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A Arte e seus princípios na Liturgia


Servo de Deus, Papa Pio XII

"A ninguém, certamente, causará admiração o fato de interessar-se tanto a Igreja pela música sacra. Com efeito, não se trata de ditar leis de caráter estético ou técnico a respeito da nobre disciplina da música; ao contrário, é intenção da Igreja que esta seja defendida de tudo que possa diminuir-lhe a dignidade, sendo, como é, chamada a prestar serviço num campo de tamanha importância como é o do culto divino.

A Liberdade do artista deve estar sujeita à lei divina

Nisto a musica sacra não obedece a leis e normas diversas das que regulam todas as formas de arte religiosa, antes à própria arte em geral. Na verdade, não ignoramos que nestes últimos anos alguns artistas, com grave ofensa da piedade cristã, ousaram introduzir nas Igrejas obras destituídas de qualquer inspiração religiosa, e em pleno contraste até mesmo com as justas regras da arte. Procuram eles justificar esse deplorável modo de agir com argumentos especiosos, que eles pretendem fazer derivar da natureza e da própria índole da arte. Afinal, dizem eles que a inspiração artística é livre, que não é lícito subordiná-la a leis e normas estranhas à arte, sejam elas morais ou religiosas, porque desse modo se viria a lesar gravemente a dignidade da arte e a criar, com vínculos e ligames, óbices ao livre curso da ação do artista sob a sagrada influência do estro.

Com argumentos tais é suscitada uma questão sem dúvida grave e difícil, atinente a qualquer manifestação de arte e a qualquer artista; questão que não pode ser resolvida com argumentos tirados da arte e da estética, mas que, em vez disso, deve ser examinada à luz do supremo postulado do fim último, regra sagrada e inviolável de todo homem e de toda ação humana. De fato, o homem diz ordem ao seu fim último - que é Deus - por força de uma lei absoluta e necessária, fundada na infinita perfeição da natureza divina, de maneira tão plena e perfeita, que nem mesmo Deus poderia eximir alguém de observá-la. Com essa lei eterna e imutável fica estabelecido que o homem e todas as suas açoes devem manifestar, em louvor e glória do Criador, a infinita perfeição de Deus, e imitá-la tanto quanto possível. Por isso o homem, destinado por sua natureza a alcançar esse fim supremo, deve, no seu agir, conformar-se ao divino arquétipo, e nessa direção orientar todas as faculdades da alma e do corpo, ordenando-as retamente entre si, e devidamente domando-as para alcançar o do fim. Portanto, também a arte e as obras artísticas devem ser julgadas com base na sua conformidade, com o fim último do homem; e, por certo, deve a arte contar-se entre as mais nobres manifestações do engenho humano, porque atinente ao modo de exprimir por obras humanas a infinita beleza de Deus, de que é ela o revérbero. Razão pela qual, a conhecida expressão "a arte pela arte" - com a qual, posto de parte aquele fim que é ingênito em toda criatura, erroneamente se afirma que a arte não tem outras leis senão aquelas que promanam da sua natureza, - essa expressão ou não tem valor algum, ou importa grave ofensa ao próprio Deus, Criador e fim último. Depois, a liberdade do artista - liberdade que não é um instinto, cego para a ação, regulado somente pelo arbítrio ou por certa sede de novidade -, pelo fato de estar sujeita à lei divina em nada é coarctada ou sufocada, mas, antes, enobrecida e aperfeiçoada."

Pio XII, Musicae Sacrae Disciplina

Princípios Gerais da Música Sacra


"A música sacra, como parte integrante da Liturgia solene, participa do seu fim geral, que é a glória de Deus e a santificação dos fiéis. A música concorre para aumentar o decoro e esplendor das sagradas cerimônias; e, assim como o seu ofício principal é revestir de adequadas melodias o texto litúrgico proposto à consideração dos fiéis, assim o seu fim próprio é acrescentar mais eficácia ao mesmo texto, a fim de que por tal meio se excitem mais facilmente os fiéis à piedade e se preparem melhor para receber os frutos da graça, próprios da celebração dos sagrados mistérios.

