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Minha experiência da JMJ


Já se sabe: eu fui à JMJ! Eeehh!.. E gostaria, como inclusive me pediram para fazer, de contar um pouco da minha experiência de ter comparecido no maior evento católico destinado à juventude do mundo.

Eu decidi ir de última hora e disto já falei. Primeira vez que vou ao Rio e que viajo de avião. Aí a minha cara de alegria pelo primeiro vôo:



Fiquei hospedado na casa de uma amiga, a Joyce, a quem eu já conhecia virtualmente. Sobre isso, não sei nem como descrever a imensa hospitalidade que tiveram conosco. Toda a família da Joyce me recebeu como um filho e foi como tal que me senti, de fato. Já na primeira manhã, a mãe dela, dona Marilda, me acordava com um suco estranho e que, não obstante o gosto esquisito no paladar, causou-me um gosto maravilhoso no coração. Aquele mimo era para mim um claro sinal do cuidado divino que, nestes dias benditos, se expressou de modo muito particular nos atos da dona Marilda.

Da esquerda para direita: eu, seu Wilson, Paula (peregrina argentina), dona Marilda e Sabrine.


Ela é alguém de uma simpatia toda singular. Nos deixou muito à vontade e era só sorrisos. Deu-me também uma lição. Disse-me: "O alimento é para sustentar o corpo. O ser saboroso é uma regalia de Deus". Relembrei isso diversas vezes. É verdade. Alguém pode dizer: isso é desculpa para quem não sabe cozinhar. Haha.. Na verdade, a comida da Dona Marilda é tão boa que eu estou sonhando com ela até agora.

Não sei descrever a gratidão que me vai na alma por me ter posto num lugar tão acolhedor. De fato, foi um prêmio imenso que Deus me deu diante do pequeno ato de Fé que fiz: o de ter confirmado as passagens quando ainda não me era claro onde me hospedaria.

Além dela, o senhor Wilson, seu esposo, demonstrou ser não apenas uma só carne com ela, mas possuir também a sua mesma alma: muito acolhedor e muito atencioso. Levou-me inclusive para conhecer a sua mãe, a Dona Júlia, de quem ele discorda só num ponto: o time preferido. Seu Wilson é flamengo doente. Dona Júlia é botafogo.

Antes de viajar, eu pedia a Nossa Senhora que me protegesse. E o resultado? A família que me acolheu era toda consagrada à Virgem Maria pelo método de S. Luis Maria Grignion de Montfort. O bairro ou distrito ou sei lá o quê era também dedicado a Maria Santíssima. Inclusive, ganhei da dona Marilda uma medalhinha milagrosa. E aí? Minhas orações foram ouvidas ou não? rs

Hoje de manhã, Dona Marilda levou-me até o ponto de pegar o ônibus para o aeroporto. Por minha causa, saiu mais cedo do que de costume. Pegou dois ônibus comigo e me esperou pegar o terceiro. A toda hora, eu sentia o seu cuidado e aquilo me estremecia por dentro. Foi com os olhos marejados e com um nó na garganta que me despedi. Deus abençoe a família Rocha.

A experiência da JMJ foi única. É muito belo contemplar com os próprios olhos a força do catolicismo. É claro que se poderia contestar aqui a qualidade de tal catolicismo de massa. No entanto, é fato que a Igreja é ainda profundamente atrativa porque sua beleza descende do próprio Cristo, que é Beleza em si. É muito bonito ver que o Papa, um homem idoso e sem tantos atrativos estéticos e mundanos, consegue atrair milhões de pessoas, mesmo em nossa época extremamente secularizada. É belíssimo olhar para o lado e ver uma pessoa que, ainda que não se lhe saiba de antemão qual o idioma que fala, é católica apostólica romana.

Ver o Papa foi imenso. Uma euforia só. O comentário que tive de ouvir por lá foi: "Fábio é todo centradinho até ver o Papa." haha.. De fato, foi só vê-lo que me dispus a correr em sua direção e me perdi momentaneamente das pessoas com quem eu estava. Vi o Papa e parecia que meus olhos relutavam a crer que fosse real. Na hora, me veio a sensação de que se tratava de qualquer tipo de tela extremamente sutil pela qual eu o via. Mas não. Era ele! Aquele que, como dizia Sta Catarina de Sena, é a doce sombra de Cristo na terra; aquele que exala o bom odor de Cristo; que é símbolo inexorável de Cristo e como que janela do transcendente. Passou por mim acenando amigavelmente, num ato que parecia querer significar que o próprio Deus me sorria ao invés de zangar-se dos meus pecados. Contemplando a face e o jeito do Papa Francisco, eu não somente sabia, mas via: "Deus é bom". Faz uma diferença imensa saber que Deus é bom. Experimentemo-lo! E repito: é preciso saber não apenas em teoria, mas encarnar esta sabedoria, isto é, ter em si o sabor da bondade divina. Sabor e sabedoria possuem o mesmo radical. Francisco parece ter uma sabedoria que é algo mística, cheia do sabor de Deus. Vendo-o, penso em S. Francisco de Assis: "o verdadeiro cristão não consegue esconder a alegria que o anima por ter descoberto este tesouro."

A JMJ também foi ocasião de eu conhecer pessoalmente quem eu só conhecia pela net, como a própria Joyce, a Sabryne, a Angélica, etc. Conheci também outras pessoas que eu nem sequer sabia que existiam como a Paula e os seus amigos argentinos, o Lucas e o Pilu, com os quais passamos mais de 24 horas juntos. São todos bons amigos que pretendo cultivar pela eternidade.

Um destes, inclusive, causou-me viva impressão. Pareceu-me como um "irmão de alma". Embora seja meio pretensioso dizer isso, foi como me soou. Identifiquei-me com certas disposições interiores deste rapaz. Parecia-me ver a mim mesmo sob alguns aspectos. E isto também foi algo da providência divina. Algo como uma seta luminosa a me recordar verdades fundamentais e chamadas específicas que Deus me fez. Aí nós dois:



Foi já com uma certa tristeza que assisti aos eventos finais. Depois da madrugada de vigília, o domingo surgia numa manhã limpa e ensolarada. Tive calor pela primeira vez em vários dias. Isto me fez recordar de uma frase de Sta Teresa D'Avila: "de amor está se abrasando o que nasceu tiritando". Se a jornada, no seu início, nos surpreendeu pela frieza do tempo, estranhada até pelos próprios cariocas e que bem podia simbolizar o estado espiritual com que começamos o evento, agora, no seu término, ela nos saudava com um calor que talvez pudesse representar o despertar interior, o efeito gerado por Deus nestes dias de Graça. Mas ainda assim, saber que a coisa estava chegando ao fim me deixou o tempo todo muito introspectivo. Era como se eu quisesse, de algum modo, estagnar o tempo a fim de que o término não ocorresse. Mas ao mesmo tempo, eu sabia que é preciso deixar as coisas irem. É preciso desapego e pobreza interior. Como a Paula bem me falou: ver as pessoas aqui reunidas na praia nos faz lembrar o evento da Transfiguração, no monte Tabor. Parece-nos querer pedir a Jesus para fazer tendas e aqui ficar pelo resto da vida. Porém, extasiados por tudo isso, não sabemos o que dizemos. É necessário, antes, já que iluminados pela luz ali manifesta, descer o monte e ir comunicar esta graça aos demais que ainda não conheceram a Nosso Senhor, ou que o conheceram e deixaram-No escapar. É preciso que reencontrem a disposição da esposa dos cantares: "encontrei Aquele que meu coração ama e não O largarei". Mas, antes, encontremo-la nós! Deixamo-lo escapar quando pecamos mortalmente. Fiquemos com Ele e Ele ficará conosco.

Enfim, passado tudo, pergunto-me: aconteceu de fato? Sim. Aconteceu. Porém, a efemeridade destes momentos privilegiados nos lembra que ainda estamos no exílio e que a felicidade só será completa no outro mundo. O fato de termos de voltar às nossas vidas e à cruz de cada dia é também uma grande lição. Não ponhamos o fundamento da nossa vida neste mundo. O tempo é contínuo fluxo; não possui estabilidade. Fiar-nos nele para sermos felizes é como construir uma casa sobre a areia. É empresa fadada ao fracasso. Ponhamos nosso coração em Deus, façamos d'Ele o nosso tesouro, e estaremos firmes sobre a rocha.

