"Como é agradável e doce ver irmãos fervorosos e devotos, com santos costumes e bem disciplinados" (Imitação de Cristo)

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Uma Luz na noite...

Livro: Sete Mentiras Sobre a Igreja Católica


A ph.D norte-americana Diane Moczar nos revela uma nova versão sobre as Cruzadas, a Idade Média, a Inquisição, a Igreja Católica no período pré-Reforma, a posição da Igreja no caso do astrônomo Galileu, a ação dos católicos espanhóis no Novo Mundo e outros eventos marcantes da história da Civilização Ocidental.

A autora também nos fala sobre a medicina na Idade Média, a mulher medieval, a usura, a heresia albigense, a monarquia católica, o Império Bizantino e a devastação causada pela Reforma. Ela nos informa sobre historiadores bons e ruins, sobre autores seculares que não sofrem do preconceito anticatólico e nos indica leituras para estudos posteriores.

Fonte: Permanência

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O que o diabo diz sobre Bento XVI


“O diabo disse-me um dia que João Paulo II era péssimo, mas o Papa actual era pior. As palavras do diabo foram um elogio para Bento XVI. “

Pe. Gabriele Amorth

Comunicado do Pe. Paulo Ricardo à polêmica envolvendo o seu nome


Tendo visto toda esta polêmica que já há dias envolve o Pe. Paulo Ricardo e alguns outros padres e religiosos da Diocese de Cuiabá; tendo lido estarrecidos a carta caluniosa que pedia o silenciamento do Pe. Paulo e lhe deturpava a imagem, viemos, então, a conhecer a terna resposta do Sr. Bispo Dom Milton Santos à difícil situação, cujo melhor comentário, a nosso ver, procedeu do Pe. Bruno Costa, osb. e que pode ser visto aqui.

Agora, enfim, o próprio Pe. Paulo Ricardo se manifesta. Ponho abaixo o comunicado.

***

Queridos irmãos,

Após as recentes manifestações ao redor de minha pregação no dia 20 de fevereiro de 2012, durante o 26º Vinde e Vede, pedi ao senhor Arcebispo para me ausentar de Cuiabá durante esta semana e procurar conselho espiritual e assistência jurídica.

Agora que o senhor Arcebispo se manifestou super partes no sentido de paz e de reconciliação, sinto o dever de comunicar o seguinte:

1) Lamento que as minhas palavras tenham sido mal interpretadas;

2) Penso que seja esclarecedor que as pessoas levem em consideração as circunstâncias da pregação. Aquele dia do encontro era voltado para a espiritualidade do Movimento Sacerdotal Mariano, fundado em 1972 pelo Padre Stefano Gobbi. O áudio de toda a pregação foi postado na internet, link aqui, e nele se pode notar o contexto em que aquelas palavras foram pronunciadas. Note-se, por exemplo, que me incluo sempre entre os padres pecadores e que a finalidade daquelas palavras era levar as pessoas à oração pela santificação dos sacerdotes. É sabido que um dos principais carismas do Movimento Sacerdotal Mariano é a oração pela santificação dos sacerdotes;

3) Sem querer acrescentar uma ferida àquelas já abertas, mas também sem dissimular minha posição, devo atestar que não me reconheço na imagem que foi apresentada de minha pessoa, de meu pensamento e de meu ministério;

4) Reconheço que as pessoas têm o direito de questionar a prudência e a oportunidade de uma pregação como aquela. Não tenho pretensão de estar sempre certo em minhas decisões práticas. Mas continua sendo minha opinião, aberta ao questionamento e à revisão, que seja uma verdadeira caridade para com os fiéis adverti-los para o fato de que a Igreja luta atualmente contra uma crise do clero. Sou da posição que, neste caso, o escândalo do silêncio seria muito maior do que a sincera e honesta admissão do problema, por doloroso que isto seja;

5) Que esta crise do clero não atinja todos os padres, com ou sem batina, me parecia uma coisa tão óbvia, que não achei necessário comentar. Mas prometo ser mais cauteloso no futuro. É evidente que eu não tinha pretensão de expor naquela breve palestra toda minha visão a repeito do atual estado do clero católico. Creio que os numerosos fiéis que me acompanharam nestes 20 anos de ministério viram em mim um padre que, reconhecendo os próprios pecados, procura amar a Igreja em geral e o sacerdócio em particular. Foi à formação de irmãos no sacerdócio que dediquei as melhores energias de minha vida;

6) É importante também ressaltar que de minha parte não pretendo divulgar os nomes dos 27 signatários da carta. Cumpre porém ressaltar o seguinte: não é verdade que o clero incardinado em Cuiabá se revoltou em massa contra minhas posições. Para uma mais exata avaliação da realidade divulgo apenas que são 5 padres diocesanos incardinados em Cuiabá, 5 em outras circunscrições e 17 religiosos;

7) Quanto à reconciliação e à restauração da justiça, serão dados passos pastorais e, se necessário, jurídicos. Mas não creio que a internet seja o lugar apropriado para este caminho de reparação. Sei que nos tempos do Big Brother, do Twitter e do Facebook minha visão pode parecer antiquada. Peço, no entanto, que compreendam minha opção de silêncio, ao menos até a solução final que, uma vez alcançada, comunicarei aos amigos;

8) Esta comunicação não seria completa sem que terminasse num agradecimento de coração pelos inúmeros e variados sinais de amizade, confiança e solidariedade que recebi. A todos um sincero e comovido “Deus lhes pague!”

