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A suposta arrogância cristã da posse da verdade é irrenunciável


"Pode parecer arrogante ao não cristão que o cristão estime o sagrado e o consagrado, em cada homem, como fruto da graça do seu Cristo e como cristianismo anônimo, e que considere o não cristão como um cristão que ainda não chegou reflexivamente a si. Mas a essa 'arrogância' não pode renunciar o cristão."

Karl Rahner, O cristianismo e as religiões não cristãs, citado por Joseph Ratzinger em Fé, Verdade e Tolerância.

Uma reta filosofia contra a pretensão dos liberais

 
Para combater o subjetivismo e o racionalismo, que são a base dos erros liberais, não farei alusão às filosofias modernas infectadas precisamente de subjetivismo e racionalismo. Não é nem o sujeito, nem seus conhecimentos e nem seus anseios que a filosofia de sempre, e em particular a metafísica, toma por objeto, é o ser mesmo das coisas, é aquilo que é. Com efeito, é o ser com suas leis e princípios, o que nosso conhecimento mais espontâneo descobre. E no seu ápice a sabedoria natural (que é essa filosofia) chega pela teodicéia ou teologia natural ao Ser por excelência, ao Ser subsistente por si mesmo. É este Ser primeiro que o senso comum, apoiado, sustentado e elevado pelas verdades de fé, sugere que seja colocado no topo do real, conforme à sua definição revelada: “Ego sum qui sum” (Ex 3,14): Eu sou aquele que sou. Vocês sabem que quando Moisés perguntou seu nome, Deus lhe respondeu: Eu sou o que sou, o que significa: Eu sou Aquele que é por si mesmo, possuo o ser por mim mesmo. É o “ens a se”: o ser por si mesmo, em oposição a todos os outos seres que são “ens ab alio”: ser por outro ser, pelo dom que Deus lhes fez da existência! Este é um princípio tão admirável, que se pode meditar sobre ele durante horas. Ter o ser por si, é viver na eternidade, é ser eterno. Aquele que tem o ser por si mesmo sempre teve que tê-lo, o ser nunca poderia havê-lo abandonado. É sempre, foi sempre, será sempre. Pelo contrário, aquele que é “ens ab alio”, ser por outro ser, recebeu de outro, portanto começou a ser em algum momento, portanto começou!

Como esta consideração nos deve manter em humildade! Compenetrarmo-nos do nada que somos diante de Deus! “Eu sou aquele que é, e tu és aquele que não é”, dizia Nosso Senhor a uma santa alma. Como é verdadeiro! Quanto mais o homem absorver este princípio da mais elementar filosofia, melhor sentirá seu verdadeiro lugar diante de Deus.

Somente o fato de dizer: eu sou “ab alio”, Deus é “ens a se”; eu comecei a ser, Deus é sempre. Que contraste admirável! Que abismo! É por acaso este pequeno “ab alio”, que recebe seu ser de Deus, que teria o poder de limitar a Glória de Deus? Teria o direito de dizer a Deus: tens direito a isto, mas a mais nada? “Reina nos corações, nas sacristias, nas capelas, sim; mas na rua e na cidade não!” Que petulância! Igualmente seria este “ab alio” quem teria o poder de reformar os planos de Deus, de fazer com que as coisas sejam de outra maneira, diferentes de como Deus as fez? E as leis que Deus em sua sabedoria e onipotência criou para todos os seres e especialmente para o homem e a sociedade, teria o desprezível “ab alio” o poder de rechaçá-las a seu capricho, dizendo: “Eu sou livre!” , que pretensão! Que absurda esta rebelião do liberalismo! Vede como é importante possuir uma sã filosofia e ter assim um conhecimento profundo da ordem natural, individual, social e política.

Mons. Marcel Lefebvre, Do Liberalismo à Apostasia, Cap. XXXIII.

Santa Missa Tridentina ao Vivo


A Fraternidade Sacerdotal de São Pedro, da diocese de Venice, Florida, transmite, via internet, a Celebração da Santa Missa no rito extraordinário.

