Tradutor / Translator


English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
Mostrando postagens com marcador Papa Francisco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Papa Francisco. Mostrar todas as postagens

Papa oferece perdão às mulheres que fizeram aborto - Como é?!


Mais uma vez, como sempre, a mídia instrumentaliza a fala do Papa para sugerir "inovações", "mudanças morais", uma igreja "mais inclusiva", e várias outras idéias que unem a falsidade com o potencial sensacionalista. Vamos ver o que o Papa falou de verdade? Comentamos depois:

"Um dos graves problemas do nosso tempo é certamente a alterada relação com a vida. Uma mentalidade muito difundida já fez perder a necessária sensibilidade pessoal e social pelo acolhimento de uma nova vida. O drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, quase sem se dar conta do gravíssimo mal que um gesto semelhante comporta. Muitos outros, ao contrário, mesmo vivendo este momento como uma derrota, julgam que não têm outro caminho a percorrer. Penso, de maneira particular, em todas as mulheres que recorreram ao aborto. Conheço bem os condicionamentos que as levaram a tomar esta decisão. Sei que é um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que traziam no seu coração a cicatriz causada por esta escolha sofrida e dolorosa. O que aconteceu é profundamente injusto; contudo, só a sua verdadeira compreensão pode impedir que se perca a esperança. O perdão de Deus não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido, sobretudo quando com coração sincero se aproxima do Sacramento da Confissão para obter a reconciliação com o Pai. Também por este motivo, não obstante qualquer disposição em contrário, decidi conceder a todos os sacerdotes para o Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado. Os sacerdotes se preparem para esta grande tarefa sabendo conjugar palavras de acolhimento genuíno com uma reflexão que ajude a compreender o pecado cometido, e indicar um percurso de conversão autêntica para conseguir entender o verdadeiro e generoso perdão do Pai, que tudo renova com a sua presença."
Fonte: Vaticano

Voltamos. Como vê quem sabe ler, não há aí nenhuma espécie de relativização do pecado nefando do aborto. Ele costuma sendo o que é: assassinato de infantes. E continua gerando o que gera: excomunhão automática. Quando uma mulher comete aborto - e com ela todos quantos a apoiaram, induziram, ajudaram, etc. - ela é imediatamente excluída da Igreja, isto é, deixa de ser católica, ainda que ninguém o saiba! A pertença à Igreja não se resume a ter um lugar num dos bancos do templo, ou a poder assistir missas. É antes de tudo uma comunhão espiritual que dá acesso aos sacramentos através dos quais a pessoa participa da vida divina.

Pois bem. Antes, quando uma dessas excomungadas, tendo tomado consciência da burrada que fez, e, cheia de arrependimento, decidia voltar à Igreja, o que ela precisava fazer? Ela tinha de recorrer ao bispo ou a algum padre especialmente delegado por ele. Então ela se confessava e, desde que tivesse as devidas disposições, recebia a absolvição e voltava a fazer parte da Igreja, mas não sem portar ainda as grandes penas decorrentes do ato.

O que mudou agora com o pronunciamento do Papa Francisco para o ano da misericórdia? Somente que não será mais necessário recorrer diretamente ao bispo, sendo suficiente que a pessoa se confesse com qualquer sacerdote legitimamente ordenado. Mas continuam valendo as precondições anteriores: as retas disposições que incluem o arrependimento sincero - efeito da compreensão do pecado -, a detestação do ato cometido e o firme propósito de não mais praticá-lo. Além disso, esta possibilidade existe apenas durante o ano da Misericórdia.

É verdade de Fé que qualquer pecado, por mais grave que seja, tem perdão se a pessoa verdadeiramente se arrepende. Isto não é exceção sequer para o aborto, e nem mesmo para o sacrilégio. Portanto, não há tanta novidade assim no pronunciamento do Papa. Ele apenas facilitou um pouco o acesso às pessoas arrependidas. Mas aqueloutras que queiram gozar do perdão da Igreja sem um verdadeiro arrependimento, ou, ainda, qualquer uma que se aproveite deste ato de misericórdia da Igreja para cometer este crime que clama aos céus, pretendendo facilmente confessar-se depois, estará cavando sob si mesma o próprio buraco para o inferno, pois une um crime abominável com o pesadíssimo ato do sacrilégio. Portanto, que a misericórdia de Deus não seja pretexto para mais infanticídios. E, de outro lado, que as pessoas que chegaram um dia a cometer este ato absurdo sejam de fato tocados pelas graças atuais de Deus e, verdadeiramente arrependidas, voltem ao seio da Santa Igreja.

O Papa e os coelhos


Todos soubemos das declarações do Papa Francisco durante o vôo de volta da sua peregrinação às Filipinas a respeito das famílias numerosas, do espaçamento dos filhos, e dos "coelhos". Na verdade, a entrevista fala de muitas outras coisas, mas a polêmica se deveu sobretudo a estes assuntos que, no parecer da mídia, aparentavam inovar quanto à moral católica. Muitos sites divulgaram a notícia, e a maioria endossava a mesma interpretação: "Papa Francisco diz que católico não precisa procriar igual coelho e que ter três filhos está bom."

