Tradutor / Translator


English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

Diferença entre o serviço e escravidão - S. Luís Maria Grignion de Montfort


Há duas maneiras, aqui na terra de alguém pertencer a outrem e de depender de sua autoridade. São a simples servidão e a escravidão, donde a diferença que estabelecemos entre servo e escravo. Pela servidão, comum entre os cristãos, o homem se põe a serviço de outro por um certo tempo, recebendo determinada quantia ou recompensa. Pela escravidão, um homem depende inteiramente de outro durante toda a vida, é dever servir a seu senhor sem esperar salário nem recompensa alguma, como um dos animais sobre que o dono tem direito de vida e morte.

Há três espécies de escravidão: por natureza, por constrangimento e por livre vontade. Por natureza, todas as criaturas são escravas de Deus: "Domini est terra et plenitudo eius" (Sl 23,1). Os demônios e os réprobos são escravos por constrangimento; e os justos e os santos o são por livre e espontânea vontade. A escravidão voluntária é a mais perfeita, a mais gloriosa aos olhos de Deus, que olha o coração (IRs 16, 7) que pede o coração (Pr 23,26) e que é chamado o Deus do coração (Sl 72,26) ou da vontade amorosa, porque, por esta escravidão, escolhe-se, sobre todas as coisas, a Deus e Seu serviço, ainda quando não o obriga a natureza.

A diferença entre um servo e um escravo é total: 1- Um servo não dá a seu patrão tudo o que é, tudo o que possui ou pode adquirir por outrem ou por si mesmo; mas, um escravo se dá integralmente a seu senhor, com tudo o que possui ou possa adquirir, sem nenhuma exceção. 2- O servo exige salário pelos serviços que presta a seu patrão; o escravo, porém, nada pode exigir, seja qual for a assiduidade, a habilidade, a força que empregue no trabalho. 3- O servo pode deixar o patrão quando quiser, ou ao menos quando expirar o tempo de serviço, mas o escravo não tem esse direito. 4- O patrão não tem sobre o servo direito algum de vida e morte, de modo que, se o matasse como mata um de seus animais de carga, cometeria um himicídio; mas, pelas leis, o senhor tem sobre o escravo o poder de vida e morte; de modo que pode vendê-lo a quem o quiser, ou matá-lo, como, sem comparação, o faria a seu cavalo. 5- O servo, enfim, só por algum tempo fica a serviço de um patrão, enquanto o escravo o é para sempre.

Só a escravidão, entre os homens, põe uma pessoa na posse e dependência completa de outra. Nada há, do mesmo modo, que mais absolutamente nos faça pertencer a Jesus Cristo e à Sua Mãe Santíssima do que a escravidão voluntária, conforme o exemplo do próprio Jesus Cristo, que, por nosso amor, tomou a forma de escravo: "formam servi accipiens" (Fl 2,7), e da Santíssima Virgem, que se declarou a escrava do Senhor (Lc 1,38). O Apóstolo honra-se várias vezes em suas epístolas com o título de "servus Christi". A Sagrada Escritura chama muitas vezes os cristãos de "servi Christi", e esta palavra "servus", conforme a observação aceitada de um grande homem, significava, outrora, apenas escravo, pois não existiam servos como os de hoje, e os ricos só eram servidos por escravos ou libertos. E para que não haja a menor dúvida de que somos escravos de Jesus Cristo, o Concílio de Trento usa a expressão unequívoca "mancipia Christi", e no-la aplica: escravos de Jesus Cristo. Isto posto:

Digo que devemos pertencer a Jesus Cristo e servi-lo, não só como servos mercenários, mas como escravos amorosos, que, por efeito de um grande amor, se dedicam a servi-Lo como escravos, pela honra exclusiva de Lhe pertencer. Antes do batismo, éramos escravo do demônio; o batismo nos fez escravos de Jesus Cristo. Importa, pois, que os cristãos sejam escravos ou do demônio ou de Jesus Cristo.

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

Filosofia da Música - Prof. Carlos Nougué

















Dionísio Areopagita e a teologia apofática


Giovanni Reale / Dario Antiseri

Entre os séculos V e VII, viveu o autor que se denomina Dionísio Areopagita, que foi confundido com aquele Dionínio que São Paulo converteu com seu discurso no Areópago. Sob o seu nome, chegou-nos um corpus de escritos (Hierarquia Celeste, Hierarquia eclesiástica, Nomes divinos, Teologia Mística e Epístolas) que teve grande repercussão na Idade Média (a própria estrutura hierárquica do Paraíso de Dante foi influenciada pela concepção hierárquica da realidade de Dionísio).