Segundo o horário local, há celebrações nos dias de:

Domingo: 8:30 e 10:30
Segunda a Sábado: 9:00
Terças e Sextas: 9:00 e 18:30

Qualquer coisa é só comparar o horário daqui com o de lá e fazer as contas... Olhem a hora no site.
Acessem aqui: Christ The King Catholic Church

Ah, e quem tem medo do inglês, lembre que a Missa Tridentina é em Latim. Pax.

Fábio.

Voltando do recesso - África sem "Missa Afro"

Bem.. Depois de umas poucas e curtas postagens neste pequeno recesso não previamente avisado, este blog volta à sua plena atividade, em total submissão a Nosso Senhor e à Sua Santa Igreja. Que a Virgem Maria, Mãe do Verbo Divino, esmagadora das heresias e dos erros, nos conduza sempre à defesa e à vivência da Verdade e nos torne menos indignos deste nome que testemunha a nossa vocação: "Anjos de Adoração".

Mais uma vez, agradeço vivamente as orações...

***

Comecemos, pois, defendendo o ponto mais alto da nossa Fé: o Santo Sacrifício da Missa. Desde que foi introduzido um negócio chamado "inculturação", simultaneamente encontrou-se um pretexto para as criatividades sem conta, para verdadeiras bizarrices, para a introdução de grandes inconveniências nisto que é a atualização do Calvário de Nosso Senhor. Uma destas inovações ilegítimas, mas que goza de certa proteção por causa de um discurso ideológico que entende a rejeição de qualquer alteridade como preconceito, é a chamada Missa Afro que visa entronizar elementos da cultura africana na celebração da Santa Missa.

Neste sentido, surgiu uma ótima postagem no Salvem a Liturgia sobre como seria a Santa Missa na África. Haveria lá toda esta profanação? Seria a África escrava de seus elementos culturais supersticiosos? Limpar a Liturgia daquilo que com ela não se coaduna seria realmente uma atitude racista? Reproduzo o post abaixo, juntamente com as fotos.

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Na África não tem Missa Afro…
Postado por Rafael Vitola Brodbeck

Pois é… Tanto se fala em colocar cultura afro na Missa romana por aqui, e, da África mesmo, a real, a de verdade, não a ideologicamente inventada, temos um belíssimo exemplo: Dom Gregory Ochiagha, Bispo Emérito de Orlu, Nigéria, celebrou seu Jubileu de Ouro com uma Solene Missa Pontifical na forma extraordinária.

Isso mesmo. Na África não tem Missa Afro. Na África tem Missa Tridentina!

Mas não diziam que o povo negro quer Missas com atabaques, falando “axé”, dançando no altar, com roupas extravagantes?

As fotos, que nos chegam via New Liturgical Movement, falam por si e nos dão esperança de que a liturgia será salva!

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Após a Comunhão. Inspirador!

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É... Parece que os africanos de bom senso respeitam a Liturgia. O zelo pela casa de Deus continua consumindo vários deles..

Eu tive a oportunidade de assistir uma palestra com o superior no Brasil desta Pastoral Afro, e só posso dizer que, embora mais comportado do que os que lhe são submissos, e dono também de uma certa eloquência ao falar, o seu discurso é, porém, muito apelativo, ideológico e problemático.

Sem falar que, objetivamente, muitas dessas pessoas, não obstante o posto eclesiástico que ocupam, aderem e defendem a um sem número de erros, muitos dos quais constam entre os condenados dogmaticamente em concílios passados...

Deus conduza os responsáveis pela Liturgia no Brasil. Se for pra seguir o exemplo destes africanos acima, eu não me importaria, e creio que Nosso Senhor o aceitaria de bom grado.

Fábio.

Deus: Bondade de toda bondade...


"A minha alma como um pássaro escapou do laço que lhe armara o caçador.
Meu socorro está no nome do Senhor, criador do céu e da terra" (Sal 123,7-8)

Obrigado, meu Deus....
Agradeço também a todos que corresponderam às minhas petições de oração.
Que Deus os recompense... Ele sabe tão bem fazê-lo...

Fábio.

Comunicado do Arcebispo de Campinas sobre a Fraternidade Toca de Assis e seu Fundador.

Interrompo um pouco do meu breve recesso como blogueiro católico para postar esta notícia que interessa muito, não só a mim, mas também a vários amigos próximos.

Clique para ler.
Disponível no Fratres In Unum.

