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Mudando um pouco a aparência do blog

Pessoal, como eu acho - rsrsrs - que vocês perceberam, eu andei dando uma mudada - meio modesta, rs - na aparência do blog. Na verdade, eu ainda to mexendo, vendo as possibilidades e os diferentes resultados que eu vou conseguindo. Isso significa que nada é definitivo. Agora, mesmo, eu to com sono e posso estar fazendo um monte de doidice, kkk. Mas, se depois eu pensar que não fica legal mudar o template, eu ponho de volta o antigo. Espero, pelo menos, que o negócio fique melhor que esse cosplayer. ^^ Dêem algum palpite, aí, rsrs. Pax.

Gaara da Areia... Num é que ficou igualzinho?!

IGREJA CATÓLICA - a maior obra caritativa do planeta!


Para todos aqueles que acham que a igreja católica não faz obras e pra confirmar a fé e crença daqueles que sabem que faz.

"A fé sem obras é morta" (Tg 2,17)

A proposta do cristianismo vivo sendo praticada exemplarmente pela Santa Igreja de Cristo, mostrando a fé que evangeliza nao só com palavras, mas também com ações concretas.

"Aquele que souber fazer o bem, e não o faz, peca." (Tg 4, 17)

A Igreja Católica mantém na:

Ásia

1.076 hospitais
3.400 dispensários 
330 leprosários
1.685 asilos
3.900 orfanatos
2.960 jardins de infância

África

964 hospitais 
5.000 dispensários
260 leprosários
650 asilos
800 orfanatos
2.000 jardins de infância

América

1.900 hospitais
5.400 dispensários
50 leprosários
3.700 asilos
2.500 orfanatos
4.200 jardins de infância

Oceania 

170 hospitais
180 dispensários
1 leprosario 
360 asilos
60 orfanatos
90 jardins de infância

Europa

1.230 hospitais
2.450 dispensários
4 Leprosários
7.970 asilos 
2.370 jardins de infância


O Conselho Pontifício –Cor Unum – ( organismo da Santa Sé encarregado de promover e organizar as instituições de caridade e assistência da Igreja) publicou num cd , um guia com 1.100 organismos da Igreja comprometidos com a ação social-caritativo, que ajudam, principalmente, em casos de catástrofes ou necessidades, sem distinção de religião, para isto, pedem ajuda nas paróquias católicas do mundo ou em outras instituições.

O Justo viverá pela Fé sem a qual é impossível agradar a Deus

Não se enganem... esse farol aí é a Igreja..


O justo viverá da Fé (Gl 3,11)

Essa frase paulina deve ser, para nós, fonte de grande luz. Poderíamos entender a Fé basicamente de dois modos: a) enquanto corpo doutrinário; é esta acepção que usamos quando dizemos: "A Fé Católica ensina tal coisa"; b) enquanto um dom, dado por Deus quando aderimos àquele conjunto de verdades, por Ele reveladas através da Igreja, com a nossa inteligência e vontade. Aqui a Fé configura uma Virtude Teologal, provinda de Deus e posta como ato em nossa inteligência, agindo em nós de duas formas: enquanto remédio contra a ignorância e o erro e enquanto potencializadora da nossa inteligência, permitindo que compreendamos de modo mais profundo estas mesmas verdades de Fé e outros assuntos a elas relacionados.

A Fé enquanto Corpo Doutrinário existe independentemente de nós. Ainda que lhe negássemos a nossa adesão pessoal, em nada interferiríamos na verdade dos dogmas. Porém, a Fé enquanto Virtude Teologal só nos é dada a partir da nossa adesão àquele Corpo Doutrinário. Como este Corpo possui existência objetiva, a nossa adesão a ele deverá se fazer como uma adequação da nossa inteligência à sua verdade objetiva. De tal modo assim é que, se por acaso negássemos uma só das verdades de Fé, incorreríamos necessariamente em erro e perderíamos a Virtude Teologal da Fé.

É dito, ainda, que sem a Fé é impossível agradar a Deus (Hb 11,6)

Vejamos por quê. O Catecismo nos ensina que a finalidade da nossa vida consiste em conhecer, amar e servir a Deus. Deus, porém, não deve ser entendido como um objeto inerte e absolutamente passivo à nossa inteligência. Nem tampouco como um ente equiparado às demais criaturas cujo conhecimento esteja disposto ao nosso alcance natural. De fato, podemos, com certeza, conhecer a existência de Deus pela nossa razão natural, mas, conhecer Quem propriamente é Deus só o poderemos saber se Ele mesmo se nos revela.

Ora, os dogmas da Igreja são verdades que extrapolam a nossa natural capacidade de conhecimento. Eles foram reveladas pelo próprio Deus e exigem ser integralmente cridos. É por meio deles que podemos conhecer a verdade sobre Deus, verdade que nos é necessária para a realização da nossa vocação enquanto seres humanos. Aqui, a relação entre Fé e Conhecimento se torna ainda mais perceptível: se temos uma fé equivocada, forçosamente o nosso conhecimento de Deus será equivocado. Se, porém, a nossa Fé é pura e íntegra, o nosso conhecimento de Deus corresponderá ao que Ele, de fato, é.

Disto, podemos concluir que para realizar a finalidade da nossa vida, que consiste em conhecer, amar e servir a Deus, é preciso ter uma Fé correta, sem a qual não conheceremos a Deus e, portanto, não O amaremos e não O serviremos. Pecar contra a Fé não pode deixar de ser, por isso, algo gravíssimo pois, nos vedando o conhecimento de Deus, nos impede de realizar o motivo pelo qual existimos e nos ameaça de perdição eterna. Um homem sem fé é um homem que se verá frustrado nos seus anseios mais profundos. 

Depois de ver todas estas implicâncias, não surpreende que este homem não possa agradar a Deus, já que não O conhece e, portanto, não pode amá-Lo, nem servi-Lo, nem entender com precisão o que Lhe agrada. Porém, após a vinda de Cristo, Sua morte na Cruz e a difusão do Seu Evangelho a partir de Sua Igreja, o não ter fé não mais se configura meramente como ignorância, mas, sobretudo, como recusa voluntária da Boa Nova. 

Para que recebamos a Fé como virtude teologal e, partir dela, as demais virtudes da Esperança e da Caridade, sendo esta última a vida divina na alma, é preciso aderir ao conjunto total dos dogmas da Igreja. Dissemos que renegar um que seja nos faz perder a Fé Teologal; isto provoca, naturalmente, a perda das demais virtudes teologais, o que significa que terminamos por abandonar a amizade com Deus. Portanto, não se pode justificar nenhum tipo de suposto apostolado, por melhor que pareça, que provoque a ruptura com alguma verdade de Fé.

Ainda que assim seja, não cessam de surgir movimentos pseudo-devotos que, à força de se promoverem, inventam as fábulas que S. Paulo profetizou, provocando que não poucos transijam contra a Doutrina Católica. E isto é gravíssimo.

Devemos, portanto, manter íntegra a nossa Fé, isto é, aderir à doutrina católica sem nos desviarmos nem para a esquerda nem para a direita. Só então receberemos de Deus a virtude teologal da Fé e, com ela, os dons da Esperança e da Caridade, pelos quais poderemos conhecer, amar e servir a Deus.

Umas Poucas Pérolas do "Perdei Almas"


Não foi necessário mais que umas poucas leituras para já recolher algumas das pérolas que vão abaixo. Logo após os trechos, vão pequenos comentários meus em itálico. Divirtam-se.

***

"Já aprendi a ser louco convosco! Mas é gostosa esta loucura: a cada passo dado, filhos são arremessados aos braços do Pai! Continuai sendo loucos! Amém!"
São Miguel!

hehe.. "São Miguel" depois do Rock in Rio... só se for...