Eu ia escrever ainda alguma coisa sobre as críticas que sujeitos fizeram à JMJ a ponto de desacreditá-la de todo. Mas, não. Já falei algo disso. Digo somente o seguinte: Há quem queira criticar tudo quando não se adéqua às suas próprias opiniões. Eis a própria definição da soberba. Esta, a fim de se afirmar, se disfarça com mil zelos e sutilezas. Mas quem quer que a conheça, lhe distingue os traços a quilômetros de distância. A virtude é natural, espontânea e reta. A soberba é afetada e dissimulada. Seus efeitos não visam adequar-se a nenhum objeto. Estes servem apenas de pretexto ou "causa justificadora". Na verdade, a soberba quer causar sensações pura e simplesmente. E para isto se disfarça. Um certo racionalismo a serviço do irracionalismo da busca por admiradores é muitíssimo comum. Não falta quem queira ser o último porta-voz do catolicismo, uma espécie de novo Elias. Para tal, recorrem a mil práticas devocionais, todas em latim, e se privam do contato contra os "leprosos" modernistas. Uma e outra dessas atitudes fortalecem a ilusão da assepsia. E se a soberba lhes corrói a alma, importa somente o externo, o aparente. 

Há mil coisas que aconteceram na JMJ e que eu não sei contar direito. Isto aqui é somente uma exposição sucinta, mais interior que exterior, de como foi a minha jornada. Quem quiser saber de algo mais específico, pergunte-me e estarei feliz em responder, se o souber.  

Para terminar, quero agradecer mais uma vez à boa alma que me proporcionou os meios para esta viagem e para as alegrias que lá tive. Que Deus a abençoe e recompense sem medida. Que a Virgem Maria nos conduza a todos. Pax.

Fábio Silvério.

Aviso: Estarei em Retiro


Caríssimos,

A partir de hoje, estarei em um retiro, pelo que o blog ficará sem postagens até eu voltar. Retomo, então, na quarta-feira, se Deus quiser. E como, neste dia, estaremos vivendo o início da Quaresma, gostaria de vos recomendar um livro - que já recomendei outros anos - e que, penso, poderá ser útil à vossa meditação.

Trata-se do Caminho dos Ascetas - Iniciação à Vida Espiritual, do escritor Tito Colliander. É um livro que traz a espiritualidade dos Padres do Deserto. E, embora seja uma obra relativamente curta, ela compensa na profundidade. E uma das suas grandes características é que ela oferece modos bem práticos de aplicação daquilo que o autor diz. Recomendo mesmo. Se se interessarem, façam somente o pequeno esforço de imprimir o livro. Para acessá-lo, cliquem na imagem abaixo.



Deixo-vos, enfim, com uma frase do livro e que deve ser aplicada já agora no Carnaval:

"Se confias em ti mesmo, serás derrubado de imediato, e perderás toda a vontade de continuar a luta."



Abraço. Que Deus nos abençoe e guarde. Que a Virgem Santíssima nos conduza.

Ad Iesum Per Mariam

Fábio

Estamos em Retiro


Pessoal, os Anjos de Adoração juntamente com este blog entram, hoje, em retiro. Pedimos, então, a todos vocês que nos acompanham que rezem por nós. E, para garantir que o farão, leiam o seguinte: Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco... Continuem por favor ^^

Peçam que a Graça de Deus esteja conosco e que tudo quanto aconteça em nosso retiro seja segundo a vontade de Deus. Por falar nisso, Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o Vosso nome... Continuem por favor ^^

Desde já agradecemos a correspondência aos nossos pedidos e, de nossa parte, pedimos que Deus os abençoe profusamente... Que a Virgem Santíssima nos conduza sempre. E, já que dela falamos: Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Retornaremos na segunda feira, se Deus quiser.

Ad Iesum Per Mariam

Grupo de Resgate Anjos de Adoração - GRAA

Pai Nosso, que estais nos céus...
Ave Maria, cheia de graça...
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo... ^^

Curso do Instituto Parresia: A Família no Plano de Deus


Pessoal, acontecerá, agora nos dias 26 e 27 de Novembro, na cidade de Maceió-AL, o Curso A Família no Plano de Deus, promovido pelo Instituto Parresia, da Comunidade Shalom.

O evento se dará no Seminário Arquidiocesano de Maceió, iniciando às 8h do dia 26. A inscrição é de apenas R$ 15,00. O curso será ministrado pela graduada em Filosofia e Teologia pela Facoltà di Teologia di Lugano (Suiça), Josefa Alves.

Na ocasião, será utilizado o documento Exortação Apostólica Familaris Consortio, do beato João Paulo II.

Aos que moram nas proximidades, recomendamos que façam o curso e o divulguem aos demais.

Maiores informações: (82) 3235-2624 / 8845-6873

Os problemas de alguns "retiros" - verdades que não podem ser ignoradas


É sempre assim: em muitos dos eventos, encontros, retiros que há por aí, sobretudo os que acontecem com jovens, a maior esperança é que os participantes consigam fazer experiências afetivas mais ou menos intensas. É o que a Psicologia chama de cartarse e que consiste numa liberação emocional que, sem dúvida alguma, pode dispor a pessoa a uma generosidade maior a ponto de investir a si mesma naquele caminho que lhe foi apresentado. Tudo bem... A catarse, em geral, faz bem. Mas... até aí, não há nada de especificamente espiritual.

O grande problema é que esta experiência emocional não raro se torna a grande finalidade, ao ponto de muitos chegarem a identificá-las com as ações de Deus. Disto resultam três coisas muito problemáticas: 1) a expectativa pessoal da ação divina fica restrita a um âmbito muito estreito e, em última instância, não necessariamente espiritual. As demais formas de intimidade com Deus (formas mais profundas e substanciais) são ignoradas e desprezadas. 2) Se se entende que Deus age pela liberação emocional que se pode ter, nada impedirá, a princípio, que o próprio sujeito "force" tais experiências, buscando provocá-las ou estendê-las, o que tanto prejudica a sinceridade da pessoa quanto compromete a sua constância, pois é óbvio que tais sentimentalismos não podem e não devem ser um contínuo na vida. A pessoa perde a sobriedade e fica cativa de quaisquer enganações, pois o critério que lhe ensinaram pode ser reproduzido, sem dificuldade, em qualquer lugar. Isto, inclusive, vai descambar na sensualidade. 3) O sujeito, forçando em si mesmo tais experiências e identificando a ação de Deus com elas, torna-se um egoísta, ocupado primeira e unicamente em satisfazer os próprios desejos "espirituais", sem atentar em nada mais alto. Por "mais  alto", essa pessoa geralmente entende "mais intenso" do ponto de vista da sensação.

Tudo isto, como já disse, é muito problemático e esconde, ainda, outras sutilezas, quase todas desinteressantes. Quem não perceberá que, neste contexto, pouca importância se dará ao campo preciso da Teologia? Por isto que é muito comum - comum demais - surgirem erros crassos nos discursos e pregações destes eventos. Depois, para muitos dos participantes, o retiro terá respondido uma questão fundamental da vida humana: "como eu posso chegar a Deus e viver com Ele?" Notem o seguinte: a pergunta é uma tensão que exige uma resposta. Enquanto há tensão, há busca. Porém, o retiro terá oferecido a muitos a resolução deste problema, o que lhes terá amortecido a dúvida. A questão é: terá sido esta resposta algo verdadeiro? Se não for, o problema agrava-se porque então não há mais busca e, portanto, o conhecimento desta verdade não mais buscada foi obstruído por um erro que se tomou por verdade.

Os que convivem neste meio - e eu já convivi por bastante tempo - conhecerão muitas pessoas que, não podendo reproduzir as tais experiências emocionais na vida cotidiana, começarão a transitar de encontro a encontro, de retiro a retiro, isentando-se de ter uma vida cristã no tempo ordinário. Será isto a vida santa que, muito inocentemente mas, também, irresponsavelmente, dizem aos berros que querem ter? Terá mesmo um cristão uma necessidade rigorosa de ficar reproduzindo sensações estomacais e arrepios para poder levar uma vida íntegra? Não, eu respondo. É claro que não. Um dos grandes problemas destes retiros é esse: lá, nos dois ou três dias, teremos muita gente convicta de que agora a coisa vai, agora vão tomar jeito. Porém, quando voltam à vida comum, em pouco tempo já estarão sentindo, de novo, o já tão conhecido descaso, a preguiça, os apelos da sensualidade, as correntes do egoísmo. E por quê? Porque o tal retiro, embora bem intencionado - não o duvido - pareceu ser, no fundo, mera distração, mera descontração, mera dinâmica de grupo, mero discurso levemente filosófico e moralista, mero cultivo de estados hipnóticos coletivos a partir da auto-sugestão dos participantes e, por fim, parece ter havido um certo tipo de superstição das emoções: "se eu senti foi bom; se eu senti bastante, foi muito bom; se eu não senti, não foi bom." Eis Deus reduzido a arrepios e espasmos. Eis a conversão apresentada como modo adocicado de viver. É óbvio, meus caros, que um tal "projeto de santidade" não vai longe. E se eu o denuncio aqui, não é simplesmente para acusá-los, mas para que os que trabalham com evangelização de jovens - e o GRAA também trabalha - atentem para estes problemas e comecem a dar importância àquilo que é "verdadeiramente verdadeiro". Vamos, então, à exposição de certas verdades que não podem ser ignoradas de modo nenhum na evangelização e que, não obstante a sua essencialidade, têm sido solenemente deixadas de lado para dar lugar aos gritos e trejeitos de pregadores de inspiração pentecostal protestante e que terminam por fazer confusão de tudo, dizer meio mundo de abobrinhas e, no final, ainda saem convictos de que são "pregadores da palavra". Não, não são... Sinto dizê-lo. Muitos deles são, no máximo, auto-enganadores; sujeitos inocentes que, à força de berros, passam a imagem de serem persuasivos. Neste tipo de contexto, uma frase profunda, cheia de sentido espiritual e dita com sobriedade é absolutamente ignorada, enquanto outra, non-sense, clichê, medíocre, mas dita aos berros e com bastante apelo emocional é capaz de arrancar lágrimas de alguém que, no fundo, não está preocupado em entender nada, mas quer apenas impressionar-se a cada momento. Não deixará passar, portanto, nenhuma oportunidade, ainda que não perceba o quão imbecil é recorrer a este tipo de subtefúrgio. 

