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Por que o católico não pode votar no PT? Ou vote e ganhe de brinde duas excomunhões.


Estamos numa época intensa de disputa eleitoral. O país todo veste suas camisas, faz seus apelos; debates vivos surgem aqui e ali. No entanto, dado o atual estado de coisas, o católico só pode ter uma opção: não votar no PT.

Tenho visto amigos em dúvida. Outros declaram abertamente adesão ao Partido dos Trabalhadores. Até padres revelam intenção de votar na senhora Dilma. E, não obstante, há sérios impedimentos que vedam ao católico esta possibilidade. Entendamos quais são eles:

Primeiramente, o PT é um partido abortista. Isso se vê de vários modos. Mas, apenas para ficar em um ou outro, voltemos ao ocorrido em 2009, quando o PT puniu dois dos seus deputados - Luiz Bassuma e Henrique Afonso - pelo crime nefando de se declararem contrários à descriminalização do aborto. Veja aqui.

Isso está de acordo com o Estatuto do PT, onde se esclarece que um integrante do partido deve estar "previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato", e, ainda, que um candidato que desobedecer alguma dessas normas ou resoluções "será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato" (Estatuto do PT, art. 140, §1 e 2Leia o Estatuto na íntegra aqui. O citado está na página 34.

Dentre as resoluções que vinculam obrigatoriamente os candidatos do Partido, há uma, aprovada no 3º Congresso do PT, ocorrido em agosto e setembro de 2007, onde se propugna a "defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento à [sic] todos os casos no serviço público" dando às mulheres o direito de "assim optarem", tornando o aborto factível a partir de uma simples deliberação. As resoluções deste Congresso podem ser vistas aqui, sendo que o referido se encontra na página 82.

Além disso, é digno de nota o lamento feito pelo PT pelo fato de, já no corrente ano, terem-se elegido muitos parlamentares conservadores, aos quais o PT chama de "extrema-direita" - tudo o que não concorde com eles é extrema-direita. E o grande motivo disso é que tal estrutura "jurássica" do Congresso dificultará discussões sobre as uniões homoafetivas, a legalização da maconha, e o aborto. Veja aqui.

Se se quiser, ainda, comprovar a sanha abortista e imoral desse partido, com o qual um católico não pode, em situação alguma, coadunar, leia-se o Plano Nacional de Direitos Humanos 3, o PNHD-3, defendido pelo PT, onde, dentre outras coisas, se diz:

- "Considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde" e, mais abaixo, "recomenda-se ao Poder Legislativo a adequação do Código Penal para a descriminalização do aborto; (Diretriz 9, Objetivo Estratégico III, letra G)

- "Implementar mecanismos de monitoramento dos serviços de atendimento ao aborto legalmente autorizado, garantindo seu cumprimento e facilidade de acesso." (Diretriz 17, Objetivo Estratégico II, letra G)

Leia o PNHD-3 na íntegra aqui.

Veja ainda aqui o Dr. Yves Gandra falando a respeito desse Plano, já antecipando um pouco o segundo motivo pelo qual um católico não pode votar no PT: a tentativa de comunistizar o Brasil.



O aborto é um crime absurdo onde se mata o infante indefeso que está sendo gestado. Essas políticas de descriminalização tentam realizar uma revolução semântica em termos como "direitos reprodutivos", "violência sexual" ou "planejamento familiar", a fim de que tais expressões, ao mesmo tempo em que se isentam de causar reações adversas nas pessoas, incluam realidades como o suposto direito ao aborto. O Pe. Sanahuja explica: "mudar o significado e o conteúdo das palavras é uma estratégia para que a reengenharia social seja aceita por todos, sem protestar." E ainda: 


"Estamos em meio a uma batalha da qual uma das frentes mais importantes é a semântica. Por exemplo, temos visto que o termo paternidade responsável, na boca de um político, segundo os códigos universalizados pelas Nações Unidas, não terá o mesmo significado contido nos documentos da Igreja. No linguajar de alguns parlamentares poderia significar, segundo as circunstâncias, desde a distribuição maciça de contraceptivos até mesmo a intenção oculta de promover o aborto. O mesmo se poderia dizer da expressão violência contra a mulher ou mesmo do termo tortura, palavras que o comum das pessoas nem imagina que possam esconder uma referência ao suposto direito ao aborto e outras aberrações." (Mons. Claudio Sanahuja, Poder global e religião universal, São Paulo, Ecclesiae, 2012. p.15.)

Bento XVI, por sua vez, se pronunciou numa Audiência Geral, nos seguintes termos:

"Onde Deus é excluído, a lei da organização criminal toma seu lugar, não importa se de forma descarada ou sutil. Isto começa a tornar-se evidente ali onde a eliminação organizada de pessoas inocentes - ainda não nascidas - se reveste de uma aparência de direito, por ter a seu favor a proteção do interesse da maioria" (Bento XVI, Audiência Geral, 07-10-09)

Um católico não pode defender isso sob pena de excomunhão. De todos os direitos possíveis ao ser humano, o mais importante deles é o direito à vida, sem o qual todos os demais não têm sentido algum e o qual todos estes outros direitos pressupõem necessariamente. Defender a vida desde a sua concepção até o seu fim natural é um dever inescusável de todo católico.

A CNBB inclusive escreveu um texto aos católicos, fazendo uma busca retroativa dos passos do PT e da ex-candidata Marina Silva em favor da prática deste crime que clama aos céus. O texto conclui citando o bispo de Guarulhos, Dom Edmilson Amador Caetano, que, no final do seu artigo "Fé e Política", escreve: "se um candidato…escolheu um partido que tem posições contrárias à defesa da vida, desde a sua concepção até à morte natural, e vincula e obriga os seus membros a esta posição, seria imoral para o cristão fazer tal opção política.” Recomendamos vivamente a leitura deste texto, que pode ser lido aqui.

Leia ainda o pronunciamento do Papa Bento XVI, em 2010, onde, dentre outras coisas, ele diz:

"Quando (...) os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas. (...) Seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até a morte natural. Além disso, no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro (...)? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto (...), o ideal democrático - que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana - é atraiçoado nas suas bases. Portanto, caros irmãos (...), ao defender a vida, não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo." (Discurso aos bispos do Regional Nordeste V, em visita Ad Limina.)
Veja o discurso inteiro aqui.

Votar em um partido que defende e promove a prática do aborto significa tornar-se cúmplice moral de tal crime. Portanto, pune-se o católico que o fizer com a excomunhão automática, chamada Latae Sententiae, porque há como uma excomunhão latente no próprio ato de promoção do aborto. Assim, ainda que ninguém o saiba nem o declare, a excomunhão ocorre.

