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Bento XVI: Não precisamos imitar os pentecostais. “Uma liturgia participativa é importante, mas uma que não seja sentimental”.
O Papa Bento XVI inicia hoje uma viagem apostólica de dois dias ao Benim, África. Durante o vôo, o Santo Padre respondeu às tradicionais perguntas dos jornalistas presentes em sua delegação. Entre elas, uma a respeito do crescimento das seitas pentecostais no continente africano:
"Essas comunidades são um fenômeno global, em todos os continentes. Naturalmente, elas estão presentes sobretudo, de formas diferentes, na América Latina e na África. Diria que seus elementos característicos são muito pouca “institucionalidade” e poucas instituições, dando pouco peso a instituições; uma mensagem que é simples, fácil e compreensível, e aparentemente concreta; e, como você disse, uma liturgia participativa expressando os sentimentos da cultura local, com uma abordagem da religião um tanto sincretista. Tudo isso lhes garante, por um lado, algum sucesso, mas também implica uma falta de estabilidade. Sabemos que alguns [seguidores desses grupos] voltam à Igreja Católica, ou se mudam de uma dessas comunidades para outra.
Então, nós não precisamos imitar essas comunidades, mas devemos nos perguntar o que podemos fazer para dar nova vida à fé Católica. Eu sugeriria, como um primeiro ponto, uma mensagem que é simples e compreensível, mas também profunda. [...]
Segundo, é importante que nossas instituições não sejam pesadas. O que deve predominar é a iniciativa da comunidade e da pessoa. Finalmente, eu diria que uma liturgia participativa é importante, mas uma que não seja sentimental. A liturgia não deve ser simplesmente uma expressão de sentimentos, mas deve emergir a presença e o mistério de Deus no qual ele entra e pelo qual nós nos permitimos ser formados.
Por último, com relação à inculturação, diria que é importante não perdermos a universalidade.Eu preferiria falar de “inter-culturação”, não tanto inculturação. É uma questão de um encontro entre culturas na verdade comum de nossos seres enquanto humanos, em nosso tempo. Então, crescemos numa fraternidade universal. Não devemos perder essa grande coisa que é a catolicidade, de que em todas as partes do mundo somos irmãos e irmãs, somos uma família, onde conhecemos cada um e colaboramos num espírito de fraternidade."
A introdução ao missal das celebrações pontifícias (pág. 11) demonstra como Bento XVI pretende enfatizar essa catolicidade, particularmente na liturgia da Santa Missa a ser celebrada no domingo, no Estádio da Amizade:
"Neste grande dia de encontro eucarístico do Santo Padre com toda a África múltipla em seus costumes e em suas línguas, não hesitamos em empregar a língüa da Igreja Universal, o latim, que tem a vantagem de unificar a oração de nossa assembléia tão diversificada e de manifestar assim a união das vozes e dos corações no canto gregoriano (Missa de Angelis) e na escolha do cânon romano (Oração Eucarística I)."
Fonte: Fratres In Unum
Pe. Paulo Ricardo: Rock in Rio e Orgulho dos Porcos
Acabei de assistir o Parresia abaixo, onde o Pe. Paulo Ricardo - sempre excelente - trata sobre o Rock in Rio e o culto da morte que ele promove. Advirto o seguinte: muito do que o Pe. Paulo fala neste video é plenamente aceitável somente se a pessoa já entende certos pressupostos, se já os assimilou. Para outros, porém, o seu discurso pode soar exagerado e meio que "saltado". Por causa disso, hesitei um pouco em disponibilizá-lo aqui. Recomendo somente que assistam o video inteiro e, se é o caso de alguém não concordar com certas conclusões do padre ou se lhe ficou algo não compreendido, não deixem de tirar suas dúvidas. Pax.
Frases de Léon Bloy sobre o mundo moderno
"Um homem que opõe a Razão à Fé é tão estúpido quanto um cavaleiro que não dê de comer a seu cavalo. Ora, sabeis que esse é o nível mental atual, não só dos descrentes como da maioria dos católicos. Ficar-vos-ia reconhecido se me dissésseis como poderei fazer para não desprezar tudo isso."
"Julgo que nunca houve época tão desprovida de interesse. Desesperante uniformidade da baixeza e da porcaria, atestada pelas secreções do jornalismo."
"Chegamos a esse momento formidável e absolutamente estranho em que, Deus tendo sido expulso de toda a parte, nenhum homem saberá mais onde ir..."
"Já agora, o idiota é dono do mundo. É ele que é necessário, é ele que é procurado. Só ele é capaz de representar, de legislar, de presidir! A experiência está feita. Se há alguma coisa impossível é imaginar um homem, não digo superior, mas apenas dotado de uma inteligência rudimentar, podendo ser considerado digno de fazer leis ou de exercer uma função pública. O cretinismo é rigorosamente exigido."
"Dez mil manifestantes, bandeiras vermelhas e negras. Sindicalistas de um lado, agentes e soldados de outro. 250 feridos, ao que se diz. Seria necessário um novo Pentecostes para fazer compreender a esses pobres operários libertários, dominados e martirizados por alguns pândegos, quanto eles são imbecis!"