**
"Muito obrigado.
Foi um dia muito proveitoso: o Purgatório está vazio!
Lembrai-vos de que, no Céu, são milhões os que vos amam e vos protegem, gratos que estão, por causa de vosso amor. Muito obrigado.
“São Miguel”

Uau! O Purgatório esvaziou! E isso só por causa do trabalho do Salvai Almas. Percebem as proporções disso? rsrs

**
"Por causa de vosso amor e a presença deste filhinho Sacerdote, o Pai concede mais três dias para que o Purgatório permaneça vazio."
"Maria Mãe do Universo"

Rsrs.. Quer dizer que quem morrer nessa época com pecados veniais não vai ao Purgatório? Vai direto para o Céu? Sei, sei...

**
"Nós, os três Arcanjos, fizemos questão de vos acompanhar neste Cemitério e Daniel, não em espírito, mas com seu corpo!"
"Algum dos três arcanjos"

Nem a Virgem Maria foi visitada pelos três.. No entanto, Heckert e seus comparsas são "os caras"

**
"Jamais deveis ter medo, pois, para vós e para todos os participantes deste Movimento, Deus tem preparado apenas Graças e Alegrias! Portanto, deveis seguir este caminho com amor e divulgá-lo sem medo de represálias. O mundo vos agradecerá! O Céu vos agradecerá!
… Não sois pequenos diante de Deus! Amém?"
"Maria Mãe do Universo"

"As "represálias" provavelmente se referem ao juízo da Igreja. Se for isso, Nossa Senhora recomenda desconsiderar o que a Igreja disser. A Igreja é, daí, naturalizada, como se fosse formada por um bando de tolinhos que não sabem o que estão fazendo... E, depois, o "mundo" agradecerá ao Cláudio. Na verdade, parece que o Cláudio queria ser o Michael Jackson e não conseguiu...

**
"Filhinhos amados: todo o vosso amor, toda a vossa dedicação durante tantos dias de profundas orações fizeram, por alguns instantes, parar o Céu! Mas não só isso: fizeram emocionar o Céu! Por que tudo aqui gerava o amor! Aqui, o amor imperou durante toda a semana!"
"Maria Mãe do Universo"

O Céu Parou! kkkk Por causa do Cláudio e seus amiguinhos teletubbies, tudo no céu gerava o amor! Pera.. Mas o céu não é, já, a morada celeste cuja "atmosfera" é profundo amor porque visão de Deus face a face? Como que, por causa do Cláudio, o céu "parou" e tudo lá "passou" a gerar amor? E ainda: lá no céu, o amor imperou toda a semana! rsrsrs E depois, parou de imperar? Oh God!

**
"O Reino está realmente próximo, mas só o Pai sabe a hora… a ninguém foi revelado a hora exata. Observa os profetas. Dizem isto u aquilo, fazendo acreditar que o tempo é agora, que o Pai deu o prazo, que Deus disse o dia… mas eles mesmos fazem planos para o futuro! Ora, se soubessem a hora exata por que fariam planos? A hora pertence ao Pai e Ele não dirá absolutamente nada a ninguém! Contudo, envia sinais, que já são vistos, para que os filhos da luz estejam preparados! … Também os filhos das trevas poderão converter-se, mas para eles, os sinais são camuflados, pois o Pai não permite que vejam os sinais, apesar dos olhos, ou que escutem, apesar dos ouvidos! A  salvação pertence a todos, mas a hora da purificação ainda não chegou…. mas chegará…. e só o Pai sabe o exato momento!"
"Jesus"

Interessante isso aqui. O Movimento Salvai Almas pretende saber o dia e a hora. Porém, Jesus aparece aí - provavelmente é uma mensagem antiga - dizendo que só o Pai sabe e que "Ele não dirá absolutamente nada a ninguém". Porém, parece que depois Ele mudou de idéia. Deus, agora, passa por mudanças, é mutável...

**
"Deus criou a vida, e a cada ser deu as fórmulas para o bom viver, tanto na procriação, quanto para o controle dela: Tudo natural, sem intervenção humana!"
"Jesus"

kkkk.. Agora Jesus é a favor do controle de natalidade, desde que seja "tudo natural" kk "Qué qué isso?!"

**
"Na verdade, Eu vos escolhi porque pude confiar em vós: percebi que tendes muito amor a dar, muitos exemplos, muita sabedoria e muita determinação.
Vos escolhi porque preciso de braços fortes e corações santos para conduzir o meu rebanho, minha Igreja… Na verdade, Eu a conduzo… Mas quem me escuta?
Vós sois então, os escolhidos para serdes a minha voz!"
"Jesus"

kkk. Jesus até queria conduzir alguém, mas ninguém escutou. O Cláudio foi o único, é o salvador da humanidade, é a voz de Jesus no mundo. Pera.. e a Igreja? A Igreja vai ser conduzida pelo Cláudio também. Veja lá: "Vos escolhi porque preciso de braços fortes e corações santos para conduzir o meu rebanho, minha Igreja." Mas menino! O Cláudio vai ser Papa? Ou Jesus decidiu ser revolucionário mesmo? É a revolução do proletariado! Ou melhor, a revolução das profetadas! É capaz de o Marcos Tadeu querer uma parte aí também, rsrs. Oh God!

**
"Amor não é propriamente caridade!
 Caridade se faz também a qualquer momento, em qualquer lugar, a quaisquer pessoas… Caridade se pratica principalmente para as pessoas ou entidades que solicitam favores ou auxílios.
A caridade é praticada entre os cristãos ou gentios; filhos ou não filhos de Deus…
Amor, no entanto, só os Filhos de Deus praticam…
Porque Amor é Deus! Porque Deus é Amor!"
"Jesus"

hehehe.. Jesus desconhecendo aí os termos da Teologia, hehehe. Na verdade, ó bando de manés, a Caridade é a virtude teologal que justamente só os que estão em graça possuem. Leiam S. Paulo: "a caridade é a maior virtude e sem ela nada vale". Que negócio mal feito.. Jesus diz que os "filhos das trevas" geralmente são mais inteligentes. Esses aí, porém, não foram muito bem escolhidos não, rsrs..

**
"O inimigo então não vos derrubará, pois o alicerce de uma Igreja não sucumbirá aos ataques do inferno… Sois guardiões dos alicerces…por força de Deus! Amém!"
"Jesus"

Cláudio Heckert e seus comparsas são, agora, os guardiões dos alicerces da Igreja. Mas, como, se não sabem sequer questões básicas de Doutrina? E como, se querem se esquivar do juízo da Igreja? Na verdade, o que esse povo parece estar querendo é fama, é um mundo de admiradores, um mundo que os agradeça, e a sua soberba é tamanha que o planeta terra não lhes basta; também todas as almas dos que estão no céu, incluindo os anjos, a Virgem e o próprio Deus têm de se juntar ao grupo dos que gritarão: "Cláudio, lindo, gostoso, você salvou o mundo!" Porém, o que o Cláudio merecia era topar com um profeta de verdade, daqueles tipo Elias, que lhe ensinasse, depois de umas boas tabicadas de ramo de goiabeira, que de Deus não se zomba.

Pe. Paulo Ricardo: Rock in Rio e Orgulho dos Porcos

Acabei de assistir o Parresia abaixo, onde o Pe. Paulo Ricardo - sempre excelente - trata sobre o Rock in Rio e o culto da morte que ele promove. Advirto o seguinte: muito do que o Pe. Paulo fala neste video é plenamente aceitável somente se a pessoa já entende certos pressupostos, se já os assimilou. Para outros, porém, o seu discurso pode soar exagerado e meio que "saltado". Por causa disso, hesitei um pouco em disponibilizá-lo aqui. Recomendo somente que assistam o video inteiro e, se é o caso de alguém não concordar com certas conclusões do padre ou se lhe ficou algo não compreendido, não deixem de tirar suas dúvidas. Pax.