A notícia foi também divulgada no blog do Fratres, com artigo nomeado como "a íntegra do que o Papa disse", e foi esta a tradução a que me dei à leitura com maior atenção. Contudo, o recorte feito e os negritos às vezes sugerem certas interpretações. O número de três filhos, por exemplo, só pode ser bem compreendido ao considerar a pergunta que Francisco então respondia - o que falta no texto do Fratres. Aproveitaremos a ocasião para revistar as expressões ditas mais abaixo.

Isso tudo me rendeu certa indignação, que foi em certa medida manifestada nas redes sociais a título de comentário dos comentários. Escrevi então um texto que trazia o mesmo nome que encima esta postagem. Contudo, creio que o teor de ambos será bem distinto.

Hoje, enfim, decidi ler toda a entrevista, tal como está disponível no próprio site do vaticano. Deveria tê-lo feito antes, e faria caso soubesse que estas entrevistas também ficam lá arquivadas e disponíveis. Passo, então, a fazer os comentários.

Papa critica mulher que está na oitava gravidez e a chama de irresponsável.

A mulher já era mãe de 7 filhos e estava na oitava cesárea. O número de cesáreas suportáveis por uma mulher varia de pessoa a pessoa, mas pode-se dizer que oito não é lá um número tão comum. Quando o Papa a chama de irresponsável, não o diz pela quantidade de filhos, mas pelo risco, real, de morrer e deixar 7 órfãos. Ele fala isso claramente: "Mas a senhora quer deixar sete órfãos?" Então, nada de espantoso nem de equivocado. Ponto do Papa. Alguns reclamaram a dizer que o papa não sabe da vida particular da mulher, se ela é uma das exceções que não correriam risco com tantas cesáreas. De fato, talvez ele não tenha procurado saber, mas o mais comum é supor que as pessoas geralmente se enquadram num padrão e, mesmo que se afastem dele um pouco, não é tanto. É bastante razoável considerar uma oitava cesárea como algo de risco em qualquer pessoa. Então não há erro aqui.

Antes de passar à próxima é preciso considerar a seguinte expressão:

"Isso não significa que o cristão deve ter filhos em série."

Duas coisas aqui. A expressão "isso não significa" tem um sentido claramente adversativo e, portanto, precisa ser contextualizada a partir daquilo que a precedeu. Na idéia anterior, o Papa falava do perigo do neomalthusianismo, teoria que atribui a miséria humana ao número de pessoas e que, sob o pretexto de melhoria da qualidade geral de vida, impõe o controle de natalidade. Ora, criticar esta idéia talvez abra margem ao seu outro extremo: "então é preciso não se colocar nenhum limite na procriação". E é então que tem lugar a expressão acima. A segunda coisa é que a frase subentende um "necessariamente", ficando assim: "Isso não significa que o cristão deve necessariamente ter filhos em série", pois tê-los ou não estará condicionado a outros fatores, que a Igreja chama de "razões graves". A expressão "coelhos" foi usada apenas como comparação espirituosa. Todos nós, ao tratarmos do assunto, falamos disso. Não há que se doer por tal coisa. Porém, até alguns criadores de coelhos desgostaram da comparação.

Os três filhos

Esse foi um dos pontos em que era mais fácil equivocar-se. Mas, antes de ler novamente a resposta de Francisco, vamos à pergunta que lhe fizeram:

O Santo Padre falou da multidão de crianças nas Filipinas, da sua alegria por haver assim tantas crianças. Mas, segundo as sondagens, a maioria dos filipinos pensa que o enorme crescimento da população filipina é uma das razões mais importantes para a pobreza imensa do país, já que, em média, uma mulher, nas Filipinas, dá à luz mais de três filhos na sua vida, e a posição católica relativamente à contracepção parece ser uma das poucas questões em que um grande número de pessoas nas Filipinas não está de acordo com a Igreja. Que pensa disto?

Ao que Francisco respondeu:

"Creio que o número de três por família, mencionado pelo senhor, seja importante – de acordo com o que dizem os peritos – para manter a população. Três por casal. Quando se desce abaixo deste nível, acontece o outro extremo, como, por exemplo, na Itália onde ouvi dizer (não sei se é verdade) que, em 2024, não haverá dinheiro para pagar aos reformados. A diminuição da população."

Portanto, o número três aí faz referência ao número citado pelo jornalista, e a expressão "três por casal" não visa servir de projeto para os casais católicos, mas somente precisar aquilo que seria o mínimo para "manter a população". A interpretação equivocada da mídia - e também minha, até mais cedo - é fácil também de refutar quando consideramos outras falas de Francisco a respeito da família. Veremos como ele é um defensor das famílias numerosas e, mais recentemente, criticou a teoria de que a pobreza decorreria do número dos filhos - chamando-a simplista -, atribuindo a miséria antes ao sistema econômico,.