"Sabeis o que foi dito na Salette. O mundo moderno está entregue a Satanás, por decreto, de há um século, e a grande fortaleza, a Igreja, foi atingida. Pareceis esperar não sei que retorno dos povos a Deus, percebi isso em vosso livro. Não o espero, eu. O passado está bem para trás, bem abolido. Sem dúvida, é forçoso que Deus triunfe, no fim. Mas, depois de que terríveis trevas!"
"Outrora, havia a Glória que viva sem rumor e sem magnificência, e que, ainda que fosse a grande soberana, não vestia jamais outra púrpura senão a do seu próprio sangue, quando o derramava para se tornar imortal. Hoje que essa imortal está morta, a infame folgazona que a destronou, a Opinião pública, nada em esplendores, pois seu concubino preferido é o mais incontinente dos cegos rigos e se chama o Sucesso."
"É verdade que o mundo não é muito difícil de ficar espantado. É tão medíocre e tão baixo, esse apanágio de Satanás, que uma aparência de força ou de grandeza basta, comumente. Foi o que muitas vezes se viu nos nossos dias quando políticos ou escritores, capazes no máximo de aguilhoar carne ou de filar jantares, puderam se fazer admirar por multidões".
"Onde estão, hoje, as almas heróicas? Sei bem que o heroísmo pode ser encontrado, pelo menos em estado rudimentar, entre os nossos combatentes, mas o heroísmo integral, sem costura nem emenda, onde está ele? É o do cristão completo que tudo deu por amor de Deus antes de dar alguma coisa à pátria, e deve ser extremamente raro".
FARIA, Octávio de. Léon Bloy. Rio de Janeiro: Gráfica Record, 1968.
Sobre Missas-Shows e certos eventos que nem o demônio ousaria...
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| "Carniceiros", como os chama Nosso Senhor. |
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| O que a Santa Missa é, na verdade... |
Eu fico olhando este costume pavoroso que se tornou comum nos dias de hoje. Uma atitude tão profundamente cruel, tão nefasta e blasfema e que, não obstante sua fealdade suprema, tem tomado lugar frequentemente nos ambientes ditos católicos. Falo da instrumentalização do Santo Sacrifício da Missa para fins outros. Que terrível é que os padres não tenham mais a mínima noção da absoluta sacralidade da Liturgia Eucarística e saiam promovendo todo tipo de eventos e festas, pondo, às vezes, a Santa Missa em paralelo ou abaixo de outras atrações que sequer alcançam o nível básico da moralidade.
Dias atrás, presenciava eu um desses eventos. A Santa Missa acontecia sobre um palco, no extremo lado direito, num canto apagado. Ao centro, ia um telão. Depois do Sacrifício do Senhor, os presentes assistiriam um filme. Parecia, na verdade, que essa era a atração principal: o filme. Ali não se via nenhum cuidado com a Liturgia e as músicas se assemelhavam muito mais a um batidão. Qualquer sombra de verdadeira arte estava ausente. A dispersão dos presentes era total. Barracas, aos lados, vendiam churrascos e batatas fritas. Ninguém tinha a menor idéia do que estava a acontecer: um sacrilégio coletivo.
Por diversas vezes, eu li que a comunhão indigna é um pecado imensíssimo. No entanto, não há mais qualquer cuidado. Os padres não se importam em formar os fiéis; nunca falam do pecado mortal, não acompanham os poucos que ainda pretendem ter uma vida espiritual minimamente coerente. Os fiéis que querem seguir o catolicismo de modo absoluto devem se animar a dar passos solitários, guiando-se a si mesmos, formando-se a si mesmos, e sendo mal vistos a todo o tempo como pessoas suspeitas.
Uma tal de Missa dos Vaqueiros está aí a ser anunciada. Virá um cantor relativamente famoso para fazer a festa depois da Missa. É claro que os que comparecerão a este evento estarão visando sobretudo o show posterior. Sequer quero imaginar as disposições de alma dos que lá estarão, as estratégias de diversão, as roupas com que aparecerão na "mesa dos escarnecedores". E ai dos que criticarem este tipo de coisa; serão vistos como fanáticos, fundamentalistas, alienados e adeptos de qualquer modinha perigosa e inconveniente que não deve ter mais espaço nos nossos dias.
E lá se vão tantas e tantas comunhões sacrílegas de tantas almas em pecado mortal. E lá se vão tantos fragmentos da Eucaristia caindo pelo chão e sendo pisoteados nas danças imorais que se seguirão. E lá virá Nosso Senhor, de novo, dar-Se em sacrifício pelos seus, mas não ser por eles reconhecido, nem amado, nem adorado, nem sequer respeitado. A Missa torna-se como que atração cultural de abertura de um show estranho. Reduz-se o Calvário aos festejos típicos de uma certa região. Deixa de ser a Redenção do mundo, para ser uma comemoração vazia, uma simples agitação de cadáveres sem alma que tentam, à força de sacrilégios e barulhos fátuos, distraírem-se da própria nulidade, da ausência de sentido com que vivem. E, quando a Santa Missa poderia e deveria ser o encontro com o Cristo na Cruz, à semelhança dos feridos no deserto que olhavam para a Serpente de Bronze, alguns outros fazem questão de encobrir a cruz e brincar de reunião fraterna, com chapéus de festa, ao jeito de infantes irresponsáveis, com gritinhos e sons de berrantes; tudo isto para abafar, no alarido nonsense destes desesperados, o grito terrível dAquele que, pendente na Cruz, deu a vida por nós, nós que agimos como imbecis irresponsáveis e dignos mil vezes do inferno.