Contra um certo sentimento de insurreição que se esconde sob a expressão "nós somos Igreja", responde o Papa Bento XVI


“Sempre podemos crer somente em ‘nós mesmos’. Às vezes digo que São Paulo escreveu: ‘A fé vem da escuta’, e não do ler. Também se necessita ler, porém a fé vem da escuta, quer dizer, da palavra viva, das palavras que os outros me dirigem e que posso ouvir; das palavras da Igreja através de todos os tempos, da palavra atual que ela dirige mediante os sacerdotes, os Bispos e os irmãos e irmãs. Da fé faz parte o ‘tu’ do próximo, e faz parte dela o ‘nós’. O exercitar-se, o apoiar-se mutuamente é algo muito importante; aprender a acolher o outro como outro em sua diferença, para chegar a ser um ‘nós’, para que um dia possamos formar uma comunidade também na paróquia, chamando as pessoas a entrarem na comunidade da Palavra e se porem juntos a caminho para o Deus vivo. Isso forma parte do ‘nós muito concreto, como o é o seminário, como o será a paróquia, mas também o olhar sempre além do ‘nós’ concreto e limitado para o grande ‘nós’ da Igreja de todo tempo e lugar, para não fazer de nós mesmos o critério absoluto. Quando dizemos: “Nós somos Igreja”, sim, claro, é certo, somos nós, não um qualquer. Porém o ‘nós’ é mais amplo do que o grupo que o está dizendo. O ‘nós’ é a comunidade inteira dos fiéis, de hoje, de todos os lugares e todos os tempos. E digo sempre, ademais, que na comunidade dos fiéis, sim, existe, por dizê-lo assim, o juízo da maioria de fato, porém nunca pode haver uma maioria contra os Apóstolos e contra os Santos: isso seria uma falsa maioria. Nós somos Igreja: Sejamo-lo! Sejamo-lo precisamente no abrir-nos, no ir além de nós mesmos e em sê-lo junto aos outros”.

Discurso de Bento XVI aos Seminaristas na capela de São Carlos Borromeu, Seminário de Friburgo, na tarde de Sábado em 24 de Setembro de 2011.

Ainda sobre o Movimento Salvai Almas e demais "Heckertianos"

Cláudio Heckert se despedindo da aparição

Este é um assunto do qual tenho tratado, já, diversas vezes. E o faço por estar absolutamente convencido da falsidade do fenômeno e do seu caráter herético. Minha intenção com estes textos é dar a conhecer a enganação dos difusores dessas mensagens - muitos o fazem inocentemente - e advertir sobre o perigo que consiste em dar-lhes crédito.

Aos que não sabem do que estou tratando, explico por alto. Ao lado das aparições autênticas da Virgem Maria, surgiram, aqui e acolá, outros supostos videntes da Mãe de Deus. Parece que foi percebido que esse tipo de coisa atrai muita gente e que torna o tal receptor das mensagens um objeto particular de atenção. 

Em geral, as aparições da Virgem Santíssima eram muito pontuais e traziam mensagens importantes. Não era à toa ou por qualquer coisa que ela vinha falar aos homens. No entanto, algumas outras supostas comunicações sobrenaturais parecem sugerir que Aquela que, na terra, distinguiu-se por seu silêncio e discrição, quis compensar esse tempo falando, agora, pelos cotovelos. É o caso, por exemplo, de Medjugorje. E, porta aberta ao sensacionalismo, nada impediria ao orgulho humano o aproveitamento desta via. É o que tem acontecido. 

Só que, dentre estes protagonistas de falsarias, há um em particular, chamado Cláudio Heckert que, no auge da sua soberba, acredita ser um digiescolhido para levar ao mundo algo que nem a Igreja está capaz de avaliar. Ou seja, o seu ministério é algo que nem o Papa nem o Magistério como um todo podem entender ou julgar. O Cláudio e os que lhe acompanham em procissão dizem todo tipo de disparates. Por exemplo, lê-se em alguns dos sites coligados ao movimento "Salvai Almas" que certa vez, arrebatado ao Céu, o Cláudio assistiu o julgamento particular de uma senhora. Na ocasião, ele era o único humano ainda vivo presente no além a assistir o evento. Não me espantaria se, no final, ele dissesse que ficou responsável por dar a sentença.

Porém, o mais estranho do Cláudio - sim, há coisas ainda mais estranhas do que esse caso - é que ele diz saber o dia e a hora da vinda de Jesus, o dia da vinda do anti-Cristo e o processo pormenorizado dos acontecimentos até lá, não lhe escapando sequer os mapas precisos da geografia modificada do planeta depois de certas colisões de grandes corpos celestes contra a Terra. Além disso, eles possuem uma prática heterodoxíssima e de cunho espírita que consiste em visitar cemitérios para rezar às almas do Purgatório a fim de que sejam salvas ali, naquele momento - Poxa, Cláudio! Como a humanidade aguentou antes de você vir ao mundo? 

Segundo eles, ainda, dentre as almas dos falecidos, há algumas que, mesmo estando em pecado mortal, seguiriam para um lugar alternativo chamado "Grande Purgatório" - que é diferente do Purgatório que todos já conhecemos e tal - onde, depois de expiar, seriam, enfim, admitidas no convívio dos santos. Até chegar aí, o Cláudio já contrariou meio mundo de pontos da doutrina católica e só não vê quem a desconhece de todo ou quem é obstinado no erro.

Muito interessante, ainda, é o fato de que Nossa Senhora, não se contentando em aparecer inúmeras vezes e falar as maiores bobagens, queira ainda escrever um livro com dedicatória e tudo. Sinceramente, é o cúmulo do absurdo. Mas parece que o ser humano tem uma alta capacidade de ser enganado. Enfim, quero adverti-los mais uma vez: tenham cuidado com esse povo. Para garantir a difusão das suas mentiras, eles ameaçam de condenação eterna os que não colaborarem. Dêem-lhes uma boa banana!

Uma coisa que me deixou positivamente surpreso foi que o Pe. Tenório recentemente soube dessa papagaiada e não tardou em desmascarar esse bando de desocupados. Sugiro veementemente a leitura dos dois artigos disponibilizados no site do padre, que estão muito bem fundamentados na doutrina da Igreja e onde ele deixa evidente que todo esse movimento nada tem de católico. 


Não deixem de lê-los, principalmente os que acreditam nas supostas mensagens. E, por favor, sejam humildes.

Fábio.

Dois modos equivocados de Franciscanismo



Ontem foi dia do seráfico pai do franciscanismo, um homem que, não obstante o seu profundo amor à Dama Pobreza - e justamente por causa disso - , enriqueceu o nosso mundo e a história do cristianismo. A seu respeito, muito acertadamente, disse o beato João Paulo II: "O mundo tem saudades de ti..."

Francisco era um mistério; era um sujeito que tornava o sobrenatural quase visível e, de fato, já o trazia impresso na própria carne nos seus últimos dias de vida. Muito embora seja um dos santos mais conhecidos da Igreja, Francisco é, na verdade, muito pouco conhecido. Ele mesmo afirmava que é infeliz o homem quando não tem segredos com o seu Senhor. Muito inclinado ao recolhimento e ao silêncio, alguns segredos de Francisco só foram descobertos devido à curiosidade de alguns irmãos que o iam espionar em suas orações. É por eles que, hoje, conhecemos alguns dos seus êxtases e dos seus colóquios com personagens do outro mundo.

