundo o Bispo de Roma, “é necessário que, na liturgia, apareça de forma clara a dimensão transcendente, a dimensão do mistério do encontro com o Divino, que ilumina e eleva também a dimensão ‘horizontal’, isto é, o laço de comunhão e de solidariedade que se dá entre os que pertencem à Igreja”.

De fato, “quando prevalece esta última, não se compreende plenamente a beleza, a profundidade e a importância do mistério celebrado”.

O Papa deu este conselho aos fiéis de Roma, em particular aos seus sacerdotes: “Celebrai os divinos mistérios com uma participação interior intensa, para que os homens e mulheres da nossa cidade possam santificar-se, entrar em contato com Deus, verdade absoluta e amor eterno”.

E exortou os católicos de Roma a “prestar mais atenção, entre outras coisas com grupos litúrgicos, à preparação e celebração da Eucaristia, para que os que participam possam encontrar o Senhor. Cristo Ressuscitado se faz presente em nosso hoje e nos reúne ao seu redor”.

Fonte: Zenit.

“l’amore è quella cosa che ci fa fedeli” - Excertos do depoimento da viúva do Prof. Orlando Fedeli, Ivone Fedeli.


Há uma frase de Santa Catarina de Siena, está na carta no. 224, na página 601 da edição que temos, em que ela, falando do amor, diz “o amor é aquela coisa que nos faz fiéis”, “l’amore è quella cosa che ci fa fedeli”.

Como é verdade a respeito do Lando. Ele era feito de amor. Amava intensamente, ardentemente, tudo aquilo que amava: Nosso Senhor, Nossa Senhora, a Fé, a Igreja, a mim, a todos e a cada um dos seus alunos. E até os seus inimigos. 

Um coração enorme e de uma ternura imensa. Mas, como ele ensinava, “quem ama detesta e quem detesta combate”. Não se pode amar profundamente algo sem odiar profundamente o seu contrário. Não se ama imensamente a verdade sem detestar profundamente a mentira. E quem detesta, luta contra, combate!

Isso resume toda a vida do Lando. Foi assim que ele foi, é assim que, nós, seus alunos, queremos continuar a ser. “Zelo zelatus sum pro Domino Deo Exercituum”.

Tenho estado no túmulo do Lando.

Vou lá e rezo pelo Lando e converso com ele. Até lhe recitei, numa espécie de oração, um poesia linda do Pessoa que cabia tão bem nas circunstâncias: 

Pai, foste cavaleiro, Hoje a vigília é nossa. Dá-nos o exemplo inteiro E a tua inteira força. Dá-nos, na hora em que, errada, Novos infiéis vençam, A bênção como espada, A espada como bênção.

A espada como bênção. A luta como herança.

Salve Maria.

Para ler o texto inteiro e assistir o video: Blog Legado Montfort.

Amigos me são muito importantes...


Hoje, dia 16 de junho, além de meu aniversário, é ainda a data em que um amigo irmão meu, o Everton (centro da foto),  vai viajar sem previsão de volta. Primeiramente, irá a Minas Gerais; depois de um mês lá, mais ou menos, rumará para São Paulo. Seja como for, haverá uma despedida e sentirei saudades...

Na verdade, tenho outros amigos que moram longe. Há o Claudemir, pra ficar num exemplo (e é um exemplo especialíssimo) que vive em São Paulo. Não obstante a distância, conversamos sempre e somos bons amigos; amigos-irmãos, eu diria... Eu sempre tive o desapego como uma grande virtude; ele é efeito da virtude da pobreza, que é das que mais estimo, embora também haja um desapego que é fruto da indiferença.

Bem, esta virtude sempre me ensinou a lidar com estas despedidas. Hoje, porém, em que o Everton vai embora, meu coração está mais enternecido... Na primeira vez que ele foi a São Paulo, já éramos amigos, mas não tanto. Depois que ele voltou (e já fazem quatro anos), mantivemos contato durante todo este tempo e conversávamos demoradamente..rs... É um rapaz muito nobre, que ama Nosso Senhor e quer servi-Lo da forma correta. Aprendeu a ser um bom católico e não tem respeito humano quando se trata de debater com hereges e fazer convites a conhecidos para que vão à Igreja.

Ficou encantado ao ler o livro "Confissões" de Sto Agostinho e confidenciou a um amigo: "eu queria, um dia, dar aulas disso..."