Advertiu São Paulo: "de Deus não se zomba". Eu gostaria muitíssimo de ver o braço absoluto de Nosso Senhor. Ando muitíssimo saturado disso tudo. Imensamente cansado... E toda essa bagunça tem repercussão na minha vida espiritual. Eu gostaria de ver pelo menos um traço da indignação do Senhor, mas Jesus tem um amor e uma paciência infinitos. Porém, a justiça será feita. E nenhum devasso escapará.
**
PS.:
* As profanações, nos dias de hoje, são ainda piores do que as piadas que os fariseus soltavam diante da Cruz. Naquela ocasião, Nosso Senhor pedia ao Pai para lhes perdoar, pois eles não sabiam o que faziam. Hoje, porém, Jesus não poderia repetir tal petição.
* Este mascaramento do Sacrifício do Senhor impede, objetivamente, que as pessoas conheçam a Deus tal qual Ele é, isto é, impede que muitas pessoas se convertam, dando-lhes uma visão equivocada sobre Deus e Sua Igreja, ameaçando eternamente as suas almas. Se, na verdade, toda a ação da Igreja deveria se orientar para a glória de Deus e a salvação das almas, este tipo de brincadeira irresponsável impede um e outro. Só Deus poderia dizer o tamanho desta afronta.
* Ontem foi dia de Nossa Senhora da Salette. Ela, quando apareceu, falou-nos de tudo isso. Recomendo a leitura aqui. Peçamos ao Céu que nos socorra. E os que podem ter uma vida católica completa, agradeçam infinitamente e rezem por nosotros.
Fábio.
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Fábio Graa
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Notícias sobre Gayice e Burrice
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Vi no Instituto Plínio Corrêa de Oliveira e no Sou Conservador.
- Primeiramente, uma ousada convocação dos gays - que se afirmam representantes da "tolerância" - para se reunirem, hoje, 01 de junho de 2011, em frente à Catedral de Brasília. E para quê? Para queimar livros religiosos! Se tais fossem os do Frei Betto sem noção, ou os do seu outro parceiro de dupla sertaneja, o Boff, a coisa não seria de todo ruim. Mas, e se entre os livros escolhidos, como parece evidente, estiverem Bíblias? Vejam o tipo de gente a quem querem conferir intocabilidade! Será que queimariam o Corão? Leiam a notícia aqui.
**
- Outra: imaginemos que estivéssemos, agora, num colégio de crianças onde, teoricamente, deve reinar a disciplina e os alunos são educados, não somente nos rudimentos intelectuais, mas também nos costumes morais. No entanto, um dos alunos é flagrado entre "ousadias e indecências" com outro aluno. O que a vice-diretora faz? Dá-lhe uma suspensão de dois dias. Nada mais natural. Isso realmente aconteceu. Porém, estranhamente a mãe da criança foi na Secretaria da Educação reclamar da atitude da professora. Hein?! Ah, tá! Vá lá... há mães sem noção também, né? Mas, o que vocês acham que a Secretaria de Educação falou? "Minha senhora, a educadora agiu com razão, pois atitudes imorais destoam do ambiente escolar, não são apropriadas para crianças, podem servir de mau exemplo para os demais e, se não corrigidas, poderão resultar numa ulterior permissividade moral, uma não clareza da sua própria dignidade moral e da dos demais, e uma fraqueza de caráter." Não, não foi isso que a Secretaria de Educação disse. rsrs... Desculpem-me por lhes dar falsas esperanças. O que aconteceu é que chamaram a vice-diretora de "preconceituosa" e publicaram uma nota onde se lia: "Lamentamos a atitude da vice-diretora. Nossa orientação é sempre no sentido da inclusão e de respeito às diferenças. Atuamos de forma pedagógica, na perspectiva de construção do indivíduo e sua cidadania, com inclusão social, de gênero e de respeito à diversidade". Pois é. Deus queira que nesta escola nunca apareça um professor pedófilo, pois, se tal acontecesse, ele poderia ser liberado com uma nota parecida: "nossa orientação é sempre no sentido da inclusão e de respeito às diferenças". Leia aqui.