Vamos lá, então.

A primeira coisa que estas pessoas têm de se preocupar é em dar uma visão correta de Deus e, naturalmente, da alma humana. Só que, dar esta visão correta supõe necessariamente conhecer esta visão correta. Em muitos casos, ela não será conhecida sequer pelos organizadores do encontro. Se isto acontece, isto é, se os pregadores e demais pessoas que estão a trabalhar num determinado evento pretensamente católico desconhecem quem seja Deus e o que seja o homem, a única coisa que pode se dar é o que foi dito por Nosso Senhor: "cegos que guiam cegos cairão todos no mesmo buraco". Um pretenso guia deve, naturalmente, conhecer o caminho e o  termo do caminho. Ora, este caminho não é outro senão o ensinado pela doutrina católica. Por que motivo, então, se faz tão facilmente, não somente abstração, mas até oposição a esta doutrina? Alguns dirão que o discurso teológico não é capaz de "tocar" o coração de iniciantes. Este tipo de alegação baseia-se num preconceito de fundo naturalista e esconde uma espécie de soberba e falta de fé. S. Paulo escreve, na primeira carta aos Coríntios, que não usava acréscimos nem suavizações nas pregações, para não desvirtuar a cruz de Cristo. (1,17) Isto demonstra que Paulo, como verdadeiro evangelizador que era, acreditava que a palavra de Deus, por si mesma, é dotada de força e de beleza. Ela atrai por natureza e, se mostrada em sua pureza, é apta para satisfazer os mais profundos anseios da alma humana. Não há que distorcer nada, portanto! Quando, ao contrário, queremos melhorar a coisa, torná-la mais deglutível, deixá-la mais emocional ou retirar as arestas mais incômodas do Evangelho, o que estamos fazendo é, simplesmente, revelando a nossa falta de Fé em Deus e supondo estupidamente que nós podemos ser os autores de um discurso mais maduro, mais eficaz. A auto-suficiência humana é, sem dúvida, sem fim.

Com isto, não estou a dizer que os "termos" utilizados precisam ser os mesmos termos técnicos da Teologia mais rebuscada. Não é preciso ler a Suma Teológica nas palestras a iniciantes. Mas, ainda que com uma linguagem simplificada e aproximada do cotidiano, não há que se desvirtuar o conteúdo preciso da pregação, sob pena de terminar por mostrar um "Deus" que é muito mais criação do homem do que seu Criador. E um "deus" que é segundo a nossa imagem e semelhança é, por força, uma ilusão, e uma ilusão não converte ninguém. É a verdade que liberta! E entendam aqui: a questão não está em manter simplesmente os nomes exatos das Pessoas da Trindade. Isto sempre se faz; o negócio é mostrar Deus como Ele é, segundo ensina a Doutrina Católica, a Verdade revelada pelo próprio Deus a respeito de Si mesmo.

Mas alguns costumam fazer uma distinção que pode ser um tanto ambígua: existe o discurso catequético, propriamente dito, e existe o que chamam de "discurso querigmático". A este último, atribuem um caráter mais espiritual e destinado à persuasão primeira daqueles que serão, pretende-se, os novos adeptos daquela proposta de vida. De fato, é possível aceitar esta distinção. Ela existe nos santos. Há um caso bastante ilustrativo disto: havia dois santos que se conheciam e dos quais agora não lembro o nome; um deles era bastante combativo no terreno da filosofia e da teologia mais técnica. Ele costumava vencer os hereges. No entanto, admitia: eu posso desmascarar as mentiras sutis no discurso herético. Mas, se a pessoa quiser converter-se, dirija-se ao outro. Isto pode parecer estranho para alguns, sobretudo para os que consideram que o único impedimento para a conversão de alguém está na compreensão errada de Deus. Porém, também existe, embora em menor número, aqueles outros casos de pessoas que compreendem a doutrina e os pontos mais importantes da Teologia e que, porém, não conseguem simplesmente aderir. Lembremos, caríssimos, que a Fé é um dom.

Pois bem. Uma certa distinção nos modos de expor o discurso cristão até existe, mas não pensemos que ambas sejam totalmente independentes, pois aí teríamos dois discursos essencialmente diferentes sobre um mesmo objeto, o que daria obviamente em contradição. O que acontece é que o discurso mais espiritual, destinado a acender o amor da alma para Deus, supõe necessariamente a retidão do discurso mais racional. Não é legítimo, portanto, sob pretexto de trabalho querigmático, ferir pontos da doutrina, pois a perfeição desta deve existir antes de um apelo afetivo. Lembremos que nas relações entre as potências da alma, o intelecto é anterior à vontade e esta age somente depois daquele. O intelecto encontra o objeto digno de amor e a vontade, só então, lhe investe o afeto. Por isto que a retidão da doutrina deve ser o suposto no discurso querigmático, pelo menos nos pontos mais essenciais.

Se este cuidado é tomado, não somente Deus será mostrado de modo coerente como, ainda, tal demonstração, sendo verdadeira, atingirá de modo muito mais profundo e direto a alma humana que é, em sua próprio natureza, essencialmente disposta para Deus.

Adentremos, agora, neste segundo ponto, e que eu penso ser quase tão sério quanto o primeiro equívoco. Se no campo da doutrina o negócio costuma ser problemático, quando consideramos o conhecimento da alma humana que essas pessoas geralmente têm, a coisa chega ao grau do risível. Não deixa de ser ridículo que estes pretensos guias pretendam conduzir outras almas sem sequer conhecer o que seja a alma humana. Se o leitor quiser ter uma pequena dimensão desta absurdidade, basta ler alguns tratados espirituais de alguns santos. Verão que o conhecimento do que seja a pessoa humana é essencial antes de alguém se arvorar o direito de guiar quem quer que seja. Se estes santos forem lidos, o leitor encontrará sutilezas da psicologia humana que os modernos sequer suspeitam. Em grande parte, o que acontece nos dias de hoje pode muito bem ser descrito por S. Paulo, quando escreve: "apartarão os ouvidos da verdade, e se darão ao prurido de novidades." Esta sede de novidade no homem moderno é tanta que ele parece pretender estabelecer uma nova ordem de coisas no mundo, inclusive uma nova estrutura da alma à força de um discurso medíocre repetido ao infinito. O que há é um idealismo exacerbado, mesmo dentro das igrejas. O que é dito não mais precisa adequar-se ao que existe anteriormente; agora, parece-se pretender que o que é dito é que molda o que existe. Nada mais falso, pois isto é pura e simplesmente uma revolução contra a verdade; a verdade que, segundo Jesus, é a causa da liberdade.

