Pessoal, vi agorinha mesmo que o blog do Anjos de Adoração está concorrendo - e não me disseram rsrs - a um tal de "Prêmio Imprensa Maria Mariá" e que eu, pra falar a verdade, não sei bem do que se trata. rsrsrs... Mas gostei da idéia; é como um concurso (não sei se é bem esse nome) de blogs aqui da cidade. Estamos concorrendo na categoria de blog religioso. Então, gostaria de pedir aos que por aqui passam que, se possível for, passem lá também e votem neste blog. Cliquem na imagem do post para irem ao site. Agradeço ^,^
A Virgem Santíssima e o despertar divino na alma
Bom, termino com esta as citações deste grande livro que acabo de ler, entitulado Ascensão para a Verdade, de autoria do monge trapista Thomas Merton - um dos meus escritores favoritos, digam o que disserem - e que consiste num profundo estudo da mística sanjuanista (referente a S. João da Cruz). Neste último post que faço deste livro, o autor passa a falar da Virgem Santíssima como modelo dos contemplativos e termina fazendo uma transcrição de S. João da Cruz sobre o "despertar de Deus" na alma que caracteriza um dos estados mais altos da vida mística. Depois, farei mais alguns comentários sobre este e outros livros que tratam do Doutor da Noite, bem como do próprio santo, a quem tenho por pai. Boa leitura.
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Thomas Merton
A Bem-aventurada Virgem Maria foi o mais sábio teólogo. Ela é a Mãe do Verbo que é ao mesmo tempo a teologia de Deus e dos homens. A verdade de Deus entrou tão profundamente em sua vida, que se tornou encarnada em seu seio virginal. Toda a Sabedoria se concentrou em seu Coração Imaculado, sedes Sapientias. Quando o Anjo a visitou na Anunciação, encontrou-a no mais profundo silêncio. Poucas são as palavras recordadas daquela que nos deu o Verbo. E quando ela O deu ao mundo, que poderia fazer ela mesma senão escutá-Lo? "Guardava todas essas palavras conservando-as em seu coração".
E assim Nossa Senhora é o modelo dos contemplativos e o espelho dos místicos. Os que amam a pura Verdade de Deus, instintivamente amam a simplicidade da Imaculada Mãe de Deus. Ela os atrai ao interior do seu silêncio e de sua humildade. Ela é a Virgem da Solidão, que Deus chamou sua eremita: una est columba mea in foraminibus petrae. Ela escondeu-se nas cavernas da pedra, de que nos falava S. João da Cruz, e viveu como um eremita nos sublimes mistérios do seu Filho. Ela viveu todo o tempo no céu, embora andasse sobre a terra, varrendo o assoalho, fazendo cama e cozinhando para os carpinteiros. Que é que acontecia em sua alma inimaginavelmente pura, no espelho sem mancha do seu ser, que Deus fizera para receber a sua perfeita semelhança?
Quando o Anjo falou, Deus acordou no coração dessa moça de Nazaré, e movimentou-se dentro dela como um gigante. Ele mexeu-se e abriu os olhos e viu que ela, ao contê-lo, continha todo o universo também. A anunciação foi tanto uma visão como um terremoto em que Deus moveu o universo e deslocou as esferas, e o princípio e o fim de todas as coisas apareceu aos olhos da Virgem, no mais profundo do coração. E muito abaixo do movimento deste silencioso cataclisma, ela adormeceu na infinita tranquilidade de Deus, e Deus foi uma criança encolhida que dormia em seu seio, enquanto nas suas veias circulava a Sabedoria dessa criança, que é noite, que é luz das estrelas, que é silêncio. E todo o seu ser foi abraçado por Aquele que ela abraçava, e os dois tornaram-se silêncio.
A missão de Nossa Senhora no mundo é formar este seu Cristo, este Gigante, nas almas dos homens, como Ele mesmo se formou na sua. Ela traz-lhes a graça do Cristo, que é a graça da sua presença vivificante. Ele nasce em cada homem pelo batismo, mas nós não o sabemos. Ele cobre a alma com a sua sombra, quando ela O prova na paz da contemplação. Mas isto não basta. No cume da vida mística, Deus deve mexer-se e revela-se, sacode o mundo dentro das almas e surge do seu sono como um gigante.
É isto que nos fala S. João da Cruz na Chama Viva do Amor. É a minha última citação.
"Este despertar é um movimento do próprio Verbo na substância da alma, de tanta grandeza e domínio e glória, e de tão íntima suavidade, que lhe parece que todos os bálsamos e espécies odoríficas e flores do mundo se misturam e agitam, revolvendo-se para dar suavidade, e que todos os reinos e dominação do mundo, e todas as potestades e virtudes do céu se movem. E não só isto, mas também as virtudes e substâncias e perfeições e graças de todas as coisas criadas reluzem e se põem, por sua vez, em movimento uníssono e simultâneo... Donde vem que, movendo-se na alma, este altíssimo Imperador, cujo Reino, como diz Isaías, Ele traz nos seus ombros... então tudo parece mover-se juntamente... Mesmo assim, quando um Palácio é aberto, pode-se ver a um só tempo a eminência da Pessoa que está dentro e o que ela está fazendo... Estando a alma substancialmente em Deus, como toda criatura, Ele tira diante dela alguns dos muitos véus e cortinas que ela tem anteposto, para poder vê-Lo como Ele é, e, assim, se lhe revela, e ela é capaz de ver (embora obscuramente, porque não se tiram todos os véus), esta Face cheia de graça. Como Ele move todas as coisas com a sua virtude, aparece juntamente com Ele aquilo que Ele está fazendo, e Ele parece mover-se nelas e elas n'Ele em movimento contínuo. E é por isto que a alma crê que Deus se moveu e acordou, sendo ela, na realidade, que foi movida e acordada."