Dionísio repropõe o Neoplatonismo em termos cristãos, sobretudo o neoplatonismo tal como se havia configurado nas formulações elaboradas por Proclo. Mas o que mais se destaca neste corpus, que contém muitas concepções bastante sugestivas, é a formulação da teologia apofática (ou negativa). Deus pode ser designado por muitos nomes extraídos das coisas sensíveis e entendidos em um sentido translato, enquanto e à medida que ele é causa de tudo; de modo menos inadequado, Deus pode ser designado por nomes extraídos da esfera das realidades inteligíveis, como "belo" e "beleza", "amor" e "amado", "bem" e "bondade", e assim por diante; mas, melhor ainda, Deus pode ser designado negando-lhe todo atributo, à medida que ele é superior a todos, é o "supra-essencial" e, portanto, o silêncio e a treva expressam melhor essa realidade supra-essencial do que a palavra e a luz intelectual.

Eis o trecho mais significativo da Teologia Mística: "A Causa de todas as coisas pode ser expressa com muitas e com poucas palavras, mas também com a ausência absoluta de palavras. Com efeito, não há palavra nem inteligência para expressá-la, porque ela está colocada supra-substancialmente além de todas as coisas e só se revela verdadeiramente e sem qualquer véu para aqueles que transcendem todas as coisas impuras e puras, superam toda a subida de todos os cumes sagrados, abandonam todas as luzes divinas e os sons e discursos celestes e penetram na escuridão onde verdadeiramente reside, como diz a Escritura, aquele que está além de tudo". E, transcendendo tudo aquilo que é sensível e também aquilo que é inteligível e inteligente, o homem pode aderir "àquele que é completamente impalpável e invisível" e pertencer completamente "àquele que tudo transcende e a nenhum outro, através da inatividade de todo conhecimento", tornando-se capaz de "conhecer para além da inteligência pelo não conhecer nada".

Giovanni Reale / Dario Antiseri, História da Filosofia, Antiguidade e Idade Média.

Há algum carismático que saiba discutir idéias?

Se há uma coisa que tenho percebido, muito a contragosto, é que os carismáticos (ao menos os que tenho tido contato) não sabem discutir idéias, mas só pessoas... Não lhes interessa se algo é certo ou errado, não se preocupam em se defender disto ou daquilo mas, ao contrário, lhes é muito saboroso ofender a pessoa que se empenha em debater com eles. Antes eu já sabia que aquilo que pretendem seguir está muito distorcido e contaminado por influências protestantes; no entanto, eu esperava mais sinceridade dos adeptos deste movimento. Esclareço que não estou generalizando... Mantenho ainda a esperança de que nesse meio exista alguém saiba discutir. Mas, o que tenho visto é que, para grande parte, os argumentos mais válidos são as frases de efeito, os clichês e as apelações emocionais. Costumam destilar um amor meloso pra todo lado, mas isto enquanto alguém não se decide a criticar algo daquilo que eles seguem. Tão logo alguém o faz, a paixão entra em cena e é então que temos de assistir, enquanto desejarmos manter o diálogo, a triste exibição de toda uma série de evasivas e críticas pessoais, no clássico método "ad hominem", passando ao largo dos argumentos, como se não existissem...

Como muitos sabem, eu já fui carismático, e por um bom tempo; mas nunca tive estas frescuras... Como eu encarava as coisas com seriedade, sempre me senti inadequado neste movimento que sempre me pareceu estranho, muito ostensivo e imaturo, tendende ao sensacionalismo e nada sóbrio. De lá pra cá, a convicção só aumentou...

Está claro que estamos diante de duas naturezas diferentes quando observamos um típico grupo de oração carismático com direito aos seus trejeitos habituais, e quando olhamos uma límpida expressão do catolicismo tradicional. E aqui não se trata de uma crítica à legítima diversidade possível na Igreja, nem de uma atitude de prender-se somente às formas antigas de se rezar... Mas convém considerarmos: para que a diversidade seja legítima, ela não deve estar aberta ao infinito, a toda série de presepadas, sob o pretexto de que "não devemos limitar a ação de Deus"... Ao contrario, se se pretende que tais diversidades sejam expressões da mesma Fé, convém que tenham a mesma substância, o que dá um norte geral para que se mantenha a catolicidade das expressões religiosas, assim como um corpo que, possuindo uma multiplicidade de membros e partes, não está aberto a gerar rabos, ou asas, porque tais coisas não pertencem à essência humana.
 
