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Algumas questões sobre o PLC 122, a moral e a verdade


Como vimos, o PLC 122 não foi votado. Se recolheu e não há previsão de quando voltará a encher o saco, podendo estar iminente ou não a ocasião em que nos veremos diretamente submetidos a uma lei que criminaliza a nossa fé e que estabelece o erro como norma. (E parece que vai ser retomado mesmo em breve. Li em algum lugar que haverá mobilizações para tentar realizar a votação no dia 18 próximo)

Esta foi uma semana que acendeu diversos debates sobre o assunto. Em tudo que é curso de humanas, jornais, busões de faculdade, o tema era recorrente. Mesmo no meio de ambientes católicos o tema provocou discussões já que certas pessoas, levadas mais pelo romantismo da ideologia, se propunham defender a aprovação, seja da união estável dos homossexuais, seja da criminalização da assim chamada homofobia.

O interessante, porém, é que todo defensor do discurso da moral evolutiva crê, desde antes, que quem se opõe às tais leis é homofóbico, o que quase significa que está munido de preconceitos no mais das vezes religiosos; os crentes são ditadores que pretendem impôr a sua moral ao resto do mundo. Este é um pressuposto admitido pela maior parte dos debatedores favoráveis às inovações destes projetos de esquerda. Em resumo, nos acusam de ser: bitolados religiosos, ditadores querendo impor nossos tabus, obtusos que não percebem que o outro é outro, preconceituosos fundamentalistas e fanáticos.

Diante deste festival de adjetivos de desapreço, como que se poderá ter um debate sincero? E aí fica evidente de quem é o preconceito. É muito chato quando, no meio da exposição dos teus argumentos, o rapaz ou a moça com quem dialogas te entrecorta com um "é que você é religioso" tentando, com isso, desacreditar tudo mais que você diga. Recentemente, aconteceu justamente isto: enquanto eu falava a respeito do assunto, o rapaz ficava dizendo que eu queria impôr a moral cristã a quem não é cristão. "Mas o estado é laico!" rs... A religião, então, se converte em coisa meramente cultural, resto de fim de semana ou de tempo vago, e a moral perde toda objetividade.

Mas há um problema aí. Em geral, todas estas pessoas defendem uma moral, ainda que não notem claramente que o fazem e isto se dá por falta de pré-requisitos teóricos. Em geral, são equívocos bobinhos, embora defendidos com obstinação. Quando um destes pretende que os homossexuais têm que ter direitos à união civil e à proteção especial do Estado (entenda-se intocabilidade), está apelando para um argumento moral; quer-se, com isso, fazer um bem a estes sujeitos. Ora, e por que fazer o bem a alguém é melhor do que fazer-lhe mal? Esta é uma questão moral que existe uma resposta necessariamente moral. A ciência positivista não poderá respondê-la. Alguns dos obstinados defensores destas novidades apenas querem garantir aos homossexuais a certeza de não serem agredidos na rua nem tratados de forma vulgar. Ora, esta intenção é boa! E ela está animada de um espírito moral, claro! Isso só nos mostra como a moral é universal, isto é, permeia todos os homens. Acontece, porém, que os pormenores sobre o que seja exatamente moral, o que promova o ser humano ao invés de degradá-lo, escapam a muita gente. A ditadura do prazer e da baixeza tem esse efeito: cegar as pessoas.

Quem defende a criminalização da "homofobia" o faz segundo critérios morais. Mas quem combate isso, também o faz. Daí não se deduz a relativização da moral, mas o diferente alcance de compreensão que dela têm os diferentes sujeitos. Aliás, esta diferença é, já, um testemunho de que há coisas que não devem estar submetidas ao achismo da multidão. Eis aí a fragilidade do critério de maioria! E eis também a necessidade de uma autoridade que ordene e esclareça as coisas. O simples fato de estarmos todos voltados para a busca do melhor, embora haja discordâncias de quais os meios para obtê-lo e de qual seja a sua natureza, nos insere necessariamente no âmbito moral, independentemente de cultura, contexto histórico, etc. Bater em velhinhas é errado desde a fundação do mundo e o será para sempre, independentemente de quantos defendam que isto é um direito de netos raivosos.  