Thomas Merton, Sementes de Contemplação
Congregação para o Clero - Sessenta Horas de Adoração Eucarística
Fonte: Presbíteros
Por ocasião do sexagésimo aniversário de Ordenação Sacerdotal do Santo Padre, a Congregação para o Clero fez um pedido, especialmente aos sacerdotes, para que em todas as circunscrições eclesiásticas se ofereça “sessenta horas de Adoração Eucarística” continuadas, ou durante o mês de junho próximo, pela santificação do clero e para obter de Deus o dom de novas e santas vocações sacerdotais.
Abaixo, a carta na íntegra:
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CONGREGATIO
PRO CLERIS
Vaticano, 13 de maio de 2011
Nossa Senhora de Fátima
Prot. N. 2011 1477
Eminência / Excelência Reverendíssima
No dia 29 de junho próximo, celebrar-se-á o sexagésimo aniversário da Ordenação Sacerdotal do nosso amado Papa Bento XVI, justamente no dia da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo de 1951.
A ocasião é particularmente propícia para unirmo-nos mais ao Sumo Pontífice, para darmos testemunho da nossa gratidão, afeto, e comunhão no serviço que oferece a Deus e à Igreja. Mas, sobretudo, em sinal de gratidão por aquele "resplendor da Verdade no mundo", que o seu Magistério continuamente realiza.
Em espírito de sobrenatural sobriedade, por ocasião do 60º Aniversário, - e cremos que muito agradará ao Santo Padre - convidamos todas as circunscrições eclesiásticas, esperando uma especial participação dos sacerdotes, a oferecer "Sessenta Horas de Adoração Eucarística", continuadas ou distribuídas no mês de junho próximo, pela santificação do clero e para obter de Deus o dom de novas e santas vocações sacerdotais.
O cume deste percurso de oração poderia coincidir com a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (Jornada de Santificação dos Sacerdotes), que será no dia 1º de Julho, sexta-feira. Desta forma, presentearíamos o Santo Padre com uma extraordinária coroa de oração e de união sobrenatural, capaz de mostrar o real centro da nossa vida, do qual promana todo esforço missionário e pastoral e a autêntica face da Igreja e dos seus sacerdotes.
Com a certeza que poderemos contar com uma cordial e solícita colaboração de cada um dos Ex.mos Ordinários, em espírito de profunda e permanente comunhão, também neste importante Aniversário, na expectativa de uma sincera adesão despeço-me, enquanto aproveito a ocasião para confirmar os melhores sentimentos de distinto obséquio.
De Vossa Excelência / Eminência Reverendíssima
vev.mo no Senhor
Mauro Card. Piacenza
Prefeito
Celso Morga Iruzubieta
Arcebismo tit. de Alba Marítima
Secretário
Um cristão é assassinado a cada cinco minutos
BUDAPESTE, segunda-feira, 6 de junho de 2011 (ZENIT.org) - A cada cinco minutos, um cristão morre assassinado em razão de sua fé: este é o arrepiante dado difundido pelo sociólogo Massimo Introvigne em sua intervenção na Conferência Internacional sobre Diálogo Inter-Religioso entre Cristãos, Judeus e Muçulmanos, realizada em Gödöllö (Budapeste), promovida pela presidência húngara da União Europeia.
Introvigne, representante da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) para a luta contra a intolerância e a discriminação contra os cristãos, indicou que 105 mil deles são assassinados cada ano por sua fé, contando somente os verdadeiros martírios, os que são levados à morte pelo fato de serem cristãos, sem considerar as vítimas de guerras civis ou entre nações.
"Se não se gritam ao mundo estes números, se não se põe fim a este massacre, se não se reconhece que a perseguição dos cristãos é a primeira emergência mundial em matéria de violência e discriminação religiosa, o diálogo entre as religiões produzirá somente encontros muito bonitos, mas nenhum resultado concreto", declarou o especialista.
No encontro, participaram personalidades importantes, como o presidente dos bispos europeus, cardeal Péter Erdö; o custódio da Terra Santa, Pe. Pierbattista Pizzaballa; o presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, Dom Antonio Maria Vegliò; o arcebispo maronita de Beirute, Paul Matar; o "ministro de Assuntos Exteriores" da Igreja Ortodoxa Russa, metropolitano Hilarion; o representante do Conselho Judaico Europeu, Gusztav Zoltai; o da Organização da Conferência Islâmica, Ömür Orhunn; e o secretário-geral da Comissão para o diálogo islâmico-cristão no Líbano, Hares Chakib Chehab.
O diplomata egípcio Aly Mahmoud declarou que, no seu país, estão por chegar leis que protegerão as minorias cristãs, perseguindo como delito os discursos que incitam ao ódio e vetando as reuniões hostis no exterior das igrejas.
"Mas o perigo - destacou o cardeal Erdö - é que muitas comunidades cristãs no Oriente Médio morrem devido à emigração, porque os cristãos que se sentem ameaçados escaparão."