O maior ponto fraco que vejo nestes retiros e eventos é que as pessoas vendem a idéia de que, por causa de alguma experiência subjetiva, os participantes daquele final de semana amanhecerão, no outro dia, com uma vontade totalmente sadia e nunca mais inclinada ao erro. Eles até dizem que eles voltarão a um mundo que continua devasso e tal, mas parecem supor que aquelas pessoas terão forças de simplesmente se oporem e se tornarem heróis da santidade. Por que não dizem que, precisamente nas tentações, é a vontade humana que quererá cair? Os inocentes ficam a pensar que, na próxima tentação com que se depararem, eles vão lutar e vencer, mas ao fazê-lo, eles estão supondo uma vontade sadia, que não queira o que aquela má inclinação lhes sugere. Mas a inclinação ruim fará que justamente a vontade se volte em direção do erro! Isto porque a vontade humana é enferma! Para que readquira saúde perfeita, torna-se necessário entrar uma guerra que, muito além de um final de semana, deve ser estendida por toda a vida, sem tréguas! Além disto, este tipo de retiro não prepara a vontade sequer para uma semana, pois o que se vive lá, ao lado de pequenas privações, é um apelo às satisfações da sensibilidade, as mesmas que satisfazemos quando pecamos! Se as pessoas buscam grandes emoções fora da Igreja, nas drogas, no sexo desregrado, estes outros procuram convertê-los a partir de que? De grandes emoções! Objetarão que são emoções diferentes! De fato, muito diferentes, mas ambas estão a satisfazer a sensibilidade que, mais tarde menos tarde, quererá outras doses. Não podendo adquiri-las em contínuo no campo da espiritualidade, as forjará em outros campos, e não raro nos que pretendia ter deixado anteriormente. É que este tipo de coisa somente robustece o próprio egoísmo. A questão é que, por ser um pouco sutil - não muito -, estas pessoas dirão que isto que eu afirmo é falso. E de novo queremos apontar para a falta de tato destes pregadores e destes organizadores de eventos - pelo menos da maioria deles -, que só vêem o que lhes é absolutamente escancarado. Como querem conduzir almas se são míopes?

No início da vida espiritual autêntica, o sujeito deve animar-se a uma rigorosa ascese, que é um exercício da alma, também a partir do corpo, visando cortar os laços pecaminosos que foram cultivados ao longo de tanto tempo. E isto, antes de causar sensaçõezinhas agradáveis, é um negócio difícil, é árido, pois fere o egoísmo humano, desfaz apegos, retira falsas seguranças e falsas felicidades e provoca vazio. É por isto que Sto Antão dizia que o caminho da santidade não se abre senão a partir de um começo difícil. Por que raios este povo de hoje pensa que as coisas mudaram? Por que motivos no universo imaginam que Deus mudou ou que a alma humana tenha mudado? Por que raios pensam que, num mundo ainda mais depravado, as vias da santidade se tornaram milagrosamente mais fáceis? Se o caminho de Cristo fosse simplesmente o de experiências catárticas e de uma melosidade constante no trato com as coisas, teria ele chamado este percurso de "via estreita" e dito que são poucas as pessoas que a encontram? A partir destas constatações, entendemos que é no mínimo bastante equivocada a ideologia que subjaz a muitas destas propostas modernas de evangelização - muito bem intencionadas, não duvido, mas ingênuas.

Para educar a vontade, para que ela abandone seus apegos e volte-se a Deus para amá-Lo sobre todas as coisas e, n'Ele, amar todas as criaturas, é preciso um longo processo de mortificação e de combate da pessoa contra si mesma. Fazer pessoas acreditarem que a partir do outro dia tudo se resolverá magicamente é fadá-las à frustração. O máximo que conseguirão é fazê-las mais dóceis a estes encontros ou à idéia de Deus, o que permitirá que rezem um pouco e que abandonem hábitos muito graves que possam ter cultivado. Porém, os pequenos filhos da soberba distribuídos nas inclinações da alma, nos seus interesses, intenções, nos seus apegos; tudo isto se verá meio que imune a esta pretensa "santidade", pois nem o nível de profundidade nem o de sinceridade do sujeito alcança estas sutilezas. Quando digo "nível de sinceridade" não estou a afirmar que este povo é cafajeste ou totalmente dissimulado. A questão é que, para certos níveis de sinceridade, requer-se um correspondente nível de conhecimento de si mesmo. E isto falta a muita gente; daí a falta de profundidade, a inconstância e a mudança de resoluções tão comum quanto a mudança das fases da lua. As pessoas mais inconstantes são aquelas que estão como que no nível das sensações. Naturalmente, as sensações sendo muito mutáveis, estas pessoas também o serão, pois este será o critério para as suas decisões. Para o homem que se diz espiritual, porém, isto não é admissível. Requer-se profundidade. Se assim é, o que é que se deve esperar de pessoas que, num final de semana, aprenderam a identificar a ação de Deus justamente com as próprias sensações? Se nem a alma humana deve sofrer este grosseiro reducionismo, o que dizer de Deus?

Para que alguém se insira na vida espiritual de fato é preciso adotar um modo sistemático de mortificação. Deve, além disto, rezar bastante, o que é recomendado também nestes retiros. Mas, acima de tudo, deve aprender a cultivar a Graça na alma, e esta se perde com qualquer pecado mortal. Sem a Graça, os esforços que fazemos para a santidade se tornam incapazes de alcançar o seu termo. Negligenciar a Graça e, ainda assim, considerar a possibilidade da santidade é somente mais uma das mentiras da soberba que, de modo disfarçado, faz a alma pensar que, no fundo, tudo depende só dela e de sua maestria. Que modo há mais eficaz de enganar alguém? E esta é a grande razão pela qual tantas pessoas superficialmente bem intencionadas não conseguem avanços significativos e terminam desistindo, convencendo-se de que, no fundo, aquilo é impossível. Este tipo de desânimo é particularmente nocivo porque, além de arrefecer as boas intenções na alma, ainda lhe protegem contra futuras investidas do discurso religioso. Diante de uma pregação querigmática, o sujeito que já passou por isto tenderá a recusar aquela proposta, pois suporá que já conhece todo aquele processo e que isso, no fim, não funciona ou até nem existe. Resultado: o que, no início, começou como promessa ingênua de santidade termina, no fim, por ser garantia de ateísmo prático, proteção contra "ingenuidades espirituais". 

E o que me dirão? Que isto não existe? Que isto não acontece? 

E o que concluirão? Que este longo processo é tão somente casual? Não será, antes, fruto de uma orquestração? Não digo dos elaboradores do encontro ou do que quer que seja, mas de algo mais obscuro e que como que se mantém por trás das cortinas... Eu não descarto a possibilidade, sinceramente. Antes, a considero bastante provável.

Enfim, meus caros. Os evangelizadores não podem esquivar-se destas questões. São importantíssimas. Na verdade, são essenciais! Isso se queremos que a nossa intervenção não acabe por complicar ainda mais as coisas. Jesus já tinha dito: "sem mim nada podeis fazer." Tomemos cuidado com estas coisas e não queiramos inventar caminhos ou verdades alternativos. A Verdade é uma só e ela é, por sua própria natureza, bela, forte, atraente e capaz de enamorar qualquer alma humana que com ela tenha contato. Como S. João Batista, o nosso trabalho deve ser tão somente facilitar, aplainar o caminho para este encontro entre as almas e o sumamente amável Jesus.

Ad Iesum Per Mariam

Fábio

VII Aniversário GRAA


Pessoal, estamos já nos preparativos para o VII Aniversário do Grupo de Resgate Anjos de Adoração - GRAA. Mais uma vez, a comemoração se dará por meio de um retiro, que já está marcado para os dias 02, 03 e 04 de Dezembro do corrente ano. Uma semana, porém, antes do retiro propriamente dito, haverá uma prévia onde Ministério de Música Anjos de Adoração se apresentará, já introduzindo a espiritualidade do encontro.

O Tema do Retiro será: "Corações ao Alto".

Estamos ainda ajustando ainda vários detalhes, dentre os quais está a questão do local. Mas, tão logo decidamos todos estes pormenores, os comunicaremos neste espaço.

Naturalmente, como nos é típico, o retiro pretende ter uma ênfase contemplativa, seguindo, porém, a estrutura geral de encontros desta natureza: Pregações, Orações em Comum, Lectio Divina, Deserto, Santa Missa, Confissão, Adoração, Vigília e algumas novidades que introduziremos no retiro deste ano.

Muito provavelmente estarão conosco algumas irmãs da Fraternidade O Caminho, embora precisemos ainda confirmar isto.

Futuras novidades, as colocarei por aqui. Pedimos, então, aos interessados que pretendam fazer o retiro, que entrem em contato conosco o quanto antes. Poderão fazê-lo tanto deixando comentários aqui no blog, como pelo meu e-mail pessoal (cravosdeamor@yahoo.com.br) ou o do Breno, que é um dos nossos coordenadores (vidaecruz@hotmail.com).

Quanto aos demais, os nossos amigos de longe, pedimos encarecidamente as suas bondosas orações para que todo este retiro ocorra segundo a vontade divina e pela condução da Virgem Mãe de Deus.

Esvaziemos o nosso coração de todos os apegos e desejos rasteiros para que, animado pela Graça de Deus, ele possa se elevar ao alto, à contemplação da beleza divina, ao amor das realidades celestes. Ámen.

