Tradutor / Translator


English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
Mostrando postagens com marcador Mês de Maio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mês de Maio. Mostrar todas as postagens

Maio, Mês de Maria - Fazer-se Criança no Amor a Deus



Consideremos atentamente este ponto. Pode ajudar-nos a compreender coisas muito importantes, já que o mistério de Maria nos faz ver que, para nos aproximarmos de Deus, temos de tornar-nos pequenos. Em verdade vos digo - exclamou o Senhor, dirigindo-se aos seus discípulos -, se não vos converterdes e vos fizerdes como crianças, não entrareis no reino dos céus". (Mt XVIII, 3).

Fazer-se criança: renunciar à soberba, à auto-suficiência: reconhecer que, sozinhos, nada podemos, porque necessitamos da graça, do poder do nosso Pai-Deus, para aprender a caminhar e para perseverar no caminho. Ser criança exige abandonar-se como se abandonam as crianças, crer como creem as crianças, pedir como pedem as crianças.

São coisas que aprendemos no convívio com Maria. A devoção à virgem não é blandície nem languidez: é consolo e júbilo que se apossam da alma, precisamente porque exige um exercício profundo e íntegro da fé, que nos faz sair de nós mesmos e colocar a nossa esperança no Senhor. O Senhor é meu pastor - canta um dos salmos -, nada me faltará. Em verdes prados me faz repousar, conduz-me junto às águas refrescantes; refaz a minha alma e guia-me por caminhos retos pela virtude do seu nome. Ainda que eu atravesse um vale tenebroso, nada temerei, porque Tu estás comigo" (Sl XXII, 1-4).

Porque Maria é Mãe, a sua devoção nos ensina a ser filhos: a amar deveras, sem medidas; a ser simples, sem essas complicações que nascem do egoísmo de pensarmos só em nós; a estar alegres, sabendo que nada pode destruir a nossa esperança. O princípio do caminho que leva à loucura do amor de Deus é um amor confiado por Maria Santíssima. Assim o escrevi há muitos anos, no prólogo a uns comentários ao Santo Rosário, e desde então voltei a comprovar muitas vezes a verdade dessas palavras. Não vou tecer aqui muitas considerações para comentar essa idéia: preciso, antes, convidar cada um de vós a fazer a experiência, a descobri-lo por si mesmo, procurando manter um relacionamento amoroso com Maria, abrindo-lhe o coração, confiando-lhe as suas alegrias e penas, pedindo-lhes que o ajude a conhecer e a seguir Jesus.

Se procurarmos Maria, encontraremos Jesus. E aprenderemos a entender um pouco do que há no coração de um Deus que se aniquila, que renuncia a manifestar o seu poder e a sua majestade para se apresentar sob a forma de escravo. Falando humanamente, poderíamos dizer que Deus se excede, pois não se limita ao que seria essencial ou imprescindível para nos salvar, mas vai mais longe. A única norma ou medida que nos permite compreender de algum modo a maneira como Deus age é reparar que não tem medida, ver que nasce de uma loucura de amor que O leva a tomar a nossa carne e a carregar com o peso dos nossos pecados.

Como é possível perceber tudo isto, reparar que Deus nos ama, e não enlouquecer também de amor? É necessário deixar que essas verdades da nossa fé calem aos poucos na alma, até mudarem toda a nossa vida. Deus ama-nos!: o Onipotente, o Todo-Poderoso, o que fez os céus e a terra!

Deus interessa-se até pelas menores coisas das suas criaturas - pelas vossas e pelas minhas - e chama-nos, um a um, pelo nosso próprio nome. Esta certeza, que procede da fé, faz-nos olhar o que nos cerca sob uma nova luz, e leva-nos a perceber que, permanecendo tudo como antes, tudo se torna diferente, porque tudo é expressão do amor de Deus.

A nossa vida converte-se numa contínua oração, num bom humor e numa paz que nunca se acabam, num ato de ação de graças desfiado ao longo das horas. A minha alma glorifica o Senhor - cantou a Virgem Maria - e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para a baixeza da sua serva. Por isso, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque fez em mim grandes coisas o Todo-Poderoso, cujo nome é santo.

A nossa oração pode acompanhar e imitar essa oração de Maria. Tal como Ela, sentiremos o desejo de cantar, de proclamar as maravilhas de Deus, para que a humanidade inteira e todos os seres participem da nossa felicidade.