"Que a Europa se prepare para uma onda de imigração, desta vez de cristãos que fogem das perseguições", advertiu.
Por sua vez, o metropolitano Hilarion recordou que pelo menos um milhão de cristãos vítimas de perseguição no mundo são crianças.
Fonte: Zenit
Ainda sobre as supostas aparições marianas
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Andei fazendo umas modestas pesquisas, pois realmente estou de saco cheio desses supostos videntes falando sem parar e se pretendendo os bam bam bam's da mística ou os prediletos dos céus. Esta sede de protagonismo, na verdade, já bastaria para que nos convencêssemos da falsidade destes ludibriadores que ficam explorando a ignorância do povo com falsas previsões e ameaçazinhas, dizendo que quem não está com eles está contra Cristo.
Encontrei dois artigos que podem ajudar bastante a fazer brotar um santo ceticismo no meio católico. Por favor, os que facilmente se impressionam com essas estorietas, não deixem de lê-los.
O primeiro consiste numa carta escrita por Dom Aloísio Lorscheider, sobre visões e revelações particulares, da qual destaco o gracejo: "Além do mais, Maria Santíssima quando esteve aqui no mundo falou tão pouco. Será que se arrependeu e agora está falando pelos cotovelos?" Leiam aqui.
A segunda, trata da preocupação do Papa com estes casos de suposta vidência e as suas orientações para que os bispos saibam como agir quando surgirem relatos semelhantes. Destaco, deste texto a seguinte estatística: "sobre quase 300 pedidos de exame apresentados no último século, as autoridades eclesiásticas atestaram oficialmente como verdadeiras somente uma dezena das aparições." Fica ainda patente, neste artigo, a falsidade de Medjugorje. Leiam aqui.
Os dois elementos da Fé: a Proposição Conceitual e a Luz Infusa
Thomas Merton
O homem foi feito para conhecer a verdade, e a sua salvação consiste em amar a mais elevada Verdade, que não pode ser amada sem ser primeiro conhecida. Mas só há uma espécie de conhecimento que efetivamente confere ao homem a luz necessário a este fim sobrenatural. É o que lhe vem na obscuridade da fé.
Disse o profeta, "a menos que creiais, não entendereis". Só a fé nos pode dar a inteligência nos mistérios de Deus. Mas a fé tem algo a mais. "Sem fé, diz S. Paulo, é impossível agradar a Deus".
Que significa agradar a Deus? Deus agrada-se da alma que encontra cheia da sua realidade, seu amor, sua verdade. Misteriosamente, é conhecendo-O, que agradamos a Deus, pois só podemos conhecer, recebendo no coração a sua luz. A fé, portanto, não só é capaz de penetrar na íntima substância da Verdade de Deus, mas significa um conhecimento redentor. Ela nos "salva". Sua luz é mais do que um raio de especulação: confere a vida, transformando, com a luz e a paz, o ser inteiro do homem, que se torna nova criatura, nasce de novo.
Que vida nova é essa? É a presença substancial de Deus. É antes, uma nova presença de Deus que por seu poder, presença e essência, conserva todas as coisas no ser. Esta nova presença é espiritual. Que significa isso? Já a descrevemos. Deus é presente em sua luz, em seu amor. Pela fé, esperança e caridade, Deus torna-se objeto de uma experiência potencial nas profundezas da alma, já que pela graça Ele confere às faculdades o poder e o desejo de possuí-Lo na íntima consciência de nossa união com Ele por amor. Revela-se o interior da alma como objeto de sua mais profunda espera, e promete, por uma presença obscura, a sua clara visão. Suas promessas nos fazem desejar esta visão. E pelo desejo, abraçamos desde já a visão, embora permaneça ela obscura.
Numa palavra, a fé nos dá mais do que luz, mais do que vida, porque a "luz" que ela nos dá é Deus mesmo e a Vida que nos confere é o próprio ser de Deus, que criou toda vida soprando sobre os abismos, e que se torna o princípio da nossa existência sobrenatural.
Ora, nada disto flui pura e simplesmente do conteúdo conceitual da fé. É coisa que vem diretamente de Deus.
Que conclusão tiramos? Em cada ato de fé, há dois elementos em ação. Primeiro, a fórmula, o complexo conceitual que contém a verdade a que assentimos e que se apresenta à nossa mente como qualquer outro conhecimento intencional: na forma de um juízo. Mas ele não ilumina a mente da mesma forma que o conhecimento ordinário. No plano natural, um juízo conceitual ilumina a mente pela clara evidência que ele contém. No ato de fé, o conteúdo conceitual das proposições não lança por si mesmo nenhuma luz sobre o entendimento. A diferença entre a crença e a descrença não é medida pelo nosso poder de apreender o sentido dos artigos de fé. Um homem pode adquirir grande conhecimento técnico da teologia da Trindade sem crer na Trindade. Um outro sem nenhuma visão dos problemas dogmáticos envolvidos no mistério, pode acreditar nele. Este é aquele a quem Deus "salvou", e que pode ser elevado à contemplação. Assim, pois, em cada ato de fé há um segundo elemento, que é o mais importante: uma luz objetiva e sobrenatural a penetrar nas profundezas da alma e a comunicar-lhe o conteúdo real da verdade que não pode ser plenamente apreendido nos termos da proposição a crer.