Nestes dias, o nosso site recebeu um número imenso de mensagens oferecendo apoio de toda espécie: orações, jejuns, sacrifícios e provas sinceras de amor e estima. Meu celular não parava de tocar e de receber SMS. Foram literalmente milhares de fiéis, centenas de sacerdotes, alguns bispos e amigos de várias proveniências (um bispo anglicano, vários pastores evangélicos, cristãos em geral e até agnósticos!).

Uma palavra especial para os inúmeros blogs e páginas da internet que manifestaram o seu apoio. Com toda sinceridade não sei como expressar o peso da gratidão a não ser reconhecendo que lhes sou muito obrigado.

Agradeço ao meu Arcebispo pela paciência e o carinho paterno manifestado a ambas as partes envolvidas neste triste episódio.

Quanto a meus pais e minha família… não tenho palavras. No céu vocês verão o meu coração.

Espero poder corresponder, com a graça de Deus, a toda esta expectativa. Asseguro que todos estão muito presentes em minha Eucaristia diária. Continuemos unidos na gratidão a Deus, à Virgem Maria, aos anjos e aos santos de nossa devoção. Continuem a interceder por esta nossa luta e que Deus abençoe a todos.

Várzea Grande, 11 de março de 2012.
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

As más confissões são o principal motivo de perdição dos católicos


Discípulo — Padre, poderia explicar-me a razão deste livro?

Mestre — Chamei-o assim por causa do fato seguinte:

Conta-se certa moça, tendo caído por desgraça num desses pecados que tanto envergonham na confissão, vivia triste e desconsolada. Passaram-se assim muitos meses, sem que nenhuma das companheiras da coitada descobrisse a causa de tanta aflição. Nesse ínterim, aconteceu que a sua melhor amiga, muito virtuosa e devota, morreu santamente. Uma noite, a chamam pelo nome, quando está no melhor do sono; reconhece perfeitamente a voz da amiguinha morta que vai repetindo:

Confesse-se bem... se você soubesse o quanto Jesus e bom!

A moça tomou aquela voz por uma revelação do céu, criou coragem e, decidida, confessou o pecado que era a causa de tanta vergonha e de tantas lágrimas. Naquela ocasião, tamanha foi a sua comoção, tão grande o seu alívio que depois disso, contava o fato a todo o mundo, e repetia por sua vez: "Experimentem e vejam o quanto Jesus é bom".

D. — Muito bem! — acredito nisso plenamente, porque, já fiz mais de cem vezes a experiência de tal verdade.

M. — Pois então agradeça a Deus de todo o coração e continue a fazer boas confissões. Ai daquele que envereda, pelo caminho do sacrilégio! É essa a maior desgraça que nos pode acontecer, porque dela não teremos mais a força de nos afastar, e assim prosseguiremos, talvez até à morte, precipitando-nos no abismo da perdição eterna.

D. — É assim tão nefanda uma confissão mal feita?

M. — É o principal motivo, a causa capital da perdição!

D. — Deveras?

M. — Assim é, infelizmente! São as confissões mal feitas o motivo pelo qual tantas pessoas perdem suas almas e vão para o inferno.

D. — Mas não há exagero nisso?

M. — Exagero nenhum, e nem sou eu quem o diz: afirmam-nos os Santos que melhor conhecem as almas e viu-o Santa Teresa em uma visão. Estava a Santa rezando, quando, de repente abrem-se diante dos seus olhos uma voragem profunda, cheia de fogo e de chamas; e nesse abismo precipitam-se com abundância, como neve no inverno, as pobres almas perdidas.

Assustada, a Santa levanta os olhos ao céu e:

— Meu Deus, exclama, meu Deus! O que é que eu estou vendo? Quem são elas, quem são todas essas almas que se perdem? Com certeza devem ser as almas dos pobres infiéis.

— Não, Teresa, não! Responde o Senhor. As almas que neste momento vês precipitarem-se no inferno com o meu consentimento, são, todas elas, almas de cristãos como tu.

— Mas então devem ser almas de pessoas que não acreditavam, que não praticavam a Religião, que não freqüentavam os Sacramentos! 

— Não, Teresa, não! Fica sabendo que essas almas pertencem todas a cristãos batizados como tu, e, que, como tu, eram crentes e praticantes...