S. Josemaria Escrivá, É Cristo que Passa

Encerramento do Mês de Maio - S. Pedro Julião Eymard


Ao terminar este belo mês que vos consagramos, ó Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, depois de havermos meditado sobre vossas grandezas e admirado a perfeição de vossas adorações e de vosso serviço eucarístico no Cenáculo, resta-nos consagrarmo-nos inteiramente a vós a fim de que nos protejais em nossa vocação de adoradores.

Ó Maria, minha celestial Rainha e divina Mãe, não posso me tornar o feliz servo de Jesus-Eucaristia se não consentirdes em me formar, educar e revestir de vosso espírito, de vossos méritos e virtudes, e se não me quiserdes para o vosso Filho, vós que sois a Rainha e Mãe dos servos de Jesus, que viveis somente para Jesus e que nos amais em Jesus e por Jesus.

A vós me entrego; apresentai-me ao vosso divino Filho, e assim apresentado e formado por vós, ó boa Mãe, o meu bom Mestre me acolherá benignamente, amando-me em vós.

S. Pedro Julião Eymard

31 de Maio, Coroação da Virgem Santíssima


"Ser pobre é assenhorar-se", escrevia Sta Teresa D'Avila, revelando, nesta frase, que havia compreendido intimamente a natureza daquele tesouro escondido que Cristo veio trazer aos seus. Tal é o segredo, também, da Virgem Santíssima, aprofundado a um nível que absolutamente nos escapa, e do qual só podemos falar de modo muito distante. É na sua perfeita pobreza, na sua abismal humildade, que ela, encantando o olhar divino, é elevada acima de toda criatura. "Olhou para a pequenez de Sua serva.. De hoje em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada".

Maria ama com perfeição e este amor perfeito lhe conduz a um abandono perfeito. "Que Ele cresça e eu diminua", diz S. João Batista, consumido de zelo, como novo Elias, pelo Adorável Cordeiro. Maria toma esta mesma resolução, própria dos verdadeiros amantes do Cristo. Não cessará de passar despercebida, de ocultar-se, de silenciar e observar uma imaculada discrição. Nosso Senhor, o único que sondava até o fundo a humildade da Santíssima Virgem e a perfeição das suas virtudes, colaborará com ela, a fim de elevá-la mais tarde, a alturas vertiginosas e inimagináveis aos homens. Maria aprenderá o desapego perfeito: "Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas do meu Pai?", "Minha mãe e meus irmãos são os que fazem a vontade do meu Pai" e "Mulher, eis aí o teu filho..." A perfeição do amor entrega e se entrega. Jesus cuidava para que a Virgem mantivesse suas mãos vazias, como pobre. E ela, por toda a sua vida, mantém uma perfeita fidelidade que supera a de Abraão e que se vislumbra no seu contínuo "faça-se".

O que é um pobre? É alguém que só se dá e que nada reclama para si. "Minha alegria é fazer a vondade do meu Pai", dirá Jesus, o pobre perfeito. "Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo o teu querer", dirá a Virgem Pobre. Oh, que espetáculo de perfeição! Que pobreza perfeita! "Bem aventurados os pobres, porque verão a Deus". Se ser pobre possibilita a visão de Deus, o quanto Maria não terá conhecido este tesouro escondido que é a Divindade? Conviveu com Ele doces anos numa casa pobre em Nazaré. Conhecia-O profundamente, mais do que qualquer outro. E, ainda assim, ei-la discreta, silenciosa, distante dos sucessos públicos, presente no silêncio da Cruz.

"O Meu Pai me ama porque dou a minha vida..." dirá Jesus. Maria, por sua vez, foi só abandono em Deus. Faça-se! Faça-se! Mesmo na dor, faça-se! "O reino dos céus é tomado à força e são os violentos que o conquistam!" Faça-se! E a espada violenta transpassou-lhe o coração. Faça-se...

Pela sua perfeita humildade, aprouve a Deus elevá-la acima dos homens e dos anjos. E Maria, a humilde serva, foi constituída Senhora, Rainha e Soberana do Céu e da Terra. Ei-la coroada de majestade e esplendor, com vestes esplendentes de ouro e de ofir. "Ser pobre é assenhorar-se"... Aquela que soube desapegar-se e que nada reclamou para si foi agora elevada às alturas. 