Peguemos, agora, outra questão: se por acaso houvesse uma defesa sistemática e bem articulada da prática da pedofilia a ponto de convencer uma boa parte de incautos de que isso seria legítimo - como já há quem a defenda abertamente, preferindo chamá-la de 'relação intergeracional' - , este ato repugnante se tornaria, por causa disso, menos ruim? Claro que não! Isto só nos mostra que o critério da maioria para certos assuntos não é interessante (lembremos de Barrabás... ou do absurdo de um plebiscito sobre o aborto), e que as inovações devem ter limites. E o que determina estes limites? É a moral. Por que nós não aceitaríamos que se instaurasse a prática da pedofilia? Por questões morais, oras! E o que é a moral? É aquilo que dá conta de preservar e promover o bem! E o que é o bem? É aquilo que corresponde à verdadeira natureza das coisas, que permite a sua realização. A instauração da pedofilia seria um mal porque consistiria num profundo desrespeito pelas crianças, inserindo-as numa realidade para a qual não estão aptas! Seria um atentado contra as suas naturezas inocentes! Falávamos de "verdadeira natureza", e com isto adentramos no campo da verdade que é algo que não se inventa, não é subjetivo; ao contrário: a verdade pré-existe ao sujeito e se este quiser conhecê-la deve, primeiro, renunciar o intento de inventar uma. Há, portanto, uma íntima ligação entre bem e verdade, entre moral e discurso sobre o homem. Ora, a religião pretende ensinar uma verdade sobre isso! Como é que ela deve ser excluída deste debate? Se a religião estiver correta, a sua verdade não se refere apenas aos que nela militam, mas a toda a humanidade. Se o homem é criado por Deus, ser moral é obedecer os preceitos divinos! Se, ao contrário, o homem é fruto de uma evolução casual, então a moral será, no máximo, uma herança inconsciente de ajuda mútua como forma de estratégia para o auto-benefício. E isto, de moral, só pode ter o nome. O que se quer dizer? É que as coisas são como são. A união entre dois homens é, evidentemente, antinatural, pois nada surge daí. Todos podemos notar que, fisiologicamente, o ânus não é um órgão sexual e, portanto, não existe para este fim. Todo esse movimento gayzista parte de pressupostos fantasiosos e sem fundamento algum, a não ser, como diz o Olavo, o senso lúdico deles.

Por que motivo a filosofia católica, que é dotada de um profundo rigor, deve ser desconsiderada "a priori" nesta discussão, como se só fosse válida para uns poucos? Os seus argumentos são fundados em verdades naturais e em evidências. Ela nem precisaria ser religiosa para ser verdadeira! No entanto, muita gente parece fazer questão de a calar, considerando-a um discurso ingênuo, enquanto vai aderindo, crentes de uma absoluta seriedade, às novidades da hora promovidas pelos argumentos românticos e falaciosos da ideologia. 

E ainda surgem outros tipos estranhos que preferem separar as coisas como se houvesse duas verdades: "na Igreja, eu defendo a moral cristã, mas fora, na universidade ou no meu emprego, eu sou a favor destas inovações". Isto é, também, fraca formação, além de covardia.

É preciso, ao contrário, estabelecermos uma unidade na compreensão do todo. O mundo é um, a verdade é uma, a moral, portanto, também. Se Deus criou o mundo, o discurso religioso tem sentido e diz a verdade. Se Ele não existe, então a religião é falsa e a moral será um fluxo contínuo e evolutivo ao gosto das maiorias. Não há como defender ambas as afirmações! Não se pode ser cristão a aceitar ou promover, como o fez recentemente um frade carmelita (que vergonha!), estas políticas de degradação moral, de rebaixamento da dignidade humana!

A questão do bem importa a todas as pessoas. Se alguém obstina-se em seguir o erro, que o faça! Mas não se vá proibir a religião de expressar a caridade aos homens, atitude que é consequência natural da compreensão da sua vocação e da sua natureza. Proibir a crítica à prática homossexual é atacar diretamente a religião, limitando-lhe o escopo, instaurando contra ela uma verdadeira ditadura. Isto sim é imoral! Cristo ordenou que a Igreja buscasse salvar os homens! Ela só poderá obedecer-Lhe - e está aí a sua missão - se não renunciar à denúncia do mal! Além do limite imposto a religião, uma política de intocabilidade da prática homossexual limitaria ainda a Filosofia, a Ciência, a Antropologia, etc... Por que foi que o homossexualismo se tornou tão sacrossanto assim? Isto é um absurdo!