E, se está claro que são coisas totalmente diversas, substancialmente distintas, a Fé Católica e as correntes protestantes, por que motivo se espera que algo nascido em sólo protestante possa, mesmo dentro de muros católicos, tornar-se em si católico? O que é, é, e não pode vir a não ser; e o que não é, não é, e não pode vir a ser.

No entanto, os carismáticos não querem saber dessas coisas... Lhes interessa muito mais a minha vida e as minhas intenções... Que Deus os faça ver.

Fábio.

Canonização do Beato Rafael



Será amanhã, enfim, o dia em que será elevado à honra dos altares o Beato Rafael. Mesmo antes, já contava ele com inúmeros devotos, dentre os quais, eu. Bendigamos a Deus por mais esta graça...

Na ocasião em que enviava esta foto para sua mãe, ele escrevia que já estava branco por fora; faltava-lhe, então, ficar branco por dentro. Todos os que tiveram contato com seus escritos sabem de sua ternura e pureza. Realizou-se, irmão Rafael, o teu desejo. Resplandeces hoje na eternidade; cumpriu-se em ti o que diz o salmista: "Aspergi-me com um ramo de hissope e ficarei puro. Lavai-me e me tornarei mais branco do que a neve".

Por tua intercessão, consegui-nos, também, esta brancura interior. Que nossa alma possa, purificada, se tornar bela aos olhos divinos, assim como foi a tua. Por fim, trazei ao nosso coração a grande convicção com que dizias: "Que pequeno é tudo o que não é Jesus..."

E permita-me antecipar: S. Rafael de Arnáiz Barón, ora pro nobis!

Os santos dos últimos tempos e devoção a Nossa Senhora - S. Luís Maria Grignion de Montfort


Todos os ricos do povo, para me servir da expressão do Espírito Santo (Sl 44,13), suplicarão, conforme a explicação de São Bernardo, vossa face em todos os séculos, e particularmente no fim do mundo; isto é, os mais santos, as almas mais ricas em graça e em virtudes serão as mais assíduas em rogar à Santíssima Virgem que lhes esteja sempre presente, como seu perfeito modelo a imitar, e que as socorra com seu auxílio poderoso.

Disse que isto aconteceria particularmente no fim do mundo e em breve, porque o Altíssimo e sua santa Mãe devem suscitar grandes santos, de uma santidade tal que sobrepujarão a maior parte dos santos, como os cedros do Líbano se avantajam às pequenas árvores em redor, segundo revelação feita a uma santa alma.

Estas grandes almas, cheias de graça e de zelo, serão escolhidas em contraposição aos inimigos de Deus a borbulhar em todos os cantos, e elas serão especialmente devotas da Santíssima Virgem, esclarecidas por sua luz, alimentadas de seu leite, conduzidas por seu espírito, sustentadas por seu braço e guardadas sob sua proteção, de tal modo que combaterão, derrubarão, esmagarão os hereges com suas heresias, os cismáticos com seus cismas, os idólatras com suas idolatrias, e os ímpios com suas impiedades; e com a esquerda edificarão o templo do verdadeiro Salomão e a cidade mística de Deus, isto é, a Santíssima Virgem que os Santos Padres chamam "o templo de Salomão" e "a cidade de Deus".

Por suas palavras e por seu exemplo, arrstarão todo o mundo à verdadeira devoção e isto lhes há de atrair inimigos sem conta, mas também vitórias inumeráveis e glória para o único Deus. É o que Deus revelou a São Vicente Ferrer, grande apóstolo de seu século, e que se encontra assinalado em uma de suas obras.

O mesmo parece ter predito o salmo 58 (14,15), em que se lê: "Et scient quia Deus dominabitur Jacob et finium terrae; convertentur ad vesperam, et famem patientur ut canes, et circuibunt civitatem - E saberão que Deus reinará sobre Jacob, e até aos confins da terra; voltarão à tarde e padecerão fome como cães, e rodearão a cidade, em busca do que comer". Esta cidade que os homens encontrarão no fim do mundo para se converterem e saciarem a sua fome de justiça é a Santíssima Virgem, que o Espírito Santo demonina "cidade de Deus" (Sl 86,3)

São Luís Maria Grignion de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem.

