Tradutor / Translator


English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

Clipe da cantora Angelina cantando a oração comumente atribuída a S. Francisco de Assis - Em Inglês

O Mistério da Eucaristia - Parte III


Conveniências e harmonias do Mistério da Eucaristia

Ao estudarmos a Incarnação e suas conveniências, dissemos que a glória e o amor de Deus a tinham tornado desejável, e as aspirações e necessidades do homem a faziam necessária; outro tanto podemos afirmar da Eucaristia que é uma Incarnação permanente e prolongada. Com efeito, a razão nos patenteia as conveniências supremas desta instituição, tanto por parte de Deus, como por parte do homem.

1º Do lado do Deus - Começou por criar tudo para o homem, com o fim de prendê-lo a si próprio pelo espetáculo das suas obras; conversou familiarmente com ele nos dias de inocência; em seguida, depois do pecado, aproximou-se dele, participando de algum modo ao governo da nação judaica que para si escolhera, dando-lhe sua lei, habitando no meio dela sob os véus do tabernáculo e do templo. Contudo, isso não era suficiente para seu amor, e veio um dia em que Deus, revestido de nossa carne mortal, quis, durante trinta e três anos viver no meio dos homens, e morrer por eles para os conquistar e salvar: foi a Incarnação.

Mas essa união com a humanidade ainda era incompleta; tinha três limites: 1º o do tempo: que coisa era, com efeito, uma vida de trinta e três anos no meio da humanidade que esperou a Incarnação durante quarenta séculos, e depois da morte de Jesus, devia prolongar-se ainda por muitos séculos? 2º o do espaço, porque Jesus Cristo só viveu num país estreito e apertado, e o mundo inteiro não gozou de sua presença; 3º afinal, a vista e a presença de Jesus Cristo ainda não tinham conseguido criar a união perfeita, íntima, a que prende os corações e as almas entre si... Ora, o amor de Deus ansiava por vencer essas três imperfeições e isso conseguiu pela Eucaristia.

Graças a esta invenção do amor e do poder divino, Jesus Cristo 1º viverá sempre, em todos os tempos, e perpetuará para todos o benefício da sua presença e da sua Redenção, por sua permanência no tabernáculo, por seu sacrifício constantemente renovado sobre o altar; 2º viverá em toda a parte, e fará beneficiar todos os países, todos os povos e todas as almas, da sua Incarnação, prolongada até o fim do mundo; 3º afinal unir-se-á de modo íntimo a cada um de nós, coração a coração, no ato incomparável em que nos dá sua carne como comida, seu sangue como bebida, e nos comunica a sua presença, a sua graça, vida e divindade, conforme a sua própria palavra: "Aquele que comer a minha carne, permanece em mim,e eu nele", e segundo a expressão de São Paulo: "Não sou mais eu que vivo, mas é Jesus Cristo que vive em mim!" É o último limite a que o próprio Deus podia chegar.

Do lado do homem - Por um excesso de miséria e de fraqueza, o homem sente a necessidade de encontrar a Deus e firmar-se nele. Para nos convencer disso, não precisamos de outras provas que o antigo erro do paganismo e o moderno erro do panteísmo, tão semelhante ao primeiro. Porque é que o homem encheu o mundo de ídolos feitos por suas mãos? É porque em toda a parte, a todo o momento, chamava Deus em seu socorro, reclamava sua presença, e não podia viver sem ele... Esta sede de Deus foi satisfeita pela Incarnaçao, e a idolatria desapareceu; contudo, esta vitória alcançada sobre o paganismo não se mantém senão pela Incarnação prolongada, isto é, pela Eucaristia.

Por isso, quando o homem se exime dessa crença e se separa de Jesus Cristo incarnado e presente na Eucaristia, anda em busca de Deus, e caminha diretamente para um novo erro: o panteísmo, isto é, uma forma de paganismo, estranha confusão de Deus e do mundo, onde tudo é Deus, e onde nenhuma coisa é Deus.  No fundo desse erro há uma verdade sublime: é a necessidade de Deus, a sede insaciável de achá-lo e de se unir a ele. Pois bem! Só a Eucaristia pode satisfazer a esse desejo e a essa sede. O homem, graças a este mistério, encontra Deus na oração, ao pé do tabernáculo; no altar, no sacrifício eucarístico; na mesa sagrada, na comunhão em que Deus se incorpora à sua criatura, transforma-a, ilumina-a, contenta-a, e sacia-lhe todos os desejos, realiza-lhe todas as esperanças.

Monsenhor Cauly, Curso de Instrução Religiosa, Cap. VIII

Tradicionalistas raivosos


Lendo algumas coisas nesta vasta internet, tenho a impressão que muitos ditos tradicionalistas se decepcionariam se, ao se depararem com Jesus, Ele não trouxesse um olhar semelhante a este.

