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Aborto, em qualquer caso, é assassinato.

Marcela de Jesus, anencéfala que viveu por 20 meses.

Participei de uma discussão em que um médico, dono de diversas clínicas, defendia o aborto. Dizia ele que, com uma aparelhagem de ultra-som, pode-se saber com 80% de certeza se o feto é mongolóide, e que nesse caso, poderia ser abortado. Perguntei se, já que admitia 20% de incerteza, por que não deixar nascer a criança e depois trucidá-la ao vivo? Então haveria 100% de certeza. Ele não teve resposta e ficou irritado.

Testemunho dado pelo jurista Celso Bastos, renomado constitucionalista brasileiro, em entrevista à revista Catolicismo (nº 525, setembro/1994)

Recomendo a leitura de todo o artigo "Perguntas e Respostas Sobre os Casos de Anencefalia", disponibilizado pelo blog Sociedade Apostolado.

Recomendo ainda a leitura do livro "Catecismo Sobre o Aborto", disponibilizado pelo mesmo blog.

E que Deus ajude o Brasil.

Deus livre o Brasil do aborto


Manifestação contra o Aborto


Divulgo aqui o comunicado para a participação conjunta que acontecerá contra a liberação do aborto pelos 11 ministros(as) do STF - Supremo Tribunal Federal - Participemos, a vida humana é um dom de Deus.

1 - VIGÍLIA ECUMÊNICA DE ORAÇÃO PRESENCIAL 

Dias 10 e 11.04.2012 - Vigília de Oração Ecumênica em frente ao STF - Supremo Tribunal Federal

(a partir das 18:00 horas do dia 10.04.2012 )

Participações de artistas: Elba Ramalho e Nael de Freitas

2 - VIGÍLIA de ORAÇÃO pela VIDA nas DIOCESES

CNBB convoca VIGÍLIA de ORAÇÃO pela VIDA

em TODAS AS DIOCESES DO BRASIL

Dia 10.04.2012 a partir das 18:00 horas

3 - TWITAÇO VIGÍLIA - #abortonuncamais

A partir das 18:00 horas do dia 10.04.2012, durante toda a noite e durante todo o dia 11.04.2012, até o término do julgamento no STF

4- FACEBOOK E OUTRAS MÍDIAS

Direito à vida aos anencéfalos - Aborto nunca - Saúde para proteger mulher da morte Materna -

CPI da VERDADE sobre o ABORTO,JÁ!

5 - ENVIO DE EMAILS 

A partir das 9:00 horas, nos dias 10 e 11.04.2012. até o término do julgamento - envio de emails para os Ministros do STF - Emails dos ministros e TEXTOS abaixo

EMAILS DOS MINISTROS

mgilmar@stf.jus.br, mgilmar@stf.gov.br,
mcelso@stf.jus.br, mcelso@stf.gov.br,
marcoaurelio@stf.jus.br,
gabinete-lewandowski@stf.gov.br,
anavt@stf.gov.br, anavt@stf.jus.br,
carlak@stf.gov.br, carlak@stf.jus.br,
gabminjoaquim@stf.jus.br, gabcob@stf.jus.br, audienciacarmen@stf.jus.br,
audienciasgilmarmendes@stf.jus.br,
gabinete-lewandowski@stf.jus.br,
gabineteluizfux@stf.jus.br,
gabmtoffoli@stf.jus.br


MODELO n. 01 de TEXTO DE EMAIL PARA OS MINISTROS

"Exmo(a) Senhor(a) Ministro(a) do Supremo Tribunal Federal:

1 - Não concordo com a a possibilidade do aborto de bebês anencefálicos e cujo julgamento está marcado para o dia 11 de abril.

2 - A liberação do assassinato de bebês anencéfalos não resolve a principal do problema, apontada pela medicina brasileira: a falta de ácido fólico na época da gestação. Em vez de matar os bebês, melhor será obrigar os governos a dar condição alimentar especial para as gestantes, a partir da fecundação do óvulo.

3 - A liberação do aborto de anencéfalos fere a dignidade humana, pois o bebê apresenta de fato uma má-formação, porém ele não está em morte cerebral. Seguindo o protocolo de definição de morte cerebral para recém nascidos (que, aliás, apresenta particularidades diferentes do protocolo de adultos) não se chega à conclusão de morte encefálica, pois nenhuma técnica pode preencher as exigências legais para comprovar a morte cerebral de um feto vivo, dentro do útero. Inclusive, é de conhecimento público que a Associação Médica dos E.U.A. suspendeu a autorização de doação de órgãos nestes casos, exatamente por não ser possível diagnosticar a morte cerebral das crianças portadoras de anencefalia durante a gravidez ou depois do nascimento, pelo fato de estarem vivas.