Por isso a música sacra deve possuir, em grau eminente, as qualidades próprias da liturgia, e nomeadamente a santidade e a delicadeza das formas, donde resulta espontaneamente outra característica, a universalidade. - Deve ser santa, e por isso excluir todo o profano não só em si mesma, mas também no modo como é desempenhada pelos executantes. Deve ser arte verdadeira, não sendo possível que, doutra forma, exerça no ânimo dos ouvintes aquela eficácia que a Igreja se propõe obter ao admitir na sua liturgia a arte dos sons. Mas seja, ao mesmo tempo, universal no sentido de que, embora seja permitido a cada nação admitir nas composições religiosas aquelas formas particulares, que em certo modo constituem o caráter específico da sua música própria, estas devem ser de tal maneira subordinadas aos caracteres gerais da música sacra que ninguém doutra nação, ao ouvi-las, sinta uma impressão desagradável."

Papa São Pio X, Tra Le Sollicitudine - Sobre a Música Sacra
***

Quero somente destacar umas coisinhas e fazer pequenos comentários.
Concluíremos que, pelo menos no Brasil, a grande maioria dos ditos "músicos litúrgicos" não têm idéia do que estão fazendo nas Santas Missas.

- "A música sacra concorre para aumentar o decoro" - Tem acontecido isto, ou justamente o contrário? A música que comumente se ouve nos templos faz aumentar o respeito, ou incentiva a bater palmas, fazer passinhos e reboladas? Será preciso fazer um abaixo assinado para que o arroto "rebolation" não se torne, futuramente, música "sacra"?

- "(...) o seu ofício principal é revestir de adequadas melodias o texto litúrgico" - Mas que texto litúrgico? O que se vê não são, ao contrário, poesias de cunho socialista ou de caráter sensacionalista? O Missal é solenemente ignorado...

"(...) a fim de que por tal meio se excitem mais facilmente os fiéis à piedade" - E o que se entende por piedade? Revolução? Luta de Classes? Ou cócegas "espirituais"? Alguém tem alguma idéia do que acontece sobre o Altar? Sim, mas são poucos...

"Por isso a música sacra deve possuir, em grau eminente, as qualidades próprias da liturgia, e nomeadamente a santidade e a delicadeza das formas" - E que tal a "Liturgia Afro"? E as "missas-rock"? Delicado, não? Tambores e guitarras dão uma bela combinação...

"Deve ser santa, e por isso excluir todo o profano não só em si mesma, mas tambem no modo como é desempenhada pelos executantes." - Rs.. Nem precisa comentar...

"Deve ser arte verdadeira" - Muitos perguntariam: e existe arte falsa? Se a pergunta fosse sincera, seria ótimo. Mas, comumente, é mera objeção. Há quem chame o gregoriano de "música fúnebre". Ainda que fosse, esta "música fúnebre" corresponderia, sem dúvida, mil vezes melhor ao Calvário do Senhor.

As "composições religiosas (...) devem ser (...) subordinadas aos caracteres gerais da música sacra" - Hein?

Realmente houve, claro, uma abertura, a partir do CVII, para este desleixo generalizado da Fé. Porém, este descaso específico para com a Música Sacra não é, diretamente, fruto do Concílio que recomenda vivamente que os ministros de música sejam bem formados. A relaxidão, porém, em outras áreas terminou por influenciar também na música litúrgica.

Claro que há sim exceções. Aqui e ali se encontram fiéis bem formados no campo da música sacra. Mas, infelizmente, na maioria dos casos, a coisa ainda é bem absurda...

Fábio.

Formação de um Coral na Paróquia de Santa Maria Madalena, União dos Palmares


Depois da encenação da Paixão, onde se expressou algo do potencial musical dos nossos jovens paroquianos, surje já, no horizonte, a possibilidade de formarmos um coral. Tal proposta foi acatada pelo Pe. Iranjunio, nosso pároco, e já estamos a formar o grupo para os ensaios.