Grupo de Resgate Anjos de Adoração - GRAA

Pe. Paulo Ricardo: Rock in Rio e Orgulho dos Porcos

Acabei de assistir o Parresia abaixo, onde o Pe. Paulo Ricardo - sempre excelente - trata sobre o Rock in Rio e o culto da morte que ele promove. Advirto o seguinte: muito do que o Pe. Paulo fala neste video é plenamente aceitável somente se a pessoa já entende certos pressupostos, se já os assimilou. Para outros, porém, o seu discurso pode soar exagerado e meio que "saltado". Por causa disso, hesitei um pouco em disponibilizá-lo aqui. Recomendo somente que assistam o video inteiro e, se é o caso de alguém não concordar com certas conclusões do padre ou se lhe ficou algo não compreendido, não deixem de tirar suas dúvidas. Pax.


Sobre Missas-Shows e certos eventos que nem o demônio ousaria...

"Carniceiros", como os chama Nosso Senhor.
O que a Santa Missa é, na verdade...

Eu fico olhando este costume pavoroso que se tornou comum nos dias de hoje. Uma atitude tão profundamente cruel, tão nefasta e blasfema e que, não obstante sua fealdade suprema, tem tomado lugar frequentemente nos ambientes ditos católicos. Falo da instrumentalização do Santo Sacrifício da Missa para fins outros. Que terrível é que os padres não tenham mais a mínima noção da absoluta sacralidade da Liturgia Eucarística e saiam promovendo todo tipo de eventos e festas, pondo, às vezes, a Santa Missa em paralelo ou abaixo de outras atrações que sequer alcançam o nível básico da moralidade.

Dias atrás, presenciava eu um desses eventos. A Santa Missa acontecia sobre um palco, no extremo lado direito, num canto apagado. Ao centro, ia um telão. Depois do Sacrifício do Senhor, os presentes assistiriam um filme. Parecia, na verdade, que essa era a atração principal: o filme. Ali não se via nenhum cuidado com a Liturgia e as músicas se assemelhavam muito mais a um batidão. Qualquer sombra de verdadeira arte estava ausente. A dispersão dos presentes era total. Barracas, aos lados, vendiam churrascos e batatas fritas. Ninguém tinha a menor idéia do que estava a acontecer: um sacrilégio coletivo.

Por diversas vezes, eu li que a comunhão indigna é um pecado imensíssimo. No entanto, não há mais qualquer cuidado. Os padres não se importam em formar os fiéis; nunca falam do pecado mortal, não acompanham os poucos que ainda pretendem ter uma vida espiritual minimamente coerente. Os fiéis que querem seguir o catolicismo de modo absoluto devem se animar a dar passos solitários, guiando-se a si mesmos, formando-se a si mesmos, e sendo mal vistos a todo o tempo como pessoas suspeitas.

Uma tal de Missa dos Vaqueiros está aí a ser anunciada. Virá um cantor relativamente famoso para fazer a festa depois da Missa. É claro que os que comparecerão a este evento estarão visando sobretudo o show posterior. Sequer quero imaginar as disposições de alma dos que lá estarão, as estratégias de diversão, as roupas com que aparecerão na "mesa dos escarnecedores". E ai dos que criticarem este tipo de coisa; serão vistos como fanáticos, fundamentalistas, alienados e adeptos de qualquer modinha perigosa e inconveniente que não deve ter mais espaço nos nossos dias.

E lá se vão tantas e tantas comunhões sacrílegas de tantas almas em pecado mortal. E lá se vão tantos fragmentos da Eucaristia caindo pelo chão e sendo pisoteados nas danças imorais que se seguirão. E lá virá Nosso Senhor, de novo, dar-Se em sacrifício pelos seus, mas não ser por eles reconhecido, nem amado, nem adorado, nem sequer respeitado. A Missa torna-se como que atração cultural de abertura de um show estranho. Reduz-se o Calvário aos festejos típicos de uma certa região. Deixa de ser a Redenção do mundo, para ser uma comemoração vazia, uma simples agitação de cadáveres sem alma que tentam, à força de sacrilégios e barulhos fátuos, distraírem-se da própria nulidade, da ausência de sentido com que vivem. E, quando a Santa Missa poderia e deveria ser o encontro com o Cristo na Cruz, à semelhança dos feridos no deserto que olhavam para a Serpente de Bronze, alguns outros fazem questão de encobrir a cruz e brincar de reunião fraterna, com chapéus de festa, ao jeito de infantes irresponsáveis, com gritinhos e sons de berrantes; tudo isto para abafar, no alarido nonsense destes desesperados, o grito terrível dAquele que, pendente na Cruz, deu a vida por nós, nós que agimos como imbecis irresponsáveis e dignos mil vezes do inferno.

Advertiu São Paulo: "de Deus não se zomba". Eu gostaria muitíssimo de ver o braço absoluto de Nosso Senhor. Ando muitíssimo saturado disso tudo. Imensamente cansado... E toda essa bagunça tem repercussão na minha vida espiritual. Eu gostaria de ver pelo menos um traço da indignação do Senhor, mas Jesus tem um amor e uma paciência infinitos. Porém, a justiça será feita. E nenhum devasso escapará. 

**

PS.: 
* As profanações, nos dias de hoje, são ainda piores do que as piadas que os fariseus soltavam diante da Cruz. Naquela ocasião, Nosso Senhor pedia ao Pai para lhes perdoar, pois eles não sabiam o que faziam. Hoje,  porém, Jesus não poderia repetir tal petição.

* Este mascaramento do Sacrifício do Senhor impede, objetivamente, que as pessoas conheçam a Deus tal qual Ele é, isto é, impede que muitas pessoas se convertam, dando-lhes uma visão equivocada sobre Deus e Sua Igreja, ameaçando eternamente as suas almas. Se, na verdade, toda a ação da Igreja deveria se orientar para a glória de Deus e a salvação das almas, este tipo de brincadeira irresponsável impede um e outro. Só Deus poderia dizer o tamanho desta afronta.

* Ontem foi dia de Nossa Senhora da Salette. Ela, quando apareceu, falou-nos de tudo isso. Recomendo a leitura aqui. Peçamos ao Céu que nos socorra. E os que podem ter uma vida católica completa, agradeçam infinitamente e rezem por nosotros.

Fábio.

Prêmio Imprensa Maria Mariá - Agradecimentos

Bom, quero, enfim, agradecer direito pelo fato de termos ganho o Prêmio Imprensa Maria Mariá. A cerimônia de entrega aconteceu ontem, com uma estrutura que estava bem além do esperado.


Como nas minhas palavras de ontem, na hora do recebimento do Troféu Imprensa, quero agradecer, antes de tudo, a Nosso Senhor que é a razão deste nosso trabalho de apostolado. Ele, que é o autor da nossa existência e de tudo quanto de bom podemos ter, é ainda Aquele que nos inspira e motiva a alimentar frequentemente este blog. Tudo o que, ao contrário, não puder ser visto, neste espaço, como um suspiro de amor pelo Verbo divino, que seja tido como irrelevante e digno de desprezo.

Em seguida, quero agradecer ao Clesivaldo Mizael, que foi quem concebeu por primeiro toda a idéia do evento. Realmente, repito uma terceira vez, uma idéia muito feliz e que vem valorizar o nosso esforço e empenho, enquanto blogueiros e difusores de saberes. Além do seu mérito de idealizador do Prêmio, merece ainda dignos elogios pela belíssima organização, não só da noite de ontem, objeto maior das nossas expectativas e, naturalmente, termo de todo este processo, mas também pelo trabalho no percurso destes, se não me engano, três meses.

Eu, na hora do recebimento do Troféu Imprensa Maria Mariá
Este foi um evento que, sem dúvida, extrapolou o âmbito municipal, tendo sido repercutido a nível estadual - talvez até nacional - e fazendo com que a cidade de União dos Palmares, mais uma vez, apareça neste cenário mais amplo como um centro irradiador de cultura e conhecimento. Nossa cidade já é bastante conhecida tanto pela sua história, pelos seus negros, pelas suas lutas, pela Serra da Barriga, como pelos seus poetas e escritores, como Jorge de Lima, Maria Mariá, dentre outros tantos nomes que honram este lugar. Mas é também um expoente a nível nacional pelo seu potencial matemático e pelo seu altíssimo nível artístico. E agora, novamente, União se faz ver a partir do trabalho de homens, mulheres, meninos e meninas que, com seus blogs e sites, tratando de política, religião, poesia, história, se destacam como seres pensantes, formadores de opinião e protagonistas destes diversos discursos.