Ontem, dia 6 de outubro, foi dia de S. Bruno, fundador da Ordem dos Monges Cartuxos


Outro santo que muito estimo... Providencialmente, o seu dia concordou com o Evangelho da "Melhor Parte", e foi isto, precisamente, o que ele fez: decidiu passar toda a sua vida no escondimento e na intimidade com o Amado Jesus. Transcrevo, aqui, a sua profissão de Fé na hora de sua morte.

1. Creio firmemente no Pai, e no filho, e no Espírito Santo, no Pai não gerado, no Filho unigênito, no Espírito Santo procedente de ambos, e que estas três pessoas são um só Deus.

2. Creio que este mesmo Filho de Deus foi concebido pelo Espírito Santo de Maria, a Virgem.
Creio que a Virgem era castíssima antes do parto, virgem no parto e depois do parto permaneceu inteiramente virgem.
Creio que o mesmo Filho de Deus foi concebido entre os homens como um homem verdadeiro, mas sem pecado.
Creio que o mesmo Filho de Deus foi apresado por inveja dos judeus, injuriosamente tratado, injustamente atado, cuspido, flagelado, morto, sepultado.
Desceu à mansão dos mortos para libertar os seus, lá cativos.
Desceu para redenção nossa, ressuscitou e ascendeu aos céus, e voltará de lá para julgar os vivos e os mortos.

3. Creio nos sacramentos nos quais a Igreja crê e venera, e expressamente que o consagrado no altar é verdadeiro Corpo, verdadeira Carne e verdadeiro Sangue do Senhor nosso Jesus Cristo, que também nós recebemos para remissão de nossos pecados e na esperança da eterna salvação.
Creio na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

4. Confesso e creio na santa e inefável Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, um só Deus natural, de uma só substância, de uma só majestade e poder.
E professamos que o Pai não foi gerado nem criado, senão que Ele é ingênito. O mesmo Pai de ninguém tira a sua origem. D´Ele recebeu o Filho nascimento, e o Espírito Santo procedência.
É, pois, fonte e origem de toda a Divindade.
E o mesmo Pai, inefável por essência, gerou inefavelmente da sua substância o Filho, mas não o gerou outro ser que o que Ele é, Deus de Deus, a Luz da Luz.
D´Ele, portanto, é toda a paternidade no céu e na terra..
Amém.

Fonte: Chartreux

Stat Crux Dum Volvitur Orbis

A Santidade é ser quem sou - Thomas Merton


Pode, na verdade dizer-se que, para mim, a santidade consiste em ser eu próprio, que, para vós, a santidade consiste em serdes vós próprios, e que, em última análise, a vossa santidade nunca será a minha e a minha nunca será a vossa, exceto no que respeita à partilha comum de caridade e graça.

Para mim, santificar-me seria ser eu próprio. O problema da santidade e da salvação consiste, portanto, e na realidade, no problema de encontrar o que sou e em descobrir o meu próprio eu.

As árvores e os animais não têm problema a resolver. Deus fá-los o que são sem os consultar e eles ficam perfeitamente satisfeitos. Conosco, é diferente. Deus deixa-nos a liberdade de ser o que quisermos. Podemos ser nós próprios ou não o ser, segundo a nossa vontade. Mas o problema é este: uma vez que só Deus possui o segredo da minha identidade, só Ele pode fazer-me o que eu sou, ou antes, só Ele pode fazer-me o que eu serei, quando, por fim, eu começar verdadeiramente a ser.

As sementes que, a todo o momento, são lançadas na minha liberdade pela vontade de Deus, são gérmens da minha identidade, da minha felicidade, da minha santidade.

Recusá-las é recusar tudo: é a recusa da minha existência e do meu ser, da minha identidade e do meu eu bem individual.

E se não me tornar nunca aquilo que estou destinado a ser e antes ficar sempre o que não sou, passarei a eternidade a contradizer-me, por ser, ao mesmo tempo, alguma coisa e nada, uma vida que quer viver e que está morta e uma morte que quer estar morta e não pode realizar completamente a sua própria morte, porque é, não obstante, obrigada a existir.

Dizer que nasci no pecado é dizer que vim ao mundo com um falso eu. Entrei na existência sob o signo da contradição, sendo alguém que nunca tive a intenção de ser, e, por essa razão, sendo a negação do que se pode admitir que eu seja. Assim, entrei, ao mesmo tempo, na existência e na não-existência, porque, desde o começo, fui qualquer coisa que não era.

