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Última visita da Virgem Maria a Segatashya

 

PERGUNTA: Visto que Jesus e Maria pararam de aparecer para você em Kibeho, você sente falta deles?

SEGATASHYA: Sim, sinto muita falta deles. A vida não é mais a mesma desde que eles pararam de me visitar. Antes, quando eu era perseguido por descrentes ou por aqueles que usavam palavras duras para me desacreditar, eu sabia que logo veria Jesus ou Maria face a face e toda aquela mágoa seria esquecida. Eu estaria envolto em sua luz brilhante mais uma vez e meu coração cantaria alegre. Ou, então, sempre que eu pensava ter feito algo de errado, eu poderia apenas contar a Jesus quando o visse e ele me perdoaria. Agora eu tenho que conversar com Jesus pela oração e ir à igreja para confessar. Não é a mesma coisa que olhar para o rosto afetuoso de Jesus ou para os olhos amorosos de sua mãe e abrir meu coração para eles.

PERGUNTA: Há algo mais que você queira falar sobre o término das aparições?

SEGATASHYA - Bem, tem uma coisa que eu devo confessar. Eu sei que isso não é certo, mas eu acho que não fui completamente honesto com Maria no último dia em que a vi. Jesus me disse que eu deveria partir em missão, para o Burundi em 1985, mas se esqueceu de dizer em qual mês eu deveria ir. Então, na última vez em que falei com Maria, eu conversei com ela sobre isso e ela me disse que eu deveria partir no começo de agosto. Naquele momento meu coração começou a doer porque eu sabia que não iria mais vê-la; por isso, eu tentei enganá-la para que ela voltasse a me visitar mais uma vez.

Eu disse a Maria que poderia esquecer o mês e o dia em que eu teria que partir e perguntei se ela não poderia fazer o favor de voltar e aparecer para mim com o objetivo de me lembrar. Ela sorriu, balançou sua cabeça e disse que não apareceria, mas que sopraria o recado em meu ouvido. Eu estava contente por saber que pelo menos poderia ouvir a voz dela, mas queria desesperadamente ver sua face mais uma vez. Foi errado tentar enganá-la daquele jeito, mas eu a amo tanto que era difícil, para mim, imaginar que não poderia mais vê-la até morrer. É muito difícil saber que, até eu estar no Céu, não poderei mais sentir seus braços amorosos me envolvendo.

PERGUNTA: Maria disse-lhe algumas palavras de despedida ou deu-lhe alguma mensagem?

SEGATASHYA: Ela me deu um presente incrível antes de ir embora. Ela viu que eu estava muito triste com a expectativa de sua partida e me disse que agora eu deveria viver como qualquer outro ser humano que não é visionário e ficar contente de poder falar com ela através da oração. Mas isso me deixou ainda mais triste, e eu perguntei se ela não poderia me dar algum presentinho como lembrança.

Maria, então, me falou para eu rezar o Rosário com ela, e, enquanto estávamos rezando, ela disse: Eu quero que você continue rezando e não grite ou chore com o que estou prestes a lhe mostrar.

E depois ela pediu para eu olhar para cima.

Bem no alto acima de mim eu pude ver os portões do Paraíso aberto. E no interior deles eu avistei o lugar mais bonito que uma pessoa poderia imaginar. Desculpe-me por não poder descrevê-lo para você, pois é mesmo indescritível. Tudo o que sei é que eu desejava com todo o meu ser estar lá e que qualquer coisa que eu já tivesse possuído ou conhecido na Terra tinha perdido completamente o sentido para mim. Maria me disse que, por eu ter visto um vislumbre do Céu, nada mais neste mundo jamais poderá me satisfazer novamente.

Ela estava certa. Enquanto eu viver, terei para sempre aquela imagem da fachada do Paraíso em minha mente e ficarei ansioso em ir para lá até o fim da minha vida.

ILIBAGIZA, Immaculée. O menino que conheceu Jesus. Campinas-SP: Ecclesiae, 2013. p. 165-167.
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