Seja como for, Francisco foi um grande santo porque quis unicamente, em tudo, conformar-se, isto é, tomar a mesma forma de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para tal, entregou toda a sua vida e combateu como verdadeiro cavaleiro - Francisco amava esse estilo cavaleiresco - contra o seu amor próprio e todo tipo de vaidade. Absolutamente vitorioso sobre si mesmo, desprezando-se com rigor, adquiriu uma tal violência de amor por Deus que o simples fato de pôr os olhos num crucifixo lhe fazia derramar copiosas lágrimas. Tinha os olhos fundos e um corpo fragilizado pelas longas vigílias e pelas constantes penitências que ele mesmo se impunha.

Pois bem! O Francisco que hoje, no mais das vezes, é divulgado por aí, inclusive pelos frades da sua Ordem, é qualquer outra coisa: o santo da ecologia, o santo do ecumenismo (por causa da sua conversa com o sultão...), o santo da paz universal e sincrética, o santo do bom mocismo, etc. E isso quando Francisco não é utilizado como instrumento de ideologia de esquerda. E é sobre estes dois erros que quero tratar bem sucintamente. Há muita gente por aí que ama Francisco - que até assistiu o filme hippie que fizeram dele, o "Irmão Sol Irmã Lua" que, porém, é mesmo um clássico, rs - e que simplesmente não vai às fontes e fica a admirar um personagem inventado, um homem bobinho que era só sorrisos e gostava de deitar na relva e defender os animaizinhos. Ou isso, ou a redução de toda a espiritualidade franciscana - que é altíssima - ao trabalho social com os marginalizados.

Falemos de um e de outro.

Primeiramente, S. Francisco só muito secundariamente poderia ser tido como um representante do Green Peace. O seu amor pela natureza - que realmente existiu - não era algo que 'parava' nas plantinhas e nos animaizinhos. Na verdade, o que fazia com que Francisco ficasse comovido era saber que toda e qualquer criatura fala do seu Criador. Quando o Poverello contemplava as flores ou a perfeição das pedras, tudo isto lhe servia de meditação sobre Deus. Era do seu intenso amor a Deus que brotava o seu amor por todas as coisas. Vemos isto de modo muito claro no seu "Cântico das Criaturas" que, na verdade, não é um louvor das criaturas, mas de Deus pelas criaturas.

Portanto, fazer o amor de Francisco ter como fim último a plantinha lá ou o animalzinho cá é cair num reducionismo absurdo que torna a figura deste santo somente um caricato bobo daquilo que ele foi de verdade. O que abundava em Francisco era o dom da Sabedoria pelo qual o cristão nota a relação entre tudo o que existe e Deus. O que fazia Francisco admirar a criação era a sua abertura à transcendência, era o seu olhar voltado para o alto. Uma vez que conhecia e amava a Deus, Francisco passava a amar tudo aquilo que era obra de Suas mãos. O contrário, porém, não é o amor franciscano. Fechar-se numa perspectiva imanente significa, antes, fechar-se para o profundo conhecimento das criaturas e, logo, para o verdadeiro amor delas em Deus. A idéia de um amor alternativo a Deus é equivocada. E, no entanto, abundam as manifestações deste tipo de "franciscanismo".

O mesmo pode ser dito com relação à ênfase franciscana no aspecto social. Francisco sabia que todos os homens somos filhos de Deus porque criados por Ele e que, em especial, os mais sofridos - na sua época, os leprosos e os mendigos - representavam como uma segunda encarnação de Cristo. Jesus havia dito: "O que fizerdes a um destes pequeninos, é a mim que o fazeis". Francisco, então, sabendo do mistério que envolve o ser humano, e compreendendo que é Deus mesmo Quem se esconde nestes desfavorecidos, os servia com amor e resignação. Não é que Francisco desconsiderasse a individualidade de cada homem. Ao contrário: era por amar tanto a Deus e ser íntimo do mistério da Sua cruz, que Francisco, conhecendo agora mais perfeitamente a dignidade singular de cada sujeito e vislumbrando neles a figura sofrida de Jesus, os acolhia e os abraçava. Novamente, temos um trabalho social que aure sua força e sua razão de ser do alto e, portanto, só pode ser compreendido numa perspectiva transcendente.

Porém, tornou-se comum um tipo de "franciscanismo" que, de novo, foca o social pelo social, num claro testemunho de naturalismo que, em última instância, significará uma porta aberta ao ateísmo prático, a uma desvirtuação da caridade, fazendo desta mera filantropia. Quando, de volta ao fechamento imanentista, nós nos prendemos estritamente à imediaticidade do que vemos, resulta disto que não compreenderemos a profundidade dos indivíduos que temos diante de nós, reduzindo o nosso serviço apenas ao aspecto físico e/ou, se muito, ao subjetivo. Mas, de novo, fizemos um mutilação no sujeito que pretendíamos ajudar, ignorando um aspecto importantíssimo e crucial para que pudéssemos promovê-lo na totalidade. Sem aproximá-lo de Deus, o que fizermos estará circunscrito, forçosamente, ao âmbito do efêmero. Teremos rebaixado toda a nossa intervenção a uma busca de conforto do outro. Não estou a dizer que isto não seja importante, mas, de fato, não basta. Não era essa a intenção primeira de Francisco. Sabia ele que nós ajudamos alguém em profundidade quando pomos diante dos seus olhos, mesmo a partir de atos comuns, a perspectiva da eternidade. É só quando permitimos ao sujeito expor-se à luz divina que ele passa a compreender quem, de fato, é e tende, a partir disso, a ressignificar o seu presente à luz do transcendente. É quando somos motivados pela altíssima dignidade de uma alma imortal que podemos dispender os maiores esforços na luta pela sua defesa também no aspecto físico. O que importa é não se fechar.

Várias correntes franciscanas, porém, aderiram ao método marxista de trabalho social. Não se pode dizer que a sua intenção seja má, visto que as formações contemporâneas de frades e padres são, na imensa maioria das vezes, muito defasadas e claramente inclinadas a um viés ideológico. Mas, optar por este tipo de prática é renegar o seguimento do exemplo puro de Francisco. É meter a foice comunista no real e ficar só com o que é material e contingente. E, sinceramente, inspirar-se numa ideologia que é problemática, seja na leitura do processo histórico, seja na metodologia de ação, seja ainda na finalidade a que se ordena, é, obviamente, renunciar a qualquer possibilidade de uma ajuda mais profunda e mais real. O que vicia estas comunidades de esquerda, mesmo quando se declaram católicas, é que elas tendem a entender as questões metafísicas e espirituais como se fossem uma realidade de segunda ordem, algo menos real do que o real aparente, dando, daí, absoluta primazia a este último. Mas isto significa uma inversão radical da ordem das coisas e este tipo de avesso não pode produzir nenhum fruto duradouro e benéfico, pois tem fundamento num erro e, portanto, se opõe à verdade, sendo desta uma negação prática.

Enfim, quando falarmos de franciscanismo, tenhamos estas coisas em vista. Não sejamos precipitados na leitura da figura de Francisco. Ele é um sujeito que é difícil de esgotar e, mesmo, de entender. Mas, se quisermos nos aproximar ao menos um pouco desta santa figura, não o deveremos fazer senão entendendo o seu profundíssimo amor a Cristo Crucificado, fonte de toda a sua espiritualidade, e o seu esponsal com a Dama Pobreza, o tesouro escondido de Francisco, como ele mesmo disse:

"Vou me casar com uma noiva nobre e bonita como vocês nunca viram, que ganha das outras em beleza e supera a todas em sabedoria"

Franciscanismo com abstração de Cristo, ainda que sutil, seja de cunho ecológico ou de viés social, é somente ludibriação.