Então, meus caros, se quisermos discutir moral de modo coerente, temos de adentrar no problema da verdade sobre a natureza humana. E é onde os argumentos do gayzismo não rendem! É aí que notamos como é frágil o discurso da moral subjetivista! Tudo isto, como dissemos, é muito bobinho, mas nos exige uma formação mínima para a discussão, e não deveria ser assunto para se debater vulgarmente como se discute marca de sabonete.

Quanto a nós, católicos, devemos estudar bastante, tanto quanto pudermos. Mas podemos, sem medo, acreditar na Igreja que é mestra infalível em Fé e Moral. É bem como diz o Olavo de Carvalho: "o direito de não ter opinião em certos assuntos é uma dádiva divina".

Que Deus nos ajude.

Pueblo de Dios!


Pessoal, nós do Grupo Anjos de Adoração passaremos, agora no início de julho, pelo processo de escolha de nova coordenação. Não importam aqui os pormenores, mas apenas pedimos as bondosas orações dos seguidores deste blog, dos amigos, dos simpatizantes e, quem sabe, até dos que não são tão simpatizantes assim. rsrs

Rezemos para que, pelas mãos da Virgem Santíssima, todo este processo se dê segundo a Santíssima Vontade de Sua Majestade Jesus Cristo.

**

Além disto, tenho postado menos nestes últimos dias em virtude do pouco tempo disponível. Mas quero aproveitar aqui o ensejo e parabenizar os que rezaram e/ou lutaram de algum modo contra o PLC 122/2006. Conseguimos provocar pelo menos um adiamento da votação, sem previsão de quando será retomada. Queira Deus que nunca mais. rs...

Que Deus nos abençoe e a Virgem Soberana nos conduza.

Pax.

Fábio GRAA

O nome de Maria...


A Virgem, cheia de graça, ultrapassou os Anjos, por sua plenitude de graça. E por isto é chamada Maria, que quer dizer, "iluminada interiormente", donde se aplica a Maria o que disse Isaías: (58,11) O Senhor encherá tua alma de esplendores. Também quer dizer: "Iluminadora dos outros", em todo o universo; por isso, Maria é comparada, com razão, ao sol e à lua.

(...) O Anjo reverenciou a Bem-Aventurada Virgem, como mãe do Soberano Senhor e, assim, ela mesma como Soberana. O nome de Maria, em siríaco, significa soberana, o que lhe convém perfeitamente.

A Virgem ultrapassou os anjos em pureza. Não só possuía em si mesma a pureza, como procurava a pureza para os outros. Ela foi puríssima de toda culpa, pois foi preservada do pecado original e não cometeu nenhum pecado mortal ou venial, como foi livre de toda pena.

(...) A Virgem foi isenta de toda maldição e bendita entre as mulheres. Ela é a única que suprime a maldição, traz a bênção e abre as portas do paraíso. Também lhe convém, assim, o nome de Maria, que quer dizer "Estrela do mar". Assim como os navegadores são conduzidos pela estrela do mar ao porto, assim, por Maria, são os cristãos conduzidos à Glória.

Sto Tomás de Aquino, O Pai Nosso e a Ave Maria

"Lei da Homofobia" será votada amanhã ( 12/05/2011) no senado


Daniel F.S. Martins
Acabei de confirmar no site do Senado. Amanhã, na Comissão de Direitos Humanos, o item 8 da pauta é o PLC 122/2006, que implantará uma verdadeira perseguição religiosa no Brasil. Todos os que, ainda que pacificamente, manifestarem-se contra a prática homossexual, poderão ser presos de 2 a 5 anos!
Não podemos aceitar que imputem a nós, cristãos, a categoria de discriminatórios, pelo fato de obedecermos os Mandamentos da Lei de Deus. Não podem nos colocar na cadeia por seguirmos nossa consciência.
Precisamos reagir o quanto antes contra este Projeto de lei.
O Brasil cristão é contra o PLC 122/2006.

***

Pessoal, isto é muito sério. Como diz o autor do texto, seria a legitimação da perseguição religiosa, de fato! Escrevamos nossos protestos e peçamos à Virgem Mãe de Deus que nos proteja de tamanha iniquidade...
Abaixo vai um video que esclarece alguns pontos sobre o assunto.

Fábio.

