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Adventismo: O Juízo Investigativo



A Igreja Adventista do Sétimo Dia - IASD afirma a existência de um negócio chamado "Juízo Investigativo". Na verdade, seriam três juízos ou três fases de um único juízo, como se diz, e aqui iremos estudá-las e ver se há fundamento para elas.

Estes três momentos judicativos surgem como consequência lógica de três eventos.

O primeiro deles é a entronização de Jesus no Lugar Santo em 22 de Outubro de 1844. O segundo seria o reino do milênio, após a primeira vinda de Jesus, antes da ressurreição dos infiéis. O terceiro seria, enfim, quando Jesus decretar o destino dos não convertidos que, ressuscitados, ouvirão a sua sentença e a sofrerão, sendo destruídos em seguida. Estes três juízos ou três fases do juízo recebem nomes específicos.

A primeira, como já dissemos, chama-se Juízo Investigativo.
A segunda, Juízo Judicativo.
A terceira, Juízo Executivo.

Neste texto especificamente nos deteremos no Juízo Investigativo.

Este juízo, como o nome sugere, seria um processo de investigação em que Jesus, tendo entrado no Lugar Santíssimo, examina os escritos dos anjos relatores. O adventismo crê que há anjos responsáveis por escrever tudo quanto fazemos: desde os nossos atos às mais recônditas intenções da nossa alma.

Um fiel registro de todas as suas [dos homens] ações é feito diariamente pelos anjos relatores. Todos os seus atos, mesmo as intenções e propósitos do coração acham-se fielmente revelados. (Testemunhos para a Igreja 1, pg. 468, disponível aqui)

A fim de que seja preservada a Justiça divina, Ele necessita conhecer todos estes fatos antes de uma tomada de decisão:
"Deve haver um exame dos livros de registro para determinar quem, através do arrependimento e fé em Cristo, tem direito aos benefícios de Sua expiação. A purificação do santuário envolve, portanto, uma obra de investigação - um julgamento - antes da volta de Cristo, pois quando Ele vier, Sua recompensa estará com Ele para dar a cada um segundo as suas obras (Ap 22,12)." (O grande conflito, p. 197)

Assim, existiriam livros no Santuário Celestial (Dn 7,10, Apo 20,12), e, neste lugar, Jesus, ministrando, ocasião que corresponderia ao Grande Dia da Expiação, analisa uma a uma as histórias dos homens: "A esse período nos referimos como o antitípico Dia da Expiação." (Questões sobre doutrina, p.315) O objetivo disto é apenas um: decidir quem mantém seu nome escrito no livro da vida ou quem o terá apagado, pois este apagamento pode acontecer (Cf. Ex 32,33; Apo 3,5; Sl 69,28). Por isso, até a fim de economizar tempo (rs), os que um dia foram fiéis são os únicos casos a serem examinados. Isto é: os não cristãos já estão naturalmente excluídos.

Escreve Ellen White:

"No ritual simbólico, os únicos que participavam do Dia da Expiação eram aqueles cujos pecados haviam sido transferidos ao santuário durante o ano. Assim, no grande Dia da Expiação final e do juízo investigativo, os únicos casos examinados são os daqueles que afirmaram fazer parte do povo de Deus. O julgamento dos ímpios é algo distinto e separado, e ocorre posteriormente. 'Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada.' (1Pe 4,17)

Os livros de registro no Céu determinam a decisão do julgamento. O Livro da Vida contém os nomes de todos os que já serviram a Deus. Jesus ordenou aos discípulos: 'Alegrai-vos, [...] porque o vosso nome está arrolado nos Céus.' (Lc 10,20). Paulo fala de seus cooperadores, 'cujos nomes se encontram no Livro da Vida' (Fp 4,3). Daniel declara que o povo de Deus será livrado, 'todo aquele que for achado inscrito no livro [da vida]' (Dn 12,1). E João diz que entrarão na cidade de Deus apenas aqueles cujos nome estão 'inscritos no Livro da Vida do Cordeiro' (Ap 21,27).

No livro 'memorial', estão registradas as boas ações dos 'que temem ao Senhor e para os que se lembram do Seu nome' (Ml 3,16). Cada tentação resistida, cada mal vencido, cada palavra bondosa dita a alguém, cada ato de sacrifício, cada sofrimento suportado por amor de Cristo, está registrado. 'Contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas no Teu odre; não estão elas inscritas no Teu livro?' (Sl 56,8)." (O Grande Conflito, p. 225)

Veja também isso:
"Assim, compreendemos que o livro da vida é o registro dos que professaram ser seguidores de Deus e deram início à caminhada rumo à vida eterna. O apóstolo Paulo fala da 'Igreja dos primogênitos arrolados nos Céus' (Hb 12,23) Falando em linguagem comum, diríamos que o livro da vida é o registro celestial da igreja. Nessa lista estão todos os que Deus pode considerar candidatos ao Seu reino eterno, desde Adão até a última pessoa na Terra que se volva ansiosamente para Ele, não importando quão limitada seja sua compreensão da gloriosa boa-nova do evangelho.
Cremos que a eliminação dos nomes do livro da vida é uma obra do juízo investigativo. O completo e perfeito exame de todos os candidatos à vida eterna terá de ser feito antes que Cristo volte nas nuvens do céu, pois, quando Ele aparecer, já terão sido tomadas as decisões para vida ou para morte. Os que morreram em Cristo serão chamados à vida, e os seguidores vivos de Cristo serão trasladados (1Ts 4,15-17). Todos são cidadãos do reino eterno. Depois do segundo advento, não haverá tempo para essas decisões." (Questões sobre doutrina, pg. 312)

Considere mais este texto de Ellen White sobre o que ocorre no Juízo Investigativo:

"Ao abrirem-se os livros de registro no juízo, é passada em revista perante Deus a vida de todos os que creram em Jesus. Começando pelos que primeiro viveram na Terra, nosso Advogado apresenta os casos de cada geração sucessiva, finalizando com os vivos. Todo nome é mencionado, cada caso minuciosamente investigado. Aceitam-se nomes, e rejeitam-se nomes. Quando alguém tem pecados que permanecem nos livros de registro, para os quais não houve arrependimento nem perdão, seu nome será omitido do livro da vida, e o relato de suas boas ações apagado do livro memorial de Deus. [...] Todos os que verdadeiramente se tenham arrependido do pecado e que pela fé hajam reclamado o sangue de Cristo, como seu sacrifício expiatório, tiveram o perdão aposto ao seu nome, nos livros do Céu; tornando-se eles participantes da justiça de Cristo, e verificando-se estar o seu caráter em harmonia com a lei de Deus, seus pecados serão riscados e eles próprios havidos por dignos da vida eterna. (O grande conflito Apud Questões sobre doutrinam, p. 315)

Ao término deste exame, acontecerá a volta de Jesus e o início do milênio.

"Tendo concluído Seu ministério como sumo sacerdote, nosso Salvador retorna à Terra, em glória, e então Satanás é lançado no abismo, onde ele e seus confederados de rebelião permanecerão por todo o milênio." (Questões sobre doutrina, p. 316)

Vamos então a alguns problemas

O primeiro problema, e que salta à vista, é a concepção materialista do céu que se tem e a negação prática da onisciência divina. Surpreendentemente, Deus precisa recorrer a livros para conhecer as minúcias da vida dos seres humanos, o que leva também a um segundo absurdo: que os anjos relatores saibam previamente algo que Deus não sabe ainda.

A Sra White nada fala sobre isso - pelo menos não o vimos -. Mas, como é um problema básico e facilmente percebido, o Questões sobre doutrina se apercebe dele e tenta uma justificação:

"Se a questão envolvesse apenas Deus, certamente não haveria necessidade de registros. Mas, para que os habitantes de todo o Universo, incluindo os anjos bons e maus e todos quantos já viveram na Terra, pudessem compreender Seu amor e Sua justiça, a história da vida de toda pessoa que já viveu neste mundo foi registrada, e no juízo serão abertos esses registros - pois todo homem será julgado segundo o que for revelado 'nos livros' do registro (Dn 7,10; Ap 20,12)" (p. 303)

"Cuma foi, seu zé?"
Isso, além de não melhorar muito, levanta outros sérios problemas. O primeiro é que a multidão de homens e anjos é de repente transformada numa plêiade de curiosos e fuxiqueiros. Além disso, o fato de eles precisarem conferir para só então se certificarem de que Deus é justo instaura e sacraliza, nos salvos, a desconfiança de Deus. Os que virem Deus face a face não apenas o amarão e nele confiarão, mas terão ainda quaisquer reservas que os farão conferir o Seu trabalho. E o que garantiria a estes desconfiados que os registros falam a verdade? Se se desconfia de Deus, imagina de um anjo relator? Então, o que se vê é uma série interminável de problemas. Os adventistas julgaram necessário levantar essa questão devido à afirmação bíblica de que os justos julgarão o mundo. (2Pe 2,4) Mas é muito interessante que os tais justos julguem o que já está julgado. Segundo, se se referisse a um desejo espontâneo de conferir um caso ou outro em particular, não seria o mundo que seria julgado, mas apenas alguns casos - por certo, a minoria, pois o Céu deve ser muito mais interessante do que tédio subjacente necessário à perda de tempo que seria fazer isso aí.