**
Por fim, aquele que já está sendo, com razão, chamado o "Quiti Inguinoranssa" (será obra do Tiririca?) e que defende o uso ERRADO da Língua Portuguesa, afirmando que falar certo pode caracterizar preconceito. Chegaremos, talvez, ao dia em que um desses analfabetos funcionais, com ar de superioridade, ridicularizará alguém que fale certo na sua frente? Imaginem a cena: chega um senhor num ponto comercial e pergunta: "os senhores, por gentileza, poderiam me informar, se não abuso da vossa bondade, o melhor meio de chegar a este estabelecimento de cujo nome disponho aqui neste cartão?" Aí, os senhores lá se entreolham e começam a sorrir - mangar - freneticamente! "Hahaha! Cuma? Cuma que ocê falasse? hahaha.. ocê num estudô não, homi? Que buro, dá zeru pra êli" Ou isso, ou então isso: "Puliça! Prenda ece homi! Ocê tá prezo pur preconseitu cum nóis." A essa altura, teremos o Seu Crêyson pra presidente. Ou então o Lula de novo... Leiam aqui e aqui.
Não deixem, ainda, de votar na enquete do Sou Conservador e que traz a pergunta: "Nóis semo contra o a favô das mudanssa na lingoa portugueza?", e como respostas: "Nóis semo a favo", "Nós somos contra!" e "Nóis num çabemu".
Que Nossa Senhora proteja o Brasil desses que brincam com o seu povo.
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Fábio Graa
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A ideologia e a mentira nas prateleiras de Religião
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| Por falar em união homoafetiva... |
Ontem, passeando pelas prateleiras da Universidade, me deparei com dois clássicos:
"Deus, um delírio" do Richard Dawkins em que fiz questão de dar uma olhada: li as orelhas, algo da introdução e fui logo às supostas refutações às provas de Sto Tomás de Aquino da existência de Deus. rsrs... O que notei, na rápida olhadela que dei no livro, foram três coisas:
1- o total desrespeito com que Dawkins trata Deus e a religião, pois, segundo um outro lá que lhe faz a abertura do "clássico", a linguagem sarcástica que ele usa é proposital, já que defende não ser o discurso religioso digno de qualquer deferência.
2- O caráter totalmente resumido das vias de Sto Tomás caindo, mesmo, num vergonhoso simplismo. Há supostas refutações que não dão, sequer, dez linhas! E penso estar ainda sendo generoso...
3- A absoluta credulidade desta "celebridade do ateísmo" com relação à teoria darwinista. Para Dawkins, mesmo que ele seja ateu, não lhe faltou um absoluto na vida; o problema é que este se chama Charles Darwin. Não sei se vale muita coisa aqui, mas lembremos que Darwin não era ateu e que considerava o argumento de que a complexidade e ordem do cosmos seja fruto do acaso tão pueril que ele imediatamente se convertia na maior prova da existência de um Criador Pessoal.
Por fim, o mais engraçado é que este livro, aparentemente imponente - só aparentemente - estava estrategicamente posto na área de Religião. rsrs..
E foi também aí que eu me deparei com outro livro singular: "Cadernos do Cárcere" do Antonio Gramsci. Para quem não sabe, Gramsci é um sujeito que provoca uma mudança metodológica na implantação da cultura revolucionária aos moldes marxistas. Dizia ele que uma revolução violenta traz, em geral, uma contra-revolução também violenta. Deste modo, seria preciso uma nova estratégia. É daí que surge o Marxismo Cultural que é uma tentativa de monopolizar discretamente todos os meios formadores de opinião: a música, a arte, as academias, as escolas, a mídia, etc. Isto para que pudessem livremente difundir e ensinar, sem reprimendas, os princípios revolucionários sem qualquer necessidade de embates violentos. Daí resultaria um novo senso comum do qual toda a sociedade iria, aos poucos, se impregnando e que terminaria, por fim, provocando a sua conversão aos ideais marxistas sem qualquer luta direta. Para lá chegar, porém, seria preciso derrubar algumas instituições muito particulares, o que se faria seja pela chantagem, seja pela calúnia, pela difusão de teorias pseudo-científicas, por sofismas de reivindicações de direito, ou o que fosse. Gramsci visava, sobretudo, a Igreja Católica e a família. E podemos dizer que, de fato, ele conseguiu sucesso na sua empreitada.
Não pensemos que Gramsci seja autor desconhecido e periférico. Ao contrário! Se quisermos entender melhor o que acontece ao nosso Brasil, convertido em campo de aplicação desta funesta ideologia, estudemos algo sobre o assunto.
E tudo isto na área de religião.. rsrs
Tinha ainda um terceiro, mas que acho que puseram lá por engano mesmo: "Vida de Jesus" de Ludwig Feuerbach... rsrs.. oh God!
Missa dos Vaqueiros e Festa no Inferno
Alguns dias após a dita "Missa dos Vaqueiros", andei escutando comentários aqui e ali sobre o evento. Eu não quis saber dos pormenores, porque o pouco que soube já deu pra causar grande indignação na minha alma.
Primeiramente é preciso reconhecer que algo desta natureza não tem razão de ser propriamente religiosa. Digam o que disserem: não tem! Pode ser qualquer outra coisa: invenção disparatada, resgate cultural, politicagem, respeito humano, o que for.. Não é, sem dúvida, fruto do amor pelos vaqueiros e muito menos por Jesus.