Por último, tratemos algo da "Paternidade responsável", que é um termo usado por Paulo VI e que aparece na Humanae Vitae. Sabemos que o responsável contrasta com o irresponsável. O que seria a irresponsabilidade no âmbito da procriação? Seria ter os filhos nas situações em que não fosse possível ou prudente tê-los. Quais são estas situações? Aquelas já acima referidas como "razões graves" e que basicamente se resumem a duas: ou quando a mãe já não tem condições de suportar uma nova gestação sem que isso lhe coloque em perigo de morte ou pelo menos lhe signifique uma privação de saúde acentuada, ou ainda quando as condições materiais não dão conta de manter a subsistência dos filhos. E para que a coisa não degenere em subjetivismo, o Santo Padre orienta os casais a procurarem os seus párocos. A suposição aqui é que estes padres estarão interessados em obedecer a moral da Igreja, já que são os pastores destas almas. Infelizmente, porém, sabemos que o contingente de padres fiéis à moral católica em todos os pontos é ínfimo. Já mais ninguém prega sobre esses assuntos. Paternidade responsável quer dizer, portanto, não o limitar do número de filhos, mas o garantir prévio das condições de tê-los.

O erro do Papa talvez esteve em não esclarecer que apenas as razões graves permitem o espaçamento dos filhos. 

Por fim, uma avaliação geral:

Francisco tem dado trabalho. Algumas falas suas descuidadas têm feito com que os inimigos da Igreja suponham tê-lo do seu lado e ostentem as suas frases na defesa do profano. Há ambiguidades nos seus modos de expressão. Recentemente esteve a condenar a pena de morte como algo cuja defesa é inadmissível a um cristão, o que está inteiramente equivocado. Nesta mesma entrevista que agora comentamos também condena como má qualquer reação que um cristão possa ter a uma ofensa à sua religião, com o que ele desfaz das Cruzadas, dos Cristeros, etc. Até hoje ouvimos os militantes e simpatizantes de movimentos sexuais usarem aquela sua frase: "quem sou eu para julgar?". Não, não estamos dizendo que Francisco defendeu essa interpretação distorcida, mas é fato que ele não se deu ao trabalho de desfazer os equívocos.

Enfim, de certas acusações que lhe fiz, ontem e hoje, a respeito desta entrevista, eu me retrato publicamente. Contudo, segue sendo verdade que Francisco tem de ser mais cuidadoso e não pode confundir suas opiniões pessoais com o cargo que ocupa como chefe de toda a cristandade e como aquele que deve confirmar seus irmãos na Fé.

Magistral carta endereçada ao Papa Francisco!

Quero compartilhar com vocês esta carta simplesmente sensacional endereçada ao Papa Francisco pela católica Lucrécia Rego de Planas. Infelizmente, está em espanhol, o que dificultará, para alguns, a leitura. Mas aos que, mesmo com um pouco mais de esforço, conseguem concluí-la, sugiro muito que o façam.

Papa Francisco convoca vigília de oração pela paz na Síria e no mundo


"Nunca mais a guerra!" O Papa Francisco pediu, no domingo, durante a oração do Angelus, que os cristãos – bem como todos "os homens de boa vontade" – rezassem pela paz. "Queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz", disse.

O apelo do Pontífice foi feito um dia após o anúncio de Barack Obama de que os Estados Unidos interviriam na Síria, devido a um ataque com armas químicas ocorrido no país. O Santo Padre convocou, para o próximo dia 7 de setembro, "um dia de jejum e de oração pela paz" na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro. "No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00 até as 24h00, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo."

Há alguns dias, um atentado com bombas químicas matou centenas de pessoas na Síria. Circularam na Internet várias imagens e vídeos de crianças desfalecidas agonizando e inúmeros cadáveres estendidos no chão, o que causou imediatamente comoção mundial. O Papa Francisco deplorou "o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa". "Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar", alertou o Pontífice.

No último dia 31, o presidente dos Estados Unidos fez um pronunciamento oficial sobre a questão e decidiu que vai fazer uma intervenção militar na Síria. Obama disse estar pronto para realizar a operação, mas quer o aval do Congresso norte-americano antes.

As consequências de uma operação deste tipo, mesmo que "limitada", nas palavras de Obama, não podem ser suficientemente calculadas. Com a intervenção estadunidense no Oriente Médio, um verdadeiro "barril de pólvora", cresce o risco de um conflito de grandes proporções, especialmente diante da onda de protestos que tem tomado conta dos países árabes nos últimos dias.

Também é esta a avaliação do arcebispo da Igreja Ortodoxa Síria, Eustathius Matta Roham. "É fácil dar início aos ataques aéreos contra a Síria – diz –, mas é difícil pôr fim à guerra e às consequências destes ataques para todo o Oriente Médio". Para o prelado, uma intervenção agora seria terrível. "Em todas as partes da Síria e fora dela, os fiéis estão rezando para que não aconteça o ataque por parte dos países estrangeiros contra a Síria e para que se possa construir a paz em toda a região."