Ah Everton.... que saudades, meu caro, deixarás neste meu coração... Isso não se faz: que raios de presente de aniversário é esse que me dás? Sentirei falta das tuas visitas, das tuas conversas, dos teus sorrisos, das tuas expressões que tão bem já conheço...rs, das tuas danças a imitar o Renato Russo, rs..., dos relatos dos teus debates e conversas com professores que falam abobrinhas nas aulas de história..., dos teus abraços amigos.

Só peço a Deus, caro irmão, que não te deixe escapar das Suas mãos. Peço que a Virgem Santíssima te segure firme e que, onde quer que fores, sejas sempre este Éverton que ama cada mais a Jesus Cristo, que O leva aos outros, que O vive.

Em cada Santa Missa, estaremos juntos, aos pés da Cruz do Senhor.

E que Deus o guarde. Até...

Abaixo, uma música japonesa, uma das tantas que gosto, e que tenho escutado muito de ontem pra hoje... Ontem tivemos uma como que despedida. Estávamos lá o Éverton, o Breno (direita da foto) e eu. Foram eles os primeiros a me dar os parabéns quando o relógio marcou as doze horas da noite.  Esta música, então, fica como um tema...



"E nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz; teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver. Temos muito ainda por fazer. Não olhe pra trás... apenas começamos...
O mundo começa agora.. apenas começamos." (Renato Russo)

"Força Sempre!"

Amigos, quando em Deus, são pra eternidade...

Fábio.

Formosura que excedeis a toda formosura...


Sta Teresa D'Avila

Depois que vi a grande formosura do Senhor, a ninguém via que, em Sua comparação, me parecesse bem ou me ocupasse a memória. Só com o volver um pouco os olhos da consideração à imagem que tenho na minha alma, fiquei, desde então para cá, com tanta liberdade que, tudo o que vejo, parece que me faz aversão em comparação das excelências e graças que via neste Senhor. Nem há saber nem contentamento algum que eu estime mais em comparação do que ouvir uma só palavra que seja, dita por aquela divina boca, quanto mais ouvindo tantas!

Ó Rei da glória e Senhor de todos os reis! O Vosso reino não é feito de palitos, pois não tem fim! Não são necessários terceiros para chegar até Vós! Basta divisar ao longe a Vossa pessoa para logo se conhecer que só Vós mereceis que Vos chamem Senhor, pela Majestade que mostrais. Não há necessidade de gente de acompanhamento, nem de guarda, para que conheçam que sois Rei. Cá na terra, um Rei mal se conhecerá só por si, porque, embora ele queira ser reconhecido por tal, não o acreditarão; não tem mais do que os outros. É mister que se veja por que o hão-de acreditar, e assim é de razão que tenha estas autoridades postiças, porque, se não as tivesse, tê-lo-iam em nada. É que não lhe vem dele o parecer poderoso: de outrem lhe há-de vir a autoridade. 

Ó Senhor meu! Ó meu Rei! Quem soubera representar agora a Majestade que tendes! É impossível deixar de ver que, por Vós mesmo, sois grande Imperador. Espanta ver esta Majestade; mas mais espanta, Senhor meu, o ver com ela a Vossa humildade e o amor que mostrais a uma como eu. Em tudo podemos tratar e falar convosco como quisermos, uma vez perdido o primeiro espanto e temor de ver Vossa Majestade, ficando-nos maior, no entanto, para não Vos ofender; não, porém, por medo do castigo, Senhor meu, porque deste nenhum caso se faz em comparação de não Vos perder a Vós!

Ó formosura, que excedeis
a todas as formosuras!
Sem ferir dor fazeis,
e sem doer desfazeis,
o amor das criaturas.
Ó nó, que assim juntais
duas coisas tão desiguais,
não sei porque vos desatais,
pois atado força dais
a ter por bem os males.
Juntais quem não tem ser
com o Ser que não se acaba;
sem acabar acabais,
sem ter que amar amais,
engrandeceis nosso nada.

Meus 25 anos... Obrigado, meu Senhor...


Hoje eu faço meus vinte e cinco anos e estou a escutar músicas japonesas.  Minha alma se eleva a Deus em gratidão por tantas graças que Ele me dá. Com o salmista, repito: “Que é o homem, Senhor, para dele te lembrares”? Obrigado, meu Deus. 
Perdoe-me tantos destratos e traições pequenas e grandes. Em resposta, me constranges com o Vosso amor e a Vossa fidelidade. A mim que nada sei do amor és sempre amoroso e terno. Feliz me fazes, meu Senhor, pela bendita esperança a que me chamas. Obrigado pela graça de me deixar ser católico.