Antes de ir ao evento, eu ficava pensando nisso tudo. E fiz uma interessante analogia desta nossa cidade, localizada no interior de Alagoas, um estado conhecido pelo seu alto nível de analfabetismo e violência e que tende a ser visto, de modo muito frequente, e sob lentes preconceituosas, como um lugar de gente atrasada. De fato, a educação no Estado não é mesmo das melhores. Mas eu lembrava que, há dois mil anos, algo semelhante foi dito de uma cidadezinha na Galiléia, chamada Nazaré: "Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?" E, no entanto, foi lá onde viveu a Virgem Maria e Nosso Senhor Jesus Cristo nos seus primeiros trinta anos. Se alguém, hoje, perguntar ironicamente: "Pode vir alguma coisa de União?", dentre outras coisas, poderemos apresentar-lhes a nossa história, os nossos músicos, os nossos poetas, intelectuais e, por que não, os nossos blogueiros.

A fotógrafa do GRAA, a Rafaely, tava tão emocionada que a foto saiu  assim.
Voltando ao evento, agradeço também a todos os demais concorrentes das diversas categorias. Aquilo que eu dizia ontem, na minha curta fala, de que eu me senti honrado de fazer parte desta festa, não foi mera demagogia. De fato, fiquei muito feliz em estar concorrendo com tanta gente boa e inteligente. Algum tempo atrás, uns amigos nos acusavam, a nós católicos, de uma certa subestimação dos demais, como se os víssemos de cima para baixo. Isto absolutamente não é verdade. De fato, como católicos, sustentamos a idéia da vocação universal dos homens à religião cristã. Isto significa dizer que, em nosso discurso, todos os que não têm um catolicismo prático andam como que fora dos trilhos. Mas isto não significa, de modo algum, que nos sintamos superiores; diríamos que nos sabemos mais felizes, talvez. Portanto, a honra da qual eu afirmei estar animado pelo evento de ontem foi muito verdadeira. Alguns outros, ainda, nos criticam porque não participamos de certos outros acontecimentos, e isto lhes parece reafirmar o nosso senso de superioridade ou, também, a nossa alienação. Se não participamos de certas coisas, isto pode ser por falta de tempo - o que é muito comum - ou, ainda, por não partilharmos de certas ideologias, muito frequentes como pano de fundo de certas mobilizações. Mas isto, mais uma vez, não faz que nós, Anjos de Adoração, cultivemos qualquer sentimento de sobrestimação de nós mesmos. Eu, particularmente, posso me dizer fã de certos personagens deste nosso meio cultural, e ficaria imensamente feliz de partilhar um trabalho contínuo com estes. Portanto, quero realmente elogiar - de coração, Deus o sabe - a todos os que fizeram parte desta festa belíssima, e dizer, mais uma vez, que nos sentimos honrados, compreendendo que o nosso trabalho - do GRAA - é, ainda, modesto, reconhecendo, ao mesmo tempo, o empenho e o valor de todos estes que concorreram ao prêmio. Todos nós, participantes, podemos nos dizer vencedores, pois este evento deu-nos visibiliade, e é isto, talvez, o que precisamos para que a eficácia do que fazemos se estenda mais e mais.

Percebam o nosso talento para fotografias. Não é fácil dar esse efeito levemente embaçado...

Quero, também, agradecer aos nosso votantes. É claro que, sem vocês, o blog não teria vencido. Eu não me envergonho, de nenhum modo, de ter feito campanha. Fiz mesmo! E isto, penso, demonstrou também como valorizei todo este trabalho. E quero agradecer, imensamente, aos que escolheram o nosso blog. Mesmo aquelas pessoas de tão longe. Este prêmio é, também, para todos vocês. Isto nos estimula a, dentro deste serviço primeiro a Nosso Senhor, querer melhorar a qualidade do que fazemos para que, também vocês, possam se beneficiar. Como já sabem, a nossa proposta com este blog pode ser resumida em dois pontos: a glória de Deus e a salvação das almas. Ambas enveredam pela defesa sistemática da Santa Igreja, tão difamada hoje em dia, tão caluniada por quem não se deu ao esforço de fazer mais do que assistir o Super Pop ou frequentar aulas de cursinho pré-vestibular. É por isto que fazemos circular textos, sejam espirituais - que é a nossa tônica, pois somos um grupo contemplativo - sejam filosóficos, teológicos, históricos, poéticos, e até, vez ou outra, jornalísticos. Então, mais uma vez, obrigado. Deus os abençoe profusamente e que tudo isto sirva para Sua maior glória e para a promoção da Sua Igreja, a Católica Apostólica Romana - dizemos sem medo e sem escrúpulos. Somos inimigos do falso irenismo, aquela falsa paz e concórdia que se adquire em detrimento da clareza com a verdade.

Agradecemos, ainda, aos que compuseram o Juri Acadêmico e que, após diligente exame dos blogs, premiaram também este nosso sítio virtual. A partir desta premiação, estarei mais atento e cuidadoso com estas questões de layout. Eu mesmo considero meio excessivo a quantidade de informações que ponho na lateral. E foi, sobretudo, a notícia de que seria avaliado também neste aspecto, que me fez pensar nestes pontos. Mas, muito obrigado pela vossa escolha que nos concedeu o Selo Imprensa da Liberdade. Que Deus os abençoe e que a Virgem Maria os conduza e os converta ^^.

E agradeço, por fim, ao Grupo de Resgate Anjos de Adoração que, de modo algum, é feito só por mim. Como os amigos podem ver, sou eu quem faz a imensa maioria das postagens; quase a totalidade delas. Mas, de nenhum modo esgoto o grupo. Hoje somos nove integrantes e é por eu estar com eles, meus amigos irmãos, íntimos de combates, conhecedores de minhas mazelas e virtudes, com quem posso contar a toda hora e com quem aprendo tanto; é por estar entre eles que posso vir aqui e estudar, e ler, e escrever, e transcrever, e parodiar, e ironizar e falar bobices, às vezes. Eu posso dizer que tudo o que sou, devo à Santa Igreja. E, dentro disto, estes meus irmãos de caminhada têm um papel fundamental. A gente se empurra, a gente se levanta, a gente se abraça, a gente se compreende, a gente se corrige, a gente se ensina. Portanto, estes prêmios que recebemos vão para todos os que fazem o grupo. Obrigado por me permitirem cuidar deste espaço. É uma alegria poder estar entre vocês. Que Deus nos conduza à santidade.

Enfim, termino dizendo que fiquei imensamente feliz pela premiação e entendendo que este evento foi, sobretudo, uma valorização do nosso trabalho enquanto blogueiros palmarinos, uma confraternização entre os diversos sujeitos difusores do saber nestas bandas interioranas de Alagoas; em suma, uma união, como o sugere o nome da nossa cidade, entre estes que são, como já dizia alguém, não o futuro, mas o presente do Brasil.

Nesta foto, eu em um êxtase após a treva divina de Pseudo Dionísio Areopagita
ter se fundido com a Lumen Gloriae num movimento retilíneo uniforme na vertical
disparado pelo mindinho da mão direita do corpo glorioso de Jesus que repousava no centro do 3º céu


Que Deus nos abençoe e que a Virgem nos guarde.

Pax.

Fábio.

Prêmio Imprensa Maria Mariá - Algumas Informações


Pessoal, acabei de vir de uma reunião com os organizadores do Prêmio Imprensa Maria Mariá e os demais concorrentes. Ponho, as seguir, algumas informações.

Haverá uma cerimônia de premiação que ocorrerá neste sábado (15/09). Na ocasião, serão entregues os prêmios e certificados. Contaremos com a presença de jornalistas e outros profissionais da área que conduzirão o evento. Além da premiação provinda da votação pública, os blogs concorrentes serão avaliados por jurados que levarão em conta, sobretudo, dois critérios: o layout e o conteúdo. Então, haverá um segundo prêmio cujos vencedores só serão conhecidos no momento.

A cerimônia será transmitida virtualmente pela Tv Oxente. A qualidade da imagem não é muito boa, pois eles estão em reconstrução. Mas dá pra ver, né? rs... E o resto é surpresa até pra mim, rs... 

Bom, por ora, acho que é isso. Deixarei para agradecer devidamente aos nossos votantes posteriormente. Mas, desde já, que Deus os abençoe. Pax.

A TL levanta a cabeça peçonhenta


A Teologia da Libertação (TL) parece que tem vivido uma espécie de ascensão. Não que tivesse abandonado o campo de atuação, mas parecia ter se revestido de uma espécie de discrição - estratégica, claro -, embora não tenha logrado ocultar sua perniciosa presença aos olhos dos atentos. O negócio é que a TL foca as massas que, verdade seja dita, é constituída de incautos, como ovelhas indefesas diante destes sofismas filosóficos e teológicos. Os pastores, em grande parte, capitularam da Fé e passaram a labutar ao lado dos inimigos. Neste terreno, é muito fácil tornar-se lobo também.