Cada um dos dois elementos é absolutamente necessário ao ato de fé viva, porque há uma íntima relação entre eles. Se os artigos de fé fossem meramente uma ocasião para a infusão da luz sobrenatural, então não importaria o que Deus nos propõe a crer. Qualquer conceito serviria por igual. Mas isto significaria que o conteúdo intencional do nosso credo seria sem valor nem sentido. Bastaria ser sincero, e Deus infundiria a luz que o faria conhecido sem nenhuma relação com um corpo de verdades reveladas, de nulo valor objetivo.
A relação entre o conteúdo conceitual da fé, e a luz infusa pela qual Deus nos dá a sua verdade, está no seguinte: a verdade acha-se realmente contida, sob uma forma oculta, nos próprios artigos da fé. E é pela luz da fé que achamos a verdade nesses artigos.
Isso vale para todas as proposições de S. João da Cruz sobre o poder da fé: que ela é o único caminho para a união com Deus, que ela é essencialmente obscura e "esconde" a Deus, mas é ao mesmo tempo pura verdade, perfeita em sua certeza, e nos traz Deus como sob um manto de nuvem.
S. Tomás também aceita a nossa distinção, quando diz que a fé consiste principalmente numa luz infusa, mas que recebe dos vários artigos propostos à nossa crença a determinação a uma verdade particular.
Thomas Merton, Ascensão para a Verdade.
Pe. Fábio do Respeito Humano, CSN (Congregação dos Sem Noção)
Estes dias, alguém me comentava ter lido, neste blog, um comentário que fiz a uma antiga entrevista que o Pe. Fábio de Melo tinha dado no Programa do Jô e na qual ele pouco contribuíra para retirar os equívocos que o corpulento apresentador lançava. Eu dei um risinho - porque sempre me é dolorido criticar um padre - e acrescentei: "mas agora ele está mais quieto".
No entanto, fiquei a saber, já hoje, que o referido sacerdote, talvez com saudades das críticas a lhe ventilar o nome pelos espaços virtuais, fez um infeliz comentário sobre as agitações que têm tomado espaço nesta antiga Terra de Santa Cruz e que tratam de graves questões morais, como a aprovação da união estável entre pessoas do mesmo sexo e, agora, a busca, por parte de militantes gays, da criminalização da crítica - de que tipo for - à prática homossexual.
O Pe. Fábio, com o seu tom meloso de sempre - aparentemente sensato - mais uma vez se absteve de, no exercício do seu trabalho como padre e como apresentador de um programa televisivo supostamente católico, trazer, ainda que de modo mais ameno - vá lá! Ninguém tá pedindo que ele tenha tanta fibra quanto o Pe. Paulo Ricardo - um esclarecimento real sobre o ensino da Igreja nestas questões, como seria, aliás, o seu estrito dever. Ao contrário, Pe. Fábio parece ficar preocupado com o que possam pensar os homossexuais e, por causa disso, fala de questões jurídicas e de mil falaciosas conveniências, fazendo, porém, total abstração daquilo que é o coração da crítica religiosa à prática homossexual: ela constitui pecado grave e ofende o sagrado.
De modo contraditório, Pe. Fábio apela, repetidamente, para o cuidado com a dignidade do outro. Pra este padre, qual seria, então, a motivação que faz a Igreja lutar contra estas leis iníquas? Seria raiva gratuita? Seria capricho? Objetivamente falando, não é a prática homossexual que, neste contexto, mais fere e ofende a dignidade do ser humano? Pe. Fábio sabe mesmo que é padre? E diz que tem conversado com bispos esclarecidos. Ora, o que significará ser esclarecido para ele? Já vimos que a Igreja, com o seu discurso firme e inequívoco, parece se enquadrar, na visão do padre, naquilo que ele chama de "fanáticos". E isto porque a Igreja, para todo católico, é mestra infalível em moral! Para este padre, porém, ela parece ser só uma fanática. Pe. Fábio, portanto, se acha no direito de, enquanto a representa, mudar ou amenizar o seu discurso, substituindo-o pelo seu próprio, supostamente mais "esclarecido".
De fato, pode existir fanatismo, mesmo no meio religioso? É claro que pode! Ninguém aqui está legitimando a agressão a homossexuais ou coisas do tipo. Mas isto não significa que, no exercício da caridade, não se possa e não se deva agir com firmeza! A clareza do discurso é também questão de sinceridade! E estamos aqui, em última instância, a tratar da salvação de milhares de almas. Por isso que, do padre Fábio, como pai de almas que deveria ser, nós esperávamos uma sinceridade e firmeza maiores, menos respeito humano; enfim, menos conversa pra boi dormir.
E aí, o padre termina advertindo aos católicos - que parecem ser o grande foco de ataque dele; os gayzistas ficaram intocados. Diríamos que a atitude do Pe. Fábio prefigura a instauração do funesto PL 122/2006 que instaura a intocabilidade dos gays e lhes eleva quase à qualidade de sacrossantos objetos de culto - que cuidem para que o seu discurso não se torne um lugar de conforto. Conforto? Será confortável ficarmos sendo visados e sendo chamados de fanáticos? Será confortável sermos apontados na rua e sermos chamados de homofóbicos? Será confortável estarmos sendo ameaçados de prisão por manter uma coerência com a Fé que professamos? Ou será que não é mais confortável ir a uma televisão onde o idolatram, onde o padre faz sucesso pelas melosidades que declama, pela bela estética do seu rosto e, por fim, por ficar sempre no meio termo, sem querer se comprometer de modo claro? Quem está mesmo no lugar de conforto?