Mas que se trata de um caso de desconfiança é dito pelo próprio Questões sobre doutrina:

"O amor e a justiça de Deus têm sido desafiados por Satanás e suas hostes. O arquienganador e inimigo de toda justiça tem feito parecer que Deus é injusto. Portanto, em sua infinita sabedoria, Ele determinou resolver para sempre toda dúvida. Faz isso revelando perante o Universo inteiro a história completa do pecado, desde seu início." (p. 303)
Quer dizer que "em sua infinita sabedoria", Deus resolveu tirar a dúvida dos homens dando-lhes livros? "Vamos fazer do Céu um país de leitores."

Além disso, a segunda citação acima afirma que também os "anjos maus e todos quantos já viveram na Terra" poderão, através desses registros, "compreender Seu amor e Sua justiça", o que traz imediatamente a questão: também os demônios e os perdidos terão acesso a estes registros? Ora, estamos no Milênio, que é quando os "santos curiosos e paranóicos" supostamente reconferirão os tais registros. Mas os demônios não estarão no abismo? Os registros serão levados lá? E o que dizer dos homens maus que já tiverem morrido e estiverem supostamente naquela soneca? Não é só no final que eles serão ressuscitados? Quer dizer que depois da segunda ressurreição ainda haverá tempo de verificar, por parte dos condenados, a história de todas essas pessoas? Então põe mais um milênio aí... Pelo menos morrerão cultos... 

Shandaray...
Outra coisa curiosa: toda a perspectiva adventista pressupõe a existência do tempo no Céu. Na verdade, o tempo é uma criação de Deus para as realidades espaciais e, portanto, materiais. O que é o tempo? É justamente a distância entre o início de um movimento - físico ou mental - e o seu termo. Percorrer essa distância exige que no início do movimento ainda não se tenha o que se terá no fim. Portanto, o tempo exige um ser carecente que busca algo que lhe falta. Ora, Deus é completo e onipresente, o que impossibilita inclusive que Ele se mova, já que mover-se implica ocupar espaço antes não ocupado. Se Deus está em todo lugar, Ele não pode ocupar um lugar ainda não ocupado porque tal lugar não existe. Tempo e espaço existem neste universo. Deus está fora do tempo. É por isso que Deus se chama de "Eu sou".

Tudo quanto está no tempo muda. Ora, Deus não muda, o que significa que Ele não tem um antes e um depois. Ele simplesmente é. Ler livros é fazer um trabalho temporal e sucessivo, onde a consciência transita de nome a nome, de idéia a idéia, de história a história, e, de novo, isto pressupõe a negação da onisciência. Deus pode expressar-se sucessivamente já que Ele se dirige a seres temporais cujos atos cognoscitivos são sucessivos. Mas, enquanto atividade imanente, Deus não tem sucessão.

Poder-se ia objetar que Jesus o faz enquanto homem. Mas isto seria perder tempo, pois Jesus é Deus e pode saber de tudo num átimo. Contrasta com essas verdades evidentes a hipótese de Jesus estar, desde 1844, neste trabalho.

Acaba mair não...

Também do ponto de vista profético, isso não bate. Com efeito, costuma-se atribuir um dia a um ano. As 2.300 tardes e manhãs de Daniel seriam supostamente 2.300 anos, que levariam a 1844 - Na verdade, 1843. Assim, o dia da expiação, sendo somente um dia no tipo do Santuário, deveria ser correspondente a mil anos proféticos no seu antítipo. Chegaríamos então a 1944[43], que já passou faz tempo. Mesmo assim, esta teoria contrastaria com o que dissemos anteriormente.

Os livros de que se fala certamente não são livros literais, mas um símbolo usado pela Escritura para dar à consciência humana uma idéia comparativa de que Deus tem tudo registrado. Em Apocalipse 10,10 se fala de um livro pequeno que o Apóstolo João come, e até descreve o gosto. Ora, não se deve tomar isso literalmente.

O Questões sobre doutrina, a este respeito, diz:

"A que se assemelham esses 'livros' exatamente, não sabemos. Isso não foi revelado. As Escrituras, porém, tornam claro que, seja qual for a natureza desses registros, desempenham papel vital na cena do juízo." (p. 303)

Notem que ele aspeia a palavra "livros". Talvez algum adventista que estivesse nos acompanhando até aqui estivesse vendo com maus olhos o fato de atribuirmos a estes livros um sentido não literal. Mas eis que uma fonte de peso adventista diz o mesmo. Pô-lo entre aspas é o mesmo que dizer que não são livros exatamente. Mas é preciso dizer mais: se estes registros forem quaisquer objetos extrínsecos à mente divina, teremos de novo uma negação prática da onisciência. É preciso, portanto, que eles sejam a própria Inteligência de Deus, pelo que dispensam o "tempo" - que inexiste no Céu - de exame.

Por fim, se a intenção de Deus fosse comunicar as suas decisões e as razões delas, nada O impediria de iluminar simultaneamente a consciência de todos quantos houvesse no mundo, tanto anjos quanto homens.

Outro problema: como é possível que um julgamento da vida inteira de alguém aconteça enquanto o julgado ainda está vivendo? Deus poderia fazê-lo na sua presciência - como de fato Ele já sabe de antemão quem se salvará e quem se condenará -, mas isto dispensaria a necessidade de qualquer exame. A crença adventista, ao contrário, é a de que o meu nome pode estar sendo examinado agora no livro, e as minhas disposições atuais determinarão a minha salvação ou condenação. O meu nome por certo não será revisto, pois isto abriria ocasião para a revisão de todos os demais, e, sendo que o que motivaria uma tal revisão seria uma mudança interior, e sendo que esta pode se dar continuamente, seguir-se-ia daí a possibilidade de uma revisão contínua, e penso que eu que nem a paciência divina daria conta.

Crer no Juízo Investigativo é divinizar a sorte. Depois que o meu nome passar pelo exame e for apagado do livro da vida, de nada adiantará os meus ulteriores arrependimentos. Estarei perdido. Do mesmo modo, se no exame, eu for encontrado arrependido, e meu nome for mantido no livro da vida, isto significa que eu posso até fazer pacto com o demo depois, que nem por isso ele sairá de lá. Se se contestar isso, se terá de admitir a possibilidade da revisão do livro. A única saída é supor que um tal exame não existe, e que o julgamento divino, não precisando ocorrer no tempo, será imediato, no fim dos tempos, quando todos os homens tiverem terminado a sua história, como é a única alternativa lógica.

Vamos a mais uma citação que prova por A+B que o juízo investigativo nega a onisciência divina:

"Evidentemente, o relator celestial fez uma completa biografia de todo indivíduo que já viveu na Terra, não omitindo coisa alguma que pudesse ter qualquer influência na decisão do Juiz Onipotente." (p. 311)

A primeira coisa a se perguntar é: onde se diz na Bíblia sobre os anjos relatores?

A segunda é: por que os anjos relatam tudo de todo indivíduo se, como vimos, apenas os que uma vez foram cristãos serão objetos de exame?

Depois: se os anjos não omitem "coisa alguma que pudesse ter qualquer influência na decisão" de Deus, então isto significa que se eles omitissem, Deus não o saberia, isto é, poderia ser influenciado. Diga-me o leitor? Há sentido dizer isso considerando a onisciência divina?

Vamos a apenas mais dois problemas. Um deles já o adiantamos acima: na primeira citação, Ellen White deixa claro que apenas os uma vez ingressados na vida cristã serão analisados no Juízo Investigativo:

"No ritual simbólico, os únicos que participavam do Dia da Expiação eram aqueles cujos pecados haviam sido transferidos ao santuário durante o ano. Assim, no grande Dia da Expiação final e do juízo investigativo, os únicos casos examinados são os daqueles que afirmaram fazer parte do povo de Deus. O julgamento dos ímpios é algo distinto e separado, e ocorre posteriormente. (O grande conflito, p. 255)


Isto de fato otimizaria bastante o tempo. Mas, de novo: por que os anjos relataram a vida inclusive de quem nunca foi cristão? E o caso desses infiéis seria analisado só durante o Milênio? O Questões sobre Doutrina é taxativo: Depois do segundo advento, não haverá tempo para essas decisões." (p. 312)" Então, o julgamento dos ímpios ocorre posteriormente quando? Além disso, se eles não entraram no convívio dos justos, não já estão julgados? Como saber quem não entra no céu senão julgando-os anteriormente? Note-se que a sra White diz que "os únicos casos examinados são os dos que afirmaram fazer parte do povo de Deus".


Por fim, Ellen White cita Jesus e São Paulo:


"Alegrai-vos, [...] porque o vosso nome está arrolado nos Céus.' (Lc 10,20). Paulo fala de seus cooperadores, 'cujos nomes se encontram no Livro da Vida' (Fp 4,3)." (O grande conflito, p. 255)

Daí eu pergunto: que sentido faz se alegrar porque o nome aparece no livro dos céus se o mais normal do mundo é que depois o corretivo santo ou a borracha do poder entrem em ação e apaguem o nome de lá? Pelo contrário, quando Jesus ou Paulo falam isto, é óbvio que eles estão dizendo que aqueles aos quais eles se referiam eram pessoas eleitas de Deus.