No último folheto litúrgico da Paulus, aquele que a gente usa na Santa Missa, o Pe. J.B. Libâneo nos saudou, de novo, com a cantilena marxista, só que de um modo menos tímido. O nome de Boff até apareceu no texto como um representante do que este padre sem siso chama de "teólogos sérios". O artigo ainda elogiava safadamente a secularização em oposição à fé tradicional e cantava loas aos militantes ateus em sua heróica dedicação por uma sociedade "mais justa". Leia sobre isso aqui e aqui. Mas que porcaria, Pe. Libâneo! Só não lhe digo umas boas porque o senhor, a contragosto, é padre. Mas o senhor merecia uns bons gritos, no mínimo! E, como bem detalha o Frei Rojão, o texto traz no roda-pé a aprovação da CNBB, que estou quase a chamar "CNB do B", como já o fazem alguns.

Além disto, o Brasil, em outubro de 2012, sediará um Congresso Internacional sobre a Teologia da Libertação, e que contará com presenças ilustres como o já supra-citado ex-frei Boff, o Pe. Gutierrez e outros gurus da esquerda [anti]católica. O evento pretenderá celebrar os 50 anos do Concílio Vaticano II e os 40 anos do livro "Teologia da Libertação. Perspectivas" do Pe. Gutierrez.  Leia aqui.

Com este contexto, não espantaria se o mundo acabasse mesmo no ano que vem. ^^

Já não me espanta mais que a CNBB viva a promover esses eventos. Mas é importante que os fiéis entendam que a CNBB realmente - e demorei pra me convencer disso - luta, conscientemente, CONTRA a Fé Católica, perseverando obstinadamente numa insubmissão ao Papa, numa revolta mesmo, reduzindo toda a Fé Católica a um instrumental a ser usado em prol dos pressupostos socialistas. E isto quando a Igreja já se pronunciou diversas vezes contra a Teologia da Libertação. Ou seja! Não é ignorância da CNBB e desses outros! É rebeldia pura e simples! É o "non serviam" da antiga serpente e a que esse povo anda, já, tão habituado. 

A minha dúvida é saber porque o Papa não condena, de vez e dogmaticamente, esse erro infernal. Alguns vão dizer que isto contraria o modo do CVII, mas afirmá-lo é contrapor este concílio a toda a história da Igreja. Se há, de fato, uma hermenêutica da continuidade, nada impediria de levantar uma anátema neste caso, pois é muito conhecido o prejuízo que este erro luciferino - a TL - tem causado, já há longo tempo, na Igreja.

Alguns dizem que o agonizante, próximo à morte, costuma ter uma súbita melhora, como se a saúde o visitasse uma última vez. Me agradaria se esse fosse o caso dessa heresia. Que a Virgem Santíssima se encarregue de esmagar de vez esse mal.

Que São Miguel Arcanjo combata por nós.

Fábio

Atrevei-vos a ser santos!


Quando me ponho a ver algo desses videos e o que o papa tem dito a nós, jovens, a minha alma reverbera e gostaria de encará-lo nos olhos e jurar-lhe, como Doce Sombra de Cristo que é, fidelidade por toda a vida. Amo o Papa. Que Deus lhe conceda muitos anos de vida ainda! 

Amo a Santa Igreja. Sem Ela, eu não sou nada. Viva à Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Nela quero viver e morrer. Glória a Cristo Rei!

"Queridos jovens, escutai verdadeiramente as palavras do Senhor, para que sejam em vós «espírito e vida» (Jo 6, 63), raízes que alimentam o vosso ser, linhas de conduta que nos assemelham à pessoa de Cristo, sendo pobres de espírito, famintos de justiça, misericordiosos, puros de coração, amantes da paz. Escutai-as frequentemente cada dia, como se faz com o único Amigo que não engana e com o qual queremos partilhar o caminho da vida." (Discurso do Santo Padre na Praça de Cibeles, 11 de Agosto de 2011)

Devemos ser cristãos antes que católicos?


Ontem, no encerramento dos festejos de Santa Maria Madalena, uma banda musical que todos juram ser católica, já no desfecho da procissão, arriscou soltar uma flatulência teológica: "e não esqueçam que nós devemos, antes de ser católicos, ser primeiro cristãos". É interessante como sempre estou sem estilingue nessas situações. Seria uma conspiração do outro mundo? rs.. Acho que deve ser porque eu não tenho um.

Agora, detalhe: ao lado do nosso relinchador estava simplesmente um padre, e de braços dados com esse representante da teologia moderna! Por isso eu defendo que, além da formação teológica e filosófica - que, sejamos sinceros, não vai bem - os seminários deveriam formar em defesa pessoal! Deveriam aprender arte marcial tradicional pois, também aqui, o tradicional é melhor. rs...

No entanto, de nada serviria estar fisicamente preparado para golpes eficientes se, filosófica e teologicamente, os sacerdotes não percebem o problema da afirmação do rapaz. E também por isto, ninguém ao redor parecia incomodar-se com aquele ensinamento típico de quem não teve os rudimentos da catequese. Ao contrário, uma senhora, algum tempo depois, reforçou a mesma coisa que o rapaz tinha dito. E, neste contexto, a gente fica se perguntando sobre a compreensão que a maioria dos assim chamados católicos têm da própria Fé. Se ao menos parassem de ler os gibis dos favos, dos chalitas, dos curys, dos boffs, dos helders, dos bettos, etc, etc...

Eu sei que pode parecer um tanto forte, mas não tenho medo de afirmar tranquilamente que, enquanto um sujeito assim sustenta uma posição tão descabida, está simplesmente impedido de saber o que seja a santidade e de alcançá-la. Ora, se é fato que ele, não somente é católico, mas existe precisamente para ser santo - é este o motivo pelo qual Deus o sustenta nesta vida - então podemos compreender como uma crença assim romântica, bem ao gosto de todo mundo - sobretudo do diabo -, bem relativista e aparentemente cordial torna-se o impedimento da sua realização como ser humano. E isto é sério! Bem mais do que parece.

Charmar-me-ão dramático! Rs... Por muito menos, S. João da Cruz usa termos como "impedimento total" para a união com Deus. Mas, a fim de evitar que os leitores mais "tolerantes" rasguem suas vestes diante desta página virtual, expliquemos o que se dá nesta proposição disparatada do rapaz que, sinceramente, ainda não é católico. Lembremos que o dom da Fé, que é Virtude Teologal e não mero assentimento à versão pessoal da vizinha, perde-se com qualquer explícita negação de um ponto essencial da Doutrina. E é o caso. Vamos lá.

Catolicidade e Cristianismo não são coisas diversas, mas uma e a mesma realidade. Ser católico é ser cristão e - pasmem - vice versa. S. Paulo refere-se, nas suas cartas, a "uma só Fé, um só batismo e um só Senhor". Disto se segue que, para tal, uma só Igreja é legítima. A diversidade de seitas produz uma diversidade de credos, de batismos e de senhores - ainda que estas construções mantenham um só nome comum - e isto, creio, é evidente. Portanto, distancia-se totalmente do ensino de S. Paulo. Os católicos, nos inícios da Igreja, eram designados pelo nome genérico de cristandade. Os protestantes - ô tempo bom - não existiam e os hereges eram combatidos com rigor. Este combate teológico ganhava legitimidade porque, então, a Verdade, ela mesma, se tinha feito Carne, habitado entre nós e nos comunicado a Sua vida. Defendê-la e ensiná-la, portanto, era um imperativo: "Ide e ensinai".

Então nós temos, neste contexto, a Verdade e as doutrinas que divergem dela. Estas doutrinas podem ser entendidas como precursoras da Verdade ou como impedimentos para ela. De um modo ou de outro, a Verdade deve substituir-lhes, assumindo e promovendo, claro, aquilo que, nestes corpos doutrinais alternativos, não lhe fosse oposto e até lhe facilitasse na sistematização do seu discurso. Tal é, por exemplo, a relação entre a Fé cristã e a Filosofia grega.

É evidente que a verdade deve gozar de superioridade. Igualá-la ao erro é desrespeitá-la. A verdade é, por natureza, exclusiva. O nosso século, no entanto, se auto-proclamando o século do diálogo, tende a relativizar tudo, sob o pretexto de não desagradar as partes. Mas, ora! Que tipo de sinceridade é esta? É claro que, num tal ambiente ideológico, a verdade não respira e torna-se, pelas implicâncias de sua própria natureza, algo que se deve evitar, que se deve negar. O relativismo é o desrespeito para com a verdade. E relativismo, no âmbito religioso, significa pôr em pé de igualdade todas as propostas doutrinais, por mais diversas e até contraditórias que sejam. Um sujeito que aceite aderir a esta sopa não pode querer receber o qualificativo de cristão de forma justa, pois Jesus, Ele mesmo, nos disse: "Eu sou a Verdade". O que há nesta curta afirmação de não entendível?