Assista ao Pe. Paulo Ricardo explicando isso:



A outra razão para que o católico não possa votar no PT é que ele integra o Foro de São Paulo. Este Foro, desconhecido pela maioria das pessoas, é uma organização supranacional, fundada em 1990, por Lula e Fidel - Cruz Credo! - e que tem por objetivo a instauração de um governo socialista em toda a América Latina.

Se alguém quiser observar por si mesmo como o PT faz parte do Foro, veja aqui.

Chamo a atenção, ainda, para os seguintes vídeos:





E aí, ganham sentido todos esses namoricos que o governo brasileiro tem com Cuba, Venezuela, Argentina, etc., e o próprio fato de o PNDH-3, que o PT quer implantar no Brasil, ser tão semelhante ao modelo venezuelano. Esses atos nada mais são senão um esforço de integração dos governos socialistas para que se acelere o processo de comunização do Brasil.

Sobre os gastos com o Porto de Mariel, em Cuba, assista:



Veja ainda esses vídeos




No que se refere ao Socialismo, a Igreja também é tão oposta que chega a declarar, também, excomungado quem de algum modo o promove. Leia o Decreto contra o Comunismo, datado de 1949, escrito pelo Papa Pio XII, aqui. Este Decreto não passa a excomungar o católico a partir de então. Pelo contrário, ele apenas positiva o que já era, desde há muito, a posição da Igreja. Já Pio XI, em 1931, na Quadragesimo Anno, uma Encíclica que celebrava os quarenta anos da grande Rerum Novarum, explicitava: "Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios : ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista." Quanto aos católicos que passavam a defender o Socialismo, escreve o Papa: "Nós com paterna solicitude ansiosamente vamos considerando e indagando como foi possível que chegassem a tal aberração", e ainda:
"Porém nem a injúria Nos ofende, nem a magna desalenta o Nosso coração paterno a ponto de repelirmos para longe de Nós estes filhos tristemente enganados e saídos do caminho da verdade e da salvação; ao contrário com toda a possível solicitude os convidamos, a que voltem ao seio da Santa Madre Igreja. Oxalá que dêem ouvidos à Nossa voz! Oxalá que voltem à casa paterna donde saíram e aí permaneçam na seu posto, nas fileiras daqueles que, fieis às directivas promulgadas por Leão XIII e por Nós hoje solenemente renovadas, procuram reformar a sociedade segundo o espírito da Igreja, fazendo reflorescer a justiça e a caridade sociais."

Leia-a inteira aqui.

Portanto, há pelo menos duas excomunhões escondidas no voto ao PT, e isso deveria ser para o católico um motivo mais que suficiente para que ele entendesse que há razões graves para não fazê-lo. Um católico que faz tal escolha declara, através de sua livre atitude, que não se importa e não defende a moral da Igreja em pontos gravíssimos, tais como são a defesa da vida desde a concepção e a discordância intrínseca a quaisquer formas de socialismo, um regime que, no decorrer da história, foi o responsável por não menos que cem milhões de mortos. Desse modo, por sua própria escolha, exclui-se da comunhão católica.

Fábio.

Liturgia - Obedecer a Quem?


Quem quiser seguir os preceitos litúrgicos da Igreja à risca, sem transgressões, experimentará uma dificuldade imensa. E isto não acontece somente quando se pretende observar os costumes do Antigo Rito, o Tridentino. Também com relação ao Novus Ordo, costuma-se promover hoje uma total liberdade com relação àquilo que foi determinado pelo Concílio Vaticano II e pelos documentos que se seguiram, como a Redemptionis Sacramentum, de João Paulo II.

Parece haver um certo espírito progressista que precisa em tudo acompanhar as mudanças da época de modo que, hoje, mesmo as determinações do último Concílio tornam-se ultrapassadas e passíveis de desprezo. Em seu lugar, cumpre erigir outras normas, de acordo com o tempo e o lugar. E o mais irônico é que, não obstante este curso de coisas tenha por pressuposta a desobediência à Igreja, ele costuma exigir, no entanto, a adesão do fiel sob pena de chamar-lhe desobediente. Quem quiser, por exemplo, cantar o Glória segundo a fórmula que a Instrução Geral do Missal Romano prescreve, enfrentará todo tipo de dificuldades e será visto como se estivesse animado por qualquer capricho, apegado a rubricismos, e precisando acompanhar o transitar natural da vida, aceitando o espírito de contínua renovação. Se se opuser a este espírito, o sujeito será tido como rebelde. Embora nada mais queira senão obedecer, o fiel submisso à Igreja e ao Papa será tido como o  inconveniente, o arengueiro, o divisor, o que não aceita a pluralidade natural da Igreja que supostamente se manifestaria, também, neste caráter fluido com que cada comunidade e cada pessoa "cumpre" o seu papel na Liturgia.

Quem obedecer à Igreja será tachado de desobediente. Quem, no entanto, isento de qualquer maior zelo pela Sagrada Liturgia, não se importa de transgredi-la, será identificado como quem compreendeu bem a alma da coisa. Um movimento ou uma organização - ou uma Conferência -, contudo, que se obstina na expressa desobediência ao Papa não pode arvorar-se o direito de ser obedecida. A sua pertinácia é constante grito de revolta. Os seus desmandos são expressão da sua cerviz altiva, incapaz de submeter-se. Pluralismo, democracia, apego ao gosto pessoal, ignorância da natureza real da Liturgia: eis o que caracteriza este espírito que anda às soltas na Igreja, sobretudo na América Latina onde ainda se sente, de modo muito vivo, a influência da Teologia da Libertação que fez e continua a fazer estragos imensuráveis.

Em que compensa obedecer à Igreja se o sujeito se verá sozinho, se atrairá para si a animosidade de muitos e complicará a própria vida? Compensa sim! Estar do lado de Nosso Senhor quando este está a ser ultrajado é o que de melhor podemos fazer. Defendê-lo das injúrias e ofensas; ser uma voz, ainda que solitária, a gritar no meio de uma multidão dispersa: "servirei! Faça-se como o Espírito Santo e a Igreja determinaram"; tudo isso é uma honra sem tamanho! "Sofrer pelo Amado é melhor que fazer milagres", diz S. João da Cruz. Experimentar a solidão deste maior Solitário que é Nosso Senhor... Compensa sim.. Lutemos e amemos, compreendendo que o nosso amor por Ele também se expressa pelo zelo por Sua casa.

Em que compensa desobedecer à Igreja para brincar de protagonismos e desmandos na Liturgia? Mesmo se obtiveres o apreço das pessoas, "que vale ao homem ganhar o mundo se vier a perder a própria alma?"

Diz S. Paulo: "Se eu quisesse agradar aos homens, eu não seria servo de Cristo". Eis algo que deveria nos nortear no nosso serviço litúrgico! Obedeçamos à Igreja, ainda que isto nos dê a fama de rebeldes. Sirvamos à Igreja, ainda que isto arruíne a nossa "carreira". Lutemos por uma Liturgia bem celebrada, pedindo a Nosso Senhor que o zelo por Sua casa também nos devore e rezando para que as pessoas despertem de seu sono e façam como Jacó que, ao acordar, exclamou: "Que terrível é este lugar! É aqui a casa de Deus!"