Na mesma linha de raciocínio, o Papa Francisco pediu "às partes envolvidas no conflito" que escutassem "a voz da sua consciência" e que não se fechassem em si mesmos, mas tratando "o outro como um irmão" e "superando o confronto cego", assumissem "com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação". "Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria."

Impossível não associar o ardente chamado de Francisco à paz aos dias turbulentos que precederam a infeliz tragédia da Segunda Guerra Mundial. Naquela ocasião, há aproximados 74 anos, o venerável Papa Pio XII pedia aos homens que voltassem a compreender-se e que fizessem negociações para firmar a paz. "O perigo é iminente, mas ainda tem tempo. Nada se perde com a paz. Tudo pode ser perdido com a guerra."

Hoje, a voz do Papa se levanta de novo para rogar a concórdia entre as nações. Ela pede "que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um" e "que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz". Que as palavras do Sumo Pontífice neste momento difícil sejam acolhidas pelos homens. E que a Virgem Santíssima, Rainha da Paz, afaste do mundo o flagelo da guerra.

‘Renunciei porque Deus me disse’, diz Bento XVI


CIDADE DO VATICANO - “Foi porque Deus me disse”. Assim, Bento XVI explicou a decisão de renunciar ao pontificado, em 11 de fevereiro, de acordo com a publicação católica “Zenit”. Apesar da vida de clausura, o Papa Emérito dá esporadicamente algumas entrevistas no convento Mater Ecclesiae onde vive atualmente, nos Jardins do Vaticano. Em uma dessas ocasiões, ele explicou pela primeira vez por que renunciou à liderança da Igreja Católica e acrescentou:

- Quanto mais vejo o carisma de Francisco, mais entendo a vontade divina - afirmou, de acordo com a publicação.

Na reportagem, Bento XVI conta que não houve qualquer tipo de aparição ou fenômenos semelhantes, mas sim uma “experiência mística”, na qual o Senhor teria demonstrado um “desejo absoluto” de permanecer a sós com ele. Uma experiência que poderia durar meses, como relatado por uma fonte que prefere permanecer em anonimato.

Como já havia antecipado na época em que decidiu deixar a liderança da Igreja Católica, o Papa Emérito reiterou que não era uma fuga do mundo, mas pretendia “refugiar-se em Deus”.
A entrevista foi realizada no último domingo, quando Bento XVI fez uma curta viagem até Castelgandolfo, acompanhado de quatro funcionários que trabalharam com ele durante os anos de pontificado e seguem em seus cargos após a renúncia. Mesmo durante a entrevista, o Papa Emérito manteve-se reservado, evitando reflexões que poderiam ser interpretadas como “declarações do outro Papa”.

Fonte: O Globo 

Agora é certeza! JMJ, aí vou eu!



Bem, caríssimos, agora é sério! Eu vou pra JMJ. Estou aqui dando os últimos retoques nas malas. Agradeço mais uma vez à pessoa que me proporcionou esse presente imenso. Foi, contudo, uma decisão conturbada: soube que ia, pensei que não ia mais, confirmei as passagens e só então encontrei um lugar pra ficar.

Uma das coisas que muito ajudaram na decisão foram as leituras da Santa Missa de ontem. No sábado, já na liturgia dominical, eu rezava para que Deus fizesse a vontade d'Ele, e eu estava receoso com os mil detalhes da viagem. Fui à Missa e, lá chegando, parecia que Jesus me dizia: "Fábio, Fábio, tu te preocupas com muitas coisas. Mas uma só é necessária!" E ainda: "Como assim? Eu te dei esse presente, providenciei alguém pra te dar as passagens, e tu não vais?". E então me lembrei da minha tão querida pobreza interior. E aquilo me trouxe paz.

Chegando em casa, porém, perdi-me novamente na avalanche de preocupações e quase desisti totalmente de ir. No domingo tive a graça de tocar na Santa Missa pela manhã e pela noite. Talvez eu estivesse mesmo precisando de uma força extra.. rs Não que uma só Comunhão não fosse suficiente. Mas Deus auxilia mais de uma vez por causa da fraqueza do servo. Na homilia do domingo, o padre frisou a Fé de Abraão. Dizia ele mais ou menos o seguinte: "há pessoas que podem ter dez, vinte ou trinta anos na Igreja. Sabem tudo de doutrina, mas são imaturos na Fé." A Fé de que aí se tratava era a confiança em Deus. Mais uma vez, era Deus me exigindo um "passo no escuro". "Eu quero você lá, meu filho. Vá. Sai da tua terra e da tua parentela. Vá ver a Doce Sombra de Cristo na Terra!"