Esqueceram, por acaso, do que está escrito: "de Deus não se zomba"? E o incrível é que tais missas profanadoras vão acontecendo em conjunto, em vários locais no mundo, o que denuncia uma aparente estratégia infernal, literalmente falando. Exagero meu? rs..
Dentre as pequenas coisas que eu soube: todas as músicas na referida missa foram cantadas no ritmo do forró. Inclusive o "Cordeiro de Deus" foi cantado na mesma melodia da "Asa Branca" de Luiz Gonzaga. Soube ainda que todas as canções foram meio que personalizadas, devendo conter a palavra "vaqueiros" na letra.
Ao término da missa, veio o momento, na verdade, mais esperado (na prática, o evento principal), que foi um show com vários grupos musicais que não faço questão de saber quais foram. Somente quero fazer notar que, no mesmo lugar em que se deu o sacrifício de Cristo, já tão profanado, fizeram-se presentes meninas seminuas que dançavam obscenamente ao som de músicas cujas letras não menos indignas eram arrotadas numa cacofonia infernal.
Qualquer pessoa de boa vontade e que se dê à mínima reflexão haverá de perceber a profunda inconveniência de uma coisa dessas. Um tal disparate clama aos céus e deve provocar a indignação de qualquer um que ame minimamente a Nosso Senhor.
O infeliz evento se realizará, pretende-se, uma vez ao ano.. Isso se a Virgem Santíssima se mantiver sustentando o braço terrível do Seu Filho...
Não coloquei nem foto aí pra não dar náuseas.
Miserere Nobis...
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Fábio Graa
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Cardeal Francis Arinze, Prefeito da Congregação para o Culto Divino entre 2002-2008 sobre dança e música na Liturgia
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Fábio Graa
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Uma crise de referenciais
Ontem à noite, na Santa Missa, eu escutava a frase do salmista: “... que não dá valor algum ao homem ímpio, mas honra os que respeitam o Senhor”, e pensava na crise de referenciais que vivemos hoje.
Se, há algum tempo atrás, os ídolos aclamados eram personagens que juntavam, um tanto artificialmente, uma boa dose de vaidade com um discurso sobre os valores humanos, agora, num tempo de grande degradação moral, este último aspecto pode ser facilmente dispensado.
Eu particularmente me chateio muito quando vejo uma jovenzinha me pedindo pra pesquisar a história do Justin Bieber; quando ouço uma criança cantando músicas da Lady Gaga; quando vejo pré-adolescentes cantando loas aos emos.
Não há mais qualquer sombra de virtude nestas coisas. Não importam mais os valores; mas apenas a lascívia que anima e dá um sentido (funesto) a todo este lixo televisivo-cultural-musical. É tudo uma porcaria só.
Tempo de valores invertidos, onde quem é inteligente é quem mente; onde quem é bonito é quem se deprava; onde quem é moderno é quem anda nu. Tempo de corpos esbeltos, mas de almas sujas, sombrias, sem luz.
Como ser cristãos neste contexto, senão assumindo a ordem de S. Paulo: “sereis luzeiros no meio de uma sociedade perversa e maliciosa”? Como ser cristão e não ser, como diz Nosso Senhor, “luz do mundo”, deste mundo que geme, como mulher em dores de parto, esperando o dia em que os filhos de Deus agirão como tais e colocarão fogo no mundo? Não é este fogo o que Nosso Senhor espera? “Eu vim trazer fogo à terra e só quero que arda”.
Como querer, ao contrário, conciliar a proposta de Cristo com a lama dos subvalores atuais? E ainda me vem um sujeito dizendo que os cristãos não vivem numa bolha, pelo que devem fazer a experiência de certas coisas mundanas com o propósito de as cristianizar?
Pois é, meus caros. Sejamos quadrados e rústicos, como foi quadrada e rústica a cruz de Nosso Senhor. Não nos conformemos com este mundo; não traiamos nossa causa. Combatamos o bom combate e perseveremos até o fim. No final, isto é uma bela aventura. É o escândalo da Cruz, loucura para os pagãos, mas sabedoria e força para os filhos de Deus.
Se, há algum tempo atrás, os ídolos aclamados eram personagens que juntavam, um tanto artificialmente, uma boa dose de vaidade com um discurso sobre os valores humanos, agora, num tempo de grande degradação moral, este último aspecto pode ser facilmente dispensado.
Eu particularmente me chateio muito quando vejo uma jovenzinha me pedindo pra pesquisar a história do Justin Bieber; quando ouço uma criança cantando músicas da Lady Gaga; quando vejo pré-adolescentes cantando loas aos emos.
Não há mais qualquer sombra de virtude nestas coisas. Não importam mais os valores; mas apenas a lascívia que anima e dá um sentido (funesto) a todo este lixo televisivo-cultural-musical. É tudo uma porcaria só.
Tempo de valores invertidos, onde quem é inteligente é quem mente; onde quem é bonito é quem se deprava; onde quem é moderno é quem anda nu. Tempo de corpos esbeltos, mas de almas sujas, sombrias, sem luz.