E apelando para o que o mesmo Pe. Fábio disse: se não sabe o que é a lei, não fala! Vai ler antes de fazer estrago na TV! Sacerdócio não é brincadeira! E se o Padre evoca a figura de Jesus, nós perguntamos: que Jesus será que o padre conheceu? Um Jesus romântico? Será que o padre acha que foi por querer ser amiguinho de todo mundo que Jesus foi à Cruz? Sugerimos ao padre que dê uma lida direito nos Evangelhos.
Por fim, há uns trechos de S. Josemaria Escrivá que parecem ser perfeitamente aplicáveis ao Pe. Fábio. Vão abaixo:
"Nunca queres "esgotar a verdade". - umas vezes, por correção. Outras - a maioria -, para não passares um mau bocado. Algumas, para evitá-lo aos outros. E, sempre, por covardia. Assim, com esse medo de aprofundar, jamais serás homem de critério.
Não tenhas medo à verdade, ainda que a verdade te acarrete a morte.
Não gosto de tanto eufemismo: à covardia, chamais prudência. - E a vossa "prudência" é ocasião para que os inimigos de Deus, com o cérebro vazio de idéias, tomem ares de sábios e ascendam a postos a que nunca deviam ascender.
Esse abuso não é irremediável. - É falta de caráter permitir que continue, como coisa desesperada e sem possível retificação. Não te esquives ao dever. - Cumpre-o em toda a linha, ainda que outros deixem de cumpri-lo.
Tens, como por aí se diz, "muita lábia". - Mas, com todo o teu palavreado, não conseguirás que eu justifique o que não tem justificação."
S. Josemaria Escrivá, Caminho, grifos meus
Que Deus esclareça este padre que, se tivesse um pouco do bom senso que ele recomenda aos outros, poderia fazer tanto bem...
Fábio
A Fé - o que é?
Desde que o ato de fé é o primeiro passo para a contemplação e para a visão beatífica, é extremamente importante a exata noção do que é realmente a fé. A fé é uma virtude sobrenatural, cuja função é capacitar a inteligência a dar firme e completo assentimento a verdades reveladas por Deus, não à força da clara evidência intrínseca das suas proposições sobre Deus, mas pela autoridade do próprio Deus que nos revela o que efetivamente não vemos.
Esse assentimento intelectual é feito por um livre ato da vontade iluminada e guiada pela graça e precedida de um julgamento racional da credibilidade, que não é, porém, o motivo interno da fé. A Igreja tem constantemente defendido o caráter intelectual do ato de fé. Seria um grave erro de doutrina sustentar que a fé é um "cego movimento da vontade". A Igreja, todavia, defende também o caráter essencialmente obscuro da fé. Ela não é e não pode ser assentimento dado à intrínseca evidência. Ela é essencialmente o "argumento de coisas que não aparecem". Cremos o que não vemos e por isto o ato de fé deixa de ser puramente intelectual: é elicitado sob o impulso da vontade.
Assim a Igreja defende o caráter essencialmente sobrenatural da fé. É um dom de Deus. É produzida sob a inspiração da graça, que age diretamente sobre as potências da alma, movidas, por assim dizer, pelo "dedo de Deus". Em cada ato de fé, o Espírito Santo toma a nossa vontade, que se afastara de Deus pelo pecado e "corrige" o seu objeto, enquanto, ao mesmo tempo ilumina a inteligência, e assim nós cremos (1).
Finalmente, qual é o objeto da fé? Deus mesmo. A fé termina em Deus, nesse sentido que cada artigo da verdade revelada acaba em Deus ou a Ele se refere, e também enquanto é por submissão à autoridade de Deus que a nossa mente aceita o que cremos.
Com este breve esboço do essencial da fé, podemos compreender o peso teológico da afirmação que faz S. João da Cruz, que "a fé, e só ela, é o meio próximo e proporcional pelo qual a alma é unida a Deus"(2). E em outro lugar: "esse conhecimento obscuro e amoroso, que é a fé, serve como um meio à união divina nesta vida, assim como, na outra, a luz da glória serve de intermediário à clara visão de Deus"(3).
S. João apenas repete a famosa expressão em que S. Tomás chama a fé início da vida eterna, quaedam inchoatio vitae aeternae. É a doutrina da Igreja no Catecismo do Concílio de Trento, onde lemos:
"A fé aguça tanto o poder da inteligência humana, que esta pode penetrar nos céus sem esforço e, banhada com a luz de Deus, se torna capaz de atingir em primeiro lugar a Fonte da Luz e, depois, todas as coisas abaixo de Deus... de tal modo que experimentamos com grande exultação a verdade de que fomos chamados das trevas à sua admirável luz, e nos alegramos com imenso alvoroço".
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1- Cf.: Definições do Concílio de Orange, Denz, 178-180.
2- Subida, Livro II, n. 9.
3- Subida, Livro II, n. 24.
Thomas Merton, Ascensão Para a Verdade, Cap. XV, pp. 184-185
Notícias sobre Gayice e Burrice
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Vi no Instituto Plínio Corrêa de Oliveira e no Sou Conservador.