Adventistas

William Miller, fundador do Adventismo

Estados Unidos - 1831

William Miller é o fundador. Nasceu a 15 de fevereiro de 1982, em Massachusetts. Era um agricultor. Na idade de 34 anos se converteu aos Batistas. Começou a ler a Bíblia, sozinho, sem preparação. O pior é que começou a interpretar o livro mais difícil, que é o Apocalipse de S. João.

Descobriu na Bíblia que o fim do mundo estava próximo: através de cálculos infantis, concluiu que o fim do mundo devia ser no dia 21 de março de 1843. Com o auxílio de muitos amigos pregadores, começou a propagar esta data e a conclamar todos para que se preparassem, pois o fim estava próximo. Pois bem, depois de oito anos de pregação, o dia profetizado estava chegando. Todos os crentes vendiam tudo o que tinham, subiam nos telhados com vestes brancas, gritando e esperando o fim do mundo. Mas... que desilusão! Veio o dia 21 de março e o tempo continuou a correr. Refez os cálculos. Tinha errado em alguns dias. Foi corrigido o tempo. O verdadeiro fim do mundo devia ser no dia 22 de outubro de 1844. Nova desilusão. Chamaram-se outros matemáticos e profetas da seita e pela terceira vez foi marcada a data fatal. Desta vez os cálculos estavam certos. Devia ser em 1854. Novo fracasso! O mundo continuou.

Doutrina

O primeiro dogma fundamental dos adventistas é que a segunda vinda de Cristo está iminente.Eles vivem continuamente numa tensão nervosa e muitas vezes marcam o dia e a hora da chegada de Cristo. E sempre erram. Pois Jesus disse:

"Em relação ao dia e à horam, ninguém o sabe, nem os anjos dos céus, mas só o Pai que está nos céus" (Mt 24,36).

Segundo dogma fundamental: observância do sétimo dia, o sábado. Aqui se colocam em choque com todos os outros protestantes, pois estes também observam o domingo.

Crítica ao sabatismo: Cristo ressuscitou no domingo, que passou a ser o Dia do Senhor. Os apóstolos e os primeiros cristãos se reuniam no domingo para celebrar os mistérios. Toda a Tradição nos diz em inúmeros documentos que o domingo passou a ser dia de descanso e dia do Senhor. 

Todos os adventistas devem ser vegetarianos* e de forma alguma tomar bebidas alcoólicas nem fumar. Para ser aceito no Reino milenar de Cristo, o adventista deve comer uma comida sadia.

Esta seita condena todos. Para eles, quem não pensa como eles irá para o inferno. Sobretudo o seu ódio é manifesto contra o Papa e a Igreja Católica. 

Divisões: hoje o adventismo está dividido em inúmeras seitas: Adventistas do sétimo dia, os segundos adventistas; Igreja cristã do advento; Igreja de Deus adventista; União da vida e do advento, etc.

Frei Battistini, A Igreja do Deus vivo. Petrópolis: Vozes, 1992. p. 133-134.

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*Pelo que eu sei, o vegetarianismo não é obrigatório no adventismo, pelo menos não na Adventista do Sétimo Dia que é, penso, o ramo mais famoso. Porém, é fato que, ser vegetariano, ainda que não obrigatório, é fortemente recomendado.

Recomendação de Blog: Não Acredite no Salvai Almas


Pessoal, venho divulgar o blog "Não acredite no Salvai Almas" e o seu grupo no Facebook, de autoria da Fiamma Falcone, ex membro do movimento e que, graças a Deus, despertou da ilusão. Hoje ela busca desmascarar o "Salvai Almas" e esclarecer outras pessoas que ainda dêem crédito aos disparates do Cláudio Heckert. Que Deus a recompense pela disposição e sinceridade.

Mais uma dos "guardiões dos alicerces" de lego. Amém?!


Acabo de receber pelos comentários mais uma do Enganai Salvai Almas. Tentando, ainda, encobrir a vergonha que passaram quando o tão alardeado dia do anti-cristo se converteu numa enorme furada, e tendo sido pressionados e interrogados por muitas pessoas que foram se dando conta dessa tosquice, eles agora encontraram um modo ainda mais jumentóide de se defender. Lê-se o seguinte no site deles:

"Penso assim, que a partir deste momento, depois de termos apresentado tantos sinais da efetiva mudança dos comandos mundiais da guerra do homem contra Deus, quanto exaustivamente temos apontado a explosão dos sinais gravados nas Escrituras, nós temos doravante o direito de devolver aos que nos questionam com a chamada “inversão o ônus da prova”, ou seja: só terão direito de nos questionar os que provarem com argumentos sólidos e irrefutáveis que o anticristo não existe nem assumiu o controle da Nova Ordem Mundial dia 15 passado. Que nos provem o contrário!"

É demais, é demais...

Pois bem. Lanço um desafio análogo ao Salvai Almas: Provem, "com argumentos sólidos e irrefutáveis", que o Pato Donald não almoça aqui em casa todo domingo. Provém, "com argumentos sólidos e irrefutáveis", que o  Tinky Winky não está, neste exato momento, sobrevoando o monte Fuji. Provem, "com argumentos sólidos e irrefutáveis", que o Cláudio Heckert não é um zumbi disfarçado. Provem, "com argumentos sólidos e irrefutáveis", que vocês do enganai salvai almas não são os bestões do apocalipse. Provem, "com argumentos sólidos e irrefutáveis" que o Inri Cristo não é um Power Ranger! Pois bem... Pela lógica de vocês, se não me conseguirem provar que essas coisas são falsas, então, isso seria uma evidencia absolutamente clara de que são verdadeiras! Puxa!

Uma idéia autenticamente lucianagimenezca essa!

E agora, para vos provar "com argumentos sólidos e irrefutáveis" como fiquei comovido, dedico-vos abaixo com uma singela homenagem.


Salvai Almas: Quanto mais mexe, mais fede...

Anticristo do "salvai almas" muda tática original (foto acima) e a substitui por uma mais discreta

Como temos acompanhado, o Movimento Salvai Almas está a passar por uma tremenda saia justa. Dentre outras coisas, eles tinham profetizado que o anticristo apareceria no dia 15/02, quarta feira passada. Não apareceu. Diante da perplexidade daqueles que seguiam os devaneios do seu profeta-mor - o Cláudio Heckert, - o movimento iniciou agora todo um processo de justificativas tolas. Ainda ontem escreveram:
**

"De fato, ontem dia 15/02 foi o marco zero nas contas do Grande Pai, que dá início ao domínio efetivo do anticristo. O mundo ontem deu uma guinada de 180 graus e os sinais podem ser vistos nas notícias de ontem e hoje. Somente os filhos de Deus percebem os filhos da Luz, aqueles que rezam de verdade. Os outros os escarnecedores, os bisbilhoteiros, os curiosos, os que não querem conversão e sim diversão, os que estavam só esperando para dizer: viu, não deu nada e falsos profetas, os que se afundaram e se empanturraram de teologias falsas e teorias sobre Deus – todos estes dignos servos da besta, e promotores do seu reino – estes naturalmente são vedados ao conhecimento das coisas do Altíssimo. Deus abomina este tipo de gente soberba. Mas os pequenos humildes, orantes, os filhos de Maria, estes logo percebem e aceitam as respostas do Céu."
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Como se vê, eles continuam tergiversando, tentando arrumar desculpas. Mas há algo mais grave: sabe de quem é a culpa de não ter percebido a vinda do anticristo? Segundo eles, é das próprias pessoas que não perceberam a vinda do anticristo. Vejam que lógica tremenda! 

Somente os "filhos de Deus", os que "rezam de verdade" é que notaram. Bem. Se o Papa até agora não se pronunciou sobre o "início do domínio efetivo do anticristo", isto significa que ele não reza de verdade e não é filho de Deus. Afirmação curiosa. 

Vejamos mais: quanto aos inocentes que ficaram decepcionados pela constatação do engodo heckertiano e que com razão criticaram o movimento, estes são, no dizer deles, "escarnecedores, bisbilhoteiros, curiosos, que não querem conversão e sim diversão, que estavam só esperando para dizer: viu, não deu nada". São estes, segundo o Salvai Almas, os que "se afundaram e se empanturraram de teologias falsas". Essas "teologias falsas" devem provavelmente fazer referência à autêntica teologia católica, sem dúvida, pois é esta que refuta e pulveriza as mentiras do Salvai Almas. Usar o termo "Teologias falsas" foi esclarecedor...