Sinceramente? Creio que a cordialidade e os bons modos também façam parte desta Tradição Católica. Nunca vi um palavrão numa encíclica, nem estes tipos extremamente ácidos de sarcarmos, nem estas torções de passagens evangélicas na tentativa de legitimar o ódio puro e simples, não a idéias ou teorias, mas a pessoas de modo explícito.

A religião é qualquer coisa além de demonstrações de agressividade e repetição de exterioridades. Essa boçalidade extrema pode ser qualquer coisa, menos catolicismo.

O caráter firme e enérgico é, por vezes, uma necessidade, mas nada fora do bom senso. A violência nunca deve ser uma decisão a priori. No entanto, há quem se divirta e vanglorie com a demonstração da própria falta de noção. Como dizemos aqui no Nordeste, "vôte!"

O Mistério da Eucaristia - Parte II


Fundamentos do dogma da Eucaristia

A crença no mistério da Eucaristia assenta nos textos claros do Evangelho e na tradição - Achamos este ensino: 1º nas palavras da promessa da Eucaristia; 2º nas palavras da instituição; 3º no comentário que delas dá a tradição católica.

1º Palavras da Promessa

Jesus Cristo acabava de efetuar o milagre da multiplicação dos pães no deserto. Aproveita-se da circunstância para dizer à multidão. Aproveita-se da circunstância para dizer à multidão: "Sou o pão de vida, descido do céu; quem comer deste pão, viverá eternamente. O pão que hei de dar é a minha carne." A estas palavras os Judeus protestam; mas Jesus continua: "Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem, e se não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. - A minha carne é verdadeiramente uma bebida. Aquele que comer a minha carne permanece em mim e eu nele, e terá a vida eterna." (S. João, Cap. VI.)

Vê-se por essas palavras que Jesus Cristo promete formalmente dar a sua carne a comer e o seu sangue a beber, verdadeira e realmente, e não em figura, nem tão pouco de modo espiritual. Nisso os Judeus não se enganam, e em lugar de os dissuadir dessa interpretação de uma manducação real, o Salvador nela insiste e a confirma com mais solenidade. E quando alguns, achando essa linguagem muito dura e por demais incrível, se escandalizam e abandonam a Jesus Cristo, este, longe de pôr fim ao escândalo por uma explicação fácil se não se tratasse que de uma manducação pela fé, deixa-os partir, e confirma perante os apóstolos o ensino que acaba de dar. Prometeu pois dar a comer sua verdadeira carne, de modo real e substancial.

2º Palavras da instituição

No ano seguinte, que era aquele em que devia morrer, Jesus Cristo, com seus apóstolos, na quinta-feira santa, celebrou a Páscoa mosaica. No fim da refeição, tomou o pão, o benzeu, partiu e distribuiu entre os discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo, que será entregue por vós." Em seguida, tomando o cálice onde estava o vinho, o benzeu igualmente e a eles o deu dizendo: "Bebei todos disto, porque é o meu sangue, o sangue da nova aliança que será derramado por vós e por muitos em remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim." Estas palavras: "Este é o meu corpo, este é o meu sangue", entendidas no seu sentido natural, significam que, por sua virtude, o que era pão tornou-se o verdadeiro corpo de Jesus Cristo; e o que era vinho, veio a ser o sangue do Salvador. - Ora, tudo concorda para nos convencer que devem ser tomadas no seu sentido natural: o confronto com as palavras da promessa, o momento solene em que Jesus as pronunciou, - era véspera da sua morte, - a mesma natureza do ato cumprido pelo Salvador, porque se tratava de criar um dogma e estabelecer um sacramento pela duração dos séculos. Não eram horas, não era dia para se recorrer a equívocos, e por uma metáfora tão inconcebível quão desusada, induzir em erro toda a Igreja, dando como uma realidade o que não teria passado de uma simples figura de seu corpo e de seu sangue.

3º Tradição católica

É ao pé da letra que os apóstolos entenderam e interpretaram as palavras do Salvador: sirva de prova este ensino de são Paulo aos fiéis de Corintho: "Quem comer desse pão e beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue de Jesus Cristo, não fazendo o discernimento do corpo do Senhor". (I Cor, cap. XI) Assim não teria falado são Paulo, se apenas houvesse na Eucaristia uma imagem figurativa de Jesus Cristo. Aliás, toda a tradição católica, o ensino dos doutores, a prática geral e universal da Igreja, - sem falar dos numerosos milagres efetuados por Deus a favor deste dogma - provam-nos que as palavras de Jesus Cristo, as da promessa e da instituição, foram sempre interpretadas no sentido de uma presença real e verdadeira. - É preciso chegar até a época de Berenger (998-1088), e particularmente até o protestantismo do século XVI, para achar as primeiras negações do dogma católico, e é o caso de repetir com Tertuliano, que aquilo que foi sempre acreditado em toda a parte e por todos, deve ser conservado: Quod semper, quod ubique, quod ab omnibus... servandum est.