Foi então que eu decidi de vez. Vou! E seja o que Deus quiser. Já quase no fim do dia, encontrei lugar pra ficar, graças a Deus! 

No término da Missa, cantei uma música que bem expressava a resposta da minha alma. Ponho-a no final desse texto.

Enfim, saindo já já. Rezem por mim e pela Jornada! 

Totus tuus, Mariae, et omnia mea tua sunt!

Fábio Silvério


Primeira Encíclica do Papa Francisco - Lumen Fidei


"Estas considerações sobre a fé — em continuidade com tudo o que o magistério da Igreja pronunciou acerca desta virtude teologal — pretendem juntar-se a tudo aquilo que Bento XVI escreveu nas cartas encíclicas sobre a caridade e a esperança. Ele já tinha quase concluído um primeiro esboço desta carta encíclica sobre a fé. Estou-lhe profundamente agradecido e, na fraternidade de Cristo, assumo o seu precioso trabalho, limitando-me a acrescentar ao texto qualquer nova contribuição. De facto, o Sucessor de Pedro, ontem, hoje e amanhã, sempre está chamado a « confirmar os irmãos » no tesouro incomensurável da fé que Deus dá a cada homem como luz para o seu caminho.

Na fé, dom de Deus e virtude sobrenatural por Ele infundida, reconhecemos que um grande Amor nos foi oferecido, que uma Palavra estupenda nos foi dirigida: acolhendo esta Palavra que é Jesus Cristo — Palavra encarnada –, o Espírito Santo transforma-nos, ilumina o caminho do futuro e faz crescer em nós as asas da esperança para o percorrermos com alegria. Fé, esperança e caridade constituem, numa interligação admirável, o dinamismo da vida cristã rumo à plena comunhão com Deus. Mas, como é este caminho que a fé desvenda diante de nós? Donde provém a sua luz, tão poderosa que permite iluminar o caminho duma vida bem sucedida e fecunda, cheia de fruto?"

Carta Encíclica Lumen Fidei, Papa Francisco.

Leia a Encíclica inteira clicando aqui.

Vaticano: «Encontrar Jesus fora da Igreja não é possível», diz Papa


Cidade do Vaticano, 23 abr 2013 (Ecclesia) – O Papa presidiu hoje no Vaticano à missa evocativa de São Jorge, nome próprio de Francisco, tendo afirmado que “encontrar Jesus fora da Igreja não é possível”, revela a Rádio Vaticano.

Na celebração que decorreu na Capela Paulina com a participação de dezenas de cardeais, Francisco recordou que o Papa Paulo VI (1897-1978) dizia ser “uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja”.

“A identidade cristã é uma pertença à Igreja, à Igreja mãe”, acrescentou.

A Igreja está entre as “perseguições do mundo” e a “consolação” de Deus, afirmou Francisco na homilia da eucaristia evocatória do mártir que o rito católico, sírio e bizantino assinalam a 23 de abril.

“No momento em que começa a perseguição, começa a atividade missionária da Igreja”, sublinhou Francisco, referindo-se à tradição associada a São Jorge, que terá sido morto cerca do ano 303 ao testemunhar a fé, aquando das persecuções aos cristãos ordenados pelo imperador romano Diocleciano.

O Papa frisou que esta expansão da mensagem cristã se deveu à ação do “Espírito Santo”, mesmo perante a desconfiança de alguns dos responsáveis pela comunidade de crentes.

“Pensemos hoje na missionariedade da Igreja, nos que saíram de si próprios, nos que tiveram a coragem de anunciar Jesus aos gregos - coisa quase escandalosa naquele tempo -, nesta mãe Igreja que cresce, cresce, com novos filhos aos quais dá a identidade de fé. Não se pode acreditar em Jesus sem a Igreja, di-lo o próprio Jesus”, prosseguiu.

Ao começar a homilia, Francisco dirigiu uma saudação aos membros do Colégio Cardinalício presentes: “Obrigado porque me sinto bem acolhido por vós. Obrigado. Sinto-me bem convosco”.

O decano (presidente) deste colégio, D. Angelo Sodano, apresentou uma mensagem de felicitações no início da celebração, pedindo o dom da “fortaleza” e lembrando os que sofrem “por causa da sua fé”.

No fim da missa Francisco deteve-se por instantes, em oração, diante de um ícone da Virgem Maria.

Milagre Eucarístico de Buenos Aires - Papa Francisco foi testemunha


Em 1996, se produziu o chamado Milagre Eucarístico de Buenos Aires em que uma hóstia se transformou em carne e sangue. Informado, o cardeal Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, ordenou tirar fotos e uma intensa investigação de laboratório pelo Dr. Castañón.

Os estudos mostraram que era uma parte do ventrículo esquerdo do músculo do coração, de uma pessoa de aproximadamente 30 anos, sangue grupo AB e que havia sofrido muito ao morrer, com certeza maltratado e golpeado. Os cientistas que fizeram o estudo não sabiam que era uma hóstia; se lhes foi dito logo depois das análises e ficaram assombrados, pois tem glóbulos roxos, glóbulos brancos e células palpitando e pulsando, e ao enfiar-lhe uma seringa saía sangue.