Regional Sul 1 da CNBB denuncia nova manobra abortista do governo Dilma



Fonte: Ecclesia Una

O Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil acaba de divulgar um documento, alertando sobre a nova estratégia dos abortistas para implantar a cultura de morte em nosso país. O texto foi “preparado e aprovado na reunião extraordinária” do último dia 23 de junho, pela Comissão em Defesa da Vida.

Disponibilizamos, abaixo, o texto completo, na íntegra. É muito importante que esta denúncia seja lida e divulgada, pois se trata de um ataque sorrateiro à democracia e aos direitos humanos. Como alertou o reverendíssimo padre Paulo Ricardo, estamos bem perto de assistir a nossa saúde pública prestando serviço à morte. Por isso, urge resistirmos heroicamente, e manifestarmos a nossa repugnância às táticas do governo Dilma – e, de modo especial, da sua ministra Eleonora Menicucci – para transformar em bom o que é intrinsecamente mau, em legal aquilo que é essencialmente criminoso e atroz.

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No dia 16 de outubro de 2010, a então candidata a Presidente da República, Dilma Rousseff, assinou uma carta de compromisso na qual afirmava: “Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto. Eleita Presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família”.

Em 4 de outubro de 2010, o Diário Oficial da União publicava a prorrogação, até fevereiro de 2011, do termo de cooperação Nº 137/2009, assinado alguns dias antes pelo governo Lula, criando no Ministério da Saúde um grupo de “estudo e pesquisa para despenalizar o aborto no Brasil e fortalecer o SUS”.

Se a Presidente Dilma fosse coerente com o que escreveu na carta de 16 de outubro, logo eleita, acabaria com este grupo de estudo e pesquisa. Mas não foi isto que ela fez.

Um novo termo de cooperação Nº 217/2010 foi publicado no Diário Oficial do dia 23/12/10 para criar um “grupo de estudo e pesquisa para estudar o aborto no Brasil e fortalecer o SUS”. Do nome do grupo foi retirado o termo “despenalizar”, mas os demais nomes e detalhes são os mesmos. Este novo termo de cooperação foi prorrogado através de nova publicação no Diário Oficial de 22/12/11 e novamente prorrogado com publicação no Diário Oficial de 09/01/12 para vigorar até 30/08/12.


Eleonora Menicucci, ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres.
As decisões e os atos de uma pessoa falam mais alto do que as palavras faladas ou escritas. Com a designação de Eleonora Menicucci como Ministra das Políticas para as Mulheres, a Presidente Dilma rasgou a carta de 16 de outubro de 2010, pois entrou em contradição com o compromisso assumido naquele documento.

Os jornais Folha de São Paulo, Estado de São Paulo e Correio Braziliense noticiaram, na primeira semana de junho deste ano, que o governo Dilma, quebrando todas as promessas feitas, estaria implantando, através do Ministério da Saúde, uma nova estratégia, desenvolvida pelos promotores internacionais do aborto, para difundir esta prática, burlando a lei sem, por enquanto, modificá-la. Segundo esta estratégia, o sistema de saúde passará a acolher as mulheres que desejam fazer aborto e as orientará sobre como usar corretamente os abortivos químicos, garantindo em seguida o atendimento hospitalar, e serão criados centros de aconselhamento para isso (Folha de São Paulo, 06-06-12).

Na última semana de maio a Ministra Eleonora Menicucci afirmou à Folha de São Paulo que “somente é crime praticar o próprio aborto, mas que o governo entende que não é crime orientar uma mulher sobre como praticar o aborto” (Folha de São Paulo, 06-06-12).

Ainda segundo a imprensa, estaria sendo elaborada uma cartilha para orientar as mulheres na realização do aborto com segurança (Estado de São Paulo, 07-06-12).   Estaria também sendo elaborada, por parte do Ministério da Saúde, uma nova Norma Técnica sobre os cuidados do pré-aborto, sendo que os do pós-aborto já estão garantidos por Norma Técnica anteriormente publicada (Correio Braziliense, 09-06-12).

Como coroamento de todo este trabalho de difusão da prática do aborto, mesmo deixando as leis como estão, o Correio Braziliense, do dia 9 de junho, noticia a possibilidade por parte do Ministério da Saúde de liberar para o público a venda de drogas abortivas, atualmente em uso somente nos hospitais.

De fato, esta é a política da Presidente Dilma: incentivar e difundir o aborto, favorecendo os interesses de organismos internacionais que querem impor o controle demográfico aos países em desenvolvimento, mesmo se isto leva a Presidente a desrespeitar a vontade da maioria do povo brasileiro, que é contrária ao aborto, e a infringir as mais elementares regras da democracia.

Não queremos que a Presidente Dilma faça pronunciamentos por palavras ou por escrito, queremos fatos:

    1. A demissão imediata da Ministra Eleonora Menicucci da Secretaria das Políticas para as Mulheres; 
    2. A demissão imediata do Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, que está coordenando a implantação das novas medidas a serem tomadas por esse Ministério; 
    3. O rompimento imediato dos convênios do Ministério da Saúde com o grupo de estudo e pesquisa sobre o aborto no Brasil.

Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB

Caos Litúrgico, Alguns Pressupostos e Frutos.


Como se sabe - e não há coisa mais fácil de provar irrefutavelmente do que isso - vivemos num caos litúrgico. Depois do último Concílio, o do Vaticano II, é fato que a coisa desandou. Não que antes gozasse de perfeição, mas os desmandos que se seguiram raiam ao absurdo. Haverá quem diga que o problema está no modo como se leu o Concílio; haverá, também, quem afirme ser o próprio Concílio o problema. Se formos algo além de "torcedores" que optam por uma das posições segundo lhe pareça mais simpática, devemos reconhecer que isto é algo realmente delicado e cuja discussão requer, sim, bastante preparo, tanto filosófico e teológico quanto histórico.

Deixemos, pois, a natureza do Concílio um pouco de lado aqui. Observemos, ao invés, os inúmeros problemas litúrgicos a que somos obrigados a assistir diariamente. Por que eles se mantêm? O que pressupõem? Quais os efeitos que geram?