Monsenhor Cauly, Curso de Instrução Religiosa, Cap. VIII

Missões Populares em Munguba

Há cerca de duas semanas atrás, o Breno - um dos Graas -, o Wilson - Ex Graa e um dos fundadores do grupo - e o Aluísio - seminarista da Ordem dos Clérigos Regulares de Somasca - foram em missão para o Povoado de Munguba, nas proximidades de Santana do Mundaú.

Abaixo, vão algumas fotos. Foi belíssimo... Clique para visualizar maior.

À extrema esquerda o WIlson, e à extrema direita o Breno

Breno tocando o sino

Breno na residência do casal mais antigo do povoado (os dois ao fundo)


Capelinha de Munguba

Breno, o Acólito... rs


Procurando sinal pra o celular
Colocando as cruzes para a Via Sacra às 04 da matina


Via sacra de manhãzinha





Preparativos para a procissão

Chegada de povoados vizinhos
 
 



Seminarista Aluísio no meio, de batina. Ele esteve na maior parte do tempo fazendo missão sozinho em outro povoado. Deus o abençoe, Aluísio.

Foi uma experiência comovente. O Breno dizia-me que chorou muito na hora de vir. Numa das últimas reuniões, ao começar a cantar, algumas crianças abaixavam a cabeça e começavam a chorar, já com saudades. Uma delas até lhe perguntou: "mas vocês não vão ficar pra sempre?"

A comunidade nunca tinha participado de uma Via Sacra e somente tem Santa Missa uma vez por mês. Ainda assim, nunca ia tanta gente. Parece que esta experiência foi maior até do que a festa da padroeira. O que se observava, sobretudo, era a intensa sede que este povo tinha de Deus. Não pude colocar todas as fotos aqui, mas em muitas delas se nota a grande disposição das pessoas em ajudar.

Eis, caríssimos, a intensa necessidade do povo de Deus. É quando se faz uma experiência assim que se sente a pungente carência de "trabalhadores para a obra".

A mulher invisível

O Mistério da Eucaristia - Parte I


A Eucaristia designa, na linguagem católica, um dos mais importantes dogmas e mistérios; é a presença real e substancial de Jesus Cristo, debaixo das aparências do pão e do vinho, mudados em seu corpo, em seu sangue [em sua alma] e em sua divindade, e isto, afim de continuar, através dos séculos, em favor da humanidade inteira, os frutos da Incarnação e da Redenção.

Pela Eucaristia, Jesus Cristo continua a viver realmente no meio dos homens, a instruí-los e salvá-los, como o fazia durante sua vida mortal; por ela, continua a oferecer cada dia, pela humanidade, o sacrifício que ofereceu um dia no Calvário, e no ato incomparável da Comunhão, aplica, a cada alma em particular, as graças e os méritos da Redenção.

A Eucaristia desempenha, na Igreja de Jesus Cristo, o mesmo papel que o sol no mundo e o coração no homem; é o centro do culto católico, o ponto de reunião para o qual convergem nossas adorações, homenagens e todas as cerimônias religiosas da santa Igreja. Encerra também a Eucaristia o princípio vital do Cristianismo, porque introduz nas almas a vida cristã e sobrenatural. É portanto com razão que santo Agostinho a chama "extensão e perpetuidade" da Incarnação, e nós a chamamos o maior, o mais admirável e o mais divino dos mistérios.

Daí provém a importância de um estudo especial sobre o Mistério da Eucaristia.


Exposição do Dogma Eucarístico

O mistério eucarístico tem um duplo caráter: é, ao mesmo tempo, sacrifício e sacramento. É um verdadeiro sacrifício porque, segundo a fé católica, Jesus Cristo, substituindo-se ao pão e ao vinho, se oferece na missa como se ofereceu sobre a cruz, embora de modo misterioso e não cruento, porém, eficaz e real. É um sacramento, porque a Eucaristia é recebida pelos fiéis na sagrada comunhão, e vem a ser a comida da alma.

Eis a respeito do mistério da Eucaristia as verdades que a Igreja católica impõem à nossa crença:

1º No momento da consagração, o pão e o vinho são mudados, absolutamente transubstanciados no corpo e no sangue de Jesus Cristo; do pão e do vinho não ficam mais que as espécies ou aparências, ou os acidentes, isto é, só aquilo que impressiona aos sentidos - a figura, a cor, o cheiro e o gosto; - na aparência nada é alterado; mas, na realidade, não há mais um átomo sequer do pão e do vinho: a sua própria substância tornou-se a mesma substância do corpo e do sangue de Jesus Cristo. Esta mudança chama-se transubstanciação; é o termo de que a Igreja se serve contra os protestantes.