Que Francisco nos ensine, a nós que somos seus devotos, a compreender minimamente o mistério da sua vida e interceda para que Nosso Senhor nos dê forças de imitá-lo naquilo que a nós compete.

Fábio

Vortex: O Poder do Homossexualismo na TV

Descrição de S. Francisco de Assis e do seu amor pelas criaturas


Tomás de Celano

Seria muito longo e praticamente impossível enumerar e descrever tudo que o glorioso pai São Francisco fez e ensinou durante a sua vida. Como contar o afeto que tinha para com todas as coisas de Deus? Quem seria capaz de mostrar a doçura que sentia quando contemplava nas criaturas a sabedoria, o poder e a bondade do Criador? Ao ver o sol, a lua, as estrelas e o firmamento, enchia-se muitas vezes de alegria admirável e inaudita. Piedade simples,simplicidade piedosa!

Tinha um amor enorme até pelos vermes, por ter lido sobre o Salvador: Sou um verme e não um homem. Recolhia-os por isso no caminho e os colocava em lugar seguro, para não serem pisados pelos que passavam. Que poderei dizer mais sobre as outras criaturas inferiores, se até para as abelhas, para que não desfalecessem no rigor do frio, fazia dar mel ou um vinho de primeira? A operosidade e o engenho das abelhas exaltavam-no a tão grande louvor de Deus que muitas vezes passou o dia louvando a elas e às outras criaturas.

Como os três jovens de antigamente, colocados na fornalha em brasa, sentiram-se convidados por todos os elementos para louvar e glorificar o Criador de todas as coisas, também este homem, cheio do espírito de Deus, não cessava de glorificar, louvar e bendizer o Criador e Conservador do universo por meio de todos os elementos e criaturas.

Que alegria a sua diante das flores, ao admirar-lhes a delicada forma ou aspirar o suave perfume! Passava imediatamente a pensar na beleza daquela flor que brotou da raiz de Jessé no tempo esplendoroso da primavera e com seu perfume ressuscitou milhares de mortos. Quando encontrava muitas flores juntas, pregava para elas e as convidava a louvar o Senhor como se fossem racionais. Da mesma maneira, convidava com muita simplicidade os trigais e as vinhas, as pedras, os bosques e tudo que há de bonito nos campos, as nascentes e tudo que há de verde nos jardins, a terra e o fogo, o ar e o vento, para que tivessem muito amor e louvassem generosamente ao Senhor.

Afinal, chamava todas as criaturas de irmãs, intuindo seus segredos de maneira especial, por ninguém experimentada, porque na verdade parecia já estar gozando a liberdade gloriosa dos filhos de Deus. Na certa, ó bom Jesus, ele que na terra cantava o vosso amor a todas as criaturas, estará agora a louvar-vos nos céus com os anjos porque sois admirável.

É impossível compreender quanto se comovia quando pronunciava vosso nome, Senhor santo! Parecia um outro homem, um homem de outro mundo, todo cheio de júbilo e do mais puro prazer. Por isso, onde quer que encontrasse algum escrito, de coisas divinas ou humanas, na rua, em casa ou no chão, recolhia-o com todo o respeito e o colocava em algum lugar sagrado ou decente, pensando que poderia referir-se ao Senhor ou conter seu santo nome.

Um dia, um frade lhe perguntou por que recolhia com igual apreço os escritos dos pagãos, onde não estava o nome do Senhor, e ele respondeu: "Meu filho, contêm as letras com que se escreve o gloriosíssimo nome do Senhor. O que há de bom neles não pertence aos pagãos nem a ninguém em particular, mas somente a Deus, 'de quem são todos os bens'". Outra coisa admirável é que, quando mandava escrever alguma carta de cumprimentos ou conselhos, não permitia que se apagasse alguma letra ou sílaba, mesmo que fosse supérflua ou errada.

Como era bonito, atraente e de aspecto glorioso na inocência de sua vida, na simplicidade das palavras, na pureza do coração, no amor de Deus, na caridade fraterna, na obediência ardorosa, no trato afetuoso, no aspecto angelical! Tinha maneiras finas, era sereno por natureza e de trato amável, muito oportuno quando dava conselhos, sempre fiel em suas obrigações, prudente no julgar, eficaz no agir e em tudo cheio de elegância. Sereno na inteligência, delicado, sóbrio, contemplativo, constante na oração e fervoroso em todas as coisas. Firme nas resoluções, equilibrado, perseverante e sempre o mesmo. Rápido para perdoar e demorado para se irar, tinha a inteligência pronta, uma memória luminosa, era sutil ao falar, sério em suas opções e sempre simples. Era rigoroso consigo mesmo, paciente com os outros, discreto com todos.

Muito eloqüente, tinha o rosto alegre e o aspecto bondoso, era diligente e incapaz de ser arrogante. Era de estatura um pouco abaixo da média, cabeça proporcionada e redonda, rosto um tanto longo e fino, testa plana e curta, olhos nem grandes nem pequenos, negros e límpidos, cabelos castanhos, pestanas retas, nariz proporcional, delgado e reto, orelhas levantadas mas pequenas, têmporas achatadas, língua pacificadora, ardente e penetrante, voz forte, doce, clara e sonora, dentes unidos, alinhados e brancos, lábios pequenos e delgados, barba preta e um tanto rala, pescoço esguio, ombros retos, braços curtos, mãos delicadas, dedos longos, unhas compridas, pernas delgadas, pés pequenos, pele fina, enxuto de carnes. Vestia-se rudemente, dormia pouco e era muito generoso.

E como era muito humilde, mostrava toda a mansidão para com todas as pessoas, adaptando-se a todos com facilidade. Embora fosse o mais santo de todos, sabia estar entre os pecadores como se fosse um deles.

Pai santíssimo que amas os pecadores, ajuda-os! Com tua poderosa intercessão e cheio de misericórdia, digna-te levantar os que vês prostrados na abjeção dos pecados.  

Tomás de Celano, Primeira Vida de S. Francisco, Cap. 29.

Filme sobre Dom Marcel Lefebvre para o final de 2011

Papa explica porque está indo a Assis III


Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com – Em abril, mencionamos uma carta que o Papa Bento XVI enviou a seu amigo, o ministro e professor luterano Dr. Peter Beyerhaus, como resposta a uma missiva enviada por ele sobre o risco envolvido no novo encontro de Assis (27 de outubro de 2011).
Em uma conferência promovida por católicos de inclinação tradicional que ocorreu no último sábado, em Roma, sobre o significado do encontro de Assis (o Cardeal Burke era um dos interlocutores na conferência), a passagem relevante da carta privada do Papa a Beyerhaus foi revelada:
“Compreendo muito bem — escreveu Bento XVI em 4 de março de 2011 — a sua preocupação sobre a [minha] participação no encontro de Assis. Todavia, esta comemoração teria de ser celebrada de toda forma e, no fim das contas, pareceu-me que a melhor coisa para mim seria ir até lá pessoalmente, podendo, então, determinar a direção de tudo isso. Farei tudo, no entanto, a fim de que uma interpretação sincretista ou relativista do evento seja impossível e então o que permanecerá é aquilo que sempre acreditarei e professarei, para o que chamei a atenção da Igreja com [a declaração] ‘Dominus Iesus’“.