— Mas se assim é, naturalmente essa gente nunca se confessou, nem mesmo na hora da morte...

— No entanto, são almas que se confessavam, e confessaram-se também antes de morrer...

— Por qual motivo então, ó meu Deus, são elas condenadas?

— São condenadas porque se confessaram mal...

Vai Teresa, conta a todos esta visão e recomenda aos Bispos e Sacerdotes que nunca se cansem de pregar sobre a importância da confissão e contra as confissões mal feitas, afim de que os meus amados cristãos não transformem “o remédio em veneno; afim de que não se sirvam mal desse sacramento, que é o sacramento da misericórdia e do perdão.”

D. — Pobre Jesus!... São assim tão numerosas as confissões mal feitas?

M. — S. Afonso, S. Felipe Néri, S. Leonardo de Porto Maurício, afirmam unanimemente que, infelizmente, o número das confissões mal feitas é incalculável. Eles, que passaram à vida no confessionário e à cabeceira dos moribundos, sabem dizer a pura verdade. E nós que erramos, de terra em terra, pregando exercícios e missões, somos obrigados a afirmar a mesma coisa. O célebre Padre Sarnelli, na sua obra “O mundo santificado” exclama: “Infelizmente são incalculáveis as almas que fazem confissões sacrílegas: sabem disso, em parte, os Missionários de longa experiência, e cada um de nós virá sabê-lo, com grande pasmo, no vale de Josafá. Não só nas grandes capitais, mas nas cidades menores, nas comunidades, no meio daqueles que passam por piedosos e devotos encontram-se em grande número os sacrílegos...”

O Padre Tranquillini, da Companhia de Jesus, tendo sido chamado à cabeceira duma senhora gravemente enferma, acode com solicitude e a confessa: mas, chegada à hora da absolvição, ele sente qualquer coisa que, como se fosse uma mão de ferro, o impede de prosseguir.

— Minha senhora, diz ele, talvez se tenha esquecido de alguma coisa...

— Impossível, Padre, estou me preparando há oito dias...!

Depois de algumas preces, tenta uma segunda vez; mas, a mesma mão o impede de novo.

— Desculpe, minha senhora, replica o Padre, talvez a senhora não ouse confessar algum pecado...

— O quê diz, Padre? Isso me ofende. Como pode supor que eu queira cometer um sacrilégio?

Torna a tentar pela terceira vez a absolvição e ainda uma vez aquela força invisível o impede de agir. Não podendo compreender qual o mistério que se escondia num fato tão extraordinário, cai de joelhos, e, chorando, suplica àquela senhora, que não se traia, que não seja a causa da própria perdição.

— Padre, exclama ela então, Padre, há quinze anos que eu me confesso mal!

Veja, portanto, como é fácil achar-se quem se confessa mal!

D. — Chega, Padre, isto me faz estremecer.


Se quiser baixar o livro, ele foi disponibilizado para download pelo blog Alexandria Católica.

O Papel da Mulher no Corpo Místico de Cristo


Edith Stein (Sta Teresa Benedita da Cruz)

A finalidade da formação religiosa consiste em fazer que os jovens encontrem seu posto no Corpo Místico de Cristo, o lugar que para eles foi preparado desde a eternidade. Todos os que participam da redenção se transformam em filhos da Igreja, e nisto não há diferenças entre homens e mulheres. A Igreja não é só a comunidade dos crentes, senão também o Corpo Místico de Cristo, quer dizer, um organismo no qual os indivíduos assumem o caráter de membro e de órgão, e por natureza os dons de um são distintos do outro, e do todo; por isso a mulher enquanto tal tem um posto particular orgânico na Igreja. Ela está chamada a personificar, no desenvolvimento mais alto e puro de sua essência, a essência mesma da Igreja, a ser seu símbolo. A formação das meninas e das jovens tem que conduzir até estes graus de pertença à Igreja.

A primeira condição necessária para compreender esta função consistirá em conhecer com claridade qual é a essência da Igreja. Para a razão humana é particularmente acessível o conceito de Igreja como comunidade dos crentes. Quem crê em Cristo e em seu Evangelho, quem espera suas promessas, se une a Ele por amor e observa seus mandamentos, se liga na mais profunda unidade de pensamento e de amor com todos aqueles que têm a mesma convicção. Aqueles que viveram em torno ao Senhor durante sua vida terrena, se converteram no fundamento da grande comunidade cristã: a propagaram, deixando como herança aos tempos vindouros o tesouro da fé encerrada nela.