Vietnã: seminaristas doutrinados pelo Partido Comunista

Comunistas fuzilam a imagem do Sagrado Coração

191 seminaristas do Seminário Maior de São Quy, no Vietnã, foram constrangidos pelo governo comunista a seguir um programa de “segurança nacional”, informou o jornal oficial “Grande Unidade”. “Os seminaristas serão doutrinados sobre os pontos de vista, perspectivas e políticas do Partido Comunista e sobre as políticas religiosas do Partido”, noticiou o diário. Serão treinados nas tarefas de “prevenir e desfazer qualquer tentativa de forças hostis visando abalar o governo com tumultos e sublevações sociais ou por meio de movimentos pacíficos”. Em outros termos, o governo visa a transformar os membros do clero em agentes da máquina estatal que persegue os fiéis católicos. Ou seja, tornar os sacerdotes inimigos de Jesus Cristo.
Fonte:Revista Catolicismo_Maio2011 / Instituto Plínio Corrêa de Oliveira

Novo blog: SPES


Apresentação do SPES (Seminário Permanente de Estudos Sociopolíticos Santo Tomás de Aquino):

"Somos um grupo de leigos e temos em vista os seguintes objetivos: • antes de tudo, o de estudarmos nós mesmos a doutrina da Igreja e de seus principais Doutores sobre a Realeza Total de Nosso Senhor Jesus Cristo; • mas também o de a divulgarmos mediante cursos, palestras, grupos de estudo, vídeos, livros, textos, site próprio, etc., a quaisquer pessoas que o desejarem."

Cliquem na imagem para ir ao blog!

Cartaz com bebê supostamente “gay” gera polêmica na Romênia



Um cartaz gerou polemica na cidade de Timisoara, na Romênia, ele mostra um recém-nascido com uma etiqueta no pulso que diz “homossexual”.

O cartaz está identificado pela campanha “Eu sou! E você?”, e a  campanha  “Para apoiar a comunidade LGBT na Romênia”.
A câmara municipal e a polícia da cidade estão investigando o responsável pela publicação. Em declaração algumas pessoas não concordaram: “estão perto de escolas, o cartaz é imoral”; outro comentário foi que “estão zombando de Deus na semana de Páscoa”.
O conceito do cartaz já tinha sido usado em Itália em Outubro de 2007 com o título “A orientação sexual não é uma escolha”. A iniciativa foi apoiada [pelo] governo regional da Tuscânia e levou a críticas violentas por parte do Vaticano e políticos conservadores no país.

Antes disso a Fondation Émergence, uma associação LGBT do Canadá já tinha usado o conceito do bebê em 2005 sem gerar tumulto social. A associação tem criado diversos cartazes ao longo dos anos. Além do tema do bebê, já fizeram referências ao esporte e a campanha mais recente usa dois peixes para trazer uma mensagem de “naturalidade” da homossexualidade.
Gospel notícias

Legalizando a imoralidade


Gregorio Vivanco Lopes

Chama enormemente a atenção, de uns tempos para cá, o conteúdo dos cadernos que os jornais dedicam aos adolescentes e mesmo às crianças, mais parecem uma iniciação à corrupção moral do que outra coisa.

As práticas mais escandalosas, que outrora só chegavam ao conhecimento das pessoas adultas de modo discreto e enojado, são estampadas nesses cadernos como “normais”. É um incentivo mal velado à prostituição desde cedo, seja ou não em troca de dinheiro.

Não se vê como é possível, nesse clima, acabar com a prostituição infantil. Nem com a pedofilia.

Uma vez que o correr da pena nos levou a assuntos tão escabrosos, não podemos deixar de mencionar que o Programa Nacional de Direitos Humano (o famigerado PNDH-3) já cogita em elevar a prostituição à categoria de profissão, acabando assim com a distinção entre moça honesta e prostituta. E até hoje não foi revogado!

O fato infelizmente não surpreende, num “programa” que considera o aborto um simples caso de saúde pública, golpeia a fundo a propriedade privada e outras aberrações do gênero.

Em seu livro exponencial “Revolução e Contra-Revolução”, o saudoso Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, com muita agudeza de espírito, explica o processo pelo qual uma sociedade pode chegar a transpor para as leis as piores abominações.

Primeiramente, exacerbam-se as tendências humanas para que as pessoas pratiquem a libertinagem. Depois, começa-se a defender, em princípio, essa mesma libertinagem, com argumentos e propaganda. Por fim, instaura-se a libertinagem nos fatos normais da vida: é sua legalização.

