Como vimos, o PLC 122 não foi votado. Se recolheu e não há previsão de quando voltará a encher o saco, podendo estar iminente ou não a ocasião em que nos veremos diretamente submetidos a uma lei que criminaliza a nossa fé e que estabelece o erro como norma. (E parece que vai ser retomado mesmo em breve. Li em algum lugar que haverá mobilizações para tentar realizar a votação no dia 18 próximo)
Esta foi uma semana que acendeu diversos debates sobre o assunto. Em tudo que é curso de humanas, jornais, busões de faculdade, o tema era recorrente. Mesmo no meio de ambientes católicos o tema provocou discussões já que certas pessoas, levadas mais pelo romantismo da ideologia, se propunham defender a aprovação, seja da união estável dos homossexuais, seja da criminalização da assim chamada homofobia.
O interessante, porém, é que todo defensor do discurso da moral evolutiva crê, desde antes, que quem se opõe às tais leis é homofóbico, o que quase significa que está munido de preconceitos no mais das vezes religiosos; os crentes são ditadores que pretendem impôr a sua moral ao resto do mundo. Este é um pressuposto admitido pela maior parte dos debatedores favoráveis às inovações destes projetos de esquerda. Em resumo, nos acusam de ser: bitolados religiosos, ditadores querendo impor nossos tabus, obtusos que não percebem que o outro é outro, preconceituosos fundamentalistas e fanáticos.
Diante deste festival de adjetivos de desapreço, como que se poderá ter um debate sincero? E aí fica evidente de quem é o preconceito. É muito chato quando, no meio da exposição dos teus argumentos, o rapaz ou a moça com quem dialogas te entrecorta com um "é que você é religioso" tentando, com isso, desacreditar tudo mais que você diga. Recentemente, aconteceu justamente isto: enquanto eu falava a respeito do assunto, o rapaz ficava dizendo que eu queria impôr a moral cristã a quem não é cristão. "Mas o estado é laico!" rs... A religião, então, se converte em coisa meramente cultural, resto de fim de semana ou de tempo vago, e a moral perde toda objetividade.
Mas há um problema aí. Em geral, todas estas pessoas defendem uma moral, ainda que não notem claramente que o fazem e isto se dá por falta de pré-requisitos teóricos. Em geral, são equívocos bobinhos, embora defendidos com obstinação. Quando um destes pretende que os homossexuais têm que ter direitos à união civil e à proteção especial do Estado (entenda-se intocabilidade), está apelando para um argumento moral; quer-se, com isso, fazer um bem a estes sujeitos. Ora, e por que fazer o bem a alguém é melhor do que fazer-lhe mal? Esta é uma questão moral que existe uma resposta necessariamente moral. A ciência positivista não poderá respondê-la. Alguns dos obstinados defensores destas novidades apenas querem garantir aos homossexuais a certeza de não serem agredidos na rua nem tratados de forma vulgar. Ora, esta intenção é boa! E ela está animada de um espírito moral, claro! Isso só nos mostra como a moral é universal, isto é, permeia todos os homens. Acontece, porém, que os pormenores sobre o que seja exatamente moral, o que promova o ser humano ao invés de degradá-lo, escapam a muita gente. A ditadura do prazer e da baixeza tem esse efeito: cegar as pessoas.
Quem defende a criminalização da "homofobia" o faz segundo critérios morais. Mas quem combate isso, também o faz. Daí não se deduz a relativização da moral, mas o diferente alcance de compreensão que dela têm os diferentes sujeitos. Aliás, esta diferença é, já, um testemunho de que há coisas que não devem estar submetidas ao achismo da multidão. Eis aí a fragilidade do critério de maioria! E eis também a necessidade de uma autoridade que ordene e esclareça as coisas. O simples fato de estarmos todos voltados para a busca do melhor, embora haja discordâncias de quais os meios para obtê-lo e de qual seja a sua natureza, nos insere necessariamente no âmbito moral, independentemente de cultura, contexto histórico, etc. Bater em velhinhas é errado desde a fundação do mundo e o será para sempre, independentemente de quantos defendam que isto é um direito de netos raivosos.
Peguemos, agora, outra questão: se por acaso houvesse uma defesa sistemática e bem articulada da prática da pedofilia a ponto de convencer uma boa parte de incautos de que isso seria legítimo - como já há quem a defenda abertamente, preferindo chamá-la de 'relação intergeracional' - , este ato repugnante se tornaria, por causa disso, menos ruim? Claro que não! Isto só nos mostra que o critério da maioria para certos assuntos não é interessante (lembremos de Barrabás... ou do absurdo de um plebiscito sobre o aborto), e que as inovações devem ter limites. E o que determina estes limites? É a moral. Por que nós não aceitaríamos que se instaurasse a prática da pedofilia? Por questões morais, oras! E o que é a moral? É aquilo que dá conta de preservar e promover o bem! E o que é o bem? É aquilo que corresponde à verdadeira natureza das coisas, que permite a sua realização. A instauração da pedofilia seria um mal porque consistiria num profundo desrespeito pelas crianças, inserindo-as numa realidade para a qual não estão aptas! Seria um atentado contra as suas naturezas inocentes! Falávamos de "verdadeira natureza", e com isto adentramos no campo da verdade que é algo que não se inventa, não é subjetivo; ao contrário: a verdade pré-existe ao sujeito e se este quiser conhecê-la deve, primeiro, renunciar o intento de inventar uma. Há, portanto, uma íntima ligação entre bem e verdade, entre moral e discurso sobre o homem. Ora, a religião pretende ensinar uma verdade sobre isso! Como é que ela deve ser excluída deste debate? Se a religião estiver correta, a sua verdade não se refere apenas aos que nela militam, mas a toda a humanidade. Se o homem é criado por Deus, ser moral é obedecer os preceitos divinos! Se, ao contrário, o homem é fruto de uma evolução casual, então a moral será, no máximo, uma herança inconsciente de ajuda mútua como forma de estratégia para o auto-benefício. E isto, de moral, só pode ter o nome. O que se quer dizer? É que as coisas são como são. A união entre dois homens é, evidentemente, antinatural, pois nada surge daí. Todos podemos notar que, fisiologicamente, o ânus não é um órgão sexual e, portanto, não existe para este fim. Todo esse movimento gayzista parte de pressupostos fantasiosos e sem fundamento algum, a não ser, como diz o Olavo, o senso lúdico deles.