UMA HÓSTIA CONSAGRADA SE CONVERTE EM CARNE E SANGUE

Às sete da tarde a 18 de agosto de 1996, o Pe. Alejandro Pezet celebrava a Santa Missa em uma igreja católica no centro comercial de Buenos Aires. Quando estava terminando a distribuição da Sagrada Comunhão, uma mulher se aproximou para dizer-lhe que havia encontrado uma hóstia descartada em um candelabro na parte posterior da igreja. Ao ir ao lugar indicado, o Pe. Alejandro viu a hóstia profanada. Como não podia consumi-la, a colocou em um recipiente com água e o guardou no sacrário da capela do Santíssimo Sacramento.

Na segunda feira, 26 de agosto, ao abrir o sacrário, viu com assombro que a hóstia se havia convertido em uma substância sanguinolenta. Informou ao cardeal Jorge Bergoglio, que deu instruções para que a hóstia fosse fotografada de maneira profissional.

As fotos foram tiradas em 6 de setembro. Mostram claramente que a hóstia, que se havia convertido em uma peça de carne ensanguentada, havia aumentado consideravelmente de tamanho.

ANÁLISES CLÍNICAS

Por vários anos a hóstia se manteve no tabernáculo, e todo o assunto em um segredo estrito. Dado que a hóstia não sofreu decomposição visível, o cardeal Bergoglio decidiu fazê-la analisar cientificamente.

Uma mostra do tecido foi enviada a um laboratório em Buenos Aires. O laboratório reportou a descoberta de células humanas roxas e brancas de sangue e de tecido de um coração humano. O laboratório informou ainda que a mostra de tecido parecia estar ainda com vida, já que as células se moviam ou pulsavam como o fariam em um coração humano vivo.

VIAJA O DR. CASTAÑÓN

Três anos mais tarde, 1999, o Dr. Ricardo Castañón Gómes foi contactado para realizar algumas provas adicionais.

Em 5 de outubro de 1999, em presença de representantes do Cardeal, o Dr. Castañón tomou uma amostra do fragmento ensanguentado e o enviou a Nova York para sua análise. Já que ele não desejava prejudicar o estudo, de propósito não informou à equipe de cientistas sobre sua procedência.

O laboratório informou que a amostra recebida era de tecido muscular de coração humano vivo.

ANÁLISE DE UM CARDIOLOGISTA FAMOSO

Cinco anos mais tarde, em 2004, o Dr. Gómez entrou em contato com o Dr. Frederick Zugibe e lhe pediu uma amostra de prova, uma vez mais sem dizer-lhe nada acerca da amostra ou de sua origem.

O Dr. Frederic Zugibe, um cardiologista reconhecido e patologista forense, determinou que a substância analisada era de carne e sangue que contêm o ADN humano. Zugibe declarou que "o material analisado é um fragmento do músculo do coração que se encontra na parede do ventrículo esquerdo, próximo às válvulas. Este músculo é responsável pela contração do coração. Há que se ter em conta que o ventrículo cardíaco esquerdo bombeia sangue a todas as partes do corpo. O músculo cardíaco está em uma condição inflamatória e contém um grande número de células brancas do sangue. Isto indica que o coração estava vivo no momento em que se tomou a amostra. Meu argumento é que o coração estava vivo, já que as células brancas do sangue morrem fora de um organismo vivo. Elas precisam de um organismo vivo para se manterem. Portanto, sua presença indica que o coração estava vivo quando se tomou a amostra. Além disso, estas células brancas do sangue haviam penetrado o tecido, o que indica, ademais, que o coração havia estado sob estresse severo, como se o dono houvesse sido severamente golpeado no peito.

SURPRESA DO CARDIOLOGISTA AO SABER A PROCEDÊNCIA DO TECIDO

Dois australianos, o periodista Mike Willesee e o advogado Ron Tesoriero, foram testemunhas destas provas. Sabendo de onde a amostra havia vindo, estavam estupefatos pelo testemunho do Dr. Zugibe. 

Mike Willesee perguntou ao cientista quanto tempo as células brancas do sangue se manteriam com vida se houvessem vindo de um pedaço de tecido humano que se tivesse mantido na água. Elas deixariam de existir em questão de minutos, respondeu o Dr. Zugibe. 

O periodista disse então ao médico que a fonte da amostra havia sido em princípio deixada em água corrente durante um mês e logo por outros três anos, em um recipiente com água destilada, e só então havia sido tomada a amostra para análise.

Dr. Zugibe disse que não havia maneira de explicar cientificamente este fato. Só então Mike Willesee informou ao Dr. Zugiba que a amostra analisada provinha de uma hóstia consagrada (pão branco, sem fermento) que se havia tornado misteriosamente em carne humana com sangue.