Estou, mesmo, constrangido e com os olhos marejados. Cristo é sumamente bom; muito além do que proposições e conceitos o podem dizer. Que maldade a nossa, bom Jesus, em Vos resistir. Nada há que se Vos compare. 

Vos peço de presente, amabilíssimo Senhor, a graça de corresponder melhor às tuas vontades, e os amigos que me lêem não poderão me dar nada melhor do que pedir a este bom Deus que me conceda este mesmo bem. 

Eu quisera amar-Vos muito mais, Jesus. Se quiseres, dá-me isto. E então meu coração será só Vosso, e então serás, Tu somente, o meu tesouro. 

Seja para sempre bendito, meu Amado. 
Virgem Maria, sede para sempre minha Mãe e Senhora; eis aqui o vosso servo.

“Quando tu me fitavas,
Teus olhos sua graça me infundiam
E assim me sobreamavas,
E nisso mereciam
Meus olhos adorar o que em ti viam.
Não queiras desprezar-me,
Porque, se cor trigueira em mim achaste,
Já podes ver-me agora,
Pois, desde que me olhaste,
A graça e a formosura em mim deixaste”

(S. João da Cruz, Canções Entre a Alma e o Esposo)
***
“Aquela eterna fonte está escondida
Mas bem sei onde tem sua guarida,
Mesmo de noite.
(...)
Sei que não pode haver coisa tão bela,
E que os céus e a terra bebem dela,
Mesmo de noite.
(...)
Aquela viva fonte que desejo,
Neste pão de vida há a vejo,
Mesmo de noite."

(João da Cruz, Cantar da alma que se alegra em conhecer a Deus pela Fé)
 
***
“Sabor de bem que é finito,
Ao mais que pode chegar
É cansar o apetite
E estragar o paladar;
E assim por toda a doçura
Nunca eu me perderei,
Mas sim por um não sei quê
Que se acha porventura”.

(S. João da Cruz, Glosa ao Divino)

***
“Uma esposa que te ame,
Meu Filho, dar-te queria,
Que por teu valor mereça
Estar em nossa companhia
E comer pão numa mesa
Do mesmo que eu comia,
Para que conheça os bens
Que em tal Filho eu possuía.
(...)
- Muito te agradeço, Pai,
- O Filho lhe respondia –
À esposa que me deres,
Minha claridade eu daria.
(...)
A encostarei ao meu braço
E em teu amor se abrasaria,
E com eterno deleite
Tua bondade exaltaria."

(S. João da Cruz, Romances Trinitários e Cristológicos)

Os ataques do Pe. Joãozinho à Montfort.


Como tantos já comentaram, é muito estranho que na polêmica entre o falecido prof. Orlando Fedeli e o Dr. Pe. Joãozinho, este último se tenha calado (também... depois da piza filosófica e doutrinária que recebeu...) e que agora, tão pouco tempo depois da morte do saudoso professor, ele retome suas investidas. Por certo, deve crer que, uma vez livre da sombra ameaçadora do professor Fedeli, não haja mais alguém à sua altura. Na verdade, não sei o que se passa. Ele parece confiar demasiado no seu título de doutor.

A princípio, Pe. Joãozinho comunicou o acontecimento da morte do professor no seu blog e, a par da notícia, tratou de dar uma espetadinha que não passou desapercebida. Lá ele diz que o professor "dedicou boa parte de sua vida a defender aquilo que entendia por ser a verdade." Pe. Joãozinho parece estabelecer uma distância entre o que o prof. Orlando defendia (o que ele entendia por verdade) e o que é a Verdade em si. Porém, ao fazer tal observação, supõe-se que o Dr. Pe. Joãozinho conheça a Verdade. Não parece ser o caso, conforme ficou evidente nas polêmicas com o professor Fedeli e pelo teor de coisas que ele escreve.

Logo após, em virtude de comentários que não tardaram a chegar, ele tenta se explicar, transcrevendo um texto do Papa. O padre defende aí que a compreensão do homem sobre a verdade é relativa, o que abre espaço para mil equívocos e faz questionar a eficácia do seu doutorado de Filosofia. Seja como for, o padre esqueceu de dizer que o que o professor Orlando falava não eram invenções, (aliás como o padre Joãozinho e o padre Fábio de Melo gostam de fazer...), mas tinha seu fundamento na Tradição Católica. Pontos particulares poderiam, de fato, ser questionados no discurso do professor. Mas disto a reputar tudo o que dizia a uma compreensão particular da verdade vai uma grande distância. A grande questão é: o professor Orlando quis simplesmente ser fiel ao ensino católico; os modernistas, ao contrário, flexibilizam o dogma com o objetivo de adaptá-lo às novidadezinhas politicamente corretas.