2º Debaixo das espécies do pão e do vinho, há, não só uma imagem ou um símbolo representando Jesus Cristo, mas o verdadeiro corpo substancial e real de Nosso Senhor; é o que se designa, igualmente para se opôr ao protestantismo, pelo termo de presença real de Jesus Cristo.

3º Esta presença real é permanente; não existe somente no momento da consagração e da comunhão, mas persevera sem interrupção, enquanto subsistirem as espécies sacramentais, isto é, enquanto as aparências do pão e do vinho não forem desnaturadas quer pelo trabalho da digestão, quer por outra causa exterior, como a humidade, o fogo, etc. Daí resulta que Jesus Cristo se acha verdadeiramente presente em todas as igrejas em que se conserva o Santíssimo Sacramento.

4º Bem que, por virtude das palavras sacramentais, haja somente o corpo, debaixo das espécies do pão, e somente o sangue do Salvador debaixo das espécies do vinho, contudo, possuímos a Jesus Cristo inteiro debaixo de cada espécie; por concomitância, o corpo está com o sangue, como o sangue está com o corpo. - A razão disso é que Jesus Cristo, sendo atualmente vivo, imortal, impassível e indivisível, acha-se todo inteiro lá onde estiver o seu corpo, todo inteiro lá onde estiver o seu sangue. - Daí vem o uso da comunhão dos fiéis debaixo de uma espécie só.

5º Antes que a hóstia esteja rompida e enquanto está inteira, Jesus Cristo a enche totalmente com a sua presença, mais ou menos como a nossa alma enche todo o nosso corpo e todos os nossos membros. Mas se a hóstia for partida, Jesus Cristo enche igualmente com a sua presença cada parte e até cada partícula, enquanto esta for aparente e puder cair sob os nossos sentidos; mais ou menos como uma luz que se reflete em um espelho e que, se o espelho for quebrado, se reproduz em cada fragmento. A razão desse fato é a mesma que foi dada acima: Jesus Cristo, acha-se inteiro lá onde estiverem as santas espécies que o contêm. Todavia, não é propriamente o corpo de Jesus Cristo que se multiplica, mas a sua presença. Não há mais que um só e único Jesus Cristo, mas simultaneamente presente em muitas hóstias, em muitos lugares, em toda a parte em que se conserva a sagrada Eucaristia.

6º Enfim, a consequência que decorre de nossa fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, é que lhe devemos o culto de latria ou de adoração que se tributa a Deus. Daí as homenagens prestadas à Eucaristia; daí a exposição, a bênção e as procissões do Santíssimo Sacramento; daí o respeito e a magnificência que tributamos à igreja, ao tabernáculo, aos vasos sagrados, em suma, a tudo quanto se relaciona com este adorável mistério.

Todas essas verdades são outros tantos dogmas católicos definidos pelo concílio de Trento (Sess. XIII, c. I-V), e não se pode rejeitá-los sem incorrer no anátema e ficar herege. (Ib., can. I-VIII) Lê-se o resumo deles na bela prosa Lauda Sion devida, assim como todo o ofício do Santíssimo Sacramento, ao gênio de santo Tomás de Aquino.

Monsenhor Cauly, Curso de Instrução Religiosa, Tomo IV, Cap. VIII

Como serão os verdadeiros discípulos de Jesus Cristo


Sabemos, enfim, que[m] serão verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, andando nas pegadas de sua pobreza e humildade, do desprezo do mundo e caridade, ensinando o caminho estreito de Deus na pura verdade, conforme o santo Evangelho, e não pelas máximas do mundo, sem se preocupar nem fazer acepção de pessoa alguma, sem poupar, escutar ou temer nenhum mortal, por poderoso que seja. Terão na boca a espada de dois gumes da palavra de Deus; em seus ombros ostentarão o estandarte ensanguentado da cruz, na direita, o crucifixo, na esquerda o rosário, no coração os nomes sagrados de Jesus e de Maria, e, em toda a sua conduta, a modéstia e a mortificação de Jesus Cristo.

S. Luís Maria Grignion de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

Perseverança!


S. Josemaria Escrivá

Que a tua perseverança não seja consequência cega do primeiro impulso, fruto da inércia; que seja uma perseverança refletida.

Diz-Lhe: "Ecce ego quia vocasti me!" - Aqui me tens, porque me chamaste!

Sei que te afastaste do caminho, e não voltavas por vergonha. - Era mais lógico que tivesses vergonha de não retificar.

"A verdade é que não é preciso ser nenhum herói - confessas-me - para, sem excentricidades nem afetações de carola, saber isolar-se quando for necessário segundo os casos... e perseverar". E acrescentas: "Desde que cumpra as normas que me deu, não me preocupam as intrigas e complicações do ambiente; o que me assustaria era ter medo dessas insignificâncias". - Magnífico!

O desalento é inimigo da tua perseverança. - Senão lutas contra o desalento, chegarás ao pessimismo, primeiro, e à tibieza, depois. - Sê otimista.