Se a sociedade humana natural é mais que um simples agrupamento de indivíduos e, como se pode constatar, esta se funde num tipo de unidade orgânica, isto vale com mais razão para a sociedade sobrenatural que é a Igreja. A união da pessoa com Cristo é algo muito distinto da união entre pessoas humanas: é um radicar-se n'Ele e crescer n'Ele (assim nos diz a parábola da videira e os ramos); inicia com o batismo e se fortalece sempre mais com os outros sacramentos, assumindo em cada indivíduo uma orientação diversa. Este real fazer-se uno com Cristo provoca a transformação de membros uns dos outros em todos os cristãos. E assim a Igreja se converte no Corpo de Cristo. O Corpo é um corpo vivo, e o espírito que o vivifica, é o Espírito de Cristo, que se transmite da Cabeça aos membros; o espírito que se difunde de Cristo é o Espírito Santo, por isso a Igreja é templo do Espírito Santo.

Apesar da unidade real, orgânica, entre a Cabeça e o corpo, a Igreja está frente a Cristo como pessoa independente. Enquanto Filho do Pai eterno, Cristo vivia antes que o tempo e que todos os seres humanos. Com a criação, a humanidade começou a viver antes que Cristo assumisse a natureza e entrasse nela. E quando entrou, levou consigo sua vida divina. Com a redenção, a fez receptiva e a preencheu de graça: a gerou de novo. A Igreja é a humanidade novamente gerada, redimida por Cristo. A primeira célula da humanidade redimida é Maria: ela foi a primeira na qual se atuou a pureza e a santidade de Cristo, a plenitude do Espírito Santo. Antes de que o Filho do homem nascesse desta Virgem, o Filho de Deus criou esta Virgem plena de graça e nela e com ela criou a Igreja. Por isso Maria, enquanto criatura nova, está a seu lado, ainda que esteja ligada indissoluvelmente a Ele.

E assim cada alma, purificada pelo batismo e elevada ao estado de graça, é gerada por Cristo e dada à luz por Cristo. Mas é gerada na Igreja e dada à luz por meio da Igreja. De fato, é por meio dos órgãos da Igreja que todo novo membro é formado e preenchido de vida divina. Por isso, a Igreja é mãe de todos os redimidos. Mas o é por sua união íntima com Cristo: ela é Sponsa Christi, que está a seu lado e colabora com Ele em sua obra, a redenção da humanidade.

Órgão essencial nesta maternidade sobrenatural da Igreja é a mulher, fundamentalmente com sua maternidade corporal. Para que a Igreja alcance sua perfeição - ligada ao alcance do número de membros estabelecido -, a humanidade tem que continuar crescendo. A vida da graça pressupõe a vida natural. O organismo corpóreo-espiritual da mulher está formado para a função da maternidade natural, e a procriação dos filhos foi ratificada pelo sacramento do matrimônio e deste modo assumida no processo vital da Igreja. Mas a participação da mulher na maternidade espiritual vai muito mais além; ela está chamada a favorecer nos filhos a vida da graça. A mulher é um órgão imediato da maternidade sobrenatural da Igreja e participa desta maternidade sobrenatural. E isso não se reduz só aos próprios filhos. O sacramento do matrimônio inclui fundamentalmente a missão recíproca de favorecer o fazer nascer a vida de graça no cônjuge; ademais é próprio da mãe incluir em sua preocupação maternal a todos os que vivem dependendo dela; e, finalmente, é missão de todo cristão suscitar e promover a vida de fé em toda alma, sempre que seja possível. A mulher está chamada de modo particular a esta missão, pela peculiar posição em que ela se encontra frente ao Senhor.

A narração da criação põe a mulher junto ao homem como ajuda proporcionada, para que obrem juntos como ser único. A carta aos Efésios representa esta relação como uma relação entre cabeça e corpo, como um símbolo da relação entre Cristo e a Igreja. Por isso há que ver na mulher um símbolo da Igreja. Eva, que nasce do lado de Adão, é um símbolo da nova Eva - por tal entendemos a Maria, mas também a Igreja inteira, que nasce do lado aberto do novo Adão. A mulher ligada por um matrimônio autenticamente cristão, quer dizer, por uma unidade de vida e de amor indissolúvel com seu esposo, representa a Igreja, esposa de Cristo. Esta personificação da Igreja é mais íntima e perfeita na mulher que, qual Sponsa Christi, consagrou sua vida ao Senhor e se uniu com Ele com um vínculo indissolúvel. Ela está a seu lado como a Igreja, como a Mãe de Deus, que é o protótipo e célula germinal da Igreja e que colaboradora na obra da redenção. O dom total de seu ser e de toda sua vida lhe faz viver com Cristo e colaborar com Ele; o que significa também sofrer com Ele e morrer essa morte da qual surge a vida da graça para a humanidade. E assim a vida da esposa de Deus se enriquece com a maternidade espiritual sobre toda a humanidade redimida; e não existe diferença se ela trabalha diretamente entre as pessoas ou se ela com o sacrifício traz frutos de graça de que nem ela nem nenhum outro ser humano tem conhecimento.