- Primeiramente, uma ousada convocação dos gays - que se afirmam representantes da "tolerância" - para se reunirem, hoje, 01 de junho de 2011, em frente à Catedral de Brasília. E para quê? Para queimar livros religiosos! Se tais fossem os do Frei Betto sem noção, ou os do seu outro parceiro de dupla sertaneja, o Boff, a coisa não seria de todo ruim. Mas, e se entre os livros escolhidos, como parece evidente, estiverem Bíblias? Vejam o tipo de gente a quem querem conferir intocabilidade! Será que queimariam o Corão? Leiam a notícia aqui.
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- Outra: imaginemos que estivéssemos, agora, num colégio de crianças onde, teoricamente, deve reinar a disciplina e os alunos são educados, não somente nos rudimentos intelectuais, mas também nos costumes morais. No entanto, um dos alunos é flagrado entre "ousadias e indecências" com outro aluno. O que a vice-diretora faz? Dá-lhe uma suspensão de dois dias. Nada mais natural. Isso realmente aconteceu. Porém, estranhamente a mãe da criança foi na Secretaria da Educação reclamar da atitude da professora. Hein?! Ah, tá! Vá lá... há mães sem noção também, né? Mas, o que vocês acham que a Secretaria de Educação falou? "Minha senhora, a educadora agiu com razão, pois atitudes imorais destoam do ambiente escolar, não são apropriadas para crianças, podem servir de mau exemplo para os demais e, se não corrigidas, poderão resultar numa ulterior permissividade moral, uma não clareza da sua própria dignidade moral e da dos demais, e uma fraqueza de caráter." Não, não foi isso que a Secretaria de Educação disse. rsrs... Desculpem-me por lhes dar falsas esperanças. O que aconteceu é que chamaram a vice-diretora de "preconceituosa" e publicaram uma nota onde se lia: "Lamentamos a atitude da vice-diretora. Nossa orientação é sempre no sentido da inclusão e de respeito às diferenças. Atuamos de forma pedagógica, na perspectiva de construção do indivíduo e sua cidadania, com inclusão social, de gênero e de respeito à diversidade". Pois é. Deus queira que nesta escola nunca apareça um professor pedófilo, pois, se tal acontecesse, ele poderia ser liberado com uma nota parecida: "nossa orientação é sempre no sentido da inclusão e de respeito às diferenças". Leia aqui.
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Por fim, aquele que já está sendo, com razão, chamado o "Quiti Inguinoranssa" (será obra do Tiririca?) e que defende o uso ERRADO da Língua Portuguesa, afirmando que falar certo pode caracterizar preconceito. Chegaremos, talvez, ao dia em que um desses analfabetos funcionais, com ar de superioridade, ridicularizará alguém que fale certo na sua frente? Imaginem a cena: chega um senhor num ponto comercial e pergunta: "os senhores, por gentileza, poderiam me informar, se não abuso da vossa bondade, o melhor meio de chegar a este estabelecimento de cujo nome disponho aqui neste cartão?" Aí, os senhores lá se entreolham e começam a sorrir - mangar - freneticamente! "Hahaha! Cuma? Cuma que ocê falasse? hahaha.. ocê num estudô não, homi? Que buro, dá zeru pra êli" Ou isso, ou então isso: "Puliça! Prenda ece homi! Ocê tá prezo pur preconseitu cum nóis." A essa altura, teremos o Seu Crêyson pra presidente. Ou então o Lula de novo... Leiam aqui e aqui.
Não deixem, ainda, de votar na enquete do Sou Conservador e que traz a pergunta: "Nóis semo contra o a favô das mudanssa na lingoa portugueza?", e como respostas: "Nóis semo a favo", "Nós somos contra!" e "Nóis num çabemu".
Que Nossa Senhora proteja o Brasil desses que brincam com o seu povo.
31 de Maio, Coroação da Virgem Santíssima
"Ser pobre é assenhorar-se", escrevia Sta Teresa D'Avila, revelando, nesta frase, que havia compreendido intimamente a natureza daquele tesouro escondido que Cristo veio trazer aos seus. Tal é o segredo, também, da Virgem Santíssima, aprofundado a um nível que absolutamente nos escapa, e do qual só podemos falar de modo muito distante. É na sua perfeita pobreza, na sua abismal humildade, que ela, encantando o olhar divino, é elevada acima de toda criatura. "Olhou para a pequenez de Sua serva.. De hoje em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada".
Maria ama com perfeição e este amor perfeito lhe conduz a um abandono perfeito. "Que Ele cresça e eu diminua", diz S. João Batista, consumido de zelo, como novo Elias, pelo Adorável Cordeiro. Maria toma esta mesma resolução, própria dos verdadeiros amantes do Cristo. Não cessará de passar despercebida, de ocultar-se, de silenciar e observar uma imaculada discrição. Nosso Senhor, o único que sondava até o fundo a humildade da Santíssima Virgem e a perfeição das suas virtudes, colaborará com ela, a fim de elevá-la mais tarde, a alturas vertiginosas e inimagináveis aos homens. Maria aprenderá o desapego perfeito: "Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas do meu Pai?", "Minha mãe e meus irmãos são os que fazem a vontade do meu Pai" e "Mulher, eis aí o teu filho..." A perfeição do amor entrega e se entrega. Jesus cuidava para que a Virgem mantivesse suas mãos vazias, como pobre. E ela, por toda a sua vida, mantém uma perfeita fidelidade que supera a de Abraão e que se vislumbra no seu contínuo "faça-se".