4- Não existe risco de morte para a gestante. O argumento de que a gestação de fetos com anencefalia é um risco de morte para a mãe não procede com a literatura da Obstetrícia clássica. Os riscos físicos e para o futuro obstétrico da mãe são menores se houver a espera do desenlace natural da gestação, com acompanhamento médico.

5 - O aborto provocado em qualquer época da gestação é que traz sérios riscos à mãe. Não há base sólida em argumentos médicos e psicológicos para ser solicitada a liberação do aborto no caso de bebês anencefálicos.

6 - É evidente a ingerência de interesses internacionais na liberação do aborto e no uso político das expectativas dessas mães para chegar a esse objetivo.

7 - Por isso, solicitamos de V. Excia que vote NÃO à interrupção da gravidez de bebês com anencefalia, e SIM ao acompanhamento ALIMENTAR, MÉDICO E PSICOLÓGICO das gestantes, as grandes vítimas dessa CULTURA DA MORTE que pretendem implantar no Brasil, com a ajuda da mais Alta CorteBrasileira.

Atenciosamente ......."

MODELO N. 02 DE TEXTO DE EMAIL PARA OS MINISTROS:

Excelentíssimos Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal, antes de julgarem a ADPF 54 sobre o aborto dos bebês anencéfalos, peço leiam o que tenho a dizer:

“...Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte...”

Eu, ________________________________________________, venho por meio desta carta manifestar que sou contrário(a) ao aborto em todas as circunstancias, inclusive nos casos em que o feto é portador de anencefalia.
A vida é o maior dom de que dispomos e não compete a ninguém o poder de tirá-la.
Em um Estado Democrático de Direito, é preciso que seja resguardado o primeiro e mais importante Direito Fundamental, o Direito de Viver, sem o qual não se pode obter os demais direitos à saúde, educação, moradia, alimentação e lazer.
Não pode haver justiça numa decisão que opta por retirar a vida de seres inocentes, que se encontram numa situação de tamanha fragilidade como a dos bebes anencéfalos.
É pela vida do bebê e pelo bem-estar da mãe que lutamos.
O Estado deve zelar pelos cuidados para com a gestante e o bebê providenciando o conforto possível e todos os cuidados paliativos cabíveis, de maneira a aliviar o sofrimento. Além disso, devem ser implementadas medidas preventivas (vide art. 198, inc.II da CRFB/88) no sentido de propiciar a ingestão diária de ácido fólico por parte das mulheres em idade fértil, por ser este um meio comprovadamente eficaz de prevenção às malformações do tubo neural, dentre as quais se encontra a anencefalia ou, como mais corretamente denominada meroanencefalia (ausência parcial do encéfalo).
Defendemos que a mãe possa descobrir a importância do seu papel materno no chamado a amar seu filho, mesmo que ele esteja doente ou tenha pouca expectativa de vida.
A vida, mesmo que breve, merece ser vivida com intensidade e amor.
Esta é uma carta de quem ama a vida e luta para que todos tenham vida e a tenham em abundância.
Atenciosamente,
_____________________________________
(Assinatura)

“NÃO TENHO MEDO DO BARULHO DOS MAUS,

MAIS ME APAVORA O SILÊNCIO DOS BONS!”

Martin Luther King

Participe! A vida humana não tem religião, tem vida humana!

Envie este email para todos os seus conhecidos, amigos, parentes.

Seja você também um defensor da vida humana!

ANENCEFALIA E STF - Carta Endereçada aos Senhores Ministros do STF

Prezados senhores ministros,

Como cidadão brasileiro, gostaria de lhes comunicar que a possibilidade dos senhores votarem, no próximo dia 11, a despenalização da antecipação do parto (o que equivale ao aborto) de crianças portadores de anencefalia está aterrorizando o povo brasileiro. Se esses seres humanos extremamente indefesos forem considerados como material descartável, o que podemos esperar para o futuro do nosso País? Causa-nos muito estranhamento o fato dos senhores, exclusivamente, serem os responsáveis de uma decisão tão relevante, especialmente porque sabemos bem que há uma iniciativa popular que promove a aprovação do “Estatuto do Nascituro”, que pretende garantir o respeito da vida humana desde sua concepção até à morte natural.