Como ser cristãos neste contexto, senão assumindo a ordem de S. Paulo: “sereis luzeiros no meio de uma sociedade perversa e maliciosa”? Como ser cristão e não ser, como diz Nosso Senhor, “luz do mundo”, deste mundo que geme, como mulher em dores de parto, esperando o dia em que os filhos de Deus agirão como tais e colocarão fogo no mundo? Não é este fogo o que Nosso Senhor espera? “Eu vim trazer fogo à terra e só quero que arda”.
Como querer, ao contrário, conciliar a proposta de Cristo com a lama dos subvalores atuais? E ainda me vem um sujeito dizendo que os cristãos não vivem numa bolha, pelo que devem fazer a experiência de certas coisas mundanas com o propósito de as cristianizar?
O que é isto que se vê? Mesmo dentre os católicos, os mais famosos e mais aclamados são aqueles cujo discurso mais destoa do ensino da Igreja... Que tipo de “santidade moderna” é esta que querem implantar?
Pois é, meus caros. Sejamos quadrados e rústicos, como foi quadrada e rústica a cruz de Nosso Senhor. Não nos conformemos com este mundo; não traiamos nossa causa. Combatamos o bom combate e perseveremos até o fim. No final, isto é uma bela aventura. É o escândalo da Cruz, loucura para os pagãos, mas sabedoria e força para os filhos de Deus.
Bem dizia recentemente o nosso Santo Padre, um dia antes da beatificação do Cardeal Newman:
"Na nossa época, o preço a ser pago pela fidelidade ao Evangelho não é tanto o de ser enforcado, afogado ou esquartejado, mas muitas vezes significa ser apontado como irrelevantes, ridicularizados ou marcados como sinais de paródia."
E isto é a mesma coisa que nos diz Jesus:
"Felizes sereis vós quando, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós; alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa nos céus".
Sigamos o conselho do salmista: "[é feliz] quem não dá valor ao homem ímpio" e ainda "quem não senta na mesa dos escarnecedores". Que os mortos enterrem seus mortos; onde está o cadáver, aí estarão os abutres.
Nós, que somos da luz, não durmamos como os que são da noite, já dizia S. Paulo.
Aborreçamos o mal com o bem e honremos os que respeitam ao Senhor.
Quem tiver ouvidos, que ouça (não restart, ou cine ou porcaria que o valha), mas a voz dAquele que nos amou primeiro e nos pede coerência.
Fábio.
Voltando do recesso - África sem "Missa Afro"
Bem.. Depois de umas poucas e curtas postagens neste pequeno recesso não previamente avisado, este blog volta à sua plena atividade, em total submissão a Nosso Senhor e à Sua Santa Igreja. Que a Virgem Maria, Mãe do Verbo Divino, esmagadora das heresias e dos erros, nos conduza sempre à defesa e à vivência da Verdade e nos torne menos indignos deste nome que testemunha a nossa vocação: "Anjos de Adoração".
Mais uma vez, agradeço vivamente as orações...
***
Comecemos, pois, defendendo o ponto mais alto da nossa Fé: o Santo Sacrifício da Missa. Desde que foi introduzido um negócio chamado "inculturação", simultaneamente encontrou-se um pretexto para as criatividades sem conta, para verdadeiras bizarrices, para a introdução de grandes inconveniências nisto que é a atualização do Calvário de Nosso Senhor. Uma destas inovações ilegítimas, mas que goza de certa proteção por causa de um discurso ideológico que entende a rejeição de qualquer alteridade como preconceito, é a chamada Missa Afro que visa entronizar elementos da cultura africana na celebração da Santa Missa.
Neste sentido, surgiu uma ótima postagem no Salvem a Liturgia sobre como seria a Santa Missa na África. Haveria lá toda esta profanação? Seria a África escrava de seus elementos culturais supersticiosos? Limpar a Liturgia daquilo que com ela não se coaduna seria realmente uma atitude racista? Reproduzo o post abaixo, juntamente com as fotos.
**
Na África não tem Missa Afro…
Postado por Rafael Vitola Brodbeck
Pois é… Tanto se fala em colocar cultura afro na Missa romana por aqui, e, da África mesmo, a real, a de verdade, não a ideologicamente inventada, temos um belíssimo exemplo: Dom Gregory Ochiagha, Bispo Emérito de Orlu, Nigéria, celebrou seu Jubileu de Ouro com uma Solene Missa Pontifical na forma extraordinária.
Isso mesmo. Na África não tem Missa Afro. Na África tem Missa Tridentina!
Mas não diziam que o povo negro quer Missas com atabaques, falando “axé”, dançando no altar, com roupas extravagantes?
As fotos, que nos chegam via New Liturgical Movement, falam por si e nos dão esperança de que a liturgia será salva!
Após a Comunhão. Inspirador!
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É... Parece que os africanos de bom senso respeitam a Liturgia. O zelo pela casa de Deus continua consumindo vários deles..
Eu tive a oportunidade de assistir uma palestra com o superior no Brasil desta Pastoral Afro, e só posso dizer que, embora mais comportado do que os que lhe são submissos, e dono também de uma certa eloquência ao falar, o seu discurso é, porém, muito apelativo, ideológico e problemático.