O que é um pobre? É alguém que só se dá e que nada reclama para si. "Minha alegria é fazer a vondade do meu Pai", dirá Jesus, o pobre perfeito. "Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo o teu querer", dirá a Virgem Pobre. Oh, que espetáculo de perfeição! Que pobreza perfeita! "Bem aventurados os pobres, porque verão a Deus". Se ser pobre possibilita a visão de Deus, o quanto Maria não terá conhecido este tesouro escondido que é a Divindade? Conviveu com Ele doces anos numa casa pobre em Nazaré. Conhecia-O profundamente, mais do que qualquer outro. E, ainda assim, ei-la discreta, silenciosa, distante dos sucessos públicos, presente no silêncio da Cruz.
"O Meu Pai me ama porque dou a minha vida..." dirá Jesus. Maria, por sua vez, foi só abandono em Deus. Faça-se! Faça-se! Mesmo na dor, faça-se! "O reino dos céus é tomado à força e são os violentos que o conquistam!" Faça-se! E a espada violenta transpassou-lhe o coração. Faça-se...
Pela sua perfeita humildade, aprouve a Deus elevá-la acima dos homens e dos anjos. E Maria, a humilde serva, foi constituída Senhora, Rainha e Soberana do Céu e da Terra. Ei-la coroada de majestade e esplendor, com vestes esplendentes de ouro e de ofir. "Ser pobre é assenhorar-se"... Aquela que soube desapegar-se e que nada reclamou para si foi agora elevada às alturas.
Jesus não havia se aproveitado de Sua igualdade com Deus, aniquilando-se a Si mesmo, diz S. Paulo. Maria, também, sendo Mãe de Deus, não se utilizou de tamanha dignidade e, como Seu Filho, aniquilou-se. Foi, portanto, conduzida aos Céus e a ela, a mais perfeita das criaturas, foi dada a dignidade de Rainha e a missão de ser mãe e senhora dos homens. Neste dia 31 de maio, dia da Coroação, tenhamos tudo isto em vista, para que compreendamos que a dignidade de nossa querida Mãe extrapola toda definição, assim como foi além de todo conceito a profundidade do Seu amor.
Ad Iesum Per Mariam
Fábio.
Tempo das almas no Purgatório
Ainda pra brincar com a teoriazinha do sr. Cláudio Heckert, para quem as almas parecem ficar pouquíssimo tempo no Purgatório, ponho um texto abaixo que diz algo um tanto diferente:
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Assegura-nos S. Vicente Ferrer, que há almas que ficaram no purgatório um ano inteiro por um só pecado. Santa Francisca afirma que a maioria das almas do purgatório lá sofrem de trinta a quarenta anos. Muitos santos viram almas destinadas a sofrer no purgatório até o fim do mundo.
As almas simples e humildes, sobretudo as que muito sofreram neste mundo com paciência e se conformaram perfeitamente com a vontade de Deus, podem ter um purgatório muitíssimo abreviado, às vezes horas...
S. Paulo da Cruz, estando em oração, ouviu que batiam à porta com força. - Que queres de mim, pergunta.
- Quanto sofro. Quanto sofro, meu Deus! Sou a alma daquele padre falecido. Há tanto tempo estou num oceano de fogo, há tanto tempo!... Parecem mil anos!
São Paulo da Cruz o conheceu logo e respondeu admirado: Meu padre, faz tão pouco tempo que faleceu e já me falas em mil anos. O pobre padre pediu sufrágios e desapareceu.
São Paulo da Cruz, comovido, orou muito por ele e no dia seguinte celebrou a Missa pela defunto. Viu-o, então, entrar triunfante no céu, na hora da comunhão.
São Paulo da Cruz, comovido, orou muito por ele e no dia seguinte celebrou a Missa pela defunto. Viu-o, então, entrar triunfante no céu, na hora da comunhão.
O Papa Inocêncio III apareceu a Santa Lutgarga dizendo que deveria ficar no purgatório até o fim do mundo por algumas faltas no governo da Igreja.
Nosso Senhor mostrou-lhe quatro padres que estavam lá já mais de cinquenta anos, por administrarem mal os Ss. Sacramentos.
Santa Verônica Juliani fala de uma irmã que deveria ali permanecer tantos anos quantos passou neste mundo.
Ao padre Scoof, de Louvain, foi revelado que um banqueiro de Antuérpia estava no purgatório há mais de duzentos anos porque tinham rezado pouco por ele.
Toma, pois, a resolução de jamais deixar passar um dia sequer sem rezar pelos parentes falecidos. Tem piedade daqueles que nos deixaram e que agora estão sofrendo. Pensa nos membros de tua família que faleceram e que tens deixado em tão lamentável e total esquecimento.