Primeiramente, notemos que um dos grandes fatores que favorecem a perseverança no erro é a ausência de uma reta formação. Este fator, porém, não é o único, pois muitos dos responsáveis diretos desta bagunça litúrgica são sujeitos dos quais se pode presumir conheçam bem as regras e os preceitos litúrgicos. Contudo, a falta de uma formação mais profunda, também por parte dos leigos, favorece imensamente que os erros tomem lugar. Este problema - o de uma formação insuficiente - pode ser visto como produto da carência dos meios para se obter uma compreensão mais exata do assunto. Porém, penso ser mais razoável a hipótese de que isto se faz por puro interesse. Parece haver um desejo positivo de que os desmandos continuem e, para assegurar tal intento, cumpre manter os leigos e, se possível, os seminaristas e sacerdotes, distantes e distraídos de uma formação mais ortodoxa.

Isto provoca em pouco tempo a perda da unidade litúrgica. Com a ausência de preceitos claros e fixos, a Liturgia se torna um constructo arbitrário da comunidade ou do Ordinário. Isto significa que teremos uma Liturgia relativizada aos gostos de cada um. Há como que um protestantismo na Liturgia e que se exerce pela prática do livre exame do Sagrado. Surge, logo, o falso pressuposto de que a Liturgia é, antes de tudo, construída pelos homens. Se tal é assim, ela perde todo o seu caráter sobrenatural, e se torna reduzida ao tamanho humano. Teremos uma naturalização da Mística, isto é, um reducionismo absurdo da religião que se torna mero capricho humano - como uma brincadeira - donde consequentemente se segue a super-valorização da criatividade como garantia de se ter uma liturgia mais real e dinâmica. O realismo aqui identifica-se com a agradabilidade. Se a Liturgia é feita pelos homens e para os homens, cumpre que ela seja, também, agradável. A naturalização da mística se degrada na religião do bem estar. Como se pode perceber, esta via leva à auto-promoção do homem, à adoração de si mesmo, à auto-suficiência e, naturalmente, à perda do senso do sagrado. É um modo muito eficaz de se utilizar da religião para perpetuar, a partir dela, a grande revolta contra a objetividade divina.

A não obediência aos preceitos Litúrgicos em função dos próprios gostos só pode ser promovida por aquele mesmo espírito que moveu os nossos primeiros pais à infidelidade com Deus, donde resultou a entrada de toda a espécie de males no mundo. Uma Liturgia, portanto, que se submeta aos gostos pessoais será, antes, uma proclamação de revolta, e não aquela suave e alegre docilidade a Deus, característica dos Seus amigos, e que se traduz de modo perfeito no singelo "Fiat" de Maria Santíssima.

Por trás, portanto, dos desmandos litúrgicos, há um espírito de revolta, de auto-promoção, de soberba - e lembremos que Deus resiste aos soberbos. Uma "liturgia criativa" veda ou dificulta, pois, o acesso a Deus. Há também o falso pressuposto de que a Liturgia é construída por nós, quando na verdade ela é dada por Deus, isto é, ela nos precede e nos ultrapassa, sendo o modo perfeito de como Deus quer ser cultuado. A obstinação no erro causa, ainda, divisão no seio da Igreja Católica, que deve ser Una, e faz com que cada paróquia tenha uma Liturgia peculiar, segundo os próprios gostos, num ato contínuo de subversão. Tal estado de coisas leva, por fim, à religião do bem estar, a um certo hedonismo pretensamente espiritual que identifica o Bem e a Verdade com o bem-estar e a opinião dos sujeitos. Nada há de bom, portanto, que surja disto. 


O que podemos fazer é rezar bastante, reconhecendo que o auxílio maior nestes tempos de crise é dado pelo próprio Deus. Depois, devemos estudar para ter uma reta compreensão da natureza da Igreja, da Liturgia, da Mística, etc. Em seguida, temos de nos despir dos cuidados e respeitos humanos, a fim de que possamos entrar nesta luta sem receios e fazer, dentro das nossas capacidades, o possível para que mais e mais pessoas se tornem conscientes destas coisas. É fundamental, também, que cuidemos para não cair num certo extremismo que pensa ser virtude todo tipo de balbúrdia e agitação e desaforo, ainda que supostamente favoráveis à Tradição. Já dizia S. Josemaria Escrivá: "Intransigência não é destempero". Não é preciso comprar o desgosto e o desapreço de todo mundo, como se isso fosse um valor em si. É preciso, somente, ter a disposição de uma exposição sincera, clara, sem ambiguidades, e, dentro do que nos convém e do que de nós depende, sem falsos protagonismos, promover a retidão dos costumes litúrgicos. Em suma: ensinar e discutir com argumentos e, além disto, se exercermos alguma função litúrgica, fazer o possível para que seja correta. Busquemos, também, que não estejamos sozinhos nesta empresa. Só não deixemos que o descaso passe a nós por osmose.

A CNBB dá a sua versão da Inquisição



"Para garantir proteção contra toda e qualquer possibilidade de intento de mudança, tanto no modo de pensar como de agir, iniciativas foram tomadas pelo Estado e pelo cristianismo. O ponto mais alto deste pacto aconteceu com a Inquisição. As pessoas suspeitas de propor alguma mudança no pensamento, nas convicções, nas ciências e na estrutura social e religiosa passaram, então, a ser perseguidas, presas, torturadas e assassinads. Foi, sem dúvida, uma página horrível na história do ocidente, principalmente para a religião cristã.

Inquisição (inquirir, indagar, investigar, interrogar judicialmente). A Santa Inquisição ou Santo Ofício tinha como objetivo instaurar oficialmente um processo jurídico contra as pessoas que não aceitavam a doutrina e a moral da Igreja Católica, e puni-las. Os suspeitos de heresia representavam uma ameaça à autoridade clerical e do Estado, e a Inquisição era um recurso para impor à força a supremacia católica, fazendo calar e mesmo exterminando os que não aceitavam o que a Igreja ensinava."

CNBB, Instrumento de Trabalho, 3º Congresso Missionário Nacional. p. 16-17.

***

Mas para que o leitor não se deixe enganar, vamos à verdade dos fatos? Sugiro a leitura dos seguintes artigos, já publicados neste blog:

CNBB fala sobre o "Encontro de Assis" e a FSSPX


"Poucas semanas antes do encontro das religiões mundiais em Assis, convocado pelo Papa Bento XVI para o dia 27 de outubro 2011, a “Fraternidade Pio X” mandou celebrar mil missas em reparação do escândalo de Assis. (Cf. postagem do 4.11.2011: http://spessantotomas.blogspot.com/2011/10/mil-missas-em-reparacao-do-escandalo-de.html) A Fraternidade considerou o encontro como um evento escandaloso por não ter o objetivo da conversão das religiões não católicas, mas orações e aproximações que não visam a mudanças substanciais de outras religiões. Por ocasião do “Dia Mundial das Missões” e do nascimento do habitante que completou o número mágico de 7 bilhões de habitantes do nosso planeta, no dia 31 de outubro, se escutaram lamentos da Congregação responsável pela Evangelização dos povos sobre os 5 bilhões de pessoas que ainda não conhecem Jesus Cristo. Estes justificariam uma intensificação missionária de uma Igreja que mal consegue segurar os que já conhecem Jesus. 