Sem falar que, objetivamente, muitas dessas pessoas, não obstante o posto eclesiástico que ocupam, aderem e defendem a um sem número de erros, muitos dos quais constam entre os condenados dogmaticamente em concílios passados...
Deus conduza os responsáveis pela Liturgia no Brasil. Se for pra seguir o exemplo destes africanos acima, eu não me importaria, e creio que Nosso Senhor o aceitaria de bom grado.
Fábio.
A liberdade humana e a alta valia e responsabilidade de um voto.
Dante Alighieri
"O maior bem que por sua munificência Deus concedeu ao mundo; aquele que melhor revela a Sua bondade; o que Ele tem em mais alta conta - é o anseio de liberdade, do qual as criaturas raciocinantes, todas e exclusivamente, foram e são dotadas. Isto posto, podes valorar qual seja diante de Deus a alta valia do voto, pois nesse ato a aceitação d'Ele une-se ao querer humano. Ao firmar-se tal pacto entre Deus e o homem, este sacrifica o tesouro precioso do livre-arbítrio e o faz exercendo esse mesmo privilégio. Que outro bem pode compensar o rompimento de tal voto? Se pensas usar outra vez aquilo que já tenha ofertado, estarás pretendendo fazer bom uso de mérito fraudulentamente ganho.
Com isto, ficas esclarecido no tocante ao ponto capital. Mas pensarás que a Igreja, dispensando por vezes a alguém dos votos, pratica contrariamente àquilo que ensinei. (Para compreender) é preciso que, raciocinando largamente sobre estes complexos temas aguardes melhores esclarecimentos, sem os quais desta doutrina não se alcança entendimento completo. Presta atenção ao que explico e guarda-o na alma, pois não resulta em aprendizado aquilo que é ouvido e não guardado.
Dois valores são necessários para constituir a essência do sacrifício (que é voto religioso): um é o objeto que se sacrifica (o livre-arbítrio), o outro é o pacto assumido. Este último, quando não observado, jamais conhece cancelamento. Mas a tal propósito já fiz, conforme ouviste, bem ampla exposição. Daí que os hebreus estiveram obrigados a cumprir perenemente o voto feito, embora, em alguns casos, conforme sabes, tenha sido possível permutar o objeto das promessas. Da matéria do voto é permitida mudança quando haja ensejo, sem que com isso falta seja cometida. Mas ninguém ouse, por sua própria sentença, sem o voltear da chave branca e da amarela (beneplácito da Igreja), mudar o peso que livremente aceitou. Esteja, além disso, seguro de que toda permuta será falaz se o objeto substituto não for maior do que o substituído, da forma pela qual o quatro está no seis contido. Assim, se o voto feito for de tal grandeza que incline ao máximo o prato da balança, naturalmente não haverá voto maior que o possa compensar.
Portanto, ó mortais, não contraí votos futilmente! Sede fiéis a tal propósito (...). Ó cristãos, sede ponderados em vossos votos, não agindo a tal respeito qual pluma sensível a todos os ventos, acreditando em que qualquer voto vos eleve aos olhos divinos. Para orientar-vos, tendes o Velho e o Novo Testamento e o chefe da Igreja. Isso vos baste para alcançardes a salvação. Não permitais que a cobia material empane vossa virtude; sede homens e não inermes, a fim de que os judeus entre vós de vossa fé não zombem, vendo-vos irrefletidos. Não procedais como o cordeirinho que, mal deixando de sugar o leite materno, inexperto, vivaz, por capricho puro contra si mesmo combate"
Dante, Divina Comédia, Paraíso, V.
Vidas dos Santos em Quadrinhos
Conhecer a vida dos santos é importante, pois eles nos ensinam como viver o Evangelho de Nosso Senhor, como amá-Lo sobre todas as coisas, como ser dóceis a Ele. São exemplos de como Deus ama o homem e O quer junto a Si, participante da Sua alegria. As suas vidas e os seus exemplos nos motivam e ensinam. Por isto, dizia Sto Antônio de Pádua, conhecer um santo deve levar o cristão a querer imitá-lo no amor e na entrega, salvos, óbvio, os traços específicos da vocação particular.
Mais uma vez, pesquisando, encontrei uma coleção da vida dos santos, entitulada "Vidas Ejemplares" (espanhol), disponível para Download. Há uma leve biografia de vários deles e, além de ajudar-nos a conhecer os nossos irmãos que já gozam da Alegria Celeste, ainda nos treinam a leitura no espanhol.. =D
Os livros são escritos no formato de HQ (Histórias em Quadrinhos).
Os que se interessarem, podem baixá-los por aqui.
Só um detalhe. Os arquivos geralmente estão na extensão cbr. Para visualizá-los basta salvar com a extensão rar ou, depois de salvos em cbr mesmo, abrí-los pelo rar.
Missa Afro = Inculturação?