Surpreso por esta informação, o Dr. Zugibe respondeu:

"Como e por que uma hóstia consagrada pode mudar seu caráter e converter-se em carne viva e sangue humano seguirá sendo um mistério inexplicável para a ciência, um mistério totalmente fora de minha competência".

Tradução minha, do espanhol.

Exorcista Romano Gabriele Amorth diz para Papa Francisco tomar cuidado com uma morte rápida e os maçons

O exorcista romano Gabriele Amorth disse que o papa Francisco queria uma "igreja pobres dos pobres", como João Paulo I. "Eu não gostaria que ele terminasse como Luciani". João Paulo I morreu depois de apenas 33 dias no papado.


Padre Gabriele Amorth, exorcista-chefe da Diocese de Roma, alertou o novo Papa Francisco sobre uma morte rápida seguindo o destino do Papa João Paulo I. "O maçons têm suas filiais em todos os lugares, até mesmo no Vaticano, infelizmente", Amorth disse em uma entrevista com o jornal italiano "Il Giornale", que o jornal "Österreich" online relatou.

Amorth disse que o novo Papa Francisco queria uma "igreja pobres dos pobres", como João Paulo I "Eu não gostaria que ele terminasse como Luciani", comentou o exorcista-chefe, mas os maçons aspiram apenas atrás de dinheiro e carreira ", eles ajudam um ao outro ", relatou," Österreich "" online.

Padre Gabriele afirma que eles incluem o atual primeiro-ministro italiano Mario Monti, um maçom, assim como o presidente Giorgio Napolitano. Em princípio, todos os políticos no poder são subordinados aos maçons e o mundo foi dominado por sete ou oito pessoas que mantiveram todo o dinheiro em suas mãos, disse o monge de 88 anos de idade, que acredita ter realizado 70.000 exorcismos com sucesso.

Importante: Vítima da ditadura desmente suposta cumplicidade de Bergoglio


As acusações feitas contra Jorge Bergoglio, agora Papa Francisco, por cumplicidade com a ditadura argentina na tortura de dois sacerdotes foram desmentidas pelo único dos dois que ainda vive, Francisco Jalics.

O jesuíta publicou uma declaração no site da Companhia de Jesus da Alemanha, onde vive atualmente, na qual recorda os terríveis seis meses de 1976 nos quais foi sequestrado, interrogado e torturado com os olhos vendados.

Jalics desmente a versão do jornalista Horacio Verbitsky, quem, após a eleição do Papa Francisco, acusou-o de ter entregue os dois jesuítas às autoridades.

-----------
Leia na íntegra no Logos

Esqueçamos Bergoglio e recebamos a Francisco


“Quando Eneas Silvio Picolomini – que havia escrito novelas frivolas – foi eleito sucessor de Pedro, assumiu o pontificado sob o nome Pio II. Ao apresentar-se na sacada, deparou-se com uma multidão enfurecida. O Papa não os condenou tratando-os como maus cristãos, mas antes simplesmente lhes disse: Aeneam reicite, Pium recipite. Recusai a Eneas e recebei a Pio”.

Embora tenhamos algumas más referências sobre o cardeal Bergoglio, este já não existe, mas sim Francisco, Papa. Que o bom Deus, mesmo sem merecermos, nos dê a graça de ver a história se repetir, como dizem sobre o Papa Pio IX. E que esqueçamos a Bergoglio e recebamos a Francisco.

Ainda sobre o Papa Francisco - Dois textos e "não sejamos ateus"


E segue a onda de protestos, reclamações e até difamações contra Sua Santidade Francisco. Neste quesito, certos tradicionalistas unem-se aos inimigos da Igreja e terminam desempenhando juntos um trabalho, digamos, de efeitos próximos. A animosidade contra o Papa somente cresce, e isso em pouquíssimo tempo depois que ele assumiu o pontificado.

Destaco, aqui, dentre uma infinidade de textos e comentários, somente dois. Primeiramente, estão a se espalhar certas declarações que seriam supostamente do Cardeal Bergoglio e que expressam claro preconceito com as mulheres até o ponto, dizem alguns, da misoginia. Estas coisas, óbvio, serão ventiladas aos quatro ventos, como já tem sido desde a sua eleição, no último dia 13. Sobre isso, recomendo a leitura deste breve texto, que esclarece um tanto a estratégia destes difamadores para os quais qualquer coisa, seja mentira ou distorção, pode ser usada para bater no Papa e atacar a Igreja.

Em segundo lugar, mais adequado aos tradicionalistas hostis, destaco este que é um dos textos que mais gostei até agora sobre este assunto.