Gostaríamos de lembrar aos senhores que mais de 82% da população brasileira é contrária à prática do aborto. Além disso, os senhores não foram eleitos pelos brasileiros, mas sim colocados como ministros por indicação presidencial, presidente esta que se declarou várias vezes favorável ao aborto. Temos a sensação de que como nem por referendo, nem através do poder legislativo (Congresso e Senado) tal prática seria aprovada, a única via possível foi através do poder judiciário. Sabemos bem que, de acordo com o que está escrito na nossa Constituição, esse não pode legislar. Tememos que os senhores ministros mais uma vez atuem de forma contrária ao posto na nossa Constituição, em vistas de um suposto “espírito da lei” ou de uma “extensão dos direitos humanos” a pessoas desprotegidas. A conduta do STF tem sido classificada por muitos como “ativismo jurídico”; entretanto, há vozes que a qualificam como uma forma explícita de “niilismo jurídico”, ou seja, de negação de que o Direito Positivo tenha fundamentos no Direito Natural. Há ainda outros teóricos que observam uma mera posta em prática por todos os meios possíveis da vontade de “multinacionais da morte”, como a Fundação Ford, a IPPF e outros na América Latina, que visam impor nos nossos países legislações de controle de natividade por qualquer meio possível, inclusive contrariando a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU (de 1948), o texto da Nossa Constituição, o Tratado de Costa Rica e a imensa vontade popular. Há quem qualifique dita postura como “terrorismo jurídico”, no qual são impostos à imensa maioria dos cidadãos brasileiros o silêncio e a impossibilidade de se manifestarem.

Não há nada que justifique cientificamente a interrupção da gravidez de crianças anencéfalas. A medicina deve curar os doentes e, na sua impossibilidade, aliviar os sofrimentos dos enfermos. Jamais deveria causar a morte do enfermo. A criança anencefálica não nasce em situação de morte encefálica, como foi reconhecido pelo governo dos EUA e comitê de bioética da Itália recentemente. Essa pode viver meses ou, em alguns casos, mais de um ano. Nesse tempo ela pode ser amada, respeitada e, uma vez morta, receber uma digna sepultura. O aborto não resolve nada, pois mata a pessoa enferma e destrói moralmente a mãe e, na maioria das vezes, toda a estrutura familiar.

O aborto não é livre de riscos para a mulher que o pratica e, em algumas vezes, a anencefalia pode ser mal diagnosticada. Da vossa decisão depende a vida de muitas pessoas.

Gostaríamos de lhes dizer que se os senhores despenalizarem o aborto nesses casos, os senhores estarão atuando contra a vontade popular, a democracia (porque darão a sensação de não respeitar a divisão de poderes), o que diz a ciência biomédica e os senhores serão os únicos responsáveis diante da História do nosso País de tal decisão. Tal ato poderá ser comparado num futuro bem próximo aos mais repugnantes atos da história do nosso País, como foi a “escravidão legal”. Negar o direito à vida desses seres humanos, de fato, será uma injustificada e cruel forma de discriminação. Sabemos que a imensa maioria dos que sofrem a “anencefalia” no Brasil são pessoas pobres e a anencefalia poderia ser reduzida com a ingestão de “ácido fólico” por parte das mulheres durante os três meses que antecedem a gravidez e no decurso da mesma. Essa substância é barata e seria desejável que o SUS a dispusesse a todas as mulheres gratuitamente e não que o Estado permitisse ou promovesse a morte desses seres que não tiveram os recursos suficientes para serem bem formados. Nosso Estado deveria trabalhar na promoção do nosso SUS e não permitir (ou obrigar) que os médicos, formados para salvar vidas, tenham que começar a praticar atos que só podem produzir a morte. Isso seria totalmente irresponsável, discriminatório e injusto.