O que aconteceu em Assis? Com vários líderes religiosos, Bento XVI foi até Assis para recordar a Jornada Mundial de Oração pela Paz, celebrada por João Paulo II no dia 27 de outubro de 1986. De fato, aquela jornada foi um evento histórico durante a Guerra Fria, quando expoentes do Patriarcado de Moscou, muçulmanos, o rabino Toaff e muitos outros se reuniram para rezar: “não mais uns contra os outros” – disse o Papa Wojtyla – “mas uns ao lado dos outros”. O Papa Wojtyla não apreciava que a luta pela paz estivesse, principalmente, nas mãos do Leste e das esquerdas. Ele estava convencido de que o fundamento religioso da paz devia ser buscado nas religiões. No entanto, a cultura pública do Ocidente as considerava como fenômenos residuais do âmbito privado. João Paulo II, em 1986, retomou o diálogo inter-religioso, iniciado depois do Concílio. Na época, já se escutaram as vozes roucas dos lefebvrianos, para os quais Assis era uma liquidação da verdade católica. 

Agora, Bento XVI voltou a Assis, convencido da atualidade do diálogo em um mundo globalizado, em que a convivência cotidiana é atravessada pelas tensões do pluralismo religioso e étnico. A “política” de Bento se move entre duas posições: as paixões fundamentalistas e o relativismo cosmopolita. O fundamentalismo oferece o calor de uma paixão total. O relativismo é impregnado pela frieza racional da modernidade. Se tantos líderes religiosos vão a Assis com o papa, isso significa, porém, que esse ideal fez o seu caminho nos corações e nas culturas. Com Assis 2011, o espírito de paz entre as religiões continua o seu caminho, enquanto há antigas e novas formas de violência com as quais é preciso lidar."

CNBB, Instrumento de Trabalho, 3º Congresso Missionário Nacional, Vaivém da recepção do Vaticano II.

Mensagem de Bento XVI ao Presidente da CNBB por ocasião da abertura da Quaresma


MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
AO PRESIDENTE DA CONFERÊNCIA
DOS BISPOS DO BRASIL POR OCASIÃO
DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2012

Ao Venerado Irmão 
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida (SP) e Presidente da CNBB

Fraternas saudações em Cristo Senhor!De bom grado me associo à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que lança uma nova Campanha da Fraternidade, sob o lema «que a saúde se difunda sobre a terra» (cf. Eclo 38, 8), com o objetivo de suscitar, a partir de uma reflexão sobre a realidade da saúde no Brasil, um maior espírito fraterno e comunitário na atenção dos enfermos e levar a sociedade a garantir a mais pessoas o direito de ter acesso aos meios necessários para uma vida saudável.

Para os cristãos, de modo particular, o lema bíblico é uma lembrança de que a saúde vai muito além de um simples bem estar corporal. No episódio da cura de um paralítico (cf. Mt 9, 2-8), Jesus, antes de fazer com que esse voltasse a andar, perdoa-lhe os pecados, ensinando que a cura perfeita é o perdão dos pecados, e a saúde por excelência é a da alma, pois «que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma?» (Mt 16, 26). Com efeito, as palavras saúde e salvação têm origem no mesmo termo latino salus e não por outra razão, nos Evangelhos, vemos a ação do Salvador da humanidade associada a diversas curas: «Jesus andava por toda a Galiléia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo o tipo de doença e enfermidades do povo» (Mt 4, 23).Com o seu exemplo diante dos olhos, segundo o verdadeiro espírito quaresmal, possa esta Campanha inspirar no coração dos fiéis e das pessoas de boa vontade uma solidariedade cada vez mais profunda para com os enfermos, tantas vezes sofrendo mais pela solidão e abandono do que pela doença, lembrando que o próprio Jesus quis Se identificar com eles: «pois Eu estava doente e cuidastes de Mim» (Mt 25, 36). Ajudando-lhes ao mesmo tempo a descobrir que se, por um lado, a doença é prova dolorosa, por outro, pode ser, na união com Cristo crucificado e ressuscitado, uma participação no mistério do sofrimento d’Ele para a salvação do mundo. Pois, «oferecendo o nosso sofrimento a Deus por meio de Cristo, nós podemos colaborar na vitória do bem sobre o mal, porque Deus torna fecunda a nossa oferta, o nosso ato de amor» (Bento XVI, Discurso aos enfermos de Turim, 2 de maio de 2010).

Associando-me, pois, a esta iniciativa da CNBB e fazendo minhas as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias de cada um, saúdo fraternalmente quantos tomam parte, física ou espiritualmente, na Campanha «Fraternidade e Saúde Pública», invocando ­ pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida ­ para todos, mas de modo especial para os doentes, o conforto e a fortaleza de Deus no cumprimento do dever de estado, individual, familiar e social, fonte de saúde e progresso do Brasil tornando-se fértil na santidade, próspero na economia, justo na participação das riquezas, alegre no serviço público, equânime no poder e fraterno no desenvolvimento. E, para confirmar a todos estes bons propósitos, envio uma propiciadora Bênção Apostólica.

Vaticano, 11 de fevereiro de 2012.

PAPA BENTO XVI

Fonte: Site do Vaticano

Pe. Paulo Ricardo - Inculturação



Todos os padres e fiéis deveriam assistir.
As 'maluquices litúrgicas' são, na verdade, um atentado ao nosso direito de fiéis, garantido pela Igreja, de ter a Santa Missa celebrada do modo correto.

Cardeal Ratzinger: “A grandeza da liturgia fundamenta-se exatamente na sua não-arbitrariedade”



Citação do Cardeal Joseph Ratzinger comentada por Sua Excelência Reverendíssima Dom Henrique Soares da Costa:

A propósito da “reforma pós-conciliar”, Ratzinger explica: “Depois do Concílio Vaticano II generalizou-se a idéia de que o Papa poderia fazer aquilo que desejasse em matéria litúrgica, sobretudo agindo em nome de um concílio ecumênico. Desse modo, aconteceu que a idéia da liturgia como algo que nos precede e não pode ser ‘fabricada’ segundo nossa própria vontade, foi desaparecendo em larga escala na consciência difusa do Ocidente [1]. No entanto, de fato, o Concílio Vaticano I [2] não quis de modo algum definir o Papa como um monarca absoluto, mas, ao contrário, como o primeiro guardião da obediência em relação à Palavra transmitida: o seu poder é ligado à Tradição da fé e isto vale também no campo da liturgia [3]. Se se abandonam as intuições fundamentais da Igreja antiga, chegar-se-á realmente à dissolução dos fundamentos da identidade cristã. A liberdade do Papa não é ilimitada; ela está a serviço da santa Tradição. Menos ainda se pode concordar com uma genérica liberdade de fazer que, desse modo, transformar-se-ia em arbitrariedade para com a essência da fé e da liturgia. A grandeza da liturgia – deveremos ainda repetir muito freqüentemente – funda-se exatamente na sua não-arbitrariedade” [4]. (Do livro Introduzione a Ratzinger, de Dag Tessore)
[1] Ocidente, aqui, é a Igreja latina, a nossa Igreja de rito latino, ao contrário das igrejas católicas de ritos orientais unidas a Roma ou as igrejas ortodoxas separadas de Roma.