Fonte: Fratres In Unum

A Ciência do Amor e do Abandono - Sta Teresinha de Lisieux



Ciência do amor, oh! sim, tal palavra repercute, suavemente, ao ouvido de minha alma. Não desejo outra ciência senão esta. Depois de dar por ela todas as minhas riquezas, acho, como a esposa dos Cantares, que não dei nada1... Compreendo, perfeitamente, que só o amor nos pode tornar agradáveis ao Bom Deus, sendo esse amor o único bem que ambiciono. Jesus se compraz em apontar-me o único caminho que conduz a essa fornalha divina. O caminho é o abandono da criancinha que adormece sem temor nos braços de seu pai... "Todo aquele que é pequenino, venha a mim"2, disse o Espírito Santo por boca de Salomão, e o mesmo Espírito de Amor declarou ainda que "com os pequeninos se usará de comiseração"3.

Em seu nome, revela-nos o profeta Isaías que, no último dia, "o Senhor conduzirá seu rebanho às pastagens, reunirá os cordeirinhos e os aconchegará contra o peito"4. E como se todas estas promessas não bastassem, o mesmo profeta, cujo olhar inspirado já se embebia nas profundezas da eternidade, apregoa em nome do Senhor: "Como uma mãe acarinha seu filhinho, assim vos consolarei, carregar-vos-ei ao peito, acariciar-vos-ei ao peito, acariciar-vos-ei no regaço"5.

Diante de tal linguagem, nada se pode fazer senão emudecer e chorar de gratidão e amor... Oh! Se todas as almas débeis e imperfeitas sentissem o que sente a mais pequena de todas as almas, a alma de vossa Teresnha, nenhuma delas se desesperaria de atingir o cume da montanha do amor, visto que Jesus não exige grandes feitos, mas unicamente o abandono e a gratidão, pois declarou no Salmo 49: "Não tenho precisão dos bodes de vossos rebanhos, porque todas as feras das selvas me pertencem, os milhares de animais que vivem nos montes. Conheço todas as aves das montanhas... Se tiver fome, não será a ti que o direi, porque minha é a terra e tudo que nela se contém. Serei, por acaso, obrigado a comer carne de touros e a beber sangue de cabritos? ... IMOLAI A DEUS SACRIFÍCIOS DE LOUVOR E DE AÇÕES DE GRAÇAS"6.

Eis aí tudo o que Jesus exige de nós. Não precisa de nossas obras, mas unicamente de nosso amor, pois o mesmo Deus declara não ter necessidade de dizer-nos, quando está com fome, não se corre de mendigar um pouco de água à Samaritana. Tinha sede... Mas, quando disse: "dai-me de beber"7, era o amor de sua pobre criatura que o Criador do Universo reclamava. Tinha sede de amor... Oh! sinto mais do que nunca, Jesus está com sede. Entre os discípulos do mundo, só encontra ingratos e indiferentes; entre seus próprios discípulos, infelizmente, só encontra poucos corações que a Ele se entreguem sem reserva, que compreendam toda a ternura de seu amor infinito.

Querida Irmã, como somos felizes por compreender os íntimos segredos de nosso Esposo. Oh! se quisésseis lançar por escrito tudo o que sabeis, belas páginas teríamos para ler. Sei, contudo, que preferis guardar os "segredos do Rei", enquanto a mim dizeis "ser louvável publicar as obras do Altíssimo"8. Acho que tendes razão de guardar silêncio, e só com o único fim de vos obsequiar escrevo estas linhas, pois sinto impossibilidade de formular em linguagem da terra os arcanos do Céu. Além do mais, depois de escrever páginas sobre páginas, teria a impressão de não ter ainda começado... Há tantos horizontes diferentes, há tantos matizes em escala infinita, que só a paleta do Celestial Pintor poderá, após a noite desta vida, fornecer-me cores adequadas para pintar as maravilhas, que se descortinam aos olhos de minha alma.

1 Cfr. Ct 8,7
2 Pr 9,4
3 Sb 6,7
4 Is 40,11
5 Is 66,13,12
6 Sl 49,4-14
7 Jo 4,7
8 Tb 12,7

Carta de Sta Teresinha à Irmã Maria do Sagrado Coração em 8 de setembro de 1896, História de Uma Alma.

Gramsci se converteu antes de morrer


Antônio Gramsci, fundador do Partido Comunista Italiano, converteu-se ao catolicismo pouco antes de seu falecimento.

Gramsci propugnou a infiltração comunista na Igreja para destruí-la por dentro.

No quarto do hospital religioso, onde agonizou, ele fazia questão de ter uma imagem de Santa Teresinha. Certo dia as freiras levaram uma imagem do Menino Jesus para ser venerado, mas não para ele, pois era ateu militante. Ele soube e queixou-se. Então, as religiosas levaram a imagenzinha a seu quarto, ele a beijou emocionado e a seguir pediu e recebeu os sacramentos.

Giuseppe Vacca, diretor do Instituto Internacional Gramsci, observou que a conversão do ideólogo comunista "não mudará em nada" a estratégia gramsciana...

Fonte: Tradição em Foco com Roma

Respondendo a mais um erro protestante: a "Sola Gratia" reduzida ao "Sola Pó"

Perfeita a definição.. É uma boa vida... rsrs

Um rapaz - penso que seja rapaz, rs - anônimo me pede para dissertar sobre um tema que, entre outros, faz divergirem profundamente católicos e "evangélicos". Trata-se do princípio Luterano chamado "Sola Gratia", isto é, "somente a Graça" e que é apenas mais um dos tantos equívocos protestantes. Esse erro, porém, soa mais como uma ludibriação proposital, pois, neste caso, a afirmação protestante é tão obviamente falsa que surpreende que eles não se toquem disso. Pelo menos os "pastores" deveriam perceber o problema da sua argumentação.

Mas, vejamos. No texto que o anônimo me passa, proveniente de algum site "evangélico", lê-se o seguinte:

"OBRAS MERITÓRIAS, ESFORÇO HUMANO, RELIGIOSIDADE, LEGALISMO, ATIVISMO IGREJEIRO, SÃO TÃO LIXO E TÃO ABOMINÁVEIS A DEUS, QUANTO QUALQUER OUTRO PECADO QUE OFENDE E AFASTA DE SUA GRAÇA E DE SUA SANTIDADE.



"E Se é pelas obras, já não é pela graça". 

Não vou transcrever o texto todo por ser relativamente extenso e por conter idéias que reproduzem o que a frase acima já diz de modo claro. Sem querer também discutir certos erros históricos, sobretudo ligados às práticas católicas medievais, vou me ater a este tema especificamente. Os que quiserem ler o texto inteiro, só têm que ir aos comentários aqui.

Bom. A teoria luterana da Sola Gratia diz que o indivíduo é salvo só pela graça, sem qualquer contribuição do seu mérito pessoal. Portanto, qualquer coisa que o sujeito faça ou o tanto que se esforce não significam nada, não colaboram em nada para a sua santificação e para a aquisição da Salvação. Como o próprio nome diz, é de graça. Esta teoria, a princípio aparentemente lógica, se baseia tanto em uma interpretação errada de um trecho da escritura, como na própria teologia problemática e pessoal de Lutero.

Vamos ao trecho bíblico:

"Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus. Não provém das vossas obras, para que ninguém se glorie." (Ef 2,8-9)

É importante notar que essa frase é de São Paulo. Usaremos o mesmo Apóstolo posteriormente, para mostrar que ele não tinha qualquer conluio, nem de longe, com o devasso do Lutero.