Estamos trilhando esse caminho no que se refere à prostituição. Os costumes já quase aboliram a prática da castidade tanto para moças como para rapazes.

Nesse caso, como agir? Cumpre batalhar para evitar que a prostituição passe do estado de “tolerância” para o de profissionalização? Certamente. Mas esse não é o ponto-chave.

Só se pode verdadeiramente evitar tal legalização, se houver uma real e autêntica moralização dos costumes. Sem isso, podem-se ganhar batalhas contra a imoralidade, mas não a guerra.

Fica aqui pois nosso apelo para uma verdadeira cruzada em prol da moralização de nossos costumes. Caso contrário, nada feito.

Fonte: Instituo Plínio Corrêa de Oliveira

Dom Henrique Soares sobre a Liturgia

Eu tive a honra de conhecer pessoalmente este senhor bispo enquanto ainda cônego. Muito bom!

"Dons" do "esprito" II

"Carisma" "Eu me remexo muito" (Cf XCor 153,190-10.467)




"Carisma" do "flatus vocis" de dupla via (Cf Ap. 17.000.000, 32a)

Recadinho de Pio XII aos inimigos da Santa Igreja


"Quem se põe a imaginar insubsistentes decadências e a prever impossíveis ocasos para a Igreja, olhe para trás, para a história; reflita sobre o presente e preveja - porque não é impossível - o futuro. Lembre-se do que aconteceu a quem tentou destruir a Esposa de Cristo, veja o que está acontecendo a quem se obstina no insensato intento. Quem se levanta contra a Igreja quebrar-se-á sobre a pedra na qual Cristo, seu divino Fundador, quis edificá-la."

Pio XII

A ideologia e a mentira nas prateleiras de Religião

Por falar em união homoafetiva...

Ontem, passeando pelas prateleiras da Universidade, me deparei com dois clássicos:

"Deus, um delírio" do Richard Dawkins em que fiz questão de dar uma olhada: li as orelhas, algo da introdução e fui logo às supostas refutações às provas de Sto Tomás de Aquino da existência de Deus. rsrs... O que notei,  na rápida olhadela que dei no livro, foram três coisas: 

1- o total desrespeito com que Dawkins trata Deus e a religião, pois, segundo um outro lá que lhe faz a abertura do "clássico", a linguagem sarcástica que ele usa é proposital, já que defende não ser o discurso religioso digno de qualquer deferência.

2- O caráter totalmente resumido das vias de Sto Tomás caindo, mesmo, num vergonhoso simplismo. Há supostas refutações que não dão, sequer, dez linhas! E penso estar ainda sendo generoso...

3- A absoluta credulidade desta "celebridade do ateísmo" com relação à teoria darwinista. Para Dawkins, mesmo que ele seja ateu, não lhe faltou um absoluto na vida; o problema é que este se chama Charles Darwin. Não sei se vale muita coisa aqui, mas lembremos que Darwin não era ateu e que considerava o argumento de que a complexidade e ordem do cosmos seja fruto do acaso tão pueril que ele imediatamente se convertia na maior prova da existência de um Criador Pessoal.

Por fim, o mais engraçado é que este livro, aparentemente imponente - só aparentemente - estava estrategicamente posto na área de Religião. rsrs..

E foi também aí que eu me deparei com outro livro singular: "Cadernos do Cárcere" do Antonio Gramsci. Para quem não sabe, Gramsci é um sujeito que provoca uma mudança metodológica na implantação da cultura revolucionária aos moldes marxistas. Dizia ele que uma revolução violenta traz, em geral, uma contra-revolução também violenta. Deste modo, seria preciso uma nova estratégia. É daí que surge o Marxismo Cultural que é uma tentativa de monopolizar discretamente todos os meios formadores de opinião: a música, a arte, as academias, as escolas, a mídia, etc. Isto para que pudessem livremente difundir e ensinar, sem reprimendas, os princípios revolucionários sem qualquer necessidade de embates violentos. Daí resultaria um novo senso comum do qual toda a sociedade iria, aos poucos, se impregnando e que terminaria, por fim, provocando a sua conversão aos ideais marxistas sem qualquer luta direta. Para lá chegar, porém, seria preciso derrubar algumas instituições muito particulares, o que se faria seja pela chantagem, seja pela calúnia, pela difusão de teorias pseudo-científicas, por sofismas de reivindicações de direito, ou o que fosse. Gramsci visava, sobretudo, a Igreja Católica e a família. E podemos dizer que, de fato, ele conseguiu sucesso na sua empreitada.