Sigo pedindo as vossas bondosas orações. Pax.

Fábio.

Deus nos ama acima do que supomos


"Nós somos tão preciosamente amados de Deus que não podemos sequer compreender isto. Nenhum ser criado pode saber o quanto Deus doce e ternamente o ama" 

Julian de Norwich.

Permaneço pedindo as vossas bondosas orações. Pax.

Rezem por favor...


Pessoal, gostaria de pedir a vossa bondosa oração. Desde já, agradeço. Que Deus os recompense.

Fábio.

Não procurar as honrarias humanas. Querer a glória de Deus...


S. Gregório de Nissa

Deus chama "obra de pecado" ao movimento da alma que permanece dissimulado ( SI 57,3 ). Em conseqüência, Ele nos exorta a não procurarmos os louvores dos homens e a não nos envergonharmos de seu desprezo. Porque a Escritura afirma estarem privados de recompensa no céu aqueles que socorrem um pobre com ostentação e que se gloriam de sua esmola na terra. Se, com efeito, procuras agradar aos homens e práticas a caridade a fim de seres louvado, o salário de tua boa ação te ó pago pelos louvores humanos, em vista dos quais mostraste generosidade. ( Mt 6,2 ). Não procures, pois, outras recompensas nos céus, tu que pões nesta terra os teus labores e não esperes honras junto de Deus, tendo-as já recebido dos homens ( Mt 6,6 )

Desejas uma glória imortal? Revela, então, a tua vida, em segredo, Àquele que é bastante poderoso para te conceder o que desejas. Tens medo de uma eterna vergonha? Teme Aquele que manifestará tua vergonha no dia do juízo. Mas como poderia, então, o Senhor ter dito: "Brilhe a vossa luz diante dos homens a fim de que vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus?" ( Mt 5,16 ). É que Ele encoraja o homem que cumpre os mandamentos de Deus a realizar todas as suas ações com o olhar posto em Deus, a agradar somente a Deus, sem buscar qualquer glória vinda dos homens, fugindo dos elogios e aprovação dos homens, de um lado e, de outro, a nos tornarmos conhecidos de todos por nossa vida e obras. Ele não diz que os espectadores admirem a pessoa que os fez, mas sim que glorifiquem o Pai que está nos céus.

Ele nos convida a atribuir toda glória ao Pai e a realizar todas as ações conforme a vontade do Pai, junto de quem se encontra a recompensa das obras de virtude.

O Senhor te convida, pois, a fugir e a te afastares dos elogios das línguas mundanas. Pois aquele que os busca e para eles orienta a sua vida, não somente se priva da glória da vida eterna, mas pode também, desde já, aguardar um castigo. "Ai de vós", diz o Senhor, "quando os homens vos bendisserem" ( Lc 6,26 ). Fugi, pois, de toda honra humana, cujo fim é a vergonha e a confusão eterna e procurai os louvores do alto, aos quais se refere Davi: "De ti vem o meu louvor" ( SI 21, 26; SI 33,3 ) e: "No Senhor minha alma se gloria". ( SI 33,3 )

Mesmo quando se trata simplesmente de comer, o bem-aventurado Apóstolo recomenda não tomar, de qualquer maneira, o que foi preparado, mas a dar glória, primeiramente Àquele que nos concede os meios para sustentar a vida ( 1 Cor 10,31 ). Assim, em todas as circunstâncias, ele nos ordena desprezar a glória dos homens e procurar somente a glória de Deus.
 
Desculpem-me a demora... Estive adoentado mais uma vez... recuperando-me ainda. Pax.

Concílio Dogmático de Trento - agora disponível, na íntegra, pela Net


Fiquei a saber agora, pelo Angueth, e divulgo a felicíssima notícia de que os documentos do Concílio Dogmático de Trento, na íntegra, podem ser acessados e lidos. E é muito importante que o sejam. Dizia Nosso Senhor que a Verdade liberta. Pois bem. Aí ela é dita de forma inequívoca; tal leitura poderá servir como remédio e antídoto contra os erros que hoje transitam livremente, até pelos meios eclesiásticos.

A leitura é meio cansativa, já que o livro foi digitalizado. Mas vale muito a pena. Quem dispuser de tempo, mãos à obra e boa leitura. Para acessar, cliquem aqui.