Vamos à teologia do bebum. Lutero dizia que, quando Deus perdoa os nossos pecados, Ele não os apaga, mas apenas os encobre com o Seu manto. Portanto, não haveria, segundo ele, como o homem deixar o pecado; era impossível. Daí que Deus, querendo salvar o homem, não podia pedir-lhe o impossível, mas apenas esconder a sua mancha como que por baixo da Sua graça. Perceba a total independência entre o perdão de Deus e a necessidade de uma coerência de vida. Lutero foi o pai dessa teologia cômoda, pois ele mesmo foi um pecador inveterado. Se formos olhar certas frases do pai do protestantismo, veremos algumas pérolas do tipo: "Crê firmemente e peca muito" (veja outras "máximas" semelhantes aqui). Mas quem não vê que isto é um sofisma barato? É a mesma lógica que Lúcifer usou quando foi tentar Jesus: "Se és o Filho de Deus, se crês mesmo nisso, lança-Te daqui de cima". Se Lutero mostrava a sua plena confiança na misericórdia de Deus a partir de uma vida de pecado, porque ele não mostrava também a sua fé "inabalável" saltando dos abismos? Talvez ele tenha tentado fazer isso uma vez... quando se suicidou...

Dada uma olhadela na doutrina que subjaz ao princípio da Sola Gratia, expliquemos, então, o sentido da afirmação paulina e, depois, o reafirmemos com outros trechos da escritura.

Primeiramente, cumpre dizer que tampouco a Igreja Católica defende que a Salvação se adquire pelas obras. Se fosse assim, Nosso Senhor não precisaria ter vindo à terra e morrido em nosso lugar. É claro que, se o próprio Deus veio e fez isto por nós, é porque a aquisição da Salvação estava fora do nosso alcance. No entanto, Jesus no-la concede a partir do Seu Sacrifício na Cruz. A Igreja ensina que, por mais que alguém faça no nível natural, por mais que trabalhe, ele jamais pode elevar-se, por si mesmo, à ordem da Graça. Sobre este assunto, recomendo a leitura deste artigo. Portanto, não é meramente pelo esforço humano que se adquire a Salvação. 

Quanto à vida da Graça, nós a podemos ter desde esta vida e, se a possuímos, adquirimos como que um germe de vida eterna.

Só que a aquisição da Graça não nos dispensa, de modo algum, do esforço pessoal, pois ela não anula a nossa natureza; antes tende a aperfeiçoá-la. É como um instrumento musical. Uma música bem tocada, uma obra do Mozart, deve-se primeiramente ao talento de quem a executa. No entanto, para tal, requer-se que o piano esteja afinado. Os esforços pessoais que fazemos são uma colaboração com a vida da Graça, uma busca de fazer que a nossa vida esteja em conformidade com Deus, como que "afinada". Nós todos conhecemos as inclinações egoístas e sensuais que possuímos. É a Graça de Deus que nos dá forças para vencer este combate. É como alguém que, tendo caído num buraco e constatado que lhe era impossível sair pelas próprias forças, recebesse os instrumentos para tal e o aviso: "pode sair, é de graça". Ora, o que este sujeito faria? Ficaria de pernas para o ar? Claro que não! Usaria os instrumentos que recebeu e sairia. Mas isto demandaria, obviamente, esforços pessoais para que o sujeito correspondesse àquilo que lhe foi dado. O contrário, o não esforçar-se, seria antes um desprezo pela Graça.

Tomemos outro exemplo. Se, por acaso, algum banco aí começasse a distribuir dinheiro, dizendo: "venham, é de graça". Segundo a lógica protestante, seria suficiente ficar em casa assistindo o Faustão para garantir a sua parte. No entanto, voltando ao mundo real e à lógica das coisas, a gente sabe que, até chegar a conseguir uma pequena parte, teríamos de enfrentar filas, exercitar a paciência, ficar bastante tempo em pé, passar por uma ou outra situação constrangedora, etc. Ora, mas não era de graça? Sim, mas isto não nos libera do nosso esforço pessoal. 

Quem de nós, por exemplo, dirá que a chuva é uma coisa que se paga? Eu, particularmente, gostava muito de ficar no quintal de casa quando chovia torrencialmente. Sempre gostei de climas nublados, de trovões e essas coisas - embora também goste de dias limpos e ensolarados.. Eu adoro a Primavera (eu não cometi idolatria aqui... é só uma forma de dizer, rs). Voltando à chuva, sabemos que ela é de graça. No entanto, não nos molharemos se ficarmos quietos, parados no nosso quarto. É preciso sair de casa e ficar num lugar descoberto. Acontece que este esforço pessoal não contradisse em nada a gratuidade da chuva! Tá claro?

Vimos acima que essa "teologia da preguiça sagrada" que é a Sola Gratia repousa sobre o erro de que não é possível que abandonemos o pecado, mas apenas que o ocultemos sob a capa da graça. rsrs.. No entanto, toda a escritura testemunha justamente o contrário, isto é, que o perdão de Deus é eficaz, retirando da alma a mancha do pecado. Vejamos:

"Tende piedade de mim, ó Deus, segundo a vossa bondade; segundo a vossa grande misericórdia, apagai minhas iniquidades. Lavai-me e eu serei mais branco do que a neve... Apagai todas as minhas iniquidades. Criai em mim, ó Deus, um coração que seja puro e renovai dentro de mim um espírito firme. Não me rejeiteis para longe de vossa face; não me retireis vosso espírito santo. Devolvei-me a alegria de vossa salvação e sustentai-me com um espírito de boa vontade" (Sl 3,15)

"Sou eu, eu só que apago tuas prevaricações, ó Israel, pelo meu amor" (Is 43,25)

"Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1,29)

"O sangue de Jesus nos purifica de todo pecado" (Jo 1,7)

"Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes há de possuir o Reino de Deus. [Interessante, parece até que Paulo tava falando de Lutero.. rs] Ao menos alguns de vós têm sido isso. Mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus." (I Cor 6,9-11)

Portanto, caríssimos, a vida espiritual não é um faz de conta, como pensava Lutero, não é um colocar por debaixo do pano as imundices; a vida em Deus é real. Deus é a Verdade e aquele que O segue deve conformar-se com a verdade. Como nossa inclinação, por causa da Queda, é ao erro, é preciso combater contra nós mesmos a fim de que Graça de Deus adquira liberdade e fluidez em nós. 

Temos, então, uma "mística do faz de conta" nos protestantes, e, ao contrário, uma "mística da Verdade" com os católicos. Perceberam o que está por trás desse negócio de "Sola Gratia"? Isso é uma esquiva de toda e qualquer responsabilidade. E, enquanto Lutero afirma esses e outros disparates, o Apóstolo João não esconde a verdade rigorosa: "Aquele que afirma permanecer nEle, deve viver como Ele viveu" (1 Jo 2,6) E eu vos garanto que Nosso Senhor não teve vida fácil. Ao contrário, Ele sempre dizia de Si mesmo: "Minha alegria é fazer a vontade dAquele que me enviou" e isso era de tal modo radical que Jesus ainda afirmava: "as raposas tem seus covis e os pássaros tem seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça"

Nem sinal da safadeza luterana.

Retomemos, então, o trecho bíblico que parece fundamentar o erro protestante:

"Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus. Não provém das vossas obras, para que ninguém se glorie." (Ef 2,8-9)"

"É gratuitamente" significa que não foi por nosso merecimento. De fato, Jesus vem a nós e nos redime por pura Misericórdia. Não era algo que Ele nos devesse. E não tínhamos nenhuma condição de pagar. Todos os sacrifícios de toda a terra desde o início do mundo sequer sonhavam em ser suficientes para redimir um único homem. Isto estava infinitamente além do nosso alcance. Portanto, foi gratuitamente que Nosso Senhor nos redimiu na Cruz; por pura bondade.