Enfim, estes ingratos infiéis que ficaram a se questionar por não terem visto nenhum sinal do anticristo são, segundo eles, "servos da besta e promotores do seu reino". Ora, se assim é, não espanta que eles estejam "vedados ao conhecimento das coisas do Altíssimo". Na verdade, para os heckertianos, "Deus abomina" os que não perceberam o início do domínio efetivo do anticristo, pois estes são "gente soberba". Os outros, os que continuam a acreditar, os que ficam se enganando e arrumando subtefúrgios para manter a mentira seriam, ao contrário, "pequenos humildes, orantes, os filhos de Maria", são os que "logo percebem e aceitam as respostas do Céu", isto é, os que não usam a inteligência e se deixam enganar.

Interessantíssimo isso: para eles, sinal seguro de inteligência é não usar a inteligência. Manter a fé é justamente ignorar a fé da Igreja. E, por fim, os inocentes enganados são os verdadeiros culpados, enquanto os mentirosos se convertem em "filhos humildes de Maria". Que coisa! Alguma dúvida sobre o espírito que os anima?

"Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que mudam as trevas em luz, e a luz em trevas; que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!" (Isa 5,20)

Mas a tentativa de explicar a falsaria não pára aí. Já hoje eles puseram o seguinte:
**

"Muitos questionam que a profecia falhou. Mas falhou o que?
Quem ler a profecia não vai ver nada escrito que o anticristo iria aparecer dia 15/16 de fevereiro.
Sim, isso foi interpretação “nossa”. Digo nossa entre aspas, pois foi uma interpretação do Arnaldo.
A profecia em si nunca disse que o anticristo iria aparecer nesse dia.
Sim, erramos, no caso o Arnaldo errou em dizer isso."
**

Aqui eles admitem o erro; aliás, colocam-no nas costas do coitado do Arnaldo e o afirmam duas vezes. Arnaldo, sua culpa! Coitado do Arnaldo... Vai provavelmente queimar no mármore do inferno e a cada dez minutos, um meteorito cairá na sua cabeça. Coitado do Arnaldo.

Porém, se foi mesmo um erro, como que o Cláudio andou conversando com Nossa Senhora e esta chegou a lhe dizer que o fato de o anticristo não ter aparecido se devia, antes, a uma vitória de Deus sobre o capiroto do que a um erro de interpretação? Vamos mais uma vez à conversa:
**

No dia 15, às 4,00 horas, na Capelinha:

- Mãe! Hoje é o dia...
- Deixa Deus fazer! Ele faz o melhor!

No dia 16, hoje, às 4,00 horas na Capelinha:

- Mãe! Nada aconteceu!
- E você queria hoje estar debaixo das patas do inimigo?
- Mas, e os outros, o que vão dizer?
- Hienas, lobos, tigres... Porque quem realmente for filho de Deus, está hoje feliz, por Deus ter vencido mais uma batalha! Hoje respiram aliviados e louvam a Deus!
Tendes ainda, tempo de acordar muitas pessoas! Amém?
- Amém, Mãe! Muito obrigado! 

Cláudio Heckert, Porto Belo (SC), 16 de fevereiro 2012
**

Logo, foi erro de interpretação ou foi intervenção divina? 
A culpa foi do Arnaldo - coitado do Arnaldo - ou foi de Deus que postergou voluntariamente o prazo para "acordar muitas pessoas"?

Cláudio Heckert e seus comparsas: quanto mais mexem nesse negócio, mais ele fede.  Amém?!

Respondendo a dúvidas sobre o Movimento "Salvai Almas"


Recebo por comentário as seguintes questões:

"Agora falando sério. Eu gostaria de entender isso.
De acordo com S. Luís M. G. de Montfort:

"A Ave-Maria, rezada com devoção, atenção e modéstia, é, como dizem os santos, o inimigo do demônio, pondo-o logo em fuga, e o martelo que o esmaga"

Sendo assim eu fiquei refletindo nesses dias que se aproximavam o cumprimento da primeira data da profecia (15 de Fevereiro).
Pensei com os meus botões: 
- Se a Ave-Maria, como diz São Luís Montfort, põe logo o demônio em fuga, esses visões do Claudio Heckert não podem ser demônios travestidos de anjos de luz. 
Pelo que eu andei pesquisando, o movimento salvai almas REZA MUITO (MAS MUITO MESMO). Acho que todos os dias eles realizam cenáculos com 1000 ave-marias. E rezam em um grupo enorme de fiéis em uma capela. 
- Se a Ave-maria tem tanto valor assim como dizem os Santos da Igreja como é possivel que Deus permita que um grupo (TODOS COM OS SACRAMENTOS EM DIA) seja ludibriado por falsas profecias que vem desses espiritos que dizem ser Jesus, São Miguel e a Virgem Maria ??


Fábio e amigos do blog,
Vocês já pensaram nisso ?
Como é possível ?
Só consigo pensar em 2 respostas: 
Essas visões de Jesus, São Miguel e da Virgem devem ser frutos da imaginação do Claudio ou a recitação do terço não tem todo esse valor como me ensinaram. Serve só para meditar na vida, paixão, morte e ressurreição. Se é assim é melhor ler os evangelhos logo.

enfim. são apenas reflexões desvairadas. Mas é pra se pensar.

ass: Rogério BSB-DF

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Guilherme

Pois justamento eu penso igual, ou o Cláudio imagina e está tendo alucinações constantemente, ou nada tem o valor que nos ensinaram, mas se for assim então tem mais coisas erradas no que nos ensinaram, ou então... É tudo realmente verdade, porque ainda pensando no fato de não ter aparecido, meditando no que eu li no salvai almas, não diz em momento nenhum que ele vai ser "revelado" como o anticristo, mas que vai ser "apresentado" e ainda assim não que será revelado pro mundo. Bom não duvido da Santíssima Trindade, e nem de Virgem Maria, fico em dúvida quanto as profecias porque as conheço pela internet e não tenho contato com as pessoas desse movimento. E refaço as perguntas do amigo Rogério, Como é possível ??

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Primeiramente caríssimos, quero dizer que vocês são o tipo de pessoa que eu aprecio: são sinceros. Não disfarçam as dúvidas. O que me parece é que alguns seguidores do tal movimento vão recobrando o bom senso. Graças a Deus; já era hora!

Vamos às perguntas de vocês. Elas podem ser resumidas no seguinte:

"Se o Cláudio está a ver demônios, como isso é possível se ele e os demais rezam tanto, têm vida sacramental e, inclusive, estão a recitar a Ave Maria, oração que, segundo os santos da Igreja, têm a faculdade de pôr em fuga os inimigos da salvação, quando recitada com devoção?"

Primeiramente, eu não afirmo que ele esteja a ver demônios. Eu sempre me refiro a isto porque é, no fundo, uma possibilidade e a história da Igreja o demonstra à exaustão. S. João da Cruz, inclusive, fala de inúmeros espirituais que, ávidos de tais revelações, iam sendo enganados pelo diabo até o ponto de se perderem.

No entanto, não estou a afirmar que tal seja o caso. Pode muito bem ser pura enrolação. Aliás, penso que, se fosse obra do demo, tudo isso seria um tanto mais organizado e bem feito.

Quanto à questão das orações, veja bem. Uma oração é algo que tem valor enquanto se ordena a Deus, correto? Não é pelo mero articular de palavras que surge a eficácia. O poder da oração não é auto-sugestão. 

Uma das características essenciais da oração é a humildade. Dir-se-ia que este é o ponto fraco de Deus. Deus se revela aos humildes. Porém, Ele resiste aos soberbos. Humildade é virtude; soberba é vício. Ora, assim como é próprio do diabo imitar a Deus - razão pela qual ele é chamado de macaco -, assim também, o vício tende a imitar a virtude. E isto às vezes é tão sutil que a própria pessoa fica em dúvidas sobre se a sua virtude é autêntica.

Uma profunda humildade requer um profundo auto-conhecimento. Do contrário, a pessoa mesma pouco perceberá da sua afetação e falsidade. É por isso que Deus Pai pede a Sta Catarina de Sena que jamais abandone a cela do auto-conhecimento, porque é daí que surge a humildade, é da humildade que surge toda e qualquer virtude e, portanto, sem humildade não é possível agradar a Deus.

Ora, para o católico, a humildade implica necessariamente submissão à Fé. Diz S. Paulo que sem a Fé é impossível agradar a Deus. A Fé deve ser entendida como uma disposição interior de aceitar e acreditar em tudo quanto a Igreja ensina. Ao mesmo tempo, a humildade verdadeira impede a alma de dar-se a uma curiosidade vã.

Neste contexto, a oração de uma católico é poderosa porque está em sintonia com a Igreja. De fato, há uma harmonia entre ela e Deus e é o próprio Espírito Santo quem reza na pessoa, enquanto membro do Corpo Místico de Cristo. Mas ela deve saber, ao mesmo tempo, que as suas convicções espirituais e suas supostas experiências místicas - se as tiver - devem ser necessariamente submetidas ao juízo da Igreja. Se formos estudar a vida dos santos, veremos que todos eles eram perfeitamente submissos e, toda vez que, em suas experiências, encontrava-se algo que não se coadunasse com a fé, eles mesmos eram os primeiros a rejeitar.