Infelizmente, a maioria dos brasileiros não pode participar nessa decisão, esse poder nos foi negado e está exclusivamente nas mãos dos senhores decidir. Nós, povo brasileiro, não nos calamos antes dessa decisão e não nos calaremos depois dela. Continuaremos mobilizando a nossa população para exigir do nosso Governo políticas dignas que promovam um Sistema de Saúde decente, defensor e promotor da vida humana e estaremos educando a juventude sobre os riscos e os sofrimentos causados pelo aborto, que sempre destrói ao menos duas vidas: fisicamente a do filho (ainda que haja quem queira chamar somente de “feto” ou de “embrião”) e moralmente a da mãe. Ao mesmo tempo, estaremos exigindo um genuíno respeito pelo texto da nossa Constituição, pela autêntica divisão de poderes no Brasil, pela verdadeira participação democrática. Nosso trabalho buscará ainda a formação dos mais jovens, de modo a educá-los para uma verdadeira responsabilidade nas suas relações interpessoais e familiares, de modo que não tenham que jamais pensar em praticar o aborto. Um governo responsável deveria investir nisso e não conformar-se com o dar a morte aos pobres e inocentes.

A despenalização da prática equivalente ao aborto desses seres humanos seria extremamente injusta porque negaria a essas o direito à vida. Além disso, poderia ser terrível para nossa população devido ao valor pedagógico das leis. O dito ato poderia aparentar a muitos uma radical banalização da vida humana. O povo brasileiro não quer isso.

Pedimos, pois, vossa atenta consideração à vontade do povo brasileiro e aos argumentos que as mesmas ciências médicas e bioéticas nos ensinam. Pedimos ao senhores uma atenta consideração aos dados reais da medicina e aos casos reais de famílias que no Brasil sofrem com o problema. A decisão dos senhores no próximo dia 12 marcará uma etapa nova da História do nosso País. Esperamos que seja positivamente, que nosso País possa continuar sendo reconhecido como um dos que mais amam e defendem a vida dos seres humanos mais indefesos e que se preocupam com o direito humano de todos, não somente dos mais fortes.

Agradecemos sinceramente a vossa atenção e esperamos uma afirmação incondicional
dos senhores do valor de toda vida humana.
Indicamos-lhes um texto científico sobre o tema. E casos reais de famílias que acolheram a vida de crianças portadoras de anencefalia.



Atenciosamente, Anderson Alves

Doutorando em Filsosofia na Pontifícia Universidade da Santa Cruz em Roma.

Atenciosamente, Pe. Anderson Alves

Criança anencéfala com dois anos e dois meses. Pais testemunham sua fé

O pecado é uma suprema injustiça contra Deus e contra nós mesmos


É nas profundezas mesmo da nossa personalidade, que o pecado nos ataca. Ele destrói a única realidade de que depende o nosso caráter, identidade e ventura: a nossa orientação fundamental para Deus. Somos criados para querer o que Deus quer, conhecer o que Ele conhece, amar o que Ele ama. O pecado é a vontade de fazer o que Deus não quer, de conhecer o que Ele não conhece, de amar o que Ele não ama. Cada pecado, assim, é um pecado contra a verdade, um pecado contra a obediência, e contra o amor. Ora, nessas três coisas, o pecado mostra ser uma suprema injustiça não só contra Deus, mas, sobretudo, contra nós mesmos.

Pois, onde está o bem de conhecer o que Deus não conhece? Conhecer o que Ele não conhece, é conhecer o que não é. E por que amar o que Ele não ama? Há qualquer finalidade em amar o que não é nada? O que Deus ama, é. A vontade de amar o que não é implica, ao mesmo tempo, a recusa de amar o que é. Por que nos destruirmos a nós mesmos, em querer o que Deus não quer? Querer contra a sua vontade, é voltar a nossa vontade contra nós próprios. Temos a necessidade mais profunda de tudo que Deus quer para nós. Querer outra coisa, é privar-nos da nossa própria vida. Assim, quando pecamos, o nosso espírito morre de inanição.

Thomas Merton, Homem Algum é Uma Ilha

Bendita seja sua Ressurreição!


Ó Filho, descido do céu para visitar servos que vinham arrastando suas doenças! Muitos médicos vieram, trabalharam, cansaram-se, curaram pouco, deixaram muito.

Aquele que é o Criador fez-se criança; aquele que é o santo veio ao batismo; aquele que é o Filho vivo experimentou a morte e ressuscitou glorioso do sepulcro. Bendita seja sua ressurreição!

O Verbo saiu do Pai e revestiu corpo em outras entranhas; passou de um seio a outro; encheram-se com ele castas entranhas. Bendito seja o que habitou entre nós!

Desceu do alto como Senhor e das entranhas saiu como escravo; no inferno, a morte curvou-se perante ele, e, na ressurreição, a vida o adorou. Bendito o seu triunfo!