O Segredo do Professor Ratzinger


Por Pe. Piero Gheddo*

ROMA, quarta-feira, 21 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Como leitura para os momentos de descanso, escolhi “Ratzinger professor”, de Gianni Valente. Um texto verdadeiramente interessante para conhecer o Papa Joseph Ratzinger em seus anos de juventude, e assim compreender melhor seu pontificado hoje. Seria impossível sintetizar em um espaço tão reduzido toda a riqueza desta reconstrução da juventude e maturidade do homem que o Senhor Jesus escolheu como seu Vigário na terra para nosso tempo. Mas gostaria de destacar apenas dois pontos que evidenciam a coerência de Joseph Ratzinger, desde os tempos de sua juventude quando estudante e sacerdote até os dias de hoje, como Pontífice da Igreja universal.

Primeiramente. A lectio magistralis proferida em 24 de junho de 1959, no início de sua carreira como docente na Universidade de Bonn, tinha por título “O Deus da fé e o Deus dos filósofos [1]. A “questão urgente” apresentada pelo jovem professor de 32 anos referia-se ao divórcio moderno entre fé e razão, entre uma religião confinada ao campo pessoal e privado, íntimo e sentimental, e a busca racional que, desde Kant, renega toda possibilidade de conhecer ou ter acesso a Deus.

Citando São Tomás, Ratzinger afirma que é possível superar toda contraposição deletéria entre a linguagem da fé e a linguagem da razão. O Deus que gradualmente se manifesta no Antigo e no Novo Testamento coincide, ao menos em parte, com o “Deus dos filósofos”, isto é, com a concepção que os homens têm de Deus. O problema é de linguagem. Os Padres da Igreja fizeram uma notável síntese da fé bíblica e do espírito helênico. Do mesmo modo, escreve o jovem Ratzinger, “se (hoje) é essencial, para a mensagem cristã, ser não uma doutrina esotérica em busca de iniciados, mas a mensagem de Deus dirigida a todos, então é essencial, para tal, traduzi-la também na linguagem comum da razão humana”.

O jovem sacerdote e professor alemão não se permitia iludir. Em um artigo publicado em 1958, Ratzinger escreve que considerar a Europa um continente “predominantemente cristão” é um “erro estatístico” [2]: “Esta Europa, cristã no nome, é berço há mais de 400 anos de um novo paganismo, que cresce sem encontrar oposição no próprio coração da Igreja, e ameaça demoli-la de dentro”. A Igreja Católica do pós-guerra parece ter se tornado “cada vez mais, e de uma maneira totalmente nova, Igreja de pagãos. Não mais, como em outros tempos, Igreja de pagãos tornados cristãos, mas sim a Igreja de pagãos que se dizem ainda cristãos, mas que na verdade se tornaram pagãos”.

O segundo ponto é a profundidade de pensamento aliada à clareza do professor Ratzinger ao ensinar teologia, que o torna muito popular entre os estudantes. Em tempos em que os “barões das cátedras” com frequência falavam em linguagem difícil e não se preocupavam em se fazer compreender pelos estudantes, Ratzinger introduzia uma nova maneira de lecionar: “Lia as aulas na cozinha para sua irmã Maria, pessoa inteligente mas que jamais havia estudado teologia. Se sua irmã manifestava aprovação, era sinal de que aula estava boa”, conta o biógrafo em seu livro.

E um estudante daquele tempo acrescenta: “A sala estava sempre lotada, os estudantes o adoravam. Tinha uma linguagem bela e simples. A linguagem de um fiel. Ratzinger não fazia exibições de erudição acadêmica nem usava o tom oratório habitual da época. Expunha sua lições de modo claro, com uma linguagem de límpida simplicidade, mesmo ao abordar as questões mais complexas.

Muitos anos mais tarde, o próprio Ratzinger explicava o segredo do sucesso de suas aulas [3]: “Nunca tentei criar um sistema meu, uma teologia minha particular. Falando mais especificamente, trata-se simplesmente do fato de que eu me propunha a pensar com a Igreja, e isto significa, principalmente, com os grandes pensadores da fé”. Os estudantes percebiam, através de suas lições, que não estavam apenas a receber noções de conhecimentos acadêmicos, mas que entravam em contato com algo realmente grande, com o âmago da fé cristã. Era este o segredo do jovem professor de teologia, que tanto atraía os estudantes.