[2] Esse Concílio definiu solenemente, como dogma de fé católica, o poder do Papa sobre toda a Igreja, bem como sua infalibilidade em assuntos de fé e moral.

[3] O Papa não é o dono da Igreja. Ele é o primeiro que deve obedecer e ensinar seus irmãos a fazerem o mesmo. Um Papa infiel à fé e à Tradição da Igreja já não seria Papa, seria um herege.

[4] A intuição de Ratzinger é perfeita: a Liturgia não pode ser fabricada por nós nem pela comunidade que celebra. Se assim fosse, a tal comunidade somente celebraria a si própria, seus sentimentos e sua subjetividade! A comunidade - e cada cristão -, é chamada a sair de si mesma para entrar no âmbito de Deus, que é Mistério Santo que se nos dá através de Cristo na potência do Espírito. Somente assim a Liturgia será uma perene novidade, capaz de renovar efetivamente a nossa vida. Fora disso, a celebração será somente auto-celebração e não celebração do Mistério de Cristo, tornando-se um ridículo e cansativo teatrinho de mau gosto, um pobre programa de auditório.

Zelo Litúrgico da CNBB e Documentário sobre o Vaticano II


Exemplo do zelo litúrgico da CNBB.
Cansado... Abusado de tudo isso... Por que as coisas ficaram assim? 

Sugiro aos amigos que assistam estes dois videos, disponibilizados pelo amigo Daniel Adversus Haereses



Somente um ato de fé cega pra absolver o CVII. Sinceramente...

Bispos nigerianos, juntamente com senado, dizem não às uniões homossexuais. E a CNBB?

A foto representa um bispo brasileiro isolado... A maioria sequer luta...

Só a pergunta já causa gastura. Sinceramente, ando muito envergonhado com a maior parte dos nossos bispos.

Eis algumas declarações dos bispos nigerianos a respeito da decisão do senado de tornar ilegais as uniões homoafetivas:

A decisão dos Senadores foi "corajosa e promotora da esperança"

“Queremos apoiar firmemente a proibição da união do mesmo sexo como expressão ao mesmo tempo de nossos valores culturais nigerianos e de nossas crenças religiosas enquanto cristãos”.

“A proibição de atos públicos de “afeto” homossexuais é “essencial para a saúde moral do país”.

“Muito longe de ser uma negação de um direito fundamental de alguns nigerianos que adotem essas condutas, a proibição protege nossa sociedade da usurpação de seu direito à saúde moral e à decência cultural”

E embora a Nigéria tenha sido interpelada por vários outros países para que mudasse sua decisão, inclusive sob ameaças de cessação de apoios e benefícios, os bispos nigerianos responderam:

“Declaramos que país algum tem o direito de impor a outro, normas que visam subverter nossos valores culturais e sociais só para satisfazer a exóticos desejos e tendências de alguns poucos”.

Bendita a coragem desse povo. Católicos nigerianos, estamos com vocês! Mesmo estando tão distantes, a luz da vossa Fé ilumina as sombras em que vivemos aqui no Brasil. Que a vossa coragem na perseguição constranja a covardia dos nossos, onde a ameaça física ainda não existe de todo.

Leia a notícia aqui.

E a CNBB? 

"Pergunte não, pra não fazer raiva!", é o que diria um bom nordestino...

"Seja vossa linguagem: sim, sim; não, não."
"Não vos conformeis com este mundo... Se o mundo vos odeia, sabei que Me odiou antes a Mim...", foi o que disse Jesus.

O que acontecerá à Igreja nos tempos do Anticristo


Nos tempos do Anticristo, a Igreja de Deus sobre a Terra, como bem podemos imaginar, verá grandemente reduzido o número aparente de seus fiéis, devido à aberta deserção dos poderes deste mundo. Esta deserção começará por uma indiferença por toda forma de cristianismo, sob aparência de tolerância universal. Mas tal tolerância não procederá de um verdadeiro espírito de caridade e indulgência, senão de um desígnio de minar o cristianismo pela multiplicação e o fomento das seitas. 

Tal pretendida tolerância irá muito mais além de uma justa tolerância, inclusive no que concerne às diferentes seitas de cristãos. Pois os governos pretenderão ser indiferentes a todas e não darão proteção preferencial a nenhuma. Todas as Igrejas estabelecidas serão deixadas de lado. Da tolerância das mais pestíferas heresias passarão logo à tolerância do islamismo, do ateísmo e, por fim, à perseguição explícita da verdade do cristianismo. Nesses tempos o Templo de Deus se verá praticamente reduzido ao Sancta Sanctorum, isto é, ao pequeno número de verdadeiros cristãos que adorem ao Pai em espirito e em verdade, e que regem estritamente sua doutrina e seu culto, e toda sua conduta, pela Palavra de Deus. Os cristãos meramente nominais abandonarão a profissão da verdade quando os poderes do mundo o fizerem. Penso que este trágico sucesso está tipificado pela ordem de São João de medir o Templo e o Altar, e de permitir que o átrio (as igrejas nacionais) seja pisoteado pelos gentis. Os bens do clero serão entregues à pilhagem, o culto público será insultado e rebaixado por estes desertores da fé que uma vez professaram, os quais não podem ser chamados apóstatas pois nunca foram sinceros em sua profissão. Esta não foi mais que coincidência com a moda e a autoridade pública. No fundo sempre foram o que agora demonstram ser: pagãos.

Quando esta deserção geral da fé tiver lugar, então começará o ministério das duas testemunhas cobertas com saco (Ap 11,3) [...] Não haverá nada de esplendor na aparência externa de suas igrejas: não terão apoio dos governos, não terão honras, nem gratificações, nem imunidades, nem autoridade; só terão aquela que nenhum poder humano pode arrebatar, e que eles recebem dAquele que lhes encarregou ser Suas testemunhas.

Dom Horsley, Oxford, na festa de São Pedro, 1838 

*Traduzido por mim, do espanhol

O que é o Progressismo


"Que é Progressismo? É o novo nome do Modernismo, objeto de severa condenação por parte de São Pio X, na Encíclica "Pascendi Dominici Gregis". Um e outro tendem a "solapar pelos alicerces o Reino de Jesus Cristo". Por isso São Pio X os chamava de "os mais perigosos inimigos da Igreja". Não atacam de frente. Disfarçam. Habitualmente usam a baldeação ideológica inadvertida, ou seja, fazem uma lavagem cerebral mudando as idéias aos poucos sem a pessoa perceber.