Não basta, porém, saber cantar. A polifonia não é algo tão simples de se fazer. Por isto, estou recrutando um bom material e peço aos amigos que, se se interessarem em auxiliar-nos, seja com as músicas tradicionais da Igreja em áudio, ou em vídeo, ou com apostilas de formações, mandem o material para o meu e-mail: cravosdeamor@yahoo.com.br. Desde agora, vos agradecemos.

Há já pessoas, por aqui, que têm uma certa experiência com esta questão da divisão de vozes. Mas, além disto, precisaremos dos cantos para ouvir; teremos de treinar a pronúncia do latim, e outras coisas. Seja como for, a proposta é desafiadora, mas, como dizia Nosso Senhor, "Nada temas; crê somente". Se sem Ele nada se pode fazer, como Ele tudo se fará.. Experimentamos isto, de uma forma escancarada, no musical, e creio que aquilo foi apenas uma pequena amostra de como Nosso Senhor está disposto a nos ajudar se O quisermos ajudar e servir.

Aos amigos, portanto, fica a petição, tanto de material quanto de oração. Que Deus os abençoe.

Fábio.

A Música Sacra deve pretender agradar a Deus e não aos homens


Dissemos já, várias vezes, que há um critério com relação à música sacra, estabelecido por vários Papas, que é o que estabelece o canto gregoriano como modelo supremo. As demais formas de canto serão mais ou menos dignas à proporção em que se aproximam ou se afastam deste modelo. O gregoriano é a arte que melhor expressa a filosofia católica a respeito da criação e da perfeita ordem dos entes. Uma arte, portanto, que imite esta ordem, agrada e honra a Deus, pois identifica a sua finalidade, que é produzir beleza, com a Beleza em si.

Relutar, pois, diante disto significa revoltar-se contra a vontade divina. Isto se faz por uma inversão do amor a Deus para o amor a si mesmo, desembocando num sensualismo que se pretende espiritual. Acontece, pois, que, em trilhando via contrária à de Deus, resulta daí que a música ou arte em geral será desprovida de beleza; irá, mesmo, contra a beleza e a ordem e, como tal, desagradará a Deus. Ora, a Liturgia tem como função máxima a glorificação de Deus. Incluir na Santa Missa formas musicais avessas à beleza é instalar, pois, uma contradição no culto sagrado. Isto se assemelha muito a certos tipos de profanação voluntária.

O que dizer, pois, da inculturação? Enquanto esta busca incluir elementos culturais de diferentes povos que não contradigam o espírito da Liturgia e, talvez, ajudem a enfatizá-lo, ótimo. Eis a Igreja para acolher tais elementos e aperfeiçoá-los, retirando-lhes toda sombra de erro. No entanto, aqueles traços culturais, aquelas formas de arte que vão opostos à substância mesma da Liturgia católica não podem, de forma alguma, ver-se no direito de adentrar no templo sagrado. Neste sentido, muitos desprezam solenemente o ensino católico com vistas em satisfazer expectativas de outros homens, num discurso meramente romântico e pouco objetivo. Importa lembrar do que nos diz S. Paulo bem a este respeito: “Se eu quisesse agradar aos homens, não seria servo de Cristo”. É preciso, pois, estabelecer claramente a quem nós queremos servir. Isto não significa pôr o homem em oposição constante a Deus, obviamente, mas, antes, esclarecer que quando esta oposição existir, deve-se dar a preferência a Nosso Senhor, tal como ensina o primeiro mandamento que qualquer criança sabe recitar.

Outras formas musicais, além do gregoriano, são aceitas pela Santa Igreja, mas isto desde que o espírito que lhas anima seja o mesmo espírito católico. É preciso estar mergulhado no sensus ecclesiae, é preciso estar impregnado do bom odor de Cristo para que o canto litúrgico, de fato, cumpra a sua função que é, primeiramente, a glorificação de Deus e, em segundo lugar, a santificação dos fiéis.

Haveria ainda muito a dizer sobre como a boa música litúrgica pode contribuir para esta santificação. Porém, por ora, importa que saibamos o que a Igreja ensina. Fazer de outra forma é subjetivismo, é revolta contra Deus, é antropolatria, é desobediência. Que triste é que o imenso tesouro musical da Santa Igreja seja jogado para o escanteio, enquanto toma lugar na Liturgia uma série de cantos medíocres, muitos teologicamente incorretos, outros puramente sensacionalistas, e outros ainda, numa clara imitação da música protestante.