Não pensemos que Gramsci seja autor desconhecido e periférico. Ao contrário! Se quisermos entender melhor o que acontece ao nosso Brasil, convertido em campo de aplicação desta funesta ideologia, estudemos algo sobre o assunto.

E tudo isto na área de religião.. rsrs
Tinha ainda um terceiro, mas que acho que puseram lá por engano mesmo: "Vida de Jesus" de Ludwig Feuerbach... rsrs.. oh God!

Aos Estudantes


Pio XII

Estudai a Verdade

Vossas inteligências juvenis desabrocham para a vida, ansiosas por conhecer, e a natureza está aberta diante de vós com suas maravilhas e seus mistérios; os problemas da existência, os atos humanos, vossas aspirações, o fim a ser alcançado, os caminhos a percorrer, os meios a serem usados: tudo é uma interrogação; tudo exige clareza luminosa e precisão na resposta. Estudai, portanto. Aplicai-vos, custe o esforço que custar, e não descuideis de coisa alguma...

Ser indolente e preguiçoso significaria atraiçoar-vos a vós mesmos e renunciar ao desenvolvimento completo e harmonioso de vossa pessoa. Frustraríeis ainda as esperanças de vossos pais, que, para manter-vos nos estudos, fizeram, quem sabe, pesados sacrifícios e arrostaram renúncias; privaríeis a pátria e o mundo do número necessário de homens capazes, homens de ciência, cultores das artes, técnicos da política, da economia, do direito.

Estudai Seriamente

Para este fim, antes de tudo, evitai avaliar a importância do estudo pelo critério da utilidade imediata. O que a vida vos reserva, não o sabeis ainda; nem sabeis bem para onde se dirigirá efetivamente vossa carreira. É bem sabido ser prescrita aos futuros capitães de mar e aos oficiais das naves de guerra a manobra de navios a vela. Ninguém imaginaria, à primeira vista, que isso pudesse ser necessário à solução dos complicados problemas técnicos concernentes à rota de um transatlântico e o tiro de um couraçado. Perguntai, porém, aos peritos porque, então, os futuros navegantes devem aprender a manobra das velas e nela aperfeiçoar-se, e responderão que assim mais facilmente os marinheiros adquirem aquele sexto sentido chamado "senso marítimo".

A aplicação ao vosso caso parece-nos natural e fácil. Cada vez que pegardes num livro, principiardes uma aula, prestardes um exame, não deveis perguntar-vos: Para que me serve isto? Nunca digais: Eu serei engenheiro; para que me serve a Filosofia? Eu serei advogado; para que me serve a Física? Eu serei médico; para que me serve o estudo da Arte? A verdade é que algumas noções e conhecimentos, certos hábitos cognoscitivos e uma certa ordem mental, o senso da medida e da harmonia intelectual; em suma, a maior vastidão e profundidade das bases ajudam sempre na vida e muitas vezes auxiliam de modo imprevisto e inesperado: isto vale geralmente para duas matérias, o Latim e a História.

Para estudar seriamente é preciso não pensar ser o número dos conhecimentos o elemento fundamental para construir o edifício de vossa cultura. Não temos necessidade de muitas coisas, mas todo o necessário e conveniente, bem apreendido, compreendido com justeza, intensamente aprofundado. Deve-se, pois, evitar obrigar-vos a um esforço quase sobre-humano e a percorrer afanosamente tudo o que o saber acumulou sobre as cátedras e tenta levar até aos bancos dos alunos. Isto é ainda mais verdade se se trata de estudos excessivos puramente mnemônicos - bem diversos do estudo sério e jubiloso da verdadeira e profunda formação cultural - e pelos quais a escola se arrisca a transformar-se em um drama que entristece os pais e irrita os alunos.