O Progressismo não nega frontalmente o dogma revelado. Age mais através dos ambientes que vai criando com imprecisões de linguagem e termos ambíguos. Seus caminhos são tortuosos. Há, no entanto, um critério para surpreendê-los, que não falha. Todas as suas imprecisões, ambigüidades, novos formulários, etc, obedecem à mesma direção. Operam no sentido de afastar os fiéis da Tradição, das fórmulas tradicionais, dos limites precisos entre a verdade e o erro, dos costumes elaborados lenta e seguramente pelos séculos de Cristianismo, de tudo enfim que indique, sem o menor perigo de engano, o Cristianismo autêntico, ortodoxo, a fidelidade à Revelação e ao Espirito de Nosso Senhor Jesus Cristo."

Pe. Elcio Murucci

Bispos brasileiros realizam revisão do Missal Romano em português


BRASILIA, 15 Dez. 11 / 02:58 pm (ACI)

Segundo informou este 15 de dezembro a CNBB, a Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos (CETEL) está reunida para a revisão da 3ª edição típica do Missal Romano. 

Segundo o Arcebispo de Mariana (MG), Dom Geraldo Lírio Rocha, que há pouco deixou a presidência da entidade, na liturgia, celebra-se não somente a vida de cada pessoa e de cada comunidade, mas o mistério pascal de Cristo. 

“É importante reconhecer a necessidade de formação litúrgica mais intensa e mais profunda para favorecer uma participação mais ativa, mais consciente e mais proveitosa como ensinou o Concílio Vaticano II. E o empenho nessa formação deve atingir o clero, os religiosos e os leigos”, ressaltou Dom Geraldo em declarações reunidas pelo portal da CNBB. 

O trabalho de revisão iniciou nesta quarta-feira, 14. Estão presentes o presidente da comissão Dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA), além do Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, do Arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lírio Rocha, Dom Manoel João Francisco, bispo de Chapecó (SC) e do Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings. 

A comissão é responsável por fazer a revisão dos textos litúrgicos. Para auxiliar nas traduções, os membros contam com a colaboração do Padre Gregório Lutz, do Padre José Carlos Sala, assessor de Música e do Padre Hernaldo Pinto Farias, assessor de Liturgia.

Nota de esclarecimento da CNBB sobre o tal "acordo" com a Marta Suplicy

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Brasília, 07 de dezembro de 2011

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por fidelidade a Cristo e à Igreja, no firme propósito de ser instrumento da verdade, vem esclarecer que, atendendo à solicitação da senadora Marta Suplicy, a recebeu em audiência, no dia 1º de dezembro de 2011, e ouviu sua apresentação sobre o texto substitutivo para o PL 122/2006.

A presidência da CNBB não fez acordo com a senadora, conforme noticiou parte da imprensa. Na ocasião, fez observações, deu sugestões e se comprometeu com a senadora a continuar acompanhando o desenrolar da discussão sobre o projeto. Reiterou, ainda, a posição da Igreja de combater todo tipo de discriminação e manifestou, por fim, sua fraterna e permanente disposição para o diálogo e colaboração em tudo o que diz respeito ao bem da pessoa humana.


Cardeal Raymundo Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida

Presidente da CNBB


***

Se realmente não houve o tal acordo, tampouco houve qualquer manifestação positiva de desaprovação ao tal projeto. Nesta nota, percebe-se o sempre politicamente correto discurso da CNBB que, de um lado se diz fiel a Cristo e à Igreja e, de outro, se isenta de atacar o erro, utilizando expressões ambíguas tais como o dizer que está disposta a combater todo tipo de discriminação - o que é de uma obviedade sem fim - e o de garantir a sua colaboração em tudo o que diz respeito ao bem da pessoa humana, mas sem versar sobre o que é este bem, precisamente, e sobre o que ele implica.

A CNBB deveria ler mais S. Paulo: "Se eu quisesse agradar aos homens, eu não seria servo de Cristo." Mas, como se diz primeiramente fiel a Cristo, deveria conhecer melhor a clareza que Jesus pede aos seus: "Seja a vossa palavra: sim, sim; não, não. O resto vem do diabo."

Falta, infelizmente, aos nosso bispos - se não a todos, pelo menos à maioria, é o que parece - a coragem do discurso inequívoco e a primazia pela busca do Reino de Deus e a Sua Justiça. Ao invés disto, estão muito preocupados com o diálogo sem fim e sem outro objetivo que não o próprio diálogo e a possibilidade de se saudarem mutuamente com os apertos de mão, os tapinhas nas costas e os risinhos sem graça do respeito humano.

Que a Virgem Soberana, Mãe dos Cristãos, nos supra mais essa orfandade...

CNBB faz acordo com Marta Suplicy sobre projeto de lei que criminaliza a "homofobia"

Futura campanha da CNB do B?

Eu li a notícia. E minha reação só poderia ter sido esta: "What?!"

A CNBB sempre se superando.

O que dizer disso? Sinceramente, deixo ao Olavo de Carvalho a apreciação verbal de tão sublime atitude.

"CNBB, qual é o teu negócio, o nome do teu sócio?"

Aiai...

Bento XVI: Não precisamos imitar os pentecostais. “Uma liturgia participativa é importante, mas uma que não seja sentimental”.


O Papa Bento XVI inicia hoje uma viagem apostólica de dois dias ao Benim, África. Durante o vôo, o Santo Padre respondeu às tradicionais perguntas dos jornalistas presentes em sua delegação. Entre elas, uma a respeito do crescimento das seitas pentecostais no continente africano:

"Essas comunidades são um fenômeno global, em todos os continentes. Naturalmente, elas estão presentes sobretudo, de formas diferentes, na América Latina e na África. Diria que seus elementos característicos são muito pouca “institucionalidade” e poucas instituições, dando pouco peso a instituições; uma mensagem que é simples, fácil e compreensível, e aparentemente concreta; e, como você disse, uma liturgia participativa expressando os sentimentos da cultura local, com uma abordagem da religião um tanto sincretista. Tudo isso lhes garante, por um lado, algum sucesso, mas também implica uma falta de estabilidade. Sabemos que alguns [seguidores desses grupos] voltam à Igreja Católica, ou se mudam de uma dessas comunidades para outra.

Então, nós não precisamos imitar essas comunidades, mas devemos nos perguntar o que podemos fazer para dar nova vida à fé Católica. Eu sugeriria, como um primeiro ponto, uma mensagem que é simples e compreensível, mas também profunda. [...]