[* Pe. Piero Gheddo (www.gheddopiero.it), editor de Mondo e Missione e Italia Missionaria, é um dos fundadores da agência Asia News (1986). Como missionário, esteve em todos os continentes e é autor de mais de 80 livros. Foi diretor do Departamento Histórico do Pime em Roma e postulador de diversas causas de canonização. Hoje vive em Milão.]

[1] J. Ratzinger, “Der Gott des Glaubens und der Gott der Philosophen”, “O Deus da fé e o Deus dos filósofos”, Marcianum Press, Venezia 2007.
[2] J. Ratzinger, “Die neuen Heiden und die Kirche” (Os novos pagãos e a Igreja), na revista “Hochland”.
[3] J. Ratzinger, “Il sale della terra – Cristianesimo e Chiesa cattolica nella svolta del millennio - Un colloquio con Peter Seewald”, San Paolo 1997, pag. 74.

Fonte: Zenit

O liberalismo e suas reivindicações de independência.


"O liberal é um fanático de independência, a proclama em tudo e para tudo, chegando às raias do absurdo" (Pe. Roussel, 1926)

Trata-se de uma definição; veremos como se aplica e quais são as libertações que o liberalismo reivindica.

1 - "A independência da verdade e do bem em relação ao ser: é a filosofia relativista da mobilidade e do futuro. A independência da inteligência em relação a seu objeto: soberana, a razão não tem que se submeter a seu objeto, ela o cria na evolução radical da verdade; subjetivismo relativista".(...).

2 - A independência da vontade em relação à inteligência: força arbitrária e cega, a vontade não deve se preocupar com os juízos da razão, ela cria o bem, assim como a razão cria a verdade."

3 - "A independência da consciência em relação à regra objetiva da lei: a consciência se constitui ela mesma como regra suprema da moralidade".

4 - "A independência das forças anárquicas do sentimento em relação à razão; é uma das características do romantismo, inimigo da supremacia da razão".

5 - "A independência do corpo em relação à alma, da animalidade em relação à razão: é a mais radical inversão dos valores humanos".

6 - "A independência do presente em relação ao passado; daí o desprezo da tradição, e o amor doentio  toda novidade, sob o pretexto de progresso".

7 - "A independência do indivíduo em relação a toda sociedade, a toda autoridade e hierarquia natural: independência dos filhos em relação aos pais, da esposa em relação a seu marido (liberação da mulher); do trabalhador em relação a seu patrão; da classe trabalhadora em relação à classe burguesa (luta de classes)".

Em relação à ordem sobrenatural, o liberalismo proclama duas novas independências:

1 - "A Independência da razão e da ciência em relação à fé: é o racionalismo, para quem a razão, juiz soberana e medida da verdade, se basta a si mesma e rechaça toda dominação estranha".

2 - "Independência do homem, da família, da profissão e principalmente do Estado, em relação a Deus, a Jesus Cristo, à Igreja; é, segundo os pontos de vista, o naturalismo, o laicismo, o indiferentismo (...) da apostasias oficial dos povos que rechaçam a realiza social de Jesus Cristo, e desconhecem a autoridade divina da Igreja"

Pe. Rousseul citado por Mons. Marcel Lefebvre, Do Liberalismo à Apostasia.

Ministério Anjos de Adoração - É... "nóis também canta"..rs...


Como os amigos já sabem, o Grupo de Resgate Anjos de Adoração também canta..rs... e cantamos direitinho. Não fossem os preguiçosos, seríamos melhores...rs...

Mas enfim... Se alguém se interessa em chamar-nos pra alguma apresentação, entre em contato conosco e veremos a disponibilidade do grupo... Há pessoas muito ocupadas.. rs.... Este tipo de propaganda é engraçada: "chame-nos e veremos se temos tempo.." kkkk...

Bem... Mas é isso mesmo. Não somos mais tão menininhos, então ausentar-se do trabalho ou cursos, para alguns, é muito complicado. Mas se alguém realmente se interessa, entre aí em contato... Infelizmente, ainda não temos nenhum trabalho gravado.. Somente eu, individualmente, é que cheguei a gravar algumas coisas aí num tempo atrás. Mas nada exatamente em nome do grupo.