Contudo, há ainda um terceiro defeito, contra o qual é preciso que os alunos se acautelem com o auxílio dos mestres conscienciosos e a ajuda daqueles que se encarregam de preparar os programas. Quem conhece os problemas da escola sabe que nada é tão nocivo quanto um acervo de noções acumuladas confusa e desordenadamente, que não se harmonizam nem se integram, mas, ao contrário, várias vezes se chocam ou mesmo se anulam reciprocamente. Acontece não raro que o ensino e o estudo das matérias científicas se desenvolvem, abstraindo inteiramente a consideração da necessidade de uma completa formação da inteligência. Esta deve alcançar uma capacidade sempre maior de síntese e a profundeza da pesquisa por meio de sério estudo filosófico. Ciência e Filosofia, portanto, devem integrar-se mutuamente, encontrando-se ali onde o estudo trata das mais íntimas e profundas estruturas da matéria e onde deve originar-se ou descobrir-se a mais ampla e elevada harmonia.

Acontece, além disso, que o ensino e o estudo da Religião sejam descuidados por alguns alunos ou considerados com suspeita e desconfiança por certos professores de outras matérias, que talvez não poupem zombarias e insinuações. E como outrora se recorria às certezas e às luzes da Ciência para ridicularizar as dúvidas e as sombras da Filosofia, agora se compara a "racionalidade" de certas noções filosóficas com o "caráter insustentável" dos mistérios. Todos podem imaginar o caos decorrente de semelhante método de ensino e de estudo. Sabem-no em demasia vossas mentes jovens, frágeis e mal preparadas.

Resultados bem diferentes seriam obtidos se o ensino de todas as matérias fosse perfeitamente ordenado e orgânico. De fato, o "corpus doctrinae" obedece, de modo semelhante, às leis de qualquer corpo vivo. Ele cresce pelo efeito no desenvolvimento interior de seus membros, que, por sua vez, encontram no todo o alimento para a própria vida. O empobrecimento interior de alguns membros ou seu crescimento desordenado provocam no resto do "corpus" perda de vitalidade, debilidade, e, como consequência, ineficácia de ação. Outro tanto sucede com os ramos do saber humano. Um crescimento desordenado não seria vantagem para o conjunto cultural, assim como também seria prejudicial a falta de distinção entre o fundamental ou principal e o acessório.

Conseguir-se-á a desejada unidade orgânica da cultura quando até o "corpus doctrinae" tiver como cabeça Cristo. "Eu sou... a Verdade", exclamou Ele um dia (Jo 14,6). Quando estudardes a natureza, lembrai-vos de que "tudo foi feito por Ele, e sem Ele nada se fez do que existe" (Jo 1,3).

Quando aprenderdes História, não vos esqueçais de que não é simples relação de fatos mais ou menos sanguinolentos ou edificantes, porque nela, facilmente visível, há uma arquitetura que merece ser estudada e aprofundada à luz da universal providência divina e da inegável liberdade de ação humana. Em particular notai com que olhos bem diferentes consideraríeis os acontecimentos dos dois milênios, se partindo daqueles que foram os primeiros albores da Igreja, vos demorásseis nas grandes e insuperadas sínteses antigas e medievais, refletindo sobre dolorosas apostasias, mas sobretudo sobre as grandes conquistas modernas, e prestando atenção, cheios de confiança, nos muitos sinais de renascimento e de ressurgimento.

Mas para que esta cultura orgânica seja possível, é necessário que vosso estudo seja completo.

Primeiro na ordem do imediato apresenta-se a vós o mundo natural que impressiona vossos sentidos e move vossa curiosidade. É necessário que a natureza com suas belezas e seu fascínio atraia ainda poderosamente a juventude da geração moderna. Estendei vosso olhar até às secretas profundezas das nebulosas e a enorme quantidade das estrelas dispersas no universo imenso; parai a contemplar as maravilhas do vosso planeta, palácio real do homem; penetrai até às estruturas mais profundas do átomo e de seu núcleo. Para ler neste livro estupendo, suas soluções, suas hipóteses, seus mistérios próprios. Enquanto os pequenos presunçosos ficam satisfeitos com as poucas noções aprendidas, percebereis que irá sempre aumentando a desproporção entre o que sabeis e o que desejais conhecer. Se vossos mestres souberem dirigir-vos nesta leitura, neste estudo, ficareis pasmados com a facilidade com que se descobre em cada criatura o Criador, que por este conhecimento é glorificado e retribuir-vos-á enchendo vosso coração de felicidade.