Entrou pelo ouvido (Anunciação) e habitou nas entranhas. Revestiu corpo, baixou e salvou-nos; abriu o inferno, baixou e nos congregou; abriu o céu, subiu e nos elevou para lá. Bendito aquele que o enviou!

Maria carregou-o como criança; o sacerdote carregou-o como oblação; a cruz carregou-o como vítima; os céus carregaram-no como Deus. Glória a seu Pai!

De Deus lhe veio a divindade; dos mortais, a humanidade; de Melquisedec, o sacerdócio; e de Davi, a realeza. Bendita seja esta união!

Estava entre os convidados, no banquete; nas tentações, está entre os jejuadores; na agonia, estava entre os que velam; no templo, entre os que ensinam. Bendita seja sua doutrina!

Seu nascimento é para nós purificação; seu batismo, propiciação; sua morte, vida; e sua ascensão nos vem a ser exaltação. Quão digno é de nossos louvores!

Os lobos arrebatadores o temeram transformado em homem; rasgaram-lhe as vestes; mas, sem querer, revelaram-lhe a glória; o esplendor raiou-lhe da vestimenta. Bendito seja o Filho vivo que, neste dia, ressurgiu do sepulcro por seu grande poder e chamou novamente à vida os mortos, despertou os que dormiam e alegrou a Igreja! Bendita seja sua ressurreição! Glória a ele.

Neste dia, o filhote do leão rugiu no inferno; tremeu a morte; acordaram os mortos; ergueram-se os que dormiam, deram louvores com vozes novas. Bendita seja sua ressurreição!

Neste dia, os anjos proclamaram aos mortais a nova mensagem do Filho primogênito sobre a ressurreição. Anunciaram à Igreja que ele havia ressuscitado do sepulcro. Bendito seja seu louvor!

Sto Efrém, Ofício Maria, Tempo Pascal, Domingo da Ressurreição.

O Vos Omnes


Oh vós todos que passais pelo caminho,
Olhai e vede se há alguma dor igual à minha dor.
Atenteis, todo o mundo, e olheis a minha dor
Se há alguma dor como a minha dor.

"É tempo de gemer, de chorar, de confessar os pecados e suplicar"


O que Deus não quis calar nas Escrituras, tampouco nós o devemos silenciar e vós tendes que escutá-lo.

Como sabemos, a Paixão do Senhor realizou-se uma só vez; pois Cristo morreu uma só vez, o justo pelos não justos (I Pe. 3,18).E sabemos, e temos por certo e guardamos com fé inabalável, que Cristo ressuscitado dos mortos já não morre, e a morte não mais o dominará (Rom 6,9). Estas palavras são do Apóstolo; contudo, para não esquecermos o que aconteceu uma só vez, cada ano se rememora o fato. Cristo morre tantas vezes quantas se celebra a Páscoa? Não; todavia, a recordação anual como que nos torna presente o que aconteceu outrora e assim nos comove como se víssemos o Senhor suspenso da cruz, penetrados não de sarcasmo, senão de fé.

Foi escarnecido, de fato, quando pendia do madeiro; com assento no céu, é adorado. Ou será, por acaso, que até hoje não é escarnecido (...)? E quem é que ainda zomba de Cristo? Prouvesse a Deus que fosse um só, que fossem dois, que se pudessem contar! Toda a palha de sua eira escarnece dele e o trigo geme por ser escarnecido seu Senhor. Sobre isto quero gemer convosco, pois é tempo de chorar.

Celebra-se a Paixão do Senhor; é tempo de gemer, de chorar, de confessar os pecados e de suplicar. E quem de nós é digno de verter lágrimas na medida de tamanha dor? Mas, que diz precisamente o profeta? Quem dará que minha cabeça se transforme em água, e meus olhos, em fonte de lágrimas? (Jer 9,1) Realmente, ainda que houvesse em nossos olhos uma fonte de lágrimas, nem esta bastaria.

Vede quanta coisa padeceu! E qual é o resultado? Eis que nossos pais esperaram e foram arrancados (Sl 21,5) da terra do Egito. E como eu disse, tantos invocaram (a Deus) e, imediatamente na hora, sem esperar a vida futura, logo foram libertados! O próprio Jó foi entregue ao demônio que o pedira, e apodrecia carcomido pelos vermes; entretanto, ainda nesta vida, recobrou a saúde, recebeu em dobro o que perdera. Ao passo que o Senhor foi flagelado e ninguém lhe acudiu; foi desfigurado pelos escarros e ninguém lhe acudiu; deram-lhe bofetadas e ninguém lhe acudiu; foi levantado sobre o madeiro e ninguém o tirou daí: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? (Mt 27,46; Sl 21,2) Não lhe acodem. Por quê, meus irmãos? Por quê? A troco de que padeceu tanto? Tudo quanto padeceu é o preço de nossa redenção.