É a beleza que é posta de lado em prol das paixões humanas, da desobediência, e tudo isto com o pretexto de ser feito por Deus e para Deus. Restituamos, meus caros, até onde nos seja possível, a dignidade artística das Santas Celebrações. É Deus quem nos pede.

Fábio.

Cantora Paula Valadão "profetiza" sobre a Igreja Católica



Pra quem é fã, pra fiéis e padres que andam a tirar sua inspiração desses "ungidos", eis aí uma "profecia" bem no estilo Mãe Dinah. kk..

Algumas fotos da Encenação da Paixão de Cristo

Como se sabe, neste ano encenamos a Paixão do Senhor. Abaixo, algumas fotos do evento.

Cena  Inicial: Nossa Senhora e São José


Domingo de Ramos

Santa Ceia



Judas e o demônio

Jesus no Sinédrio

Pilatos e os Fariseus

Jesus, João (esquerda) e Pedro (direita)

Nossa Senhora e Maria Madalena

Cena da Ressurreição

Bastidores.. rs...

A turma toda.
Parabéns a todos os atores.
Deus os abençoe.

Bem... Como se tratou de um musical, futuramente poderei estar disponibilizando algumas das músicas, se isto interessar a alguém.

Pax et Bonum.

Fábio.

Chesterton sobre o Tomismo e o Evolucionismo


"Ora, ninguém começará a compreender a filosofia tomista, que em verdade é a filosofia católica, sem que advirta logo que a sua base primária e fundamental é o louvor da vida, o louvor do ser, o louvor de Deus como Criador do mundo."

"Se alguém pensar profundamente, verá que o movimento supõe algo essencialmente incompleto, que se aproxima de algo mais completo. O verdadeiro argumento é muito técnico, e diz respeito ao fato de a potencialidade não se explicar só por si; além disso, em qualquer caso, só pode desdobrar-se o que estiver dobrado.

Basta dizer que os evolucionistas modernos queremo ignorar o argumento não por terem descoberto nele alguma falha, porque nunca chegaram a descobrir o próprio argumento, mas porque são demasiado superficiais para notar a falha do argumento deles; porque a fraqueza da sua tese está protegida por uma fraseologia da moda, como a força da velha tese está protegida por uma fraseologia fora de moda. Para aqueles porém que pensam verdadeiramente, há sempre algo realmente inconcebível a respeito de todo o cosmo evolutivo, tal qual o concebem, porque é algo que surge do nada, uma onda d'água sempre crescente a sair de um jarro vazio. Os que aceitam isto simplesmente, sem ver sequer a dificuldade, não têm probabilidade de se aprofundar tanto como Santo Tomás de Aquino e de ver a solução da dificuldade. Em uma palavra, o mundo não se explica a si mesmo e não pode fazê-lo só com o fato do seu desenvolvimento constante.

Mas, como quer que seja, é absurdo que o evolucionista se queixe dizendo que não se compreende que um Deus, reconhecidamente inconcebível, fizesse tudo do nadao - e depois pretenda que é mais concebível que o nada se tenha mudado em todas as coisas."

G.K. Chesterton, Santo Tomás de Aquino, Biografia.

Outros avisos aos amigos e leitores.. rs...


Caros amigos, desculpem-me pela demora em atualizar o blog. É que a internet saiu do ar por estas bandas desde quarta-feira, e veio voltar só agora.

Aproveito esta mensagem para comunicar aos amigos próximos que o Grupo de Resgate Anjos de Adoração está já a organizar o II Cursinho de Formação GRAA. Nesta ocasião, abordaremos temas como Dogmática, Liturgia, História da Igreja, Breve Introdução à Filosofia Tomista, Pressupostos Filosóficos da Doutrina Social da Igreja, entre outros. Os interessados, entrem em contato conosco. As aulas começam já dia 26.

Ps.: Estava com saudades..

Grande abraço. Pax et Bonum.

Fábio.