O protestantismo surge como negação de verdades católicas, e, para a Igreja Católica, suas verdades não são produto de um mero esforço humano, uma construção puramente cultural e, por isso, contingente. Não. Para a Igreja, sua doutrina é revelada, isto é, foi-nos dada por Deus e, disto se segue que seja perfeita e, por isso, imutável. Alguém pode não querer aderir a isto, mas então não se afirme católico, oras! A Igreja não obriga ninguém a sê-lo. No entanto, os que são, ao menos façam o mínimo esforço para saber o que Ela diz a respeito de si mesma.

Ora, se a Igreja crê que a sua doutrina é perfeita e diz a verdade infalivelmente, então, tudo o que dela se afaste implica em erro. Alguém poderá reclamar da suposta pretensão dos católicos de possuírem a verdade. Mas não nos poderá chamar incorentes porque agimos assim. Incoerência é a desse rapaz que vomita besteiras sem a mínima dimensão do que está dizendo e pretendendo-se, com esse discursozinho, ser um representante do verdadeiro catolicismo, visto que tais clichês pretendem ser reprimendas para os ditos "católicos obscuros", quadrados, medievais, etc. Percebe-se, desse modo, que o aparente discurso da tolerância universal é tolerância somente com o erro e, de outro lado, intolerância pura e simples com a verdade.

Estar com Cristo é estar com a Igreja Católica, e foi o que Ele mesmo disse: "Quem vos ouve, a Mim ouve; quem vos rejeita, a Mim rejeita". Lutero, portanto, rejeitou a Nosso Senhor, e com ele todos os que se inspiraram na sua desobediência mal travestida de devoção. Ser plenamente cristão identifica-se, então, com ser católico e ser católico identifica-se com ser cristão. Isso é catolicismo. Se alguém quiser defender coisa diversa, que o faça, mas não se pretenda católico depois disso.

Sem a Verdade, não haverá vida espiritual. Sem o dom da Fé, íntegra e pura, não haverá Esperança teologal e nem Caridade, o que é terrível. E, sem a Caridade, como nos diz S. Paulo, tudo é nada. É possível desenvover virtudes morais, ainda que fora dos limites católicos, pois todos partilhamos de uma mesma natureza humana que traz, escrita em si, a Lei Natural que nos orienta, a grosso modo, sobre o que seja uma conduta correta.

Só que isto está anos luz abaixo do que seja a santidade propriamente dita. E sem entender o que seja a Igreja, sem corrigir este conceito disparatado, este rapaz não chegará lá. A santidade só é possível na Verdade. Alguém poderá dizer: "mas Deus pode, levando-lhe em consideração a inocência, conduzir-lhe." Pode, claro. Mas, se tal acontecer - o que geralmente se dá de forma ordinária, isto é, por uma  real formação doutrinal e não por um "êxtase" numa reunião carismática -, com certeza, no meio do processo, o rapaz terá de corrigir a sua visão sobre a Igreja. E isso é regra! Ninguém vai a Deus pela mentira.

E quem ama a Igreja não pode deixar de sentir uma tristeza quando, no meio de um evento assim católico, estas discrepâncias surgem e são acolhidas como produto sublime da Fé. Sinto muito, mas em vários meios católicos a formação catequética tornou-se o que de menos importa. Seguindo a linha individualista protestante, cada um tem acolhido as verdades que lhe soam bem, que lhe agradam pessoalmente e é geralmente esta sopa disforme que nos é mostrada - seja na TV, seja em passeatas, retiros, etc - sob o nome de catolicismo.

Que a Virgem Santíssima socorra a Igreja de Seu Filho.

Fábio

Parece que vou ver o Papa em 2011!!!!!


Pessoal, soube ontem que há uma não só possibilidade, mas real probabilidade de eu ir a Roma, ver o Papa na próxima Semana Santa! De verdade! Trata-se do Univ, um encontro de universitários que começou a partir da iniciativa de S. Josemaria Escrivá.

Acontece que o Claudemir, de quem vez ou outra falo aqui no blog e que, vez ou outra também, comenta por aqui, está de visita a estas terras de sua origem. E, conversando com o Ânderson (um dos GRAAs) sobre o referido evento, convenceu-o a ir. Eu, nada discreto, pedi modestamente que me levassem no bolso e, conversa vai, conversa vem, parece que vou mesmo! (no bolso não, que não cabe...rs...)

Serão 10 dias na Cidade Eterna onde, segundo o Claudemir (que é famoso e sabe o que diz..kk), teremos certamente a oportunidade de beijar a mão do Santo Padre! eeehhhhh!!!!

Escrevo aqui no blog para partilhar com os amigos esta grande felicidade e para pedir também, desde já (não podemos perder tempo) as suas orações para que tudo dê certo! Aiai! Só de pensar em assistir a Vigília Pascal em Roma! Parece coisa de outro mundo!

Enfim, que dê tudo certo! Feliz! Pax!

Veja: http://www.univforum.org/home.php?idi=4
http://univ2011.blogspot.com/

Estranhices na "terra de zumbi"...


Estes dias aconteceram muitas coisas estranhas por aqui, desde um convite para fazer um retiro junto com a RCC até a entrada de membros do candomblé na Santa Missa, no dia 11 de Novembro, enquanto cantavam algo lá deles que eu não entendia. Detalhe: o padre também vestia uma túnica personalizada...rs

Bom.. Depois, com mais tempo, eu comento mais sobre estas coisas, sobretudo a respeito da profanação do Santo Sacrifício da Missa, a conivência de vários padres e a ideologia errada e perniciosa que há por trás.

Por ora, ficam os seguintes links como recomendação:

Belíssimo discurso do Santo Padre aos bispos brasileiros do Regional Norte II em visita "Ad limina Apostolorum" - 15 de abril de 2010
Dica para celebrações com inculturação

A um mês do Niver do GRAA



Estamos a um mês do 6º aniversário do nosso grupo. É agora que começam as divulgações mais massivas e organizadas. Como não poderia deixar de ser, queremos divulgar este retiro também aqui no blog e pedir que os amigos, pelo menos os mais próximos na geografia, também se dediquem a este trabalho de divulgação.

Na ocasião, teremos, embora ainda não sejam presenças confirmadas, momentos com a Ir. Sandra, de Maceió e com as irmãs da Fraternidade O Caminho. Tentaremos, também, trazer o Pe. Nilton, de Santana do Mundaú, para a celebração da Santa Missa e confissão dos presentes.

Contamos mesmo com as orações de todos, pois as necessitamos.
Que tal começar agora e rezar uma Ave-Maria por nós?
Que a Virgem Santíssima os guarde e conduza.

Grupo de Resgate Anjos de Adoração - GRAA

Missa dos Vaqueiros e Festa no Inferno

Alguns dias após a dita "Missa dos Vaqueiros", andei escutando comentários aqui e ali sobre o evento. Eu não quis saber dos pormenores, porque o pouco que soube já deu pra causar grande indignação na minha alma.

Primeiramente é preciso reconhecer que algo desta natureza não tem razão de ser propriamente religiosa. Digam o que disserem: não tem! Pode ser qualquer outra coisa: invenção disparatada, resgate cultural, politicagem, respeito humano, o que for.. Não é, sem dúvida, fruto do amor pelos vaqueiros e muito menos por Jesus.

Esqueceram, por acaso, do que está escrito: "de Deus não se zomba"? E o incrível é que tais missas profanadoras vão acontecendo em conjunto, em vários locais no mundo, o que denuncia uma aparente estratégia infernal, literalmente falando. Exagero meu? rs..

Dentre as pequenas coisas que eu soube: todas as músicas na referida missa foram cantadas no ritmo do forró. Inclusive o "Cordeiro de Deus" foi cantado na mesma melodia da "Asa Branca" de Luiz Gonzaga. Soube ainda que todas as canções foram meio que personalizadas, devendo conter a palavra "vaqueiros" na letra.

Ao término da missa, veio o momento, na verdade, mais esperado (na prática, o evento principal), que foi um show com vários grupos musicais que não faço questão de saber quais foram. Somente quero fazer notar que, no mesmo lugar em que se deu o sacrifício de Cristo, já tão profanado, fizeram-se presentes meninas seminuas que dançavam obscenamente ao som de músicas cujas letras não menos indignas eram arrotadas numa cacofonia infernal.

Qualquer pessoa de boa vontade e que se dê à mínima reflexão haverá de perceber a profunda inconveniência de uma coisa dessas. Um tal disparate clama aos céus e deve provocar a indignação de qualquer um que ame minimamente a Nosso Senhor. 

O infeliz evento se realizará, pretende-se, uma vez ao ano.. Isso se a Virgem Santíssima se mantiver sustentando o braço terrível do Seu Filho...

Não coloquei nem foto aí pra não dar náuseas.

Miserere Nobis...
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