Por Maite Tosta
Os defensores da chamada “Missa Afro” dizem ser uma inculturação a fim de contemplar a cultura afro-brasileira, mas, e, nisso concordo com D. Estêvão Bettencourt, “o espetáculo daí resultante não atingiu a sua finalidade, que era elevar as mentes a Deus em atitude de oração; lembrou muito mais os festejos folclóricos do nosso povo, associados a Carnaval e a cultos não cristãos”.
A inculturação tem como finalidade transmitir as verdades do evangelho, apresentando-as de forma que os destinatários as possam compreender e viver, aproveitando as expressões culturais de povos não-europeus, que guardam, assim, sua identidade. Não é tarefa das mais fáceis, podendo fácilmente descambar para o abuso.
Inculturar é assumir, dentre os elementos da cultura (linguagem, gastos, símbolos…) de cada povo, aqueles que possam ser veículos fiéis e dignos da fé católica, não deteriorada nem adulterada. (…)Quaisquer que sejam os gestos e sinais aplicados à Liturgia, deverão sempre contribuir para que se levem as mentes a Deus numa atitude de oração e adoração. Caso este objetivo não seja atingido, mas, ao contrário, se provoque dispersão e perplexidade entre os fiéis, os símbolos não podem ser considerados autênticos.*
Não, o Concílio Vaticano II não chancela a – desculpem o termo, mas é o que cabe na minha indignação – palhaçada que são as Missas Afro:
“A Igreja não deseja impor na Liturgia uma forma rígida e única para aquelas coisas que não dizem respeito à fé (para aquelas coisas que dizem respeito a fé, não pode haver flexibilização) ou ao bem de toda a comunidade. Antes, cultiva e desenvolve os valores e os dotes de espírito das várias nações e povos. O que quer que nos costumes dos povos não esteja ligado indissoluvelmente a superstições e erros, Ela o examina com benevolência e, se pode, o conserva intato. Até, por vezes, admite-o na própria Liturgia, contanto que esteja de acordo com as normas do verdadeiro e autêntico espírito litúrgico (ou seja, o que é superstição, erro e contrário à fé e ao espírito litúrgico, não pode ser inserido na liturgia !)” (Constituição Sacrosanctum Concilium n° 38).
Importante ainda destacar o que diz a Instrução Varietates Legitimae, que trata do assunto (n° 30 e 37):
Para preparar una inculturación de los ritos, las Conferencias episcopales deberán contar con personas expertas tanto en la tradición litúrgica del rito romano como en el conocimiento de los valores culturales locales. Hay que hacer estudios previos de carácter histórico, antropológico, exegético y teológico. Además, hay que confrontarlos con la experiencia pastoral del clero local, especialmente el autóctono . El criterio de los «sabios» del país cuya sabiduría se ha iluminado con la luz del Evangelio, se rá también muy valioso. Asimismo la inculturación tendrá que satisfacer las exigencias de la cultura tradicional aun teniendo en cuenta las poblaciones de cultura urbana e industrial.
Las adaptaciones del rito romano, también en el campo de la inculturación, dependen únicamente de la autoridad de la Iglesia. Autoridad que reside en la Sede apostólica, la ejerce por me dio de la Congregación para el culto divino y la disciplina de los sacramentos (Somente a Santa Sé, pela Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos pode autorizar a inculturação) (78); y, en los límites fijados por el derecho, en las Conferencias episcopales (79) y el obispo diocesano (80). «Nadie, aunque sea sacerdote, añada, quite o cambie cosa alguna por iniciativa propia en la liturgia»** (81). La inculturación, por tanto, no queda a la iniciativa personal de los celebrantes, o a la iniciativa colectiva de la asamblea (82) (Ou seja, não é assim, à la vonté !).
As Missas Afro que se vêem aos montes por aí não cumprem nenhum dos requisitos para a inculturação, não podendo ser consideradas como tal. São fruto do desconhecimento do verdadeiro espírito da liturgia e da desobediência das normas prescritas pela Santa Sé.
Fonte: Blog Veritatis
Cultura, Inculturação, Encontro de culturas
Joseph Ratzinger
O que é propriamente cultura? Como se relaciona com a religião? Que relação possui com as formas religiosas que originalmente eram estranhas a ela? (...) Em todas as culturas históricas conhecidas, a religião é um elemento essencial da cultura, ou até mesmo o seu centro determinante: ela que determina sua estrutura de valores e com isso seu sistema de ordenação interno. Mas, se é assim, então a inculturação da fé cristã em outras culturas será muito difícil. Pois não se vê como a cultura, entrelaçada com a religião, que nela se entretece e vive, possa - por assim dizer - ser transplantada em outra religião sem que ambas pereçam. Se se retira de uma cultura a religião que lhe é própria e que a gerou, rouba-se o seu coração. Se se implanta um coração novo - o cristão -, parece inevitável que o organismo em desarmonia com ele o rejeite. É difícil de imaginar um resultado positivo de uma tal operação. Esse processo só pode ser realizado com sentido quando a fé cristã e a outra religião, com a cultura que dela vive, não se achem em uma relação de absoluta alteridade, mas que nelas exista uma abertura interna mútua.
FÉ, VERDADE, TOLERÂNCIA.
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