Meu Bento XVI

Dom Henrique Soares

Nunca escondi meu profundo amor por Joseph Ratzinger. É antigo: desde 1981. Em novembro daquele ano, seminarista em férias, li um texto seu. Lá havia uma frase do então Cardeal Arcebispo de Munique: “Ninguém é maduro de verdade até que tenha enfrentado sua própria solidão!” Meus olhos marejaram (como marejam agora, neste momento). Pensei: quem afirma isto só pode ser um homem de verdade, só pode ser alguém que tem uma profunda experiência de Cristo! Eis aqui um homem de Igreja que continuou homem, com um coração, com sensibilidade, com retidão!

Um ano depois, dei com uma entrevista do Cardeal, agora nomeado Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Ele afirmava: “O primeiro dever do Bispo é defender a fé dos pequenos contra a prepotência de alguns teólogos...” Vibrei de alegria! O homem era realmente católico em cada fibra: sabia que a fé supera a razão e que o Mistério não se apreende em profundidade a não ser de joelhos e bebendo a límpida fé da Mãe Igreja, fé que se manifesta sobretudo nos pequenos, nos simples, no Povo de Deus em seu dia-a-dia.

Ratzinger tornou-se para mim uma referência. Doíam-me tanto as calúnias contra ele, as afirmações de muitos adeptos da Teologia da Libertação, que deformavam a imagem e o pensamento do Cardeal de modo vergonhosamente desonesto. Lembro-me das declarações pervertidas de Leonardo Boff e companhia a respeito do Cardeal Prefeito que, generosamente, ajudara ao próprio Boff nos tempos de estudo na Alemanha... Aqui no Brasil, as editoras católicas o censuravam metodicamente... Se algum seu escrito perdido aparecia, era dos menos expressivos e importantes... A imprensa só falava do Cardeal para criticá-lo, insuflada por certos setores da Igreja no nosso País...

A coisa intensificou-se quando da doença de João Paulo II. Agora era preciso queimar de vez o Cardeal da Inquisição, o Desumano, o Ditador... Foi uma pesada campanha dentro e fora da Igreja, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa... As pessoas nunca leram nada de Ratzinger, mas o antipatizavam de todo o coração. Recordo do conhecido jornalista Alexandre Garcia, que confessou ter comprado livros de Ratzinger e lido seus textos. Tomou um susto: o homem que escrevera aquelas coisas não era nada daquele monstro que diziam... Eis: o preconceito, filho da ignorância e irmão da má-fé!

E veio o Conclave. Aquele que no céu tem o seu trono riu-se dos planos dos homens e zombou dos grandes e sabidos deste mundo. Ratzinger tornou-se Bento XVI! Ouvi entrevistas, vi matérias na imprensa nacional e internacional simplesmente vergonhosas, vi entrevistas de teólogos – recordo de um da PUC de São Paulo à TV alemã – simplesmente revoltantes: mentirosas, desonestas, caluniadoras, sem caridade...

E aí está Bento XVI: amado por seu rebanho e por tantas pessoas de boa vontade, pela gente simples, cristã, de DNA católico; homem profundo, mergulhado em Cristo, nele alicerçado; homem doce e ao mesmo tempo tão firme; homem que não tem medo de proclamar a verdade, sem gritar, sem impor, mas sem jamais escondê-la: mostra-a inteira, límpida, serena, cortante, libertadora!

No tocante à vida moral do clero, menos de um mês antes de ser eleito Papa, na via-sacra do Coliseu, afirmou sem meias palavras, desgostando a muita gente: “E que dizer da terceira queda de Jesus sob o peso da cruz? Pode talvez fazer-nos pensar na queda do homem em geral, no afastamento de muitos de Cristo, caminhando à deriva para um secularismo sem Deus. Mas não deveríamos pensar também em tudo quanto Cristo tem sofrido na sua própria Igreja? Quantas vezes se abusa do Santíssimo Sacramento da sua presença, frequentemente como está vazio e ruim o coração onde Ele entra! Tantas vezes celebramos apenas nós próprios, sem nos darmos conta sequer d’Ele! Quantas vezes se distorce e abusa da sua Palavra! Quão pouca fé existe em tantas teorias, quantas palavras vazias! Quanta sujeira há na Igreja, e precisamente entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a Ele! Quanta soberba, quanta autossuficiência! Respeitamos tão pouco o sacramento da reconciliação, onde Ele está à nossa espera para nos levantar das nossas quedas! Tudo isto está presente na sua paixão. A traição dos discípulos, a recepção indigna do seu Corpo e do seu Sangue é certamente o maior sofrimento do Redentor, o que Lhe trespassa o coração. Nada mais podemos fazer que dirigir-Lhe, do mais fundo da alma, este grito: Kyrie, eleison – Senhor, salvai-nos (cf. Mt 8, 25)".