Ora vamos! Depois de tanto dizer: "Cruz, Senhor, Cruz!", está-se vendo que querias uma cruz ao teu gosto.

Constância, que nada desoriente. - Faz-te falta. Pede-a ao Senhor e faz o que puderes para obtê-la; porque é um grande meio para que não te separes do fecundo caminho que empreendeste.

Não podes "subir", não é mesmo? - Não é de estranhar: aquela queda!...
Persevera e "subirás". - Recorda o que diz um autor espiritual: a tua pobre alma é um pássaro que ainda tem as asas empastadas de barro.
É preciso muito calor do Céu e esforços pessoais, pequenos e constantes, para arrancar essas inclinações, essas imaginações, esse abatimento: esse barro pegajoso de tuas asas.
E te verás livre. - Se perseveras, "subirás".

Dá graças a Deus, que te ajudou, e rejubila com a tua vitória. - Que alegria tão profunda, essa que sente a tua alma depois de ter correspondido!

Discorres... bem, friamente: quantos motivos para abandonar a tarefa! - E um ou outro; ao que parece, capital.
Vejo, sem dúvida, que tens razões. - Mas não tens razão.

"Passou-me o entusiasmo", escreveste-me.
- Tu não deves trabalhar por entusiasmo, mas por Amor; com consciência do dever, que é abnegação.

Inabalável. Assim tens de ser. - Se fazem vacilar a tua perseverança as misérias alheias ou as próprias, formo um triste conceito do teu ideal. Decide-te de uma vez para sempre.

Tens uma pobre idéia do teu caminho quando, ao te sentires frio, julgas tê-lo perdido; é a hora da provação. Por isso te tiraram as consolações sensíveis.

Ausência, isolamento - provas para a perseverança. - Santa Missa, oração, sacramentos, sacrifícios, comunhão dos santos! - armas para vencer na prova.

Bendita perseverança a do burrico de nora!* - Sempre ao mesmo passo. Sempre as mesmas voltas. - Um dia e outro; todos iguais.
Sem isso, não haveria maturidade nos frutos, nem louçania no horto, nem teria aromas o jardim.
Leva este pensamento à tua vida interior.

Qual é o segredo da perseverança? O Amor. - Enamora-te, e não O deixarás.

* A nora é um aparelho usado em algumas regiões da Europa para extrair água de poços e cisternas; costuma ser acionado por animais que giram à volta do poço.

S. Josemaría Escrivá de Balaguer, Caminho

Devemos ser cristãos antes que católicos?


Ontem, no encerramento dos festejos de Santa Maria Madalena, uma banda musical que todos juram ser católica, já no desfecho da procissão, arriscou soltar uma flatulência teológica: "e não esqueçam que nós devemos, antes de ser católicos, ser primeiro cristãos". É interessante como sempre estou sem estilingue nessas situações. Seria uma conspiração do outro mundo? rs.. Acho que deve ser porque eu não tenho um.

Agora, detalhe: ao lado do nosso relinchador estava simplesmente um padre, e de braços dados com esse representante da teologia moderna! Por isso eu defendo que, além da formação teológica e filosófica - que, sejamos sinceros, não vai bem - os seminários deveriam formar em defesa pessoal! Deveriam aprender arte marcial tradicional pois, também aqui, o tradicional é melhor. rs...

No entanto, de nada serviria estar fisicamente preparado para golpes eficientes se, filosófica e teologicamente, os sacerdotes não percebem o problema da afirmação do rapaz. E também por isto, ninguém ao redor parecia incomodar-se com aquele ensinamento típico de quem não teve os rudimentos da catequese. Ao contrário, uma senhora, algum tempo depois, reforçou a mesma coisa que o rapaz tinha dito. E, neste contexto, a gente fica se perguntando sobre a compreensão que a maioria dos assim chamados católicos têm da própria Fé. Se ao menos parassem de ler os gibis dos favos, dos chalitas, dos curys, dos boffs, dos helders, dos bettos, etc, etc...

Eu sei que pode parecer um tanto forte, mas não tenho medo de afirmar tranquilamente que, enquanto um sujeito assim sustenta uma posição tão descabida, está simplesmente impedido de saber o que seja a santidade e de alcançá-la. Ora, se é fato que ele, não somente é católico, mas existe precisamente para ser santo - é este o motivo pelo qual Deus o sustenta nesta vida - então podemos compreender como uma crença assim romântica, bem ao gosto de todo mundo - sobretudo do diabo -, bem relativista e aparentemente cordial torna-se o impedimento da sua realização como ser humano. E isto é sério! Bem mais do que parece.