Maria é o símbolo mais perfeito da Igreja porque ela é protótipo e origem. Ela é um órgão particularíssimo: o órgão do qual foi formado todo o Corpo Místico, inclusive a mesma Cabeça. Por sua posição orgânica central e essencial é chamada de modo muito feliz o coração da Igreja. As expressões corpo, cabeça e coração são imagens com as quais se pretende expressar uma realidade. A cabeça e o coração desempenham no corpo humano umas funções fundamentais: os outros órgãos e membros dependem desses dois em seu ser e atuar; e entre a cabeça e o coração há uma conexão especialíssima. O mesmo sucede com Maria que por sua especial união com Cristo necessita de um ligamento real - entendido como místico -, com todos os outros membros da Igreja, união que supera qualitativamente e quantitativamente a união que se dá entre os membros, união semelhante à existente entre mãe e filho, superior à existente entre os filhos. Chamar a Maria como Mãe não é uma simples imagem. Ela é nossa Mãe em sentido real e emimente, em um sentido que transcende a maternidade terrena. Ela nos gerou a vida da graça quando se entregou a si mesma, de todo o seu ser, seu corpo e alma à maternidade divina.

Por tudo isto ela nos é muito próxima. Nos ama, nos conhece, se empenha em fazer de nós o que temos que ser; sobretudo, nos quer conduzir à união mais íntima com o Senhor. Isto é válido para todos os homens; mas para a mulher tem necessiarmaente uma importância particular. Em sua maternidade natural e sobrenatural, e em sua esponsalidade com Deus, continua em certo modo a maternidade e esponsalidade da Virgo-Mater. E assim como o coração de uma mulher nutre e sustenta todos os seus órgãos corporais, assim podemos crer que Maria colabora ali onde uma mulher cumpre com sua missão feminina, assim como está presente a colaboração de Maria em todas as atividades da Igreja. Mas posto que a graça não pode atuar nas almas se estas não se abrem à sua presença, do mesmo modo Maria não pode realizar plenamente sua maternidade se os homens não se abandonam. As mulheres que desejam corresponder plenamente com sua vocação feminina, em todos os modos possíveis, alcançarão seu fim de um modo mais seguro se, além de terem presente a imagem da Virgo-Mater e tratarem de imitá-la em sua atividade formativa, se confiarem à sua direção e se abandonarem totalmente à sua guia. Ela pode formar à sua imagem a todos os que lhe pertencem.

Edith Stein, La Mujer Como Miembro Del Cuerpo Mistico de Cristo.

Sobre a carta contra o Pe. Paulo Ricardo - nossa posição e alguns comentários

Medinho de mim?!!! Oh, que dó!

Fiquei estarrecido e indignado quando, ontem já pela noitinha, vi no blog do Everth a notícia de que o corajoso Pe. Paulo Ricardo está sendo alvo de uma perseguição covarde por parte de membros do próprio clero. Fui ler a tal carta de quatro páginas que buscava cassar os direitos - e mais que direitos, os deveres - do Pe. Paulo Ricardo de aparecer na mídia e desempenhar o excelente trabalho que tem feito já há vários anos.

Quem quiser ler a carta 'abjeta' - sim, esse é o termo apropriado - clique aqui e prepare seu estômago. Passo a fazer alguns comentários sobre o assunto.

Lemos, logo de início, o seguinte:

"O que nos move é nosso desejo de comunhão, unidade, amor à Igreja e ao sacerdócio e a busca de verdadeira justiça, reconciliação e perdão."

Mas que coisa mais escrota! Amor à Igreja?! Esse pessoal que escreveu a tal carta parece estar somente interessado em ser deixado em paz com seus costumes disparatados, com suas invencionices litúrgicas, com seu modernismo extremo, com seu protagonismo narcisista reverberado pelo fato de serem sacerdotes e religiosos, e se utilizarem de suas posições para dar voz aos devaneios heréticos de todo matiz. Amor à Igreja? "O zelo por tua casa me consome". Esta frase define muito mais o Pe. Paulo Ricardo a quem, como a Elias, querem fazer silenciar.

"Estou devorado de zelo pelo Senhor, o Deus dos exércitos. Porque os israelitas abandonaram a vossa aliança, derrubaram os vossos altares e passaram os vossos profetas ao fio da espada. Só eu fiquei, e querem tirar-me a vida" (I Re 19,10)

E eles falam de "verdadeira justiça". Isto é muito esclarecedor. Jesus diz: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça e tudo o mais vos será dado em acréscimo". No entanto, para o clero incomodado com o Pe. Paulo Ricardo, a "verdadeira justiça" parece estar justamente no esquecimento da lei objetiva de Deus e na transformação da sua casa num ambiente de experimentos exóticos como este. Será que algum destes padres, inflamados pela "verdadeira justiça", chegou a dizer pelo menos um "a" pra esse padre sem noção que vemos no vídeo, ou pra dar-lhe pelo menos um cascudo? Não.. Pra eles, tudo isso é lindo, é perfeito, gera união.