Fonte: Almas do Purgatório
A Idade Média vista pelo Renascimento - Étienne Gilson: "seria triste, se não fosse cômico"
Nada se iguala à paixão dos historiadores do Renascimento pelo individualismo, pela independência do espírito e pela rebelião contra o princípio de autoridade, se não fosse a docilidade com a qual se copiam uns aos outros e dogmatizam sobre essa Idade Média, sobre a qual, na realidade, sabem apenas pouca coisa. O fato de essa atitude ser comum seria sem importância; mas que aqueles que assim falam de coisas que ignoram se posicionem como defensores da razão e da observação pessoal, e que acusem de ceder ao preconceito aqueles que se permitem discutir os seus, seria triste, se não fosse cômico. A indiferença aos fatos, o desprezo pela observação direta e pela informação pessoal, o hábito de responder a tudo em nome de hipóteses que se tomam por evidências, o dogmatismo ingênuo com o qual acusam de falta de espírito crítico aqueles que, em nome de fatos observáveis, se permitem pôr em dúvida o valor de suas posições, enfim, todas essas falhas com as quais eles compõem sua Idade Média, e que sem dúvida aí prosperaram como em todas as épocas da história, dariam um quadro bastante fiel de sua própria atitude. Todas as falhas de que acusam a Idade Média, eles as têm.1
Diante de tal desacordo dos fatos e da teoria, poder-se-ia acreditar que a teoria consentirá enfim em ceder. Que nos desenganemos, e é aqui, na verdade, que atingimos o nós do problema. A interpretação do Renascimento e da Idade Média que temos sob os olhos não é de forma alguma, como poderíamos acreditar, uma hipótese histórica sujeita aos fatos. É um mito. Um mito como tal não é discutível. Não são os fatos que o justificam, é ele quem dita os fatos.2
1. Étienne Gilson, Heloísa e Abelardo, Cap. VIII, pp. 153-154
2. ibidem, pp. 156-157
Visita do GRAA aos TLCistas de Taquarana
Nos últimos dias 29 e 30 de maio de 2011 (sábado e domingo), o Grupo de Resgate Anjos de Adoração, representado por dois de seus membros (Fábio Luciano e Rafaely Alencar) viajaram à cidade de Taquarana, estado de Alagoas, diocese de Penedo, a convite de um grupo de TLCistas.
Foi a primeira vez que estivemos nesta cidade. Na verdade, o Breno Kennedy, um dos nossos e, em todo caso, o mais famoso da turma (¬¬!) já tinha contato com este grupo de TLC. Aliás, ele mora na mesma casa que o Victor (ver foto abaixo), ou melhor, eles partilham do mesmo quarto numa residência universitária.
Bom! Convite feito, lá fomos nós. Taquarana é uma cidade do interior em que faz bastante frio, embora eles achem que não... rs. Mas é bastante bonita, aconchegante, calma, tem muito verde, várias pracinhas muito jeitosas, um padre que é um santo, e uma juventude que tem um potencial gigante!
Queremos reafirmar aqui que nos sentimos honrados pelo convite que foi feito e agradecemos por toda a acolhida que recebemos. De fato, além de ser uma missão, foi muito agradável. Há tempo que eu não me divertia tanto! rsrs...
Nós, do GRAA, pedimos a Nosso Senhor que abençoe profusamente este grupo e que a Virgem Santíssima os conduza aos cumes da santidade.
Abaixo, vão algumas fotos do lugar (clique para ampliar). Pax.
Igreja de Santa Cruz em Taquarana |
Palestra no sábado à noite |
TLCistas de Taquarana e Anadia |
Violeiros |
Turma boa! |
Victor, em cuja casa ficamos hospedados. |
Igreja de Taquarana de dia |
Início do encontro no Domingo |
Finalzinho |
Casa do Victor, seus pais e demais amigos. |
Medjugorje? Não, não.. Somente uma foto mal tirada ^.^ |
Mary's Song - Beautiful...
Meu amor por Mamãe tem crescido a passos largos, graças a Deus.
Estes dias me vi profundamente agradecido pela grande honra de ser consagrado a ela a partir da escravidão de amor. Que todas as gerações bendigam esta que é como uma encarnação da ternura.
Thomas Merton sobre o fim dos tempos - sem datas nem sensacionalismos...
Deveis saber e deveis crer, por certo, que o dia de perseguição já começou a desabar sobre novas cabeças, e também o fim do mundo e o tempo do anticristo, de maneira que devemos, todos, nos manter prontos para o combate, e nenhum de nós deve pensar em outra coisa senão na glória da vida eterna e na coroa prometida aos que confessam o Nome do Senhor. Tampouco devemos pensar que o que vai suceder seja semelhante àquilo a que já estamos acostumados. Muito pior e mais selvagem é a luta que agora se apresenta a nós, e os soldados de Cristo devem preparar-se por meio da mais pura fé e de uma coragem indomável, recordando-se de que a razão por que bebem, diariamente, o cálice do Sangue de Cristo é a de poderem derramar o seu sangue por Cristo.
É isso que significa ser encontrado em Cristo: imitar os ensinamentos e as ações de Cristo conforme as palavras do Apóstolo João: "Aquele que diz estar em Cristo deve caminhar como Cristo caminhou", e o Bem-aventurado Apóstolo Paulo nos exorta e ensina com estas palavras: "Somos filhos. Se filhos de Deus, somos também herdeiros de Deus, co-herdeiros com Cristo, contanto que soframos com ele de maneira a sermos, com ele, glorificados".
Thomas Merton, O Pão Vivo.
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Bom, falando ainda sobre a falsidade das profecias do sr. Cláudio Heckert, mais uma evidência: ele e todo o movimento Salvai Almas ficam recebendo, recorrentemente, avisos sobre o estado do Purgatório e, em geral, ele parece estar vazio. rsrs.. No entanto, Nossa Senhora, em Fátima, disse que a Amélia ficaria lá até o fim do mundo. Quem merece mais crédito?
Pax et Bonum.
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