Outra coisa: eu, particularmente, sou muito caseiro.. É mesmo um defeito meu... Então, ir pra muito longe, complica...rs. Mas fica aqui a divulgação do trabalho.. kk..

Andei brincando com alguns desenhos e montei esta imagem aí em cima que não tem nada de oficial.. rs.. Foi somente pra ilustrar. Mas talvez eu disponibilize algo...


Abraço.

Os três graus do amor a Deus


Dizemos três graus a grosso modo. Há diversas outras subdivisões; S. João da Cruz chega a distinguir dez níveis de perfeição do amor a Deus. Mas considero que esta divisão em três graus, além de mais fácil de entender, é muito confiável, pois segue a linha de outras autoridades da vida espiritual como, por exemplo, Sta Catarina de Sena.

E isto pode ser bem compreendido. Vamos a eles:

O primeiro grau que se alcança é tão somente uma descoberta inteligente. A alma reconhece que não é o fundamento da própria existência e que somente em Deus ela é feliz. Se abre, então, diante dos seus olhos, o horizonte da eternidade, e os seus dois perpétuos destinos possíveis: o Céu e o Inferno (o Purgatório, verdadeiramente existente, não é para sempre...). Desta compreensão resulta que a alma, por medo do inferno e reconhecendo as infinitas vantagens de sua adesão a Deus, a Este se achega de forma interesseira. Obviamente que tal estado não pode ser realmente chamado de "amor". Antes, do amor toma o nome. Mas, neste contato com Deus, é possível que a alma, numa abertura gradativa, avance a uma forma mais pura de amor a Deus.

No segundo grau do amor, a alma reconhece que Deus é digno de amor e que é má conduta amá-Lo apenas em função do que Ele pode retribuir. Dessa forma, a alma tem purificada a sua forma de amar. Mas ainda vê certas coisas à semelhança de um contrato: se, nesta relação de amor com Deus, Ele é digno de ser amado por Si mesmo, também convém que, nesta minha adesão, eu deva receber também as suas consolações, na mesma medida em que dois enamorados se presenteiam mutuamente. Creio ser possível dizer que a grande maioria dos cristãos mantém-se neste nível. É verdade que uma considerável parte parece não ter saído do primeiro. Seja como for, convém agora distinguir o terceiro e mais perfeito grau de amor a Deus.

Se no primeiro, o interesse concentrava-se somente na própria satisfação e Deus era apenas, duro dizer, um objeto de que a alma utilizava-se para este fim, e no segundo grau havia uma equalização entre dar e receber, neste terceiro grau a alma ama a Deus somente por Ele mesmo. Ela não busca aqui as consolações divinas; antes, ama a cruz e faz sua alegria consistir em fazer a vontade de Deus, seu Amado. Ainda que, aparentemente, nada receba de Deus, parece-lhe que faz pouco por Este que é absolutamente digno por Si mesmo. Como bem o diz um poema atribuído a Sta Teresa D'Avila, neste estado, ainda que não houvesse Céu para ganhar, a alma amaria a Deus da mesma forma, e ainda que não houvesse Inferno para temer, a alma temeria a Deus da mesma forma. O que a move a amar a Deus não são as retribuições que dEle pode receber, senão Ele mesmo...

Este é o grau dos perfeitos, caracterizado pela total doação, pelo pleno abandono e pela absoluta gratuidade. Ainda que Deus nada lhe desse, estaria feliz pelo simples fato de poder seguir, amar e imitar ao bom Jesus. Já teria nisto grande motivo de ser fiel pela eternidade ao Sumo Bem. Para aí chegar, a alma deve se libertar do próprio egoísmo e soberba. Esta plena liberdade é já graça de Deus. A alma não chegaria aí senão pela ajuda do Alto, mas deverá ser generosa e fazer o que estiver ao seu alcance. A pureza de amar assim abre e dispõe a alma para que possa receber maiores graças. É aqui que ela frui verdadeiramente de Deus, o que significa que O "experimenta"  porque O ama com verdadeira pobreza de coração.

Fábio.
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