Por que motivo a filosofia católica, que é dotada de um profundo rigor, deve ser desconsiderada "a priori" nesta discussão, como se só fosse válida para uns poucos? Os seus argumentos são fundados em verdades naturais e em evidências. Ela nem precisaria ser religiosa para ser verdadeira! No entanto, muita gente parece fazer questão de a calar, considerando-a um discurso ingênuo, enquanto vai aderindo, crentes de uma absoluta seriedade, às novidades da hora promovidas pelos argumentos românticos e falaciosos da ideologia.
E ainda surgem outros tipos estranhos que preferem separar as coisas como se houvesse duas verdades: "na Igreja, eu defendo a moral cristã, mas fora, na universidade ou no meu emprego, eu sou a favor destas inovações". Isto é, também, fraca formação, além de covardia.
É preciso, ao contrário, estabelecermos uma unidade na compreensão do todo. O mundo é um, a verdade é uma, a moral, portanto, também. Se Deus criou o mundo, o discurso religioso tem sentido e diz a verdade. Se Ele não existe, então a religião é falsa e a moral será um fluxo contínuo e evolutivo ao gosto das maiorias. Não há como defender ambas as afirmações! Não se pode ser cristão a aceitar ou promover, como o fez recentemente um frade carmelita (que vergonha!), estas políticas de degradação moral, de rebaixamento da dignidade humana!
É preciso, ao contrário, estabelecermos uma unidade na compreensão do todo. O mundo é um, a verdade é uma, a moral, portanto, também. Se Deus criou o mundo, o discurso religioso tem sentido e diz a verdade. Se Ele não existe, então a religião é falsa e a moral será um fluxo contínuo e evolutivo ao gosto das maiorias. Não há como defender ambas as afirmações! Não se pode ser cristão a aceitar ou promover, como o fez recentemente um frade carmelita (que vergonha!), estas políticas de degradação moral, de rebaixamento da dignidade humana!
A questão do bem importa a todas as pessoas. Se alguém obstina-se em seguir o erro, que o faça! Mas não se vá proibir a religião de expressar a caridade aos homens, atitude que é consequência natural da compreensão da sua vocação e da sua natureza. Proibir a crítica à prática homossexual é atacar diretamente a religião, limitando-lhe o escopo, instaurando contra ela uma verdadeira ditadura. Isto sim é imoral! Cristo ordenou que a Igreja buscasse salvar os homens! Ela só poderá obedecer-Lhe - e está aí a sua missão - se não renunciar à denúncia do mal! Além do limite imposto a religião, uma política de intocabilidade da prática homossexual limitaria ainda a Filosofia, a Ciência, a Antropologia, etc... Por que foi que o homossexualismo se tornou tão sacrossanto assim? Isto é um absurdo!
Então, meus caros, se quisermos discutir moral de modo coerente, temos de adentrar no problema da verdade sobre a natureza humana. E é onde os argumentos do gayzismo não rendem! É aí que notamos como é frágil o discurso da moral subjetivista! Tudo isto, como dissemos, é muito bobinho, mas nos exige uma formação mínima para a discussão, e não deveria ser assunto para se debater vulgarmente como se discute marca de sabonete.
Quanto a nós, católicos, devemos estudar bastante, tanto quanto pudermos. Mas podemos, sem medo, acreditar na Igreja que é mestra infalível em Fé e Moral. É bem como diz o Olavo de Carvalho: "o direito de não ter opinião em certos assuntos é uma dádiva divina".
Que Deus nos ajude.
Então, meus caros, se quisermos discutir moral de modo coerente, temos de adentrar no problema da verdade sobre a natureza humana. E é onde os argumentos do gayzismo não rendem! É aí que notamos como é frágil o discurso da moral subjetivista! Tudo isto, como dissemos, é muito bobinho, mas nos exige uma formação mínima para a discussão, e não deveria ser assunto para se debater vulgarmente como se discute marca de sabonete.
Quanto a nós, católicos, devemos estudar bastante, tanto quanto pudermos. Mas podemos, sem medo, acreditar na Igreja que é mestra infalível em Fé e Moral. É bem como diz o Olavo de Carvalho: "o direito de não ter opinião em certos assuntos é uma dádiva divina".
Que Deus nos ajude.