Vamos a um exemplo. Veja o que diz S. João da Cruz, o maior místico da Igreja, logo no Prólogo do seu Subida do Monte Carmelo:

"Para dizer, portanto, alguma coisa desta noite escura, não me fiarei de experiência nem de ciência, porque uma e outra podem falhar e enganar; todavia ajudar-me-ei de ambas no que me puderem valer. Para tudo quanto, com o favor divino, hei de dizer, ao menos para as coisas de mais difícil compreensão, apoiar-me-ei na Sagrada Escritura: tomando-a por guia, não há perigo de engano, pois nela fala o Espírito Santo. E, se em algum ponto errar, pelo fato de não entender bem o que com a mesma Escritura ou sem ela disser, declaro não ser minha intenção apartar-me da sã doutrina e sentido da Santa Madre Igreja Católica. Submeto-me e resigno-me inteiramente, não só à sua autoridade, mas à de todos os que oferecerem melhores razões que as minhas."

Percebam que o santo de modo nenhum se mune de extrema segurança na sua exposição. Muito pelo contrário: ele mantém o cuidado para não cometer erros. É o que ele mesmo afirma numa carta quando desmascara uma freira que a todos enganava com sua fama de santa e suas supostas experiências místicas. Entre outras coisas, escreve ele:

"No comportamento afetivo desta alma parece-me haver defeitos que impedem um parecer favorável acerca do espírito que a anima.
O primeiro é que se nota nela muita avidez de propriedade, ao passo que o espírito verdadeiro se caracteriza sempre por grande desnudez no apetite.
O segundo, que tem excessiva segurança e pouco receio de errar, interiormente, sendo que o espírito de Deus nunca anda sem ele, para proteger a alma contra o mal, segundo diz o sábio (cfr. Pr 15,27).
O terceiro, que parece ter a preocupação de procurar persuadir a todos o que creiam ser muito bom tudo quanto se passa nela, enquanto o verdadeiro espírito procura, ao invés, que todos o tenham em pouco e o depreciem, fazendo ele próprio o mesmo.
O quarto e principal, é que, nesta maneira de agir, não se notam efeitos de humildade; ora, quando as mercês são verdadeiras - consoante ela aqui o afirma  - ordinariamente nunca se comunicam à alma sem primeiro desfazê-la e aniquilá-la em abatimento interior de humildade. E, caso houvesse experimentado este efeito, ela não teria deixado de anotá-lo aqui, escrevendo algo e até estendendo-se bastante sobre isso; porque a primeira coisa que ocorre à alma expressar e ter em grande apreço são os efeitos de humildade certamente tão notórios que não é possível dissimulá-los. E ainda que não costumem aparecer tão claramente em todas as apreensões de Deus, nestas, que ela aqui denomina união, estão sempre presentes: A humilhação precede a glória (Pr 18,12), e Foi bom para mim ser humilhado (Sl 118,71).
O quinto, que o estilo e a linguagem empregados não são próprios do espírito que ela pretende aqui significar,  porquanto o mesmo espírito sugere estilo mais simples, desprovido de afetação e de exageros, segundo notamos neste. E tudo quanto declara ter dito a Deus e Deus a ela, parece disparate.
O que eu aconselharia é que não mandem nem permitam escrever coisa alguma a esse respeito, nem o confessor mostre complacência em ouvi-la; ao contrário, procure dar pouco apreço e atalhar tais confidências; além disso, submetam-na à prova no exercício das virtudes, com todo rigor, principalmente no desprezo, humildade e obediência; e no som produzido pelo toque manifestar-se-á a brandura da alma causada por tantas mercês. E as provas hão de ser boas, porque demônio algum deixará de sofrer algo a troco de manter a sua honra" (QUIROGA, p. 281-284).

Pois bem, gosto muito desta passagem porque é muito esclarecedora. Reflitamos: S. João da Cruz estava a falar de uma religiosa, uma monja que encantava a todos, inclusive padres e pessoas entendidas, com os relatos de suas experiências. Vejam que sutileza a desse engodo! Notemos ainda que, na época, a vida monástica era pesada e, naturalmente, os religiosos não eram nada bobinhos, já que muito mais espirituais. E, no entanto, muitos se enganavam com o que esta religiosa descrevia. Poderíamos ainda perguntar: e a tal irmã não rezava Ave-Marias? Mas é óbvio que sim! Com toda certeza! E aqui eu toco no ponto levantado por vocês.

Por que será, meus caros, que a Virgem Maria tem tanta eficácia contra o demônio? O próprio diabo respondeu, uma vez, pressionado por um exorcista: "Porque é a criatura mais humilde de todas e eu sou o mais soberbo; é a mais obediente e eu sou a mais rebelde (a Deus); é a mais pura e eu sou o mais imundo."

O segredo está, então, na humildade e na obediência.

Quando a Ave-Maria é recitada com humildade, ela é poderosíssima. No entanto, há que ser humildade verdadeira. No trecho acima, de S. João da Cruz, - sobretudo nas partes sublinhadas - tentem comparar o que o santo fala com as falsas profecias do Cláudio Heckert. Para ajudar neste trabalho, disponibilizo algumas poucas citações dentre tantos outros disparates que podem ser facilmente encontrados.

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"Muito obrigado.
Foi um dia muito proveitoso: o Purgatório está vazioLembrai-vos de que, no Céu, são milhões os que vos amam e vos protegem, gratos que estão, por causa de vosso amor. Muito obrigado.
“São Miguel”

Meus caros, o purgatório esvaziou? Vocês têm uma dimensão do que é isso? E aí se sugere que o mérito de tal grandeza é do Salvai Almas! Não perceber a enormidade do complexo de grandeza expresso nisso é não ter o menor senso das proporções. Vamos mais...

"Por causa de vosso amor e a presença deste filhinho Sacerdote, o Pai concede mais três dias para que o Purgatório permaneça vazio."
"Maria Mãe do Universo"

Aqui, fala-se algo da mesma natureza do disparate anterior. Porém, vejamos a implicância disto: se alguém morrer nesses tais três dias, ainda que porte a culpa de pecados veniais, nem por isto esta pessoa iria ao Purgatório, ascendendo logo à visão beatífica. É demais! Recomendo a leitura desse artigo.

""Nós, os três Arcanjos, fizemos questão de vos acompanhar neste Cemitério e Daniel, não em espírito, mas com seu corpo!"
"Algum dos três arcanjos"

O que se deduz disto é que o Cláudio é absolutamente sem noção.

"Filhinhos amados: todo o vosso amor, toda a vossa dedicação durante tantos dias de profundas orações fizeram, por alguns instantes, parar o Céu! Mas não só isso: fizeram emocionar o Céu! Por que tudo aqui gerava o amor! Aqui, o amor imperou durante toda a semana!"
"Maria Mãe do Universo"

"Na verdade, Eu vos escolhi porque pude confiar em vós: percebi que tendes muito amor a dar, muitos exemplos, muita sabedoria e muita determinação. Vos escolhi porque preciso de braços fortes e corações santos para conduzir o meu rebanho, minha Igreja… Na verdade, Eu a conduzo… Mas quem me escuta?
Vós sois então, os escolhidos para serdes a minha voz!"
"Jesus"

Dizer que Jesus confiou ao Salvai Almas o Seu rebanho é, convenhamos, o cúmulo da sem-vergonhice. Jesus estaria, aí, se queixando porque ninguém o escuta. No entanto, o Cláudio, como sempre, é o herói, o alento de Jesus, o digimon evoluído de braços fortes e coração mais santo que os santos, a voz de Deus. 

A sobriedade passou longe dele...

"O inimigo então não vos derrubará, pois o alicerce de uma Igreja não sucumbirá aos ataques do inferno… Sois guardiões dos alicerces…por força de Deus! Amém!"
"Jesus"

Aqui a coisa piora ainda mais: Jesus diz que o Salvai Almas é o guardião dos alicerces. Meus caros, precisa fazer força pra ver a afetação desse negócio? A evidente falsidade? A inacreditável presunção?

E o que diabo é esse "Amém!"? É um trejeito comum no céu? Todos os habitantes celestes usam essa expressão? Que coisa mais imbecil!

Nestes pontos fica evidente a soberba que rege o vosso movimento, ainda que vocês o sigam com a melhor das intenções. É esta soberba que os leva a contrariar o ensino da Igreja. Logo, como que uma oração pode ter valor? Provas de que o vosso grupelho fere o ensino católico? Vamos lá!

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"Deus criou a vida, e a cada ser deu as fórmulas para o bom viver, tanto na procriação, quanto para o controle dela: Tudo natural, sem intervenção humana!"
"Jesus"

Aqui, Jesus aparece favorável ao controle da procriação. Que porcaria é essa?

Em outro caso, Jesus e a thurma aparecem a um casal pobrezinho, de nome "José de Nazaré" e "Maria Angelina" e ditam um livro que não deve ser avaliado pelos sacerdotes. Fica ao encargo dos leigos. Temos, então, um Jesus revolucionário; que cretinice!