Um homem assim não passa despercebido: ou é amado ou profundamente odiado! E há muitos que odeiam este santo e bendito Papa! Foi ele que, logo ao assumir, suspendeu o Padre Marcial Maciel, sacerdote famoso e muito apreciado por João Paulo II (o Papa João Paulo desconfiava muitíssimo de acusações na área de pedofilia, porque os comunistas poloneses utilizavam muitas acusações falsas como modo de desmoralizar o clero polaco. Isto criou em João Paulo II uma tendência a não dar muito crédito às acusações. Sempre que via um padre zeloso ser acusado, a tendência era logo recordar as mentiras dos comunistas poloneses... daí, a lentidão do processo do Pe. Macial. Foi um erro compreensível, mas um erro). Bento XVI não! Suspendeu o Pe. Maciel e determinou que vivesse seu fim de vida de modo recluso e sem contato algum com os fieis, numa vida de oração e penitência. O mesmo com o conhecidíssimo italiano Pe. Luigi (Gino) Burresi. Sua punição foi severíssima. Aos Bispos sempre recomendou tolerância zero com a pedofilia. Em seus pronunciamentos sobre o tema, nunca, Papa algum foi tão direto, claro e radical: na Igreja não há lugar para pedófilos. Os pedófilos devem ser demitidos do estado clerical e os Bispos devem comunicar à justiça comum! Tanto que em seu pontificado os casos de pedofilia desabaram...

Mas, nada disso interessa à imprensa, sobretudo aos jornais anticatólicos como New York Times, La Repubblica, El País, Spiegel... Para estes não interessa a verdade: interessam os fatos distorcidos, as meia verdades que, somadas, dão uma enorme mentira, uma triste difamação, uma calúnia monstruosa... O mesmo fizeram com Pio XII... Qual o objetivo? Desautorizar um Papa incômodo, cuja única preocupação é testemunhar o Cristo com toda a inteireza da fé católica. E nada é tão incômodo e antipático quanto isto! Por isso mesmo, tudo quanto este Papa diga ou faça é distorcido, deformado e, depois, duramente criticado, até ao paroxismo...

Mas, Bento XVI seguirá seu caminho! No meu primeiro encontro com ele como Bispo novo com o Sucessor de Pedro, disse-lhe: “Santo Padre, o Povo de Deus lhe quer bem! Nós rezamos por Vossa Santidade, nós estaremos sempre ao lado de Vossa Santidade!” Ele sorriu aquele sorriso tímido, mas tão humilde e franco e disse: “Obrigado! Muito obrigado! Eu preciso tanto do vosso sustento!” Só quem não o conhece poderia pensar que ele se dobra! Ninguém é tão perigosamente livre, é tão docemente forte quanto o homem que fez de Cristo o seu refúgio, a sua luz, a sua certeza! Bento XVI – santo Bento XVI, bendito Bento XVI! – é assim.

Hoje, 29 anos depois daquele 1981, quando, de coração apertado, imagino a dor e a solidão deste homem de Deus, consolo-me pensando no gigante que ele é e vem-me forte, mansa, decidida, certa, a sua palavra: “Ninguém é maduro de verdade até que tenha enfrentado sua própria solidão!” Bento XVI é maduro, Bento XVI não tem medo da própria solidão, pois ela é toda povoada por Cristo!


Deus o abençoe sempre, Padre Santo! Deus o abençoe e o livre das mãos de seus ferozes e maldosos inimigos!