Charmar-me-ão dramático! Rs... Por muito menos, S. João da Cruz usa termos como "impedimento total" para a união com Deus. Mas, a fim de evitar que os leitores mais "tolerantes" rasguem suas vestes diante desta página virtual, expliquemos o que se dá nesta proposição disparatada do rapaz que, sinceramente, ainda não é católico. Lembremos que o dom da Fé, que é Virtude Teologal e não mero assentimento à versão pessoal da vizinha, perde-se com qualquer explícita negação de um ponto essencial da Doutrina. E é o caso. Vamos lá.

Catolicidade e Cristianismo não são coisas diversas, mas uma e a mesma realidade. Ser católico é ser cristão e - pasmem - vice versa. S. Paulo refere-se, nas suas cartas, a "uma só Fé, um só batismo e um só Senhor". Disto se segue que, para tal, uma só Igreja é legítima. A diversidade de seitas produz uma diversidade de credos, de batismos e de senhores - ainda que estas construções mantenham um só nome comum - e isto, creio, é evidente. Portanto, distancia-se totalmente do ensino de S. Paulo. Os católicos, nos inícios da Igreja, eram designados pelo nome genérico de cristandade. Os protestantes - ô tempo bom - não existiam e os hereges eram combatidos com rigor. Este combate teológico ganhava legitimidade porque, então, a Verdade, ela mesma, se tinha feito Carne, habitado entre nós e nos comunicado a Sua vida. Defendê-la e ensiná-la, portanto, era um imperativo: "Ide e ensinai".

Então nós temos, neste contexto, a Verdade e as doutrinas que divergem dela. Estas doutrinas podem ser entendidas como precursoras da Verdade ou como impedimentos para ela. De um modo ou de outro, a Verdade deve substituir-lhes, assumindo e promovendo, claro, aquilo que, nestes corpos doutrinais alternativos, não lhe fosse oposto e até lhe facilitasse na sistematização do seu discurso. Tal é, por exemplo, a relação entre a Fé cristã e a Filosofia grega.

É evidente que a verdade deve gozar de superioridade. Igualá-la ao erro é desrespeitá-la. A verdade é, por natureza, exclusiva. O nosso século, no entanto, se auto-proclamando o século do diálogo, tende a relativizar tudo, sob o pretexto de não desagradar as partes. Mas, ora! Que tipo de sinceridade é esta? É claro que, num tal ambiente ideológico, a verdade não respira e torna-se, pelas implicâncias de sua própria natureza, algo que se deve evitar, que se deve negar. O relativismo é o desrespeito para com a verdade. E relativismo, no âmbito religioso, significa pôr em pé de igualdade todas as propostas doutrinais, por mais diversas e até contraditórias que sejam. Um sujeito que aceite aderir a esta sopa não pode querer receber o qualificativo de cristão de forma justa, pois Jesus, Ele mesmo, nos disse: "Eu sou a Verdade". O que há nesta curta afirmação de não entendível?

O protestantismo surge como negação de verdades católicas, e, para a Igreja Católica, suas verdades não são produto de um mero esforço humano, uma construção puramente cultural e, por isso, contingente. Não. Para a Igreja, sua doutrina é revelada, isto é, foi-nos dada por Deus e, disto se segue que seja perfeita e, por isso, imutável. Alguém pode não querer aderir a isto, mas então não se afirme católico, oras! A Igreja não obriga ninguém a sê-lo. No entanto, os que são, ao menos façam o mínimo esforço para saber o que Ela diz a respeito de si mesma.

Ora, se a Igreja crê que a sua doutrina é perfeita e diz a verdade infalivelmente, então, tudo o que dela se afaste implica em erro. Alguém poderá reclamar da suposta pretensão dos católicos de possuírem a verdade. Mas não nos poderá chamar incorentes porque agimos assim. Incoerência é a desse rapaz que vomita besteiras sem a mínima dimensão do que está dizendo e pretendendo-se, com esse discursozinho, ser um representante do verdadeiro catolicismo, visto que tais clichês pretendem ser reprimendas para os ditos "católicos obscuros", quadrados, medievais, etc. Percebe-se, desse modo, que o aparente discurso da tolerância universal é tolerância somente com o erro e, de outro lado, intolerância pura e simples com a verdade.

Estar com Cristo é estar com a Igreja Católica, e foi o que Ele mesmo disse: "Quem vos ouve, a Mim ouve; quem vos rejeita, a Mim rejeita". Lutero, portanto, rejeitou a Nosso Senhor, e com ele todos os que se inspiraram na sua desobediência mal travestida de devoção. Ser plenamente cristão identifica-se, então, com ser católico e ser católico identifica-se com ser cristão. Isso é catolicismo. Se alguém quiser defender coisa diversa, que o faça, mas não se pretenda católico depois disso.

Sem a Verdade, não haverá vida espiritual. Sem o dom da Fé, íntegra e pura, não haverá Esperança teologal e nem Caridade, o que é terrível. E, sem a Caridade, como nos diz S. Paulo, tudo é nada. É possível desenvover virtudes morais, ainda que fora dos limites católicos, pois todos partilhamos de uma mesma natureza humana que traz, escrita em si, a Lei Natural que nos orienta, a grosso modo, sobre o que seja uma conduta correta.