Poderíamos, ainda, dizer - como muitas vezes já o fizemos - que o mero fato de datar os eventos apocalípticos contraria o ensino de Nosso Senhor que diz, de modo explícito, que a nós não nos compete saber quando serão e afirma claramente que o dia virá como um ladrão, isto é, sem que ninguém o possa prever de antemão.

Não bastasse isso, a Igreja pronunciou-se a respeito dessas profetadas outras vezes: 

"Um Concílio regional de Milão em 1365:

"Não apregoem como coisas certas a época da vinda do Anticristo e a data do juízo final, já que pelos lábios do Senhor foi dito: "Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos". Nem ousem, a partir das Escrituras Sagradas, procurar adivinhar o futuro e indicar determinado dia para determinado acontecimento. Também não afirmem temerariamente ter-lhes sido isso revelado por Deus."


O 5º Concílio Universal de Latrão, em 1516:

"Mandamos a todos os que estão, ou futuramente estarão, incubidos da pregação, que de modo nenhum presumam afirmar ou apregoar determinado juízo. Com efeito, a Verdade diz: "Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos que o Pai fixou por Sua própria autoridade". Consta que os que até hoje ousaram afirmar tais coisas mentiram e, por causa deles, não pouco sofreu a autoridade daqueles que pregam com retidão. Ninguém ouse predizer o futuro apelando para a Sagrada Escritura, nem afirmar o que quer que seja, como se o tivesse recebido do Espírito Santo ou de revelação particular, nem ouse apoiar-se sobre conjeturas vãs ou despropositadas. Cada qual deve, segundo o preceito divino, pregar o Evangelho a toda criatura, aprender a detestar o vício, recomendar e ensinar a prática das virtudes, a paz e a caridade mútua, tão recomendada por nosso Redentor."

Fica claro e evidente que o movimento Salva Almas desobedece e contraria o ensino da Igreja.

Vamos a mais umas engraçadas declarações sem noção dos personagens com quem o Heckert diz conversar. Ficam patentes os erros básicos relacionados à Fé.


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"De fato, o homem, essência de DEUS, imagem e semelhança DELE, é espírito DELE. O homem forma, em DEUS, um só!" 

"DEUS estava ferido! Um pedaço DELE havia se submetido ao demônio. DEUS sofria..." 

"Mesmo assim, prometeu resgatar a humanidade, pois "precisa" do homem, uma vez que se trata de SI próprio

"Sigam os passos [d]o HOMEM JESUS: O DEUS TRINO!", forma um só! O homem, é como um complemento de DEUS assim como todo o Universo." (O.o)


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Enfim. O que eu pretendo pondo todas essas tolices a descoberto? Mostrar duas coisas: Primeiro, como é ridículo e mal feito. Segundo, como contraria o ensino católico.

Ora, se contraria a fé católica, não é um movimento católico. Como querem, então, que a Ave Maria tenha poderes? Na verdade, quando vocês supõem isto, parecem estar com uma concepção meio supersticiosa, como se as palavras tivessem forças por si mesmas. Mas não é assim. Existem alguns movimentos afros que, inclusive, costumam usar as palavras do Pai Nosso e da Ave Maria em seus rituais. Se, contudo, há pelo menos aquela humildade verdadeira, acompanhada da obediência à Fé católica, então a Ave-Maria realmente vale muito.

Enfim, eu reafirmo: o fato de alguém que reza poder ser enganado não implica que a oração não tenha valor. Porém, se o que reza alimenta, em si, falsas disposições de alma e se dá à vã curiosidade espiritual e à perscrutação de certos mistérios que lhe estão vedados, é óbvio que esta pessoa se expõe ao engano, seja forjado por si mesma, seja pelo demônio.

Para terminar, quero transcrever mais uma vez um trecho de S. João da Cruz em que ele fala do mal que esta  avidez por segredos espirituais e experiências místicas causa na alma:

"Limitar-nos-emos a tratar, no presente capítulo, das notícias e apreensões que são dadas ao entendimento sobrenaturalmente, por meio dos sentidos corporais exteriores, isto é, visão, audição, paladar, olfato e tato. As pessoas espirituais podem e costumam ter representações de objetos sobrenaturalmente percebidos pelos sentidos: por exemplo, os olhos divisam formas e personagens do outro mundo, tal ou tal santo, bons ou maus anjos, luzes e esplendores extraordinários. O ouvido escuta palavras misteriosas, ora proferidas por essas aparições e outras vezes sem saber donde vêm. O olfato aspira perfumes suavíssimos de origem desconhecida. Da mesma forma essas pessoas sentem no paladar sabores deliciosos, e no tato um deleite tão grande, que lhes parece penetrar até à medula dos ossos e mergulhá-las numa torrente de delícias. Esta doçura é a unção do espírito que dele se irradia até aos membros das almas puras e simples. Os que abraçam a vida espiritual e devoção sensível do espírito procede, em graus diversos, para cada um a seu modo.
Ora, importa saber que, não obstante poderem ser obra de Deus os efeitos extraordinários que se produzem nos sentidos corporais, é necessário que as almas não os queiram admitir nem ter segurança neles; antes é preciso fugir inteiramente de tais coisas, sem querer examinar se são boas ou más. Porque quanto mais exteriores e corporais, menos certo é que são de Deus. Com efeito é mais próprio de Deus comunicar-se ao espírito, - e nisto há para a alma mais segurança e lucro, - do que ao sentido, fonte de frequente erros e numerosos perigos. O sentido corporal, nessas circunstâncias, faz-se juiz e apreciador das graças espirituais julgando-as tais como sente. No entanto, há tanta diferença entre a sensibilidade e a razão como entre o corpo e a alma, e, na realidade, o sentido corporal é tão ignorante das coisas espirituais como um jumento o é das coisas racionais, e mais ainda.
Quem estima esses efeitos extraordinários erra muito, e corre grande perigo de ser enganado, ou, ao menos, terá em si total obstáculo para ir ao que é espiritual. Como já dissemos, os objetos corporais nenhuma proporção têm com os espirituais, por isso deve-se pensar sempre que, nos primeiros, mais se encontra a ação do mau espírito em lugar da ação divina. O demônio, possuindo mais domínio sobre as coisas corporais e exteriores, pode com maior facilidade nos enganar neste ponto, do que nas mais interiores e espirituais.
Quanto mais exteriores são esses objetos e formas corporais, menos proveito trazem ao interior e ao espírito, pela grande distância e desproporção que há entre o que é corporal e o que é espiritual. Embora comuniquem algum espírito, como acontece sempre que vêm de Deus, mesmo assim o proveito será sempre menor do que se estas manifestações houvessem sido mais espirituais e interiores. São de natureza a produzir erro, presunção e vaidade; porque sendo tão palpáveis e materiais, movem muito os sentidos. A alma, levada por essas impressões sensíveis, dá-lhes grande importância, abandonando a luz da fé para seguir essa falsa luz que então parece a seus olhos o meio para levá-la ao objetivo de suas aspirações, isto é, à união divina; entretanto, quanto mais se interessar por essas coisas, mais se afastará do caminho e se privará do meio por excelência que é a fé.
A alma, além disso, vendo-se favorecida por graças tão extraordinárias, muitas vezes concebe secretamente boa opinião de si, imaginando já valer algo diante de Deus - o que é contrário à humildade. Por outro lado, o demônio sabe sugerir-lhe oculta satisfação de si mesma, por vezes bem manifesta. Com este fim propõe-lhe frequentemente objetos sobrenaturais aos sentidos, oferecendo à vista imagens de santos e maravilhosos resplendores; aos ouvidos, palavras misteriosas; ao olfato, perfumes muito suaves; ao paladar, delicadas doçuras, e ao tato sensações deleitosas, para que, atraída a alma com estes gostos, possa ele causar-lhe muitos males. É necessário, portanto, rejeitar sempre tais representações e sentimentos, porque ainda quando viessem de Deus, a alma não o ofenderia agindo assim, nem deixaria de receber o efeito e os frutos que Deus tem em vista conceder-lhe." (Subida do Monte Carmelo, Cap. II)

Haveria muito o que transcrever, ainda, sobre este assunto. Mas penso que logo em breve disponibilizarei o capítulo inteiro em que o santo trata disso.

Enfim, meus caros, penso que a coisa vai ficando mais clara. E para isto, vos antecipo uma pergunta que vocês poderiam fazer: "Por que, então, nós que estamos tão bem intencionados, fomos também enganados? Ou há que se admitir que também nós temos essa soberba?"

É bem verdade que Deus quer abracemos a verdade. Porém, Ele não nos obriga a isto. Limita-se a nos oferecê-la. No caso de vocês dois - e acredito que seja o de tantos outros - seria suficiente usar apenas um pouco a inteligência para vir a conhecer o caráter totalmente falso dessas aparições. Deus não vai fazer por vocês aquilo que vocês mesmos podem fazer.

Termino, então, retomando o essencial do que foi dito:

A verdadeira humildade requer submissão à Igreja. Para se rezar e ter eficácia na oração, não é necessária a perfeição da humildade, mas pelo menos o seu início. Para o católico, este início está justamente na sua submissão à Igreja, coisa que o Cláudio não faz, embora disfarce que sim.