Bem... Por fim, coisa que me deixou surpreso pois revela uma intenção clara de se opor à Montfort, Pe. Joãozinho publica um texto onde se convida os "integrantes da Associação Montfort a retornarem ao grêmio da Igreja católica", sugerindo que, como estão, são sectários. Isto é claramente um ataque, pouco menos disfarçado que os primeiros. Como disse o Jorge, ele está a mexer num vespeiro.

Vamos ver se, quando vier a resposta aos ataques (ataques que denotam covardia) o reverendo padre, que usa o nome no diminutivo, fugirá de novo nos mostrando, dessa forma e mais uma vez, o diminuto da sua filosofia, da qual, porém, tanto se orgulha por ter o título de doutor. E então se verá quais são os argumentos de palha.

Fábio.

Padre Exorcista Gabriele Amorth fala da relação entre marxismo e satanismo.


Catolicismo: As doutrinas marxistas e sua aplicação concreta contribuem, de modo considerável, para a difusão do satanismo na sociedade contemporânea?

Pe. Amorth - Sim. Tenhamos presente que assim como o demônio pode possuir uma pessoa, pode igualmente possuir uma classe de pessoas, pode assumir o governo de uma nação. 

Exemplifico. Estou convicto de que Hitler, Stalin, eram possuídos pelo demônio e que o nazismo - em massa - era possuído pelo Maligno. Auschwitz, Dachau: não podem ser explicadas as atrocidades cometidas nesses lugares sem se cogitar numa perfídia verdadeiramente diabólica. E não há nenhuma dúvida de que o demônio influiu muitíssimo no mundo cultural. O demônio quer distanciar o homem de Deus. 

Por outro lado, tivemos pela primeira vez na História um fenômeno profetizado em Fátima - 1917, 13 de julho -, a aparição mais importante de Nossa Senhora em Fátima, aquela na qual encontram-se os segredos e em que Nossa Senhora fez ver o inferno. Nessa ocasião, entre outras coisas, profetizou: “Se não obedecerem minhas palavras, a Rússia espalhará seus erros pelo mundo”. Nunca aconteceu que o povo tivesse sido instruído para o ateísmo. Em Moscou, entretanto, existia uma Universidade do ateísmo, na qual se formavam os participantes do Partido e se ensinava como atuar para destruir a religião em uma nação religiosa. Jamais, no passado da humanidade, ensinou-se o ateísmo. Foi uma novidade de nosso século, devido ao comunismo que espalhou o ateísmo por todo o mundo. 

Fonte: Revista Catolicismo - Disponível em Igreja On Line.

Dica para celebrações com "inculturação"



Se na sua paróquia é comum ver aquelas figuras que, por entre rodopios e contorções ritmadas, inventam de levar a Sagrada Escritura pelo meio da igreja, a vestir roupas claramente inspiradas na cultura africana, faça o seguinte: entre na "procissão" e, quando perto o suficiente, solte um belo chute juntamente com um "Kiai"! Depois, é só dizer que aquilo fora uma clássica inculturação da arte marcial japonesa, o karate. 

Observação: se preferir uma joelhada, dizer que inculturou a arte da Tailândia, o Muay Thai.
Outras formas de inculturação semelhantes também podem funcionar...
Quaisquer reclamações, acuse-os de preconceito com a cultura alheia.
Os que defendem as presepadas sob o pretexto da inculturação não terão nada a dizer...

Quem precisar de inspiração, assista o video abaixo onde se vê um típico
exemplo de inculturação chinesa em meio à cultura japonesa.


Obs.: Pessoal, obviamente que eu to brincando...rs...
Até porque o momento nem cabe. Apesar de tudo, é a Santa Missa...
Se bem que Jesus fez algo semelhante no Templo...
Mas não era a Missa...
rs.. Será que isso abre margem pra fazer nas reuniões de catequese ou liturgia? kkk..

Brincadeira.. Mas que dá raiva, dá!
Eu ia colocar um video do Rambo, mas não...rs..

Pax.

Fábio.

Soneto: A Deus com Deus


Se para Deus, com Deus prescrevemos,
homens de Deus, sem Deus, que pensamos?
e se a porta é Deus e a Deus ingressamos,
a Deus, que é luz, sem Deus não veremos.

Se o meio é Deus e a Deus por fim temos,
e Deus é a senda e para Deus andamos,
dizei: por que sem Deus a Deus buscamos?
Pensais que a Deus, sem Deus, achar podemos?