Exprima-se a mesma coisa sob uma forma menos paradoxal: durante todo o tempo em que não sou nada mais do que aquilo que nasceu de minha mãe, estou tão longe de ser a pessoa que deveria ser, que poderia mesmo não existir por completo. Na realidade, valeria mesmo mais, para mim, não ter nascido.

Thomas Merton, Sementes de Contemplação

Ontem, dia 4 de outubro, foi dia de S. Francisco de Assis




Ontem, domingo, foi dia de meu pai S. Francisco de Assis, o primeiro que me despertou o desejo de trilhar esta íngreme via, belíssima e ornada de majestosas flores que são as virtudes cristãs, todas provenientes de uma mesma árvore, a santíssima árvore da Cruz. Mais tarde, ouvi o nome desta estrada por um outro pai; este a chamava de "Subida ao Monte Carmelo"...

Bem.. Embora S. Francisco seja conhecido, principalmente, pela virtude da Santa Pobreza, tão eminente no pobrezinho de Assis, não me considero digno de tratar sobre este senhor, que desposou tão nobre dama... É suficiente dizer que o amo... Transcrevo, então, o que dele disse Deus Pai a Santa Catarina de Sena no livro "O Diálogo":

"São Francisco de Assis, com que virtude fundou a sua (Ordem)! Ele, ao orientar seus frades para a perfeição, escolheu a mais austera pobreza e pessoalmente a viveu com simplicidade. Francisco procurou a humilhação, desprezou a si mesmo, não se preocupou em agradar aos outros contrariando minha vontade, amou ser vilipendiado pelo mundo, mortificou seu corpo, destruiu o egoísmo. Francisco cercou-se de dores, afrontas e infâmias por amor do humilde Cordeiro, com o qual viveu crucificado. A tal ponto chegou que, por graça singular, viam-se no seu corpo as chagas do meu Filho. Foi assim que orientou seus frades. (...) O ideal particular de Francisco foi a pobreza; foi orientado no amor a ela que organizou sua ordem com extrema severidade."

S. Francisco de Assis, ora pro nobis.

Jesu dulcis memoria


É doce a lembrança de Jesus,
E dá as verdadeiras alegrias do coração:
Mais doce, porém, que o mel e que tudo
É a doçura da Sua presença.

Nada se canta mais suave, nada se ouve mais melodioso,
Nada se pensa mais doce do que Jesus, Filho de Deus.

Ó Jesus, esperança dos arrependidos:
Como sois caridoso para os que vos imploram!
Como sois bondoso para os que Vos procuram!
O que sereis, então, para os que Vos encontram?

Ó Jesus de doce coração,
Fonte de vida, luz do intelecto,
Que excede todas as alegrias e todos os desejos.

Não há palavra que o diga,
Nem letra que o saiba exprimir:
Só quem experimentou pode crer o que seja amar Jesus.

Ó Jesus, glória dos anjos,
Doce canto dourado,
Desejo do mel dos méis,
Nectar dos céus no coração.

Sede, Jesus, nossa alegria,
Vós que haveis de ser nosso prêmio:
Que a nossa glória repouse em Vós
Por todos os séculos dos séculos.
Amém.

Missal Quotidiano e Vesperal, por Dom Gaspar Lefebvre

Ontem, dia 1º de Outubro, foi dia de Sta Teresinha de Lisieux, doutora da Igreja



Mesmo que já tenha passado o seu dia, disponibilizo aqui uma poesia de sua autoria, cantada pela Ir. Kelly Patrícia, que retrata bem a pureza e intensidade do seu coração.

Que seu exemplo de ternura, de amor, de entrega ao Esposo motive todos nós a um lançar-se sempre mais decidido nos braços de Jesus. Sta Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, roga a Deus por nós.

O silêncio na Santa Missa

"Observar-se-á também, na altura própria, um silêncio sagrado.[17] Por meio deste silêncio, os fiéis não se vêem reduzidos a assistir à acção litúrgica como espectadores mudos e estranhos, mas são associados intimamente ao Mistério que se celebra, graças àquela disposição interior que nasce da Palavra de Deus escutada, dos cânticos e das orações que se pronunciam e da união espiritual com o celebrante nas partes por ele ditas."

Instrução Musicam Sacram
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...