Segundo, é importante que nossas instituições não sejam pesadas. O que deve predominar é a iniciativa da comunidade e da pessoa. Finalmente, eu diria que uma liturgia participativa é importante, mas uma que não seja sentimental. A liturgia não deve ser simplesmente uma expressão de sentimentos, mas deve emergir a presença e o mistério de Deus no qual ele entra e pelo qual nós nos permitimos ser formados.

Por último, com relação à inculturação, diria que é importante não perdermos a universalidade.Eu preferiria falar de “inter-culturação”, não tanto inculturação. É uma questão de um encontro entre culturas na verdade comum de nossos seres enquanto humanos, em nosso tempo. Então, crescemos numa fraternidade universal. Não devemos perder essa grande coisa que é a catolicidade, de que em todas as partes do mundo somos irmãos e irmãs, somos uma família, onde conhecemos cada um e colaboramos num espírito de fraternidade."

A introdução ao missal das celebrações pontifícias (pág. 11) demonstra como Bento XVI pretende enfatizar essa catolicidade, particularmente na liturgia da Santa Missa a ser celebrada no domingo, no Estádio da Amizade:

"Neste grande dia de encontro eucarístico do Santo Padre com toda a África múltipla em seus costumes e em suas línguas, não hesitamos em empregar a língüa da Igreja Universal, o latim, que tem a vantagem de unificar a oração de nossa assembléia tão diversificada e de manifestar assim a união das vozes e dos corações no canto gregoriano (Missa de Angelis) e na escolha do cânon romano (Oração Eucarística I)."


Sobre Missas-Shows e certos eventos que nem o demônio ousaria...

"Carniceiros", como os chama Nosso Senhor.
O que a Santa Missa é, na verdade...

Eu fico olhando este costume pavoroso que se tornou comum nos dias de hoje. Uma atitude tão profundamente cruel, tão nefasta e blasfema e que, não obstante sua fealdade suprema, tem tomado lugar frequentemente nos ambientes ditos católicos. Falo da instrumentalização do Santo Sacrifício da Missa para fins outros. Que terrível é que os padres não tenham mais a mínima noção da absoluta sacralidade da Liturgia Eucarística e saiam promovendo todo tipo de eventos e festas, pondo, às vezes, a Santa Missa em paralelo ou abaixo de outras atrações que sequer alcançam o nível básico da moralidade.

Dias atrás, presenciava eu um desses eventos. A Santa Missa acontecia sobre um palco, no extremo lado direito, num canto apagado. Ao centro, ia um telão. Depois do Sacrifício do Senhor, os presentes assistiriam um filme. Parecia, na verdade, que essa era a atração principal: o filme. Ali não se via nenhum cuidado com a Liturgia e as músicas se assemelhavam muito mais a um batidão. Qualquer sombra de verdadeira arte estava ausente. A dispersão dos presentes era total. Barracas, aos lados, vendiam churrascos e batatas fritas. Ninguém tinha a menor idéia do que estava a acontecer: um sacrilégio coletivo.

Por diversas vezes, eu li que a comunhão indigna é um pecado imensíssimo. No entanto, não há mais qualquer cuidado. Os padres não se importam em formar os fiéis; nunca falam do pecado mortal, não acompanham os poucos que ainda pretendem ter uma vida espiritual minimamente coerente. Os fiéis que querem seguir o catolicismo de modo absoluto devem se animar a dar passos solitários, guiando-se a si mesmos, formando-se a si mesmos, e sendo mal vistos a todo o tempo como pessoas suspeitas.

Uma tal de Missa dos Vaqueiros está aí a ser anunciada. Virá um cantor relativamente famoso para fazer a festa depois da Missa. É claro que os que comparecerão a este evento estarão visando sobretudo o show posterior. Sequer quero imaginar as disposições de alma dos que lá estarão, as estratégias de diversão, as roupas com que aparecerão na "mesa dos escarnecedores". E ai dos que criticarem este tipo de coisa; serão vistos como fanáticos, fundamentalistas, alienados e adeptos de qualquer modinha perigosa e inconveniente que não deve ter mais espaço nos nossos dias.

E lá se vão tantas e tantas comunhões sacrílegas de tantas almas em pecado mortal. E lá se vão tantos fragmentos da Eucaristia caindo pelo chão e sendo pisoteados nas danças imorais que se seguirão. E lá virá Nosso Senhor, de novo, dar-Se em sacrifício pelos seus, mas não ser por eles reconhecido, nem amado, nem adorado, nem sequer respeitado. A Missa torna-se como que atração cultural de abertura de um show estranho. Reduz-se o Calvário aos festejos típicos de uma certa região. Deixa de ser a Redenção do mundo, para ser uma comemoração vazia, uma simples agitação de cadáveres sem alma que tentam, à força de sacrilégios e barulhos fátuos, distraírem-se da própria nulidade, da ausência de sentido com que vivem. E, quando a Santa Missa poderia e deveria ser o encontro com o Cristo na Cruz, à semelhança dos feridos no deserto que olhavam para a Serpente de Bronze, alguns outros fazem questão de encobrir a cruz e brincar de reunião fraterna, com chapéus de festa, ao jeito de infantes irresponsáveis, com gritinhos e sons de berrantes; tudo isto para abafar, no alarido nonsense destes desesperados, o grito terrível dAquele que, pendente na Cruz, deu a vida por nós, nós que agimos como imbecis irresponsáveis e dignos mil vezes do inferno.

Advertiu São Paulo: "de Deus não se zomba". Eu gostaria muitíssimo de ver o braço absoluto de Nosso Senhor. Ando muitíssimo saturado disso tudo. Imensamente cansado... E toda essa bagunça tem repercussão na minha vida espiritual. Eu gostaria de ver pelo menos um traço da indignação do Senhor, mas Jesus tem um amor e uma paciência infinitos. Porém, a justiça será feita. E nenhum devasso escapará. 

**

PS.: 
* As profanações, nos dias de hoje, são ainda piores do que as piadas que os fariseus soltavam diante da Cruz. Naquela ocasião, Nosso Senhor pedia ao Pai para lhes perdoar, pois eles não sabiam o que faziam. Hoje,  porém, Jesus não poderia repetir tal petição.

* Este mascaramento do Sacrifício do Senhor impede, objetivamente, que as pessoas conheçam a Deus tal qual Ele é, isto é, impede que muitas pessoas se convertam, dando-lhes uma visão equivocada sobre Deus e Sua Igreja, ameaçando eternamente as suas almas. Se, na verdade, toda a ação da Igreja deveria se orientar para a glória de Deus e a salvação das almas, este tipo de brincadeira irresponsável impede um e outro. Só Deus poderia dizer o tamanho desta afronta.

* Ontem foi dia de Nossa Senhora da Salette. Ela, quando apareceu, falou-nos de tudo isso. Recomendo a leitura aqui. Peçamos ao Céu que nos socorra. E os que podem ter uma vida católica completa, agradeçam infinitamente e rezem por nosotros.

Fábio.
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