Sto Agostinho, Enarrationes II In Psalmos XXI

Uma espada de dor transpassará o teu coração, Maria...

Cristo, pendente da Cruz, libertou-nos das trevas e atraiu-nos a Si


Alma cristã, alma ressuscitada de negra morte, alma remida e libertada de miserável escravidão, pelo sangue de Deus; anima teu pensar, lembra-te de teu ressurgir, recorda tua redenção e tua libertação. Rememora os pormenores do poder de tua salvação.

Oh! Força oculta! Um homem pendente da cruz suspender a morte eterna que oprimia o gênero humano! Um homem cravado ao madeiro despregar o mundo preso à morte perpétua! Oh! Poder escondido! Um homem, condenado junto com ladrões, salvar homens condenados junto com demônios! Um homem estendido no patíbulo atrai tudo a si! Oh! Virtude inexplicável! Uma só alma, exalada em meio de tormentos, arrancar do inferno inúmeras almas! Um homem receber a morte do corpo e destruir a morte das almas!

(...) Aí está, alma cristã, a força de tua salvação; é esta a causa de tua liberdade; este, o preço de tua redenção. Eras cativa; desta maneira, porém, foste resgatada. Eras escrava e assim ficaste livre. Assim, desterrada, foste repatriada; perdida, foste restituída; e morta, ressuscitada. Praza a Deus, ó homem, que teu coração pondere, medite, saboreie e assimile estas noções, quando tua boca receber a carne e o sangue do mesmo Redentor!

Ofício Marial, Leitura da Ceia do Senhor.

Oh Vós que o amais, consolai-O...


4 anos de Blog! Vida Longa ao GRAA!


Hoje, Quarta Feira das Trevas, o blog Anjos de Adoração faz seus quatro aninhos. Eita que já está falando pelos cotovelos! 

Mais uma vez, quero agradecer a Deus por este apostolado que, extra net, já completou seu sétimo aniversário. 

Há quatro anos atrás, quando eu fazia este espaço – e não conhecia essa infinidade de outros sites e blogs; apenas alguns – eu não imaginava que ele iria dar tão certo. Graças ao bom Deus, o blog perseverou e, neste já considerável percurso, ele pôde ajudar não somente a outras pessoas, mas também a mim. Estar responsável por um sítio virtual que trata sobre o catolicismo me forçou a estudar e ler bastante a respeito. À medida que ele foi alcançando uma certa visibilidade, a responsabilidade com a qualidade e isenção de erros nos artigos ia aumentando. E tudo isto se tornou ocasião para nosso crescimento e aprendizado. 

O blog nos proporcionou, também, muitos amigos que, conosco, dedicam-se também, à medida de suas possibilidades, à defesa da Fé. É muito bom sabermos que não estamos sozinhos e quem adentra neste mundo haverá de perceber isto com uma força absurda. O catolicismo está vivo! Discordâncias à parte - pois são infinitos os matizes no âmbito da tradição - temos hoje, na internet, uma certa representação do que  os católicos chamamos “a comunhão dos santos”. Nós não somos competidores; somos ajudadores uns dos outros e devemos nos amar com amor sobrenatural, pois somos irmãos, nascidos não de uma mesma entranha, mas de um mesmo Espírito; gerados todos, para a vida da Graça, no seio virginal da Santíssima Mãe de Deus. 

O blog nos proporcionou, ainda, momentos de diversão. A arenga, por exemplo, entre nós do GRAA e os ingênuos do Salvai Almas foi algo que já me provocou sonoras gargalhadas. Fora isso, há sempre alguns comentários anônimos que vêm dar um pouco de comicidade à correria dos nossos dias. 

Mas houve também os momentos em que Deus nos proporcionou esclarecer dúvidas sinceras e colocar um pouco de luz – a luz católica, a luz da verdade – em almas que andavam às escuras. Bendito seja Deus que se dignou utilizar-se de instrumentos tão modestos quanto nós. 