Jesus não havia se aproveitado de Sua igualdade com Deus, aniquilando-se a Si mesmo, diz S. Paulo. Maria, também, sendo Mãe de Deus, não se utilizou de tamanha dignidade e, como Seu Filho, aniquilou-se. Foi, portanto, conduzida aos Céus e a ela, a mais perfeita das criaturas, foi dada a dignidade de Rainha e a missão de ser mãe e senhora dos homens. Neste dia 31 de maio, dia da Coroação, tenhamos tudo isto em vista, para que compreendamos que a dignidade de nossa querida Mãe extrapola toda definição, assim como foi além de todo conceito a profundidade do Seu amor.

Ad Iesum Per Mariam

Fábio.

O nome de Maria...


A Virgem, cheia de graça, ultrapassou os Anjos, por sua plenitude de graça. E por isto é chamada Maria, que quer dizer, "iluminada interiormente", donde se aplica a Maria o que disse Isaías: (58,11) O Senhor encherá tua alma de esplendores. Também quer dizer: "Iluminadora dos outros", em todo o universo; por isso, Maria é comparada, com razão, ao sol e à lua.

(...) O Anjo reverenciou a Bem-Aventurada Virgem, como mãe do Soberano Senhor e, assim, ela mesma como Soberana. O nome de Maria, em siríaco, significa soberana, o que lhe convém perfeitamente.

A Virgem ultrapassou os anjos em pureza. Não só possuía em si mesma a pureza, como procurava a pureza para os outros. Ela foi puríssima de toda culpa, pois foi preservada do pecado original e não cometeu nenhum pecado mortal ou venial, como foi livre de toda pena.

(...) A Virgem foi isenta de toda maldição e bendita entre as mulheres. Ela é a única que suprime a maldição, traz a bênção e abre as portas do paraíso. Também lhe convém, assim, o nome de Maria, que quer dizer "Estrela do mar". Assim como os navegadores são conduzidos pela estrela do mar ao porto, assim, por Maria, são os cristãos conduzidos à Glória.

Sto Tomás de Aquino, O Pai Nosso e a Ave Maria

Intenções do Santo Padre para o mês de maio


As intenções de oração do Papa Bento XVI para o mês de maio centram-se nos meios de comunicação e na Igreja na China.

Como intenção geral, o Santo Padre pede "para que aqueles que atuam nos meios de comunicação respeitem sempre a verdade, a solidariedade e a dignidade de toda pessoa". Na intenção missionária, Bento XVI reza "para que o Senhor doe à Igreja na China o dom de perseverar na fidelidade ao Evangelho e de crescer na unidade".

Todos os meses, o Pontífice confia suas intenções ao Apostolado da Oração, uma iniciativa que é seguida por milhões de pessoas em todo mundo.

Fonte: Notícias CN

Ave, Maria, Senhora minha, meu bem, meu amor, Rainha do meu coração...



Ave, Maria, Filha de Deus Pai. Ave, Maria, Mãe de Deus Filho. Ave Maria, Esposa do Espírito Santo. Ave, Maria, templo da Santíssima Trindade. Ave, Maria, Senhora minha, meu bem, meu amor, Rainha do meu coração. Mãe, vida, doçura e esperança minha mui querida, meu coração e minha alma. Sou todo vosso, e tudo que possuo é vosso, ó Virgem sobre todos bendita. Esteja, pois, em mim vossa alma, para engrandecer o Senhor, esteja em mim vosso espírito, para rejubilar em Deus. Colocai-vos, ó Virgem fiel, como selo sobre meu coração, para que, em vós e por vós, seja eu achado fiel a Deus. Concedei, ó Mãe de misericórdia, que me encontre no número dos que amais, ensinais, guiais, sustentais e protegeis como filhos. Fazei que, por vosso amor, despreze todas as consolações da terra e aspire só às celestes; até que, para a glória do Pai, Jesus Cristo, vosso Filho, seja formado em mim, pelo Espírito Santo, vosso Esposo fidelíssimo, e por vós, sua Esposa mui fiel. Assim seja.

Oração de encerramento da Coroa da SS. Virgem, Tratado da Verdadeira Devoção

Maio, mês dedicado a Maria Santíssima


Adentramos, já, no mês de maio, que é consagrado a Mamãe e, por isso, é tão terno. Ando bastante ocupado, mas teria de escrever algo para esta minha Soberana, e aqui o faço com muito gosto.