Enchei, pois, Deus de Deus, nossas entranhas;
pois, se as toca Deus, por Deus movidas,
farão por Deus, a Deus coisas tamanhas;

e se por Deus não vão em Deus regidas,
serão, sem Deus, a Deus nossas façanhas,
como fosse de Deus, aborrecidas.

Soneto de Frei Luís de León
Tradução livre de Fr. César Cardoso, ocd

Persistamos, então, no combate!


"Se tenho as armas poderosas do Guerreiro
E se, valentemente, O imitar na luta,
Como a Virgem das Graças encantadoras,
Quero também cantar em meu combate.
Fazes vibrar as cordas de Tua lira,
Que é, meu Jesus, meu próprio coração!
Então posso gozar Tuas misericórdias,
Cantar a força e a doçura.
Sempre sorrindo enfrentarei metralhadoras
E, nos Teus braços, meu Divino Esposo,
Cantando morrerei no campo de batalha,
Com as armas na mão!..."

(Sta Teresinha De Lisieux, Minhas Armas)

Ainda sobre o Prof. Orlando Fedeli

O Professor Orlando Fedeli, como todos sabem, dividiu opiniões. Alguns o amaram bastante e outros o detestaram. Houve quem o considerou algo como um profeta e valente soldado pela Fé; outros, no entanto, acrescentavam um "vade retro" imediatamente à frente do seu nome.

Eu particularmente nunca escondi a minha simpatia pelo professor. Mantinha, como tantos outros, pontos de divergência com certos aspectos do que ele defendia, mas o considerava, verdadeiramente, um mestre. É fato que ele robusteceu a fé de muitíssimos, recuperou a de tantos outros e converteu inúmeros. Eu tive a graça de sempre ter sido católico, mas conhecer o professor e os seus escritos não me deixou indiferente. Quantas vezes me deliciei lendo as suas respostas às cartas desaforadas; quantas vezes aprendi das suas explicações às dúvidas dos que o tinham como um referencial a quem recorrer. Sem medo, posso dizer que o prof. Orlando Fedeli foi uma das minhas grandes inspirações e eu, assim como tantos outros, fiz-me anonimamente seu aluno. De tão habituado a lê-lo, reconhecia-lhe já o estilo. Com muito gosto, usei suas formações em aulas e lhe proferi o nome como um dos maiores defensores atuais da Fé. Mostrei suas videoaulas a amigos e lhas recomendei vivamente.

A sua ausência será sentida, mas ficar nisso talvez seja uma forma superficial de ver as coisas. Se estamos no exílio e nos ordenamos à Pátria, ainda que sintamos a falta imediata de alguém que para lá rumou, devemos também nos alegrarmos pela ida de mais um irmão aos campos da Eternidade. Obviamente, não estou me precipitando sobre o destino eterno do professor, cujo conhecimento pertence a Deus; mas não escondo a vivíssima esperança de que ele goze, agora, dAquele que tanto defendeu. Se nem sequer um copo de água ficará sem recompensa, o que dizer de alguém que passou a vida ganhando almas para Nosso Senhor? Se o Céu se rejubila por um pecador que se converte, quantas alegrias o professor Orlando Fedeli não deu aos residentes da eternidade?

Sto Antão dizia que um monge, ao se afastar do mundo, põe-se de pé diante de Deus a interceder pelos homens que lá ficaram. Nesta ótica autenticamente cristã, o Prof. Orlando Fedeli, se não poderá mais usar sua alma diretamente para cortar os sofismas dos inimigos da Santa Igreja, poderá ser mais eficaz ainda a inspirar os defensores da Fé e a interceder, se Deus lhe conceder a Glória, pelos cidadãos da cidade de Deus que ainda labutam neste exílio.

Que o Altíssimo acolha a sua valente alma, que lhe seja misericordioso e console os corações dos seus amigos e familiares. Eu, como tantos outros, estou também enlutado, mas também profundamente esperançoso da sua acolhida na Eterna Morada. A este incansável cavaleiro da Fé, Deus conceda o descanso eterno e a alegria da Sua Presença.



Fábio
Grupo de Resgate Anjos de Adoração - GRAA

Faleceu o professor Orlando Fedeli, presidente da Associação Cultural Montfort


Nós do Grupo de Resgate Anjos de Adoração comunicamos com profundíssimo pesar o falecimento do Prof. Orlando Fedeli, presidente da Associação Cultural Montfort e um dos maiores defensores da Fé Católica no Brasil. Que Deus acolha em seus braços este homem que tanto lutou pela Sua Igreja.

REQUIESCAT IN PACE

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