Mas esta é a união dos covardes, é o falso irenismo de que falava Pio XII, é o total desprezo pela Liturgia Católica e pelo Sagrado autêntico. É aquele tipo de paz caricata de quem não quer ajeitar as coisas para não causar mal estar. "Então, deixa assim". "Quem se importa de que Deus esteja sendo ofendido? Desde que não o estejamos nós!" Porém, apareceu o Pe. Paulo Ricardo e, para que Deus não mais fosse aviltado, não se preocupou de causar mal estar nem de acusar os erros de que o nosso clero infelizmente é pródigo. Ah, mas aí o Pe. Paulo cometeu uma blasfêmia: atacou o deus verdadeiramente cultuado por esses que escreveram a nefanda carta: o ego deles.

Infelizmente, os padres esqueceram que, objetivamente, a Igreja é a casa de Deus.

"Quão terrível é este lugar! É nada menos que a casa de Deus; é aqui, a porta do céu" (Gn 28,17)

E este Deus é extremamente zeloso. No entanto, alguns padres e bispos fizeram da Igreja uma "casa de negócios", de interesses próprios, de aberrações litúrgicas, de difusão de heresias e de promoção de vaidades. E quem é o Pe. Paulo Ricardo para ter a ousadia de atacar tudo isso de modo escancarado, não é? Pois eu digo: É um padre que se veste de preto por está morto para o mundo (Gl 6,14) e, naturalmente, morto para as vossas apelações covardes de tentarem fazer com que a sua voz se cale. Vocês suportam todo tipo de invencionice nos templos, todo tipo de heresia confundindo as almas dos fiéis, as reboladas e palmas diante do Santo Sacrifício da Missa, a livre promoção da heresia da libertação já tantas vezes condenada pela Igreja; com tudo isto, vocês são muitíssimo tolerantes, já que muitos de vocês são os primeiros a contribuírem para esse tipo de coisa. Porém, se uma voz se ergue para ser fiel ao Papa e ao verdadeiro ensino católico, aí vocês querem abafar?! Já se vê por aí que é muito certo o ensino moral da Igreja: os vícios são todos amigos. Dos promotores de heresias e desmandos, o que esperar senão covardia e dissimulação?

Pe. Paulo Ricardo, com a sua batina preta que tanto vos incomoda, usa ainda os trinta e três botões à frente, que lhe lembram a idade de Nosso Senhor, de Quem vocês parecem fazer questão de esquecer ou de, no mínimo, desprezar, já que tanto O desobedecem. E não adianta vir falar de amor a Deus, porque Ele mesmo disse: "Se me amais, cumprireis os meus preceitos" e nisto estão inclusos os preceitos litúrgicos e a retidão doutrinal.

Pe. Paulo Ricardo tem ainda mais cinco botões nas mangas, lembrando as cinco chagas de Nosso Senhor, que lhe avisam continuamente por Quem é que Ele deve lutar e a Quem deve agradar, conforme diz S. Paulo:

"Se eu quisesse agradar aos homens, não seria servo de Cristo". (Gl 1,10)

Eis aí a verdadeira justiça, caros clérigos! "A julgar pelo tempo, já devíeis ser mestres! Contudo, ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da palavra de Deus" (Hb 5,12). Mas, não; não é que vocês não saibam, é que não se importam. "Onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração" (Mt 6,21). Mas parece que o vosso tesouro não está na verdade.

E vejam a extrema bondade desses clérigos ao se referirem ao Pe. Paulo:

"Diante de um homem amargurado, fatigado, raivoso, compulsivo, profundamente infeliz e transtornado toma-nos, como cristãos e como sacerdotes, um profundo sentimento de compaixão e misericórdia".

Pe. Paulo Ricardo, amargurado, fatigado, raivoso, compulsivo, profundamente infeliz e transtornado? Como chegais a esta brilhante conclusão, oh vossas sapiências? Somente porque ele ataca as asneiras que saem de vossos lábios consagrados e acusa a vossa duplicidade? Ora, mas quem foi que ordenou seja a nossa linguagem "sim, sim; não, não"? (Mt 5,37) Em vosso parecer, o verdadeiro Jesus - não o que vós construís nos vossos devaneios românticos e sincréticos - deve bem ser um infeliz e transtornado. Será? Logo Ele que disse: "Que a minha alegria esteja em vós e que a vossa alegria seja completa"? (Jo 15,11). Acontece, caros senhores, que buscais um tipo esdrúxulo de caridade sem verdade e esta atitude foi justamente condenada pelo nosso Sumo Pontífice, Bento XVI, gloriosamente reinante, contra quem esperneais obstinadamente. O que vos falta, nas palavras de S. Pio de Pietrelcina, é "cérebro e coração": nem pareceis entender a contradição das vossas invencionices, nem amais o que devíeis amar, razão pela qual sois tão tolerantes contra quem brinca e pisa na Doutrina e na Liturgia - pois vós mesmos o fazeis - enquanto que, por outro lado, vos portais como cruzados da difamação e da mentira contra os poucos que ainda combatem pelo lado certo. "Compaixão e misericórdia"? Não.. Pareceis na verdade apavorados, isso sim.