De nossa parte, já nos expressamos: é cedo para qualquer coisa. O que nos cabe é rezar e dar um voto de confiança ao Papa. Penso que seja falta de caridade não fazê-lo. Nenhum de nós possui um passado imaculado, e o posto de Papa possibilita uma reflexão maior sobre o "modus operandi" que deverá ser seguido, uma vez que toda a Igreja está submetida a ele. Esperemos e vejamos. Não sejamos ateus, para os quais a realidade se esgota no que se vê. Há muito mais coisas aí que não estão sendo consideradas. Certa vez Nosso Senhor reclamou dizendo que os que se preocupam com o que hão de comer ou de beber são os pagãos, que não consideram que, por trás da aparência, Deus lhes cuida. Também agora, creio que mereçamos uma censura: não vos comporteis como ateus.

Sobre o novo Papa, Francisco.


E temos um novo Papa: Francisco. Ainda não se sabe se se deva chamá-lo somente de Papa Francisco, ou de Francisco I - Há fontes que dizem uma coisa ou outra. O que se sabe ao certo é que referir-se a Bento XVI como Papa Emérito não é adequado

Como era de se esperar, o mundo parou para acompanhar a eleição do novo Sumo Pontífice da Igreja Católica e, para surpresa geral, foi eleito um dos que quase não se cogitava, embora ele tenha ficado em segundo lugar no conclave que elegeu o Papa Bento XVI: o Cardeal Jorge Mario Bergoglio.

É a primeira vez que um Papa escolhe o nome de Francisco, e com isto Sua Santidade quis fazer referência ao Poverello, São Francisco de Assis, e não a outros Franciscos, como o de Sales, o de Paula ou o Xavier, embora Bergoglio seja jesuíta, e não franciscano. Porém, é possível entender a identificação: são bem conhecidos seus hábitos modestos e austeros. Ele vivia humildemente, cozinhava sua própria comida, andava de ônibus e, na ocasião em que foi eleito Cardeal, pediu aos seus fiéis que usassem o dinheiro reservado para a celebração na doação aos pobres. Esta carência de "pompas" pode levantar a orelha dos católicos conservadores, que, de tanto estarem acostumados, logo associam estes costumes aos defensores da Teologia da Libertação. Porém, não é este o caso. Embora Leonardo Boff tenha ficado felizinho com a eleição do Papa Francisco, o fato é que ele se opôs à heresia esquerdista quando era somente Padre, durante a Ditadura Argentina.

Eleito por um conclave considerado curto - de apenas dois dias -, o Papa foi rapidamente acolhido pelos fiéis, bem como amplamente criticado por outros setores. Por ser considerado "conservador moderado", ele não agradou nem aos modernistas nem à ala mais tradicionalista. Deu-se início a uma varredura do seu passado, das suas citações, do seu modo de operar, o que motivou um sem fim de discussões sobre o futuro da Igreja e sobre se a sua recepção deveria ser vista como bênção ou castigo.

Eu, particularmente, confesso que fiquei - e estou - bastante apreensivo. Estranhei o modo como ele se apresentou e, não obstante certas leituras em seu favor, algumas outras me deixaram ainda mais preocupado. No entanto, reconheço que é, ainda, muito cedo para fazer uma avaliação acertada. Teremos tempo para acolher suas palavras, textos e decisões. Além de tudo, é muito verdadeiro aquele argumento que nos adverte contra uma espécie de racionalismo ou de naturalização dos eventos ocorridos nestes dias. Não se pode entender a eleição do Sumo Pontífice fazendo-se abstração de toda a dimensão sobrenatural que a envolve e que quase a determina. Não é raro pecarmos por falta de Fé. Porém, isto não deve ser pretexto para que caiamos num irrealismo, num alheamento dos fatos. Confiemos em Deus, mas estejamos atentos.

Um dos motivos da minha apreensão é que o contexto da renúncia de Bento XVI e da espera por um novo pontífice se fazia com base num argumento principal, usado pelo Papa precedente: é preciso um homem de mais vigor e, por isso, supostamente mais jovem e que se destaque pela sua clareza e sua firmeza em enfrentar o que deve ser enfrentado. Por causa disso, a nossa expectativa era muito diversa. Quando o Papa foi eleito, assumiu o nome de Francisco e mostrou-se, pareceu-nos que não cabia no que julgávamos ser a expectativa de Bento XVI e no que era a nossa. No entanto, sabemos também que Deus nos surpreende e que muitas vezes usa aquilo que aos olhos dos homens é fraco justamente para confundi-los. Uma coisa que me deixou impressionado foi o modo como a mídia o acolheu com simpatia. E também é muito natural lembrarmo-nos de S. Francisco de Assis que, embora de aparência modesta, foi o escolhido por Deus para impedir a queda da Igreja, sustentando-a com seus próprios ombros.

Por ora, só nos cabe rezar pelo Santo Padre. Que tudo ocorra segundo a vontade divina que, convenhamos, muitas vezes se ri dos nossos pensamentos e que sabe, melhor do que todos nós, o que nos é necessário.

Portanto, viva o Papa Francisco, gloriosamente reinante! 
Vai, Francisco, e reconstrói a Igreja de Nosso Senhor! Tu és Pedra! Confirma teus irmãos!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...