A oração da Ave-Maria tem um poder particularmente eficaz contra o demônio, mas desde que seja entendido que não são as palavras, por si mesmas, que possuem tal faculdade, mas o fato de elas invocarem a presença da Pessoa da Virgem Santíssima que, por sua humildade, esmagou a cabeça soberba de lúcifer.

E, por fim, a prova mais que cabal do caráter caótico da falsaria heckertiana. Numa de suas supostas revelações, lê-se:

"O Reino está realmente próximo, mas só o Pai sabe a hora a ninguém foi revelado a hora exata. Observa os profetas. Dizem isto ou aquilo, fazendo acreditar que o tempo é agora, que o Pai deu o prazo, que Deus disse o dia… mas eles mesmos fazem planos para o futuro! Ora, se soubessem a hora exata por que fariam planos? A hora pertence ao Pai e Ele não dirá absolutamente nada a ninguém! Contudo, envia sinais, que já são vistos, para que os filhos da luz estejam preparados! … Também os filhos das trevas poderão converter-se, mas para eles, os sinais são camuflados, pois o Pai não permite que vejam os sinais, apesar dos olhos, ou que escutem, apesar dos ouvidos! A salvação pertence a todos, mas a hora da purificação ainda não chegou…. mas chegará…. e só o Pai sabe o exato momento!"
"Jesus"


Contraditório, não?

Enfim. Se vocês não quiserem enxergar o evidente, eu não poderei ser de nenhuma ajuda. Cabe somente a vocês aceitarem ver o que já vos está diante do nariz.

Que a Virgem Santíssima, a verdadeira, vos conduza.

Extra! Extra! Suposta Virgem Maria explica ao Cláudio porque o anticristo não apareceu...

Cláudio Heckert depois da conversa com Nossa Senhora

Recebi agora, por comentário, a notícia de que o Cláudio andou batendo um papo com Nossa Senhora já hoje sobre a frustração da tal profecia. Ei-lo abaixo:

***

No dia 15, às 4,00 horas, na Capelinha:


- Mãe! Hoje é o dia...
- Deixa Deus fazer! Ele faz o melhor!


No dia 16, hoje, às 4,00 horas na Capelinha:


- Mãe! Nada aconteceu!
- E você queria hoje estar debaixo das patas do inimigo?
- Mas, e os outros, o que vão dizer?
- Hienas, lobos, tigres... Porque quem realmente for filho de Deus, está hoje feliz, por Deus ter vencido mais uma batalha! Hoje respiram aliviados e louvam a Deus!
Tendes ainda, tempo de acordar muitas pessoas! Amém?
- Amém, Mãe! Muito obrigado! Cláudio Heckert


Porto Belo (SC), 16 de fevereiro 2012

***

hehe.. Muito interessante, porém, relembrar o que a mesma suposta Virgem Maria tinha dito em mensagens anteriores. Segundo amigos do vidente:

"Ontem, fizemos novas perguntas a Nossa Senhora e ela disse que as datas não mudam mais"

Oh God...

Anticristo do Salvai Almas atrasado... Ou se abusou e não vai mais aparecer?


Como podemos ver, parece que a profecia do anticristo faiô.
Estava tudo marcado para o dia 15/02 (ontem), mas... nada aconteceu.
O anticristo não apareceu.

Aqui o trecho:

"08 – Tudo isso caminhará rapidamente, rumo ao governo do Anticristo, que já vive e já comanda as nações hoje. Ele agora opera escondido, mas será apresentado ao mundo, no chamado “dia da declaração”, marcado para o dia 15 de fevereiro de 2012. O mundo em caos o receberá de braços abertos! Cairão nos braços deste filho das trevas, os que não acreditam no que agora estamos avisando a pedido do Céu."

No site Fimdostempos.net, no entanto, eles ainda mantêm o relógio que faz a contagem regressiva para o fim do mundo. Da última vez que olhei, ainda faltavam estranhamente 8 horas e 7 minutos.

De fato, nalgumas mensagens por lá veiculadas, havia qualquer dúvida se o tal evento se daria no dia 15 ou 16. Porém, isto é de estranhar: afinal, a profecia é ou não revelada? Estaria Deus mudando de idéia, ou estaria se enganando, ou, o que é pior, estaria brincando com o Cláudio?

Seja como for, demos mais uma toleranciazinha. Esperemos findarem-se as tais 8 horas restantes. Aliás, demos mais este dia inteiro de concessão.

O que eu quero ver, porém, é se os tolinhos do Salvai Almas ainda acreditarão nessa lorota, depois que ficar patente a sua falsidade. Aliás, como se já não fosse.

Mas os heckertianos devem estar algo confusos. Até essa altura, ninguém me apareceu pra encher o saco! Ou isso, ou já se convenceram de que tudo não passava de um engodo miserável. Bem. Esperemos, né? Vejamos se o capiroto vai se mostrar ao mundo precisamente hoje.

Ao Movimento Salvai Almas, porém, eu só tenho a agradecer pela diversão que me estão proporcionando. Porém, eu preferia, de verdade, não estar rindo de vocês. Mas isto é importante para que aprendam a abandonar esse complexo de digi-escolhidos. 

Movimento "Salvai Almas", cadê o Anticristo?

Na foto, Cláudio Heckert, um Papelão.

Era justamente o que eu já ia perguntar. No entanto, o Pe Tenório foi mais rápido, rs... Reproduzo o que ele escreveu, pois também eu estou frustrado...

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O Movimento "Salvai Almas" anunciou no final do ano passado as datas para o FIM DO MUNDO que acontecerá este ano , pontualmente, em dezembro...Bem, mas tudo teria início HOJE 15 DE FEVEREIRO com a Apresentação Pública do Anticristo.

Hum....o dia está acabando..e cadê ele que não nos foi apresentado? Alguém pode nos informar o seu paradeiro? Teria se atrasado, adiado para depois da Jornada Mundial da Juventude, por medo de um exorcismo do Papa?...

E não venham generalizar a figura do anticristo, porque o que foi divulgado por esse movimento herético era a apresentação mesma do anticristo, em pessoa, ao mundo.

Já não gostei! Já começou mal, com atrasos..Ou melhor nada começou!

Por favor, suspendam as pipocas...
Acendam as luzes!
Vamos trabalhar que é o melhor que fazemos.

Pe. Marcélo Tenorio

Livro "O Fim do Mundo está Próximo?"

Livro disponibilizado pelo blog Alexandria Católica
Para baixar, cliquem Aqui.
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Profecias Antigas e Comentadas
pelo
Pe. Júlio Maria
Missionário de N. Sra Do SSmo. Sacramento
Livro de 1940 - 205 págs




ÍNDICE

Parecer do Censor
Curto Prolóquio
Introdução
(que é absolutamente necessário ler)
Capítulo I - Profecias e Predições
Capítulo II - Profecias do Santo Vigário de Ars
Capítulo III - Profecias do Servo de Deus, Frei Antônio
Capítulo IV - Os Grandes Cataclismas
Capítulo V - Uma série de Profecias
Capítulo VI - Aparições de Maria Santíssima no Norte do Brasil
Capítulo VII - A Profecia de S. Malaquias
Capítulo VIII - A Profecia dos Papas Futuros
Capítulo IX - Os Sinais Precursores do Fim do Mundo
Capítulo X - A Multiplicação da Iniquidade
Capítulo XI - O Resfriamento da Caridade
Capítulo XII - Os Sinais Próximos do Fim do Mundo
Capítulo XIII - A Aparição do Anti-Cristo
Capítulo XIV - A Grande Conflagação

Ainda o "Salvai Almas" - Artigos do Prof. Eder e do Pe. Tenório

Cláudio Heckert "trabalhando"

Ainda sobre o movimento pseudo-profético "Salvai Almas", já refutado ao infinito, quero recomendar o artigo do Prof. Eder Silva, entitulado "Movimento "Salvai Almas" anuncia o fim do mundo e desafia o Filho de Deus", no excelente blog do Pe. Marcelo Tenório. Depois poderão, ainda, ver este gracejo que o padre faz a respeito das referidas profecias.

Espero que este contato contínuo com a verdadeira doutrina da Igreja sirva para retirar as traves dos olhos dos crédulos do Heckert, explorador da ignorância alheia.

Conclusões dos artigos sobre o dia do Juízo Final.



Pessoal, terminei, enfim, as transcrições deste excelente estudo sobre a Parusia do também excelente e saudoso Dom Estêvão Bettencourt. E o fiz tendo em mente toda esta onda apocalíptica tão em moda nos nossos dias. Creio que a partir da leitura atenta destes artigos, possamos concluir, dentre outras, as seguintes verdades:

1- De todas as vezes que alguém se arvorou em conhecedor da data da vinda de Jesus - seja por meio de cálculos (até interessantes) baseados em trechos da escritura, seja por meio de supostas revelações pessoais - este alguém terminou por errar e o seu erro causou não poucos escândalos no meio dos que lhe davam crédito.

2- Era intenção clara e explícita de Jesus esconder tal data, pois o seu conhecimento seria antes prejudicial que favorável.