Close no rosto amargurado do Pe. Paulo Ricardo

E vocês reclamam dos supostos "danos morais que ele desfere publicamente e através dos diversos meios de comunicação contra nós, sacerdotes e bispos empenhados plenamente na construção do Reino de Deus".

Empenhados na construção do Reino de Deus? De que Deus? Usais a terminologia cristã para falar de um projeto imanentista que esvazia o sagrado e tenta, na prática, aplicar os princípios da revolução esquerdista! Veja o vosso descuido pela conversão correta dos fiéis; veja o vosso desprezo pela manutenção da vida da graça nos que vos foram confiados. O que nós vemos - e não é difamação - é que vos parece muito mais importante a militância dos fiéis em sindicatos sociais e a difusão do "Reino de Deus" como se fosse algo a se produzir sobretudo na esfera política, na busca de uma sociedade igualitária, bem aos moldes da TL. Esquecei-vos, porém, de que o próprio Cristo - o verdadeiro; não Marx, Che Guevara ou quaisquer dos demais gurus esquerdopatas - afirmou enfaticamente que o Seu Reino não é deste mundo (Jo 18,36). Caríssimos, vós mais confundis que esclareceis, e ainda falais que estais plenamente empenhados na construção do reino de Deus. Não, não estais. Se o discurso do Pe. Paulo vos incomoda, isto é uma clara evidência sobre o lado ao qual vós aderistes.

Em seguida, referindo-se ao Pe. Paulo Ricardo, a carta o define como um "homem de verbo fácil, de muitos artifícios oratórios e também de muitas falácias e sofismas".

Vejam só. Gostaria que os referidos padres e religiosos autores da carta expusessem quais sejam as tais falácias e os tais sofismas. Nossa, eu gostaria imensamente! No entanto, estes mesmos clérigos enchem a carta do mais puro "ad hominem", tentando desacreditar o Pe. Paulo, não pela refutação de seus argumentos, mas pela difamação da sua imagem. E a coisa é tanta, que chegam a dizer que ele não tem "saúde mental" para desempenhar a função que, sejamos sinceros, ele desempenha com maestria. Quem são os falaciosos mesmo???

E o interessante é que, quando é para o seu próprio proveito, eles não receiam citar até o Papa Bento XVI, nos dando um exemplo claro de perfídia e de língua bifurcada. Porém, a citação que fazem é tão desastrosa e se aplica tão mal às palavras do Pe. Paulo que a impressão que fica é que se trata, na verdade, de uma tentativa desesperada de arriscar qualquer coisa.

E veja com que caridade eles se referem ao Pe. Paulo quando dizem ter ele "uma verdadeira obsessão de traços patológicos pelo uso da batina". hehehe... Nossa, como a batina incomoda, não? Como ela lembra do dever de um padre e contrasta com o comodismo de outros como que lhes acusando que estão a dever alguma coisa. E dizer que ele tem "traços patológicos" foi, sem dúvida, uma expressão de profunda caridade e de verdadeira compaixão.

Chegam ainda a dizer que o Pe. Paulo faz da batina um uso meramente ideológico. Mas que olhar penetrante o desses senhores, capaz de adentrar nos últimos recônditos das entranhas do Pe. Paulo Ricardo e sondar-lhe, aí, suas mais verdadeiras e íntimas intenções! Julgamento de Intenção Detected!

Outros termos caridosos atribuídos ao Padre: é de uma "Influência nefasta", "ultrapassa os limites do fanatismo",  é "apenas um polêmico" que estaria sendo motivado por "interesses de carreira", é "pouco honesto" e é movido por "zelo doentio". Sobre a época das eleições, quando o Pe. Paulo nos recomendou, reverberando a voz do Papa Bento XVI e nos impelindo à coerência com a nossa Fé, a não votarmos em partidos abortistas, estes caluniadores dizem agora que ele "enfurnou-se em um cordão de calúnias". Será que os autores desta carta caridosa e tão comovedora votaram na Dilma? Hum... Quem sabe, né?

Por fim, eles terminam a carta fazendo um pedido como que de últimas esperanças. Quase visualizamos lágrimas em seus olhinhos perscrutadores das entranhas alheias. Vejam o que eles pedem:

"Solicitamos... que o Pe. Paulo Ricardo... seja imediatamente afastado das atividades de magistério... e das demais atividades por ele desenvolvidas nas diversas instituições formativas sediadas na Arquidiocese e fora dela tais como direção espiritual de seminaristas, palestras, conferências e celebrações, pois não tem saúde mental para ser formador de futuros presbíteros. Pedimos também que seja afastado de todos os meios de comunicação social em todo e qualquer suporte, isto é, meios eletrônicos, meios impressos, mídias sociais e rede mundial de computadores."