Só que isto está anos luz abaixo do que seja a santidade propriamente dita. E sem entender o que seja a Igreja, sem corrigir este conceito disparatado, este rapaz não chegará lá. A santidade só é possível na Verdade. Alguém poderá dizer: "mas Deus pode, levando-lhe em consideração a inocência, conduzir-lhe." Pode, claro. Mas, se tal acontecer - o que geralmente se dá de forma ordinária, isto é, por uma  real formação doutrinal e não por um "êxtase" numa reunião carismática -, com certeza, no meio do processo, o rapaz terá de corrigir a sua visão sobre a Igreja. E isso é regra! Ninguém vai a Deus pela mentira.

E quem ama a Igreja não pode deixar de sentir uma tristeza quando, no meio de um evento assim católico, estas discrepâncias surgem e são acolhidas como produto sublime da Fé. Sinto muito, mas em vários meios católicos a formação catequética tornou-se o que de menos importa. Seguindo a linha individualista protestante, cada um tem acolhido as verdades que lhe soam bem, que lhe agradam pessoalmente e é geralmente esta sopa disforme que nos é mostrada - seja na TV, seja em passeatas, retiros, etc - sob o nome de catolicismo.

Que a Virgem Santíssima socorra a Igreja de Seu Filho.

Fábio

Disconnect To Connect - Video muito interessante

À minha cara amiga, Laninha


"No entanto, uma só coisa é necessária; 
Maria escolheu a melhor parte, 
e esta não lhe será tirada" (Lc 10,42)

Hoje, dia 01 de fevereiro de 2011, dia da apresentação do Senhor, uma cara amiga, a Eliane - a quem chamo de Laninha e que, vez ou outra, comenta neste blog - está indo fazer experiência numa congregação de religiosas contemplativas, irá fazer a sua apresentação ao Senhor. E quero aproveitar o ensejo, para escrever-lhe um pequeno artigo e dizer-lhe que eu partilho da sua alegria.

Laninha sempre foi uma pessoa de quem eu sabia da existência e só. Eu sempre a via, mas não a distinguia de outras mil. É como diz a raposinha ao Pequeno Príncipe: se não me cativares, serás como outros tantos. Certa vez, porém, a vi segurando uma revista que trazia estampada na capa a foto de Dom Helder Câmara, expoente da Teologia da Libertação, pelo que a Laninha, se não me fez perder o interesse de vez, surgiu à minha vista como uma oportunidade de labor missionário, rsrs...

Nessa época, ela esteve nos ajudando intensamente na organização do Musical da Paixão que fizemos no ano de 2010. Este tempo precioso foi suficiente para que nos conhecêssemos um pouco melhor e fui notando que ela era um tipo de pessoa que eu apreciava. Depois do musical, organizei o grupo de estudos sobre religião, filosofia... e fiz questão de lhe convidar. Nessas formações, ela era o que eu chamava de "fidelíssima" e assistia as exposições com muito interesse. Foi aí que tivemos ocasião de conversar mais tranquilamente, sem os aperreios dos ensaios teatrais. Fui descobrindo em Laninha uma pessoa bem mais madura do que eu supunha; bem mais séria, bem mais dócil ao mistério. Nos tornamos amigos...

Eu sabia, ou pelo menos supunha, que seria muito fácil que nos tornássemos daquelas pessoas que conversam bastante, que vivem a trocar idéias, a sorrir juntas e sabia também que ela intentava seguir a vida religiosa. Isto foi suficiente para que eu evitasse uma aproximação maior. A partida é bem mais fácil quando o apego não se construiu. E esta isenção do apego ajuda a manter a pureza do afeto. Que nos diga a grande Teresa D'Avila, por quem partilhamos um interesse comum.

Enfim, hoje chegou o grande dia e, embora um pouco remexido por dentro - se bem que eu não dê a perceber...rs, afinal eu sou um bom ator... rsrs - me alegro pela sua coragem, pela doação da sua vida, por saber que ela deixa um rasto de luz pelo seu exemplo, abandono e disposição em seguir a voz de Cristo Nosso Senhor.

Não sei se faço bem denunciar um pouco da minha alma nesta postagem. Mas meu intento aqui é tão somente dizer que aprendi a amar essa menina, embora eu fizesse questão de não demonstrar. Aprendi a respeitá-la muito e tive, discreta e sutilmente, profundas lições com o seu convívio.