Enfim, por tudo isto, neste dia em que o blog Anjos de Adoração completa seu quarto ano de existência, elevamos ao céu o nosso coração, ternamente grato, reafirmando a nossa fidelidade a Deus, à Igreja, ao Santo Padre e rogando que este apostolado possa ser cada vez mais fiel, mais puro nas suas intenções, visando somente a glória de Deus e a salvação das almas: as nossas e as demais com as quais Deus nos permitir ter contato, direta ou indiretamente. 

Agradecemos de modo muito carinhoso aos seguidores do nosso blog. Muito obrigado, de verdade. Deus os abençoe.

Agradecemos também, de modo muito particular, aos que rezam por este nosso trabalho. As vossas orações nos são muito importantes. Obrigado por esta ajuda silenciosa e anônima. Deus saberá vos recompensar.

Voltamos, ainda, de modo muito carinhoso, o nosso olhar amigo e agradecido a todas as pessoas que já fizeram parte deste grupo de irmãos e que, por um motivo ou outro, dele se ausentaram, e rogamos a Deus por elas, para que, onde estiverem, retomem o vigor da caminhada, da fidelidade a Deus e reencontrem o primeiro amor. 

Para terminar, volto-me à Rainha dos Anjos de Adoração, à Virgem Maria, à Doce Princesa de Deus, e peço-Lhe que por nós interceda e a nós conduza, ensinando-nos sempre a ter o coração ao alto e, nos lábios, a firmeza do propósito: Serviam! Serviremos sempre a Deus, Nosso Senhor. 

Deus nos abençoe e guarde a todos. 

Grupo de Resgate Anjos de Adoração - GRAA

Para que vivamos uma santa Semana Santa


Estamos adentrando na grande Semana Santa, o tempo em que o Mistério se adensa e todos os católicos somos como que envolvidos por esta certa penumbra, uma noite que se estende e nos cerca e nos põe em maior intimidade com a solidão do Senhor; tempo em que Ele nos pede ficar despertos e fazer-Lhe companhia, pois Sua alma está "triste até a morte". Mas há algo como o cansaço nos olhos dos Apóstolos. Estes tempos, em que Jesus carrega aos ombros o peso descomunal das nossas ofensas, tentam-nos ao sono, ao abandono da vigília, à cessão aos reclames da nossa sensibilidade tão pouco simpática ao rigor.

E há um grande problema que é fácil verificar nestes tempos hodiernos e que impede os católicos de viverem convenientemente estes dias fortes. Muitos de nós mantemos uma concepção um tanto equivocada da Paixão do Senhor - da espiritualidade católica como um todo -, e conservamos, por causa disso, o coração pouco disposto ao esvaziamento necessário. Continuamos nos agarrando a certos caprichos que, por mais sutis que sejam, objetivamente nos afastam da Cruz do Cristo e nos fazem abandoná-Lo. Falo do intenso subjetivismo que grassa, hoje, nos meios católicos. Deus se tornou o grande servo dos nossos caprichos e desejos; Ele é o gênio da lâmpada ou o instrumento garantidor das pretensões do nosso ego. Mesmo quando nos propomos a fazer sacrifícios, não raro ficamos somente atentos aos supostos méritos que estamos a adquirir ou submersos na contemplação da nossa própria - também muito suposta - bondade. No fim, somos somente ególatras, adoradores de nós mesmos, servos fiéis do nosso próprio umbigo. E este é um tipo de realidade que, se somente for percebida, já é algo pelo que se alegrar. A espiritualidade de massa moderna - algo como uma teologia do "deus, meu empregado", acompanhada de práticas ascéticas do tipo "vejam como eu sou gostoso" - somente tem produzido sujeitos egocentrados, pouco profundos e que sequer entendem medianamente o que seja esse negócio chamado cristianismo. Há toda uma falsaria, uma imitação tosca que, no entanto, foi abraçada e chamada de "catolicismo", não obstante não o seja. Este macaqueamento de religião termina por impedir o acesso à verdadeira mística, pois lhe rouba o nome ao mesmo tempo em que dela se distancia infinitamente.