Das ciências experimentais passai para a verdade da Filosofia, fundamento de todo saber. bem sabemos que muitas vezes, vezes demais, este estudo tão nobre e necessário se reduz a um relatório opressivo de erros provenientes de espírito perturbados e de corações desordenados. Tal estudo é certamente nocivo aos alunos, como prova a queixa cada vez mais forte e aflita da parte de pais justamente preocupados com a doutrina dos filhos. Por que se deve chamar "mestre" a quem semeia névoas de ceticismo nas mentes indefesas dos jovens? Nós não o sabemos compreender. A liberdade do intelecto consiste na possibilidade de penetrar sempre mais profundamente esta ou aquela verdade, de considerar um aspecto em lugar de outro, de formar sínteses e deduções de maior ou menor amplidão. É, portanto, uma liberdade totalmente positiva e tanto maior quanto mais iluminada e protegida contra o erro.

Será necessário, também, é claro, conhecer a história do pensamento filosófico, mas a insistência deverá ser maior sobre o estudo da realidade em todos os seus elementos e em todos os seus aspectos. Cada um deverá ser capaz de responder com precisão e clareza às perguntas que inevitavelmente vos fareis a vós mesmos ou que outros possam fazer-vos: que é, geralmente falando, a realidade? Que é, em particular, o mundo? Que valor tem o conhecimento humano?  Existe Deus? Qual a Sua natureza, e quais os Seus atributos? Que relações existem entre Ele e os homens? Qual é o sentido da vida? E da morte? Qual a natureza da alegria e a função do prazer? Que critérios devem reger as sociedades humanas, a familiar e a civil?

Para adequada resposta a tais perguntas, necessário se faz percorrer à Filosofia Perene, que, no curso dos séculos, extraordinários espíritos elaboraram e nada perdeu de seu valor objetivo e de sua eficácia didática; tanto mais quanto os desenvolvimentos dos conhecimentos científicos não se acham em oposição às teses certas desta filosofia.

Da Filosofia passai para a Ciência cujos conhecimentos derivam das doutrinas da Fé, dadas por divina revelação. Todos os cristãos, porém mais essencialmente os que se dedicam ao estudo, deveriam possuir, tanto quanto possível, uma instrução religiosa profunda e orgânica. Seriam, com efeito, perigoso desenvolver todos os outros conhecimentos e deixar o patrimônio religioso sem nada mudar, como nos temos da mais tenra infância. Necessariamente incompleto e superficial, este se veria sufocado ou talvez destruído pela cultura arreligiosa e pelas experiências da vida adulta, como o atesta tanta fé naufragada pelas dúvidas conservadas na sombra, por problemas que ficaram sem solução. Assim como é preciso que seja racional o fundamento da vossa fé, assim se torna indispensável um estudo suficiente da Apologética; e depois devereis saborear as belezas do Dogma e as harmonias da Moral; por fim, bem podereis lançar vosso olhar para além dos caminhos da Ascese cristã, mais alto, mais alto, até às alturas da Mística. Oh! Se o cristianismo aparecesse diante de vós em toda a sua grandeza e em todo o seu esplendor!

Fazei com que a verdade, conhecida e possuída, se torne norma de vida e de ação. Por ela, libertai-vos das paixões e preconceitos. Por ela, crescei no Cristo. Veritatem... facientes in caritate, crescamus in illo por omnia qui est caput, Christus (Ef 4,15).

Corre pelo mundo uma voz de renascimento, um grito de despertar: será o despertar cristão. Vós quereis uma construção nova sobre as ruínas acumuladas por aqueles que preferem o erro à verdade. O mundo deverá ser reconstruído em Jesus.

Quem se põe a imaginar insubsistentes decadências e a prever impossíveis ocasos para a Igreja, olhe para trás, para a história; reflita sobre o presente e preveja - porque não é impossível - o futuro. Lembre-se do que aconteceu a quem tentou destruir a Esposa de Cristo, veja o que está acontecendo a quem se obstina no insensato intento. Quem se levanta contra a Igreja quebrar-se-á sobre a pedra na qual Cristo, seu divino Fundador, quis edificá-la.

Jovens! Quereis cooperar no gigantesco empreendimento da reconstrução? A vitória será de Cristo. Quereis combater com Ele? Sofrer com Ele? Não sejais então juventude mole e fraca. Sede, ao contrário, juventude inflamada, juventude ardente. Acendei e propagai o fogo que Jesus veio trazer ao mundo!

Pio XII e os Problemas do Mundo Moderno, Aos estudantes dos cursos secundários de Roma, 24 de março de 1957, 
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