Fonte

"Por acaso Nosso Senhor tinha algo a aprender com Nicodemos?" (Pe. Calderón)

Sidney Silveira

Que hoje o Magistério da Igreja seja dialogado ninguém de boa vontade pode duvidar, pois isto não é suposição de algumas pessoas, mas uma proposição expressa com toda a clareza pelo próprio Magistério. Na prática, após dois mil anos de serviços prestados, o clássico magister dixit tornou-se obsoleto e foi eliminado; com isto, logo se perdeu a noção de que o Magistério autêntico não está abaixo da fé, mas em certo sentido se encontra acima dela, pois as suas sentenças não são reguladas pelos Dogmas, mas os regulam — e, por seu meio, quem se expressa é o Divino Mestre, que participou esse Magistério à Igreja. Por isso, o critério de verdade do Magistério é a ciência divino-humana de Cristo, e não a ciência meramente humana dos homens (aqui, a aparente tautologia se faz necessária) — desde que as autoridades magisteriais exerçam o seu carisma pela expressa intenção de ensinar as verdades da fé. Mas se elas abrem mão dessa intenção magisterial e pretendem apenas dialogar, estão conseguintemente abrindo mão da assistência sobrenatural do carisma que lhes foi participado.

É em razão desta fonte divina reitora do Magistério que a ciência teológica não pode contrariá-lo, nem modificar as suas sentenças. Sendo assim, é impossível um diálogo em pé de igualdade entre o Magistério e os teólogos, porque estes não têm acesso ao critério de verdade superior daquele, participado por Cristo. Pelo menos de acordo com a doutrina tradicional da Igreja. A propósito disso, pergunta com santa ironia o Padre Álvaro Calderón: “Por acaso Nosso Senhor tinha algo a aprender com Nicodemos?”. Quando teólogos, portanto, dão vazão a toda sorte de hipóteses fantasiosas à margem do autêntico Magistério e da Sagrada Escritura, estão na prática julgando-se superiores a Deus.

Leia o texto inteiro aqui

Revistas alemãs oferecem até 1 milhão de euros para quem caluniar o Santo Padre.


Mídia laicista alemã começa a incentivar calúnias contra o Santo Padre Bento XVI. Segundo o Site alemão Kreuz.net a revista alemã “Der Spiegel” está oferecendo 1 milhão de Euros para quem caluniar o Santo Padre de abusos sexuais. O objetivo é levantar uma onda de difamações contra o Sucessor de Pedro. A revista Schmiermagazine está oferecendo os mesmos valores a ex-seminaristas que foram alunos do Santo Padre nas décadas de 60 e 70 que caluniarem o Romano Pontífice por abusos.

O intuito destas revistas é a calúnia e a difamação, eles querem que alguém acuse o Papa para levantar rumores e suspeitas, não lhes interessa a verdade, apenas atacar a moral do Pontífice.


***

Vocês percebem, irmãos, a motivação?

Dá para acredidar em tudo que é publicado com esse tipo de “incentivo” capaz de atrair inimigos da Igreja e supostas vítimas, ávidas por Euros?

Fontes: Blog Veritatis Blog Shalom

Catolicismo Liberal?

"O título "católico liberal" em si é uma contradição nos termos, uma incoerência, porque "católico" significa sujeição à ordem das coisas humanas e divinas, enquanto "liberal" significa precisamente emancipação desta ordem, rebelião contra Nosso Senhor Jesus Cristo."

Cardeal Billot S.J. citado por Mons. Marcel Lefebvre; Do Liberalismo à Apostasia.

A doutrina do ateísmo e a guerra à Igreja


“Uma coisa é pronunciar-se uma sentença, outra é conceder-lhe a inteligência assentimento. Se impossível é assegurar a veracidade do enunciado “Deus não existe”, o ateísmo resulta principalmente de uma opção doutrinária. Essa opção conduzirá a ser Deus substituído por um falso absoluto.