3- Jesus e os Apóstolos falaram por diversas vezes que o dia do Senhor virá de repente, sem que saibamos previamente quando será.

4- A Igreja, consciente de que não é possível saber tal data a partir da Escritura, e, além disto, que era intenção clara de Jesus mantê-la oculta - testemunhando as desordens causadas por estas falsas profecias -, proibiu expressamente que futuros supostos videntes, pretendendo-se conhecedores do tempo destes acontecimentos, os divulgassem de qualquer modo que seja.

5- Nenhum dos Apóstolos pretendia conhecer esta data.

6- Depois de a Santa Madre Igreja pronunciar-se tão claramente, não podem deixar de incorrer em grave desobediência os que insistem em crer nestas mensagens e divulgá-las.

7- A gravidade deste tipo de desobediência cresce demasiadamente se se inclui, nestas enganações, a participação de outros sujeitos inocentes, provocando, desse modo, sob máscaras de boas intenções e heroísmo, o rompimento destes ingênuos com a Santa Igreja e a Sua Doutrina.

8- Podemos e devemos ansiar pela vinda de Jesus. Mas, como católicos, devemos admitir que não sabemos quando será.

"Quando se darão essas coisas?" Parte V e Final - O pensamento dos Apóstolos



b) O pensamento dos Apóstolos

a') A última hora do mundo

No epistolário dos Apóstolos encontra-se a menção de que estamos na hora derradeira da História (1 Jo 2,18), nos fins dos séculos (1 Cor 10,11), nos últimos dias (2 Tim 3,17; 2 Pd 3,3; Tg 5,3); afirma-se, por conseguinte, que o Senhor está próximo (Tg 5,8; Fl 4,5; Hb 10,37; Ap 22,7.11s) ou que o fim de todas as coisas se avizinhou (1 Pd 4,7).

Terão os Apóstolos S. Pedro, S. Paulo, S. Tiago e S. João ensinado que em breve se verificaria o fim do mundo?

Esta conclusão, insinuada por uma leitura superficial, não corresponderia à mente dos ditos autores. Os Apóstolos, tendo em vista transmitir um ensinamento religioso, falavam de um fim dos tempos "teológico", não meramente "cronológico" ou "astronômico".

E que significa o fim dos tempos na linguagem teológica?

Após o dom do Espírito Santo no dia de Pentecostes, todos os meios de salvação prometidos desde os primórdios da História já se acham outorgados; não se aguarda mais nenhuma instituição nova para justificar e santificar os homens; a graça habitual que o cristão traz na alma é a semente mesma da glória eterna; o Senhor está próximo, habita, velado, nos seus fiéis. Por conseguinte, a história sagrada entrou na sua fase definitiva; em outros termos: a História chegou à sua última etapa religiosa, teológica, a qual pode, sem dúvida, abranger mais de uma etapa da História profana. O mundo poderia ter acabado no dia seguinte a Pentecostes, voltando então Cristo como Juiz universal, e nada teria faltado dos dons salvíficos que Deus prometeu aos homens. Pode terminar nos nossos tempos, como também poderá continuar por muitos séculos, sem que se mude o caráter definitivo do regime cristão iniciado em Pentecostes; nem revelação dogmática nem sacramento novo são aguardados. Se a História ainda se desenrola, é, unicamente, para que se preencha o número de bem-aventurados que Deus, em Seu plano eterno, há por bem chamar ao reino celeste (cf. Ap 6,9-11).

São estas as idéias que ditaram e que explicam as expressões dos Apóstolos acima referidas. Quando estes aludem ao fim dos tempos no sentido natural ou cósmico, confessam a incerteza da data; haja vista o texto de 1 Tes 5,2-4 já citado [em artigo anterior]. S. Pedro, por sua vez, escreve:

"Há uma coisa, caríssimos, que não deveis ignorar: é que, para o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos são como um dia. Não, o Senhor não retarda o cumprimento de Sua promessa, como imaginam alguns, mas usa de paciência para convosco, não querendo que alguém pereça e, sim, que todos façam penitência. Todavia, o dia do Senhor virá como um ladrão." (2 Pd 3,8-10)

S. Pedro repete o princípio do Antigo Testamento: o que pode parecer longo aos homens, deve ser dito breve aos olhos do Eterno (cf. Sl 89,4).

S. João, no Apocalipse, inculca a mesma incerteza:

"Lembra-te, pois, do ensinamento que recebeste e ouviste; guarda-o e arrepende-te. Se não vigiares, irei ter contigo como um ladrão, sem que saibas a que horas irei ter contigo." (3,3.)

b') A esperança de S. Paulo

Em particular, as epístolas paulinas levariam a crer que o Apóstolo se julgava ser daqueles que, ainda em vida, verão o Senhor a voltar na Sua Glória. Com efeito, escreve:

"Eis que vos dizemos conforme a palavra do Senhor: nós, os vivos, os sobreviventes por ocasião da vinda do Senhor, não anteciparemos os que estiverem mortos; pois o Senhor mesmo, ao sinal dado, à voz do Arcanjo, ao toque da trombeta divina, descerá do céu; então os que estiverem mortos no Cristo, ressuscitarão em primeiro lugar; a seguir, nós outros, os sobreviventes, os que tiverem sido deixados, seremos arrebatados com eles nas nuvens ao encontro do Senhor nos ares. E assim estaremos para sempre com o Senhor." (1 Tes 4,15-17).

"Eis que vos digo um mistério: não adormeceremos (morreremos) todos, mas seremos todos transformados, num instante, num abrir e fechar de olhos, ao toque da última trombeta; pois a trombeta soará e os mortos ressuscitarão, incorruptíveis, e nós seremos transformados." (1 Cor 15,51s.)

Como se hão de entender estas afirmações paulinas?

Quem conhece o estilo do Apóstolo, sabe que S. paulo tem a tendência habitual a se incluir no grupo de seus interlocutores ou no grupo das pessoas de quem ele fala; assim é que, em vez de se exprimir propriamente na segunda ou na terceira pessoa do plural, o Apóstolo não raro usa impropriamente do pronome da primeira pessoa ("nós").1 Foi o que se deu nas duas passagens acima: intencionando referir-se aos que estiverem vivos por ocasião da parusia (próxima ou remota...; a época não vinha ao caso), o Apóstolo empregava a expressão "nós". Este pronome, porém, devido, como é, a uma figura de linguagem, de modo nenhum quer ser tomado ao pé da letra, como se o Apóstolo se julgasse futura testemunha do fim do mundo. Esta interpretação é exigida pelo fato de que, as mesmas duas epístolas citadas, S. Paulo conta com a possibilidade (1 Tes) ou com o fato mesmo (1 Cor) de já ter morrido, quando Cristo voltar Haja vista

1 Tes 5,9s: "Deus não nos destinou para a cólera, mas para a aquisição da salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, o qual morreu por nós, a fim de que, quer estejamos vivos, quer mortos, vivamos juntos com Ele."

Entenda-se o final como se segue: "quer vivos quer mortos" por ocasião da parusia, "vivamos" finalmente na eternidade "juntos com Ele". Donde se vê que o Apóstolo não exclui a possibilidade de morrer antes da parusia.

1 Cor 6,14: "Deus, que ressuscitou a Cristo, ressuscitará também a nós por Seu poder."

2 Cor 4,14: "... sabendo nós que Aquele que ressuscitou a Jesus Cristo ressuscitará também a nós, e nos apresentará a Ele convosco."

Nestas duas passagens, o Apóstolo se inclui no número dos que ressuscitarão, isto é, dos que de fato estarão mortos quando o Senhor reaparecer.

Muito significativo é também o texto de Fl 3,10s, em que o Apóstolo exprime sua esperança de participar, em sua carne, dos sofrimentos, da morte e da ressurreição de Cristo:

"... a fim de O (Cristo) conhecer, a Ele e ao poder da Sua ressurreição, e a fim de participar dos Seus sofrimentos, tornando-me semelhante a Ele em Sua morte, com a esperança de chegar à ressurreição dos mortos."

Seria, portanto, precipitado e injusto afirmar, na base dos dois primeiros textos citados, que S. Paulo ensinava a iminência da parusia. Todavia, bem se pode admitir que tanto Paulo como os demais Apóstolos compartilhavam a expectativa ardente dos primeiros discípulos de Cristo, expectativa de que o Senhor voltaria em breve; com efeito, o "Marana tha (Vinde Senhor!)" é a palavra final tanto de 1 Cor (16,22) como do Apocalipse de S. João (22,20). Note-se, porém, que os Apóstolos, mesmo esperando e desejando a iminente vinda de Cristo, não propunham aos fiéis, como ensinamento dogmático, o objeto deste seu anelo.

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1- Figura de linguagem que em Retórica é dita enallagé (=inversão, em grego) de pessoa. Considerem-se como exemplos particularmente significativos os textos de 1 Tes 5,5.8-10; 1 Cor 4,6; 2 Cor 4,14.

BETTENCOURT, Dom Estêvão. A Vida Que Começa Com a Morte. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Editora Agir. 1963. Pp. 204-207.
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