A Virgem Maria é, como escrevia o Thomas Merton, de algum modo ainda mais obscura que o próprio Cristo, pois este nos falou, de Si, coisas várias. Ela, porém, manteve-se em silêncio. O que dela sabemos nos vem pela Igreja e pelos seus eminentes santos e doutores que nos testemunham a grandeza singular desta digna Mãe de Deus. Alguns destes santos tiveram a honra de conhecê-la ainda em vida, seja porque os primeiros eram do seu tempo, seja porque ela se dignou aparecer a outros tantos.

No entanto, parece haver algo que poderíamos chamar de característico dela: é a sua ternura, a sua doçura. Recentemente, quando um rapaz me perguntava qual a diferença, na vida espiritual, entre o antes e o depois da consagração a ela pelo método de S. Luís Maria, eu só sabia responder evocando a sua suavidade, uma terna facilitação dos meios, uma presença, de fato, doce e muito particular. E isto porque tenho sido ainda um filho rebelde, o que, sem dúvida, me limita a sutileza de notar esta sua presença.

Maria Santíssima é a obra-prima da criação. Foi ela quem Deus escolheu para gerar, cuidar e consolar o amado Jesus. É a que mais conheceu e amou a Deus, dentre todas as criaturas. Contam alguns santos que os anjos, seres perfeitos que amam profundamente a Deus, se tivessem descido em Nazaré, poderiam aprender dela o que significa amar a Nosso Senhor. A sua grandeza, misteriosamente ocultada no seu escondimento e no seu silêncio, na sua profunda humildade, é bem pouco conhecida. S. Luís Maria diz que nem os anjos a conhecem de todo. E, no entanto, este céu particular de Deus que, tendo-se feito homem, repousava em seu seio, foi dado aos homens, para seu consolo, para sua formação e para que fossem nela gerados para a eternidade.

O Apóstolo João, o único dentre os doze que estava aos pés da cruz e que somente lá chegara porque era acompanhado por esta amável Princesa, conta como, depois de a ter recebido como Mãe, a levou a sua casa, isto é, passou a conviver com ela. Naquele bendito momento, Nosso Senhor doava aos homens o que de mais belo possuía, depois do Seu sagrado convívio com o Pai e o Santo Espírito. E, então, ela tornou-se nossa mãe, aquela que gera todos os filhos de Deus.

Nós só saberemos o que isto significa depois da nossa morte, se alcançarmos a bem aventurança. Mas, desde já, nós devemos estreitar os nossos laços com ela, porque este é um grandiosíssimo presente de Deus para nós. Dizia S. Rafael Arnaiz que, quanto mais amava Maria, mais conhecia e amava o Seu Filho. Em verdade, é por ela que nós nos achegamos a Jesus, assim como foi por ela que Jesus veio a nós. E que alegria, que delícias, que ternura e felicidade não encontraremos na intimidade com esta bondosa mãe, ainda tão desconhecida...

Deus enamorou-se dela. Aprendamos, pois, com ela, o gosto de Deus. Se o fizermos, teremos descoberto a nossa mais profunda identidade.

Que neste mês de Maio, Maria seja nossa constante companhia. Permitamos que ela conduza os nossos passos, os nossos pensamentos e os nossos afetos; deixemos que ela nos torne todo agradáveis a Deus e contemplemos nela a obra prima do amor divino.

Virgem Santíssima, perdoai a ignorância de tantos homens e mulheres que, na sua soberba, decidiram não ouvir a voz do teu Filho por meio de Sua Igreja e, consequentemente, não te conhecem e não te amam. Sabendo do vosso amor maternal pelos homens, vos suplicamos intercedais por estes filhos rebeldes para que, como o filho pródigo, acertem voltar ao lar do adorável Pai.

Quanto a nós, que já caminhamos em união convosco e labutamos ainda neste exílio, dá-nos, por vossa intercessão e mediação materna, a perseverança no bom combate da fé e a pureza das intenções para que, terminado este curso, possamos gozar, em vossa companhia, da adorável presença da Trindade Santa por toda a eternidade. Amém.

Bendita seja a grande Mãe de Deus! Salve Maria Santíssima!

Ad Iesum Per Mariam

Fábio.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...