O ateísmo representa, para G. van de Leeuw, “o movimento negativo no desenvolvimento da consciência, momento que só pode surgir e vigorar enquanto supõe o momento precedente, o afirmativo da religião como culto de um Deus, senhor do homem e de seu destino”. É “uma religião de fuga diante de Deus [...] angústia de Deus, quando se recusa à fé para recair no demoníaco”.

O ateísmo não tem consistência; torna incoerente qualquer sistema filosófico e impraticável a ação e a vida. Entretanto, a opressiva e ofuscante realidade é a ameaça do ateísmo vivido e institucionalizada. Ou será ele também uma expressão meramente verbal que envolve e oculta efetivos modos de rejeitar a Divindade?

Não crucificaram a Jesus os ateus; Sua morte, pediram-na os judeus infiéis e não tementes a Deus, nunca esperando Rei e Reino que não fosse deste mundo; não a impediram os pagãos idólatras e tementes a César, sempre servindo rei e reino deste mundo.

Não suportaram, outrora, judeus e pagãos, o convívio com Deus vivo e verdadeiro. Deram-lhe morte, morte de cruz. Da mesma “insuportável presença” quer também livrar-se a moderna cultura. A seu reino é anteposta a promessa de um paraíso terrestre gerado pela revolução, pelo desenvolvimentismo e pela tecnocracia. Não disse estar Ele em sua Igreja, presente nela e até a consumação dos séculos? Pretendem pois aniquilá-la, querendo-a infiel e idólatra: no mundo e do mundo; e, como supremo, final, satânico objetivo atingir pelo “cristianismo secularizado” o que chamam a “morte de Deus”.

Hélio Drago Romano, A gnose e a "Morte de Deus"

Fonte: Permanência.

Marxismo: avesso à caridade


“O tempo moderno, sobretudo a partir do século XIX, aparece dominado por diversas variantes de uma filosofia do progresso, cuja forma mais radical é o marxismo. Uma parte da estratégia marxista é a teoria do empobrecimento: esta defende que, numa situação de poder injusto, quem ajuda o ser humano com iniciativas de caridade coloca-se, de fato, a serviço daquele sistema de injustiça, fazendo-o resultar, pelo menos até certo ponto, suportável. Desse modo, fica refreado o potencial revolucionário e, conseqüentemente, bloqueada a reviravolta para um mundo melhor. Por isso se contesta e ataca a caridade como sistema de conservação do status quo. Na realidade, esta é uma filosofia desumana. O ser humano que vive no presente é sacrificado ao moloch do futuro – um futuro cuja efetiva realização permanece, pelo menos, duvidosa. Na verdade, a humanização do mundo não pode ser promovida renunciando, de imediato, a comportar-se de modo humano.”

Bento XVI, Deus Caritas Est.

Alegra-te ó Doce Virgem, teu Filho Deus ressuscitou!!!


Cessou a luta, ó vítima do amor,
Chorosa mãe do mártir do calvário,
Enxuga o pranto, infindo no amargor,
Pois é mudado o tétrico cenário!

A vida que na cruz fora pregada,
Ressurge mais formosa, mais perene,
De místico esplendor, areolada
De soberana em ar o mais solene.

Desce a rampa que o sangue do Cordeiro
No seio seu sorveu!
Quando a vida, suspensa no madeiro,
À morte, morte deu.

Deixa, ó Mãe, o trilho do desterro,
Deixa a via do pranto, da amargura!
Em gozo vem trocar e em ventura
A lúgubre tragedia desse cerro!

A Virgem Mãe os puros olhos ergue!
Não há mais pranto, as lágrimas secaram.
Amor e gozo neles retornaram.
No alto, o céu de puro azul se abria...

O Divino Filho à mãe querida acena!
Jesus no abraço do mais terno amor,
A fronte virginal da Mãe coroa:
Rainha ela será do céu e da terra!

Ela é Rainha, os homens são seus filhos,
Chorosos, no desterro, em mil perigos...
"Não deixareis sem mostras de ternura
- diz ela, Mãe bondosa - os filhos meus!"

A branca rosa que lhe cinge a fronte,
Nas puras mãos desfolha e à terra envia:
Presságio sublime da perene graça
Que aos homens redimidos sucederia!

Autor Desconhecido.
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