Haha... Querem calar o Pe. Paulo de todo jeito possível, rs... Para eles, ter "saúde mental" deve ser algo como adotar uma posição sempre fluida, sempre mole, sempre covarde, que aceita qualquer coisa, que não tem nada como definitivo, que não se importa com os desmandos, que está somente preocupado com o bem estar, com as conveniências, com o politicamente correto, com o respeito humano, com as duplicidades, com os "jeitinhos brasileiros", com a absolutização do subjetivo, etc, etc...

Bem. Quero terminar este post, afirmando que eu estou inteiramente favorável ao Pe. Paulo Ricardo que tem, repito, feito um trabalho fenomenal na Igreja aqui do Brasil. Embora a CNBB ainda nos desperte grande curiosidade sobre qual seja a razão da sua existência - e ela nos envergonha continuamente por suas omissões -, o Pe. Paulo tem suprido grande parte deste constrangimento e tem sido parte fundamental na formação de muitos católicos, coisa que eu tenho visto com meus próprios olhos. Ele tem contribuído para que muita gente redescubra a beleza do catolicismo sem mesclas de heresias e tem despertado em muitos um interesse pelo estudo da Doutrina, pela moral, pela liturgia. Alguns destes, tomando contato com ares puros que nunca sonharam existir, como que recobram o vigor e o ânimo de se dedicarem ao Evangelho, de se lançarem neste bom combate da Fé, de abandonarem o grande engodo do relativismo e de buscarem ter uma vida santa, com assiduidade sacramental, cultivo da Graça e retidão de caráter.

Enquanto isso, há tantos outros - e diariamente vemos os mais toscos exemplos - que parecem estar a brincar com as coisas sagradas, fazendo das igrejas católicas salões de festa, de comes e bebes, de músicas de rodeio, de celebrações muito próximas dos cultos afros, de concelebrações com maçons, de meditação transcendental, de catequese marxista, etc, etc. E o que acontece com estes sacerdotes? Nada! Ninguém diz um "a"! Todo mundo se acovarda! E alguns acham a coisa mais linda do mundo!

No entanto, se um padre põe uma batina, já é mal visto. Se ensina a doutrina católica sem erros e acredita no que diz a Teologia, já é visto como um fanático. Quem não percebe que esta contradição clama aos céus?! É hora de se decidir. Que ninguém mais fique em cima do muro. Ou somos católicos ou não somos. Ou estamos com Jesus, ou estamos contra Ele. Quem com Ele não ajunta, espalha.

Apoiemos o Pe. Paulo Ricardo, e lembremos das palavras de Nosso Senhor:

"Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus" (Mt 5,11-12)

Quero divulgar duas coisas:

Já há uma petição pública em apoio ao Pe. Paulo Ricardo. Peço que assinem. Para tal, cliquem neste link.

Acontecerá também um twittaço em favor do Pe. Paulo Ricardo nesta Quinta-Feira, dia 8 de  Março, às 19h. Participem também.


Deixo-vos, enfim, com dois trechos de poesias de duas das maiores santas da Igreja. Meditem-nos e se decidam.


"Não haja, entre nós, covarde!
Aventuremos a vida:
Não há quem melhor a guarde
Que o que a deu por já perdida.
Jesus comanda a investida,
E prêmio será da guerra;
Ah! não durmais, ah! não durmais,
Porquanto não há paz na terra."
(Sta Teresa D'Avila)

"Morrerei no campo de batalha,
de armas na mão"
(Sta Teresinha de Lisieux)

Ad Iesum Per Mariam

Fábio.

Recomendação de blog - Conquistando as Alturas


Pessoal, quero recomendar-vos o blog do meu amigo Victor, membro do T.L.C. da cidade de Taquarana - AL.

O nome do blog é "Conquistando as Alturas" e para ir a ele, basta clicar na imagem acima.

Pax

William Lane Craig no Brasil! E de Graça! O.o


Salvação, Graça e Livre Arbítrio


"A graça é necessária à salvação, o livre-arbítrio igualmente - mas a graça para dar a salvação, o livre-arbítrio para recebê-la. Não devemos atribuir, portanto, parte da boa obra à graça e parte ao livre-arbítrio; ela é executada em sua inteireza pela ação comum e inseparável de ambos; inteiramente pela graça, inteiramente pelo livre-arbítrio, mas nascendo da primeira no segundo."

S. Bernardo de Claraval

* Lembrando que estamos impossibilitados da Graça quando estamos em pecado mortal. E a única forma de restituir a Graça é fazendo uma boa confissão.

* A afirmação também ataca a doutrina protestante da Sola Gratia, segundo a qual não há necessidade das obras. Se não há necessidade de obras e, portanto, de atos pessoais, tampouco seria necessária a adesão ao Evangelho, sendo esta adesão propriamente uma ação ou uma "obra pessoal", já que Deus não nos obriga.

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