Tendemos a nos colocar a nós mesmos como o centro do universo e, se da Cruz nos aproximamos, o fazemos com uma certa reserva que, porém, tentamos disfarçar, e ficamos preocupados em demonstrar - a Jesus e a nós mesmos - a profundidade da nossa devoção. Raras são as vezes em que nos esquecemos de nós, nos colocando realmente em segundo plano para n'Ele fitarmos o rosto sofrido e o coração abandonado. Estamos mais ocupados com a constatação da nossa humildade, com a afetação da nossa santidade e nossa dor, ao mesmo tempo em que pedimos, secreta e sutilmente, as graças d'Ele, pois isso é o que mais importa: sermos favorecidos de um jeito ou de outro. Às vezes não nos interessa de verdade que Ele esteja sofrendo, desde que Ele se lembre de nós e nos favoreça; parece-me que acreditamos discretamente ser os sujeitos mais importantes de toda essa conversa.

A santidade, dessa forma, se torna um modo de auto-promoção, e não de doação e renúncia. Estamos mais preocupados em parecer do que em ser. Não raro, enganamo-nos a nós próprios, evitando olhar o fundo da nossa alma e acusar as nossas más intenções. E tudo isto vai disfarçado de religião, o que torna o nosso egoísmo menos reconhecível e muito mais insidioso.

O que fazer, então? É preciso nos desprendermos; nos desapegarmos; nos esquecermos de nós mesmos. A Semana Santa é um tempo em que Jesus se sente só. Os nossos interesses mesquinhos, diante disso, não têm importância nenhuma; são como um nada, um ponto de poeira sem valor. Saibamos, pois, colocar o nosso coração n'Ele, que é o nosso verdadeiro tesouro, o nosso bem maior. Se assim o fizermos, estaremos preparados para vivenciar uma santa Semana Santa, unindo a nossa alma à alma do Cristo, participando das Suas dores para, então, participarmos da Sua ressurreição.

Gratuidade! Doação desinteressada! Que falta fazem estas coisas! E, no entanto, sem elas, não há verdadeira vida cristã.

Além destas sutilezas - e são sutis mesmo -, cumpre observarmos uma outra condição absolutamente essencial para vivenciarmos devidamente estes tempos sagrados: é preciso estarmos na Graça de Deus, isto é, que a nossa alma esteja isenta do Pecado Mortal. Para tal, é necessário que nos confessemos depois de um diligente exame de consciência onde serão analisados não somente os nossos atos, mas também os pensamentos, as palavras, as intenções e as omissões. Uma má intenção é capaz de estragar uma aparente boa ação, e se tivermos a coragem de olhar no fundo da nossa alma, perceberemos o tanto de orgulho e vaidade que acompanha os nossos atos mais corriqueiros. Sem a graça, portanto, nada conseguimos de significativo. É preciso que estejamos confessados.

Para vivenciarmos de perto estes Mistérios, convém ainda que nos acerquemos da Virgem Maria, pois a única possibilidade de termos uma fidelidade até a Cruz é se estivermos com Ela. Lembremos que Jesus tinha 12 Apóstolos. Dentre estes, havia três que estavam ainda mais intimamente com Ele: João, Tiago e Pedro. Destes três, somente João está no Calvário. E por quê? Porque tinha ao seu lado a Virgem Santíssima. Eis, então, um grande segredo: para termos uma grande intimidade com Jesus, é preciso que nos façamos companheiros da Sua Mãe e nos disponhamos, com ela, a esquecermos de nós mesmos, das nossas vontades, dos nossos modismos, para nos determos plenamente no Mistério da Cruz. É desse modo que seremos transfigurados, isto é, seremos transformados n'Ele, o que significa que teremos encontrado a nossa verdadeira identidade, o nosso mais profundo eu, que andava adormecido sob a densa capa do nosso egoísmo.

Que a Virgem Puríssima nos fortaleça, nos tome pela mão e nos conduza à contemplação correta destes divinos Mistérios. Que o bom Deus de nós se compadeça e nos aceite na Sua intimidade. Que a Santíssima Cruz do Senhor seja também o nosso conforto e a nossa glória nestes dias. E que, desse modo, se atice de vez o fogo do amor divino no centro da nossa alma, com tal força e violência que as chispas que dela se desprendam sejam capazes de iluminar e aquecer tudo quanto conosco entrar em contato. Eis o grande sonho do coração divino: "Eu vim lançar fogo à terra e que mais quero senão que arda?"

Então, basicamente são três as coisas necessárias: Estarmos em Graça, estarmos com a Virgem Maria e estarmos esvaziados. Deste modo, compreenderemos e amaremos a Cruz e conheceremos a intimidade do Cristo. Que assim seja!

Fábio.
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