"Fostes salvos" não significa que temos, desde já, garantida a nossa salvação eterna. Os que aderem a Cristo são salvos, desde já, da morte da alma, da escravidão do pecado, pois Deus infunde, a partir do batismo e dos Sacramentos, a Sua Graça na alma, o que consiste como numa vida eterna começada. É como um ramo seco que milagrosamente retoma contato com a árvore e passar a receber novamente a seiva que lhe garante a vida. No entanto, podemos perder esta vida e retornar à morte. O "fostes salvos" não indica, portanto, a aquisição final da Salvação. E isto é lógico. 

Se observarmos, por exemplo, a ordem de Jesus: "Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito", o que Jesus nos pede extrapola infinitamente qualquer condição natural nossa. Como igualaremos o Pai em perfeição, se nem sequer sonhamos em alcançar os anjos? Só é possível a partir de uma coisa: a participação na vida íntima de Deus! E tal se dá quando recebemos a infusão da Graça na alma. "Quem crer em mim, do seu interior manarão rios de água viva". É esta Graça que purifica o fundo da alma e sobrenaturaliza as nossas ações. E, aí, a gente começa a entender melhor o "fostes salvos". Em outra passagem, diz Jesus: "Quem crer em mim, tem a vida eterna" (Jo 3,36). Notem o verbo no presente. Essa outra é ainda mais clara: "Quem come minha carne e e bebe meu sangue, tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6,55). Notem que o sujeito tem a vida eterna, porém será ressuscitado no futuro. Pra terminar esse tópico e passarmos para o próximo, vejamos essa: "Em verdade, em verdade vos digo: quem guardar minha palavra jamais verá a morte" (Jo 8,51) O "jamais verá a morte" significa que, desde o momento em que se tem a Graça, o sujeito passou da morte para a vida. É o que os doutores da Igreja chamam semen gloriae, ou germe de vida eterna. 

Porém, estariam os Apóstolos ou os discípulos de Jesus seguros de sua salvação eterna? Vejamos...

"Ao contrário, castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros." (I Cor 9,27)

Esse trecho é perfeito porque vemos um Paulo que parece bastante católico e medieval. Ele castigava o corpo.. Oh!!!! Protestantes em coro: ooohhhhh!!! Detalhe: é o mesmo que escreveu o "fostes salvos gratuitamente", rsrs.. E o que se nota, também, é que Paulo tem medo de não ganhar a salvação: "de medo de vir eu mesmo a ser excluído". Portanto, será que Paulo se considerava infalivelmente salvo? rsrs. É claro que não.

E Nosso Senhor também corta as asinhas de quem afirma tal coisa:

"Aquele que perseverar até o fim, esse será salvo" (Mt 10,22). rsrs.. Só quem perseverar até o fim. E vejam que o "será" agora está no futuro. Portanto, este tipo de salvação - que é diferente da primeira, no sentido de ser a sua consumação - só saberemos se a teremos no futuro. Ninguém pode dizê-lo desde já. 

E, sinceramente, isso é o que há no mundo de mais lógico. Todos nós sabemos que nós somos livres e, como seres livres, podemos aceitar ou rejeitar o favor divino. Ora, se alguém adere a Cristo um dia, pode renegá-lo no outro. Vejamos o exemplo de Judas. É por isto que temos, de fato, de lutar contra nós mesmos, a fim de que o nosso ser vá se conformando com Nosso Senhor. É o que fazia S. Paulo quando se castigava e punha o próprio corpo em servidão. Sinceramente, nada mais lógico. 

No restante do trecho no qual os protestantes se apoiam, lemos: "Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus. Não provém das vossas obras, para que ninguém se glorie."

Só que ninguém está dizendo que a salvação é nosso mérito ou provém das nossas obras. Nenhum católico jamais disse tal disparate. O que dizemos claramente é que a nossa natureza tem inclinações perversas e que, para seguir a Jesus, é preciso contrariá-la, domá-la, mortificá-la como o fizeram todos os Apóstolos e todos os Santos. Não é para que "compremos" a Salvação, mas para vencer as nossas más inclinações e ter uma decisão radical por Nosso Senhor. É o que S. Paulo recomenda aqui:

“E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com  as  suas  paixões e concupiscências” (Gal 5,24)

Isso é claríssimo! Protestantes, vão ler a bíblia...

E não é outra coisa o que Jesus quer dizer aos que desejam segui-lo:

"Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga" (Mt 16,24)

Veja agora essa: "Estreita é a porta, e apertado o caminho que leva para a vida, e poucos são os que acertam com ela" (Mt 7,13-144) Ora, mas não era de graça? Sim, continua sendo, mas você tem de se virar e se esforçar para encontrar. A porta está aberta, mas para chegar até lá você vai ter que mexer as perninhas... Sugiro que comece assim: volte para a Igreja, se confesse com um Padre e passe a estudar a Doutrina Católica e a frequentar assiduamente os Sacramentos.

E mais essa, uma das minhas favoritas: "O reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele”. (Mt 11:12) Mais claro, nem o sol.

As obras não são uma barganha com Deus, mas apenas a comprovação de que o nosso amor a Deus não é o "faz de conta" de Lutero, mas é verdade, com implicâncias reais na nossa vida, com amor a Deus acima de nós mesmos, com negação de nós mesmos, com o abraçar da Cruz. É o que Jesus dizia:

"Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama" (Jo 14,21).

Portanto, o amor implica em assumir, em encarnar o que Jesus ensinou e isso não apenas em teoria, mas na prática, com a vida, de modo visceral. Assim como Ele assumiu a nossa natureza, é preciso que nós assumamos em nós os Seus preceitos divinos e o Seu modo de viver. É o que diz, ainda, São Paulo:

"E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (IICor 5:15)" Convenhamos que viver para Ele e não para nós mesmos não significa dar-se a uma vida pecaminosa, como o fez Lutero, mas, antes, batalhar contra nós mesmos a fim de que, colaborando com a graça de Deus, alcancemos a santidade.

E, só mais uma prova cabal de que é pelas obras, sobretudo, que provamos a nossa fidelidade:

“Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras.” (Mt 16,27)

Esse foi o Fatality de Jesus em Lutero... Protestantes, "peçam pra sair!" do erro de vocês e venham ao catolicismo, receber a vida da graça na alma e ter um legítimo e verdadeiro início da vida eterna! Depois não digam que eu não chamei...

Mas, continuemos... Leiamos somente mais alguns trechos em que a Sagrada Escritura nos mostra como os Apóstolos consideravam essencial o esforço por tornar-se apto para a Salvação dada por Deus.

"Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja" (Cor 1,24)

"De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo? (...) Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma. Mas alguém dirá:"Tu tens fé, e eu tenho as obras." Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas obras. Crês que há um só Deus. Fazes bem. Também os demônios crêem e tremem (...) Assim como o corpo sem a alma é morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tg 2,14-26) - Lutero detestava essa passagem, rsrs..E os protestantes fazem malabarismos para não aceitarem o óbvio.

Pra terminar, pois eu mesmo já estou com dó, ponho só mais uma do mesmo S. Paulo, o que escreveu o trecho em que baseiam os defensores da Sola Gratia. Finalizo este artigo convencido de que a "Sola Gratia", depois deste combo de trechos da escritura, se tornou, agora, o "Sola Pó".

"Nas corridas de um estádio, todos correm, mas bem sabeis que um só recebe o prêmio. Correi, pois, de tal maneira que o consigais. Todos os atletas se impõem a si muitas privações; e o fazem para alcançar uma coroa corruptível. Nós o fazemos por uma coroa incorruptível" (I Cor 9,24-25)

Portanto, a Graça de Deus de modo nenhum contraria ou dispensa do esforço pessoal. Antes, o motiva e o aperfeiçoa.

Salve Maria Santíssima

Fábio.
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