Deus a abençoe, minha cara. Não perca o foco: estás rumando ao mosteiro para ser santa, não para outra coisa. O teu amor por Jesus deve agora se tornar um grande incêndio, em comparação ao qual o meu, que sou um simples leigo, apareça apenas como um pedacinho de gelo, como diz Deus Pai a Santa Catarina nos seus Diálogos. Ame a Nosso Senhor com violência, pois, conforme Ele disse, são os violentos que alcançam o Reino; são os violentos que quebram o frasco de perfume caríssimo sobre os pés do divino Mestre. O perfume caríssimo é a tua vida, toda ela. Se o fizerdes, o perfume encherá toda a casa e aproveitará a Deus, à Igreja e até a mim, este pobre pecador inveterado que sou. Violência, mas Paz que é o traço dos contemplativos.

E se ainda posso dar algum conselho, o faço: não descuide da doutrina, não descuide da Liturgia, não ceda às novidades, seja obediente aos superiores e arranque da tua alma todo e qualquer resquício de amor próprio.

Enfim, que a Virgem Santíssima te ensine a ser uma santa contemplativa. Lembre-se de mim vez em quando e reze pela minha pobre alma.

Deus a abençoe e guarde. Sei que é, a princípio, só uma experiência de três meses que antecede a entrada definitiva. Mas, ainda assim, seja desde já uma monja de Nosso Senhor. Quanto a mim, perdoe-me qualquer coisa.

Deixo um trecho de uma das minhas poesias favoritas, de Sta Teresinha, e que bem expressa a beleza da sua vocação:

"Ao ver-vos, meu Jesus, deixar da mãe os braços, e com seu terno auxílio
Tatear vacilando uns mal seguros passos em nosso pobre exílio,
Quisera desfolhar amor pelo caminho, a mais purpúrea rosa,
Pra que esse pé gentil pousasse de mansinho sobre uma flor mimosa.

Assim desfolhadinha a rosa é imagem bela, oh meu divino Infante,
Dum pobre coração que vitimar-se anela para Vós a cada instante.
A rosa, em se desfolhar, pra sempre renuncia à vida, a quanto amava.
Como ela, a Vós, meu Deus, em venturoso dia se entrega a humilde escrava.

A rosa em seu fulgor tem culto e luzimento, às festas dá seu brilho.
A rosa desfolhada, essa levou-a o vento; ninguém lhe rouba trilho...
Jesus, sacrifiquei por vosso amor, gozosa, o meu futuro, a vida.
Aos olhos dos mortais deve esconder-se a rosa pra sempre emurchecida.

Hei de morrer por Vós! De gozo em si não cabe minha alma ardente em chama.
Então, Jesus, verei se quanto pode e sabe, meu coração Vos ama.
E assim quero viver a vossos pés sem brilho, presa em divinos laços.
Pudesse eu abrandar no doloroso trilho vossos últimos passos"

Abraço e saudades.

Fábio.

Se Deus existe...


"Deus existe ou Deus não existe. Se se lhe concede a existência, é preciso concedê-la efetiva, supondo uma infinita continuidade da Criação, o que implica a onipotência absoluta no conhecido e no desconhecido, no visível e no invisível. Se o Ato criador de interrompesse, no mesmo instante o maus duro granito e todos os metais se reduziriam a poeira, e essa própria poeira não subsistiria. Nâo haveria mais nada. A natureza inteira se dissolveria no ininteligível vazio. Se esse postulado não for admitido, é-se forçosamente um ateu ou um imbecil, o que é aliás, equivalente, do ponto de vista estético."

Léon Bloy

Preparação para a Comunhão - Imitação de Cristo


Eu sou o amigo da pureza e a origem de toda a santidade. Eu procuro o coração puro e ali é o lugar do meu repouso.

"Prepara-Me uma sala grande, bem adornada, para que Eu celebre na tua casa a Páscoa com os Meus discípulos" (Lc 22,12).

Se queres que Eu me aproxime de ti e permaneça contigo, deita fora o velho fermento e limpa a morada do teu coração. Desterra de ti a desordem dos vícios. "Como o pássaro que geme solitário no telhado, considera, com sentimento de profunda contrição da tua alma, todos os teus pecados" (Sl 101; Is 38,15).

Com efeito, quem ama prepara ao amado o lugar mais belo e agradável, porque assim manifesta o afeto com que recebe o amado.

Porém, fica a saber que não podes realizar esta preparação com o mérito das tuas ações, ainda que empregasses um ano inteiro e nada mais tivesses em que pensar. Só pela Minha graça e bondade te é permitido aproximar-te da Minha mesa. É como se um rico convidasse e fizesse comer com ele um pobre mendigo, que não tivesse outra coisa para pagar este benefício senão humildade e agradecimento.

Faz tudo o que está ao teu alcance; fá-lo com muita diligência. Recebe, não por hábito ou obrigação, mas com temor, reverência e amor, o Corpo do teu amado Senhor e Deus, que se digna vir a ti.

Fui Eu que te chamei; que mandei que assim se fizesse. Vem, pois, receber-Me e Eu suprirei o que falta.

Tomás de Kempis, Imitação de Cristo
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...